sexta-feira, 5 de maio de 2017

Política


“Os interesses pessoais são causas fundamentais da crise política no país”, diz líder religioso Causo Baldé

Bissau,05 Mai 17(ANG) – O líder religioso, mestre Causo Baldé afirmou hoje em entrevista exclusiva à ANG que o principal motivo da crise política que assola o país tem a ver com os interesses pessoais dos políticos, e não o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

“A actual crise em que está mergulhada o país não beneficia, em nada, o povo guineense e muito menos ao desenvolvimento do país. Os nossos políticos acabam por demonstrar que, de facto, falharam nas suas promessas eleitorais”, sublinhou.

 “Falo isso e assumo todas as responsabilidades até no caminho de Deus”, disse o líder religioso.

Referiu, a título de exemplo, que há muitos anos que não pisa os pés no Hospital Nacional Simão Mendes e que recentemente por causa do internamento de sua sogra, que infelizmente acabou por falecer, esteve no Simão Mendes mas que recebeu de seus familiares más informações sobre o atendimento nesse maior hospital do país.

 “Recebi informações de que o Hospital Nacional Simão Mendes carece de tudo, desde camas, colchões entre outros. Mas pergunto quanto custa uma viatura da marca VX que os nossos ministros, secretários de Estado e diretores-gerais ostentam. O dinheiro gasto na compra de uma viatura VX pode comprar quantas camas para o hospital”, questionou .

O líder religioso frisou que os políticos guineenses querem tomar dianteiras de todas as coisas na Guiné-Bissau, desde boas vivendas, viaturas de últimas gamas, quintas entre outros.

“Ao fim ao cabo qual será o resultado das suas prestações para o povo da Guiné-Bissau. Se essa prática prevalecer vamos estar longe do arranque para o desenvolvimento”, considerou.

O líder religioso disse que Deus não está a dormir e que os que estão a brincar com este povo, que já sofreu muito, um dia serão castigados.

“Peço aos meus irmãos, principalmente aos governantes, para pensarem primeiro no país e o seu povo. Devem se envergonhar perante o nível de desenvolvimento alcançado por Cabo Verde, um país que demos a independência”, referiu.

Causo Baldé exortou ainda aos governantes para terem vergonha, acrescentando que basta ultrapassar a fronteira com o Senegal para se notar a diferença nas estradas.

“A título de exemplo, actualmente os hospitais de Zinguinchor, considerado quinta região do Senegal, é agora o local privilegiado de tratamento para a maioria dos doentes da Guiné-Bissau”, lamentou.

Disse que a Guiné-Bissau, uma pequena parcela do território, foi há anos palco de assassinatos, golpes de Estado, ódios, vinganças entre os seus filhos, desde a sua independência.

“Continuarei a rezar e a pedir à Deus para que um dia os guineenses se entendam uns aos outros e ultrapassem a situação de crise”, vincou.

Causo Baldé salientou que já fez vários contactos com os actores da crise política do país, nomeadamente o líder do parlamento e dos partidos com assento parlamentar mas que nada surtiu efeitos. 

ANG/ÂC/SG





Energia

Diretor-geral da CAIA diz que a  central elétrica de Buba  em construção“tem que ser” transferida

Bissau, 05 abr 17 (ANG) – O Diretor-geral da Célula de Avaliação do Impacto Ambiental (CAIA), Mário Biague disse hoje que a obra de construção da central elétrica no sector de Buba, sul do país, tem que ser transferida para uma zona industrial.

Em entrevista a Agência de Notícias da Guiné (ANG), afirmou que um dos problemas com a obra da central elétrica é que se encontra dentro de uma área protegida, com a maior reserva natural de água doce da sub-região.

“O projeto da construção da central foi iniciado sem um prévio estudo de impacto ambiental e consequentemente violou a lei em causa”, explicou.

Segundo este responsável, neste momento está-se a negociar sobre sítios possíveis para a relocalização do projeto.

Para o diretor-geral da CAIA o lançamento de cabos de transmissão da corrente elétrica entre Fulacunda e Catio não vai influenciar na relocalização do projeto desde que não esteja a margem do que foi definido pelas leis.

Este responsável disse que o processo da construção da central elétrica já atingiu uma outra dimensão no quadro político e que  algumas comunidades locais já estão  a intervir.

“A decisão das autoridades, no momento, é de parar com os trabalhos da construção da central  e  adequar os investimentos às  exigências legais nacionais”, contou.

As obras de construção da referida central provocou muita polémica entre ambientalistas,políticos,populares e administradores locais.

ANG/FGS/ÂC/SG

Justiça


APU/PDG exige divulgação do relatório sobre espancamento do activista Lesmes Monteiro

Bissau, 05 Mai 17 (ANG) – A  Assembleia do Povo Unido  (APU / PDG) exigiu esta quinta-feira a Polícia Judiciária a divulgação do relatório de inquérito sobre o espancamento  do activista Lesmes Monteiro para que os implicados sejam traduzidos a Justiça.

Segundo a Radio Capital FM, o pedido foi feito pelo Secretário Nacional para a área da  Segurança do referido partido, Iaia Uatna Bana  num encontro que teve este fim de semana com os populares do sector de Bedanda, no sul do país.

Disse que o espancamento do activista, Lesmes Monteiro não deve ficar  impune, e que para tal a Polícia Judiciária  tem por obrigação  divulgar o relatório do inquérito sobre o facto ocorrido, de forma a permitir que os implicados sejam traduzidosdos a justiça.

Uatna Bana acusou o Governo de até hoje não ter pronunciado nada sobre o espancamento de que fora alvo o activista do Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados, tendo questionado o porque de tal silêncio.

 Disse  que o povo guineense quer saber  quem são os criminosos que espancaram Lesmes Monteiro. 

ANG/ PFC/JAM/SG


   
 



Moçambique


Afonso Dhlakama prolonga as tréguas

Bissau, 05 Mai 17 (ANG) -Afonso Dhlakama, presidente da RENAMO, maior força política na oposição de Moçambique, anunciou ontem o prolongamento da trégua no país por tempo indeterminado.



 “Esta trégua será diferente daquelas tréguas que já pude anunciar: estou agora a anunciar a trégua sem prazo”, referiu a partir da Gorongosa numa teleconferência na sede da RENAMO, em Maputo.

A decisão é o resultado de conversas mantidas com o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, e que a paz efectiva após a trégua está dependente da assinatura de um acordo, explicou.

O líder da RENAMO revelou  que a exigência do seu partido de nomear governadores provinciais “já não é prioridade” e defendeu a eleição destes dirigentes nas eleições gerais de 2019.

“[A exigência de nomeação de governadores provinciais] não é descartada, mas já não é prioritária. Não posso dizer que está descartada ou esquecida, porque havia de confundir os militantes, simpatizantes e mesmo o povo”,  afirmou Afonso Dhlakama.

A exigência da RENAMO de governar nas seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014 e a recusa do Governo Frelimo foi a principal razão para o retorno do país ao à tensão política e militar.

Afonso Dhlakama admitira na véspera conceder uma trégua definitiva até à assinatura de um terceiro acordo de paz entre o Governo da FRELIMO e o seu partido, que desde Dezembro estão envolvidos em negociações directas de pacificação de Moçambique. 

“A trégua que dei está a andar, mas ao invés de continuarmos a dar 60 dias renováveis, agora penso que posso dar a trégua sem prazo”, disse numa entrevista telefónica concedida na quarta-feira, na qual alertou que a trégua definitiva “não será o fim da guerra, que só será declarada com a assinatura de um acordo entre o Governo e a RENAMO”.

Um dos passos visíveis do avanço das negociações é a retirada das forças governamentais da Gorongosa, processo que deve ser finalizado até Junho, afirmou. 

Dhlakama acrescentou que grupos do Governo e da RENAMO chegam hoje a Gorongosa para dar início ao funcionamento dos centros de verificação e controlo da pacificação de Moçambique.

Um dos centros vai ser instalado na região de maior movimentação da RENAMO, com oito pessoas, sendo quatro de cada lado, enquanto o outro vai funcionar em Maputo com duas pessoas do Governo e duas da RENAMO.

O presidente da RENAMO negou que haja “secretismo nas negociações de paz ” e afirmou que o Presidente Filipe Nyusi e ele “estão a preservar apenas ideias e passos para serem amadurecidos, que devem culminar num acordo sem lacunas como os anteriores dois acordos assinados”.

Afonso Dhlakama já havia admitido o anúncio de uma trégua definitiva na semana passada, numa teleconferência com quadros da RENAMO na qual os aconselhou a pautarem-se por acções que promovam a paz, no âmbito do processo de diálogo político em curso no país. Também pediu para se livrarem “de rancores contra adversários políticos, governantes e Forças de Defesa e Segurança” e prometeu anunciar uma paz efectiva “se houver colaboração do Governo”.

As declarações do presidente  da RENAMO foram feitas depois de as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas começarem a sair da Gorongosa por ordem do Presidente Filipe Nyusi, na qualidade de Comandante-em-Chefe.

Além de anunciar a retirada das posições que os militares ainda ocupam no bastião tradicional da RENAMO e actual paradeiro de Afonso Dhlakama, o Presidente moçambicano anunciou a criação de dois centros de verificação dos assuntos militares, no âmbito do diálogo político em curso para o alcance da paz efectiva no país. 

Estes centros vão funcionar nas zonas centro e sul do país integrando membros da RENAMO e do Governo, e têm a missão de verificar e monitorizar possíveis casos que afectam a paz no país.  

Antes de Afonso Dhlakama anunciar a trégua definitiva, os bispos católicos moçambicanos saudaram o Chefe de Estado Filipe Nyusi e o líder do maior partido da oposição de Moçambique pelos passos que estão a ser dados no diálogo, com vista ao alcance de uma paz efectiva.

ANG/JA

Crise política


Primeiro-ministro acusa PAIGC de incumprimento das recomendações da CEDEAO

Bissau, 05 Mai 17 (ANG) - O Primeiro-ministro acusou o PAIGC de recusar cumprir com as recomendações da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o qual recomendou “diálogo directo” para a implementação do Acordo de Conacri.

Em comunicado do governo à que a ANG teve acesso, o primeiro-ministro lamenta o facto dos representante do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), o Partido da Convergência Democrática (PCD), a União para Mudança (UM) e o Partido da Nova Democracia (PND) não terem comparecido a um convite por ele endereçado e que visava dialogarem na busca de solução para a crise política prevalecente.

Desta forma, segundo a nota do gabinete de Umaro Sissoco Embalo, o PAIGC e as demais forças políticas que boicotaram o encontro demonstraram de forma clara de que não acatarem as recomendações da missão ministerial da CEDEAO.

No documento o primeiro-ministro considerou a Assembleia Nacional Popular (ANP) de um fórum ideal para debater a actual crise a fim de poder tirar as devidas ilações sobre a clarificação da maioria e sobre o debate e eventual aprovação da proposta do programa do governo.

Referiu que o programa de governo foi entregue à ANP em tempo útil, mas por causa do bloqueio desta instituição a discussão do mesmo ainda não foi agendado.

ANG/AALS/ÂC/JAM














Eritreia


ONU apela libertação do jornalista desaparecido Dawit Isaak

Bissau, 05 Mai (ANG) - Sheila B. Keetharuth, especialista de direitos humanos da ONU, aproveitou a comemoração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa a 3 de maio, para apelar à Eritreia que liberte o jornalista Dawit Isaak, cujo paradeiro é desconhecido, destaca o site de notícias Rádio ONU.

O jornalista eritreio-sueco Dawit Isaak mudou-se para a Suécia em 1987 e regressou à Eritreia em 1993, onde fundou o primeiro jornal eritreu independente, o “Setit”.

Dawit Isaak tem 52 anos e foi galardoado com o Prémio Unesco – Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa 2017. Foi preso em 2001 “durante uma manobra de repressão contra os meios de comunicação que ocorreu em setembro de 2001. A última vez que se ouviu falar dele foi em 2005” e a sua localização atual é desconhecida.

Keetharuth lembra ainda que “a Comissão de Inquérito da ONU sobre Direitos Humanos na Eritreia concluiu haver base suficiente para crer que as autoridades do país cometeram crimes contra a humanidade, como desaparecimentos forçados, de maneira persistente desde 1991”.

fez um apelo e sublinhou que “as autoridades devem acabar com prisões e detenções sem base legal”. 

ANG/ e-Global Notícias em Português



Costa do Marfim


Estados sahelo-saarianos procuram soluções para a luta contra o terrorismo

Bissau, 05 Mai 17 (ANG) - Os ministros da Comunidade dos Estados Sahelo-Saarianos (CEN-SAD), e especialistas internacionais, reunidos durante cinco dias na Costa do Marfim, tentam encontrar soluções para uma luta mais eficaz contra grupos terroristas, uma ameaça crescente na região sahelo-saariana.

Todos os países membros da CEN-SAD decidiram aprofundar a reflexão sobre a luta contra o terrorismo que ameaça para a região.

Os ministros da Defesa da CEN-SAD, reunidos em Abidjan, analisam o trabalho já realizado pelos peritos, com o objetivo de reforçar a cooperação sobre a questão. Ibrahim Sani Abani, Secretário-geral da CEN-SAD explicou que “Os 24 Estados-Membros percebem a necessidade urgente de executar uma sinergia para que juntos possam reduzir o flagelo que perturba e prejudica o desenvolvimento social e económico, o turismo, e espalha a desolação”.

De acordo com o ministro da Defesa da Costa do Marfim, Alain Richard Donwahi, a união das forças irá fornecer respostas mais eficazes contra os grupos jihadistas na região, sublinhando a importância de unir os recursos, tanto em equipamentos como os recursos materiais, treino de pessoas, partilha de informação, e financiamento das operações.

A CEN-SAD, sob o princípio da complementaridade, planeia expandir a colaboração com organizações como o G5-Sahel (Mauritânia, Mali, Níger, Burkina Faso e Chade) ou a Missão da ONU no Mali (Minusma). 

ANG/ e-Global Notícias em Português




Líder do PND pede demissão de cargo de Conselheiro Especial do Presidente da República

Bissau, 5 mai 17 (ANG) - O líder do Partido Nova Democracia (PND), Iaia Djaló, demitiu-se hoje das funções de conselheiro especial do Presidente guineense por questões de "honestidade política".

Em carta dirigida a José Mário Vaz, à qual a agência Lusa teve acesso, Iaia Djaló refere que decidiu deixar de ser conselheiro do chefe de Estado guineense por "questões de princípios, coerência, transparência e honestidade política".

"Esta decisão vem na sequência do posicionamento político do Partido da Nova Democracia (PND) em relação à formação do atual Governo e ainda em relação ao posicionamento do mesmo sobre o Acordo de Conacri", lê-se na carta de Iaia Djaló.

O PND, liderado por Iaia Djaló, é um dos quatro partidos com assento no parlamento da Guiné-Bissau que não reconhecem o Governo liderado por Umaro Sissoco Embaló e exigem ao Presidente a sua demissão.

Dos cinco partidos representados no parlamento apenas o Partido da Renovação Social (PRS) integra oficialmente o Governo de Sissoco Embaló, que as restantes formações políticas consideram ilegal e inconstitucional.

Os partidos acusam o Presidente guineense de ter desrespeitado o Acordo de Conacri ao nomear Embaló como primeiro-ministro.

O acordo é um instrumento político patrocinado pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) para saída da crise política na Guiné-Bissau, que prevê a formação de um Governo integrado por todos os partidos representados no Parlamento e que a figura do primeiro-ministro seja de consenso e de confiança do Presidente do país.

Na carta de pedido de demissão, Iaia Djaló afirma ainda que, na qualidade de líder do PND, se sente na obrigação de assumir as suas responsabilidades partidárias e ainda alinhar-se com os valores da democracia.

Iaia Djalo foi nomeado conselheiro especial de José Mário Vaz a 16 de Outubro de 2016.

ANG/Lusa



Função Pública


Baltazar Alves Cardoso é novo Presidente da Câmara Municipal de Bissau

Bissau, 05 Mai 17 (ANG) – O governo da Guiné-Bissau nomeou esta quinta-feira  Baltazar Alves Cardoso novo Presidente da Câmara Municipal de Bissau.

O empresário ora nomeado a frente da edilidade de Bissau é dirigente do PRS e foi deputado da nação.

A informação consta do comunicado do Conselho de Ministros desta semana que mostra ainda mexidas efectuadas nos ministérios dos Transportes e Telecomunicações, da Comunicação Social, dos Recursos Naturais, dos Combatentes da Liberdade da Pátria e da Reinserção Social.

No Ministério dos Transportes e Comunicações, Bamba Bajai foi indicado como novo Director-geral de Viação e Transportes Terrestres e Fernando Augusto Esteves e Valdumar Wilson Mendonça Melísio foram nomeados primeiro e segundo vogal do conselho de Administração da Guiné-telecom.

No Ministério da Comunicação Social, Regina Maria Crato passa a assumir as funções da Directora-geral do Centro Nacional de Formação, enquanto que Agostinho Caetano Fontes Sá assume a função do Director-geral da Assistência e Reinserção Social do ministério dps Combatentes da Liberdade da Patria.

Finalmente, no ministério dos Recursos Naturais, Braima Camará foi nomeado terceiro vogal da Empresa Guineense de Pesquisa Petrolífera, a Petroguin.


Por outro lado, o colectivo governamental congratulou-se com o desempenho da Missão Militar da Manutenção da paz da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (ECOMIB) instalada no país há mais de cinco anos, em decorrênciado golpe de estado de 2012.


Razão pela qual decidiu aprovar e apresentar ao Presidente da República a proposta da condecoração, com medalha nacional de mérito, cooperação e desenvolvimento da referida missão, que  em Junho termina as suas actividades na Guiné-Bissau. 

ANG/LPG/JAM/SG

Líbia



Alcançado acordo para dissolver milícias e travar o terror contra  civis

Bissau, 05 Mai 17 (ANG) - O primeiro-ministro do Governo de União Nacional da(GNA) apoiado pela OTAN e pelas potências ocidentais, Fayez al Sarraj, e o marechal Khalifa Haftar, que controla o leste  e segundo algumas fontes é apoiado pela Rússia, Emirados Árabes Unidos e Egipto, chegaram a acordo para a realização de eleições presidenciais e legislativas até Março de 2018.

As partes ainda acordaram a dissolução de  todas as milícias irregulares e a luta em conjunto contra o terrorismo.

O acordo, noticiaram na terça-feira meios de comunicação locais e estrangeiros, prevê que as Forças Armadas se submetam a um conselho formado pelo presidente do Parlamento de Tobruk (Aghila Saleh), pelo presidente do Governo de União Nacional da Líbia (Fayez al Sarraj) e pelo comandante do Exército.

ANG/JA

Política



“O Partido Renovação Social  apoiará qualquer “solução benéfica” para saída da crise”, diz Nambeia

Bissau,05 Mai 17(ANG) - O líder do Partido da Renovação Social (PRS)  Alberto Nambeia, manifestou apoio a qualquer solução benéfica para o fim da crise política no país.

Num encontro com a população de Mansoa, região no centro/norte do país, na quarta-feira, o líder do PRS falou sobre os últimos desenvolvimentos políticos à luz do ultimato que a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu aos atores políticos guineenses para respeitarem o Acordo de Conacri.

A CEDEAO deu um mês (até 25 de maio) para as autoridades guineenses aplicarem o Acordo de Conacri, instrumento político para a saída da crise na Guiné-Bissau, ou impõem sanções a quem criar obstáculos ao seu cumprimento.

O PRS está pronto para apoiar qualquer solução que possa ser benéfica para o povo da Guiné-Bissau", afirmou Alberto Nambeia.

Nas declarações, o líder do PRS salientou que os mediadores da CEDEAO também têm desentendimentos políticos nos seus países, mas "sentam-se na mesma mesa e resolvem os seus problemas internamente".

"Porque é que nós não fazemos a mesma coisa", questionou.
A CEDEAO tem tentado, há cerca de dois anos, ajudar os atores políticos guineenses a entenderem-se, tendo nomeado o Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, chefe da mediação.

 ANG/Lusa