terça-feira, 23 de novembro de 2021

Comunicação social/Presidente do SINPOPUCS ameaça paralisar  órgãos públicos caso Governo não findar a efetivação dos 100 funcionácios

Bissau, 23 Nov 21 (ANG) – O Presidente do Sindicato Nacional dos órgãos públicos da comunicação social (SINPOPUCS)  ameaçou esta terça-feira avançar com uma  paralisação do setor,  caso o Governo não concluir, este ano, o processo de efetivação  do concurso público para preenchimento  das 100 vagas destinadas aos   funcionários em regime de contratados.

Domingos José Gomes que falava na primeira conferência de imprensa deste recem criada organização sindical,  disse que o Governo decidiu afetar as 100 vagas desde Setembro de 2020 mas que até ao momento  nada fora feito.

Domingos Gomes ainda exige    a  atualização da tabela salarial em vigor na função pública dos funcionários efetivos de diferentes órgãos e o pagamento de 16 meses de subsídios devidos ao “pessoal estagiário”.

Afirmou que 80 por cento dos trabalhadores dos quatros órgãos públicos nomeadamente ANG, Jornal Nô Pintcha, RDN e TGB se encontram  em regime de contrato e  com processo de efetivação que remonta desde 2010, e que não se concluiu por incumprimento dos sucessivos governos de vários acordos assinados.

Domingos Gomes revelou que, apesar do engajamento de várias entidades neste processo inclusive a Presidência da República, a quem aproveitar agradecer e chamar atenção que seus bons ofícios não tiveram  efeito algum, pelo que Gomes pede que o Presidente da República se intervenha de novo para a conclusão do processo..

“ Para nós, 14 meses seria tempo mais que suficiente para finalizar o processo de efetivação, pois  existe uma alegada desconfiança por parte dos visados de que há uma  “mão oculta e interesses obscuros” neste processo,” disse.

O Presidente do SINPOPUCS revelou ainda que os funcionários efetivos dos 4 órgãos estatais são os mais injustiçados da função pública guineense no que diz respeito à promoção, com mais de 30 anos, sem, no mínimo, terem progredido uma única vez na carreira.

Advertiu ao executivo para arranjar soluções, o mais breve possível,com vista a sobrevivência dos mesmos.

Para  este líder sindical, o mais caricato é o fato de or órgãos  carecerem de orçamento próprio para fazer face as solicitações que não são poucas.

Informou que em 2013 como consta no Boletim Oficial, foi instituida a Taxa Audiovisual cujo resultado da cobrança  seria destinado  apenas para a RDN e TGB.

 Afirma que nunca foi cobrada até Agosto de 2021, passando a incluir a ANG,   o Jornal Nô Pintcha e a empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau(EAGB).

“ A referida taxa serveria para melhorar e sustentar os 4 órgãos públicos, o que nunca aconteceu. A cobrança não só  deve ser feita pela  EAGB, mas também por todas as empresas que operam  no domínio de energia, o que não é o caso” disse Domingos Gomes.

O SINPOPUCS exige ainda que o governo,  a curto prazo,   assine um contrato de prestação de serviço público, com órgãos públicos de Comunicação Social, e diz estar convencido de que esse acordo pode ajudar `à esses quatro órgãos a sairem da “difícil situação em que encontram” .ANG/JD/ÂC//SG

Crise-Energia/ EUA vão usar reservas estratégicas de petróleo em coordenação com outros países

Bissau , 23 Nov 21(ANG) – Os Estados Unidos e outros países vão utilizar as suas reservas estratégicas de petróleo, numa iniciativa coordenada, para tentar baixar os preços, anunciou hoje a Casa Branca.

A primeira potência económica mundial vai colocar no mercado 50 milhões de barris de petróleo, segundo um comunicado.

Ao aumentar a oferta, os Estados Unidos e os outros países esperam fazer baixar os preços.

A operação é feita em paralelo com outros Estados que são grandes consumidores de petróleo, em particular China, Índia, Japão, Coreia do Sul ou Reino Unido, segundo a Casa Branca.

Um alto responsável da administração norte-americana disse que esta coordenação é inédita.

O aumento do preço dos combustíveis nos Estados Unidos tem colocado problemas à administração liderada por Joe Biden.

As suas tentativas para pressionar os países produtores, nomeadamente a Arábia Saudita, a aumentar a oferta não têm tido sucesso.ANG/Inforpress/Lusa


Função pública/”O país vai passar momentos piores se o OGE 2022 fôr aprovado pelos deputados”, diz o porta voz da UNTG

Bissau 23 Nov 22 (ANG) – O porta-voz da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG) disse  hoje que, se o Orçamento Geral de Estado (OGE) de  2022 for aprovado pelos deputados e promulgado pelo Chefe de Estado, o país vai conhecer dias mais deficies do que está a enfrentar actuamente.

Malam Homi Injai falava em conferência de imprensa semanal de balanço das greves, em curso na função pública,  disse que o OGE aprovado no Conselho de Ministro para o ano 2022 tem um défice orçamental de 67 mil milhões de francos CFA ao contrário do de 2021 que era de 50 bilhões de fcfa.

“Em quê é que se basearam esse aumento com a tendência de endividar o país ainda mais . Por isso estamos a chamar a atenção ao Governo,”disse.

Este responsável sindical referiu que o OGE/2021 tinha um défice de 50 mil milhões de francos CFA e que do próximo ano vai ter um aumento de 17 mil milhões o que para ele, significa que  o país está a ser sistematicamente autorizada a contrair empréstímos no exterior para depois o povo vir a pagar.

 “A manifestação pública organizada pela UNTG no sábado passado, serviu também para denunciar a incapacidade negocial do Governo para pôr fim a séries de paralizações na Função Pública que já dura há quase um ano. O Executivo não tem capacidade de o parar e nem de honrar os compromissos assumidos com a comissão negocial da greve da UNTG “,frisou.

Homi Injai disse que reivindicam  entre outras, o estancamento de entradas de mais funcionários  no aparelho de Estado, sem concurso público.

Criticou que  o governo devia se preocupar em fazer reformas na Administracção Pública, garantir o funcionamento nos hospitais e centros de saúde do país, construir  infraestruturas, e fazer funcionar as escolas públicas.

“É isso que o OGE deve espelhar não um orçamento que vai hipotecar o país ou que sirva para financiar caprichos dos membros do Governo, responsáveis dos orgãos da soberania que não justificam no contexto em que o país se encontra”, sublinhou.

O porta-voz da UNTG exigiu um OGE que não vai ter aumento de impostos e taxas que não são necessários, sobretudo neste momento dificil em que o país se encontra no meio da pandemia de covid-19, que reduziu a capacidade das pessoas sobretudo em termos financeiros .

“Enquanto o executivo não fôr capaz de  acabar com as greves e a ANP não chumbar o OGE do ano 2022 ,a UNTG vai continuar a fazer manifestações de rua para chamar a atenção, não só a ANP como também ao Chefe Estado, sobre o perigo da aprovação e promulgação do documento em causa que consideramos como um veneno para o povo”, avisou o sindicalista.ANG/MSC/ÂC//SG

Covid-19/OMS estima mais 700.000 mortes na Europa até à primavera

Bissau,  23 Nov 21(ANG) – A doença covid-19 poderá provocar mais cerca de 700.000 mortes na Europa até à primavera se a tendência atual de contágios continuar, alertou hoje a delegação regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As projeções da OMS sugerem que 25 países da região europeia que a organização do sistema das Nações Unidas avalia – composta por 53 Estados da Europa e da Ásia Central – correm o risco de registar falta de camas hospitalares e 49 terão, até Março, uma situação de grande ou extrema sobrecarga dos serviços de cuidados intensivos.

“Para conviver com este vírus e continuar com o nosso dia-a-dia, precisamos de uma abordagem que ultrapasse a vacina. Isto significa receber as doses padrão [da vacina] e um reforço, se facultado, mas também incorporar medidas preventivas nas nossas rotinas”, afirmou o diretor regional da OMS Europa, Hans Kluge, em comunicado hoje divulgado.

Entre estas medidas, o responsável aponta o uso de máscaras de proteção individual em espaços fechados, a higienização das mãos, a ventilação dos espaços, a manutenção do distanciamento físico ou o hábito de tossir para o antebraço.

Estes gestos ajudam a “evitar tragédias desnecessárias e perdas de vidas”, além de limitarem os transtornos na sociedade, sublinhou o diretor da OMS Europa.

A organização defende ainda a combinação dessas medidas com intervenções de saúde pública, como a implementação do certificado covid-19 (documento que comprova que a pessoa foi vacinada ou fez um teste com resultado negativo nas 48 horas anteriores), o isolamento de quem tem sintomas, a realização de testes de rastreio e a aplicação de quarentenas.

A região europeia continua “muito sujeita” à pandemia, destaca a OMS.

Na semana passada, o número de mortes diárias duplicou, para as 4.200, e o número de vítimas mortais desde o início da pandemia ultrapassou 1,5 milhões de pessoas, podendo este valor, de acordo com as projeções atuais, crescer para 2,2 milhões até à primavera.

De acordo com o Instituto de Indicadores e Avaliação de Saúde, responsável por fornecer dados à OMS, a covid-19 é actualmente a principal causa de morte na região europeia.

A rápida transmissão do novo coronavírus deve-se, segundo a organização, a vários factores: o domínio da variante Delta (estirpe do coronavírus SARS-CoV-2 mais contagiosa e perigosa), o levantamento das restrições em todos os países, a descida das temperaturas e o consequente aumento de reuniões em espaços fechados e o grande número de pessoas ainda não vacinadas.

Mais de 1.000 milhões de doses foram administradas na região, onde 53,5% da população total já completou o esquema vacinal, mas o número implica grandes diferenças entre países: enquanto alguns ultrapassam os 80% da população vacinada, outros não chegam aos 10%.

Por isso, a OMS lembra que as vacinas “são fundamentais” para prevenir a forma mais grave da doença e a morte, e alerta que é necessário aumentar as taxas de imunização, tendo em conta que tudo indica que a proteção proporcionada pela vacinação está a diminuir.

“Neste contexto, deve ser dada uma dose de reforço a todos aqueles que são mais vulneráveis, dando prioridade aos imunodeprimidos. Dependendo do contexto nacional de disponibilidade de doses e da situação da epidemia, os países também devem considerar administrá-la aos maiores de 60 anos e aos trabalhadores do setor da saúde”, conclui a OMS.

A covid-19 já provocou pelo menos 5.156.563 mortes em todo o mundo, entre mais de 257,51 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse (AFP).

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.ANG/Inforpress/Lusa

 

ANP/Inspecção Superior de Luta contra Corrupção anuncia dificuldades que põem em causa seu funcionamento

Bissau,23 nov 21(ANG) – O Inspector Superior de Luta contra a Corrupção(ISLCC), instituição tutelada pela Assembleia Nacional Popular(ANP), revelou   que a instituição se depara com dificuldades que põe em causa o seu funcionamento.

Num relatório de sete páginas apresentado segunda-feira na plenária na ANP,Francisco Benante espelhou  a situação do Gabinete de Inspeção de Luta contra a corrupção, que não elaborou nenhum processo investigado sobre corrupção no país.

Durante a apresentação do documento, o Inspetor Superior afirmou que a corrupção é combatível e que o seu combate pressupõe meios materiais financeiros e humanos tendo falado na caducidade da Inspeção desde 2018.

O antigo presidente da ANP afirma que a Inspeção Superior de Luta contra a Corrupção funciona apenas com onze pessoas, frisando que o corpo dirigente é composto pelo Inspetor Superior, Francisco Benante e mais dois Inspetores adjuntos, um já falecido António Simão Mendes e Pedro Morato Milaco, que se encontra doente e em tratamento, em Portugal.

Em reação à apresentação deste relatório, o líder do grupo parlamentar do MADEM G-15 Abdu Mané pediu a extinção da Inspeção Superior contra a Corrupção, alegando a sua  caducidade e o que chama de “ inoperância total” .

“Perante tudo isso, não existem condições para aquela instituição continuar a funcionar, porque com base no relatório apresentado é um simples lamentação de falta de meios financeiros e humanos para funciconar, uma vez que não se falou de prestações de contas”, disse Abdu Mané.

Opinião contrária tem Califa Seidi, líder da bancada parlamentar do PAIGC, que nāo advoga pela extinção da Inspeção de Luta contra a Corrupção, apesar de reconhecer as dificuldades da instituição.

“A ISLCC continua a ser um órgão importante no país, não obstante a falta de meios materiais e humanos evocado pelo seu Presidente. Não deve ser extinto, deve-se sim  criar condições para que possar fazer o seu trabalho dando -lhe a sua própria autonomia financeira e para depois avaliá-la”, frisou Califa Seide.

Por seu lado, o deputado da União para Mudança (UM), Agnelo Regala, realçou a importância da Inspeção Superior contra a Corrupção, mas fala  de falta de vontade política para combater a corrupção no país.

O deputado Armando Mango, da bancada da APU-PDGB, questiona se existem processos contra a corrupção e os fundos alocados para o seu combate.

A Inspeção Superior de Luta contra Corrupção foi criada em 17 de julho de 1995 e regulamentada no ano seguinte, isto é em 1996. E é um órgão independente de defesa dos interesses do Estado guineense e dos cidadãos e funciona sob a dependência da ANP.

O relatório desta instituição é enviado à Presidência da República, à ANP, ao governo, grupos parlamentares e ao ministério da proveniência do acusado para tomada de conhecimento.ANG/ÂC//SG

 

         Bulgária/ Quarenta e seis pessoas morrem em acidente de trânsito

Bissau, 23 Nov 21 (ANG) - Um acidente de trânsito na Bulgária matou 46 pessoas, entre as vítimas há doze menores. Este é já considerado o acidente mais mortal na Europa nos últimos dez anos.

Um acidente com um autocarro que transportava cidadãos da Macedônia do Norte provocou a morte a 46 pessoas na Bulgária.

"Quarenta e seis pessoas morreram, entre os quais doze menores, neste drama que ocorreu por volta das 2 horas locais, na estrada junto à cidade de Bosnek, a 40 km de Sofia, a capital da Bulgária, anunciou o comissário Nikolay Nikolov" à televisão pública BNT.

O primeiro- ministro da Macedónia do Nortem Zoran Zaev, falou em tragédia. 

“É uma tragédia. Não sabemos se todas as vítimas são da Macedônia do Norte, mas é o que presumimos porque o autocarro está registado no país”, reagiu.

Este acidente foi já considerado o mais mortal na Europa nos últimos dez anos.ANG/RFI

 

 

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Covid-19/Registados mais sete novos casos de infecçãso no último fim-de-semana

Bissau, 22 Nov 21 (ANG) – O Alto Comissariado para a Covid-19 revelou hoje que o país registou no último fim-de-semana mais sete novos casos de infecção pelo  novo coronaviros,  que prefazem um total de 6.435 casos acumulados desde o inicio da  pandemia no país.

Segundo  explicações do Secretário do Alto-Comissariado para a Covid-19 na Guiné-Bissau, Plácido Cardoso, entre os sete novos casos descobertos, registaram-se dois novos óbitos.

Segundo Cardoso são agora  146 as vítimas mortais por convid-19  na Guiné-Bissau e  121 recuperados no úlotimo fim-de-semana, para um acumulado de 6.227 recuperados até a data presente.

Aquele responsável disse  ainda que 56 casos se encontram em activo, e que a taxa de letalidade continua em 02 por cento, enquanto que da positividade semanal é de 1.2 porcento.

E sobre a origem dos sete novos casos, Plácido Cardoso destacou que um   caso foi dignosticado na Região de Bafatá, um em Bolama, e cinco casos em Bissau.

“Foram feitos no último fim-de-semana, cerca de 774 testes, e foi registado dois mortos, concretamente na Região de Biombo e no hospital de Cumura,em Bissau. Em termos dos internados, no último fim-de-semana, dos casos suspeitos, dois deles foram internados em Bissau, e um no hospital de Biombo”, informou o responsável.

De acordo com o Secretário do Alto Comissariado para a Covig-19, a Capital Bissau cuntinua a ser a região com a maior  casos de infectados, seguida de Bafatá com a maioria de núnero dos óbitos.

“Em termos de distribuição por sexo ou idade, a faixa etária com maior número de casos notificados é a de 25 a 34 anos de idade, e entre eles, o maior número se encontra no sexo masculino”, explicou o técnico.

Realçou  que, em termos de óbitos, o padrão permanesse com os mesmos resultado de semana anterior,onde a faixa etária com o maior número de óbitos, é de 55 à 64 anos de idade, e no sexo masculino, e diz que entre  os mais novos os mais afectados são pessoas de faixa etária entre  35 a 44 anos de idade.

“Em termos de testes, o Alto Comissariado para Covid-19 tem recebido da parte de pessoal de unidade sanitária, poucos números de pessoas testadas, a maioria dos testes se relacionam a motivos de viagem”, disse  o Secretário.

Segundo Plácido Cardoso,  todas as regiões sanitária do país dispõem de aparelhos de diagnóstico de Covid-19.


“As amostras de todos os testes realizados até hoje são
 de 105.747. No último fim-de-semana, o hospital de Bubaque recebeu um aparelho para a testagem de Covid-19 ao mesmo tempo para a  de toberculose”, afirmou Cardoso.

Sobre as medidas de prevenção que o Alto Comissariado para Covid-19 pretende dotar para a prevenção de Covid-19 na quadra festiva de Natal e Novo Ano, uma vez que os emigrantes regressam ao país para passar a festa com os familíares, Plácido Cardoso disse que é um trabalho que será feito em colaboração com as autoridades estrangeiras.

“O Governo de Guiné-Bissau através do Ministério de Saúde Pública,entrará em contacto com as autoridades  onde os seus emigrantes estão resididos, a fim de efectuar a vacinação aos emigrantes que pretendem regressar ao país por qualquer  motivo, e de igual modo, o país adotará um sistema de controlo no aeroporto Internacional Osvaldo Vieira”, disse o Secretário de Alto Comissariado.ANG/LLA/ÂC//SG

     


Investidura do novo PGR
/Presidente da República diz que a justiça não é perseguir pessoas  

Bissau, 22 Nov 21 (ANG) – O Presidente da República defendeu esta segunda-feira que a justiça não deve ser feita para perseguir ou  visar determinadas  pessoas.

Umaro Sissoco Embaló fez esta declaração  nos actos de empossamentos do novo Procurador Geral da República(PGR) e do Conselheiro Especial, nomeadamente Bacari Biai e Fernando Gomes.

Sissoco Emabaló  exonerou o Procurador-Geral da República, Fernando Gomes, segundo um decreto presidencial divuldado no sábado,a pedido deste, e para o substituir nomeou o ex-PGR, Bacari Biai.

Ainda no outro decreto publicado no mesmo dia, o Presidente da República, nomeou Fernando Gomes  seu Conselheiro Especial.

Após o ato de posse, o chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló felicitou o PGR cessante Fernando Gomes pelo seu empenho durante o exercicio da sua função, realçando que Gomes desempenhou a sua função com competência como um bom soldado da República.

O chefe de Estado reiterou  que durante a campanha eleitoral assumiu dois compromissos: combate a corrupção sem tréguas, e ao narcotráfico e crime organizado.

ʺNa Guine-Bissau, somos homens e mulheres de bem, e da mesma forma que alguém que o substitui fez, não vai poupar esforços para ter uma colaboração instituicional, nomeadamente com os Tribunais, a Policia Judiciaria, entre outras”, referiu.

Sissoco Embaló sublinhou que, com isto, é importante que a Guiné-Bissau seja visto no concerto das Nações como um Estado sério e para isso  “a justiça não tem que ser doente”.

Por outro lado, disse que é um prazer ter  Fernando Gomes como Conselheiro Especial do Presidente da República, porque sabe que a partir de hoje para frente não vai poupar esforços.ANG/MI/ÃC//SG                          

  

    
        Justiça/
Ex-PGR afirma estar surpreendido com a sua nova nomeação

Bissau, 22 Nov 21(ANG) -O Ex-Procurador Geral da República(PGR)  e novo Conselheiro Especial do Chefe de Estado afirmou hoje que está surpreendido com a nova nomeação.

Fernando Gomes que falava aos jornalistas após a sua tomada de posse como  novo Conselheiro Especial de Umaro Sissocó Embaló, disse que, volvidos  duas horas depois de receber a resposta  da sua demissão no cargo do PGR,  um colega magistrado o ligou felicitando-o pela  sua nova função.

Lembrou que foi nomeado como PGR há um ano e meio, e  agradeceu  a equipa que o acompanhou durante seu percurso, e diz que  conseguiram fazer   um bom tarbalho, apesar das dificuldades e limitações.

“Mas chegou um certo momento em que tive de abandonar o cargo por questões meramente pessoal e  pedi a minha demissão”, afirmou.

Gomes disse que ainda pode dar a sua contribuição para o desenvolvimento da Guiné-Bissau e prometeu que vai encarrar as novas funções  com todo o entusiasmo. “Vou continuar a lutar e dar o meu contributo para o avanço e criação de uma sociedade mais livre e mais justa”, disse.

Garantiu que o seu  desempenho na PGR terá continuidade com o seu sucessor que diz conhecer bem aquela casa, afirmando que, dentro de alguns  meses, a população  guineense vai  ver  os resultados.

Por sua vez, o novo PGR, Bacari Biai disse que o momento não é de palavras mas sim de acção.

Questionado sobre qual será a sua prioridade, respondeu que será o cumprimento das leis que são a imparcialidade, isenção, objetividade e legalidade que  elenquem as decisões do Ministério Público.

Bacari Biai havia desempenhado essas funções e demitiu-se na sequência de uma recomendação da CEDEAO.ANG/JD/ÂC//SG

 

 

Covid-19/Pandemia  agravou qualidade das democracias globais – diz investigador

Bissau, 22 Nov 21(ANG) – Os efeitos políticos mundiais da pandemia de covid-19 ainda se vão fazer sentir nos próximos anos, à medida que a qualidade das democracias se degrada, defendeu Kevin Casas-Zamora, secretário-geral da International IDEA.

No dia em que o Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Social (International IDEA) divulga o Relatório Global sobre o Estado da Democracia, o seu secretário-geral traçou um panorama sombrio sobre o futuro dos regimes democráticos.

Em declarações à Lusa, Kevin Casas-Zamora mostrou-se preocupado com os resultados do mais recente relatório que revela que o planeta está a tornar-se mais autoritário, com o número de países que seguiram uma trajetória autoritária em 2020 a superar o número daqueles que seguiram uma trajetória democrática.

A pandemia de covid-19 agravou a estabilidade de vários regimes democráticos, mas a tendência de degradação das democracias no mundo já se fazia sentir há vários anos, explicou Casas-Zamora.

O secretário-geral da International IDEA teme mesmo que os efeitos políticos da pandemia de covid-19 ainda não se tenham feito sentir e que os próximos anos revelem dados ainda mais preocupantes sobre a qualidade das democracias.

“Eu não vejo qualquer sinal de inversão da tendência que se verifica há, pelo menos, cinco anos. Bem pelo contrário, as consequências políticas da pandemia podem ainda vir a reflectir-se negativamente no futuro próximo”, disse Casas-Zamora.

A versão deste ano do relatório sobre o estado das democracias, hoje divulgada, mostra que o número de Estados democráticos onde se verificaram retrocessos nos parâmetros avaliados duplicou na última década, incluindo países como os Estados Unidos e alguns países da União Europeia, como Hungria, Polónia e Eslovénia.

“O facto de democracias populosas – como os Estados Unidos, a Índia e o Brasil – estarem a demonstrar sinais de fragilidade deve preocupar-nos, pelo efeito que pode ter sobre outras democracias”, explicou o secretário-geral da organização com sede em Estocolmo.

Casas-Zamora alertou ainda para o facto de o problema não residir apenas no avanço dos regimes autocráticos, mas também na fragilização dos regimes democráticos.

“Vários parâmetros analisados revelam que a qualidade geral das democracias, mesmo as estabilizadas, está a diminuir. E isso sente-se na forma como as pessoas participam na vida democrática ou na forma como os governos são monitorizados”, explicou o investigador.

Apesar deste diagnóstico pessimista, Casas-Zamora lembra alguns dados positivos revelados pelo relatório sobre o estado das democracias nesta era de pandemia.

“Apesar das condições particularmente difíceis, vários países mantiveram o seu calendário eleitoral e conseguiram realizar eleições de forma transparente e pacífica”, disse o secretário-geral, dando o exemplo da Coreia do Sul, que conseguiu evitar um adiamento das suas eleições, em plena pandemia.

“Por outro lado, o nosso relatório revela que o activismo cívico tem vindo a aumentar em várias regiões do mundo”, acrescentou Casas-Zamora, referindo a situação em Myanmar ou na Bielorrússia, onde movimentos pro-democracia têm feito ouvir a sua voz, apesar das ameaças autocráticas dos regimes.ANG/Inforpress/Lusa


Mulheres CEDEAO
/“ Sem envolvimento das mulheres e jovens não será possível encontrar soluções para a paz no país”, diz Denize Indeque

Bissau, 22 Nov 21 (ANG) – A Coordenadora do grupo de trabalho sobre Mulheres, Juventude, Paz e Segurança na Guiné-Bissau da CEDEAO afirmou que não será possível equacionar e encontrar soluções para os complexos problemas de paz e estabilidade em África, no espaço CEDEAO e em particular na Guiné-Bissau sem o envolvimento das Mulheres e jovens.

Denise Indeque fez esta declaração hoje, na abertura da Assembleia Geral do Grupo de Trabalho sobre Mulheres, Juventude, Paz e Segurança na África Ocidental e no Sahel (GTFJPS-AOS) e o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA).

“Ao nível do nosso continente, as aspirações africanas expressas na Agenda 2063 refletem o nosso desejo de ter uma África Pacífica e Segura. E a nossa convicção é de que é preciso apostar no potencial das Mulheres e da Juventude para alcançar a prosperidade e o bem-estar de todos”, frisou.

Indeque acresecentou  que não há motivos para se continuar a ignorar os contributos indispensáveis das mulheres e jovens nos processos de resolução de conflitos e manutenção da paz, uma vez que são elas os mais afetados.

“A própria demografia vai nesse sentido quando  se verifica que 65 por cento da população tem, em média, 35 anos ou que 40 por cento tem a idade compreendida entre os 15 e 30 anos”, sustentou Denise dos Santos.

Sublinhou que esta realidade representa um grande potencial, em termos de desenvolvimento económico, político e social, fato que, segundo diz, deve implicar a sua participação na concentração de políticas lúcidas e efetivas, assentes  em estratégias direcionadas para o aproveitamento desse dividendo demográfico.

Para Denise Santos  investir na capacitação das gerações mais novas é assegurar o futuro, é projetar o desenvolvimento inclusivo e sustentável do país.

De acordo com Denise dos Santos Indeque, o percurso da Guiné-Bissau no que diz respeito à igualdade de género tem tido  fraca representatividade nas últimas décadas, em todas esferas.

Por sua vez, a Presidente do Grupo de Trabalho de Cabo Verde, Maria Vicente Fernandes disse que seu país ainda está na fase embrionária da criação do Grupo de Trabalho 1325, mas que estão a trabalhar para ter esse  plano de trabalho, e disse esperar contar com a colaboração da Guiné-Bissau que já realizou mutios trabalhos do género.

Segundo, Maria Fernandes, Cabo Verde não tem conflito político e nem armado mas tem outro que é violência baseada no género, juvenil, que segundo ela, é preciso travar para que se possa viver com harmonia e solidariedade.

Presente no ato, estava  a Coordenadora da Rede de Mulheres, Paz e Segurança, no Espaço da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental(CEDEAO) e mulheres representantes das oito regiões do país.

O Grupo de Trabalho Mulheres, Juventude, Paz e Seguança é uma plataforma regional de intercâmbio, coordenação e harmonização das ações das agências e missões da ONU, da CEDEAO, organizações nacionais, institutos de investigação, sociedade civil, doadores e entre outros. ANG/DMG/ÂC//SG

  Sudão/Regresso de Primeiro-ministro de transição política  depois de acordo

Bissau, 22 Nov 21 (ANG) - O Primeiro-ministro sudanês do período de transição, Abdalla Hamdok, que tinha sido destituído o mês passado por um golpe militar, foi restabelecido na função, após um acordo destinado a revogar a  tomada do poder  pelo  general  Abdel Fattah al-Burhan.

Independentemente do acordo, os protestos continuam no Sudão, tendo sido registada  a morte de um adolescente.       

Numa cerimónia televisada,a partir o palácio presidencial  em Cartum, o general Abdel Fattah al-Buhran, ao lado de Abdalla Hamdok, anunciou o acordo que restabelece o período de transição civil no Sudão, interrompido pelo  golpe militar de 25 de Outubro de 2021.

O acordo em dez pontos, oficialmente rubricado durante a cerimónia, ocorre na sequência de negociações que envolveram os dirigentes sudaneses, as Nações Unidas, assim  como protagonistas  africanos e  ocidentais. O texto restabelece Abdalla Hamdok como Primeiro-ministro de transição.

Paralelamente, o  documento  prevê  a libertação de todos os  prisioneiros políticos e  a retoma  do  processo de  transição, de forma a instituir um regime democrático no Sudão, que  tinha sido iniciado  após a destituição de Omar al-Bashir, a 11 de Abril de 2019, por  intermédio de  um golpe de Estado militar.

Abdalla Hamdok  elogiou , segundo o ele, "a  revolução popular" que contribuiu para o seu regresso à função de chefe de governo da transição e afirmou que a sua prioridade  será pôr um termo ao derramamento de sangue no Sudão.

O  general al-Buhran agradeceu Hamdok pela sua  contribuição e prometeu  que  "eleições livres e transparentes" serão  organizadas, no âmbito do processo de transição político civil, retomado  a  partir de 21 de Novembro de 2021.  

A União Africana, a ONU, a Suécia, bem como a Arábia Saudita, os Estados Unidos e o Egipto, que tem sólidas  relações com  os militares sudaneses, saudaram o acordo  de Cartum.

 A  União Africana  considerou que a  retoma do processo de transição sudanês, é  um passo importante para o restabelecimento da ordem constitucional no país  do nordeste de África. ANG/RFI

 

 

Função Pública/”A UNTG vai continuar a luta até os direitos dos trabalhadores serem respeitados”, afirma Júlio Mendonça

Bissau,22 nov 21(ANG) - O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG), Júlio Mendonça, afirmou no sábado que a luta dos guineenses vai continuar até  todos os seus direitos fossem respeitados, com  protestos  em Bissau.

"A nossa luta vai continuar enquanto não conquistarmos os nossos direitos", afirmou Júlio Mendonça, dirigente da principal central sindical do país, no final de um protesto de trabalhadores, que percorreu algumas das principais avenidas da cidade, nomeadamente a João Bernardo Vieira e Domingos Ramos.

Os manifestantes percorreram cerca de três quilómetros a gritar palavras de ordem como "abaixo  Governo incompetente", "abaixo  deputados", "abaixo  subsídios milionários" e "abaixo o Orçamento de Estado".

Acompanhados pelas forças de segurança, o protesto decorreu de forma pacífica, tendo terminado na sede da UNTG.

"É evidente que desde a independência para cá assistimos apenas à desestruturação do aparelho do Estado  e consequentemente à exploração permanente do povo guineense. Nós fizemos esta marcha percorrendo esta distância para demonstrar a nossa indignação e acordar a consciência do povo", afirmou Júlio Mendonça.

Segundo o dirigente sindical, o povo tem sido impedido de refletir e "agir com a sua cabeça" e cabe à central sindical "acordar o povo e mostrar-lhe a responsabilidade que tem para conquistar a sua dignidade".

"A dignidade do povo não será dada de bandeja aos políticos", salientou.

Júlio Mendonça manifestou preocupação com o facto de os dirigentes políticos da Guiné-Bissau ainda não terem percebido a "gravidade do sacrifício que impuseram ao povo".

"Hoje as condições de vida da população estão a agravar-se cada vez mais. Prova disso é que os produtos de primeira necessidade alimentares estão a aumentar sem controlo nenhum. Para nós isso é impossível, um país tão rico como o nosso não pode continuar a ser governado desta forma", afirmou o sindicalista.

A central sindical tem convocado, desde dezembro de 2020, ondas de greves gerais na função pública.

Os trabalhadores exigem do Governo, entre outras reivindicações, a exoneração de funcionários contratados sem concurso público, melhoria de condições laborais e o aumento de 100 por cento do  salário mínimo.ANG/Lusa

 

    Covid-19/UE anuncia envio de quase 100 milhões de vacinas para África

Bissau, 22 Nov 21(ANG) – A União Europeia (UE) anunciou hoje uma doação de quase 100 milhões de doses da vacina Johnson & Johnson para a covid-19 a vários países africanos até final do ano.

Segundo um comunicado de imprensa, os primeiros lotes de vacinas doados pela Team Europe (UE, Islândia e Noruega) estão a ser entregues no Níger (496.800 doses), Djibuti (50.400), Nigéria (2,764.800), Togo (633.600), República Democrática do Congo (230.400), Guiné-Conacri (496.800) e Mauritânia (144 mil), prosseguindo as entregas a outros países nas próximas semanas.

Este lote de 99,6 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson é doado através do mecanismo Covax e faz parte do compromisso da UE partilhar pelo menos 500 milhões de doses nos próximos meses com os países mais vulneráveis.

A covid-19 provocou pelo menos 5.144.573 mortes em todo o mundo, entre mais de 256,54 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países. ANG/Inforpress/Lusa


sexta-feira, 19 de novembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Assistência Humanitária/Comité Internacional da Cruz Vermelha termina   missão na Guiné-Bissau

Bissau, 19 Nov 21 (ANG) – O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV),  instalado para a  protecção e assistência às vítimas de conflito armado, na Guiné-Bissau desde a guerra cívil de 7 de Junho de 1998, deixará o país no final do ano em cursso.

O fim da missão foi anunciado esta sexta-feira em  conferência de imprensa, pela Chefe da Representação Diplomática da Delegação da CICV Regional de Dakar, Valentina Bernasooni.

Durante os anos de estada na Guiné-Bissau, a Cruz Verelha  efectuou visita à pessoas detidas em decorrencia do conflito político militar de 98, reabilitou locais de detenção para melhorar as condições de vida dos detidos, e facilitou a reunificação de pessoas separadas das suas famílias como resultado da guerra civil.

Em termos de Promoção do respeito aos Direitos Internacionais Humanitário (DIH), Valentina Bernasooni disse que o CICV realizou atividades de sensibilização e de formação em DIH a favor das Forças Armadas da Guiné-Bissau e  da ECOMIB, missão de manutenção de paz da CEDEAO.

Ainda sobre s actividades desenvolvidas na Guiné-Bissau, aquela responsável referiu que o CICV destribuiu alimentos e utensílios necessários à vida das pessoas afetadas pelo conflito armado, construindo poços para facilitar o acesso à água potável para pessoas que fugiram do conflito, apoiou  as comunidades  na recuperação e funcionamento do hospital de São Domingos e do Centro de Reabilitação Motora (CRM) de Bairro de Quelelé.

Questionada sobre a razão da retirada do CICV na Guiné-Bissau, a Chefe de Representação Diplomática de Delegação da CICV Regional de Dakar, sustentou que o CICV teve uma missão para ajudar na resolução de conflito que havia em 1998/99, e que como já foi ultrapassado, o CICV, segundo as suas normas, tem que retirar.

“Apesar de fecharmos a nossa porta na Guiné-Bissau, continuaremos as nossas atividades de sensibilização para a prevenção da paz mundial em salvaguarda do Direito Humano”, disse a responsável.

Segundo  Valentina, o problema não é a presença física, apesar do CICV fixar as suas portas na Guiné-Bissau, o  gabinete em Dakar, continuará a dar assistência a Guiné-Bissau, como tem dado a Gâmbia e Cabo Verde.

E sobre o balanço  dos 23 anos de desempenho da Cruz Vermelha Internacional na Guiné-Bissau, Valentina Bernasooni considerou os de  positivo, sustentando que foram bem recebidos pelas autoridades civis e militar locais.

 “Conseguimos por outro lado ajudar os necessitados, em vários problemas, e também tivemos uma boa relação com a sociedade civil guineense”, afirmou Valentina Bernasooni.ANG/LLA//SG

Obituário/Restos mortais do secretário-geral da ASOPTS-GB sepultados esta sexta-feira

Bissau,19 nov 21(ANG) – Os restos mortais do Secretário-geral da Associação dos Operadores Turístiscos e Similares da Guiné-Bissau(Asopts-GB), Orlando da Costa Pinto, falecido no passado dia 12 do corrente mês, foi hoje à enterrar no cemitério municipal de Antula.

Na apresentação de elogios fúnebres, o vice presidente da Asopts-GB, Ado Callahan referiu  que não estavam preparados para a partida de alguém que tanto lutou com  dedicação e empenho para o desenvolvimento do sector turístico da Guiné-Bissau.

Aquele responsável disse que o malogrado Orlando da Costa Pinto será sempre lembrado pelos bons momentos que tem proporcionado, com inteligência e sabedoria em prol de afirmação da Asopts-GB.

“Estamos hoje reunidos para nos despedir do nosso amigo e colega Dr. Orlando Cristo da Costa Pinto, que nasceu a 06 de Novembro de 1955 em Lisboa”, vincou Ado Callhan.

Filho de Homero Da costa Pinto e de Georgette Do Espírito Santo Cristo, Orlando foi jogador profissional de futebol no Sporting e no Sport Lisboa Benfica, formou-se em Direito e em Gestão informática em Portugal, onde durante a sua vida profissional ocupou  vários lugares de destaques , até a criação da suas próprias empresas como a Eurafrique e a Gi-Euraf.

Durante o seu percurso de vida Costa Pinto foi um  homem dos sete ofícios ,viveu em países como a Mauritânia,Cabo-verde, Gâmbia e acabou por se fixar no Senegal  em 1996.

Foi em 2012 que decidiu vir  para a Guiné-Bissau, país que viu nascer o seu pai, e onde foi membro fundador da ASOTUSCA e da ASOPTS-GB, tendo sido  o seu Secretário-geral de 2018  até a data da sua morte, no 12 de Novembro 2021.ANG/ÂC//SG