quarta-feira, 20 de julho de 2022

Angola/Alguns filhos de José Eduardo dos Santos dispostos a aceitar um funeral nacional

Bissau, 20 Jul 22 (ANG) - Uma carta tornada  pública, terça-feira, pelos serviços de assessoria de Isabel dos Santos, uma das filhas do antigo presidente angolano falecido no passado dia 8 de Julho em Espanha, informa que alguns dos filhos mais velhos de José Eduardo dos Santos comprometem-se a colaborar com as autoridades angolanas para a realização de um funeral nacional para o pai, mas isto só depois das eleições gerais de 24 de Agosto.

"Seja qual for o resultado das próximas eleições, no futuro, nós, a família, junto das instituições e do Presidente eleito, colaboraremos na união da Nação e, a organizar com tempo necessário as condições para homenagem e o funeral nacional do Pai da Nação, o nosso pai, Eng. José Eduardo dos Santos, para que um dia este em dignidade e respeito descanse em paz na terra dos seus antepassados", escrevem os autores da carta.

Neste texto em que constam as assinaturas de Isabel, José Filomeno "Zenu", Joess e José Eduardo Paulino "Coreon Dú" dos Santos é não só mencionado o compromisso em trabalhar no sentido de se realizar um funeral nacional a seguir às eleições, como também são expressados alguns desejos. Os autores da carta referem nomeadamente pretender que sejam apuradas por completo as causas do falecimento do pai, que sejam garantidas "todas condições físicas e de segurança” para as exéquias e que seja construído um mausoléu para albergar os restos mortais de José Eduardo dos Santos “de forma digna e honrada”.

Nesta missiva, os filhos mais velhos do antigo Presidente preconizam também a adopção de uma lei de amnistia geral e o “fim dos processos judiciais e institucionais contra muitos angolanos”. Segundo os autores do texto “chegou o momento de pedir desculpa” e pôr fim aos processos judiciais.

Alguns dos familiares do antigo Presidente angolano, nomeadamente a empresária Isabel dos Santos, filha mais velha de José Eduardo dos Santos, mas igualmente o irmão José Filomeno dos Santos “Zenu”, assim como os generais “Dino” e “Kopelipa” enfrentam contenciosos com a justiça angolana, sendo nomeadamente acusados de ter desviado milhões de Dólares dos cofres do Estado.

Estas propostas surgem depois de vários dias de desentendimentos entre o governo angolano e alguns dos filhos do antigo chefe de Estado angolano sobre as modalidades das exéquias de José Eduardo dos Santos, os familiares e em particular uma das filhas, Tchizé dos Santos, acusando o actual poder em Angola de pretender retirar dividendos políticos das cerimónias fúnebres em pleno período eleitoral.

Ao considerar que deve prevalecer a vontade dos filhos, Salvador freire, advogado e activista da associação "mãos livres", mostra-se dubitativo quanto à eventualidade de se chegar a um qualquer acordo para a realização de um funeral nacional. 

"O que deve prevalecer é a vontade da família, neste caso dos filhos, que em primeira instância e de acordo com a nossa cultura, quem deve mandar no corpo do seu ente querido, deve ser os familiares", começa por sublinhar o advogado que por outro lado, considera que "mesmo que o corpo vá para Luanda, vai ser muito difícil porque os próprios filhos já disseram publicamente que o corpo só irá para Angola depois de João Lourenço deixar de ser Presidente de Angola".

Esta é precisamente a tonalidade do esclarecimento dado terça-feira por Tchizé dos Santos que ao dissociar-se da carta divulgada , coloca em dúvida a sua autenticidade e explica que vai lutar "até ao fim" pela honra do pai."Eu não assinei esta carta, não tive conhecimento e não assinei. Concordo que o meu pai não deve ser enterrado agora porque não faz sentido. Concordo que o corpo do meu pai seja enterrado em Angola quando houver condições e quando as pessoas que o perseguiram até à morte já não sejam Governo" vinca ao referir-se ao actual Presidente de Angola.

Tchizé dos Santos também disse ser contra amnistias.Eu sou uma pessoa para quem a honra está acima de qualquer dinheiro e eu estou preocupada com o enterro do meu pai, agora não vão aproveitar a morte do meu pai para ilibar uma série de pessoas que cometeram uma série de crimes, inclusive João Lourenço, porque elas têm de pagar. As pessoas que não cometeram crimes não precisam de amnistia, vão e provam que não roubaram, sublinha a empresária antes de acrescentar que “se essa lei da amnistia é por causa dos filhos de José Eduardo dos Santos, eu oponho-me totalmente a que seja proposta sequer, porque eu não faço parte do grupo de pessoas que acham que isto faz algum sentido”.

Ao ser questionado sobre as repercussões que um acordo desta natureza poderia ter em Angola, Salvador Freire considera que isto poderia colocar em questão a credibilidade da acção do Presidente João Lourenço"Eu acho que se houver esta excepção, vai fazer com que este projecto do próprio Presidente da República João Lourenço, do combate à corrupção, derrape. Não pode haver excepção. Não podem alguns serem julgados e outros não (...) Se assim acontecer, é o próprio país que vai cair no descrédito, é o próprio Presidente da República que vão considerar como um charlatão",diz o activista.

O antigo Presidente José Eduardo dos Santos que morava em Barcelona desde 2019 onde estava a ser acompanhado havia largos anos devido a problemas oncológicos faleceu no passado dia 8 de Julho depois de cerca de duas semanas de hospitalização numa unidade de cuidados intensivos.

Na semana passada, Angola observou 7 dias de luto nacional pela morte do antigo dirigente que foi homenageado numa cerimónia na segunda-feira 11 de Julho.

José Eduardo dos Santos foi um dos chefes de Estado com maior longevidade no poder, tendo liderado Angola durante mais de 38 anos, de 1979 até 2017.ANG/RFI

               Sri Lanka/ Ex-PM Ranil Wickremesinghe eleito chefe de Estado   

Bissau, 20 Jul 22 (ANG) - O Presidente interino e ex-primeiro-ministro do Sri Lanka Ranil Wickremesinghe foi eleito esta quarta-feira chefe de Estado, numa votação secreta realizada pelo parlamento cingalês, anunciaram as autoridades locais, citadas pela Lusa.

O líder do parlamento, Mahinda Yapa Abeywardena, anunciou que Wickremesinghe obteve 134 votos dos 225 parlamentares que tiveram de escolher o novo chefe de Estado, após a fuga do Presidente Gotabaya Rajapaksa, actualmente em Singapura, na sequência de massivas manifestações contra a crise económica.

O principal oponente de Wickremesinghe nesta eleição no parlamento, o antigo ministro Dullas Alahapperuma do SLPP, partido que apoiava o ex-chefe de Estado Gotabaya Rajapaksa recebeu 82 votos e o candidato Anura Dissanayake da coligação de esquerda NPP obteve o apoio de apenas três parlamentares.

Wickremesinghe vai liderar o país até 2024, completando assim o mandato de Gotabaya Rajapaksa, à frente de um governo que terá de relançar as conversações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre um possível resgate financeiro.

A oposição política e os manifestantes acusam a família Rajapaksa, que dominou a vida política da ilha durante décadas, de desvio de fundos públicos e responsabilizam as medidas impostas pelo chefe de Estado de provocarem o colapso económico do país. ANG/Angop

 

Finanças/Ministro diz que “nada justifica” a especulação de preços dos produtos no mercado interno  

Bissau,20 jul 22(ANG) – O ministro das Finanças afirmou que “nada justifica”, a prática de especulações de preços de produtos de primeira necessidade que se verifica no mercado interno, “porque o Governo tem estado a subvencionar a importação desses produtos desde 2020.

Ilídio Vieira Té, em declarações à imprensa, no final da visita que efectuou, terça-feira, à Direção Geral das Alfândegas, disse que, o aumento de preços que  consubstancia a inflação é um problema do contexto internacional.

A título de exemplo disse que, o Governo abdicou de cobrar os impostos sobre os combustíveis e reduziu a base tributária.

Para travar a especulação, Ilídio Vieira disse que o Governo vai analisar a situação do aumento dos preços de produtos no país, e sustenta que não faz sentido baixar impostos, enquanto os preços de produtos continuam a subir no mercado.

"O Governo decidiu baixar os impostos sobre produtos de base, nomeadamente, arroz, açúcar, óleo e combustíveis para ajudar a população", esclareceu o ministro das Finanças.

Perante protestos isolados e queixas de populares todos esses produtos sofreram aumentos no mercado interno.

Nesta sua deslocação à Direcção Geral das Alfândegas, a primeira efectuada desde a sua ascensão para as funções de ministro, Vieira Té foi  inteirar-se do funcionamento e da situação do sector que mobiliza mais receitas para o tesouro público no país.

"Constatei desafios, nomeadamente a capacitação dos recursos humanos, melhoria de infra-estruturas entre outros", sublinhou  no termo da visita, tendo reiterado a importância dos Serviços das Alfândegas para a arrecadação de receitas, e apela o reforço da colaboração  dos trabalhadores.

O ministro das Finanças recomendou  aos trabalhadores das Alfândegas maior dinâmica para  a mobilização de  mais receitas para o tesouro público.

Por sua vez, o Director Geral das Alfândegas, Doménico Sanca apresentou ao ministro das Finanças os materiais adquiridos através de recursos internos, designadamente: viaturas, motorizadas e bicicletas, visando reforçar a fiscalização e o combate à  fuga ao fisco.

Nesta visita, o Ministro das Finanças, Ilídio Vieira TÉ esteve acompanhado do Secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, João Alberto Djata.ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

Itália/ PM  afasta renúncia e pede novo pacto de confiança para salvar Governo

Bissau,  20 Jul 22(ANG) – O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, afastou hoje a possibilidade de se demitir, pedindo aos partidos da sua coligação que “reconstruam o pacto de confiança” para salvar o Governo, em crise desde a saída do Movimento 5 Estrelas.

“A única solução, se ainda quisermos ficar juntos, é reconstruir esse pacto a partir dos seus alicerces, com coragem, altruísmo e credibilidade”, disse, em discurso ao Senado (câmara alta do parlamento).

“É isso que os italianos nos pedem”, acrescentou, referindo que o apoio popular espontâneo ao seu Governo “não tem precedentes e é impossível de ignorar” os apelos para não renunciar ao cargo.

Segundo garantiu, Draghi ficou comovido pelos apelos espontâneos de italianos comuns, feitos nos últimos dias, na sequência da saída do Movimento 5 Estrelas da coligação governamental, na semana passada, e nomeou, em particular as petições de presidentes da câmara e de médicos italianos, a quem chamou os “heróis da pandemia”.

No seu discurso feito hoje no Senado, Draghi estabeleceu como prioridade a reconstrução “a partir de cima” da maioria necessária para o Governo trabalhar com eficácia, mas defendeu também ser necessário criar fundos para recuperação da pandemia na União Europeia e reformas judiciais.

“A necessidade de estabilidade exige que todos nós decidamos se é possível recriar as condições para que o Governo possa realmente governar”, disse, admitindo que está disposto a tentar.

O discurso de Mario Draghi antecede a votação de uma moção de confiança, que acontecerá ao final da tarde, quando os deputados se pronunciarão sobre o futuro político de uma larga coligação de “unidade nacional” que inclui partidos de vários espectros políticos, da extrema-direita à esquerda.

Na quinta-feira passada, Draghi apresentou a demissão, no meio de uma crise política desencadeada pela recusa do Movimento 5 Estrelas (M5E, anti-sistema) de participar num voto de confiança ao executivo.

Nesse mesmo dia, o pedido de demissão de Draghi seria rejeitado pelo Presidente de Itália, Sergio Mattarella, que remeteu o assunto para o parlamento.

Na terça-feira, Draghi deslocou-se ao Palácio do Quirinal (residência do Presidente da República), para se encontrar com Mattarella e depois regressou à sede do Governo, o Palácio de Chigi, para preparar a moção de confiança que será votada hoje no Senado. ANG/Inforpress/Lusa

 

Ministério das Finanças/Sindicatos do sector prometem trabalhar de “mãos dadas” com novo ministro

Bissau,20 Jul 22(ANG) - Os três sindicatos de base do Ministério das Finanças prometem trabalhar de mãos dadas com o novo ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, prometendo a "fidelidade e apoio às reformas" em curso no sector.

A posição conjunta foi expressa, segunda-feira, na cerimónia de cumprimentos  dos trabalhadores ao ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té,  Secretário de Estado do Tesouro, Mamadu Baldé e ao Secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, João Alberto Djata..

Entre os desafios existentes, os lideres sindicais  do Ministério das Finanças, dos Trabalhadores Aduaneiros e da Direção Geral das Contribuições e Impostos  apontam a realização de concurso para ingresso na administração pública, o reforço da transparência na gestão de pagamento de incentivos e a nomeação de directores de serviços.

Nesse quadro, o Presidente do Sindicato de Base da Direcção Geral das Contribuições e Impostos, Malam Homi Njai defende a iniciativa lançada pelo novo ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, que recomenda verificação  minuciosamente da folha de incentivo para a identificação de  "funcionários activos" .

Homi Njai ainda manifestou a sua concordância em relação a decisão de Ilídio Té, de mandar suspender a nomeação dos directores de serviços pelos Directores Gerais, assim como, a inclusão dos seus familiares na folha de incentivo, destinado aos  que exercem "plenamente" as funções no sector.

Os três sindicatos de base do Ministério das Finanças ressaltam à reestruturação em curso no Tesouro Público para melhor controlo e gestão das receitas colectadas, iniciativa que consideram de "extraordinária".


Perante essas inovaç
ões, os sindicatos garantem total fidelidade aos membros do elenco diretivo do Miinistério das Finanças destacando a pessoa de Ministro  Ilídio  Té, a quem pedem para atender as reivindicações "maiores" dos trabalhadores.

O ex-secretário de Estado do Tesouro assumiu as funções de ministro, no mês passado,na sequência da demissão do então ministro, João Alaje Mamadú Fadia, que agora é Auditor Principal da CEDEAO.ANG/ÂC//SG

 

terça-feira, 19 de julho de 2022

                 Índia/Votação em curso para eleger um novo Presidente

 Bissau, 19 Jul 22 (ANG)– O escrutínio para a eleição do próximo Presidente decorre  em toda a Índia desde segunda-feira, já que o actual presidente Ram Nath Kovind completará seu mandato de cinco anos no final desta semana.

Os representantes eleitos do Parlamento e membros de Assembleias Legislativas de todos os estados votarão para eleger o 15º Presidente do país, segundo a Xinhua.

A contagem dos votos está marcada para quinta-feira.

A candidata da Aliança Democrática Nacional (NDA – no poder) Draupadi Murmu é tida como favorita nestas eleições que têm ainda como candidato da oposição Yashwant Sinha, já que seu partido tem maioria nas duas câmaras do parlamento e na maioria das assembleias estaduais.

Ambos os candidatos tiveram carreiras políticas ilustres em seus passados. Enquanto a  Draupadi Murmu foi governadora do estado de Jharkhand (leste) e Yashwant Sinha actuou como ministro das Finanças e ministro das Relações Exteriores da Índia.

O presidente da Índia é eleito indirectamente pelos representantes eleitos, e os votos dos legisladores de cada estado têm um valor de votação diferente.

ANG/Inforpress/Xinhua

 

Ambiente/”A Guiné-Bissau já se encontra no “nível máximo” de degradação de mangais, diz representante do  Projecto PAPBIO

Bissau,19 Jul 22(ANG) – O representante do Projeto Gestão de Florestas de Mangais do Senegal ao Benin(PAPBIO) no país, Joãozinho Sá, disse hoje que a Guiné-Bissau se encontra no nível máximo de degradação de mangais.

A degradação de magias é classificada em níveis, mínimo, médio e máximo.

Joãozinho Sá, prestava declarações à imprensa, à margem do ateliê de intercâmbio de experiências sobre a restauração dos mangais, nos nove países membros do projeto.

 “Atingimos o nível máximo tendo em conta as práticas de agricultura no solo dos mangais para a sobrevivência, prática essa que exige cortes de mangais para permitir a lavoura”, explicou.

Sá acrescentou que a prática de cortes de mangais para a fumagem de peixes, é outro fator que tem contribuído para a degradação da flora marítima para além da sua morte natural provocada pelas mudanças climáticas.

Outra prática maléfica aos mangroves apontada por Sá é a agricultura nos planaltos(Npampam) nas beiras dos rios.

“Se levarmos em conta todos esses fa
tores, vamos saber que na Guiné-Bissau deparamos com uma degradação muito sério dos mangais”, frisou.

O técnico ambiental referiu entretanto   que as populações costeiras cortam os mangais para a pratica de agricultura para poderem sobreviver, acrescentando que, sendo assim torna-se difícil privá-los do referido hábito.

A título de exemplo, Joãozinho Sá afirmou que hoje a Guiné-Bissau tem muitas bolanhas  que não estão a ser cultivadas, mas que os mangais não podem ser replantados porque têm diques que impossibilitam a entrada de água salgada.

Informou que os mangais nascem apenas em terrenos onde passam a água salgada, adiantando que, essa situação fez com que a Guiné-Bissau tenha  atualmente  muitas bolanhas abandonadas, ou seja muitas zonas desprovidas de mangais.

Joãozinho Sá defende que o Governo deve replantar mangais em terrenos onde antes existiam, para, entre outras utilidades, suster o avanço do mar em direção ao continente.

Fazem parte do PAPBIO, o Benin, Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri, Libéria, Senegal , Serra Leoa e Togo. ANG/ÂC//SG


          Clima/Ilhas Maurícias acolhem Conferência Económica Africana

 Bissau, 19 Jul 22 (ANG) - Uma Conferência Económica Africana realiza-se-á de 9 a 11 de Dezembro próximo em Port-Louis, a capital das ilhas Maurícias, anunciaram hoje organizadores do evento.


Evento anual, co-organizado pela Comissão Económica para África (ECA, sigla em inglês), pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), decorrerá sob o lema “apoiar o desenvolvimento sensível aos climas em África”.

Quatro subtemas serão discutidos nesta conferência, designadamente "Transições Justas de Energia nas Economias Africanas", "Mudanças Climáticas e Agricultura, "Industrialização Inteligente para o Clima da África", "Governação Inteligente para o Clima".

Em prelúdio à conferência, foram lançados apelos a contribuições pelos organizadores que desejam que o foco sejam políticas e soluções ligadas ao tema e baseadas em trabalhos empíricos fundamentados.

Desde o seu lançamento em 2006, a Conferência Económica Africana não cessou de apoiar pesquisas, a partilha de de conhecimentos sobre as implicações de desenvolvimento relacionadas com África.ANG/Angop

 

 

      Angola/Unita contrata assessores israelitas, autoridades falam em espiões

 Bissau, 19 Jul 22 (ANG) - A UNITA, maior partido da oposição em Angola, contratou a consultora israelita Adi Timor para assessorar a sua campanha eleitoral rumo às eleições gerais de 24 de Agosto.

Uma contratação que incomodou as autoridades de Luanda, que acusa a UNITA de contratar espiões israelitas e não especialistas.

O líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, já desvalorizou as alegações, diz não entender “o medo do regime do MPLA” nesta contratação e denuncia que o próprio executivo tem assessores israelitas. 

A empresa de comunicação e marketing foi responsável pela campanha eleitoral de Lazarus Chakwera, actual presidente do Malawi, nas eleições de Junho de 2020.

A UNITA multiplicou os apelos à serenidade política, com vista à realização das eleições num clima de paz.

O partido alerta para o surgimento de novos actos de intolerância política em várias localidades do país e para a prisão dos seus militantes e de activistas, na província do Uíge. ANG/RFI

 


Ambiente e Biodiversidade
/Secretário-geral destaca importância dos mangroves para Guiné-Bissau e a sub-região e geral

Bissau,19 Jul 22(ANG) – O Secretário-geral do Ministério do Ambiente e Biodiversidade, Lourenço Vaz exaltou hoje a  importância  dos mangroves  para a Guiné-Bissau e a sub-região em geral, considerando de “extremamente valiosa” a sua utilidade.

Vaz falava em representação do ministro do Ambiente e da Biodiversidade, na abertura do ateliê de intercâmbio de experiência sobre a restauração dos mangais nos 9 países membros do Projecto de Gestão de Florestas de Mangais do Senegal ao Benin(PAPBIO).

Na ocasião afirmou que o maciço florestal do mangal de Cacheu é o mais importante na subregião africana.

“Desde sempre as autoridades guineenses deram importância ao Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu, não só pela riqueza natural que representa mas também por ser um grande polo de produção do camarão e ainda pela  importância de sua gestão para suster o avanço do mar em direção ao continente”, salientou.

Segundo o representante do Projeto PAPBIO na Guiné-Bissau, Joãozinho Sá  o ateliê que agrupa os representantes dos 8 países membros da organização  visa instituir intercâmbios de experiências nos domínios de conservação e reparação de mangais.

No âmbito do ateliê, de acordo com Joãozinho Sá, os participantes visitaram  entre  sábado e segunda-feira, o Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu.

Sá disse estar satisfeito com a estada na Guiné-Bissau por permitir trocas de experiências em matéria de preservação de mangais.

O Projecto PAPBIO, foi lançado em Fevereiro de 2020, financiado pela União Europeia, visa a promoção de um desenvolvimento económico endógeno, sustentável e inclusivo em resposta aos desafios das alterações climáticas.

Fazem parte do projeto, o Benin, Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri, Libéria,; Senegal, Serra Leoa e Togo. ANG/ÂC//SG

 

 

Caracas/Venezuela disposta a fornecer petróleo a Europa, mas com pagamento antecipado

Bissau, 19 Jul 22(ANG) – A Venezuela está disposta a fornecer petróleo e gás à Espanha e ao resto da Europa, mas com pagamento antecipado e através de um mecanismo que permita ao Governo, alvo de sanções internacionais, usar esses recursos.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo), Diosdado Cabello, o segundo homem mais forte do chavismo, depois do Presidente Nicolás Maduro.

“A Venezuela tem petróleo, não apenas para a Espanha, mas também para a Europa (…) mas têm que pagá-lo. E terão de pagar ao preço que é, e dadas as circunstâncias terão que pagar antecipadamente (…) e num mecanismo que permita à Venezuela utilizar os recursos que vão pagar por esse petróleo”, disse, durante uma conferência de imprensa em Caracas.

Diosdado Cabello sublinhou que a Venezuela “está bloqueada” por sanções internacionais e questionou “como é que eles vão pagar com contas bancárias em Portugal, se nos tiraram o dinheiro da PDVSA [empresa estatal Petróleos da Venezuela SA] em Portugal”, numa alusão aos fundos que o Governo venezuelano reclama estarem retidos no Novo Banco.

O político questionou também como poderia ser feito o pagamento num banco de Inglaterra, “se nos roubaram o ouro?” e recomendou que “quando decidam vir à Venezuela, devem ter em conta os danos que causaram ao povo do nosso país”.

Cabello acusou a petrolífera espanhola Repsol, de ter abandonado todos os investimentos que tinha na Venezuela, causando grandes prejuízos ao país.

“Não lhes devemos nada. Eles estão em dívida connosco. E é daí que temos de começar a fazer contas, se quiserem os nossos serviços”, frisou.

Cabello acrescentou que se trata de “uma situação geopolítica que tem a ver com uma necessidade real destes países” europeus.

“Estão muito próximos da Rússia, mas foram atrás do imperialismo norte-americano, do seu chefe. É por isso que vos digo que quem governa a Espanha e a Europa está na Casa Branca”, disse.

Segundo Cabello, os países da Europa têm agora problemas “com gás, gasolina, combustível, fertilizantes, e os Estados Unidos não vão poder ajudá-los (…) Estamos agora no Verão, mas o Inverno é inevitável e é muito rigoroso”.

“Imaginem como vai subir o custo dos serviços energéticos em toda a Europa (…) Estão a procurar uma forma de resolver os problemas que eles próprios criaram por seguir os EUA, todas as políticas dos Estados Unidos. Nós repetimos o que sempre dizemos. Aqui há petróleo, tudo o que precisem para mais de 100 anos, mas têm de pagar por ele, não o vão levar, não o vão roubar”, disse.

O político venezuelano frisou ainda que, se quiserem falar sobre o abastecimento de petróleo e de gás, os governos europeus têm de dialogar com o Presidente da Venezuela.

“Com Nicolás Maduro Moros, o Governo bolivariano, revolucionário e chavista da Venezuela”, sublinhou. ANG/Inforpress/Lusa

 

Bruxelas/UE mobiliza 70,2 mil milhões e Portugal 380 para ajuda ao desenvolvimento

Bissau, 19 Jul 22 (ANG) - A União Europeia (UE) e os 27 Estados-membros mobilizaram, em 2021, um total de 70,2 mil milhões de euros para ajuda ao desenvolvimento de países terceiros, com Portugal a contribuir com 380 milhões de euros, foi segunda-feira anunciado.

Em comunicado  divulgado, a Comissão Europeia refere que "a UE e os seus 27 Estados-Membros continuaram a aumentar a sua Ajuda Pública ao Desenvolvimento [APD] aos países parceiros em todo o mundo para 70,2 mil milhões de euros em 2021", montante que "representa um aumento de 4,3% em termos nominais e o equivalente a 0,49% do Rendimento Nacional Bruto [RNB] colectivo".

Os dados são do Comité de Ajuda ao Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e referem-se ao apoio fornecido pela UE e pelos seus Estados-membros aos países em desenvolvimento, sob a forma de projectos, programas, fornecimento de bens e serviços, operações de alívio da dívida e contribuições para organizações.

"A UE e os seus Estados-membros, trabalhando em conjunto como Equipa Europa, confirmam assim a sua posição como principal doador mundial, fornecendo 43% da APD global", destaca a Comissão Europeia, apontando que o bloco comunitário está "determinado a cumprir o seu compromisso colectivo de fornecer pelo menos 0,7% do RNB colectivo como apoio ao desenvolvimento até 2030".

Os dados da OCDE indicam que, em 2021, Portugal mobilizou 380 milhões de euros em ajuda ao desenvolvimento, o equivalente a 0,18% do RNB colectivo e uma subida em 17,83 milhões face ao ano anterior.

De acordo com os mesmos dados, Portugal e 21 outros Estados-membros aumentaram o seu contributo para a ajuda ao desenvolvimento no ano passado, em comparação com 2020, sendo os aumentos nominais mais fortes provenientes da Alemanha (+2.064 milhões de euros), Itália (+1.360 milhões de euros) e França (+668 milhões de euros).

Ao todo, só os 27 Estados-membros desembolsaram 69,3 mil milhões de euros do total dos 70,2 mil milhões da UE, cabendo o restante às instituições europeias, como a Comissão Europeia e o Banco Europeu de Investimento, e a outros doadores.

A ajuda ao desenvolvimento pelas instituições europeias diminuiu globalmente em 2021 em termos nominais, em 1,1 mil milhões de euros (-6,3%), "principalmente devido aos reembolsos de empréstimos do sector privado, bem como à antecipação dos pagamentos em 2020, o que assegurou um apoio rápido aos países parceiros na resposta à pandemia da covid-19", explica o executivo comunitário na nota à imprensa.

Os dados relativos à APD a África para 2021 só deverão ser publicados pela OCDE até ao final de 2022, sendo que, em 2020, o apoio europeu ao desenvolvimento dos países africanos aumentou 18% em termos nominais em relação a 2019, atingindo 23,4 mil milhões de euros.

Também nesse ano, 36% da ajuda ao desenvolvimento total dos 27 Estados-membros mobilizada para os países em desenvolvimento foram para África.ANG/Angop

 

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Agricultura/DG admite  que escassez de combustivel no mercado pode condicionar o ano agricola 2022

Bissau, 18 Jul 22 (ANG) – O Director-geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural admitiu hoje que a crise de combustivel que assola o mercado nacional pode comprometer o presente ano agricola, uma vez que vai dificultar o funcionamento das máquinas de lavoura.

Julio Malam Injai falava em exclusivo à ANG das prespectivas e necessidades dos camponeses, após o lançamento oficial  da campanha agricola  2022.

“Para a presente campanha, possuimos sementes em grande quantidade e variedades e já estamos a receber doações de sementes que estamos a conceder  aos camponeses, entre as quais 558 toneladas de sementes de arroz da água doce, 570  de arroz de mangrof, 35 toneladas do milho bacil e 20 toneladas de milho cavalo”, revelou.

O Director-geral da Agricultura disse ainda que têm 132 toneladas de sementes de mancarra, 60 toneladas de feijão, 34 quilogramas de tomates, 459 toneladas de fertilizantes.

“Para além destas sementes foram comprados alguns materiais que doamos aos produtores,nomeadamente 1800 regadores, 1500 baldes, 4600 enxadas e 600 litros de produtos fitosanitários para ajudar em casos de invasão de pragas”, acrescentou Júlio Injai em entrevista à ANG.

Os referidos produtos e materiais, segundo Júlio Injai , vão ser destribuidos ao nível das regões através das Direcções Regionais da Agricultura.

Injai salientou que o orçamento para o ano agricola 2022 e de 1.65 milhões de francos CFA, frisando que a campanha agrícola vai ser feita  duas vezes ou seja na época seca, principalmente nas regiões de Bafatá e Gabu, e na das chuvas em todo o país.

Disse  que o Governo subvenciona os camponeses em termos de pagamento de horas de lavoura com tractores.

Segndo o responsavél, os privados detentores de tractores cobram 15 à 25 mil francos CFA por cada hora de lavoura  e que o Governo cobra 12.500 francos CFA, para o mesmo período, “para ajudar a aliviar os camponeses”.

O DG da Agricultura e Desenvolvimento Rural recomenda a aposta na agricultura  para  o alívio dos orçamentos familiares , principalmente nesta altura em que o mundo se encontra em crise, primeiro devido a Covid-19 e agora  pela guerra da Rússia com a  Ucrânia.

Malam injai reconheceu que a mecanização da agricultura no país está a andar muito lento, devido a falta de equipamentos, uma vez que, para toda a Guiné-Bissau, um país com grande potencial agricola, o Governo só despõe de 60 tractores.

Considerou de insignificante, os 60 tratores mas diz que estão a ser usadas cada vez mais.

Falando do apoio do Chefe de Estado aos camponeses, este responsavel disse que depois de um “diálogo franco” com o ministro de Agricultura, o Presidente da República aceitou patrocinar a presente campanha agricola,  o que foi traduzido num projecto orçado em mais de 60 milhões de francos CFA, cujas diligências para a sua disponibilização estão em curso.

“Este dinheiro vai servir para apoiar, de facto, os canponeses na mecanização agricola . E segundo o desejo do Chefe de Estado, o apoio deve ser dado aos mais carênciados, pelo menos uma hora de lavoura com  tractor à cada família, e o Ministerio por sua vez dá sementes e um saco de arroz “,vincou .

O DG da Agricultura aconselhou aos camponeses a não pouparem esforços cultivando para dar de comer as suas familias e talvez puder vender parte da colheita para  satisfazer outrras necessidades familiar.ANG/MSC/ÂC//SG


Aviação Civil
/Ministro do Interior determina fim de “aglomerações desnecessárias” no interior do aéroporto de Bissau

Bissau,18 jul 22(ANG) – O ministro de Estado do Interior e da Ordem Pública anunciou hoje que, doravante, é proibida as movimentações e “aglomerações desnecessárias” de pessoas no interior do aeroporto internacional “Osvaldo Vieira”, de Bissau.

“Hoje em dia o nosso Presidente da República está a presidir a CEDEAO e nesta perspectiva há toda a necessidade de se reforçar a segurança no aeroporto de Bissau para acomodar os visitantes que eventualmente deslocarão ao país para eventos desta organização sub regional”, disse Botche Candé aos jornalistas no final da visita efetuada, esta segunda-feira as instalações do aéroporto Internacional Osvaldo Vieira de Bissau.

O governante acrescentou que já há um circular nesse sentido, visando disciplinar as movimentações no interior do aéroporto, uma iniciativa que diz contar com a colaboração  do  Ministério dos Negócios Estrangeiros.

 “Nota-se com frequência que quando um ministro ou qualquer cidadão se desloca para o estrangeiro faz-se acompanhar de muitas pessoas. Determinamos o fim dessas práticas”, disse Candé.

Segundo o  ministro,  doravante, qualquer membro do governo ou diplomata estrangeiro que pretende viajar deve avisar às autoridades competentes com antecedência de 48 horas.

Disse que, após o aviso de viagem, é indigitado alguém dos Serviços de Protocolo de Estado para acompanhar esse governante ou diplomata.

No aeroporto de Bissau também é habitual viajantes e não viajantes se misturarem na hora de recuperação das bagagens, no tapete rolante.

ANG/ÂC//SG

 

 

     Grã-Bretanha/Inicia  semana decisiva para a sucessão de Boris Johnson

Bissau, 18 Jul 22 (ANG) -  O segundo debate da corrida para o posto de Primeiro-Ministro, depois de Boris Johnson ter apresentado a sua demissão no passado dia 7 de Julho decorreu domingo à noite.

Na corrida estão cinco candidatos entre os quais se destaca o grande favorito, o antigo Ministro das finanças Rishi Sunak, cuja respectiva demissão no dia 5 de Julho precipitou a saída de cena de Johnson alguns dias depois, abalado por uma série de escândalos dos quais não se levantou.

Depois de um primeiro debate na passada sexta-feira, os cinco candidatos que continuam em liça para o cargo de chefe do governo, o antigo titular da pasta das finanças, Rishi Sunak e a sua mais directa adversária, Liz Truss, Ministra dos Negócios Estrangeiros, assim como a ex-ministra da Defesa Penny Mordaunt, o ex-secretário de Estado para a Igualdade, Kemi Badenoch, e o deputado Tom Tugendhat tornaram a digladiar-se ontem no canal televisivo ITV num debate que girou essencialmente em torno da perspectiva de se baixarem os impostos, os restantes assuntos tendo passado para segundo plano. Este é precisamente o aspecto lamentado por Francisco Bettencourt, professor no King's Colledge de Londres, para quem há um "afunilar" do discurso político.

"É uma campanha que se está a focalizar quase exclusivamente no possível corte de impostos. É assim que os outros candidatos se pretendem distinguir do antigo Ministro das Finanças, Rishi Sunak, e este afunilar do debate político é preocupante por dois motivos. Primeiro, o Estado social está em risco porque com o Brexit, o governo teve de retomar um pouco do Estado Social e com os cortes de impostos, isto vai reduzir dramaticamente o Estado Social e a população mais pobre vai sofrer. O segundo aspecto que me parece francamente preocupante é que os outros elementos fundamentais, por exemplo, as alterações climáticas, as relações internacionais muito agravadas pela guerra na Ucrânia, tudo isto é referido aqui e ali, mas não são aspectos principais do debate. E todos vemos agora com estas enormes vagas de calor, o impacto que isto está a ter nas pessoas, na produção agrícola. Não podemos ter debates afunilados desta maneira. O futuro da Inglaterra é um futuro que fica bastante diminuído com este tipo de preocupações políticas e de debates políticos que de facto estão alheados da realidade", comenta o professor universitário.

Questionado sobre o desempenho da oposição neste contexto de crise política, Francisco Bettencourt considera que "o campo trabalhista tem procurado alargar o debate político, tem procurado atacar outros problemas que são mais importantes, de carácter económico, social é climático. Em política, o problema é que tudo se passa por impacto carismático e resta saber se o líder trabalhista consegue projectar um certo carisma para obter um resultado eleitoral que lhe permita suceder aos conservadores. Neste momento, o problema dos conservadores é de facto um afunilamento do debate que não permite adequadamente enfrentar os problemas sociais que existem no Reino Unido", conclui o estudioso.

Um terceiro debate que devia decorrer amanhã acabou entretanto por ser cancelado. Com efeito, ontem, as trocas entre Sunak e Truss, os dois principais candidatos, chegaram a um tal grau de violência nomeadamente sobre o dossier fiscal, que ambos desistiram de um novo face a face por considerar que isto poderia ser prejudicial para a imagem do seu partido, inviabilizando de facto a realização de um novo debate.

Hoje, amanhã e quarta-feira, os deputados conservadores vão efectuar uma série de votos eliminando um a um os últimos candidatos ao posto de chefe do governo. No final deste processo, vão ser retidos dois finalistas, o nome do futuro Primeiro-Ministro devendo ser conhecido no dia 5 de Setembro.ANG/RFI


Política
/ Madem G15 marca 2º congresso ordinário para os dias 30 Setembro  à 02 de Outubro próximos

Bissau,18 jul 22(ANG) – O Conselho Nacional do Movimento para Alternância Democrática (Madem G15), decidiu que  o 2º congresso ordinário do partido decorresse entre    30 de Setembro e 2 de Outubro próximos.

A decisão foi tomada na reunião do órgão realizada, domingo, num dos hotéis, em Bissau.

Segundo as resoluções finais desta reunião, o 2º congresso ordinário do partido, irá contar com a participação de 2515 delegados.

Deste número, 695 delegados irão ao congresso por inerência, sendo que as regiões de Bafatá, Gabu, Oio e Cacheu serão representadas por 170 delegados cada, enquanto que o Sector Autónimo de Bissau contará com 250 delegados.

A região de Quinará com 125 delegados, Tombali igualmente com 125, Bolama Bijagós 100, Biombo 115, Diáspora 20, JUADEM e MUADEM 80 delegados cada.

Os participantes decidiram ainda criar a Comissão Preparatória do 2º congresso ordinário do Madem G15  com a seguinte composição: Marciano Silva Barbeiro-Presidente, Queba Jaite-1º Vice Presidente, Maria da Conceição Évora-2ª Vice Presidente, Abdú Mané-1º Secretário e Arcénio Djibril Baldé -2º Secretário.

Para as funções  de1º Vogal da Comissão Preparatória  foi escolhido Mário Martins e para 2ª Vogal -  Anita Djaló Sani.

O Conselho Nacional do Madem G15 delegou  a Comissão Política Nacional do partido a responsabilidade de conduzir o processo de preparação do  2º Congresso Ordinário, em nome  do Conselho Nacional. ANG/ÂC//SG