quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Eleições gerais/Candidato Baciro Djá declara que vai priorizar agricultura  como motor do desenvolvimento se for eleito

Bissau, 12 Nov 25(ANG) - O candidato presidencial apoiado pela Frente Patriótica para a Salvação Nacional (FREPASNA), Baciro Djá, afirmou terça-feira que a agricultura será a alavanca do desenvolvimento nacional, caso vença as eleições de 23 de Novembro.

O político prometeu ainda a construção de uma ponte flutuante sobre o rio de Farim  e a disponibilização de tratores agrícolas para apoiar os produtores locais.

A promessa foi feita durante um encontro com anciãos, mulheres e jovens da aldeia de Bricama, setor de Farim, na região de Oio, uma localidade isolada devido a um braço de rio que dificulta a circulação de viaturas e o acesso à cidade de Farim.

Atualmente a travessia é feita passando por uma pequena ponte de madeira, com cerca de 300 metros, utilizada apenas por peões e motorizadas.

Segundo Djá, “a única forma de libertar a população de Bricama do isolamento e da pobreza é através da construção da ponte e de investimentos na agricultura”.

O candidato criticou práticas de compra de votos, afirmando que “não é com doações de arroz ou dinheiro que se resolve o problema das comunidades”.

“Se vocês me derem o voto, as minhas promessas serão cumpridas, porque é a única forma de vos ajudar a sair da pobreza. A agricultura é fundamental para o vosso sustento, e não digo isso apenas por querer votos”, declarou.

Durante o comício, Baciro Djá denunciou a distribuição de bens por outros candidatos e criticou o apelo da coligação PAI-Terra Ranka, liderada pelo PAIGC, para que os seus apoiantes votassem em Fernando Dias da Costa nas presidenciais e que anulassem  o voto nas legislativas.

“Isso é um crime político. Depois de Deus, fui eu quem colocou Domingos Simões Pereira na liderança do PAIGC. Em 2019, Fernando Dias apoiou Umaro Sissoco Embaló, na segunda volta, enquanto eu apoiei Domingos. Agora que o PAIGC foi impedido de concorrer, decidiram apoiar Fernando Dias em vez de mim”, referiu o líder da FREPASNA.

Na aldeia de Fafaco, Djá disse que, se for eleito, irá criar condições para a conservação de  legumes e frutas locais, e prometeu melhores condições para a comercialização dos produtos agrícolas.

O candidato também prometeu convocar novas eleições simultâneas caso vença as presidenciais, para permitir a participação de todos os candidatos excluídos no atual processo.

“Se eu ganhar as presidenciais de 23 de Novembro, vou convocar novas eleições para que todos os pretendentes possam participar. Só eu farei isso, não Fernando Dias, que não tem maturidade política nem influência internacional”, afirmou.


Baciro Djá iniciou uma digressão de dois dias pela região de Oio, no norte do país, onde realiza encontros com eleitores para reforçar o apelo ao voto nas presidenciais e legislativas.
ANG/RSM

 

COP30/ ONU lança plano de arrefecimento sustentável que pode reduzir emissões em 64%

 

Bissau, 12 Nov 25 (ANG) – A ONU lançou na cimeira mundial do clima no Brasil   um plano de arrefecimento sustentável para combater o calor extremo que poderá reduzir em 64% as emissões de gases poluentes até 2050.

 

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, autor do plano, a procura por arrefecimento pode triplicar nos próximos 25 anos devido ao aumento da população, a ondas de calor extremas mais frequentes e ao aumento de famílias de baixos rendimentos.

 

O programa propõe uma "rota de arrefecimento sustentável" que ajude a refrigerar os espaços sem agravar a crise climática.

 

Soluções energeticamente eficientes e baseadas na natureza, como telhados e espaços verdes, e tecnologias de baixo consumo, através de ventiladores e sistemas híbridos de ar condicionado, poderão ajudar nesta tarefa, reduzindo as emissões poluentes em 64%, evitando até 37 mil milhões de euros em custos de energia e infraestruturas e melhorando o acesso ao arrefecimento para três mil milhões de pessoas, de acordo com a ONU.

 

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente salienta que apenas 54 países têm políticas abrangentes sobre refrigeração sustentável.

 

As maiores lacunas encontram-se em África e na região Ásia-Pacífico, onde se prevê o maior crescimento da procura de arrefecimento.

 

Ondas de calor são os eventos climáticos mais mortíferos

Segundo as Nações Unidas, as ondas de calor são os eventos climáticos mais mortíferos, causando centenas de milhares de mortes todos os anos, especialmente em áreas urbanas onde o efeito de "ilha de calor" pode elevar as temperaturas em 5 a 10 graus.

 

O fenómeno é provocado, entre outros fatores, pela falta de vegetação, substituída por superfícies que absorvem e retêm o calor, como o asfalto e o betão, pela falta de sombra e pela libertação do calor produzido pelos veículos e pelo ar condicionado.

 

A cimeira mundial do clima (COP30) decorre em Belém, no Brasil, até 21 de novembro. ANG/Inforpress/Lusa

 


Eleições Gerais
/ Candidato Umaro Sissoco Embaló diz que ganha eleições na primeira volta e   indigita seu sucessor em 2031

Bissau 12 Nov 25 (ANG) – O Chefe de Estado cessante Umaro Sissoco Embaló afirmou terça-feira que a sua reeleição esta garantida logo na primeira volta das eleições gerais de 23 de Novembro, para terminar a obra iniciada e que será ele quem vai escolher o seu sucessor na Presidência em 2031.

Embaló falava num comício popular de campanha eleitoral no Bairro de Lála-Quema, em Bissau.

Disse que  ele não pode ser tribalista nem divisionista, porque cresceu num ambiente onde não existe raça nem etnia.

O candidato disse conhecer os problemas do Bairro de Impantcha(Lala-Quema), e promete a abertura de  estradas e construção de fontenários para que os citadinos do bairro possam ter água potável.

O candidato afirmou que já há fundos   para a construção da segunda via rodoviária em Bissau .

“O nosso objetivo é estabilizar e desenvolver o nosso país que não precisa de divisão. Por isso, a minha equipa tem pessoas de todas as etnias e religião e tenho  irmãos e irmãs da étnia papel”, disse.

Sissoco Embaló disse não estar em conflito com o candidato Fernando Dias, porque este não tem expressão eleitoral.

Disse que o seu adversário na corrida presidencial está a combater as pessoas que estão a apoiar a sua candidatura  com uma parte do PAIGC, e que no dia em que Domingos Simões Pereira sair dessa formação politica, o Agnelo Ragala, Geraldo Martins e outros vão sair também.

“Digo isso porque estas pessoas estão no partido só por oportunismo”, afirmou Embaló.

 Umaro Sissoco Embaló referiu que a Guiné-Bissau já faz parte do concerto das nações graças a sua diplomacia e que “não deve ser entregue a uma pessoa qualquer”.

Por seu turno, o Primeiro-ministro Braima Camará elogiou o Chefe de Estado “pelo seu espirito de unir todos os guineenses sem exceção”.

Camará disse que condena  a tribalização da sociedade, e todas as narrativas tribalistas que as pessoas querem introduzir no debate politico.

Sem citar os nomes, Camará acrescentou  que essas pessoas  não possuem argumentos nem honra, por isso estão a recorrer  pelo caminho de tribalização da sociedade guineense.

Salientou que, Umaro Sissoco Embalõ  não vai cair nesta armadilha, uma vez que todas as etnias da Guiné-Bissau são irmãos e convivem  na base da união.

Braima Camará disse que o  mandato de Umaro Sissoco Embaló será renovado no próximo dia 23 de Novembro e que dentro de seis  meses toda a Guiné-Bissau será eletrificada.

Disse que se juntou ao Embaló para que possa concluir o trabalho iniciado em prol do desenvolvimento do país.

A candidata para  o cargo de  deputada,  da Plataforma República “Nô Kumpo Guiné” Joelma Cubala Na Bian elogiou a participação popular no comício  e a comissão organizadora pelos resultados alcançados .

Juelma Na Bian declarou que, se merecer a confiança dos eleitores vai fazer mais do que a construção de uma escola e do mercado para a população do circulo eleitoral nº25. 

A campanha eleitoral cumpre hoje o 12º  dos 21 dias de duração, para as eleições legslatvas e presidenciais de 23 de Novembro, concorridos por 12 candidatos presidenias 13 partidos e uma coligação para as legislativas. ANG/MSC/ÂC//SG

 

         Regiões/ ONG promove ateliê sobre conservação de mangal

Quinará, 12 Nov 25 (ANG) - A organização não-governamental Wetlands International reuniu, terça-feira, em Buba, diversos atores locais num ateliê dedicado à apresentação do projeto de conservação e gestão do mangal na Guiné-Bissau, desenvolvido no âmbito da iniciativa Mobilising Mangrove Breakthrough (MMB).

De acordo com o despacho do Correspondente regional da ANG de Quinará, o Projecto é orçado em cerca de 30 milhões de dólares, a iniciativa deverá abranger todo o território nacional até  2030.

O encontro teve como objetivo apresentar a proposta do projeto e promover a troca de contributos entre os participantes, visando uma gestão sustentável dos ecossistemas costeiros do país.

Na abertura dos trabalhos, o coordenador nacional da Wetlands International, Raúl Joaquim Jumpé destacou a importância do evento, sublinhando que o mangal é um ecossistema marinho vital que deve ser conservado e explorado de forma racional.

 “A preservação do mangal é essencial para garantir que as gerações futuras possam beneficiar deste importante recurso natural”, afirmou.

Jumpé alertou ainda para a forte pressão que o mangal enfrenta ao longo da costa guineense, em consequência da exploração intensiva ligada à pesca e à agricultura.

“Se não forem tomadas medidas urgentes, os impactos poderão ser devastadores para as comunidades que dependem desses recursos”, advertiu.

A governadora da região de Tombali, Maimuna Silla, que presidiu a sessão de abertura, reforçou a relevância do mangal para a vida das populações, apelando a colaboração entre administradores regionais e organizações da sociedade civil para o controlo da  exploração do mangal.

A responsável denunciou casos de extração e transporte ilegal de produtos do mangal para países vizinhos e pediu às forças de segurança que reforcem a proteção desses ecossistemas.

O projeto, segundo a organização promotora, não se limita a componente ambiental, pretende  igualmente apoiar as comunidades locais, contribuindo para a melhoria das suas condições de vida.ANG/ RC/LPG//SG

Brasil-COP30/ Carlos Lopes, enviado para África e a radiografia da cimeira de Belém do Pará

Bissau, 12 Nov 25 (ANG) - O Brasil acolhe desde  segunda-feira a 30a Conferência das Nações Unidas sobre o clima e o economista guineense Carlos Lopes é o enviado especial do evento para África, por decisão do chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.

Este também docente universitário na cidade sul-africana do Cabo está, em Belém do Pará para esta COP30.

Carlos Lopes, enviado especial da COP30 para África, e economista guineense, começa por nos revelar em que consiste a sua tarefa nesta cimeira.

Somos sete para as regiões consideradas pelo Brasil como estratégicas para a discussão climática. No que me toca, eu responsabilizo-me pela África. Estive envolvido na Organização da Cúpula Africana do Clima, que teve lugar em Adis Abeba há cerca de um mês e, portanto, faço a ponte entre as lideranças africanas e a presidência brasileira para poder fazer com que esta COP ouça melhor cada uma das regiões. No meu caso, a África, mas também possa, digamos, articular as várias conexões que são necessárias para negociações desta natureza, que são sempre muito complexas. 

E é sempre o mesmo chavão. Mas, ao fim ao cabo, um chavão acertado em relação à realidade, ou seja, um continente que padece sobremaneira das alterações climáticas e que pouco polui. Esta constatação continua a ser válida em 2025, na COP de Belém em relação a África ?

Sim, eu penso que nós temos agora até uma narrativa mais forte sobre o facto de regiões como a África precisarem de muito mais foco nos problemas de adaptação climática... E menos na mitigação, que normalmente domina os debates. E isso graças ao Brasil, digamos, ter também a mesma preocupação e estar orientada na mesma direcção. Portanto, o Brasil oferece à África essa possibilidade de maior concentração na adaptação, que é, de facto, o que nos interessa. 

Fala-se muito em perdas e danos, precisamente em mitigação. O que é que se pode esperar em relação a esse prisma, sendo que houve já anúncios feitos desde a pré-COP e agora o início da COP propriamente dita... por exemplo, o lançamento do Fundo de Florestas Tropicais para sempre. Na prática, há já avanços aí a registar ?

Na realidade, é o único fundo novo que aparece nesta COP porque a presidência brasileira quis dar ênfase à implementação e não a novos acordos. Mas tratando-se de uma COP que tem lugar numa zona que é considerada a maior floresta mundial, achou oportuno que se lançasse, digamos, uma iniciativa particularmente orientada para as florestas tropicais e centrada sobretudo na protecção de três grandes zonas do planeta, que são a principal reserva florestal que é a Amazónia, a África, na Bacia do Congo e também a Indonésia e o Sudeste Asiático.

E, portanto, a inovação desse fundo é que ele tem características um pouco diferentes de tudo o que foi até agora lançado na COP, porque é um fundo para pagar aquilo que já existe e não para fazer coisas.

Portanto, é para permitir a protecção da floresta existente, e com uma ênfase também nas populações locais: as populações indígenas, as comunidades locais, a quem será reservada a 20% da utilização dos fundos apropriados. E com, digamos, características que são menos de compensação, e que são mais de aposta e investimento no futuro através da conservação. Portanto, têm de facto uma inovação muito grande.

É importante sublinhar que o Fundo já está, digamos, com contribuições anunciadas importantes, sendo que dos 5 biliões que foram anunciados, cerca de três são da Noruega, que é o país que toma a dianteira e vai muito para além até das expectativas que se poderia ter nesta etapa da discussão. E há, digamos, uma adesão muito importante neste momento política para a criação desse fundo. 

Como é que é o ambiente aí, sendo que, uma vez mais, os Estados Unidos ficam de fora? É claro que já não é uma novidade. Em que medida é que o "climato-cepticismo", por assim dizer, continua a pairar como uma sombra sobre as negociações da COP? 

As negociações deste ano não são tão importantes porque não se trata de conseguir mais. Há um mapa do caminho, como se chama, de Baku para Belém, que foi definido na COP 29 e que é o assunto principal de negociações. E à volta de quais são os montantes de financiamento que até agora não foram cumpridos, e qual é o nível de ambição que se tem que acrescentar em matéria de financiamento climático?

Mas, para além disso, as outras discussões estão mais ou menos alinhavadas. Não vai haver grandes controvérsias.

A ausência dos Estados Unidos vai-se fazer sentir em termos de resultados, porque não é só o facto de os Estados Unidos estarem ausentes do debate climático. É a importância que tem indirecta nos comportamentos, equipamentos, por exemplo, corporativos, regulatórios.

O facto de, por exemplo, os financiamentos privados estarem muito orientados pelas preocupações da principal bolsa de valores que é a Bolsa de Valores de Nova Iorque e, portanto, acaba por ter resultados indirectos muito negativos e que vão muito para além de os Estados Unidos propriamente ditos fazerem ou não fazerem o necessário. 

Que olhar é que se pode ter acerca da proposta da economista francesa Esther Duflo, que apresenta uma solução original e na COP 30 de Belém, com o economista indiano Abhijit Banerjee, que é o seu esposo, que ganhou com ela o Prémio Nobel da Economia em 2019, mais o economista americano Michael Greenstone, que foi conselheiro de Barack Obama ?

Eles estão a propor um sistema de transferências de dinheiro em troca de acções ambientais. Acha que este sistema pode ter pernas para andar?

Eles propõem um esquema em que os países ricos se comprometem a arrecadar fundos e a enviá-los directamente às entidades, às pessoas para as ajudar a se proteger contra os excessos do clima na forma de transferências financeiras ?

Digamos que não é tão original. Tem a ver com as várias iniciativas para regular de uma forma ética, a emergência de um mercado de carbono.

Eu sou defensor de que, no caso da África, nós precisamos ter um mercado de carbono regulado pelos africanos e liderado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, porque é assim que nós podemos contornar o facto de que do exterior se faz a certificação, se faz a taxonomia, se faz, digamos, o controlo daquilo que é verde e do que não é verde, o que é o bom e o mau carbono e qual é o valor do carbono?

Portanto, isto não são coisas que podem ser decididas por outrém, devem ser decididas por aqueles que detém, de facto, uma espécie de crédito histórico de carbono que não contribuíram para o problema e estão a sofrer mais do que os outros. E, portanto, é necessário poder de facto, conseguir transferir aquilo que nós consideramos como problema, que é o problema da dívida de um aspecto financeiro para um aspecto de carbono. 

É adquirido, portanto, que não se consegue cumprir a meta de um máximo de 1,5 graus de aquecimento do planeta. Já se está a trabalhar num patamar superior: de menos de dois graus e meio do aquecimento, é assim ?

É de 2,4 graus ! Mas eu acho que o problema maior é de que mesmo essa segunda meta, que é uma meta, digamos, de realismo, também não será atingida se não se fizerem muito mais esforços do que aqueles que estão anunciados.

E nós temos ainda o déficit sempre verificado daquilo que se promete e daquilo que se faz. Portanto, há contribuições dos vários países anunciadas aqui na COP, porque este era o ano em que se deveria fazer a revisão dos planos nacionais. Apenas 100 países, mais ou menos, vão apresentar esses planos nacionais. Se tivermos sorte, chegar aos 100. Portanto, faltarão cerca de 80 e poucos países.

Mas mais importante do que isso é que esses países que não estão presentes, digamos, na mesa, alguns deles são os maiores emissores e, portanto, nós temos aqui já, digamos, comprometimento muito menor do que anteriormente, mas daqueles que anunciam temos um nível de ambição que está em redução, em vez de aumento. 

Como o senhor professor está, nomeadamente responsável pela parte africana. Eu pedir-lhe-ia que nos desse um pouco um olhar da dimensão dos africanos presentes em Belém. Em que estado de espírito é que viu as delegações chegarem? São de alto nível? Isso é promissor, a seu ver, em relação à visibilidade de África nesta conferência ?

Nós não temos delegações lideradas por chefes de Estado em grande número, não é? E também a nível ministerial, a presença é bastante limitada e há várias explicações para isso.

Uma delas é o facto de que estamos quase com as mesmas datas com a cimeira do G20, em que a África, pela primeira vez, tem uma importância maior, porque está a hospedar a cimeira do G20 e é a primeira vez que a União Africana participa a pleno.

E há uma série de países africanos convidados pela presidência sul-africana. Portanto, isso não joga a favor da COP.

A segunda razão é a logística. A logística aqui em Belém é muito complexa, é também muito cara. Portanto, as delegações africanas acabaram por ser penalizadas por causa dessa logística.

A terceira razão é o facto de nós estarmos numa COP em que, digamos, os principais protagonistas estão ausentes e, portanto, não vamos ter aqui os três principais emissores actuais, que são os Estados Unidos, a China e a Índia.

E podemos juntar de todo o G7. A nível de lideranças vieram apenas cerca de três, portanto há 17 países do G20 e do G7 e do G20, que não estarão presentes. E isso é, digamos, um desincentivo para a própria presença de outros países, nomeadamente africanos. 

No discurso de abertura, o presidente brasileiro, Lula da Silva, lembrava que, de facto, em 92 tinha havido um pontapé de saída importante já no Brasil em relação às questões ambientais.

E esta conferência volta, então, ao Brasil e agora à a Amazónia e a Belém, onde se encontra o senhor professor.  O que é que nos pode dizer acerca, precisamente, da expectativa dos habitantes desta grande cidade da Amazónia brasileira, relativamente ao acolhimento desta conferência, para a qual o mundo inteiro tem os olhos virados ?

Há uma grande excitação em Belém e há uma atitude, digamos, de grande euforia que se vê, que se sente. É palpável. Portanto, há um défice de visibilidade na Amazónia e esta é uma grande oportunidade.

É uma janela para se poder mostrar que a Amazónia é muito mais do que apenas árvores. Tem pessoas, tem cultura, tem gastronomia, tem cultura musical também muito importante para o Brasil o carimbó. Enfim, temos aqui uma atitude de grande celebração e uma atitude de grande entusiasmo, a tal ponto que não vai haver problema de números em termos de participantes da COP.

Pode haver problema de participação internacional, mas todo o espaço que não for ocupado por presença de delegações internacionais seguramente é ocupado com grande pompa e circunstância e entusiasmo por participantes paraenses, amazónicos, brasileiros. 

Belém do Pará é mesmo uma área particularmente vulnerável às alterações climáticas ? 

Seguramente, porque a Amazónia tem um problema de desmatamento, mas também tem um problema de grilagem, como aqui se chama, de ocupação ilegal de terras. Tem um problema de populações que vivem em regime quase escravo, segundo a definição da Organização Internacional do Trabalho. E nestes três quesitos, um dos Estados que sofrem mais é justamente o Estado do Pará. Portanto, não estamos muito longe dos grandes problemas que afectam a Amazónia. ANG/RFI

 

EUA/Trump pediu a Isaac Herzog que perdoe Netanyahu, julgado por corrupção

Bissau, 12 Nov 25 (ANG) - O presidente de Israel, Isaac Herzog, divulgou hoje uma carta do homólogo norte-americano, Donald Trump, em que lhe pede formalmente que conceda um indulto ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, atualmente julgado por corrupção.

"Venho por este meio solicitar que conceda um perdão total a Benjamin Netanyahu, que tem sido um primeiro-ministro formidável e decisivo durante a guerra e que agora está a conduzir Israel para uma era de paz", refere a carta do presidente norte-americano, divulgada pelo gabinete de Herzog.

"Quem pretenda obter um indulto presidencial deve apresentar uma solicitação formal de acordo com os procedimentos estabelecidos", indicou a presidência israelita.

O primeiro-ministro israelita está a ser julgado em três processos de corrupção, em que alguns deles datam de 2019.

No entanto, o líder da oposição em Israel, Yair Lapid, criticou já o pedido de Trump e defendeu que Netanyahu deve "admitir a culpa" e expressar arrependimento como condição prévia a qualquer indulto.

"Para lembrar: a lei israelita estabelece que a primeira condição para receber um indulto é a admissão de culpa e a expressão de arrependimento pelos atos cometidos", escreveu Lapid na rede social X.

O julgamento de Netanyahu envolve vários processos, nomeadamente o conhecido por "BibiLeaks", em que o Shin Bet (a agência de segurança interna) está ainda a investigar se o gabinete do primeiro-ministro foi conivente com funcionários dos serviços secretos na divulgação de material confidencial nos meios de comunicação social para encorajar a opinião pública contra um acordo de reféns com o Hamas.

A informação estava na posse do Ministério da Defesa e não se sabe como chegou às mãos de funcionários do gabinete de Netanyahu, que alegadamente a divulgaram aos meios de comunicação social, mas com manipulações egoístas.

Por outro lado, o chefe de gabinete de Netanyahu, Tzachi Braverman, foi acusado no início de novembro de 2024 de ter extorquido um vídeo comprometedor a um oficial do secretariado militar do gabinete do primeiro-ministro para alterar as atas das discussões realizadas nas horas que antecederam o ataque do Hamas de 07 de outubro de 2023, no qual 1.200 pessoas foram mortas e 250 raptadas.

Os altos funcionários do círculo próximo de Netanyahu terão recebido informações dos serviços secretos militares sobre movimentos suspeitos de comandantes do Hamas na Faixa de Gaza nessa manhã e sobre a ativação de centenas de cartões SIM israelitas no interior do enclave.

Outra questão tem a ver com o facto de a defesa legal de Netanyahu ter pedido sucessivos adiamentos da audição de testemunhas no julgamento que enfrenta por corrupção desde 2020, pedidos que o tribunal de Jerusalém tem rejeitado.

O testemunho de Netanyahu deveria ter começado em novembro de 2023, mas foi adiado várias vezes devido à guerra em Gaza. 

Netanyahu é acusado desde 2019 de fraude, suborno e quebra de confiança em três casos distintos e é acusado de receber presentes em troca de favores e tratamento favorável para uma cobertura positiva em vários meios de comunicação social. 

Netanyahu e a sua mulher Sara são acusados de aceitar mais de 260 mil dólares em artigos de luxo (charutos, joias, champanhe) de multimilionários, entre os quais o produtor israelita de Hollywood Arnon Milchan e o empresário australiano James Packer, em troca de favores políticos.

O primeiro-ministro israelita está ainda a ser processado também por ter tentado negociar uma cobertura mais favorável de Arnon Mozes, editor do Yedioth Aharonoth, o principal diário pago do país, em troca da promessa de uma lei que teria restringido a circulação do jornal gratuito Israel Hayom, um título popular em Israel. ANG/RFI

 

     
      Itália
/Plano  para conter saída de migrantes conta já com 14 países

Bissau, 12 Nov 25 (ANG) - Mais de uma dezena de nações africanas já estão envolvidas no Plano Mattei para África para estimular o desenvolvimento e conter a saída de migrantes, disse hoje a primeira-ministra italiana.

O Plano Mattei prevê "o envolvimento direto de 14 nações africanas, mais de mil milhões de euros em recursos com que Itália já se comprometeu para projetos no continente africano e sinergia com o Global Gateway, no valor de mais de 1.200 milhões de euros", disse Giorgia Meloni, numa mensagem de vídeo num evento organizado pelo Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus no Parlamento Europeu.

"Esta cooperação", acrescentou, "está atualmente focada em quatro grandes iniciativas estratégicas: a construção do Corredor de Infraestruturas de Lobito, ligando a África Ocidental e Oriental, ligando Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia; o desenvolvimento de cadeias de produção de café em vários países africanos; a extensão à África Oriental do cabo Blue-Raman, a espinha dorsal marítima que ligará a Índia às economias europeias, passando pelo Médio Oriente e pelo Mediterrâneo; e a Inteligência Artificial", com o Centro para o Desenvolvimento Sustentável em Roma, que envolverá centenas de 'startups' africanas para aplicar a tecnologia aos vários setores do plano.

"A Cimeira entre a União Europeia e a União Africana, que terá lugar em Angola nas próximas semanas, será uma oportunidade para desenvolver ainda mais esta visão e sincronizar programas estratégicos entre os dois continentes", concluiu a primeira-ministra.

Meloni afirmou ainda que a Itália continuará a ser uma ponte entre os continentes europeu e africano, até porque, defendeu, "o futuro da Europa depende de uma África mais estável, mais segura e mais próspera".

Por outro lado, acrescentou, "o futuro da África depende de uma Europa capaz de ouvir, investir e construir em conjunto, com humildade e respeito pelos outros".ANG/Lusa

 

Senegal/ Desenvolvimento de infraestruturas, o principal desafio de África no quadro de parcerias sul-Sul

Bissau, 12 Nov 25 (ANG) - Os desafios de desenvolvimento e financiamento de infraestrutura relacionados às mudanças climáticas estiveram no centro de um fórum organizado nesta terça-feira em Dakar, com o objetivo de promover a parceria Sul-Sul e incentivar o investimento nos setores estratégicos do continente


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Ao discursar na abertura deste encontro, o embaixador marroquino em Dakar, Hassan Naciri, descreveu a infraestrutura como a "espinha dorsal" da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), salientando que a Agenda 2063 da União Africana prevê uma África conectada por estradas, portos, corredores, energia e redes digitais integradas.

“Sem redes integradas de estradas, portos, energia e transportes, não pode haver um mercado continental fluido nem cadeias de valor competitivas. Investir em infraestrutura é investir na integração econômica africana, na juventude e no futuro”, afirmou, destacando a convergência de visões entre Marrocos e Senegal.

O Sr. Naciri lembrou que a infraestrutura desempenha um triplo papel, contribuindo para a abertura de territórios e a conexão de economias, criando oportunidades de emprego para os jovens e fortalecendo as capacidades produtivas, bem como a industrialização do continente.

Por sua vez, o Ministro da Infraestrutura do Senegal, Déthié Fall, destacou que a mobilização de financiamento constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento do setor, lembrando que as necessidades do Programa de Desenvolvimento de Infraestrutura na África (2021-2030) são estimadas em US$ 170 bilhões, com um déficit anual de mais de US$ 100 bilhões.

Segundo ele, a operacionalização em larga escala da AfCFTA exigiria mais de 2 milhões de caminhões, 150 mil vagões ferroviários, 150 navios de carga e 250 aviões de carga, ilustrando a dimensão dos desafios a serem enfrentados, e observando que "essas restrições devem nos impulsionar a ser criativos e ousados ​​para mobilizar financiamento sustentável para nossas economias".

Nesse sentido, o Sr. Fall enfatizou a necessidade de os países africanos desenvolverem infraestruturas de transporte integradas e de alta qualidade, que sirvam os setores produtivos e o comércio intra-africano, utilizando também os recursos endógenos.

Por sua vez, o Diretor Geral do One Africa Forums, Hassan Alaoui, observou que "todos os países africanos enfrentam desafios semelhantes" no desenvolvimento, acreditando que o continente pode "superar os obstáculos de forma mais eficaz" ao reunir seus conhecimentos, recursos e melhores práticas.

Ele acrescentou que o Senegal está se posicionando como líder na cooperação Sul-Sul e no desenvolvimento da infraestrutura de transportes na África Ocidental.ANG/Faapa

Este fórum de dois dias, que reúne especialistas, investidores e decisores políticos de vários países africanos, proporciona um espaço para debates sobre os principais desafios do desenvolvimento de infraestruturas em África.

 

Campanha Eleitoral/Fernando Dias promete abertura de inquérito sobre o assassínio do ex-Presidente “João Bernardo Vieira” caso for eleito

Bissau, 12 Nov 25 (ANG) – O candidato independente às eleições presidenciais suportado pelo Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Fernando Dias da Costa, prometeu terça-feira, a abertura de um  inquérito pelo poder judicial, para se descobrir os implicados  na morte do ex-Presidente João Bernardo Vieira (Nino), caso vencer as próximas eleições de 23 de Novembro.

O candidato Fernando Dias da Costa fez essa promessa num comício de campanha eleitoral, em Prábis, região do Biombo.

Fernando Dias nega que o Nino Vieira tenha sido assassinado por Balantas e diz  que é “intriga e mentira” afirmações segundo as quais Nino foi morto por Balantas.

Aquele responsável assegurou  que o objetivo da sua candidatura é trabalhar para estabilizar o país, trazendo a paz e reconciliação, para permitir que a Plataforma  Aliança Inclusiva-Terra Ranka prossiga  o seu programa de governação para guiar o país para a frente.

Fernando Dias da Costa deixou ainda apelo as Forças da Defesa e Segurança do país para se distanciarem 500 metros dos políticos, e deixar que a Comissão Nacional de Eleições (CNE), conclua o seu trabalho conforme manda a lei.

Dias disse ser um candidato legalista, que  concorrer as eleições presidenciais com a finalidade de resgatar os direitos fundamentais que assiste ao povo, pelo que pede a todos os eleitores para votarem nele.

“Se eu não conseguir porque não fui votado o suficiente para vencer, sem qualquer anomalias, vou reconhecer o resultado e felicitar o vencedor, mas, caso ganhar e a pessoa entender que pretende roubar, deixo claro que comigo não vai acontecer,  que fique claro”, disse.ANG/LLA/ÂC//SG         

     

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Sociedade/ “A Guiné-Bissau está a transformar-se nos olhos dos atores da sociedade civil e religiosa numa espécie de  barril de pólvora”, diz estudos publicados hoje em Bissau

Bissau, 11 Nov 25 (ANG) – Estudos científicos divulgados esta, terça-feira, em Bissau, indicam que não existe ainda, no pais, líderes precursores de democracia nem  intelectuais interessados em implementar e seguir os princípios básicos da democracia multipartidária na  esfera política nacional.

Trata-se de resultados de trabalhos  de investigação levados a cabo pelo Instituto de Segurança, Política e Relações Internacionais(ISPRI) uma organização nacional de caracter científico, que tem como objectivo a investigação e publicação de estudos sobre a segurança, política e relações internacionais na Guiné-Bissau.

Os resultados de estudos realizados, através de Escuta Ativa de dirigentes políticos, entre Maio e Setembro de 2024 foram apresentados por António Nhaga, presidente do ISPRI.

Citando resultados dos estudos, António Nhaga referiu que  “a Guiné-Bissau está a transformar-se, nos olhos dos atores da sociedade civil e religiosas, numa espécie de  barril de pólvora”, que um dia poderá deflagrar com as consequências imprevisíveis, se os atores da sociedade civil e  religiosas não procurarem encontrar soluções à tempo, poderá haver  um genocídio pior que o do Ruanda.

 “Durante os cinco meses de pesquisa, os investigadores identificaram uma forte divisão dentro da classe política, constataram que quase 90 por cento da população ligada a partidos está dividida e que a maioria dos dirigentes enfrenta a democracia multipartidária”, disse António Nhaga.

Acrescentou  que os indicadores de “Escuta Activa” demonstram que, realmente, no país, não há uma verdadeira promoção de democracia multipartidária e do Estado do Direito Democrático, ou seja,  nos grandes partidos políticos nacional, não há ainda um diálogo e uma convivência democrática com a participação de todos os dirigentes.

Os resultados
dos estudos desta instituição apontam   que os discursos dos dirigentes políticos provam que não existem hoje nos partidos políticos um imaginário de conflito saudável de ideias democráticas.

Nhaga diz que  o estudo só agora foi tornado público porque a situação política se agravou com o início da campanha eleitoral. “Sentimos que o país está em ameaça, e por isso decidimos divulgar os resultados”, contou. ANG/MI/ÂC//SG

 

Campanha Eleitoral/Candidato Fernando Dias da Costa promete normalizar funcionamento das instituições da República caso for eleito

Bissau, 11 Nov 25 (ANG) – O candidato independente às eleições presidenciais de 23 de novembro, suportado pelo Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC), comprometeu a trabalhar para o normal funcionamento das instituições da República, caso merecer a confiança do povo no próximo pleito eleitoral.

Fernando Dias da Costa falava à imprensa  no acto de apresentação pública do Manifesto Político da sua candidatura à mais  magistratura da nação, e que contou com a declaração de apoio, de algumas formações políticas.

Na ocasião, Fernando Dias sustenta que a sua reflexão e ponderação estão focadas nas  questões profundas e estruturantes do país, sobretudo, o sofrimento do povo guineense nos últimos cinco anos, devido a governação que considera “ditatorial e antidemocrático” do actual regime.

Dentre os “actos ditatoriais do actual regime”, Dias da Costa enumerou a situação de bloqueio e concentração de todos os poderes dos órgãos da soberania na posse do Presidente da República, e o que diz ser “simulação da diplomacia em nome do país, para  benefício pessoal”.

Fernando Dias disse   que a razão da sua candidatura para o cargo do Chefe de Estado, se deve  a falta de transparência na gestão de bens públicos pelo atual regime, e desvalorização de datas e símbolos nacionais, conquistados por Combatentes da Liberdade da Pátria .

 “Perante este quadro insustentável que caraterizou o nosso país nos últimos cinco anos de mandato do Umaro Sissoco Embaló, apresento-me ao povo guineense como a esperança que carrega
uma visão clara de uma Guiné-Bissau independente, unida, inclusiva, autónoma e próspera”, afirmou Dias da Costa.

Declarou que o seu compromisso  com o povo nos próximos cinco anos, na qualidade do Chefe de Estado, é defender, intransigentemente, a Constituição da República (CR), promover e garantir a independência, paz social e unidade nacional, representar com dignidade o Estado da Guiné-Bissau, defender a liberdade individual dos cidadãos e de imprensa nacional e internacional acreditados no país.

“Iremos trabalhar para a gestão dos bens públicos , assim como a independência e perfeita colaboração entre os órgãos  da soberania , nomeadamente, a Assembleia Nacional Popular, Governo e os tribunais. ANG/LLA/ÂC//SG    

Regiões-eleições gerais/Candidato José Mário Vaz promete maior investimento na agricultura

Buba, 11  Nov 25 (ANG) – O antigo Presidente da República, José Mário Vaz, defende necessidade de se  investir na agricultura, sector que considera  pilar essencial para o desenvolvimento económico do país.

“Devemos apostar na mecanização agrícola para aumentar a produção de arroz e criar mais riqueza, porque o arroz é a base da economia guineense”, afirmou.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na região de Quinará, José Mário Vaz falava, segunda-feira,  num comício de campanha eleitoral, realizado na cidade de Buba, região de Quinará, sul do país.

 O candidato José Mário Vaz prometeu que caso seja eleito nas próximas eleições presidenciais, que o preço da castanha de caju voltará a ser fixado em mil francos CFA por quilograma.

 Segundo o candidato, a medida visa permitir aos camponeses melhorar as suas condições de vida, resolver problemas de saúde e garantir a educação dos seus filhos.

O ex-chefe de Estado apresentou também o projeto “Mon na Lama”, que, segundo ele, representa uma alternativa viável para aumentar o rendimento das populações rurais.

Explicou que o projeto pretende valorizar produtos locais, como a batata-doce, que muitos produtores têm dificuldade em comercializar a preços justos.

José Mário Vaz, candidato apoiado pelo partido COLIDE-GB, voltou a defender ainda  a união e estabilidade como condições indispensáveis para o progresso nacional.

“Nenhum país pode avançar com instabilidade e desunião. Precisamos reencontrar a paz, a estabilidade e a unidade nacional”, declarou.

A digressão do candidato pela região de Quinara incluiu visitas aos setores de Fulacunda e Tité, culminando com o comício em Buba. A caravana seguiu no mesmo dia para a região de Tombali, no sul do país. ANG/RC/LPG/ÂC
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