sexta-feira, 22 de março de 2024

 Economia/Preços das moedas para sexta-feira, 22 de março de 2024


MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

602.500

609.500

Yen japonês

3.975

4.035

Libra esterlina

760.500

767.500

Franco suíço

671.000

677.000

Dólar canadense

443.000

450.000

Yuan chinês

83.000

84.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

163.500

166.500

Fonte:BCEAO

Angola/ Sindicalistas vão a julgamento por aderirem à greve geral da função pública

Bissau, 22 Mar 24 (ANG) - Três dos quatro sindicalistas angolanos detidos  quarta-feira  vão hoje a julgamento sumário por alegadamente aderirem à greve geral dos funcionários públicos.

Apesar disso, as centrais avisam que não temem as ameaças e detenções, argumentando que se trata de um procedimento que "a tutela sempre utilizou para amedrontar os trabalhadores".


O primeiro dos três dias de greve geral na função pública em Angola foi marcado pela detenção de alguns trabalhadores nas províncias do Bengo e Huambo por supostamente reivindicarem o aumento do salário mínimo para 100 mil kwanzas (110 euros), em vez dos actuais 32 mil kwanzas (36 euros).

A Força Sindical, a Confederação Sindical (UNTA) e a Central Geral dos Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSSILA), dizem que, apesar do turbilhão criado por alguns gestores públicos e pela polícia nacional, o balanço do primeiro dia dos protestos é positivo, conforme disse Admar Jinguma, do Sinprof.

“O balanço que se pode fazer no primeiro dia de greve é um abalanço deveras positivo. Os trabalhadores aderiram em massa a este primeiro dia de greve geral em todos os sectores, sobretudo a nível da administração pública. Portanto, nós tivemos um nível de adesão de greve já mais visto. Era importante que o governo olhasse para este nível de adesão em massa com olhos de ver”, disse o sindicalista.

Nesta 'troca de mimos' entre os grevistas e a tutela, o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores Angolanos, Admar Jinguma, denuncia a detenção de um enfermeiro na província do Bengo e de três sindicalistas no Huambo, que vão, nesta quinta-feira, a julgamento sumário, devido à greve.

Nós tivemos o relato da detenção de quatro colegas nossos, um enfermeiro na província do Bengo, norte de Angola, e três na província do Huambo. Esses colegas, apesar das diligências que foram feitas, vão a julgamento sumário hoje no Huambo”, sublinhou Admar Jingma, um dos porta-vozes das centrais sindicais.

O movimento sindical assegura que já constituiu uma equipa de advogados que está acompanhar todo o processo de alguns sindicalistas detidos na quarta-feira e acusa a polícia de ter violado o direito à greve dos trabalhadores.

“Temos já uma equipa de advogados preparada para o efeito, no sentido de fazer a defesa dos nossos colegas do Huambo, região central de Angola. Aliás, estamos aqui diante uma violação grosseira da lei”, desabafou o sindicalista Admar Jingma.

Recorde-se que o caderno reivindicativo dos grevistas, apresentado ao governo em Setembro do ano passado, abrange nomeadamente um aumento do salário mínimo nacional e a diminuição do Imposto sobre o Rendimento do Trabalho. Pontos que até agora, segundo os sindicatos, não obtiveram uma resposta satisfatória por parte do executivo.

De acordo com o calendário definido pelos sindicatos, a greve pode decorrer em três fases, sendo que o primeiro período termina esta sexta-feira. Na ausência de progressos nas negociações com o governo, a greve poderia retomar entre 22 e 30 de Abril e ainda entre os dias 3 e 14 de Junho. ANG/RFI

 

Bélgica/UE quer reduzir receitas russas com importações de cereais e oleaginosas

Bissau, 22 Mar 24 (ANG) – A Comissão Europeia quer dificultar a entrada de cereais e oleaginosas da Rússia e Bielorrússia na União Europeia (UE), numa medida que visa reduzir as receitas de ambos os países incluindo com produtos roubados.


A medida, que terá apenas de ser aprovada pelo Conselho da UE por maioria qualificada, prevê a aplicação de taxas alfandegárias que, em alguns tipos de trigo, passam de zero a 95 euros por tonelada, e noutros produtos, como as oleaginosas, acrescentam um valor de 50% (taxa ‘ad valorem’), e será aplicada com efeito imediato.

Com esta proposta, o executivo comunitário tenciona ainda combater a venda de produtos roubados, nomeadamente no território ucraniano ocupado pela Rússia.

Estas tarifas, explicou fonte comunitária, são as que já vigoram para importações de países terceiros e aumentam os direitos aduaneiros em bens que beneficiavam de tarifa zero ou muito reduzidas, consoante as necessidades do mercado.

A introdução destes custos, considerou a mesma fonte, “terá impacto nos rendimentos da Rússia, pois trava-lhe o acesso a um grande mercado”, mas não se prevê que resulte num aumento dos preços no mercado da UE.

Em 2023, a Rússia exportou 4,2 milhões de cereais, oleaginosas e produtos derivados, no valor de 1,3 mil milhões de euros.

Por seu lado, a Bielorrússia vendeu 610 mil toneladas dos produtos em causa, somando 246 milhões de euros.

Minsk é visada na proposta devido à sua proximidade à Rússia, para evitar a evasão das taxas e tarifas.

No total, a UE importou, no ano passado, 37,2 milhões de toneladas de cereais e 39,1 milhões de toneladas de derivados de oleaginosas.

Os preços deste produtos agrícolas têm descido desde o segundo semestre de 2022, depois dos preços recorde atingidos após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022.

Os produtos em trânsito pela UE e destinados a outros mercados não serão afetados pelo aumento das taxas. ANG/Lusa

 

            Burquina Faso/Situação de segurança "é mais do que alarmante"

Bissau, 22 Mar 24 (ANG) – O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, considerou hoje, em Ouagadougou, que a situação de segurança no Burkina Faso "é mais do que alarmante" e a situação humanitária é "desoladora".

"A situação de segurança é mais do que alarmante, uma grande parte do país é aterrorizada por grupos armados", disse Türk à imprensa, após uma reunião com o capitão Ibrahim Traoré, que chegou ao poder através de um golpe de Estado em setembro de 2022.

Além de ser governado por um regime militar, o país continua a sofrer os efeitos da violência fundamentalista islâmica.

"Em 2023, o meu gabinete documentou 1.335 violações e abusos dos direitos humanos e do direito humanitário, com pelo menos 3.800 vítimas civis. Os grupos armados são responsáveis pela grande maioria das violações cometidas contra civis", acrescentou.

Segundo Türk, a "violência gratuita deve acabar e os seus autores devem ser responsabilizados".

O dirigente da ONU afirmou que "compreende perfeitamente os graves desafios com que se confrontam as forças de defesa e de segurança no Burkina Faso” e disse sentir-se “encorajado pelas declarações de que estão a ser tomadas medidas para garantir que a sua conduta está em plena conformidade com o direito humanitário internacional e o direito internacional dos direitos humanos".

Volker Türk agradeceu aquelas garantias, que, disse, “surgem no momento em que são relatadas graves violações cometidas pelas forças de segurança e pelos Voluntários para a Defesa da Pátria [VDP, auxiliares do exército], que devem ser investigadas e corrigidas com rigor".

Várias personalidades do Burkina Faso que se manifestaram contra o regime foram recentemente detidas ou raptadas.

No plano humanitário, "o sofrimento de milhões de burquinabeses é desolador", afirmou, destacando que 2,3 milhões de pessoas se encontram em situação de insegurança alimentar, mais de dois milhões de pessoas deslocadas internamente e 800 mil crianças impedidas de ir à escola.

"No total, 6,3 milhões de pessoas, numa população de 20 milhões, precisam de assistência humanitária, mas esta questão desapareceu da agenda internacional e os recursos disponibilizados são totalmente inadequados para responder à escala das necessidades das pessoas", lamentou.

Desde 2015, o Burkina Faso tem sido confrontado com a violência fundamentalista islâmica atribuída a movimentos armados ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico, bem como com represálias atribuídas às forças armadas e aos seus auxiliares, que causaram cerca de 20 mil mortos.

ANG/Lusa

 

        África do Sul/Presidente do parlamento  detida por corrupção

Bissau, 22 Mar 24 (ANG) – A presidente do parlamento da África do Sul, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, encontra-se detida pela polícia na capita sul-africana, Pretória, por alegada corrupção pública, foi hoje anunciado por várias fontes no país africano.

De acordo com vários órgãos de comunicação social sul-africanos, a política do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), no poder desde 1994, ter-se-á entregado às autoridades policiais de Pretória na manhã de hoje.

A detenção de Nosiviwe Mapisa-Nqakula foi também anunciada na rede social X (antigo Twitter) pelo líder do partido de oposição Movimento Democrático Unido (UDM), Bantu Holomisa.

“A presidente do Parlamento finalmente foi detida. Ela encontra-se detida na esquadra de Polícia de Pretória. Às 09:00 comparecerá no Tribunal Criminal”, salientou.

Holomisa instou em 2021 a Comissão Permanente Conjunta de Defesa do Parlamento a investigar as alegações de corrupção pública contra a presidente do parlamento sul-africano.

Todavia, contactado pela Lusa, um porta-voz provincial da Polícia Sul-Africana (SAPS), Mavela Masondo, escusou-se a confirmar a detenção da presidente do parlamento na esquadra da polícia de Pretória, remetendo para a Autoridade Nacional de Acusação (NPA, na sigla em inglês), no âmbito do Ministério Público que despoletou esta semana o caso de investigação contra a política do ANC.

De acordo com a imprensa local, Mapisa-Nqakula terá submetido um pedido judicial urgente para impedir a sua detenção, solicitando que fosse intimada para comparecer em tribunal.

Mapisa-Nqakula enfrenta alegações de corrupção na ordem de 2,3 milhões de rands (cerca de 112 mil euros) em alegados subornos de um empreiteiro da Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF, na sigla em inglês) quando desempenhou o cargo de ministra da Defesa entre 2012 e 2021, segundo a imprensa sul-africana.

A detenção pelas autoridades ocorre 24 horas depois de a presidente do parlamento sul-africano anunciar que se iria ausentar “imediatamente” do cargo em “licença especial” devido à investigação em curso às alegações de corrupção pública de que é alvo.

Na terça-feira, investigadores da elite policial criminal sul-africana HAWKS, em articulação com o NPA, revistaram a residência de Nosiviwe Mapisa-Nqakula, em Joanesburgo, indicou à imprensa o porta-voz do parlamento Moloto Mothapo.

“A presidente do parlamento defende firmemente a sua forte convicção de inocência e reafirma que não tem nada a esconder. Em linha com isto, ela recebeu os investigadores na sua casa, cooperando plenamente durante a extensa busca que durou mais de cinco horas”, salientou.

Vários partidos políticos apelaram a uma investigação “exaustiva” do caso e à demissão da presidente do parlamento, a cerca de dois meses das eleições gerais em 29 de maio.

“A presidente do parlamento tem que se demitir para manter e sustentar a confiança do público no nosso Parlamento”, declarou Siviwe Gwarube, o líder parlamentar do Aliança Democrática (DA), principal partido na oposição.

O líder do partido de oposição Freedom Front Plus (FF Plus), Pieter Groenewald, considerou esta semana que a presidente do parlamento da África do Sul “deveria afastar-se até que esta investigação seja concluída porque a sua integridade está agora sob investigação e isso reflete-se no Parlamento”. ANG/Lusa

 

 

                 Senegal/ Campanha eleitoral encerra esta sexta-feira

Bissau, 22 Mar 24 (ANG) -  Encerra esta sexta-feira(22)  a campanha rumo à primeira volta das eleições presidenciais deste domingo no Senegal, concorrida  inicialmente por 19 candidatos, dos quais dois desistiram.

Os analistas prevêem um escrutínio muito em aberto onde Khalifa Sall, antigo edil de Dacar, é tido como possível fiel da balança.

As eleições deviam ter ocorrido a 25 de Fevereiro, mas foram adiadas pelo presidente cessante, Macky Sall. Este garante que deixa o poder até ao limite do seu mandato, 2 de Abril.

A marcação da data de 24 de Março implicou que a campanha eleitoral fosse encurtada e passasse de três para duas semanas.

Para Henri Labéry, politólogo radicado em Dacar, as duas desistências, entre os 19 candidatos, não devem alterar a necessidade, muito provável, de uma segunda volta, perante este número elevado de candidaturas.

A desistência dos dois candidatos, do meu ponto de vista, não influi muito no resultado da campanha e dos votos. O Habib Sy já declarou apoiar Diomaye Faye e o outro [Cheikh Tidiane Dieye] não disse nada. A ausência do Presidente da República, que declarou, seja qual for o resultado, no dia 2 de Abril, entregaria o poder não sei a quem ? Talvez  ao Conselho Constitucional ? Parece que numa primeira volta, salvo milagre, não haverá um vencedor.

Ainda se aguarda também pelo pronunciamento do PDS [Partido democrático senegalês], de Karim Wade. Não se sabe, até o momento quem é que Karim Wade, que não se pôde candidatar, vai apoiar. Mas daqui até domingo, o dia D, muito provavelmente o partido diz que vai tomar posição .

Amadou Ba dissera que já tinha o apoio do Karim, mas este desmentiu. Provavelmente o outro candidato do Partido Socialista, que é o Khalifa Sall, também está esperando que o voto do PDS, que o partido do Karim Wade lhe seja favorável. Vamos a ver daqui até mais tarde se realmente o PDS irá pronunciar-se, através do Abdoulaye Wade, o pai do Karim Wade, ausente do território já há muitos anos.

Mas a situação era muito tensa na pré-campanha e houve muitos protestos. Houve até mortos a lamentar. Agora esta campanha foi curta. Como é que ela foi? Ela interessou? Ela mobilizou ?

Mobilizou. Curta, mas mobilizou. E evidentemente que os candidatos reclamam que tudo isso foi calculado para favorecer o candidato do poder do Macky Sall

Amadou Ba, ex primeiro-ministro !

Amadou Ba, exacto. A ver vamos.

E a libertação daqueles dois presos, nomeadamente Faye e Sonko: acha que isso mudou alguma coisa no decurso da campanha?

Sim, sim, indubitavelmente que vai mudar. Porque a ausência, se houvesse ausência do representante do partido do Sonko, o escrutínio não seria credível.

E essa amnistia acalmou um pouco os ânimos., então ?

Sim, embora muitos estavam contra essa lei da amnistia, mas acabou por ser significativo.

Acha que há receios agora quando se chegar ao dia D e quando começarem a ser apurados resultados sobre a forma como os candidatos se vão comportar os candidatos e os apoiantes? Porque o Senegal sempre foi muito estável, mas cada vez mais se fala nos receios de instabilidade, não é?

Isso também é verdade. Esperemos que amanhã, depois de amanhã, tudo corra pelo melhor. Já o povo, o eleitorado senegalês, é muito habituado às urnas sem distúrbios. Esperemos que isso seja um sinal positivo e que assim seja também no próximo domingo.ANG/RFI

quinta-feira, 21 de março de 2024

Caju/Presidente  da ANAG alerta ao Governo sobre  “incumprimento” do  preço de referência fixado para a compra junto do produtor

Bissau, 21 Mar 24 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional de Agricultores da Guiné (ANAG), alertou hoje ao Governo sobre o “incumprimento” do preço indicativo fixado no valor de 300FCA, para a compra de castanha de caju de presente ano, por parte de alguns intermediários ligados ao setor.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Jaime Boles Gomes, pede  ao Governo para tomar medidas para acabar com a “desordem” que  o mercado de caju enfrenta.

“Nós, enquanto defensores da classe, chamamos a atenção ao Governo, para acionar mecanismos que farão com que o preço de compra de castanha de caju fixado , no valor de 300FCA, seja respeitado, como forma de permitir que os produtores sobrevivessem”, disse.

Segundo Boles, em algumas regiões do país, já se compra a castanha ao preço de 200 ou 150 fcfa, prática que contesta e diz que não pode continuar sob pena de o pa+is registar mais um ano de fome.

Para Jaime Boles Gomes é urgente que o Governo acione medidas para pôr fim a prática, caso contrário, que ordene a abertura das fronteiras, para permitir que os produtores possam exportar as suas castanhas, a fim de poderem vender nas localidades em que o caju é comprado a bom preço.

 “Enquanto homem do campo e que trabalha ligado aos produtóres, não podemos admitir que a castanha seja comprada a menos de 300 francos. O Governo deve regulamentar o mercado,o momento é propício para o fazer, antes que a presente campanha venha a ter a mesma cara, com a do ano transato”, sustentou o responsável.

Apelou as autoridades nas Regiões, aos régulos, comerciantes e a pessoas singulares, para denunciarem pessoas que não estão a acatar a decisão do Governo sobre o preço mínimo de compra junto ao produtor, no valor de 300FCA, o quilo.ANG/LLA/ÂC//SG 

     

                    Ensino/Frente Social entrega novo pré-aviso de greve

Bissau, 21 Mar 24 (ANG) – O porta-voz da Frente Social, organização que agrupa sindicatos da área de saúde e educação considerou hoje de positiva a primeira vaga de greve observada entre os dias  18,19 e 20 de Março,no ensino e na saúde, tendo adiantado que a proxima paralisação está prevista para decorrer entre 8 e 10 de Abril.

Sene Djassi falava numa conferência de imprensa na qual se fez o balanço da primeira  paralisação, e que diz puder ser analisada em duas perspetivas.

Disse que  foi positiva uma vez que teve boa adesão de professores e negativa  porque não houve nenhuma palha movida no que diz respeito a satisfaçáo das reivindicações.

“Digo isso, uma vez que o Governo não assumiu nenhum ponto das revindicações, demonstrando desinteresse total”, dissse Djassi.

Aquele sindicalista disse que, entregaram o pré-aviso de greve no dia 05 de Março, para uma paralisação que iria iniciar no dia 18 do mesmo mês, mas que o  “Executivo não soube acautelar porque entende que a paralisação não teria grandes consequências”.

Disse que  só no primeiro dia da greve é que foram chamados pelo Governo.

Djassi criticou a falta de colaboração dos técnicos da educação, principalmente dos professores que não aderiram à greve, ao contrário dos profissionais da saúde.

Denunciou que o  Governo está a bloquear salários aos professores, inclusive os que se  encontram  doentes.

Sene Djassi disse que, se o Governo descontar as faltas decorrentes da greve, a Frente Social vai exigir  do Governo o pagamento de todas as dividas existentes nestes dois setores, desde  2005 até a data presente, e que se não forem pagas  de uma só vez , vão convocar uma  greve por  tempo indeterminado.

A Frente Social reivindica , entre outros, o pagamento de salário em atraso aos professores e técnicos da saúde de 2021, excluídos do sistema e a continuidade do processo da efetivação dos mesmos,  e a aprovação, pelo Governo, da proposta da Carreira dos Profissionais de Diagnóstico e Terapêutico.

Exigem ainda a efetivação de novos quadros contratados nos setores da saúde e educação , a adoção de  novo currículo escolar e a melhoria das condições laborais para os profissionais das duas áreas.ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Dia da Francofonia/Secretária de Estado da Cooperação Internacional exalta importância da língua francesa no  ensino guineense

Bissau, 21 Mar 24 (ANG) – A Secretária de Estado da Cooperação Internacional exaltou, quarta-feira, a importância da língua francesa no sistema de ensino guineense, devido o seu poder  de influência em diferentes setores vitais da sociedade.

 Nancy Cardoso falava no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Francofonia, iniciadas, em Bissau, com animação cultural do Ballet “Esta é Nossa Pátria Amada”,e que prolonga com realizações de várias outras atividades, nomeadamente exposições, contos de histórias  e concertos para crianças, conferênicias , festival de cinemas e atividades pedagógicas para melhoramento de pronúncias do francês até 30 de Março.

De acordo com a TV BANTABA, a Secretária de Estado da Cooperação Internacional  acrescentou  que testemunha com orgulho, mais de 300 milhões de falantes de francês em todo o mundo, sendo que  317 mil estão na Guiné-Bissau, representando 15 por cento da  população guineense.

“Este é o testemunho do poder e da influência da língua francesa, que se tornou numa ferramenta indispensável nos setores vitais da nossa sociedade. Nas salas de aulas vimos o francês sendo  transmitido para  gerações futuras desde o 7º ano nas escolas públicas”, referiu Nancy Cardoso.

Destacou  que a escolas como União Africana, Libanesa Internacional, Maurice e Simente de Vida entre outras são ferrozes na educação francófona na Guiné-Bissau , a par da  recém inaugurado Liceu Francês Internacional, que considerou de  um símbolo da determinação das autoridades nacionais em formar uma geração de jovens multilinguística, preparados para desafios globais.

Além disso, Nancy Cardoso reconheceu  o papel  vital desempenhada pela Escola Normal Superior Tchico Té na formação de professores de francês e ressurgimento, em 2024, da Associação dos professores franceses da Guiné-Bissau.

Disse que estas instituições são os pilares do compromisso com o ensino e a promoção da língua e da cultura francesa no país.

Em relação as celebrações dos 20 anos da existência do Centro Cultural Franco Bissau Guineense, Nancy Cardoso sublinhou que representa  um símbolo de amizade e de cooperação entre a França e Guiné- Bissau.

 “Que continuemos a nutrir e fortalecer  essa parceria frutífera como um todo, que enriquece não apenas as nossas vidas, mas também o tecido cultural da francofonia como um todo”, desejou.

A Guiné-Bissau aderiu a organização que une cerca de 88 estados e governos em 1979. A festa da francofonia deste ano é organizada  de 20 a 30 de Março e conta com a colaboração do Governo da Guiné-Bissau e das embaixadas de Cabo Verde, França, Marrocos, Mauritânia e Senegal.

Após abertura da sessão e de apresentação de discursos do embaixador da França em Bissau e de Nançy Cardoso, os participantes convidados puderam provar diferentes pratos  tradicionais desses países.

.ANG/LPG/ÂC//SG



Economia
/Preços das moedas para quinta-feira, 21 de março de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

596.500

603.500

Yen japonês

3.945

4.005

Libra esterlina

763.500

770.500

Franco suíço

674.750

680.750

Dólar canadense

442.000

449.000

Yuan chinês

82.500

84.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

162.000

164.750

Fonte: BCEAO



Moçambique/Insegurança alimentar afecta cerca de três milhões de pessoas

Bissau, 21 Mar 24 (ANG) - Cerca de três milhões de moçambicanos estão em situação de insegurança alimentar, alerta o Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional que apela para uma intervenção imediata do Governo e dos seus parceiros.

Os números da fome em Moçambique foram divulgados pela Secretária Executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional  (SETSAN), Leonor Mondlane.

A projecção que temos até Março é de 3,3 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar nacional, decorrentes dos processos de choque que aconteceram, nomeadamente inundações, secas, entre outros eventos que afectam a qualidade de vida das famílias”, declarou.

Leonor Mondlane pediu apoio: “Do ponto de vista de planificação, o Governo e os parceiros têm que olhar para 3,3 milhões de pessoas para dar assistência que é para um grupo menor de cerca de 400 mil pessoas que estão na emergência mesmo e precisam de assistência alimentar e meios da vida e para o outro grupo que complementa esses 3,3 milhões para assistência ao desenvolvimento.

Para o  Secretariado  Técnico  de Segurança Alimentar e Nutricional, o fenómeno El Niño e o temporal das últimas semanas contribuem para a grave carência de alimentos  em algumas regiões de Moçambique, sendo Cabo Delgado, que sofre com ataques terroristas, a província mais afectada.ANG/RFI

 

Palestina/Hamas acusa Israel de resposta "negativa" ao plano de cessar-fogo em três fases

Bissau, 21 Mar 24 (ANG) – O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) acusou hoje o Governo israelita de responder "negativamente" ao plano de três fases apresentado para alcançar um cessar-fogo, passo essencial para as negociações.

Osama Hamdan, um alto responsável da milícia palestiniana, disse que, apesar dos esforços do Hamas, Israel recuou e pode levar as conversações mediadas pelo Qatar a um "beco sem saída", segundo o diário palestiniano Filastin, ligado ao grupo islamita.

"A resposta à proposta das três fases apresentada aos mediadores foi negativa e não responde às exigências do nosso povo. Estas incluem a cessação das hostilidades em Gaza e o regresso dos deslocados às suas casas, bem como a retirada do exército israelita da Faixa de Gaza", afirmou.

Hamdan disse que o Hamas mostrou "flexibilidade", enquanto Israel "continua a afastar-se das questões que já foram acordadas" e a "adiar” uma resposta positiva, o que pode significar o fim definitivo das negociações.

O porta-voz palestiniano responsabilizou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, por "bloquear o acordo" e reafirmou que os Estados Unidos "têm de parar de enviar armas para Israel se querem realmente acabar com o genocídio em Gaza".

Em Fevereiro, o Hamas apresentou uma contraproposta para um possível cessar-fogo que prevê um plano de três fases ao longo de 135 dias, que incluiria a libertação de reféns em troca de 1.500 prisioneiros, o fim do cerco à Faixa de Gaza e um processo de reconstrução dos territórios palestinianos.

O grupo islamita respondeu a uma proposta anterior dos mediadores do Qatar e do Egito – apoiados pelos Estados Unidos e por Israel – e insistiu na necessidade de um cessar-fogo prolongado para aceitar qualquer tipo de acordo com as autoridades israelitas.

Israel lançou uma ofensiva contra a Faixa de Gaza em resposta aos ataques do Hamas a 07 de outubro, que mataram 1.200 pessoas e fizeram 240 reféns.

Desde então, o Ministério da Saúde palestiniano no enclave registou a morte de mais de 31.900 palestinianos, tendo outros 418 sido mortos pelas forças de segurança israelitas e por colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

ANG/Inforpress/Lusa

 

        Afeganistão/ Aulas iniciam sem alunas por imposição dos Talibã

Bissau, 21 Mar 24 (ANG) - O Afeganistão iniciou quarta-feira o terceiro ano lectivo consecutivo sem que as aulas do secundário possam ser frequentadas por pessoas do sexo feminino, devido à proibição imposta pelos Talibã após assumirem o controlo do país, em 2021.

O anúncio foi feito pelo ministério da Educação afegão na rede social X, apesar das recorrentes promessas de readmitir alunas nas salas de aula das escolas de instrução primária e secundária.

Os meios de comunicação foram convidados a cobrir a notícia, mas os jornalistas foram excluídos da conferência de imprensa do titular da pasta da Educação, Habibullah Agha, por "falta de espaço adequado".

O próprio Agha indicou que "a educação é uma necessidade básica" e prometeu "continuar os esforços para criar instalações escolares" e "melhorar a qualidade do ensino", mas não comentou quando serão as mulheres admitidas nas escolas.

Logo após o seu regresso ao poder, em 2021, os Talibã impuseram um conjunto de restrições à vida pública no país, com particular incidência sobre mulheres e meninas, incluindo a proibição da sua escolaridade.

Embora os fundamentalistas que têm uma visão extremamente rigorosa do Islão, tenham prometido em várias ocasiões reabrir as escolas para meninas, as alunas acima do sexto ano ainda não podem frequentar as aulas, apesar dos apelos da comunidade internacional.

A proibição de escolaridade para pessoas do sexo feminino soma-se a uma série de ordens verbais que impedem meninas com mais de 10 anos de participar em qualquer programa educativo, assim como outras medidas para limitar ou proibir as mulheres de acederem a empregos, expulsando-as da vida pública do Afeganistão. ANG/Angop

 

Portugal/Presidente da República indigitou Luís Montenegro como primeiro-ministro

Bissau, 21 Mar 24(ANG) – O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, indigitou hoje Luís Montenegro como primeiro-ministro, durante uma audiência com o presidente do PSD, já depois da meia-noite.



“Tendo o Presidente da República procedido à audição dos partidos e coligações de partidos que se apresentaram às eleições de 10 de março para a Assembleia da República e obtiveram mandatos de deputados, tendo a Aliança Democrática vencido as eleições em mandatos e em votos, e tendo o Secretário-Geral do Partido Socialista reconhecido e confirmado que seria líder da Oposição, o Presidente da República decidiu indigitar o Dr. Luís Montenegro como Primeiro-Ministro”, justifica o chefe de Estado, numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, já depois da meia-noite.

A nota acrescenta que “oportunamente” Montenegro apresentará "ao Presidente da República a orgânica e composição do XXIV Governo Constitucional”.

Entretanto, o primeiro-ministro indigitado, Luís Montenegro, anunciou que apresentará ao Presidente da República a composição do futuro Governo no dia 28 de Março, tendo acertado a data da posse com o chefe de Estado para 02 de Abril.

Este anúncio foi feito por Luís Montenegro no Palácio de Belém, após uma curta audiência de cerca de 20 minutos com Marcelo Rebelo de Sousa, a segunda em poucas horas, durante a qual foi indigitado como primeiro-ministro.

Hoje, Montenegro participa na reunião do Partido Popular Europeu (PPE) que antecede a cimeira de líderes europeus.

A reunião do PPE em Bruxelas, grupo político europeu a que pertencem o PSD e o CDS-PP, tem início previsto para as 11:00 locais , mas antes Luís Montenegro vai ser recebido pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou à Lusa fonte do partido, na quarta-feira.

O primeiro ato de Luís Montenegro enquanto primeiro-ministro indigitado coincide com a última participação de António Costa enquanto primeiro-ministro na reunião do Conselho Europeu, que tem início durante a tarde de hoje.

Na terça-feira, depois de uma reunião com a presidente do executivo comunitário, António Costa considerou que a transição governativa em nada vai alterar o alinhamento do país com o projeto da União Europeia.

Em princípio, Luís Montenegro vai participar enquanto primeiro-ministro na próxima reunião do Conselho Europeu, agendada 17 e 18 de abril.

Luís Montenegro, antigo líder parlamentar do PSD nos tempos da “troika”, será o próximo primeiro-ministro, depois de a AD ter vencido legislativas antecipadas do passado dia 10.

O 19.º presidente do PSD vai assumir a liderança do Governo – nove anos depois de o partido ter deixado o poder, em 2015 – sem ter tido experiência executiva, embora já tenha dito publicamente que recusou por três vezes ocupar cargos no Governo (com Santana Lopes e duas com Passos Coelho) por razões familiares.

Luís Filipe Montenegro Cardoso de Morais Esteves, 51 anos, nasceu no Porto, mas viveu sempre em Espinho (Aveiro) e é advogado de profissão.

ANG/Inforpress/Lusa