CEDEAO/Comissão da organização apela atores políticos guineenses para pautarem por um diálogo construtivo
Bissau, 30 Jun 26
(ANG) - A Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental
(CEDEAO) apelou , segunda-feira, os atores políticos guineenses para se empenharem na promoção de diálogo construtivo, de modo à contribuir para
um ambiente de paz, coesão nacional e a consolidação democrática.
A Diretoria de Campanha
de Fernando Dias diz que as declarações
proferidas pelo Chefe da recente Missão da CEDEAO à Guiné-Bissau constitui uma “interferência
inaceitável” nos assuntos internos do país.
Referiu ainda que a Missão da CEDEAO não devia falar
sobre a questão da revisão constitucional e do referendo da República de
Guiné-Bissau e que a sua interferência nos referidos assuntos constitui uma
situação de imiscuir nos assuntos internos de uma Nação.
No final da mais
recente missão à Guiné-Bissau, o chefe da missão Timothy
Kabba, afirma que, recebeu garantias das autoridades guineenses de que a nova
Constituição da República irá ser submetida a referendo popular.
A Comissão de CEDEAO
sublinha que o Chefe da recente Missão se pronunciou em nome da organização, no
exercício de um mandato colectivo, e não a título nacional.
“A Missão foi
destacada em conformidade com o mandato conferido pela Autoridade dos Chefes de
Estado e de Governo e actuou exclusivamente no âmbito da responsabilidade da
comunidade de promover a paz, a ordem constitucional, o diálogo político e a
estabilidade regional”, refere o comunicado.
Conforme o comunicado,
a Comissão da CEDEAO diz que deseja esclarecer que a Missão não anunciou nem
validou qualquer processo constitucional em nome do povo da Guiné-Bissau e que
durante a sua estada no país, limitou-se apenas a comunicar as linhas gerais do
roteiro político discutido com as autoridades nacionais competentes no decurso
das suas consultas.
“A tal comunicação
não deve ser interpretada como uma tentativa de determinar o futuro
constitucional da Guiné-Bissau, decisão soberano que compete exclusivamente as
instituições e ao povo da República da Guiné-Bissau, em conformidade com a sua
constituição e com a legislação nacional aplicável”, lê-se na nota.
O documento sublinha
ainda que a CEDEAO tem acompanhado de forma constante os esforços da
Guiné-Bissau para consolidar a paz, reforçar a governação democrática e
preservar a ordem constitucional, sempre em conformidade com os instrumentos
jurídicos da comunidade e que este compromisso reflecte a determinação
colectiva dos Estados-Membros de respeitar os princípios consagrados no Tratado
da CEDEAO e no Protocolo Adicional sobre a Democracia e a Boa Governação,
incluindo a resolução pacífica das divergências
políticas através de diálogo e meios constitucionais.
A Comissão lamenta,
por conseguinte, as tentativas de apresentar o trabalho de uma Missão da CEDEAO
como uma ingerência externa.
“Tais caracterizações
desconsideram tanto a natureza multilateral da Missão como as decisões
colectivas da Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo que fundamentam o
seu mandato”, refere a organização..
A CEDEAO diz estar comprometido
com a soberania, independência e a integridade territorial dos seus
Estados-Membros, e promete permanecer ao
lado da Guiné-Bissau, apoiando um processo político, inclusivo e liderado pelos
próprios guineenses, que salvaguarda a estabilidade do país e fortaleça as
instituições democráticas. ANG/AALS/ÂC//SG

Sem comentários:
Enviar um comentário