Dissolução do parlamento/Líder da bancada do PAIGC diz que decisão presidencial só vai aprofundar ainda mais a crise política
Dissolução do parlamento/Líder da bancada do PAIGC diz que decisão presidencial só vai aprofundar ainda mais a crise política
Angola/ UNITA denuncia
"irregularidades" no processo eleitoral
Bissau, 20 Mai
22 (ANG) -Em Angola, a UNITA, maior partido da oposição, entregou uma providência
cautelar no Tribunal Constitucional, alegando "irregularidades" no
processo eleitoral realizado pelo ministério da Administração do Território.
O maior partido de oposição considera que
as “irregularidades” põem em causa a transparência das eleições e acusa o
governo de ter violado a lei eleitoral ao não publicar as listas do registo
eleitoral oficioso, processo que iria permitir aos eleitores corrigir possíveis
erros detectados. A lei eleitoral prevê a afixação de listas para as
reclamações.
Uma recente reunião entre o ministério da
Administração do Território e os partidos da oposição para esclarecer dúvidas
não foi conclusiva, o ministério recusa as alegações dos partidos da
oposição,argumentando que está a ser cumprida a lei eleitoral.
Esta sexta-feira, 20 de Maio, os partidos
políticos da oposição, com assento parlamentar, reúnem com a sociedade civil
para abordar a problemática eleitoral e a actividade política no país. As
próximas eleições gerais em Angola, as quintas da história política do país,
estão previstas para a segunda quinzena de Agosto próximo. ANG/RFI
RENAJ/Canditado Santos Mustas promete “Reformar e Reforçar” a capacidade
instituicional da organização
Bissau, 19 Mai 22 (ANG) – O Candidato da Lista “Mais Compromisso – Por Um Futuro Real”, para a liderança da Rede Nacional das Associções Juvenis (RENAJ) prometeu reformar e reforçar a capacidade instituicional da Renaj e das associações juvenis filias,
caso for eleito no IX Assembleia da organização, a realizar-se no próximo dia 28.Santos Nuno Mustas falava na
apresentação do seu manifesto, esta quinta feira, e diz que o projeto
“Mais Compromisso – Por Um Futuro Real” visa alinhar a RENAJ, enquanto
rede de Associações Juvenis, com os desafios dos jovens, em cinco grandes eixos
estratégicos.
″Reformar e reforçar a
capacidade instituicional da Renaj e das associações juvenis filias,
redinamizar as associações juvenis filias da Renaj, melhorando as suas
intervenções comunitárias e promovendo o associativismo e o vonluntariado”, são
alguns desses eixos.
Nuno Mustas prometeu colocar
o Jovem guineense no centro da definição dos seus próprios desafios, de decisões e responsabilidades sobre as respostas e soluções.
Disse que o seu projeto vai apostar na continuidade
da reforma e do reforço estrutural e
operacional da Renaj e das suas associações juvenis filias, para aproximar a
organização das associações juvenis guineenses, promover as estruturas regionais de representação , melhorar a sua
performance e a qualidade de respostas aos desafios
socio-políticas e económicos dos jovens.
″O projeto ″Mais Compromisso
– Por Um Futuro Real″ foi pensado na continuidade do mandato com o programa ″
Por Um Novo Compromisso″, liderado por
Seco Duarte Nhaga, presidente cessante”, disse Nuno Mustas que sustenta que é
necessário que a Renaj estabeleça um renovado
compromisso com os jovens e com as Associações Juvenis Filias , assente
na apredizagem do passado, nos desafios do presente e perspectivas do futuro.
A Rede Nacional das
Associações Juvenis foi fundada no dia 28 de Janeiro de 2000 após a realização
de uma jornada de mediação promovida por algumas organizações juvenis na altura
,com vista a analisar a problemática da juventude face aos novos desafios.
Três candidatos se perfilam
para a liderança da maior organização juvenil guineense. ANG\MI//SG
Dissolução do parlamento/“País poderá enfrentar situações indesejadas com a
queda do parlamento”, dizem Organizações da Sociedade Civil
Bissau, 19 Mai 22 (ANG) - O
Espaço de Concertação das Organizações de Sociedade Civil advertiu, esta quinta-feira,
que o país corre o risco de enfrentar situações indesejadas com a dissolução de
Assembleia Nacional Popular (ANP).
A informação consta no comunicado
à Imprensa da referida Organização feito em reação a decisão de dissolução do
parlamento por Decreto Presidencial Nº24/2022 no passado dia 16 do corrente
mês.
“A recente medida de
dissolução de ANP, com base nos argumentos políticos inconsistentes e
mesquinhos, constitui mais um sinal de esforço na implantação de um regime
absolutista na Guiné-Bissau e consequente, controlo de todas as instituições
democráticas do país, impedindo-as de exercer as suas atribuições e
competências constitucionalmente asseguradas”, refere o comunicado.
No documento, este fórum das
organizações da sociedade civil guineense sustentou que, se antes o país
atravessava um momento delicado em termos socioeconômicos, com um governo
manifestamente incapaz, cujo Primeiro-ministro se contentou com o atual contexto
de crise política agravada, agora com a dissolução do parlamento, a
Guiné-Bissau corre o risco de enfrentar situações indesejadas.
“Existem Fortes riscos de
perturbação da campanha eleitoral, em consequência da instabilidade política e
consequente problemas de insegurança nela atinentes, capazes de
desencorajar apoios externos para financiar o processo”, lê-se
no comunicado.
No mesmo documento consta
ainda que, a ausência de um Governo legítimo com capacidade de dialogar e
estabelecer acordos com os parceiros internacionais, tendente às ajudas
públicas ao desenvolvimento, bem como o provável intensificação de ações
antidemocráticas de limitação do exercício do direito da oposição democrática
constitucionalmente assegurados; são entre tantos outras situações que podem
contribuir para piorar a situação do país.
Segundo o comunicado à imprensa,
o verdadeiro motivo de dissolução de ANP se deve a “recusa de se vergar perante um anteprojeto de
revisão constitucional manifestamente ilegal”, que pretendia “instalar um
regime presidencialismo atípico com
destaque para a consagração formal do absolutismo”.
Diz-se no comunicado
que isso se deve igualmente a “inédita e
patriótica atuação política da ANP de denunciar o Acordo secreto ilegal e
inconstitucional firmado com a República do Senegal, tendente a futura
exploração do petróleo na zona conjunta com aquele país vizinho e a interpelação
do Primeiro-ministro pelos deputados para esclarecer as circunstâncias da vinda
de forças estrangeiras sem nenhum processo de consulta dos órgãos de soberania”.
O Espaço de Concertação das
Organizações de Sociedade Civil exige a criação de condições materiais e
financeiras com vista a realização das eleições na data marcada e responsabiliza
o Presidente da República pela crise política artificial por ele criada e pelas
consequências que possam advir com a decisão de dissolver o parlamento.
O mesmo Espaço exige ainda
a criação de condições de diálogo franco e aberto entre diferentes atores
políticos e sociais, com vista a escolha dos membros da Comissão Nacional das
Eleições, à luz dos critérios e consensos políticos, capazes de promover a confiança
na administração do processo eleitoral, entre outros.
No comunicado, o referido
espaço considera a atitude de dissolução de parlamento de quase que autoritária
e que tem minado a necessária colaboração e solidariedade institucional que
deveria existir entre os diversos órgãos de soberania, pondo assim em causa os
esforços de estabilização política, social e económica do país.
O Presidente de República apontou
como razões para dissolução do parlamento: a existência de divergências persistentes e
que se tornaram inultrapassáveis entre a Assembleia Nacional Popular e outros
órgãos de soberania, recusa de forma sistemática o controlo das suas contas
pelo Tribunal de Contas, assim como a defesa dos deputados indiciados pela prática de crimes de corrupção, por parte de ANP.
ANG/AALS/ÂC//SG
França/Africanos combatentes pelo país europeu em filme do Festival de Cannes
Bissau, 19 Mai
22 (ANG) - A participação de tropas da África negra, ao lado da França, durante
a I Guerra Mundial é alvo do filme « Tirailleurs » que abriu a
secção « Un certain regard », ou « Um certo olhar »
do Festival de Cannes.
« Tirailleurs », ou fuzileiros,
tira do anonimato os africano
s, senegaleses mas não só, obrigados a combater ao
lado da França em plena I Guerra Mundial.
O desenraizamento, a violência do conflito
e as famílias dilaceradas são aqui encarnadas nomedamente pela estrela
francesa, de origem senegalesa, Omar Sy.
Ele é Bakary, um pastor fula, que se
decide alistar com o exército francês para tentar trazer de volta são e salvo o
seu filho de 17 anos.
Thierno que tinha sido obrigado a integrar
as tropas gaulesas que combatiam no leste da França.
O
pai, teimosamente, quer trazer o filho de volta, dê por onde der. O seu filho,
esse, acredita na aposta e na promoção no seio do exército.
Omar
Sy, com uma carreira entre a França e os Estados Unidos, e também na plataforma
Netflix, afirmava na estreia do filme que talvez não tenhamos a mesma memória,
temos, porém, africanos e europeus, a mesma história.ANG/RFI
Cooperação/Forças Armadas
Portuguesa doam materiais sanitários à
congénere da Guiné-Bissau
Bissau, 19 Mai 22
(ANG) – A Direção dos Serviços de Saúde das Forças Armadas da Guiné-Bissau,
nomeadamente da Marinha de Guerra, Força Aérea e Exército beneficiaram hoje de um
conjunto de materiais hospitalares, composto por Camas, colchões e cadeiras,
doados pelas Forças Armadas Portuguesas, no âmbito do programa de cooperação
entre os dois países.
No acto de entrega dos
referidos apoios, o representante do Chefe de Estado-maior General das Forças
Armadas, Samuel Fernandes disse que o apoio vai reforçar os laços de amizade que
existe entre as duas Forças Armadas.
Fernandes acrescentou
que os
materiais entregues irão reforçar
ainda mais a capacidade de atendimento médico e medicamentosa das Forças
Armadas tendo em conta que cerca de 80
por cento da população civil guineense
recorrem aos serviços sanitários militar
Disse que apoio foi feito na sequência da visita que o Chefe de Estado
português efetuou no passado recente ao país e durante a qual viu o estado em que
se encontra os postos de saúde da Marinha, do Exército e da Força Aérea, tendo
na altura prometido apoiar na recuperação das respectivas infraestruturas,
promessa que agora se concretizou.
Acrescentou que,
neste momento, uma delegação técnica do
Estado-maior General das Forças Armada
Portuguesa está no país a avaliar o evoluir
dos trabalhos de reabilitação dos
referidos centros de saúde.
No futuro próximo, de
acordo com Samuel Fernandes, as Forças
Armadas da Guiné-Bissau vão contar com apoio de
Portugual na formação do pessoal.
ANG/LPG/ÂC//SG
FMI/ Crise alimentar pode acabar em “agitação social e violência”
Bissau,
19 Mai 22 (ANG) – A diretora executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI)
avisou hoje que a insegurança alimentar vivida em muitos países, aliada à alta
inflação, leva a situações de fome, “que muitas vezes desencadeia agitação
social e violência”.
“Estas
pressões ocorrem numa altura em que as finanças públicas dos países já estão
pressionadas devido à pandemia e o fardo da dívida pública é elevado; com a
inflação a atingir os níveis mais elevados em décadas, os rendimentos dos
agregados familiares mais vulneráveis nos países de baixo e médio rendimento
ficam em risco grave de insegurança alimentar, e a história mostra-nos que a
fome muitas vezes desencadeia agitação social e violência”, alertou a líder do
FMI.
“A
comunidade internacional precisa de realizar ações de forma rápida e coordenada
para aplacar de forma eficaz a crise alimentar, mantendo o comércio aberto,
apoiando as famílias mais vulneráveis, garantindo uma oferta agrícola
suficiente e lidando com as pressões de financiamento”, acrescentou Georgieva,
salientando que, da parte do FMI, irá garantir “aconselhamento nas políticas,
assistência ao desenvolvimento da capacitação e apoio financeiro para catalisar
e complementar o financiamento de outras instituições”.
Na
nota, a diretora executiva do FMI aponta os exemplos da Moldova e de Moçambique
como países que recentemente receberam apoio financeiro, “com um foco no
fortalecimento das redes de apoio social para os agregados familiares
vulneráveis”.
A
declaração de Georgieva surge acompanhada do Plano de Ação das Instituições
Financeiras Internacionais para Lidar com a Insegurança Alimentar que afeta
especialmente os países mais vulneráveis.
O
plano partilhado pelas instituições financeiras multilaterais apresenta seis
grandes objetivos: apoiar as populações vulneráveis, promover o comércio
aberto, mitigar a escassez de fertilizantes, apoiar a produção de alimentos
agora, investir em agricultura resiliente ao clima para o futuro, e apostar na
coordenação para maximizar o impacto.
A
apresentação do plano segue-se à reunião destas entidades, convocada pelo
Tesouro norte-americano, equivalente ao Ministério das Finanças nos governos
europeus, em 19 de abril, e envolve, para além do FMI, o Banco Africano de
Desenvolvimento, o Banco Asiático de Desenvolvimento, o Banco Europeu para a
Reconstrução e Desenvolvimento, o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, o
Banco Mundial e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola.
A
Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou
mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número
real ser muito maior.
A
guerra na Ucrânia, que hoje entrou no 85.º dia, causou já a fuga de mais de 14
milhões de pessoas das suas casas – cerca de oito milhões de deslocados
internos e mais de 6,1 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais
recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na
Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Também
as Nações Unidas disseram que cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de
assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão
russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que
respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções
económicas e políticas a Moscovo.
ANG/Inforpress/Lusa
Comunicação social/Organizações da Casa dos Direitos lançam Bolsa de Criação Jornalística
Bissau ,19 Mai 22 (ANG) – As
Oragnizações da Casa dos Direitos lançaram hoje a Primeira edição da Bolsa de
Criação Jornalistica, com objectivo de encorajar os órgãos de comunicação
social e jornalistas a fazerem reportagens sobre questões relacionadas aos
Direitos Humanos das Mulheres.
A escolha do tema de reportagem, acrescenta, depende de
cada órgão ou o jornalista requerente .
Estão associados à
iniciativa, a Cooperação Portuguesa através do Instituto Camões, a Associação
para Cooperação entre os Povos (ASCP), Associação das Mulheres Profissionais da
Comunicação Social da Guine-Bissau e Mindjeris de Guiné no Lanta(Miguilan).
Segundo a Presidente da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação
Social da Guiné-Bissau (Amprogb) a primeira edição da Bolsa de Criação
Jornalistica 2022, sobre Direitos das Mulheres e Cidadania na Guiné-Bissau
surge no âmbito do projecto direito de mulheres e jornalistas em contextos de
instabilidades no país.
Paula Melo frisou que, como condições para se candidatar a
esta bolsa, o candidato deve ser jornalista guineense ou ser doutra
nacionalidade mas estando a trabalhar na Guiné-Bissau e apresentar propostas de
trabalho de reportagem escrita, fotográfica ou em audio.
Os trabalhos a serem
submetidos ao concurso devem ser,
previamente publicados, em órgãos nacionais de comunicação social.
Essas reportagens serão posteriormente públicadas na
plataforma online do projecto ainda em construção.
“As reportagens devem ser
realizadas até 31 de Agosto de 2022 e o prazo para apresentação de propostas
termina no dia 06 do mês de Junho do ano em curso e os resultados serão
conhecidos até o dia 13 do mesmo mês, e serão as organizações envolvidas na
iniciativa que avaliarão as propostas “,disse Paula Melo.ANG/MSC/ÂC//SG
Fome no Mundo/Banco Mundial desbloqueia financiamentos para prevenir insegurança alimentar
Bissau, 19 Mai 22 (ANG) - O Banco Mundial anunciou quarta-feira que vai desbloquear 30 mil milhões de Dólares para prevenir situações de insegurança alimentar, num contexto em que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que fornecem 30% dos cereais a nível mundial, tem provocado escassez de certos produtos e aumento de preços.
Neste sentido, o Banco Mundial esclareceu
ainda que 18 mil milhões de Dólares vão servir desde já para implementar planos
de apoio, nomeadamente no continente africano, onde as consequências do
conflito se fazem fortemente sentir ao nível da subida do custo de vida.
"O aumento dos preços dos alimentos teve efeitos devastadores
sobre os mais pobres e os mais vulneráveis" declarou
em comunicado o Presidente do Banco Mundial, David Malpass, sublinhando
que "para informar a estabilizar os mercados, é crucial que os países fassam
agora declarações claras sobre os futuros aumentos de produção, em resposta à
invasão da Ucrânia pela Rússia".
Moçambique, país muito permeável à
flutuação dos preços dos cerais e onde o mais infímo aumento do valor do pão é
problemático, tem sido um dos pontos do globo directamente afectados pela
escassez dos bens alimentícios e o aumento dos preços. Luís Muchanga,
coordenador executivo da UNAC, União Nacional dos Camponeses de Moçambique
saúda a decisão do Banco Mundial.
"Se esta ajuda está virada para apoiar as políticas públicas para
que os países tenham capacidade interna de produzir alimentos e alimenta ro seu
povo, para nós, essa é que é visão que tem que fazer sentido. Sobretudo porque
este modelo de choques internacionais acabam por testar até que nível temos uma
capacidade soberana de alimentar o nosso próprio povo. Nós temos que usar isso
como o momento para poder garantir que as políticas públicas possam ser mais
progressivas, mais eficientes e que os países consigam alimentar o seu próprio
povo", considera este responsável.
Ao dar conta da situação vivenciada pelo seu país desde que as
forças russas invadiram a Ucrânia há cerca de 3 meses, provocando uma paralisia
parcial das cadeias de fornecimento de cereais a nível mundial, Luís Muchanga
refere que "todos os indicadores apontam para um
agravamento dos preços, apontam para alguma escassez de alimentos. Só nos
últimos anos, a informação que sai dá conta de que, de facto, os preços vão
aumentar ao nível do mercado. Também o poder de compra não é tão elevado para
poder fazer face a isso. Então esse bloqueio afecta-nos directamente e esses
três meses também são o resultado disso. Mais uma vez, esta é a prova de que
precisamos de nos fortalecer internamente. Os últimos três meses têm sido um
sufoco e isto poderá agravar-se se a situação se mantiver como está",
disse.
Por conseguinte, num contexto já difícil, a recente decisão de a
Índia bloquear as suas exportações de trigo de que é o segundo produtor
mundial, muito embora o essencial da sua produção seja para consumo interno,
soa como um sinal negativo do ponto de vista do coordenador executivo da UNAC.
"Em
princípio, os países são soberanos, podem tomar as suas decisões. Mas se as
decisões começam a afectar o exterior, isto também tem de ser tido em conta.
Não me parece ser humanismo, esta atitude. Era preciso olhar para o momento e
perceber que o mundo não é homogéneo. Existem diferenças em termos de
capacidade de produção. Tem que se entender acima de tudo que a disponbilidade
do alimento é um Direito Humano. É verdade que não estamos a exigir que a Índia
assuma a responsabilidade pela nossa incapacidade de produzir internamente os
produtos, mas também não é o momento para esse país tomar uma decisão desta
natureza",
considera Luís Muchanga. ANG/RFI
CAN-2023/Baciro Candé divulga lista dos 23 convocados para os próximos jogos
da fase de apuramento
Bissau, 19 Mai 22 (ANG) – O
Selecionador Nacional de Futebol da Guiné-Bissau Baciro Candé divulgou,
quarta-feira, a lista dos 23 convocados para a próxima eliminatória do
Campeonato Africano das Nações (CAN-2023), a ter lugar na Costa do Marfim.
Baciro Candé deixou de
fora, os quatros atletas que tomaram
parte na última edição de CAN-2021, disputada nos Camarões, nomeadamente o
Capitão Jonas Mendes, Panutchi Camará, Alexandre Mendy e Steve Ambri.
Candé defendeu que, para
esse jogo, os atletas convocados é que lhe oferecem melhor condições de
participar, por isso foram convocados.
Candé garantiu que a Guiné-Bissau tem
trabalhado e que vai continuar para alcançar os seus objectivos, respeitando
todos os adversários que enfrentará nesta jornada.
“O nosso objectivo é sempre
ganhar, e com a ambição de poder marcar, pela quarta vez, presença no CAN-2023,”
disse o técnico.
Perguntado se já tem informações sobre a forma de jogar
do seu primeiro adversário que será as Ilhas Maurícias, Candé disse
desconhecer.
“Na era em que nos encontramos tudo é fácil. A
minha equipa técnica fará o seu trabalho através das redes sociais, e terá toda a informação necessária”, disse
Baciro Candé.
Eis a lista dos convocados
de Baciro Candé para a dupla jornada entre as Ilhas Maurícias e Serra Leoa, nos
próximos dias 09 e 13 de junho, respectivamente.
Guarda
Redes: Maurice Gomes, Manuel Baldé e Fernando Embadje.
Médios:
Moreto Cassamá, Alfa Semedo, Janio Bikel, Mamadi Camará, Jorginho e Zidane
Banjaque; Defesas: Opa Sangante,
Sori Mané, Bura, Adon Gomis, Jefferson Encada, Fali Candé, Sana Gomes e Nano; Avançados: Mama Baldé, Madi Queta,
Dálcio Gomes, José Embaló, Zinho Gano e Piquete Djassi.
A Guiné-Bissau depois de ter
participado três vezes consecutivas nas provas de Campeonato Áfricano das
Nações (CAN), está mais uma vez, na fase de eliminatória, para marcar, pela
quarta vez, presença na maior prova de futebol Africana, onde tem como adversários, Nigeria, Serra Leoa e Ilhas Mauricias. ANG/LLA/ÂC//SG
CPLP/ Comunidade vai adoptar resolução para plataforma de combate à pesca ilegal
Bissau, 19 Mai 22(ANG) – Os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão adoptar uma resolução sobre a criação de uma plataforma para a promoção da pesca sustentável e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, foi hoje anunciado.
A medida foi anunciada
pela secretária de Estado das Pescas de Angola, Esperança Costa, no âmbito de
uma reunião com os embaixadores dos Estados da CPLP preparatória da 5.ª Reunião
dos Ministros dos Assuntos do Mar da CPLP.
Esta reunião está
agendada para entre 24 e 26 de Maio, em Luanda, e a sua agenda e os principais
assuntos que serão discutidos no encontro estiveram hoje em análise na sede do
Ministério das Relações Exteriores angolano.
“Vai haver uma resolução
sobre o combate à pesca ilegal não declarada e não regulamentada e a criação de
uma plataforma de cooperação para a promoção da pesca sustentável”, disse
Esperança Costa, na abertura do encontro com os embaixadores da CPLP
acreditados em Angola.
Segundo a governante
angolana, a problemática da pesca ilegal não declarada e não regulamentada
impõe grandes perdas económicas nos Estados-membros da organização e “limita a
sustentabilidade dos recursos marinhos”.
“Iniciámos essa
discussão em fevereiro, em Namibe, e agora estamos em condições de aprovar uma
resolução para a criação desta plataforma de promoção de pesca sustentável, que
será analisada também nesta reunião de Luanda”, notou.
Segundo a secretária de
Estado angolana, a reunião de Luanda vai definir igualmente mecanismos de
concertação e atuação conjunta e serão analisados “meios de intervir para um
melhor patrulhamento e vigilância” dos mares.
O encontro de Luanda vai
decorrer sob o lema “Mobilizar Parcerias e Investimentos para o Desenvolvimento
Sustentável dos Mares dos Estados Membros da CPLP, Desafios e Oportunidades”.
Para Esperança Costa, a
mobilização conjunta de parcerias e investimentos a nível regional e
internacional “é fundamental, sobretudo para se ter acesso aos fundos
internacionais” que ajudem os países da CPLP numa transição para uma economia
azul.
“Todos os países da CPLP
são costeiros ou insulares e queríamos que no âmbito do desenvolvimento
sustentável dos nossos mares pudéssemos contar com apoio de fundos
internacionais”, salientou.
O secretário de Estado
das Relações Exteriores e Cooperação angolano, Domingos Vieira Lopes, destacou
a importância da reunião preparatória do encontro dos ministros dos Assuntos do
Mar da comunidade por estes ocuparem “um papel relevante na agenda comum”.
“Esperamos ver
refletidos na declaração final e demais textos propostas concretas, com prazos
exequíveis, e porque não um programa com ações e prazos definidos, de modo a
atingir os objetivos preconizados e extrair vantagens mútuas”, apontou.
Cabo Verde vai cessar a
presidência da reunião de ministros dos Assuntos do Mar da CPLP, nesta reunião
de Luanda, e passar as pastas para Angola, que detém a presidência rotativa do
bloco comunitário.
A economia azul, a
promoção da pesca sustentável e a promoção e fortalecimento das economias
sustentáveis baseadas no oceano e gestão, proteção, conservação e restauração
dos ecossistemas marinhos e costeiros serão alguns dos temas que vão ser
analisados na reunião de Luanda.
ANG/Inforpress/Lusa
Pessoas com deficiência/Associação preocupada com ausência de politicas públicas de implementação da Convenção sobre seus Direitos
Bissau, 18 Mai 22(ANG) – O Presidente da Associação de Defesa de Pessoas Portadores de Deficiência manifestou hoje a sua preocupação em relação ao que diz ser “ausência de políticas públicas” que permitam a implementação da Convenção sobre os Direitos das pessoas com deficiência, no país.
Lázaro Barbosa tornou
pública essa sua inquietação, em declarações à imprensa, à saída de uma
audiência com o Presidente da República,Umaro Sissoco Embaló, durante o qual
abordaram questões ligadas aos direitos
das pessoas com deficiência.
“A Guiné-Bissau assinou e ratificou a Convenção sobre o Direito
das Pessoas com Deficiência, desde 2014, mas até à esta parte, o nivel de
implementação desta convenção está a quem do desejado”, referiu.
Por isso, disse que informou
ao Presidente da República, não só da falta de politicas públicas que permitam a
implementação da referida Convenção, mas também da existência de outros
documentos elaborados nesse quadro que poderiam ajudar na sua execução caso
forem aprovados pelo governo.
“Informei ao Chefe de Estado que a Associação carece de
uma sede própria e funciona numa casa alugada e que neste momento corre o risco
de despejo por falta de pagamento da renda”, explicou.
Lázaro barbosa disse que, em resposta às preocupações apresentadas, Umaro Sissoco Embaló prometeu usar a sua influência junto do executivo para disponibilização de um espaço para construção de uma sede própria para funcionamento da organização, e que ainda se comprometeu a assumir o pagamento da renda da casa onde funciona a sede da associação dos deficiêntes.
ANG/LPG/ÂC//SG
Sociedade/Cidadãos guineenses concordam com queda de parlamento
Bissau, 18 Mai 22(ANG) – Alguns cidadãos guineenses concordaram com a decisão do Presidente da República de dissolver o parlamento, e elegam que os deputados não estão a servir os interesses do povo que lhes elegeram.
Em auscustação feita hoje
pela repórter da ANG, o funcinário público Walter Mendonça disse que os
deputados só interessam do povo quando precisam ser eleitos, tendo questionado
que como pode os parlamentares ter a ousadia
e coragem de aprovar o Imposto da Democracia, sem que o salário dos
funcionários fosse aumentados, sabendo que isso vai prejudicar o povo.
Mendonça acescentou que os deputados discutem mais seus interesses do que
os benefícios do povo, além de calúnias
e intrigas entre eles.
Segundo Mendonça, com a
queda do governo, o presidente não devia reconduzir o
primeiro-ministro e seu vice, porque se o parlamento for dissolvido é porque há
uma grave crise.
A vendedeira de água, Fatú
Sambú disse que concordou com a dissolução da ANP, porque os deputados têm
algumas falhas em discutir e aprovar os programas que beneficiam ou defendem os
direitos das mulheres e crianças na Guiné-Bissau, “Eles preocupam mais com seus
benefícios”, diz a Fatú Sambú.
O cidadão comum, Tolistoy
Issufo Sanhá, disse que se os motivos invocados no decreto
presidencial são os motivos que levaram Úmaro Sissoco Embaló a dissolver o
parlamento, então ele está de acordo com a decisão.
“Se a ANP desde a nona
legislatura até a data presente, os deputados não estão a atuar em prol do
desenvolvimento do país, ao invés de o Chefe de Estado continuar a promover o
mal maior é melhor um mal menor,”
declarou.
Juca Nunes Correia
funcionário Público considera que as
razões invocadas no decreto não são suficientes mas diz
conformar com a decisão “porque a lei dá
ao Presidente da República esse poder”.
O Presidente da República dissolveu na segunda-feira o parlamento, tendo marcado as eleições legislativas antecipadas para o dia 18 de Dezembro, do ano em curso.
ANP/JD/ÂC//SG
CEDEAO/Força de estabilização chega esta quarta-feira à Guiné-Bissau
Bissau, 18 Mai 22 (ANG) - O primeiro contingente da força de estabilização da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) que deveria chegar à Guiné-Bissau na terça-feira, 17, via terrestre, deve chegar esta quarta-feira, disse a ANG uma fonte militar.
Sem indicar os motivos a fonte disse a ANG que chegada dessas
força foi adiada de terça para quarta-feira.
Segundo a Lusa que cita fonte militar guineense, a força entrará
no território guineense a partir do posto da fronteira com o Senegal, na
localidade de São Domingos, onde será recebida por uma delegação do
Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, notando que existe
"total normalidade na operação".
Os primeiros militares
serão conduzidos até Bissau para serem instalados no clube militar, indicou,
precisando que o contingente total da força da CEDEAO deverá ser composto por
631 militares.
Os chefes de Estado e de
Governo da CEDEAO decidiram enviar uma força de estabilização para o país na
sequência do ataque ao Palácio do Governo, em 01 de Fevereiro, quando se
encontrava a decorrer uma reunião do Conselho de Ministros com a presença do
Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, e o primeiro-ministro, Nuno Gomes
Nabiam, ataque classificado como uma tentativa de golpe de Estado.
A chegada do primeiro
contingente da força de estabilização ao país acontece numa altura em que o
chefe de Estado dissolveu o parlamento tendo marcada eleições legislativas
antecipadas para 18 de Dezembro deste ano.
ANG/Angop
Política/Silvestre Alves discorda com os motivos invocados pelo Presidente da República para dissolver o parlamento
Bissau, 18 Mai 22 (ANG) – O jurista e líder do partido Movimento Democráticio Guineense(MDG), Silvestre Alves, manifestou hoje a sua discordância com os motivos invocados pelo Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embaló, para dissolver o Parlamento.
Em entrevista à Agência de
Notícias da Guiné (ANG), Silvestre Alves disse que os fundamentos que o Presidente
da República invocou, dentre os quais a grave crise institucional para dissolver
o parlamento, no seu ponto de vista, não tem enquadramento.
Para Alves, está mais que
provado que o papel do Presidente da República perante esta situação, não deveria
ser o de derrubar o Parlamento, mas sim
fazer uma refundação do Estado.
“O Presidente da República,
se tivesse a noção de Estado, ao saber que a Assembleia Nacional Popular (ANP),
recusou prestar contas ao Tribunal de Contas (TC), o seu papel seria de tomar
medidas sérias que obriguem a ANP a prestar contas à essa entidade”, disse.
E no que diz respeito as
acusações de a ANP estar a proteger potenciais
criminosos, o Jurista e líder político Silvestre Alves considera que não
constitui, fortes motivos para o Chefe de Estado tomar a decisão de dissolver o parlamento.
“Caso a sua decisão era de proibir
alguém a exercer o seu direito de particicação política, aí digamos que sim
entedemos, mas, só pelo facto de, três vezes, a ANP reconfirmar a imunidade
parlamentar à essa pessoa, não vimos o pretexto do Presidente da República
dizer que existe um desentendimento na ANP com outras entidades competentes do
Estado”,disse Alves.
De acordo com o Jurista, a
lei que assiste ao Presidente da República para dissolver o parlamento tembém lhe aconselha que
antes de tomar essa decisão, em primeiro
lugar, deve escutar o Governo e assim como o Conselho de Estado.
Alvez diz que o Chefe de Estado não respeitou a lei magna do
país, porque segundo declarações do
Presidente da ANP, Cipriano Cassamá, “Umaro Sissoco Embaló convocou o Conselho
de Estado, para informar que vai derrubar
o parlamento e não se dignou em escutar ninguém”.
“Quer dizer, em vez de o Presidente escutar os seus conselheiros,
fez o contrário, de obrigá-los a lhe escutar. Este acto viola a Constituição da
República”, disse Alves.
Quanto a data escolhida pelo
Presidente da República para a realização das próximas legislativas,18 de Dezembro,
Silvestre Alves disse que espera que isso aconteça na data prevista.
O Presidente da República,
Umaro Sissoco Embalo dissolveu na segunda-feira o parlamento, tendo marcado eleições legislativas antecipadas para o dia
18 de Dezembro, do ano em curso.
No decreto de dissolução o Chefe de Estado invocou que o parlamento se transformou no espaço de “guerrilha política”, e que muitos deputados têm conjugado os seus esforços para fragilizar as instituições da República em vez de fortalecé-las.
ANG/LLA/ÂC//SG
Senegal/Presidente Macky Sall vai se deslocar à Rússia e à Ucrânia em nome da África
Bissau, 18 Mai 22(ANG) – O presidente senegalês, Macky Sall, vai se deslocar à Rússia e Ucrânia para negociar com esses dois países e com o Ocidente o retorno da paz e a retomada do fornecimento de produtos agrícolas e fertilizantes para a África.
Segundo a agência Xinhua, o anúncio foi feito por Macky Sall,
também actual presidente da União Africana (UA), segundo o qual foi delegado
pelos seus pares africanos para efectuar esta missão aos dois países,
actualmente em conflito.
“Recebemos um mandato da África para conversar, viajar para Kiev
(Ucrânia), pedir ao presidente Putin, para criar as condições para permitir que
a Ucrânia importe suas sementes. Nós precisamos disto. Mas também devemos ser
capazes de suspender certas sanções contra a Rússia para que ela possa
negociar, para nos fornecer fertilizantes”, precisou aquele representante da
UA.
O Presidente Macky Sall falava na abertura da 54ª Conferência
dos Ministros Africanos da Economia e Finanças (COM2022), no Centro
Internacional de Conferências Abdou Diouf em Diamniadio,decorrida
segunda-feira.
A mesma fonte aproveitou ainda para reiterar o apelo “urgente”
do continente africano para a “redução da escalada” na guerra na Ucrânia,
pedindo um cessar-fogo e uma solução negociada “para evitar o pior”.
ANG/Inforpress/Xinhua