terça-feira, 14 de julho de 2020

 Covid-19/ Madagáscar anunciou a morte de dois parlamentares e 25 infectados

Bissau,14 Jul 20(ANG) - O Presidente de Madagáscar

, Andry Rajoelina, anunciou hoje, na televisão, que dois parlamentares morreram e que outros estão infectados com o novo coronavírus, bem como alguns funcionários do gabinete presidencial.

"Um membro do parlamento morreu, um senador morreu, e após os testes, há agora 11 deputados portadores do vírus (da) covid-19, e a nível do Senado, 14 pessoas estão infectadas", disse o Presidente malgaxe.

A morte do deputado do partido presidencial não foi registada na lista oficial dos que morreram devido à pandemia, com o pretexto de não ter sido testado para o novo coronavírus.

A morte do senador foi classificada como "normal" antes da confirmação hoje de que estava infectado.

Andry Rajoelina acrescentou que funcionários presidenciais também tinham sido infectados.

"Não posso revelar a sua identidade, mas um colaborador próximo também está infectado", disse o chefe de Estado.

O país defendeu no início da pandemia um chá de ervas contra a covid-19 e em Abril soldados malgaxes, fardados, mas sem armas, chegaram a ir de porta em porta nas ruas da capital de Madagáscar distribuir um chá de ervas contra o novo coronavírus, elogiado pelo Presidente Andry Rajoelina.

A bebida, desenvolvida pelo Instituto Malgaxe de Investigação Aplicada (Imra), é feita a partir de artemísia, planta com eficácia comprovada contra a malária.

"Foram realizados testes. Duas pessoas estão agora curadas por este tratamento", afirmou Andry Rajoelina naquela altura.

O chefe de Estado acrescentou: "Este chá de ervas dá resultados em sete dias (...). Podemos mudar a história do mundo inteiro".

A eficácia do chá de ervas contra o novo coronavírus não foi, porém, objecto de qualquer estudo científico publicado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) salientou que "não existem provas de que os medicamentos actuais possam prevenir ou curar a doença", embora tenha reconhecido que "os remédios tradicionais (...) podem aliviar os sintomas da covid-19".

Em Madagáscar, um país muito pobre do Oceano Índico, a população, que toma regularmente remédios fitoterápicos (a partir de derivados vegetais), acolheu de braços abertos a inesperada e gratuita distribuição do chá de ervas 'Covid-Organics'.

Desde o início da pandemia, 2.573 pessoas foram infectadas, 35 das quais morreram em Madagáscar. O Governo estima que o pico da epidemia ocorrerá apenas no final de Agosto.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 566 mil mortos e infectou mais de 12,79 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em África, há 12.988 mortos confirmados em cerca de 578 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. ANG/Angop

      Mali/Comunidade internacional preocupada com a situação do país

Bissau,14 Jul 20(ANG) - A comunidade internaci

onal manifestou a sua "profunda" preocupação com a evolução da situação no Mali, depois da manifestação de 10 deste mês, exigindo a demissão do Presidente brahim Boubacar Kéita, acusado de "má governação" e "má gestão" da crise multiforme no país.

A inquietação foi expressa por representantes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da União Africana (UA), da União Europeia (UE) e das Nações Unidas no Mali,  depois da manifestação organizada pelo Movimento de 5 de Junho - Coligação das Forças Patrióticas (M5-RFP).

Num comunicado à imprensa transmitido pela PANA, em Bamako, estas organizações  lamentam que edifícios públicos e privados sejam visados pela violência que causou perda de vidas humanas, numerosos feridos e deterioração de bens do Estado e particulares.

Os representantes destas organizações apresentam as suas "mais profundas condolências" às famílias enlutadas e desejam rápidas melhoras a todos os feridos e condenam fortemente qualquer forma de violência como meio de resolver a crise.

Condenam o uso da força letal no quadro da manutenção da ordem e  convidam todas as partes à contenção e pedem ainda para priorizar o diálogo, a acção concertada e os canais pacíficos para a resolução de crises.

Exprimem a sua preocupação pela detenção dos líderes do Movimento M5-RFP, o que consideram contrário ao espírito de diálogo manifestado pelo Presidente da República e pelo primeiro-ministro e convidam o Governo maliano a criar as condições para este diálogo político, a começar pela libertação dos detidos.

Declaram-se persuadidos de que as conclusões da recente missão ministerial da CEDEAO lançou as bases para uma solução apropriada  com vista  a um acordo político para acabar com a crise.

Os ministros das Relações Exteriores do Níger, da Nigéria e da Côte d'Ivoire e o presidente da Comissão da organização sub-regional estiveram, de 18 a 20 de Junho, na capital do Mali, para encontrar uma solução para a crise maliana.

No termo desta visita, os emissários da CEDEAO recomendaram, entre outras, a organização de eleições legislativas parciais nas circunscrições eleitorais onde se contesta os resultados finais proclamados pelo Tribunal Constitucional e a formação de um Governo de unidade nacional.

Sexta-feira, milhares de manifestantes juntaram-se pela terceira vez na Praça da Independência, em Bamako, depois das manifestações de 5 e 19 de Junho, para exigir a demissão do Presidente Kéita e do seu regime.

Foram depois à Assembleia Nacional e à Radiotelevisão do Mali (ORTM), que saquearam parcialmente, antes de pilharam e queimarem veículos públicos e privados.

Esta acção de desobediência civil lançada pelo M5-RFP continuou sábado, domingo e segunda-feira.

Um relatório final dá conta de 11 mortos e mais de 120 feridos, segundo fontes  hospitalares. O funeral destas vítimas mortas pela Polícia ocorreu domingo à tarde sob a liderança do influente Imam Dicko, autoridade moral da contestação.

Este último aproveitou a oportunidade para exortar os jovens a uma maior contenção e a absterem-se de destruir os bens do Estado e privados, mantendo a disciplina.

"Podemos conseguir o que procuramos sem violência", aconselhou o Imam Dicko, ex-presidente do Alto Conselho Islâmico do Mali (HCIM), a maior organização religiosa do país.ANG/Angop

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG

Preservação de espécie/”As duas chimpanzés  da Guiné-Bissau estão bem no Santuário no Quénia”, revela o IBAP

Bissau, 13 Jul 20 (ANG) – A Coordenadora de Departamento de Conservação de Biodiversidade do Instituto da Biodiversidade e das Árias Protegidas (IBAB), revelou hoje que as duas chimpanzés denominadas Bó e Bela, que em Maio de 2018 foram transferidas para o Santuário de Quénia, se encontram em óptimas condições de saúde.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Aissa Regalla de Barros disse que o Bó e Bela fizeram boa viagem para Quénia, e tive

ram que passar pela quarentena para serem testadas, se são ou não portadores de qualquer doença.

“Mas tudo bateu certo porque antes de partida, os dois animais passaram por muitos exames veterinários. Partiram sem qualquer doença que podia contaminar outros chimpanzés no mesmo Santuário onde foram recebidos”, descreveu a Coordenadora.

Acrescentou  que  para se adaptarem a nova casa, tinham uma instrutora veterinário que lhes orientavam em quase tudo: como arranjar a cama, recuperar os alimentos  entre outras .

“Para inserirem na comunidade de outros chimpanzés de mesmo Santuário, tinham que arranjar uma mãe adotiva que ficava todos os dias com elas, como forma de se adaptarem ao cheiro dos outros. Se não poderiam ser atacadas por outros chimpanzés do sexo masculino”, disse Aissa Regalla de Barros.

Aquela responsável destacou que a Direcção das Florestas e Fauna Selvagem, está a trabalhar muito no que tem a ver com os casos de chimpanzés, acrescentando que, já identificaram cinco chimpanzés que se encontram em alguns cativeiros do país.

Segundo Aicha Regala estes animais já não têm condições de regressar para as matas, e o país não tem condições de construir um  Santuário para abrigá-los.

Aissa  Barros acrescentou  que os cinco chimpanzés correm o risco de não terem um futuro condigno, porque precisam de muito cuidado para sobreviverem num ambiente compatível à suas realidades.

“A prática de capturar os chimpanzés para o cativeiro não é uma boa ideia, porque as pessoas podem pensar que têm capacidade de domesticá-los mas, pelo contrário, enganam-se. Têm os seus meios e o seu ambiente. Quando começam  a cresce vem logo o processo de acasalamento, e se isso não acontecer, tornam-se agressivos, o que lhe leva muita das vezes a atacar as pessoas”, revelou Aissa Regalla.

A Coordenadora de Departamento de Conservação de Biodiversidade realçou  que a Direcção das Florestas e Fauna Selvagem continuará a trabalhar no sentido de identificar quantos chimpazes ainda se encontram no cativeiro, para mais tarde estudar os mecanismos para encontrar um financiamento  para a construção de um santuário que poderá abrigá-los aqui no país.

Questionado sobre se o país é que custea a estadia de Bó e Bela no estrangeiro, Aissa Regala disse que a Guiné-Bissau não paga nada para a estada dos dois  animais no Santuário de Quénia, porque tudo é sustentado por uma Organização que trabalha com  fundos angariados pelos turistas e financiamentos de parceiros. ANG/LLA/ÂC//SG

Covid-19/Governo estuda possibilidades de apoiar operadores turísticos mais afectados pela pandemia

Bissau,13 Jul 20(ANG) – O Director-geral do Turismo disse que o Governo está empenhado neste momento a fazer diligências junto dos seus parceiros de forma a conseguir apoios para dar uma “mãozinha” à alguns operadores turísticos que sofreram grandes prejuízos neste período da pandemia de covid-19.

Em entrevista exclusiva à ANG, Sirma Seide disse que foi com base nesta preocupação que estão a efectuar os levantamentos, ao nível das regiões do país, para constatar

de facto as reais situações dos empreendimentos turísticos.

“Por exemplo, visitamos recentemente um empreendimento turístico na região de Biombo onde constatamos que está a beira de fechar as portas por falta de condições financeiras para suportar encargos com o trabalhadores e outras despesas diárias”, explicou.

Sirma Seide sublinhou que muitos empreendimentos turísticos sofrem enormes prejuízos quando preparam as refeições e outros serviços disponíveis e ao fim ao cabo não têm clientes para as consumir.

Referiu  que muitos  iniciaram os seus serviços de forma legal, investindo avultados somas em dinheiro, e reconhecidos pelas vistorias dos técnicos do turismo mas que,  com o eclodir da pandemia todo esse investimento foi para água baixo, e resolveram fechar as portas.

“Constatamos ainda  que  muitos empreendimentos, sem apoio do Governo,  não vão conseguir se recuperar dos prejuízos sofridos no fim da crise”, disse.

O Director-geral do Turismo sublinhou que este conjunto de situações por que passam  os operadores turísticos neste momento, está a preocupar a Secretaria de Estado de Turismo e o Governo em geral, acrescentando que, é  com esse propósito que estão a fazer um levantamento exaustivo das suas necessidades com vista a um eventual apoio.

Sirma Seide frisou que, para que isso aconteça é preciso que os operadores turísticos estejam devidamente legalizados e que cumpram com os seus deveres, nomeadamente de pagamento de impostos, licenças e outros requisitos que o Estado exige para qualquer operador do sector.

Salientou que quem  erguer um empreendimento turístico sem o aval das autoridades competentes e sem licenças prévias e que decida começar a operar a revelia do Estado, terá  dificuldades para beneficiar de um eventual apoio do  Estado. ANG/ÂC//SG

Diplomacia/ Embaixador de Nigéria satisfeito com actual momento de estabilidade politica no país

Bissau, 13 jul 20 (ANG) – O embaixador da Nigéria, em final da missão na Guiné Bissau, disse hoje que está satisfeito com o actual momento de estabilidade política no país.

Adeyeme Ambrosio Afolaha fez esta afirmação á imprensa à saída de 

um encontro com o Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá.

O encontro serviu para o embaixador da Nigéria na Guiné-Bissau se despedir do líder do parlamento guineense.

Adeyeme Afolaha  justificou a sua afirmação com aprovação do programa do governo e o funcionamento normal das intuições do Estado.

O embaixador disse ainda que se regozija  com o facto de a solução da  crise política ser encontrado pelos próprios guineenses sem a intervenção da comunidade internacional, porque “não há país no mundo sem desafios e a solução sempre é encontrada pelos seus dirigentes”.

Adeyeme Ambrosio Afolaha  elogiou a comunicação social pelo papel  desempenhado durante a crise politica, dizendo que a imprensa tem sido imparcial no tratamento dos factos.

O embaixador da Nigéria  Adeyeme Ambrosio Afolaha chegou a Guiné Bissau na dia 27 de Setembro de 2017, e a sua missão termina no fim deste mês. ANG/LPG/ÂC//SG


Religião/Bispo de Bissau Camnaté Na Bissign renuncia ao cargo devido a doença

 Bissau,13 Jul 20(ANG) - O bispo de Bissau, Camnat

é Na Bissign, de 67 anos, anunciou no sábado que renuncia ao cargo devido a problemas de saúde, declarou o próprio numa conferência de imprensa na capital guineense.

 Ordenado bispo em 2000, José Camnaté Na Bissign, natural de Mansoa, no centro da Guiné-Bissau, deixa o cargo na sequência de um pedido formalizado e aceite pelo Papa Francisco.

 O prelado não especificou a natureza da sua doença, mas alegou que esta o impede “de cumprir cabalmente com os compromissos administrativos do cargo”.

 Ordenado bispo em 12 de fevereiro de 2000, Camnaté Na Bissign foi nomeado pelo Papa João Paulo II como sucessor do então bispo, Septimio Arturro Ferazzeta, que liderava a igreja católica na Guiné-Bissau.

Camnaté Na Bissign, nascido a 28 de Maio de 1953, em Mansoa, Norte da Guiné-Bissau, foi o primeiro cidadão guineense a ser nomeado bispo, e  a sua ordenação sacerdotal  ocorreu   a 31 de dezembro de 1982, em Bissau, com 29 anos de idade.

 Segundo o comunicado da diocese de Bissau, na sequência desta renúncia, Na Bissing tornar-se-á bispo emérito, embora a idade prevista para a resignação seja de 75 anos. Segundo o Direito Canónico, os bispos diocesanos podem resignar-se antecipadamente se em causa estiver uma precaridade da saúde ou outras razões plausíveis.

 Com a renúncia de Na Bissing, Dom José lampra Cá, Bispo Auxiliar de Bissau foi nomeado  administrador apostólico da Diocese de Bissau, e vai exercer essas funções até a  nomeação de um novo bispo.

 Para além da Diocese de Bissau, a Guiné-Bissau ainda conta com  as Dioceses de Leste e Sul, dirigidos pelo Bispo brasileiro, Carlos Zilly. ANG/Lusa

Covid-19: Governo  adia reabertura das aulas   

 

Bissau, 13 jul 20 (ANG) - O Governo decidiu adiar para uma nova data a retoma de aulas presenciais por entender que nenhuma escola tem condições para observar o distanciamento entre alunos, anunciou o Ministério da Educação.

 Numa primeira decisão, o Governo ordenou o recomeço das aulas, interrompidas desde março, para esta segunda-feira, mesmo perante as reticências dos sindicatos dos professores e das associações de alunos.

 Em reunião realizada na sexta-feira entre os ministros da Educação, Jibril Baldé, e da Saúde, António Deuna, na presença da alta-comissária de luta contra a covid-19, Magda Robalo, decidiu-se pelo adiamento da retoma das aulas até uma nova data.

 A decisão baseia-se nas conclusões de uma comissão instituída pelo Governo para analisar a evolução da doença e que irá propor mecanismos da retoma das aulas.

 A comissão concluiu que "nenhuma escola do país está em condições de implementar o distanciamento social", conforme recomenda o Ministério da Saúde, refere o Ministério da Educação.

 A comissão detetou que "há insuficiência de salas de aula, número excessivo de alunos por turma, falta de carteiras individuais, insuficiência de professores em caso de implementação do distanciamento social e falta de condições higiénico-sanitárias para a retoma das aulas presenciais".

 Por tudo isso, a comissão entende ser "difícil, senão mesmo impossível a reabertura das aulas no dia 13 de julho, segunda-feira", acrescenta-se na nota do Ministério da Educação.

 A Guiné-Bissau tem 1.842 casos confirmados da covid-19 e 26 mortos.

 Em África, há 12.633 mortos confirmados em mais de 557 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

 A pandemia de covid-19 já provocou mais de 556 mil mortos e infetou mais de 12,36 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.ANG/Lusa

Sociedade/Diáspora guineense reúne centenas em Lisboa em manifestação contra  situação no país

Bissau,13 Jul 20(ANG) - Cerca de cinco

centenas de cidadãos guineenses a viver em Portugal participaram no sábado numa manifestação, em Lisboa, de protestos contra  a atual situação política na Guiné-Bissau.

Os manifestantes pediram o  respeito pela Constituição e pelos valores democráticos neste país lusófono.

 Entre cânticos, várias palavras de ordem, diversos cartazes e as cores da bandeira da Guiné-Bissau (amarelo, verde e vermelho), os manifestantes concentraram-se inicialmente, ao início da tarde de sábado, na zona do Rossio, tendo depois iniciado uma curta marcha até à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), também localizada na Baixa pombalina.

"Abaixo Governo Golpista", "Terrorista é a Ditadura que mata", "Quem adormece a democracia, acorda a ditadura" ou "Vamos todos lutar por uma Guiné melhor" eram algumas das frases escritas nos vários cartazes exibidos pelos manifestantes, a grande maioria com máscaras de proteção individual por causa da atual pandemia de covid-19, mas, em alguns momentos do protesto, longe de cumprir o necessário distanciamento físico.

"Estou muito descontente com o que se está a passar na Guiné-Bissau neste momento. Porque estamos a perder a liberdade cada vez mais. Quem critica, quem é da oposição, é amordaçado, é atacado", disse, em declarações à agência Lusa, Mariano Quade, um dos organizadores do protesto.

"Esta manifestação é para demonstrar isso e para demonstrar que queremos que pelo menos os políticos deem o exemplo. Que sigam a Constituição, que respeitem a lei magna do país, que diz que todos os organismos ou que todos os órgãos soberanos devem ter espaço para se expressar, para haver verdadeiramente uma democracia, uma sociedade democrática", reforçou o ativista guineense.

A Guiné-Bissau está a viver um período de especial tensão política desde o início do ano, depois de a Comissão Nacional de Eleições ter declarado Umaro Sissoco Embaló vencedor da segunda volta das eleições presidenciais.

O candidato dado como derrotado, Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), não reconheceu os resultados eleitorais, alegando que houve fraude e meteu um recurso de contencioso eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça, que não tomou, até à data, qualquer decisão.

Umaro Sissoco Embaló autoproclamou-se Presidente da Guiné-Bissau em fevereiro e acabou por ser reconhecido como vencedor das eleições pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que tem mediado a crise política no país, e pela ONU e restantes parceiros internacionais.

Após ter tomado posse, o chefe de Estado demitiu o Governo liderado por Aristides Gomes, saído das eleições legislativas de 2019 ganhas pelo PAIGC, e nomeou um outro liderado por Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), que assumiu o poder com o apoio das forças armadas do país, que ocuparam as instituições do Estado.

A manifestação da diáspora guineense em Lisboa aconteceu numa altura em que Nuno Nabian se encontra em Portugal e foi realizada no mesmo dia em que, de manhã, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau foi recebido numa audiência de cortesia pelo chefe do Governo português, António Costa.

Este facto não passou despercebido aos guineenses concentrados na capital portuguesa.

"Esta manifestação é feita num momento em que temos um primeiro-ministro que também foi colocado à força, à revelia daquilo que é a ordem democrática. E também estranhamos, e de que maneira, a receção ou o acolhimento oficial que tem sido dado a um primeiro-ministro que não está de acordo com aquilo que é a Constituição", declarou Mariano Quade.

"Sabemos que Portugal é um país democrático, que defende a democracia. E o que nós esperávamos era que pelo menos fosse ao encontro desses princípios e isso não está a ser observado", prosseguiu.

Nesse sentido, o ativista guineense deixou um apelo dirigido ao executivo português.

"Queremos que Portugal e que o seu Governo interfira e possa ajudar no sentido de repor a ordem constitucional, que o Governo [guineense] saído das urnas possa retomar as suas funções. (...) Apelamos ao Governo português que reflita sobre esta matéria", disse Mariano Quade.

"Esta manifestação é uma representatividade da diáspora cá em Portugal a dizer não, que este não é o caminho, vamos respeitar, vamos pela lei, vamos respeitar a Constituição e vamos pôr a Guiné a andar minimamente dentro das regras", reforçou o ativista ainda junto da sede da CPLP, onde os manifestantes permaneceram uns largos minutos antes de regressarem à zona do Rossio para prosseguir o protesto.

Ainda este mês, no próximo dia 23, os guineenses na diáspora pretendem manifestar-se em Bruxelas (Bélgica), junto da sede da União Europeia (UE), para denunciar igualmente a situação que atravessa atualmente este país lusófono.

"Temos autorização para lá estar, vamos ser ouvidos pelo Parlamento Europeu, no sentido de os sensibilizar para aquilo que é o respeito pela ordem constitucional na Guiné-Bissau", explicou o ativista, concluindo: "Não pedimos de mais, só estamos a pedir que o nosso país seja governado dentro daquilo que são as regras".

O Presidente Umaro Sissoco Embaló anunciou recentemente que o Estado vai passar a monitorizar as comunicações entre os cidadãos, alegando que a medida visa garantir a segurança.

Organizações da sociedade civil guineense têm denunciado detenções e espancamentos de pelo menos uma centena de pessoas, incluindo políticos e empresários, vítimas de violência policial.ANG/Lusa

Política/”Portugal quer “reforçar cooperação” com Guiné-Bissau na saúde, educação e justiça”, diz António Costa

 Bissau,13 Jul 20(ANG) - O primeiro-ministro português, António Costa, afirmou no sábado estar “empenhado em reforçar a cooperação” com a Guiné-Bissau em três áreas, saúde, educação e justiça, após um encontro, em Lisboa, com o seu homólogo guineense, Nuno Nabian.

 No 'tweet' publicado na sua conta no Twitter, António Costa afirma ter

 sublinhado o seu “empenho pessoal no relacionamento fraterno entre Portugal e a Guiné-Bissau”, que “deve estar à altura dos laços históricos” que unem os dois povos.

 “Portugal é o principal parceiro económico da Guiné-Bissau e está empenhado em reforçar a cooperação para fazer face aos principais desafios enfrentados pela sociedade guineense, em particular nas áreas da saúde, educação e justiça”, lê-se num dos dois 'tweets' publicados, acompanhados por fotografias do encontro, na residência oficial de São Bento, com Nuno Nabian, que efetua uma visita privada a Lisboa. ANG/LUSA

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Direcção Geral da Cultura/Secretário de Estado  diz que não foram despejados da antiga instalação sita no “Império”

Bissau, 10 Jul 20 (ANG) – O Secretário de Estado de Cultura (SEC), disse hoje que os funcionários afectos à Direcção Geral  deste pelouro não foram despejados da antiga instalação sita na Praça dos Heróis Nacionais(Império) contrariamente à boatos que circulam no país e nas redes sociais.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Franceli

no da Cunha disse que um acto de despejo só pode acontecer no momento em que o proprietário da casa presta queixa judicial ao seu rendeiro, por motivo de acumulação de dívidas, o que segundo disse, não foi o caso.

O governante acrescentou  que a DG da Cultura foi transferida para outro edifício porque o executivo tem outros planos para as instalações onde funcionava.

Disse que  a nova sede da Direcção Geral da Cultura vai ser conhecida oportunamente.

 “Fomos apresentados propostas de três instalações para escolhermos uma, mas no momento estamos a estudar a possibilidade de escolher qual delas será melhor para o nosso funcionamento”, disse Cunha.

Aquele responsável assegurou  que as próximas instalações que vai ocupar apresentará melhores condições, e vai poder albergar todos os funcionários daquela instituição.

“Na anterior sede funcionava somente a Direção Geral de Cultura, porque o próprio Secretário de Estado da Cultura instalou o seu gabinete no Palácio de Governo, e eu não tinha como controlar os funcionários uma vez que estávamos dispersos e distantes um do outro”, disse acrescentando  que a mudança de edifício da Direcção Geral da Cultura não representa algo estranho.

Transeuntes estranharam quinta-feira a mudança da DG da Cultura com equipamentos,máscaras e vários outros pertenças dessa direcção na rua, e rapidamente boatos circularam de que o edifício vai passar a pertencer a Presidência da República.

O antigo Gabinete dos ex-Primeiro-ministros, Martinho Ndafa Cabi e Carlos Gomes Júnior e antiga sede do Ministérios dos Negócios Estrangeiros havia sido cobiçado tempos passados  pelo Ministério dos Combatentes da Liberdade da Pátria.

Na mesma área está a sede da Ordem dos Advogados, igualmente alvo de boatos a favor da Presidência da República mas a administração da Ordem já veio dizer que não receberam nem notificação nem ordem de despejo, para dizer que nada do que se diz está a acontecer.ANG/LLA/ÂC//SG     

Covid-19/Governo permite reabertura ao público de igrejas, mesquitas e outros rituias tradicionais

Bissau, 10 Jul 20 (ANG) -  O Governo voltou a autorizar a  liberdade religiosa coletiva nas igrejas, mesquitas, locais de culto e de rituais tradicionais, mas com uso obrigatório, em permanência, de máscaras, assim como a observância de regras de distanciamento

 físico de um metro.

A permissão  consta num despacho do gabinete do Primeiro-ministro desta quinta-feira à que a  ANG teve acesso,e  que determina ainda a higienização das mãos dos utentes à entrada e saída das igrejas, mesquitas, locais de culto e de rituais tradicionais.

Em relação ao locais de eventos religiosos nomeadamente igrejas, mesquitas, locais de culto e de rituais tradicionais o despacho indica que devem ser observadas as regras de distanciamento de um metro entre as pessoas no exterior e no interior dos lugares referidos, sendo criadas, nesses locais, as condições de acolhimento e acomodações dos utentes durante a sua permanência no exterior.

O documento acrescenta que só é permitida a abertura desses locais de culto  durante o tempo estritamente necessário para os eventos religiosos.

Segundo o despacho  é também obrigatório a instalações de postos de higienização das mãos, a limpeza e desenfectação das superfícies com frequência, em especial das áreas de maior contacto e exposição de utentes.

O Presidente da República anunciou através do Decreto Presidencial número 06/2020, o primeiro Estado de Emergência no país por razões da pandemia de Covid-19, por um período de 15 dias, que iniciou às zero horas do dia 28 do passado mês de Março do ano em curso e no qual foi também decidido fechar locais de culto, nomeadamente Mesquitas, Igrejas, piscinas, praias e complexos de lazer e desportivos. ANG/JD/ÂC//SG

 


Covid-19/”Guiné-Bissau está a beira da rotura de stock de medicamentos”, diz secretário executivo da Associação de Proprietários de Farmácias

Bissau,10 Jul 20(ANG) – O secretário executivo da Associação Nacional dos Proprietários da Farmácia(Anaprofarm), afirmou que o país está a beira de rotura total do stock de medicamentos neste período da pandemia.

Em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG sobre as reservas dos medicamentos para atender as necessidades da população neste período da covid-19, Ahmed Akhdar disse que, dos três depósitos de medicamentos existentes no país, um foi encerrado recentemente pelas autoridades

judiciais e os restantes não têm capacidade de resposta para as necessidades dos operadores farmacêuticos.

“A Guiné-Bissau conta actualmente com cerca de 300 estabelecimentos farmacêuticos e apenas três depósitos que os abastecem em medicamentos, e  em muitas ocasiões não têm stock suficiente para atender as demandas de todas as farmácias existentes no país”, explicou.

Ahmed Akhdar igualmente proprietário da Farmácia Moçambique, disse que com a situação da pandemia de coronavirus e que motivou o fecho das fronteiras, os depósitos de medicamentos existentes no país já não têm stock suficientes para abastecer as farmácias, o que pode resultar em perigo eminente para a saúde das populações.

Aquele responsável farmacêutico informou que a livre circulação de pessoas e bens no espaço da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), não contempla os medicamentos o que torna ainda a situação mais complicada, em termos de sua importação de países vizinhos.

“Já estamos a entrar numa fase em que a procura de medicamentos por parte da população já está a superar o stock existente nas farmácias e por isso as autoridades competentes devem diligenciar medidas urgentes para colmatar a situação”, disse.

Segundo o Centro de Operações de Emergência de Saúde, até o último fim de semana, a Guiné-Bissau registava um total acumulado de 1.790 casos de covid-19, desde o início da pandemia e 25 vítimas mortais. ANG/ÂC//SG

Ensino/Sindicatos dizem que os professores não voltarão as salas de aulas sem criação das condições indispensáveis 

Bissau 10 Jul 20 (ANG) – O Presidente da Comissão Negocial e porta-voz  de quatro sindicatos do sector educativo, afirmou esta quinta-feira que se o governo não criar condições para o funcionamento das escolas públicas nesta época das chuvas e da pandemia da Covid-19, os professores não vão voltar às salas de aulas para lecionar.

Em entrevista exclusiva ao semanário O Democrata sobre se já 

estão reunidas todas as condições para a retoma das aulas prevista para o próximo dia 13 de Julho, Duarte Bunghoma Sanhá  disse que é preciso que haja condições que permitam a retoma de aulas sem grandes riscos de contaminação, uma vez que muitas escolas não tem condições infraestruturas, o que é do conhecimento do Ministério da Educação.

Acrescentou que espera que o executivo apresente um plano para o funcionamento das escolas, tanto na capital Bissau como nas regiões, em que alguns estabelecimento do ensino se encontram em avançado estado de degradação.

Duarte Sanhá  que falava em nome do Sindicato Nacional dos Professores(Sinaprof), do Sindicato Democrático dos Professores (Sindeprof), dos Funcionários  da Escola Superior da Educação (Siese) e a Frente Nacional de Professores (Frenaprof), disse que as referidas organizações da classe dos professores têm que defender os seus associados de uma eventual contaminação da doença de Covid-19 , bem como os alunos.

O sindicalista disse que foram muito claros com o governo no que concerne à retoma das aulas e sugeriram as autoridades realização de acções concretas para a retoma das aulas com segurança.

Acrescentou entretanto que, se o executivo anunciar o reinício das aulas para segunda-feira é porque na verdade vai criar condições para o efeito.

“Ouvimos através dos órgãos de comunicação social, o anúncio de retoma de aulas e confesso que estamos todos com dúvidas se as escolas públicas retomarão as aulas no dia 13 de Julho. Estamos na época da chuva e não podemos preocupar somente com a Covid-19 mas também com o paludismo e outras doenças, dado que algumas escolas estão em zonas húmidas, sem nenhumas condições”, disse.

 Aquele responsável referiu-se a necessidade de  confinamento, respeito pelo distanciamento social, como alguma das condições que permitirão o funcionamento de aulas, obedecendo as normas preventivas estabelecidas no quadro do estado de emergência.

O porta voz das organizações sindicais do sector educativo sustenta  que será necessário reduzir o número de alunos por turmas e disponibilizar  máscaras suficiente para professores e alunos, bem como arranjar solução para as escolas com problemas nos telhados.ANG/MSC/ÂC//SG


Covid-19/ Directora da OMS não quer África no fim da fila para futura vacina

Bissau, 10 Jul 20 (ANG) – A directora para África da Organização Mundial de Saúde (OMS) defendeu quinta-feira acesso equitativo a uma futura vacina para a covid-19, lembrando que “com demasiada frequência”, os países africanos ficam “no fim da fila”.

“É evidente que à medida que a comunidade internacional se reúne para desenvolver vacinas e terapêuticas seguras e eficazes para a covid-19, a igualdade deve 

ser um foco central destes esforços”, disse Matshidiso Moeti.

A responsável, que falava hoje numa conferência sobre a covid-19 e o desenvolvimento de uma vacina em África, incentivou, por isso, a comunidade internacional e os países africanos a tomarem medidas concretas para assegurar o acesso em igualdade de circunstâncias.

“Com demasiada frequência, os países africanos acabam no fim da fila para novas tecnologias, incluindo vacinas. Estes produtos que salvam vidas devem estar disponíveis para todos e não apenas para aqueles que podem pagar”, sustentou.

A OMS e os seus parceiros lançaram o Acelerador de Acesso a Ferramentas Covid-19 (ACT, na sigla em inglês) para acelerar o desenvolvimento, produção e acesso equitativo a diagnósticos, terapêuticas e vacinas para a covid-19.

A organização está também a trabalhar com a Aliança para as Vacinas (GAVI) e outras organizações para assegurar “uma distribuição justa” de vacinas a todos os países, com o objectivo de fornecer dois mil milhões de doses a nível mundial para populações de alto risco, incluindo mil milhões para países de rendimento médio e baixo.

A nível mundial, existem quase 150 candidatos à vacina Covid-19 e actualmente 19 estão em ensaios clínicos.

A África do Sul é o primeiro país do continente a participar num ensaio clínico, com a Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, a testar uma vacina desenvolvida pelo Oxford Jenner Institute, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Espera-se que a vacina sul-africana Ox1Cov-19 VIDA-Trial envolva 2000 voluntários com idades entre os 18-65 anos e inclua algumas pessoas que vivem com VIH.

A vacina já está a ser testada no Reino Unido e no Brasil com milhares de participantes.

“Encorajo mais países da região a juntarem-se a estes ensaios, para que os contextos e a resposta imunitária das populações em África sejam tidos em conta nos estudos”, disse Moeti.

África “tem os conhecimentos científicos necessários para contribuir amplamente para a procura de uma vacina eficaz. Os nossos investigadores ajudaram a desenvolver vacinas contra doenças transmissíveis como a meningite, ébola, febre-amarela e uma série de outras ameaças comuns à saúde na região”, acrescentou.

O número de mortos em África devido à covid-19 subiu hoje para 12.206, mais 251 nas últimas 24 horas, em cerca de 522 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infectados subiu para 522.104, mais 14.018 nas últimas 24 horas, enquanto o número de recuperados é hoje de 254.361, mais 9.293.

Com mais de 220 mil casos e 3.600 mortes, a África do Sul representa mais de 43% do total de infecções no continente. ANG/Inforpress/Lusa

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG