EUA/Suprema Corte rejeita recurso de Trump contra condenação por agressão sexual
Bissau, 30 Jun 26 (ANG) - A Suprema Corte dos Estados Unidos recusou segunda-feira (29) o recurso do presidente norte-americano Donald Trump contra a sentença civil que o obriga a pagar US$ 5 milhões (R$ 26 milhões) à escritora E. Jean Carroll, que o acusa de agressão sexual e difamação.
O anúncio dos juízes
não incluiu uma justificativa. A advogada de Carroll, Roberta Kaplan, afirmou
que a Suprema Corte confirmou "de uma vez por todas o veredicto unânime do
júri de que o presidente Donald J. Trump agrediu sexualmente e difamou"
sua cliente.
"A decisão de hoje põe fim à sua tentativa de se esquivar da
responsabilidade por seus atos", acrescentou ela em uma mensagem à AFP. Em
outro processo por difamação em Nova York,Trump foi condenado a pagar 83,3
milhões de dólares a Carroll, decisão mantida em apelação.
Em uma mensagem em sua rede social Truth, o presidente dos EUA classificou a decisão da Suprema Corte desta segunda-feira como "surpreendente".
A sentença da qual o republicano tenta recorrer foi proferida em 9 de Maio
de 2023 pelo tribunal civil federal de Manhattan..
Na ocasião, a corte considerou o atual presidente dos EUA culpado de uma "agressão sexual" contra a ex-colunista de jornal em uma loja de departamentos de Nova York em 1996.
No processo, Trump foi condenado a pagar US$ 2 milhões em indemnização por agressão sexual e US$ 3 milhões por difamação, em 2022. Essa decisão foi mantida mesmo após apelação em Dezembro de 2024.
Uma investigação
criminal contra Carroll, hoje com 82 anos, foi aberta por promotores do
Departamento de Justiça dos EUA, conforme noticiado por diversos veículos de
imprensa norte-americanos no final de Maio.
O objetivo é
determinar se a autora mentiu sob juramento durante depoimentos relacionados
aos dois processos civis movidos contra o presidente, informaram a o canal CNN
e o jornal The New York Times, citando fontes relacionadas ao caso.
Segundo a CNN, os
promotores estão se baseando em uma declaração na qual ela afirmou não ter
recebido financiamento externo para sua defesa no caso. Posteriormente,
descobriu-se que o bilionário Reid Hoffman havia arcado com parte dos
honorários e despesas legais, de acordo com a emissora.
ANG/RFI/AFP

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