terça-feira, 11 de novembro de 2025

Eleições Gerais/ CNCS apela partidos, candidatos e coligação a colaborar com os Media para divulgação dos seus programas eleitorais

Bissau, 11 Nov 25(ANG) – O Presidente do Conselho  Nacional da Comunicação Social  (CNCS) apelou as diretorias das campanhas dos   Partidos Políticos, Candidatos e a Coligação  para  colaborarem  com os Media para possibilitar a publicação de  seus programas eleitorais em todos os órgãos, sejam públicos ou privados.

Domingos Meta Camará falava hoje em conferência de imprensa, na qual  apresentou o relatório síntese do Painel de Monotorização da cobertura da campanha e aplicação do Código de Conduta, após  10 dias de campanha eleitoral para as legislativas e presidenciais de 23 de Novembro.

“Depois das análises dos órgãos monitorizadas nomeadamente as rádios, jornais, televisões e redes sociais, os monitores verificaram, que nas rádios e nos jornais, apesar da disputa entre os concorrentes, não foram observados e nem registados quaisquer práticas ou comprometimentos que violassem o código de conduta para a cobertura eleitoral” disse Camará.

O Presidente do CNCS afirmou que, durante esse período, na generalidade, o pluralismo de informação, a equidade e a linguagem usada foram moderadas.

Revelou que, nos serviços noticiosos, as rádios têm vindo a dar tratamentos iguais aos 12 candidatos presidenciais e 14 partidos e coligações concorrentes.

Meta Camará disse ainda que, nas rádios apesar dos concorrentes pecarem pelo não envio dos respectivo programas eleitorais  aos órgãos de comunicação social, estes têm dado tratamento iguais à todos divulgando os projetos de que dispõem para o país.

Referiu que a  Agência de Notícias da Guiné (ANG) atribuiu espaço  igual à cada candidato, partido ou coligação, para divulgação das suas mensagens, dispensando tratamento igual à todos  os concorrentes.

Camará disse que segundo o relatório dos membros de monotorização, os concorrentes não têm aproveitado devidamente o espaço de tempo de antena que lhes é reservado na Televisão da Guiné-Bissau(TGB), conforme plasmado na lei.

Em relação as redes sociais, o Painel constatou que muitos “diretos” fazem o uso de linguagem violentos nos conteúdos que difundem, traduzindo algum incitamento à agitação social.ANG/JD/ÂC//SG

Moçambique/Cerca de 60% das moçambicanas vítimas de violência não procuram ajuda

Bissau, 11 Nov 25 (ANG) - A ONU Mulheres alertou hoje que cerca de 60% das mulheres que enfrentam violência de género em Moçambique não procuram ajuda, apontando para o medo, falta de informação e a desconfiança como "barreiras reais" que levam à impunidade.

"O medo, a falta de informação e a desconfiança no sistema judicial são barreiras reais que perpetuam a impunidade", lê-se numa nota da Organização das Nações Unidas para a Igualdade de Género e Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) em Moçambique.

Para aquela agência das Nações Unidas, as vozes das mulheres contam e precisam de ser ouvidas: "Em Moçambique, cerca de 60% das mulheres que enfrentam violência de género não procuram ajuda".

Para fazer face à problemática, a ONU Mulheres defende a promoção de um diálogo "inclusivo e urgente" com organizações da sociedade civil e agentes internacionais sobre "como tornar o sistema de justiça mais acessível, eficaz e sensível às necessidades das mulheres".

Na quinta-feira passada, o bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) defendeu mudanças culturais e uma "escuta sensível" no combate à violência baseada no género no país, considerando que o problema exige mais do que leis.

"Combater a violência do género exige mais do que leis, exige uma mudança cultural", disse Carlos Martins, durante a abertura do seminário sobre Violência Baseada no Género (VBG), em Maputo.

Para o bastonário, o combate à VBG passa também por promover a educação para a igualdade, fortalecer políticas públicas de acolhimento e proteção, bem como pelo "combate eficaz" da pobreza no país, considerando o papel fundamental da escola, família e dos meios de comunicação no processo de transformação social.

Moçambique registou mais de 9.000 casos de violência baseada no género e 4.812 casos de violência doméstica no primeiro semestre de 2025, contra 4.751 no mesmo período de 2024, refletindo um aumento de 71 casos, segundo dados avançados pela então chefe do Departamento de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência da Polícia da República de Moçambique (PRM), Ana Langa.

O Governo de Moçambique reconheceu recentemente que o aumento dos casos de violência baseada no género reflete as "barreiras estruturais" que limitam a plena participação das mulheres nos processos de prevenção, mediação e consolidação da paz.

Em agosto, a ministra do Trabalho, Género e Ação Social de Moçambique alertou para o aumento dos casos de VBG, defendendo políticas eficazes e "ação firme" para travar as desigualdades.

Ivete Alane apontou a escassez de dados sobre os casos como um dos desafios para travar este tipo de violência, referindo que são "essenciais para compreender questões como o emprego informal, o uso do tempo ou os impactos das mudanças climáticas sobre mulheres e raparigas".

Em 2024, segundo dados divulgados em março deste ano pelo Governo, Moçambique registou mais de 20 mil casos, sendo, na maioria, casos de violência doméstica contra mulheres. ANG/Lusa

 Angola/Celebrações de 50 anos de independência com festa, orgulho e esperança

Bissau, 11 Nov 25 (ANG) - Luanda veste-se hoje de vermelho e amarelo para celebrar os 50 anos da independência de Angola, num ambiente de festa, otimismo e esperança para enfrentar o futuro, apesar dos muitos desafios que o país ainda tem por ultrapassar.

Omarco histórico assinala-se oficialmente no Memorial António Agostinho Neto, entre música, desfiles e homenagens ao primeiro Presidente de Angola, bem como uma mensagem à nação do chefe de Estado, João Lourenço.

As celebrações começaram logo nas primeiras horas do dia, à medida que milhares de convidados chegavam e se distribuíam pelas diferentes áreas da Praça da República, espaço monumental que acolhe o Memorial e tem sido palco das mais importantes cerimónias políticas do Estado angolano.

O monumento, inaugurado em 2012 pelo ex-Presidente José Eduardo dos Santos, é conhecido popularmente como o "Foguetão" e ergue-se a 120 metros de altura, com vista privilegiada para a Baía de Luanda.

Por ali desfilarão representantes das 18 províncias do país, num desfile cívico e militar com milhares de participantes, sob o olhar atento dos 14 chefes de Estado e de Governo que acompanharão as festividades desde as bancadas oficiais.

Entre os jornalistas que acompanham o evento, Isabel Pedro Mbuku, da Rádio Tocoista, confessou-se emocionada por participar "como profissional, mas também como angolana".

"É uma oportunidade única participar nesta festa", disse à Lusa, notando que há pontos que falta aprimorar, mas lembrando também os anos de guerra que o país atravessou

 "imbuída de esperança", Isabel Pedro referiu acreditar no Presidente e no país, declarando com fé: "De agora em diante, iremos certamente progredir em todos os setores, em especial na economia, auguramos que nestes 50 anos possamos sonhar e somar, e que nos próximos 50 anos possamos dizer [que] até aqui o Senhor nos ajudou", acrescentou a jornalista.

Também Karina Marron González, repórter da agência cubana Prensa Latina, residente em Angola há mais de dois anos, partilhou o entusiasmo.

"É uma oportunidade histórica enquanto jornalista, mas também como cubana, pelas relações históricas entre Cuba e Angola e pela participação cubana no processo de independência. É uma oportunidade única de colaborar e ver o que está a fazer o país para continuar adiante", disse.

Carina González lembrou, contudo, que "o país tem pela frente muitos desafios". "A independência tem 50 anos, mas a paz ainda é jovem. Os desafios estão na economia, na educação e na saúde. Mas penso que Angola tem a força para seguir em frente", concluiu.

As duas integram o grupo de mais de 300 jornalistas que hoje asseguram a cobertura da cerimónia, fazendo parte das 10.000 pessoas convidadas para o evento, representativas de vários setores da sociedade.

O Presidente da Republica chegou à Praça da Republica às 09:00 (08:00 em Lisboa) marcando o inicio do ato central.

Segue-se uma cerimonia de deposição de flores, entoação do hino nacional, outorga da medalha comemorativa dos 50 anos a Antonio Agostinho Neto, o discurso do chefe de Estado, o desfile cívico e o desfile militar.ANG/RFI

 

Nigéria/Combates entre grupos jihadistas rivais provocam 200 mortos no norte da Nigéria

Bissau, 11 Nov 25 (ANG) - Confrontos entre facções jihadistas rivais causaram cerca de 200 mortos no domingo em Dogon Chiku, na instável região do Lago Chade, no nordeste da Nigéria, segundo fontes dos serviços de inteligência e jihadistas.

Os dois grupos que outrora combatiam lado a lado e se separaram em 2016 devido a divergências ideológicas, têm lutado pelo controlo de territórios.

"De acordo com o balanço que obtivemos, cerca de 200 terroristas do ISWAP foram mortos nos combates", disse um membro de uma milícia antijihadista que apoia o exército nigeriano, enquanto outras fontes de segurança locais dão conta da apreensão de armas e de quatro baixas do lado do grupo Boko Haram.

"Este pode ser o pior confronto entre os dois grupos desde que começaram a atacar-se um ao outro", indicam estas fontes.

Uma fonte da inteligência nigeriana que opera na região informou estar a acompanhar de perto esta situação, contabilizando, por seu turno"mais de 150 mortes". "Tomamos conhecimento dos combates, que são boas notícias para nós", acrescentou.

O Lago Chade, extensão de água doce situada entre a Nigéria, o Níger, os Camarões e o Chade, tem servido de refúgio tanto para o Boko Haram como para o ISWAP, que o utilizam como base de retaguarda para lançar ataques nos quatro países.

O ISWAP, ligado ao grupo Estado Islâmico, separou-se do Boko Haram em 2016. A luta fratricida vigente desde então com o grupo Boko Haram culminou em Maio de 2021 com a eliminação do seu líder, Abubakar Shekau, durante combates no seu bastião na floresta de Sambisa, no nordeste da Nigéria.

Recorde-se que segundo a ONU, a insurreição jihadista vigente desde 2009 provocou mais de 40 mil mortos e cerca de dois milhões de deslocados no nordeste da Nigéria, zona maioritariamente muçulmana.

Os ataques jihadistas estenderam-se ao Níger, ao Chade e aos vizinhos Camarões, levando à criação de uma força militar regional para combatê-los.

Há um pouco mais de uma semana, o Presidente dos Estados Unidos ameaçou intervir militarmente na Nigéria, devido àquilo que denominou de "assassinatos de cristãospelos islamistas radicais, na sequência de um forte lobby neste sentido por parte de eleitos conservadores e das correntes evangélicas do seu país.ANG/RFI

 

França/Justiça defere recurso de Nicolas Sarkozy e liberta antigo presidente francês

Bissau, 11 Nov 25 (ANG) - O antigo chefe de Estado francês vai aguardar em liberdade pelo fim dos recursos relativamente ao processo de financiamento oculto da campanha presidencial de 2007 com dinheiro líbio.

Condenado a 5 anos de prisão em primeira instância, os magistrados tinham pronunciado a encarceração imediata. O recurso de segunda-feira era relativo a esta decisão.

Foram 20 dias de prisão que deixaram marcas em Nicolas Sarkozy. O primeiro chefe de Estado Francês a ser conduzido a uma cela penitenciária assistiu à distância à audiência que ditou a sua libertação, pelo menos por agora.

Sarkozy foi condenado a cinco anos de prisão no dia 25 de Setembro por associação criminosa. Para o tribunal de primeira instância de Paris, o antigo presidente permitiu, conscientemente, que dois dos seus colaboradores mais chegados pedissem dinheiro ao antigo ditador líbio Muamar Kadhafi, para financiar de forma oculta a campanha presidencial de 2007 que acabaria por o levar ao poder.

Os magistrados causaram uma surpresa enorme no dia 25 ao pronunciar a execução imediata da pena. Os advogados do condenado apresentaram um recurso desta decisão, que foi analisado esta manhã.

Na declaração ao tribunal proferida por intermédio de videoconferência, o antigo chefe de Estado Francês, afirmou que estar na prisão "é bastante duro" e elogiou os guardas prisionais.

Os advogados de defesa alegaram que Nicolas Sarkozy corria perigo na penitenciária. O também antigo ministro do Interior foi insultado e ameaçado à chegada à prisão de La Santé, em Paris. Por razões de segurança, foi colocado em isolamento e sob protecção policial, com dois guarda-costas em permanência na cela vizinha.

O ministério público também pediu a libertação do ex-presidente francês.

A partir de hoje Sarkozy pode aguardar o julgamento do recurso sobre o processo de financiamento ilícito da campanha eleitoral em liberdade, embora sob controlo judiciário, nomeadamente a proibição de falar com o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, para evitar qualquer tipo de pressão.

O antigo presidente da república francesa reafirma a sua inocência neste caso.ANG/RFI

 

França/Festival em Paris defendeu que “nova geração está a cumprir Cabral”

Bissau, 11 Nov 25 (ANG) - Vários artistas “netos das independências” dos países afrolusófonos estiveram reunidos no "Festival Lisboa nu bai Paris", na Gaîté Lyrique, em Paris, a 8 e 9 de Novembro.

Esta é “uma nova geração que está a cumprir Cabral”, declarou a investigadora Luísa Semedo, na conferência que marcou o arranque do evento e que teve como mote o legado de Amílcar Cabral.

O curador do festival, o músico Dino de Santiago, lembrou o poder transformador da cultura em tempos de extremismos, disse que “o público está afinado, mas quem está no poder está desafinado” e lembrou que “é da responsabilidade de cada um ser um Amílcar Cabral” hoje.

Neste programa, gravado ao vivo no dia 8 de Novembro, pode ouvir a conversa que marcou o arranque do “Festival Lisboa nu bai Paris”, na Gaîté Lyrique, em Paris. O festival foi comissariado por Dino d’Santiago que escolheu vários artistas afrodescendentes que têm reinventado, nos últimos anos, a música lusófona. Subiram, assim, ao palco Fattu Djakité, Kady, Nídia & DJ Marfox, Eu.Clides, Umafricana e Soluna, num evento organizado no âmbito dos 60 anos da delegação em França da Fundação Calouste Gulbenkian. 

“Os artistas que vão estar connosco vêm precisamente destes lugares de uma periferia, de uma Lisboa onde ainda temos pessoas que vivem à margem, lugares onde a humanidade reside com menos doçura. Mas, ao mesmo tempo, destes lugares conseguimos trazer bons cheiros e esperança com a música, com a força da cultura para nos elevar”, começou por explicar Dino d’Santiago.

No ano em que a maioria dos países afrolusófonos celebram os 50 anos das suas independências, o evento teve a força de um manifesto cultural, desde logo pelas palavras que marcaram o seu arranque.

“Quando há opressão, há sempre resistência. A cultura, a arte também são uma forma de resistência. Vemos isso a acontecer nos “netos da revolução”. Significa que o trabalho de Amílcar Cabral faz sentido e que ele continua vivo”, considerou a filósofa Luísa Semedo, admitindo que, ao olhar para os nomes do festival, vê-se que “esta nova geração está a cumprir Cabral”.

O “regresso às raízes” é algo assumido por esta geração que valoriza o poder criativo do legado musical e cultural que herdou. O próprio Dino d’Santiago - com os discos “Mundo Nôbo”, “Kriola”, “Badiu” - vai ao encontro da “reafricanização dos espíritos” defendida por Amílcar Cabral, o líder das independências da Guiné-Bissau e Cabo Verde e um dos maiores pensadores do anticolonialismo africano para quem as lutas de libertação eram um acto e um factor de cultura.

“A minha libertação foi quando senti um verdadeiro orgulho de ser cabo-verdiano também”, confessou o músico nascido em Portugal que se reencontrou nas raízes africanas e admitiu, no debate, que os seus discos “são autobiografias da reafricanização do meu espírito”.

Também a directora da delegação francesa da Fundação Calouse Gulbenkian, Teresa Castro, considerou que a cultura e a criação artística têm “esse papel importantíssimo de garantir a libertação dos espíritos” e que o papel da cultura teorizado por Amílcar Cabral é “profundamente actual. Uma das frases que sintetiza esse pensamento está transcrita no mural de Hélder Batalha na fachada da Fundação Amílcar Cabral, na cidade da Praia: “A luta pela libertação não é apenas um acto de cultura, mas também um factor de cultura”.

Quanto ao peso que a arte pode ter em tempos de extremismo e polarização política, Dino d’Santiago lembrou que só é fácil “pilotar” as pessoas se estas tiverem medo, mas que se a coragem imperar é da responsabilidade de cada um ser um Amílcar Cabral. Por outro lado, o músico e activista lembrou que “o público está afinado, quem está no poder é que está desafinado”.

Pode a música ser um antídoto ao racismo e unir o que a história desuniu? Foram 500 anos de colonialismo e isso “nunca será possível reparar”, mas a reconciliação vai-se esboçando com a arte e é a cantar que Dino d’Santiago responde: “Aqui toda a gente é parente. Terra não é só o lugar onde se nasceu, é também o chão que trazemos na mente. Aqui toda a gente é parente, mesmo quando se nasceu doutro ventre, chamamos mãe ao mesmo continente”.

“O público está sempre afinado, por mais que nos tentem desafinar”, sublinhou o curador do Festival "Lisboa nu bai Paris". 

De notar que, entre os artistas convidados para o "Festival Lisboa nu bai Paris", a primeira a subir ao palco no sábado foi a cabo-verdiana Kady, neta de Amélia Araújo, a voz da Radio Libertação no tempo da luta pelas independências, e filha de Teresa Araújo, cantora do histórico grupo Simentera que andou na Escola-Piloto de Conacry e conheceu de perto Amílcar Cabral.

 

Kady admitiu à RFI que se sente “de forma visceral” neta da independência. “Eu cresci a ouvir as histórias de Amílcar Cabral, as histórias da luta. Eu sinto-me muito pertencente a esse mundo. É algo mesmo que está nas veias e é uma honra, uma grande honra”, contou.

 

Por outro lado, a cantora Fattu Djakité admitiu à RFI sentir-se “cem por cento” como “neta de Amílcar Cabral”. “Eu sinto que sou uma representante de Amílcar Cabral porque sou Guiné-Bissau e Cabo Verde. Sinto que tenho dois corações a bater dentro do meu peito que são a Guiné-Bissau e Cabo Verde pelo simples facto de eu nascer na Guiné-Bissau, ir com cinco anos para Cabo Verde e viver lá há trinta anos. Nunca a Guiné-Bissau saiu de mim, falo o meu crioulo muito bem, sei sobre os costumes da Guiné-Bissau e sei também tudo sobre Cabo Verde. Eu sinto que sou o sonho realizado de Amílcar Cabral”, resumiu à RFI Fattu Djakité no final do seu concerto no sábado. ANG/RFI

 

 

Campanha Eleitoral/ Fernando Dias promete libertar detidos “injustamente” se for eleito Presidente da República

Bissau, 11 Nov 25 (ANG) – O candidato presidencial Fernando Dias da Costa prometeu, segunda-feira, libertar todos os cidadãos, civis e militares, que se encontram detidos sem julgamento ou condenação judicial, caso vença as eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 23 de Novembro.

Durante um comício popular realizado na cidade de Bula, região de Cacheu, norte da Guiné-Bissau, o candidato garantiu que, se for eleito, será um Chefe de Estado comprometido com a paz ,o respeito  a separação de poderes.

“A nossa lei maior diz que a Assembleia deve exercer o seu papel sem interferência do Presidente da República, o mesmo se aplica ao Governo e aos tribunais. A magistratura de influência não deve transformar-se em interferência, tal como faz o Presidente Sissoco Embaló”, disse Fernando Dias.

O candidato  disse que Umaro Sissoco  “não tem planos para o país nem expressão social”. Segundo Dias, o Presidente  se faz acompanhar por militares nas suas deslocações, e que, “como carros e motos não votam, ele já perdeu as eleições”.

Apoiado pela coligação PAI–Terra Ranka, liderada pelo PAIGC, Fernando Dias destacou a receção calorosa dos habitantes de Bula e das tabancas vizinhas, garantindo que não fará promessas irrealistas.

Assegurou, no entanto, que os problemas da região serão resolvidos quando for eleito, com o apoio da coligação que, segundo ele, dará continuidade aos projetos pendentes.

O candidato comprometeu-se ainda a unir os guineenses e promover a reconciliação nacional.

“A Guiné-Bissau precisa de liberdade. Nos últimos anos, quem critica o poder é acusado de preparar um golpe de Estado. É tempo de mudar isso”, afirmou.

Por sua vez, Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC – partido excluído destas eleições por decisão do Supremo Tribunal de Justiça –, reafirmou o seu apoio a Fernando Dias, sublinhando que a aliança entre o PAIGC e o PRS “é um acontecimento histórico”.

“No dia 23 de Novembro vamos mudar, completamente, a política na Guiné-Bissau. Todos os malandros e os que não têm compromisso com o país serão afastados”, disse Simões Pereira, acrescentando que o apoio ao Fernando Dias  não se deve “à força ou à beleza”, mas sim à capacidade de garantir “a unidade,  democracia e  reconciliação nacional”.

Simões Pereira revelou ainda ter aconselhado ao Fernando Dias a refletir sobre as suas palavras antes de se dirigir à nação, lembrando que “crianças, jovens e adultos esperam um amanhã com esperança”.

O périplo de Fernando Dias pela zona norte do país terminou com um comício em Bula, que reuniu centenas de pessoas, apesar da chuva e do início tardio do evento. ANG/MSC//SG

Eleições Gerais/ Presidente Umaro Sissoco Embaló nega que pretende alterar a Constituição da República se for reeleito

Bissau,11 Nov 25 (ANG) - O Presidente cessante, nega ter  qualquer intenção de alterar a Constituição da República, caso for reeleito para o segundo mandato  de forma a puder concorrer a um terceiro mandato.

Umaro Sissoco Embaló falava , segunda-feira, num comício popular no setor de Prabis, região de Biombo, no âmbito da sua campanha eleitoral para as eleições gerais de 23 de Novembro.

Embaló voltou a defender a unidade nacional, paz e estabilidade para o desenvolvimento.

Antes do encontro com os populares, o Chefe de Estado cessante reuniu-se com representantes do poder tradicional da localidade.

No decurso da visita inaugurou a estrada Bôr/Prabis, cujas  obras de reabilitação foram  financiadas, integralmente, pelo Governo .

Em resposta aos pedidos, o candidato presidencial independente  deu orientações ao ministro das Finanças para se proceder, a partir de hoje, terça-feira, a remoção  dos resíduos em espaços de diversão.

Embaló reafirmou o seu compromisso com a paz e a unidade nacional, rejeitando qualquer forma de tribalismo. “Não posso ser tribalista porque tenho irmãos da etnia Papel”, afirmou.

O Chefe de Estado cessante voltou a condenar as divisões étnicas e se referiu aos nomes de  Agnelo Regala e Geraldo Martins, aos quais acusa de  envolvimento em várias tentativas de golpe de Estado.

Reiterou ainda que os guineenses “vão continuar a viver em paz na Guiné-Bissau”..

Na ocasião, declarou  que Braima Camará será o seu primeiro-ministro para os próximos quatro anos e que Fernando Dias da Costa “não tem condições para assumir o destino do país”.

Encerrando seu discurso, Umaro Sissoco Embaló sublinhou que , na qualidade do “comandante supremo das Forças Armadas”, não vai permitir qie ninguém desafiasse  a autoridade do Estado.

A cerimónia contou com a presença do Primeiro-ministro, Braima Camará, e de várias figuras políticas e comunitárias da região.

O Régulo de Prabis, Adriano Cá apelou a participação massiva da população nas eleições marcadas para o próximo dia 23 de Novembro.

Em nome das mulheres, Gina Cá destacou o cumprimento das promessas feitas por Embaló e pediu que se votasse em Sissoco Embaló e nos  candidatos da Plataforma Republicana-Nô Cumpu Guiné ao cargo de deputados.

Paulo Djú, porta-voz da juventude local, solicitou   a construção de um polo universitário e a remoção de lixo nos espaços destinados a eventos públicos em Prábis. ANG/LPG/ÂC//SG

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Rússia/Governo nega problemas com Lavrov face à ausência do chefe da diplomacia

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) - A presidência russa (Kremlin) assegurou hoje estar tudo bem com o chefe da diplomacia, Serguei Lavrov, cuja ausência prolongada do espaço público tem alimentado rumores de que poderá ter caído em desgraça.

Lavrov, que não aparece em público desde o final de outubro, falhou recentemente um acordo com o homólogo norte-americano, Marco Rubio, sobre as modalidades da cimeira Putin-Trump em Budapeste, que foi adiada por tempo indeterminado.

Nos últimos dias, apenas comunicados escritos ou entrevistas em vídeo de Lavrov foram publicados no 'site' do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A porta-voz do ministro, Maria Zakharova, não fez qualquer anúncio sobre a agenda pública de Lavrov durante a conferência de imprensa semanal na sexta-feira.

"Serguei Viktorovitch [Lavrov] continua a trabalhar ativamente", disse hoje o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, durante o 'briefing' diário telefónico, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

"Está tudo bem", assegurou Peskov, que classificou como "absolutamente falsas" as especulações de alguns meios de comunicação social sobre uma eventual queda em desgraça de Lavrov.

"Quando houver eventos públicos, irão ver o ministro", prometeu.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, adiou no final de outubro um encontro com o homólogo russo, Vladimir Putin, em Budapeste, poucos dias depois de ter sido anunciado.

Trump, que tinha prometido acabar rapidamente com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia no regresso à presidência em janeiro, explicou na altura que não queria discussões com Putin "para nada".

No dia seguinte, os Estados Unidos impuseram novas sanções ao petróleo russo.

A declaração de Trump ocorreu poucas horas após uma conversa telefónica entre Lavrov e Rubio, encarregados de abordar as modalidades da cimeira então prevista em Budapeste.

Sergei Viktorovitch Lavrov, 75 anos, chefia a diplomacia da Rússia desde 2004, tendo sido anteriormente representante de Moscovo junto das Nações Unidas (1994-2004).ANG/Lusa

 

Campanha Eleitoral/Braima Camará defende permanência de “Umaro Sissoco Embaló” no poder “para garantia da paz” no país

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) – O primeiro-ministro “Braima Camara” defendeu, domingo, a permanência do candidato “Umaro Sissoco Embaló” no poder, “para a garantia da Paz, União, Estabilidade e o Desenvolvimento”, da Guiné-Bissau.

Braima Camará falava à imprensa, após uma passeata iniciada no centro da cidade de Bissau e terminando no espaço verde de Bairro Ajuda, no âmbito da campanha eleitoral em curso,  para as eleições gerais de 23 de Novembro, da Coligação, “Plataforma Republicana-Nô Cumpu Guiné (PR-NG).

Segundo Camará, apesar da passeata ter decorrido na ausência do candidato Umaro Sissoco Embaló a missão foi cumprida positivamente.

“Fizemos apenas um pequeno aquecimento para ver se fazemos descer calorias e diabete do corpo. Se recordam bem,  todas as outras passeatas já realizadas nesta campanha eleitoral, contaram  com a presença dos líderes do partido ou coligações, conseguimos  atingir a nossa moldura humana, e se púnhamos que o nosso líder Umaro Sissoco Embalo estivesse presente nesta passeata, asseguro-vos que não haveria  espaço para ninguém movimentar”, disse Braima Camará.

Para o primeiro-ministro, a visão de Umaro Sissoco Embaló de criar a Plataforma Repúblicana-Nô Cumpo Guiné trouxe a “união forte” entre os apoiantes de Embaló, e essa união  trouxe a força que irá  conduzir a reeleição  no dia 23 de Novembro.

“A cidade de Bissau, está bastante mudada com infraestruturas modernas, e não temos medo de convidar o Presidente da República Federal da Rússia
“Vladimir Putim” e dos Estados Unidos de América “Donal Trunp”, para visitarem o país. Queremos recordar ainda que a Guiné-Bissau, já tem a sua quota regularizada na Organização das Nações Unidas e na União Africana, e agora a nossa voz é escutada nestas organizações”, disse o PM.

O candidato Umaro Sissoco Embaló, segundo Braima Camará, é um homem pacífico de bom coração, porque, apesar de tanta implicações contra a sua pessoa da parte de outros candidatos, não ordenou a prisão de nenhum candidato como recentemente aconteceu na Tanzânia, porque resolveu perdoar.

ANG/LLA/ÂC//SG     

     


Eleições Gerais
/José Mário Vaz promete libertar presos políticos e restaurar a liberdade de imprensa caso vença eleições

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) – O candidato presidencial José Mário Vaz promete, caso  vencer as eleições de 23 de Novembro,  restaurar a liberdade no país, com a soltura de todos os prisioneiros políticos e garantir o regresso da imprensa internacional à Guiné-Bissau.

Falando num comício popular de abertura oficial da sua campanha eleitoral, realizado no sábado, em Bambadinca, região de Bafatá, leste do país, o antigo chefe de Estado prometeu que, sob a sua liderança, “ninguém será preso por motivos políticos” e que “a vingança, o ódio e os ajustes de contas vão terminar”.

 “Comigo no poder, todos podem dormir tranquilos. Ninguém vai bater em ninguém, nem em Domingos Simões Pereira, Braima Camará, Fernando Dias ou Umaro Sissoco Embaló. Vamos unir-nos para desenvolver o nosso país”, declarou.

José Mário Vaz apelou ainda às Forças de Defesa e Segurança, e em particular ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Biagué Na Ntan, para manterem-se afastados da política,  recordando que, durante o seu mandato, o general assegurou-lhe que os militares respeitariam o poder civil e o mandato presidencial até ao fim.

O antigo Presidente destacou que, após perder as eleições anteriores, aceitou os resultados e entregou o poder pacificamente a Umaro Sissoco Embaló.

 “Quando perdi, peguei na mão da minha esposa e saí do Palácio, se Umaro ganhar novamente, vamos o apoiar e se perder deve fazer o mesmo que eu fiz: pegar a mão da sua esposa e deixar o palácio, isso é democracia”, afirmou.

Felicitou os militares por terem respeitado a Constituição e acompanhado Embaló até ao fim do seu mandato.

Entre as promessas eleitorais, José Mário Vaz garantiu que, caso regresse ao poder, o preço da castanha de caju voltará a ser mil francos CFA, e que a batata-doce voltará a ser exportada para o Senegal, e também prometeu melhorar as condições de ensino e investir na agricultura.

 “A nossa economia é a agricultura e a agricultura é a nossa economia”, referiu citando Amílcar Cabral, ao apelar aos cidadãos para valorizarem o trabalho agrícola.

O ex-Presidente lamentou ainda a situação social do país, denunciou a fome que afeta várias regiões do interior. “Não pode haver democracia sem paz, nem paz com fome”, sublinhou.

José Mário Vaz terminou o comício apelando à unidade e ao entendimento entre os guineenses. “O país está perdido porque não queremos respeitar e entender-nos uns aos outros,ninguém virá de fora para construir a Guiné-Bissau se não os seus próprios filhos”, afirmou.ANG/MI/ÂC//SG

   COP30/ Amazónia acolhe as negociações climáticas mais difíceis de sempre

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) - Começa hoje a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, COP30, na cidade de Belém em plena Amazónia, no Brasil.

O desafio é claro: evitar o colapso da cooperação mundial sobre o clima. Mesmo que os dados relativos aos progressos alcançados na luta contra o aquecimento global sejam motivo de preocupação.

Apesar de décadas de negociações, compromissos e cimeiras, as emissões globais de gases com efeito de estufa aumentaram um terço desde a primeira reunião, o consumo de combustíveis fósseis continua a crescer e as temperaturas médias mundiais aproximam-se de limiares que os cientistas consideram catastróficos para o planeta.

Simon Stiell, secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, considera que as reuniões anuais continuam a ser úteis, embora reconheça que é preciso fazer muito mais, e com muito mais rapidez, pois as catástrofes climáticas atingem todos os países.

Desde 1995, as emissões globais aumentaram 34%.

Um relatório recente do World Resources Institute revela que os objectivos de redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2035 continuam insuficientes para impedir que as temperaturas globais aumentem mais de 1,5 °C em relação à era pré-industrial — o limite fixado pelo Acordo de Paris de 2015.

As temperaturas médias anuais já ultrapassaram esse limiar em determinados anos, e 2023 e 2024 figuram entre os anos mais quentes de sempre.

Todavia, Simon Stiell afirma que, sem o processo da COP, o mundo estaria hoje a caminho de um aumento de temperatura de 5 °C, em vez dos menos de 3 °C actualmente projectados.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, manteve o evento na Amazónia apesar da falta de hotéis e das críticas logísticas, determinado em fazer da floresta o símbolo da urgência climática.

A floresta amazónica, essencial na absorção de gases com efeito de estufa, enfrenta hoje múltiplas ameaças: desflorestação, mineração ilegal, poluição e violência contra comunidades indígenas.

No arranque de nova maratona de negociações, subsistem as questões: consegue ainda o mundo unir-se perante as previsões catastróficas de aquecimento global? Como evitar um choque entre países ricos e em desenvolvimento? E onde encontrar os recursos financeiros para apoiar as nações mais afectadas?

Os Estados Unidos, o segundo maior poluidor do mundo, não estarão presentes.

Resta, contudo, um ponto positivo. Depois de três cimeiras seguidas realizadas em regimes autoritários: Egipto, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão, a sociedade civil deverá, desta vez, no Brasil, ter espaço para se fazer ouvir.ANG/RFI

 

             Etiópia/ União Africana promove 5ª sessão sobre migração

Bissau, 10 Nov 25 (ANG)  - Os trabalhos da 5ª sessão ordinária do Comitê Técnico Especializado (CTE) da União Africana (UA) sobre Migração, Refugiados e Deslocados Internos começaram nesta segunda-feira em Adis Abeba, com a participação de Marrocos.

O programa desta sessão, que decorre sob o tema "Repensando a migração e reorientando a arquitetura humanitária em África", inclui uma reunião de especialistas de 10 a 12 de novembro, seguida de um segmento ministerial nos dias 13 e 14 de novembro.

A delegação marroquina nesta sessão inclui representantes de departamentos relacionados com a migração e da missão permanente do Reino junto da UA.

Esta 5ª sessão visa reformular as narrativas dominantes sobre a migração, passando de uma visão que a considera um fardo para o reconhecimento do seu papel como catalisador do desenvolvimento, da inovação e da integração no continente, ao mesmo tempo que fortalece as respostas humanitárias baseadas nos direitos humanos e promove a visão africana de unidade e crescimento.

O Comitê serve como plataforma para debater questões relacionadas à governança da migração, à proteção de refugiados e à ajuda humanitária em todo o continente.

A participação de Marrocos nesta sessão é uma oportunidade para destacar a experiência pioneira do Reino na governança da migração. ANG/Faapa

   

                  Japão/Ásia enfrenta fenómenos naturais extremos

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) – Fenómenos climáticos extremos atingem nos últimos dias várias regiões do continente asiático. O Irão vive a pior seca em décadas, com as barragens a atingirem reservas de água de menos de 3%. Enquanto as Filipinas foram atingidas por um super-tufão, no Japão um sismo fez lançar este domingo um alerta de tsunami.

6,9 na escala de Richter foi a magnitude do sismo registado esta manhã ao largo da região norte do Japão.

De imediato, as autoridades emitiram um alerta de tsunami. Inicialmente, receavam-se vagas de alguma dimensão, o que no entanto, não se confirmou. A costa de MIKAYO foi atingida por um tsunami relativamente fraco, as autoridades japonesas acabaram por retirar o alerta, numa região ainda traumatizada pelos terramotos dramáticos de 2011.

Não muito longe, as Filipinas enfrentam também nos últimos dias fenómenos naturais violentos. Este domingo, a costa leste do país foi atingida por um super-tufão, denominado FUNG WONG. Até ao momento, há registo de pelo menos um morto. A tempestade chegou primeiro a Luçon, a principal ilha filipina, mas o raio de acção cobre praticamente todo o país, já de si devastado por vários tufões na última semana e que obrigaram a evacuar de muitas zonas mais de um milhão de pessoas. 

Já no Médio Oriente, um fenómeno climático de sinal contrário. O Irão vive uma situação de seca extrema sem precedentes. Na capital Teerão, há um século que não chovia tão pouco, a situação é particularmente crítica com os níveis de água nas barragens a descerem a menos de 8 por cento. Na segunda maior cidade iraniana, MASHHAD, as quatro barragens estão com reservas abaixo dos 3 por cento.

O governo iraniano anunciou este sábado que irá proceder a cortes no fornecimento de água à população.ANG/RFI