sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Covid-19/Novo tratamento da AstraZeneca com 83% de redução de doença sintomática

Bissau, 19 Nov 21(ANG) – Um tratamento experimental desenvolvido pela AstraZeneca demonstrou uma redução de 83% do risco de desenvolver covid-19 sintomática seis meses após a toma da combinação de anticorpos de acção prolongada, revelaram hoje especialistas numa conferência realizada pela farmacêutica.


A análise seguiu 903 pacientes adultos durante meio ano, tendo a equipa de investigação descoberto que uma dose de 300 miligramas de AZD7442 reduziu o risco de desenvolvimento de covid-19 sintomático em 83% em comparação com o tratamento com placebo.

Os peritos não detectaram casos de morte grave por covid-19 ou vírus em doentes tratados com AZD7442 durante uma análise primária ou a análise mais recente de seis meses.

Em declarações na conferência, Hugh Montgomery, professor de medicina interna no University College London e investigador principal nos ensaios, disse estar “muito entusiasmado” com os resultados que “mostram que este tratamento baseado em anticorpos funciona bem e que o seu impacto se mantém ao longo dos seis meses” do ensaio. “A boa notícia é que também evita doenças graves ou morte”, acrescentou.

Um ensaio separado mostrou uma redução paralela de 88% no risco de doença grave ou óbito no prazo de três dias após o tratamento.

Nas pessoas com covid-19 ligeira a moderada, verificou-se que uma dose de 600 miligramas de AZD7442 administrada nos primeiros três dias desde o início dos sintomas reduziu o risco de desenvolver doença grave ou morte em 88% em comparação com os pacientes nas mesmas condições a quem foi administrado um placebo. Os peritos também descobriram que o AZD7442 era “geralmente bem tolerado” pelos doentes.

Hugh Montgomery sublinhou que os resultados desta combinação de anticorpos “darão aos doentes mais vulneráveis a protecção de que necessitam urgentemente para retomarem as suas vidas”.

Em ensaios clínicos, notou, “foram observados seis meses de protecção – apesar da variante Delta – entre os doentes de maior risco que podem não responder adequadamente à vacina” contra a infecção provocada pelo vírus SARS-CoV-2.

Por sua vez, Mene Pangalos, vice-presidente da AstraZeneca, frisou que o AZD7442 é o único anticorpo de acção prolongada que demonstra “benefícios tanto para a profilaxia pré-exposição como para o tratamento covid-19 em dose única”. ANG/Inforpress/Lusa


Comércio
/Governo institui Comissão para definição da nova estrutura de custos de taxas dos produtos da primeira necessidade

Bissau,19 nov 21(ANG) – O governo  instituiu uma Comissão para discutir e definir uma nova estrutura de custos das taxas e impostos que recaem sobre os produtos da primeira necessidade, de forma a salvaguardar as necessidades básicas das populações.

A decisão consta no comunicado da reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada quinta-feira, à que a ANG teve acesso hoje, no qual o colectivo governamental determina que a referida Comissão será presidida pelo vice-primeiro ministro e será integrada ainda pelos ministros de Estado dos Recursos Naturais e Energia, do Comércio, da Economia, das Finanças e dos Transportes e Comunicações.

O Conselho de Ministros  ainda aprovou o Decreto Lei que altera o Decreto lei número 3/2020 de 16 de Fevereiro relativa a estrutura orgânica do Governo.

No capítulo de nomeações, o colectivo governamental deu a sua anuência à que, por despacho do primeiro-ministro, se efectue o movimento do pessoal da administração pública. Nesse quadro,: na empresa Sociedade de Transportes Marítimos da Guiné-Bissau(Sotramar), foi nomeada Famata Nanque para as funções da Directora-geral.

Para o cargo de Presidente do Conselho de Administração, Suanda Infonda, foi nomeado Presidente do Conselho de Administração e  Mamadú Saido Djalo ocupa as funções do primeiro vogal dessa empresa que opera no domínio dos transportes maritimos.

Nos Correios da Guiné-Bissau,  Alberto Djata foi nomeado  primeiro vogal do Conselho de Administração, Almeida Ioncana, primeiro vogal do Conselho Fiscal e Reinaldo João Nhangú, segundo vogal do Conselho Fiscal.ANG/ÂC//SG

 

 

                                   Rússia/Tensões aumentam  na Ucrânia

Bissau, 19 Nov 21 (ANG) - Aumentam as dúvidas da Comunidade Internacional sobre as intenções de Moscovo na Ucrânia, numa altura em que a presença das tropas russas se intensifica junto à fronteira oriental do país.

Moscovo, que não nega as movimentações militares, acusa os países ocidentais de agravarem as tensões na Ucrânia e no Mar Negro.

A preocupação foi novamente demonstrada, esta sexta-feira, pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, durante uma entrevista ao jornal Le Monde. Jean Yves le Drian afirmou que “qualquer ataque à integridade territorial da Ucrânia teria necessariamente consequências sérias e massivas"

A NATO, os Estados Unidos, a França e a Alemanha já tinham denunciado, nos últimos dias, a forte presença de tropas russas na fronteira oriental da Ucrânia.

Moscovo, que não nega as movimentações militares, acusa os países ocidentais de agravarem as tensões na Ucrânia e no Mar Negro, denunciando ainda os voos de "bombardeiros estratégicos" perto das fronteiras russas.

"Os nossos parceiros ocidentais estão a agravar a situação ao entregarem armas modernas a Kiev e ao fazerem exercícios militares provocatórios no Mar Negro e noutras regiões próximas da nossa fronteira. Os bombardeiros estratégicos voam a 20 quilómetros das nossas fronteiras e transportam, como sabemos, armas muito perigosa", disse Putin. 

A Rússia já realizou manobras militares em larga escala perto da Ucrânia na primavera de 2021, suscitando receios de uma invasão.

A Ucrânia, que minimizou inicialmente a dimensão do destacamento de forças russas nas suas fronteiras, mudou de tom na quinta-feira, ao apelar aos aliados ocidentais para que lhe forneçam armas.

De acordo com a Ucrânia, cerca de 100.000 soldados russos estão estacionados junto à fronteira entre os dois países, uma presença que os Estados Unidos questionam, descartando por agora a preparação de um ataque militar. 

Kiev e Moscovo estão tecnicamente em guerra há mais de sete anos, quando Vladimir Putin invadiu e anexou a Crimeia. Os confrontos na fronteira e as movimentações de militares russos são frequentes na região. ANG/RFI


Cooperação
/Guiné-Bissau acolhe XIVª Reunião dos Ordenadores Nacionais para Fundo Europeu de Desenvolvimento(FED)

Bissau, 19 nov 21 (ANG) – A Guiné-Bissau vai acolher no dia 25 do mês em curso, a XIVª Reunião dos Ordenadores Nacionais (RON) para o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) e de Timor-Leste e a União Europeia.

Imagens da XIII reunião em Maputo

A informação consta num comunicado à imprensa enviado  à redação da ANG, segundo o qual, trata-se da primeira vez que a RON se realiza em Bissau, desde a criação deste instrumento de cooperação entre os PLOP-TL e a União Europeia já há quase30 anos.

A RON é um espaço de fortalecimento da Cooperação e do relançamento histórico-cultural, linguístico, político e económico entre os PALOP-TL e a União Europeia em áreas de interesse mútuo, nomeadamente, a transparência, a responsabilização na gestão das finanças públicas, a luta contra a corrupção, o branqueamento de capitais e a criminalidade organizada, especialmente o tráfico de estupefacientes, refere o comunicado.

A referida cooperação, segundo o mesmo documento, visa impulsionar as atividades culturais geradoras de rendimento.

 A reunião do  próximo dia 25 vai servir de passagem de testemunho da presidência rotativa desta organização, de Moçambique para a Guiné-Bissau, por um período de um ano, por parte do ministro das Finanças da Guiné-Bissau na sua qualidade de Ordenador Nacional.

“Na XIIIª RON dos PALOP_TL e a União Europeia realizada em Moçambique (Maputo), em março de 2019, foi decidida realizar a RON em Bissau tendo essa decisão sido reforçada em Angola (Luanda) em janeiro de 2020, por ocasião da realização do seminário sobre “ Os mecanismos de políticas”. No entanto, devido às restrições de mobilidade internacional decorrentes da pandemia Covid-19, a RON não se pode realizar em 2020”, lê-se no comunicado.

Acrescenta  que, com a situação sanitária vigente, foi consensualizada a realização da reunião sob o formato presencial e devem ser respeitadas as regras sanitárias em vigor.

Na mesma reunião, a União Europeia vai ser representada pela Diretora-geral para África do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) e o evento será antecedido por uma reunião técnica preparatória no dia 24 do mês em curso.

Os participantes nessa reunião ministerial vão analisar  os temas: A Implementação do Programa de Cooperação PALOP-TL com a União Europeia 2012-2021, Novo instrumento de financiamento para a cooperação internacional (Vizinhança, Desenvolvimento e Cooperação Internacional-NDICI, Apresentação do ciclo de financiamento 2021-2027 regional e entre outros.ANG/DMG/ÂC//SG

       CPLP/Presidente da República de Portugal ratificou acordo de mobilidade

Bissau, 19 Nov 21(AMG) – O Presidente da República de Portugal ratificou hoje o acordo sobre a mobilidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), aprovado na cimeira de Julho da organização, o que permite a sua entrada em vigor no espaço lusófono.

Numa nota publicada na página oficial da Presidência da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que ratificou “o Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, assinado por ocasião da Cimeira da CPLP em Luanda, em 17 de Julho de 2021”.

“O acordo de mobilidade agora ratificado constitui o importante passo entre os países irmãos da CPLP, que irá contribuir para a aproximação da Comunidade aos seus cidadãos e para o incremento e consolidação das relações de cooperação existentes entre estes países em todos os domínios”, acrescenta a nota.

O acordo de mobilidade foi aprovado em 05 de Novembro no parlamento português, com os votos a favor de todos os partidos com assento parlamentar, com excepção do Chega, que votou contra.

O acordo de mobilidade foi assinado em Luanda, em 17 de Julho, na XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, na qual Angola assumiu a presidência da organização até 2023.

Em 30 de Julho, o parlamento de Cabo Verde foi o primeiro a aprovar por unanimidade a ratificação do acordo de mobilidade na CPLP, seguindo-se a ratificação por São Tomé e Príncipe, em 17 de Agosto.

O acordo para entrar em vigor precisava de ser ratificado por três dos nove países da organização, e além desta decisão de Portugal também Timor-Leste já anunciou para breve a ratificação do documento.

A proposta de acordo sobre mobilidade estabelece um “quadro de cooperação” entre todos os Estados-membros de uma forma “flexível e variável” e, na prática, abrange qualquer cidadão.

Aos Estados é facultado um leque de soluções que lhes permitem assumir “compromissos decorrentes da mobilidade de forma progressiva e com níveis diferenciados de integração”, tendo em conta as suas próprias especificidades internas, na sua dimensão política, social e administrativa.

Neste contexto, têm a “liberdade (…) na escolha das modalidades de mobilidade, das categorias de pessoas abrangidas”, bem como dos países da comunidade com os quais pretendam estabelecer as parcerias.

O acordo define que a mobilidade CPLP abrange os titulares de passaportes diplomáticos, oficiais, especiais e de serviço e os passaportes ordinários.

A questão da facilitação da circulação tem vindo a ser debatida na CPLP há cerca de duas décadas, mas teve um maior impulso com uma proposta mais concreta apresentada por Portugal na cimeira de Brasília, em 2016, e tornou-se a prioridade da presidência rotativa da organização de Cabo Verde, de 2018 a 2021.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP, organização que este ano comemora 25 anos.ANG/Inforpress/Lusa

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Convite /PR viaja para Nigéria para orar palestra num centro de formação sobre políticas públicas

Bissau,18 nov 21(ANG) – O Presidente da República deslocou-se quinta-feira à República Federativa da Nigéria para tomar parte na cerimónia de Graduação do Curso de Executivo Sénior do Instituto Nacional de Estudos Políticos e Estratégicos daquele país.

De acordo com a Nota Informativa do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República, enviada à ANG, Umaro Sissoco Embaló foi convidado como padrinho e palestrante  da Cerimónia.

A Nota informa que, o  Instituto Nacional de Estudos Políticos e Estratégicos em Kuru, na Nigéria, é um centro de formação de políticas públicas para líderes do setor privado, oficiais do Exército e funcionários públicos, que foi fundado em 1979.

Disse que, a maioria dos formuladores de políticas públicas na Nigéria se formou no NIPSS (sigla em Inglês).ANG/ÂC//SG



quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Supremo Tribunal de Justiça/Presidente da República confere posse à seis novos Juizes Conselheiros  

Bissau, 18 Nov 21 (ANG) – O Presidente da República (PR), conferiu hoje posse aos seis novos Juizes Conselhiros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) nomeadamente a Carmen Isaura Tavares Batista, Arafan Mané, Aimadu Sauané, Mpabi Cabi, Atila Djawra Moreira Ferreira e João Mendes Ferreira.

Num universo de sete juizes nomeados, seis tomaram  posse e um ausentou, por se encontrar no estrangeiro.

Na ocasião, o Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, disse que o acto demonstra que o país está perante  uma recomposição do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), onde as vagas existentes foram  hoje preenchidas com o empossamento dos respectivos juizes, decidido através de um processo de concurso público, que foi realizado nos termos da lei.

“Creio  poder afirmar com segurança, que o acto constitui uma nova página, que se abre de uma promessa da realização da justiça no nosso país, uma justiça que se mantenha fiel aos valores da Constituição, nomeadamente aos valores da democracia e do Estado de Direito”, sustentou o Chefe de Estado.

Umaro Sissoco Embaló acrescentou  que, olhando para a realidade do país, humildemente as pessoas devem reconhecer que a imagem da justiça de que se faz no país, não é das melhores.

O Primeiro magistrado do país realçou que no último período eleitoral de 2019, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), esteve longe de satisfazer as espectativas legitimas da comunidade guineense.

“Nesse momento crítico, para a democracia, e a estabilidade política do país, o STJ não esteve a altura das suas responsabilidades, e por causa desse erro  a sociedade guineense e as instituições ficaram expostas ao perigo da inclusão de uma crise pôs-eleitoral, de consequências imprevisíveis”, disse Embaló.

Para  o PR, o passado recente vivido é uma fonte de ensinamento disse  que é priciso aprender com os erros do passado, por isso, o STJ, agora renovado, tem a grande responsabilidade de restaurar a sua boa imagem para conquistar a confiança dos guineenses.

“Quero dizer aos Juizes Conselheiros que a diferença dos homens reside na maneira de pensar de cada um, a posse que vos foram conferidas hoje, quero que entendem que têm que resgatar a imagem da vossa Instituição”, referiu o PR.

Por seu turno, o Presidente em exercício do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Lima António Andre disse que após o triste e lamentável  desaparecimento físico do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Saido Baldé, a Instituição que dirige, viu-se confrontada com a necessidade de preenchimento de vacatura do cargo.

Aquele resposável, destacou  que o Conselho Superior da Magistratura Judicial, perante o quadro factual exposto, assumiu as suas resposabilidades sustentando o processo eleitoral, para primeiro, reestrutural o STJ, preenchendo o seu quadro de juizes, para depois deixar a Comissão Eleitoral prosseguir com os seus trabalhos.

 “A nomeação dos Venerandos Juízes Conselheiros que neste acto foram empossados é um exemplo de objectividade e de abertura clara da Magistratura Judicial para  o exterior, ao admitir candidaturas de quadros qualificados que não integram a respectiva carreira”, disse o vice-Presidente de Supremo Tribunal de Justiça.

O Conselho Superior da Magistratura Judicial marcou para o  dia 10 de Dezembro a eleição do novo presidente do STJ .ANG/LLA/ÂC//SG

                                   Guiné-Bissau -  país sem crime de imprensa

Por Salvador Gomes , da ANG

 Bissau, 18 Nov 21 (ANG) – À semelhança de muitos países, na Guiné-Bissau, tem  se registado conflitos resultantes do exercício do jornalismo e a necessidade de se respeitar os Direitos Humanos.

Jovem maliano tomado pelo sono

A exigência de qualidade dos trabalhos jornalísticos é que não se evidencia. Nem na socieade nem nas redações. Não há instâncias de qualidade, que funcionem como tal, nos órgãos. E os ouvintes, leitores e telespectadores não dispõem de provedores para defender os seus interesses. Se houvesse tudo isso, muitos erros, muitas violações seriam, certamente, evitados.

Como não errar. Como não violar se muitos de nós se assumiram como jornalistas partidários. O respeito aos direitos dos outros pouco interessa quando entra o interessa do partido.

Muitos profissionais fazem inimigo colegas que criticam certas posturas contra a deontologia profissional e mesmo os Estatututos dos jornalistas.

Queixa-se de limitações da liberdade de imprensa e de expressão mas alguns circulos políticos são de opinião de que a imprensa tem cometido alguns exageros. Quem tem razão continua  incógnita.

Em 35 anos de exercício profissional, não tenho conhecimento de um caso em que um jornalista fora condenado no país, por crime de imprensa , enquadrado na “Injúrias e difamação”(artigo 126 do Código Penal), ou na violação de segredo(Art.142 C.Penal).

Casos houve que chegaram  à justiça mas  não chegaram à condenação. O caso que envolvera os jornalistas Isuf Queta e Paula Silva de Melo, e o  ex-Primeiro-ministro,Caetano Ntchama, em 2000, não chegou ao pronunciamento da sentença. Segundo Paula Melo, o respectivo processo que não chegou de ser declarado como arquivado, desapareceu.

Outros tantos processos aguardam desenvolvimento ou arquivamento, na Procuradoria Geral da República. São os casos dos  jornalistas, Sabino Santos, Adão Ramalho, Sumba Nansil, e Abduramane Turé. Este último tem um caso com o ex-primeiro-ministro, Aristides Gomes.

Mas pode tudo isso sustentar a tese de  que,  não se cometem na Guiné crimes de imprensa, enquadrados na “Injúria e difamação”, podendo dar  seis meses a um ano de prisão? Não há violação dos direitos indivíduais no exercício da missão de informar? A resposta que predomina é  o não.

“Tem havido violações de direitos humanos, de direitos individuais sim só que não tem havido queixas por parte das vítimas, por razões diversas...dizem alguns

“Outro problema tem sido o facto de que as necessidades das  pessoas(os direitos das pessoas) não têm sido assuntos tratados com certo destaque, para não dizer assuntos dominantes, na comunicação social guineense. Assuntos políticos têm dominado sempre”, dizem outros.

E justifica-se que essas necessidades não são as mesmas conforme os casos. Os Direitos humanos(necessidade) de um adolescente maliano, que dorme sentado no carro de mão, perto das  02H00 da tarde,  digamos no seu posto de trabalho, num domingo, não é, certamente, os mesmos que reclama  um adolescente, filho de “outros pais”, que na mesma hora, ainda estava fechado no seu quarto, a recuperar-se da noitada de sábado.

A abordagem de assuntos sociais pode levar a avaliação ou à críticas que podem culminar na responsabilização civil ou criminal. Por isso evita-se.

Outro  exemplo: trazer ao público, sob forma e destaque que o assunto requer,o caso das bolanhas de Pére, no bairro de Chão de Papel/Varela,em Bissau, distruidas pelo rio de gasóleo  que saía das máquinas da Central électrica de Bissau, pode, no mínimo, resultar numa indemnização.

Este caso põe em risco o regulado de Ntim, concorrido em 1978 por  12 pessoas que viveram  o sofrimento de conviver   com a familia sem ter bolanhas para se sustentar. A maior riqueza, a maior atração das disputas de regulado é a terra para lavrar.

Várias famílias  viram os seus direitos  violados por esta situação sem que nada aconteça, pelo menos até agora. São cerca de dezenas de famílias que  dependiam, quase que exclusivamente, dessas bolanhas para o sustento.

Dos 12 concorrentes só um ainda está de vida, o Djeteh Albino Indi, segundo Paulo Có(Nsau), filho de Ocante Có, um dos concorrentes de 1978, já fale
cido.

Bolanhas de Peré distruídas

“O arroz que produziamos tinha o gosto à gasóleo os peixes que apanhámos nas bolanhas também”, lamentou Nsau.

Na etnia Pepel, recusar concorrer ao regulado (nega bai Tchon) dá maldição.acredita-se que pode dar a morte. Quem serão  os próximos concorrentes ? a pergunta que Nsau  não sabe responder.

Gildo Gomes e Bernardo Gomes são as caras das reivindicações relacionadas a essas bolanhas. O caso já está na Câmara Municipal de Bissau mas a edilidade, no lugar de indemnização ,  mais se interressa na venda do espaço  já mapeado. Das implicações que a distruição da bolanha vão ter junto ao regulado de Ntim, ninguém quer saber.

Nós os jornalistas, de modo geral, não podemos gabarnos de estarmos quites perante os Direitos Humanos.Protejemos muitas situações mas afrontamos tantas outras.  Fazemos manchetes  notícias sobre greves, greves de nove meses ou mais. Não é feita, de forma equilibrada,a abordagem das consequências dessas greves.

Fechar escolas viola os direitos humanos das crianças. Não  pagar salários também viola os direitos  dos trabalhadores. Põe-se o problema de saber como se situar nesse ambiente, que eleva o dever de cuidado do jornalista.

Nenhum cidadão pode ser prejudicado na sua vida privada, social ou laborar em virtude  do exercício legítimo do direito à liberdade de expressão do pensamento através da Imprensa.(Art3º nº3 Lei da Liberdade de Imprensa)”

A liberdade de imprensa(Lei nº2/2013) pode colidir com o direito ao bom nome, à integridade moral, à presunção de inocência até ser condenado em processo com as necessárias garantias de defesa, estando todos esses direitos consagrados na Constituição da República(artg 29,30 e 32).

 Acontece que entre esses direitos não existe qualquer precedência ou hierarquia, o que quer dizer que todos eles têm igual valência, quando abstractamente considerados”(Juiiz-Conselheiro Pedro Figueiredo Marçal, in Comunicação Social e Direitos Individuais, seminário, junho 1993, da Alta autoridade para a Comunicação Social).

Sendo este um princípio unanimente aceite , a primazia do direito à informar ou a de algum dos outros Direitos constitucionais que ele ponha em causa, diz Figueiredo Marçal,  terá de resultar  duma equilibrada avaliação das circunstâncias de cada situação.

Paralelamente a essas limitações externas, reclamadas pelo respeito devido a outros valores, a liberdade de imprensa está sujeita a exigência de seriedade e autenticidade, pois o direito de informar  só existe  e se justifica, com vista informar bem.

Informar inverdades, em consciência, não tem proteção da  Liberdade de imprensa.

“Faltando essas cautelas  estará a Comunicação Social a contribuir-se  para que a opinião pública faça, das pessoas e dos seus actos, um defeituoso julgamento capaz de originar prejuízos por ventura irreparáveis”(In CS e DH, Pedro F.Marçal....)

“A liberdade de informação(Mac Bride Relatório à UNESCO, 1980), é , antes de mais, o direito que todos os membros da comunidade têm de estar ao corrente dos acontecimentos susceptíveis de interessar a sua existência, de orientar as suas reflexões, de influenciar as suas escolhas(...) Desta liberdade deriva  a liberdade que o informador tem de aceder ao conhecimento dos factos e dos documentos, ultrapassando o segredo por detrás do qual se intrincheiram  as questões públicas  e a liberdade de  divulgar aquilo de que teve conhecimento”.

Diz Mac Bride que, para ser efectivo, este direito requer que o jornalista goze da liberdade de procurar as informações e de não se contentar somente com as que recebe. E mais: o jornalista deve beneficiar da liberdade de divulgar estas informações, devidamente tratadas para que sejam úteis à compreensão do mundo.

Até entre nós se cometem violações: numa cerimónia de apresentação pública do novo sindicato dos trabalhadores de órgãos públicos, um Director-geral interveio a exaltar a necessidade de se concluir o processo de efectivação dos “estagiários”, com o argumenração de que estes constituem a maioria dos que labutam nas  redações dos órgãos públicos.

“Nessa situação, se um dia  pretenderem  boicotar, estamos boisotados...) dizia esse DG.

A noite, na emissão televisiva o jornalista repórter nada mais fez que dizer:

O jornalista veterrano defendeu o boicote... ao referir-se às declarações desse DG.

Como é que um DG, que tem obrigação de zelar para o funcionamento contínuo do órgão, e que tem demonstrado que o órgão que dirige se afigura como  o mais dependente desses “estágiáriso, pode defender o “boicote”.

Foi ou não atingida a honra , a imagem desse DG?

Confrontado com a falha, o  jornalista limitou-se a dizer: “escrevi o que foi dito”.

Não há liberdade de imprensa sem liberdade de opinião

“Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião  e de expressão. Este direito inclui o de não ser importunado por causa das suas ideiais; o de procurar, receber e difundir, sem limitação de fronteiras, informações e ideias por qualquer modo de expressão”(Artg 19º da Declaração Universal dos Direitos do Homem, 10 de Dezembro 1948)

A expressão é que torna uma pessoa inserida na sociedade.Na Guiné-Bissau, diz o Advogado, Fodé Adulai Sanhá,  a liberdade de opinião ainda é limitada. Muitas opiniões são censuradas, sobretudo nos órgãos de comunicação social públicos. Muitas das vezes são os próprios jornalistas que fazem a auto-censura.

Dia após dia surgem denúncias inclusive de dirigentes políticos de ameaças de morte, por criticas ou declarações prestadas através de órgãos de Comunicação social . Opiniões contrárias são “crimes” em certos círculos socio-políticas.

O caso mais recente se relaciona à um dirigente político, deputado e membro da Comissão Especializada para a Defesa e Segurança, da Assembleia Nacional Popular.

Não tem havido reação da imprensa no sentido de se esclarecer que o Deputado tem direito de opinar e de prestar declarações de interesse geral, que podem ser úteis a sociedade. Isso corresponde dizer que,  em certa medida, a Comunicação social fez  e tem feito “vista grossa” à várias situações de ilicitudes, de violações dos direitos das pessoas.

Num dos órgãos de comunicação Social público, em tempos atrás, chegou-se ao ponto de alguns jornalistas , numa clara afronta à Direção do órgão que nada mais fazia que previlegiar assuntos sobre actividade política do seu partido, decidirem, a revelia da direção de informação, criar um órgão paralelo que  decida sobre os contúdos a serem difundidos com vista a estabelecer o equilíbrio necessário nos blocos informativos.

Tanta vingança de sensura que acabou por ser demais,à vista de alguns profissionais, com o perigo de pôr em causa o orgão e os  que lá exercem a profissão.

O  mais caricato, diz Mané, é a actitude de jornalistas que  atacam opiniões de outros jornalisas, em defesa clara de posições partidárias. Uma atitude que diz ser violadora dos Direitos Humanos... a liberdade de opinião. “Não há liberdade de imprensa sem liberdade de opinião”.

Este Doutrado em Antropoligia Juridica aponta  outras formas de censura, que representam  outras formas de violação dos Direitos humanos:” criar condições para alguns órgãos  funcionar e deixar outros à sua sorte”.

 “No quadro de serviço público que todos prestam o Estado deve criar condições para que todos os órgãos funcionassem, tanto público como privado”, diz Fodé Mané.



A falta de meios financeiros tem sido as desculpas de diferentes governos para não haver órgãos públicos bem equipados, em termos de recursos materiais e humanos. Não será isso outra forma de violação dos direito de melhor informar às populações sobre a vida política, social, económica, cultural, etc, do paìs?

 É mundial a preocupação de proteger o Direito à informação livre.No que se refere a textos internacionais,  nem todos têm o mesmo caracter obrigatório. Por exemplo: “A Carta Africana(CA) não afirma  expressamente o direito de se informar.”(André Linard In Direito , deontologia e ética dos médias). Este documento(CA) é  tido como o mais impreciso.

Bernardo Gomes

Existem entretanto outras declarações internacionais que enunciam princípios mas sem ter força jurídica.

A Declaração de Windhoek, referente ao desenvolvimento de uma imprensa africana independente e pluralista, adoptada em 1991, por iniciativa da UNESCO constitiu, entretanto, uma espécie de rectificativo dos riscos da Nova Ordem Mundial da Informação e da comunicação(NOMIC). Esta declaração, segundo Linard, limita-se a afirmar princípios de proibição de censura.

Cada estado é soberano no que diz respeito a legislação sobre a imprensa sob condição de não  contradizer o Direito Internacional. Não é o que, no entanto, tem acontecido.

“A legislação de muitos Estados tem sirvido para limitar a liberdade de trabalho dos jornalistas sob pretexto da soberania nacional, da defesa da ordem pública etc”.(André Linard.......)

No caso guineense, importa referir que o(CNCS)- Conselho Nacional de Comunicação Social,(Lei nº8/2013), órgão ao qual foi dada a competência de assegurar o exercício do direito de informação e liberdade de imprensa bate-se agora para se dispor do “poder sansanatório”.

“Este instrumento jurídico foi elaborado no periodo de transição. Precisa de actualização. Tem limitações”, diz  Fodé Mané.

O CNCS foi limitado a emissão de directivas genéricas para a realização  das suas atribuições, fazer recomendações... apreciar comportamentos susceptíveis de configurar violação das normas legais aplicáveis aos órgãos de comunicação social....(artigo 4º i).

Tem estado a avaliar  as coberturas eleitorais feitas pelos  órgãos de comunicação social e, em alguns momentos, emitiu pareceres críticos  que consubstanciam violações de direitos  humanos.ANG//SG

 

 

 

 

EUA/ONU e Fundação Gates doam 2,7 mil milhões para melhorar acesso a planeamento familiar

Bissau, 18 Nov 21(ANG) – As Nações Unidas e a Fundação Gates prometeram doar 3,1 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) nos próximos cinco anos para que mulheres e raparigas em todo o mundo tenham acesso a planeamento familiar.

A parceria Family Planning 2030 (FP2030), que reúne governos, sociedade civil, organizações multilaterais, doadores, sector privado e comunidade científica para proteger os direitos reprodutivos das mulheres e raparigas, anunciou hoje o compromisso em comunicado.

Segundo a parceria, este compromisso financeiro foi alcançado num evento que marcou o lançamento de uma nova década do programa – a FP2020 foi lançada em 2012 – e resulta sobretudo das doações do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA, na sigla em inglês), que prometeu 1,7 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) nos próximos quatro anos, e da Fundação Bill e Melinda Gates, que doará 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) ao longo dos próximos cinco anos.

A Federação Internacional para a Parentalidade Planeada (IPPF, na sigla em inglês) e a Fòs Feminista, uma plataforma internacional de organizações que defendem os direitos reprodutivos das mulheres e meninas, também se comprometeram com doações.

A FP2030 aplaude ainda compromissos assumidos por vários governos africanos, incluindo o Benim, o Burkina Faso, a Etiópia, a Guiné-Conacri, o Quénia, Madagáscar, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Togo e Uganda.

Segundo a FP2030, o número de actores comprometidos com os objectivos da parceria aumentou assim para 46.

Segundo o comunicado, o Burkina Faso comprometeu-se a garantir a disponibilidade e acesso a informação de qualidade sobre saúde reprodutiva e serviços adaptados às necessidades das adolescentes e jovens em 100% das unidades públicas de saúde até 2025, enquanto a Etiópia prometeu aumentar o financiamento para os serviços de planeamento familiar e definiu a meta de reduzir a gravidez adolescente de 12,5% para 7% até 2025 e para 3% até 2030.

A Guiné-Conacri comprometeu-se a aumentar substancialmente a disponibilidade, qualidade e acessibilidade dos serviços de planeamento familiar para alcançar que até 2023 estejam disponíveis em 90% das unidades de saúde públicas; o Quénia quer aumentar a taxa de prevalência do uso de contraceptivos modernos de 58% para 64% das mulheres casadas até 2030.

A Nigéria prometeu aumentar o financiamento do planeamento familiar, alocando um mínimo de 1% dos orçamentos nacional e estatal para a saúde para financiar o planeamento familiar até 2030.

A Tanzânia comprometeu-se a reduzir a taxa de gravidez adolescente de 27% para 20% até 2025 e a aumentar a taxa de prevalência do uso de contraceptivos modernos para todas as mulheres de 32% em 2019 para 47% até 2030; enquanto o Uganda prometeu alocar 10% dos recursos da saúde materno-infantil para os serviços de saúde reprodutiva adolescente até Julho de 2025 e a aumentar o uso de contraceptivos modernos de 30,4% em 2020 para 39,6% até 2025.

Desde o seu lançamento em 2012, sublinha-se no comunicado, a FP2020 contribuiu para aumentar o número de pessoas que usam contraceptivos em 60 milhões em nove anos, duplicando o número de utilizadores de contracepção moderna em 13 países de baixo rendimento, prevenindo mais de 121 milhões de gravidezes indesejadas, 21 milhões de abortos inseguros e 125.000 mortes maternas só em 2019.

No último relatório da parceria, divulgado no evento de lançamento da FP2030, a directora-executiva, Samukeliso Dube, e a presidente do conselho de administração da FP2030, Mereseini Vuniwaqa, classificam estes resultados como um “êxito enorme”, mas sublinham que não se pode “descansar” agora.

“Vimos o impacto da covid-19 no acesso às informações e serviços de planeamento familiar. Uma crise global como esta pandemia revela a fragilidade dos ganhos para as mulheres e as raparigas”, dizem.

“Acreditamos que o planeamento familiar é (…) a chave para reduzir as mortes maternas; é a diferença entre acabar a escola e entrar no casamento e gravidez precoce; pode desbloquear a prosperidade e a sobrevivência económica das mulheres. Sem planeamento familiar nunca alcançaremos a igualdade de género”, concluem.

Em 2022, a FP2030 vai abrir escritórios regionais em África, Ásia e na América Latina, devendo as localizações dos primeiros dois, ambos em África, ser anunciadas no início do próximo ano. ANG/Inforpress/Lusa

Inquérito/Estudantes de ensino  superior  apontam Domingos Simões Pereira e Biagué Nan Ntam como exemplos de liderança pública

Bissau 18 Nov 21 (ANG)- A Associação Nacional dos Inqueridores da Guiné-Bissau(ANIGB) públicou hoje resultados do inquerito da opinião dos estudantes das diferentes instituições do Ensino Superior  que concluiram que entre as figuras públicas avaliadas ,Domingos Simões Pereira, lider do PAIGC e Biagué Na Ntam, Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas como melhores em termos liderança pública.

Falando numa conferência em nome do ANIGB na qual se fez a publicação  dos referidos resultados, João Vaz disse que foram selecionados 10 figuras públicas que mais aparecerem nas midias no passado més de Junho,tendo  os inqueridos solicitados  a responder seis perguntas a respeito dos escolhidos.

As figuras foram selecionadas, segundo ele, de acordo com a ordem alfabetica e são elas: Alberto Nanbeia ,Biagué Nan Ntam ,Braima Camará,Cipriano Cassamá,Domingos Simões Pereira ,Nuno Na Bian,Umaro Sissoco Embaló ,Victor Mandinga entre outros.

Dissse que  50 por cento  dos estudantes apontaram Domingos Simões Pereira e Biagué Na Ntam como  melhores em termos do desempenho das suas funções públicas.

 A maioria dos  inqueridos, segundo afirmou Vaz,escolheu o lider do PAIGC como a figura pública com quem gostavam mais de trabalhar.

De acordo com João Vaz os inqueridos criticaram negativamente o actual Chefe de Governo Nuno Nabiam e o actual Ministro da Economia, Plano e Integração Regional,Victor Mandinga em termos de exercícios das suas funções no aparelho do Estado ,frisando que a classe feminina é a que  mais desconhece as figuras públicas do país.  .

Vaz disse que fizeram igualmente questões  sobre o Chefe de Estado, isto é, se os inquiridos sabem quem é o  Presidente da República entre  três nomes a saber,José Mario Vaz,Umaro Sissoco Embaló e Domingos Simões Pereira , e que resultou que  1,6 por cento das inquiridas indicaram Domingos Simões Pereira como Presidente da República ,mas o resto acertou que é Umaro Sissoco Embaló.

“Como as figuras escolhidas são todos homens e questionamos aos estudantes se havia mulheres no país que podiam estar nesta lista e responderam positivamente tendo indicado 38 nomes dos quais foram  retirados  as 10 mais solicitadas a saber:Odete Semedo,Suzy Carla Barbosa,Adiatu Djalo Nandigna  ,Magda Robalo,Carmelita Pires ,Ruth Monteiro ,Silvina Tavares ,Manuela Mendes Lopes ,Adja Satu Camará e Nelvina Bareto.

De acordo com o João Vaz, o plano era  inquirir  500 estudantes, em dez instituições de ensino selecionados, ou seja 50 em cada escola sendo 25 homens e 25 mulheres o que não foi possível devido as borucracias em algumas instituições , o que fez com que se participasse   apenas 279 inqueridos .

Segundo Vaz, as escolas referenciadas são:Francisco Mendes (Tchico Té),Escola Nacional de Saúde (ENA),Universidade Lusófona da Guiné(ULG),Universidade Colinas de Boé,Universidade Jean Peaget e a Universidade Catolica da Guiné,  e disse que a  margem de erro neste trabalho é de 2 por cento.

A ANIGB foi criado em 2018 e  realizou actividades de inquérito nas eleiçoes legislativas passadas . ANG/MSC//SG



                    Golpe de Estado/Cartum viveu a  noite mais sangrenta

Bissau, 18 Nov 21 (ANG) - As forças de segurança sudanesas dispersaram hoje com gás lacrimogéneo dezenas de pessoas que continuavam a manifestar contra o golpe militar do passado dia 25 de Outubro, poucas horas depois da noite mais sangrenta desde que o general Abdel Fattah al-Burhane afastou por completo os civis do poder no Sudão.

Só na noite de quarta-feira a repressão das manifestações em Cartum provocou 15 mortos, fazendo ascender a 39 o número total de vítimas mortais, entre as quais 5 adolescentes, desde o golpe de 25 de Outubro, dia em que o general Abdel Fattah al-Burhane reassumiu sozinho o poder, dissolvendo os órgãos civis que tinham sido instalados no intuito de assegurar a transição rumo a eleições, depois da queda em 2019 do ex-presidente Omar el Beshir.

Esta quinta-feira, alguns manifestantes continuavam ainda concentrados no norte da capital onde tinham erguido barricadas, mas acabaram por ser dispersos pelo exército que disparou granadas lacrimogéneas contra eles.

Após três semanas de protestos, com a repressão do exército bem como cortes de telefone e de internet, a teia continuando alias perturbada hoje, a mobilização parece estar a diminuir.

Observadores notam que ainda no passado dia 30 de Outubro os manifestantes contavam-se em dezenas de milhares, mas ontem eram alguns milhares. Esta quinta-feira um novo apelo à desobediência civil transmitido por SMS acabou por não encontrar eco e a circulação retomou normalmente nas ruas de Cartum.

A nível externo, também são poucas as reacções perante a chapa de chumbo que se abateu sobre o país, com a excepção da vice-secretária de Estado americana para os Assuntos Africanos, Molly Phee, que esta manhã condenou a "violência contra manifestantes pacíficos", enquanto o togolês Clément Voule, relator da ONU para a liberdade de associação, lançou um apelo para que "a comunidade internacional exerça pressões sobre o Sudão para pôr fim à repressão "

De referir que ainda ontem o chefe da diplomacia americana Antony Blinken, actualmente em digressão no continente africano, declarou que o país só voltaria a ter o apoio da comunidade internacional se a "legitimidade" do governo fosse restaurada.ANG/RFI

 

 

                          
                           Pão
/ Padeiros tradicionais retomam produção

Bissau,18 Nov 21 (ANG) – O Governo, através do Ministério de Comercio e Indústria assinou um acordo de príncipio, por um periodo indeterminado, com a Associação dos padeiros tradicionais da Guiné-Bissau(APT-GB) para a retoma da produção e comercialização de pão, tal como dantes, no valor de 150 e 200fcfa para o consumidor.

O acordo foi assinado quarta-feira, da parte do governo, pelo Inspector- geral do Comércio, Carlos Manuel Biaguê e o Diretor-geral da Industria Sulaimane Djaló, e pelo Presidente da Associação dos padeiros tradicionais, Braima Djaló.

O acordo determina que os associados da APT-GB devem alocar um mínimo de 50 por cento das suas produções, à confeção de pães para serem comercializados por 150 fcfa xof e o resto é destinado à confeção de pães a serem  vendidos ao preço unitário de 200 fcfa.

“ Sem o prejuízo do estipulado no ponto anterior, os Associados da ATP-GB,podem confecionar pães a serem comercializados por outros valores que não foram referidos acima, desde que o valor seja proporcional ao peso do pão”, indica o documento.

Segundo ficou decidido, o imcumprimento dos pontos do presente acordo, implica aplicação de medidadas administrativas conforme estipulado na lei.

O acordo põe fim  o impasse provocado pela paralisação de quatro dias na produção e comercialisação de pão tradiconal, em consequência das reivindicações para o  aumento do  preço  de pão da parte dos padeiros de 150 para 200 francos cfas e de 200 para 250 francos por cada pão.

Esses aumentos pretendidos pelos produtores de pão foram justificados com o aumento do preço de um saco da farinha de 50 kg de 22 mil para 23 mil francos cfas.

Em declarações à  imprensa, após assinatura do acordo, o Inspector-geral Carlos Manuel Biaguê agradeceu aos padeiros  e destacou que  o acordo  desbloqueou o impasse na produção e comercialização de pão tradicional .

O Director-geral da Industria Suleimane Djaló assegurou  que enquanto respresentes do Estado têm a missão de assegurar a dieta alimentar da população, mas também de criar condições para que os operadores economicos possam exercer a sua actividade de acordo com a  lei.

Afirmou que o interesse dos consumidores, dos padeiros e do próprio Estado vão ser garantidos, explicando que os interesses do Estado passa pela observância da pratica de higiene durante a produção de pão e até no local da sua comercialização.

Sulaimane Djaló prometeu trabalhar para que o preço do pão corresponda com o seu peso, indicando que, se  por exemplo,  um pão custar 200 fcfa o seu peso deve corresponder à 200 gramas e  assim sucessivamente.

O Presidente dos padeiros tradicoinais Braima Djaló garantiu que vão retomar a produção e comercialização de pão no  valor de 150 e 200 fcfa, mas com a redução do  tamanho. ANG/LPG//SG