domingo, 23 de novembro de 2025

Eleições Gerais/Domingos Simões Pereira apela à mudança e fala em  intimidações no dia de voto

Bissau, 23 Nov (ANG) – O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC),  Domingos Simões Pereira (DSP), que apoia a candidatura de Fernando Dias da Costa, disse que  23 de Novembro representa uma oportunidade para mudar tudo e escolher um novo rumo para garantir a paz, estabilidade e um governo capaz de colocar os guineenses no centro das prioridades.

Simões Pereira falava após exercer o seu direito cívico, e destacou que o ato de votar é um momento muito especial nos processos eleitorais.

O dirigente político apelou aos eleitores para decidirem o futuro do país para os próximos cinco anos, referindo  que os últimos cinco anos foram marcados por uma avaliação “extraordinariamente grave”, tanto em matéria de prioridades nacionais como no atendimento das principais preocupações dos cidadãos.

Simões Pereira disse estar a acompanhar o processo eleitoral com preocupação acentuada, referindo que desde a noite anterior têm surgido informações sobre tentativas de intimidação e raptos e que o deputado Victor Mandinga teria sido detido por um indivíduo identificado como Bodjam, alegadamente filho do ministro do Interior, sem que fossem apresentadas justificações claras.

De acordo com Simões Pereira, Bodjam teria abordado a viatura do deputado e ordenado que o acompanhasse até uma Esquadra Policial, frisando que até ao momento em que votou, o deputado continuava detido.

Acrescentou  que as estruturas locais já foram instruídas para  exigir a libertação imediata do parlamentar, sob pena de denunciarem uma tentativa de condicionar o acesso às urnas.

Para o líder da coligação PAI-Terra Ranka, excluída das eleições pelo Supremo Tribunal de Justiça, situações desta natureza mancham o processo eleitoral.

Simões Pereira acusou o ex-Presidente da República de estar afastado dos princípios fundamentais da democracia e de tentar, até ao último momento, influenciar a escolha popular.

O presidente do PAIGC apelou à serenidade e responsabilidade dos eleitores, pedindo que o processo decorra de forma pacífica e diz que a  escolha do povo guineense deve ser plenamente respeitada. ANG/MI/ÂC//SG

Marrocos/ Fórum Parlamentar Africano das Crianças adopta “Declaração de Rabat”

Bissau, 23 Nov 25 (ANG) – A Declaração final do 1º Fórum do Parlamento Africano das Crianças, intitulada "Declaração de Rabat para a participação das crianças no desenvolvimento da África", foi adotada no sábado, ao final do Fórum, realizado nos dias 21 e 22 de novembro.


Nesta Declaração, representantes de instituições governamentais e organizações não governamentais de países africanos saúdam a criação da Rede Africana pelos Direitos da Criança como uma plataforma continental para a defesa, o diálogo e a participação efetiva das crianças africanas em prol do seu desenvolvimento e bem-estar.

"Acolhemos com satisfação a proposta do Observatório Nacional dos Direitos da Criança (ONDE) de Marrocos para acolher a sede da Rede Africana dos Direitos da Criança e para cobrir os seus custos operacionais", lê-se na Declaração.

Os participantes do Fórum afirmam que trabalharão para garantir que esta Rede possa ser uma estrutura de cooperação continental africana não governamental, com personalidade jurídica, e que atue em coordenação com as instituições parceiras africanas, em conformidade com os princípios da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança e os instrumentos regionais e internacionais relevantes.

Eles também acolhem com satisfação a visão do Rei Mohammed VI para a promoção de uma África de paz, estabilidade e desenvolvimento sustentável, centrada na solidariedade ativa, na cooperação Sul-Sul e na colocação da juventude no centro de todas as iniciativas de desenvolvimento.

Expressaram também os seus sinceros agradecimentos à Princesa Lalla Meryem pelo seu compromisso, enquanto Presidente da ONDE, com a proteção e promoção dos direitos das crianças através de ações concretas e sustentáveis, adaptadas aos desafios contemporâneos.

Na Declaração, os participantes incentivam a criação e o desenvolvimento de parlamentos infantis nos países africanos, garantindo que as crianças estejam envolvidas no monitoramento das políticas públicas e na implementação dos compromissos regionais e internacionais.

Eles também buscam o apoio de parceiros de desenvolvimento, incluindo agências relevantes das Nações Unidas para o desenvolvimento, para apoiar os esforços nacionais dos países africanos na promoção do papel das crianças no desenvolvimento e no estabelecimento de parlamentos infantis, de acordo com as especificidades de cada país.

Eles também reafirmaram sua determinação em desenvolver iniciativas conjuntas complementares com o objetivo de aumentar a visibilidade da causa em nível internacional, por meio de atividades e participação em eventos regionais, continentais e internacionais sobre o tema dos Direitos da Criança, fomentando parcerias adequadas com outros atores regionais e internacionais para acelerar o desenvolvimento da rede africana do parlamento infantil e de seus membros.

Reconheceram também a necessidade de uma ação concreta e concertada em todo o continente africano para promover os direitos das crianças, tal como reconhecidos pela Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança e outros instrumentos internacionais e regionais, em particular os seus direitos à participação e ao bem-estar físico, mental e social.ANG/Faapa

    

 

Eleições Gerais/Primeiro-ministro apela participação massiva da população no escrutínio

Bissau 23 Nov 25 (ANG)- O Primeiro-ministro Braima Camará apelou hoje a participação em massa da população no ato de votação, e pede que seja feita de uma forma ordeira  democrática.

Braima Camará fez este apelo depois de exercer o seu direito cívico de voto no circulo eleitoral 24, e  pediu aos guineenses para, mais uma vez, demonstrarem a sua maturidade política e sentido de responsabilidade.

O governante apelou aos políticos a sensibilizarem todos os filhos da Guiné-Bissau para se  comportarem da mesma forma como fizeram durante os 21 dias da campanha eleitoral, em que se evidenciou  a democracia e respeito às regras estabelecidas.

Camará salientou que quando assumiu o cargo prometeu que a eleições teriam lugar na data marcada o que muitos duvidaram, mas que hoje, com orgulho, está em condições de dizer que, graças ao apoio do Presidente da República, conseguiu-se a realização, pela primeira vez na história da Guiné-Bissau, de eleições gerais totalmente financiados com  meios próprios do Estado, o que considera de histórico.

O politico apelou o respeito pelo princípio da democracia, para se evitar de  provocações e confusões, e pede à todos os envolvidos que aguardassem  até o dia em que a Comissão Nacional de Eleições (CNE), instituição competente, anunciasse  os resultados eleitorais.

Disse que ele nunca  negou os resultados das urnas, independentemente de o favorecer ou não,  porque é um democrático.

“As redes sociais que deviam ser espaço para informar, formar e capacitar os eleitores foram transformadas em meio de desinformação e especulação, para criar instabilidade o que não vamos aceitar. Por isso, apelamos à paz ,estabilidade e  unidade que é o que este povo precisa “,disse o Primeiro-ministro Camará.ANG/MSC/ÂC//SG

Eleições Gerais/ Coordenador da Plataforma Republicana-Nô Cumpo Guiné confiante na vitória

Bissau, 23 Nov 25 (ANG) - O coordenador da Plataforma Republicana- “Nô Cumpu Guiné”, Botche Candé, disse estar confiante na vitória da coligação que dirige nestas  eleições gerais.


Segundo o  Correspondente da ANG em Bafatá, Botche Candé falava à imprensa após ter exercido o seu direito cívico de votar naquela cidade do leste do país.

Na ocasião, Candé afirmou acreditar que o povo guineense irá renovar a confiança no candidato apoiado pela coligação, Umaro Sissoco Embaló.

Candé disse esperar alcançar “cerca de 90 por cento dos votos” para se garantir a vitória logo na primeira volta das presidenciais.

Segundo o responsável, a coligação percorreu, ao longo dos 21 dias de campanha, todo o território nacional, bem como países africanos e europeus, mobilizando o apoio eleitoral da  diáspora .

Botche Candé sublinhou que o apelo ao voto da Coligação se baseia no trabalho desenvolvido pelo atual chefe de Estado, que, segundo referiu, “tem contribuído para o bem-estar da população”.

O coordenador exortou ainda aos cidadãos que ainda não votaram a se deslocarem às respetivas mesas de Assembleia de Voto para exercerem os seus direitos cívicos.ANG/WP/LPG/ÂC//SG

Eleições Gerais/José Mário Vaz apela à aceitação dos resultados eleitorais para evitar conflitos

Bissau, 23 Nov 25 (ANG) – O candidato presidencial José Mário Vaz, apoiado pelo partido COLIDE-GB, apelou este domingo à aceitação dos resultados das eleições gerais por todos os concorrentes, sublinhando que o respeito pela vontade popular é fundamental para a estabilidade do país.

Após votar no Sector de Calequisse, região de Cacheu, norte do país, José Mário Vaz afirmou que, independentemente do desfecho eleitoral, os participantes devem aceitar a decisão do povo, garantindo que ele próprio o fará caso não seja o escolhido.

Segundo o candidato, o ato de votar “representa muito” por ser “símbolo da verdadeira democracia” no país. Destacou ainda que o momento eleitoral é determinante para reafirmar o compromisso dos cidadãos com o futuro da nação.

 “Este é um momento singular para mim, apelo à todos, na Guiné-Bissau e na diáspora, para que não fiquem em casa. Devem ir às Assembleias de Voto e exercer os seus direitos de cidadania. Só assim poderemos evitar reclamações posteriores sobre quem governa, porque hoje é dada a oportunidade de escolher”, afirmou.

José Mário Vaz recomendou  aos eleitores para que permaneçam nas Assembleias de voto após exercerem o sufrágio, para vigiar os seus votos até  afixação da ata  síntese.

Questionado se está confiante na vitória, José Mário Vaz respondeu que o resultado pertence, exclusivamente, ao eleitorado “A vitória está nas mãos do povo guineense, ninguém deve cantar vitória antes do tempo, o mais importante é que todos devem votar”, disse Vaz. ANG/MI/ÂC//SG



              Tunísia/Mais de 2.000 protestaram  contra "as injustiças"

Bissau, 23 Nov 25 (ANG) - Mais de 2.000 pessoas, incluindo ativistas, políticos e cidadãos comuns, manifestaram-se hoje em Tunes em defesa das liberdades políticas e por melhores condições económicas, segundo observadores e jornalistas da agência noticiosa France-Presse.

Reunidos "contra as injustiças" sob a liderança do comité de defesa de Ahmed Souab, respeitado advogado preso por criticar o sistema judicial, os manifestantes marcharam durante mais de duas horas pelo centro da capital tunisina.

A manifestação, excecionalmente grande para os últimos meses, incluiu paragens simbólicas em frente à sede do Grupo Químico Tunisino, considerado responsável pela grave poluição em Gabès (sul da Tunísia), e do sindicato dos jornalistas, que recentemente denunciou a "repressão sem precedentes" dos meios de comunicação social.

"Liberdade, liberdade", gritaram repetidamente os manifestantes, vestidos de preto, transportando apitos e usando fitas vermelhas.

Exigiam a libertação de dezenas de figuras da oposição, jornalistas, advogados e trabalhadores humanitários presos nos últimos anos sob a acusação de conspiração contra o Presidente ou com base num decreto-lei sobre "notícias falsas", cuja interpretação é considerada demasiado ampla pelos defensores dos direitos humanos.

"O povo quer a queda do regime", foi outro dos 'slogans' gritados durante o protesto, este dirigido especificamente a Kais Saied, o Presidente eleito em 2019 e responsável dois anos depois por um golpe de Estado que lhe conferiu poder absoluto.

Alguns transportavam cartazes onde se podia ler "Este não é o meu presidente".

"Estamos fartos deste presidente e dos que o rodeiam. O país está na miséria, não se consegue comprar nada, o país está em colapso, os hospitais estão em péssimas condições", disse à AFP Nejia Adjmi, uma pasteleira reformada de 63 anos.

"Já nem nos podemos expressar nas redes sociais", acrescentou, afirmando ser próxima de Saber Chouchane, que foi condenada à morte e depois perdoada em outubro por criticar o presidente e a ministra da Justiça, Leila Jaffel, em mensagens no Facebook.

Diversas organizações não-governamentais tunisinas e internacionais têm denunciado a regressão dos direitos e liberdades desde o golpe de Estado de Saied.

Os tunisinos também viram o seu poder de compra diminuir nos últimos anos devido à elevada inflação (que voltou a ser de cerca de 5% após atingir um pico de 10% em 2023), particularmente nos produtos alimentares.ANG/Lusa

 

                    Brasil/Jair Bolsonaro na prisão após suspeitas de fuga

Bissau, 23 Nov 25(ANG) - O ex-Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, até agora em prisão domiciliária foi detido esta manhã na sua residência em Brasília e levado uma esquadra da polícia.

A prisão de Bolsonaro foi decretada após o seu  filho ter convocado uma vigilía nas imediações da casa do pai e depois de o antigo Presidente ter tentado retirar a pulseira electrónica colocada no seu pé.

Aí, Jair Bolsonaro deve ficar numa chamada "sala de Estado", reservada a autoridades e figuras públicas de destaque.

O antigo Presidente deverá depois ser transferido para uma ala especial na prisão da Papuda, em Brasília, ou para uma unidade militar da capital brasileira.

Esta ordem de prisão efectiva foi declarada por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, tendo em conta o apelo de um dos filhos do antigo Presidente Flávio Bolsonaro para a realização de vigílias junto à casa do ex-Presidente. Para Moraes, estas aglomerações representam "um risco" para a ordem pública, mas também para o próprio preso. Para além disso, Jair Bolsonaro terá tentado retirar a pulseira electrónica esta madrugada.

"Esta não é uma nova prisão e sim uma decisão de transferir a prisão domiciliar para a Superintendência da Polícia Federal, diante os indícios de uma possível fuga. Quais são esses indícios? O rompimento da pulseira eletrónica e a convocação de militantes apoiantes para a frente da casa dele, de modo a eventualmente criar uma confusão para que ele pudesse sair, enfim, e escapar, como aconteceu com outros acusados", explicou Thiago Bottino, especialista em direito criminal, entrevistado pela correspondente da RFI em Brasília, Raquel Miúra.

O antigo Presidente está em prisão domiciliária desde Setembro, altura em que foi condenado a 27 anos de prisão por por tentativa de golpe de Estado. Os seus advogados tinham apresentado um recurso para que o ex-chefe de Estado continue a cumprir pena em casa, mas há suspeita que Bolsonaro estivesse a orquestrar uma possível fuga.

O Supremo Tribunal Federal vai agora decidir na segunda-feira se mantém esta detenção preventiva ou não de Jair Bolsonaro.ANG/RFI

 

 

Vietnam/Número de mortos no Vietname sobe para 90 devido às chuvas torrenciais

Bissau, 23 Nov 25 (ANG) - O número de mortos no Vietname em uma semana de chuvas torrenciais que afetam o país subiu hoje para 90, contra 55 vítimas mortais registadas na véspera, enquanto 12 pessoas continuam desaparecidas, informaram as autoridades.

Inundações e deslizamentos de terra causados pelas chuvas intensas e prolongadas estão a afetar províncias do centro e do sul do país, com Dak Lak e Khanh Hoa como as mais castigadas, com cerca de cinquenta mortos, segundo dados divulgados pelo ministério vietnamita da Agricultura e Meio Ambiente.

Após dias de isolamento, as autoridades conseguiram distribuir ajuda - alimentos, suprimentos e roupas, entre outros - nas áreas mais afetadas e remotas de Dak Lak, que ficaram dias sem eletricidade, sinal de telefone ou água potável e cujos habitantes continuam a usar canoas, barcos e pranchas de surf para se deslocarem, informam os meios oficiais.

Imagens publicadas pela imprensa vietnamita mostram casas completamente submersas, bem como ruas com água acumulada à altura da cintura dos cidadãos.

O primeiro-ministro do Vietname, Pham Minh Chinh, reuniu-se em videoconferência com os governos de várias das províncias afetadas a partir da África do Sul, onde participa como convidado na Cimeira de líderes do G20, que termina hoje em Joanesburgo.

Os danos causados pela tempestade estão estimados em cerca de nove biliões de dongs (cerca de 297 milhões de euros), de acordo com avaliações oficiais.

O governo vietnamita distribuirá 1,1 biliões de dongs (cerca de 36,3 milhões de euros) em apoios à recuperação das províncias de Khanh Hoa, Dak Lak, Lam Dong e Gia Lai.

Embora as chuvas tenham diminuído desde sexta-feira, a precipitação persiste em vários pontos da metade sul do Vietname, indica a plataforma Zoom.earth, enquanto os trabalhos de busca e salvamento continuam.

Ao longo da semana, foram registados níveis acumulados de chuva superiores a 1.500 milímetros de precipitação em diferentes áreas do país, indicou o Departamento de Prevenção e Controlo de Catástrofes.

O Sudeste Asiático atravessa uma temporada de tempestades tropicais e tufões especialmente severa.

Em novembro, o tufão Kalmaegi deixou seis mortos no centro do Vietname, depois de atingir as Filipinas, onde deixou 250 mortos e 111 desaparecidos.

Em outubro, as inundações causadas pelo tufão Matmo deixaram, pelo menos, uma dezena de mortos no norte do Vietname, e o tufão Kajiki causou a morte de sete pessoas no final de agosto. ANG/Lusa

 

Eleições Gerais/Candidato presidencial suportado pela FREPASNA apela voto que promova unidade e progresso nacional

Bissau, 23 Nov (ANG)  -O candidato presidencial suportado pelo Partido Frente Patriótica para Salvação Nacional (FREPASNA) Baciro Djá  apelou hoje o voto dos eleitores guineenses para promoção da unidade nacional, paz douradora  e progresso interno.

O igualmente líder da FREPASNA falava após ter exercido o seu direito cívico no Círculo Eleitoral número 25, situado no Bairro de Antula, em  Bissau.

Djá declarou que  deseja, simplesmente, o bem-estar da Guiné-Bissau.

“A eleição é um exercício no qual deve participar todos os guineenses. É fundamental que cada pessoa saiba  fazer o voto útil, que pode ajudar, futuramente, na promoção de paz e da estabilidade do próprio país”, disse aquele político.

Djá sustentou que o voto não deve ser feito na base de questões étnicas ou religiosas, mas sim, de  convicção de cada indivíduo, com o objetivo de garantir o bem-estar do povo e da sociedade em geral.

“A Guiné-Bissau precisa de paz e estabilidade, ou seja, não precisa de dirigentes que pensam simplesmente nos seus interesses pessoais. Por isso, esse é um momento de fazer justiça na urna. O povo deve estar consciente da decisão que deve tomar”, aconselhou Baciro Djá.

Questionado se vai reconhecer os resultados eleitorais divulgado pela Comissão Nacional de Eleições, Djá respondeu que vai sim, porque ele é democrata e jamais vai optar pela paralisação da Guiné-Bissau e do seu povo.ANG/AALS/ÂC//SG

Brasil/COP30 termina sem avanços nos combustíveis fósseis: "Acordo possível"

Bissau, 23 Nov 25 (ANG) - A ausência de avanços no abandono dos combustíveis fósseis, o aumento do financiamento à adaptação e a criação de um mecanismo para a transição justa marcaram a COP30, que terminou sábado em Belém.

Na 30.ª conferência das Nações Unidas para as alterações climáticas, que começou dia 10 e terminou no sábado, um dia após o prazo, quase 200 países chegaram finalmente a um acordo, intitulado Mutirão Global ,   numa referência a uma palavra indígena que representa uma comunidade que trabalha em conjunto para um objetivo comum.

acordo, que chegou a temer-se não ser possível de alcançar devido às divergências entre os vários blocos de países, foi aplaudido pelo presidente brasileiro, Lula da Silva, como uma vitória do multilateralismo, mas o secretário executivo da Convenção da ONU para o Clima, Simon Stiell, disse entender a frustração de alguns países.

Na base da frustração está o facto de a proposta de Lula da Silva de aprovar um roteiro para o abandono dos combustíveis fósseis, que tinha o apoio de mais de 80 países, ter sido apagada no acordo final devido à pressão dos países árabes, Rússia, Índia e China.

"Sei que alguns de vós tinham ambições maiores", disse o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, no plenário final, anunciando de seguida que a presidência brasileira irá manter as discussões sobre o roteiro até à próxima COP, daqui a um ano.

No entanto, esse plano não terá o mesmo peso de uma decisão oficial aprovada numa conferência da ONU.

Após a aprovação, a Colômbia, que foi um dos países mais vocais na defesa do roteiro e anunciou a realização de uma conferência em abril sobre combustíveis fósseis, reagiu com irritação à ausência de menções a estes combustíveis no acordo.

Aos jornalistas portugueses, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, criticou a posição da Colômbia, que acusou de estar a "tentar dar nas vistas" depois de ter apoiado o acordo.

Para a ministra portuguesa, o acordo aprovado é "o acordo possível", sublinhando que a alternativa, que seria não haver acordo, "seria terrível".

comissário europeu para o clima, Wopke Hoekstra, admitiu também que os 27 teriam preferido "mais, e mais ambição em tudo", mas tiveram de apoiar o acordo porque, "pelo menos, ele aponta na direção certa".

Outros países fizeram também elogios contidos ao acordo, dizendo que representava o melhor possível dadas as circunstâncias difíceis, enquanto outros criticaram o conteúdo e o processo.

"Não posso chamar a esta COP um sucesso", lamentou a ministra da Transição Ecológica francesa, Monique Barbut, aos jornalistas. "É um acordo sem ambição, mas não é um mau acordo no sentido de que não contém nada inaceitável".

O texto pede também esforços para triplicar até 2035 o financiamento destinado à adaptação de países em desenvolvimento, que estava em 40 mil milhões de dólares e poderá assim chegar a 120 mil milhões, mas os países vulneráveis consideraram insuficiente o objetivo.

Os países desenvolvidos, incluindo a UE, rejeitaram aumentar o total de financiamento climático público, que deverá somar 300 mil milhões por ano até 2035.

Uma decisão que foi muito elogiada, nomeadamente pelas associações ambientalistas, foi a criação de um Mecanismo de Ação de Belém (BAM) para uma Transição Justa, para apoiar os países na proteção dos trabalhadores e das comunidades durante a transição para energias limpas.

Brasil lançou ainda um fundo inovador que investirá recursos no mercado e usará os rendimentos para pagar a contribuintes e países que protegem florestas.

O fundo já recebeu cerca de 5,5 bilhões de dólares em compromissos iniciais (Brasil, Noruega, Alemanha, Indonésia, França e Portugal) e a meta final é arrecadar 125 bilhões.

As organizações ambientalistas ouvidas pela Lusa mostraram-se desapontadas com o resultado da COP30, que disseram ficar aquém das expectativas, mas reconheceram o avanço na aprovação de um mecanismo para uma transição justa.

A nível internacional a opinião é semelhante, com a WWF a considerar o resultado modesto e os poucos avanços obtidos insuficientes para enfrentar a crise climática, enquanto a Greenpeace disse não ser o avanço "que o mundo desesperadamente necessita".

"A COP30 dá um passo esperançoso rumo à justiça, mas não vai longe o suficiente", comentou a rede Climate Action Network.

COP30 ficou ainda marcada por ter representado um regresso da sociedade civil a estes encontros mundiais sobre o clima, após as últimas edições terem acontecido em países com poucas liberdades cívicas, assim como pela grande participação de povos indígenas.

No sábado, a meio da COP30, milhares de ativistas e indígenas marcharam na cidade de Belém contra as alterações climáticas e para exigir respostas dos líderes reunidos na cidade.

Uma invasão da área restrita da COP30 por dezenas de manifestantes, um protesto de ativistas que bloquearam a entrada da conferência e um incêndio que levou à evacuação da Zona Azul e ao seu encerramento durante mais de seis horas foram alguns episódios que marcaram também a conferência do clima.

Após uma longa disputa entre Ancara e Camberra sobre quem acolheria a COP31, ficou decidido que a próxima cimeira será na Turquia, mas a Austrália ficará a supervisionar as negociações oficiais.

A pré-COP, um encontro para consultas técnicas que ocorre cerca de um mês antes da conferência, será realizada num Estado insular do Pacífico. ANG/Lusa

 

Eleições Gerais/ Umaro Sissoco Embaló apela a participação massiva dos eleitores e voto consciente após votar em Gabu

Bissau, 23 Nov 25 (ANG) - O candidato presidencial, apoiado pela coligação Plataforma Republicana-“Nô Cumpu Guiné”, Umaro Sissoco Embaló apelou hoje  a participação massiva e ao voto consciente dos cidadãos., defendendo a continuidade da mudança no país.

Umaro Sissoco Embaló falava à imprensa  após exercer o seu direito de voto na cidade de Gabu, leste do país, no âmbito das eleições presidenciais e legislativas.

Embaló manifestou a expectativa de que o processo decorra com tranquilidade, à semelhança da campanha eleitoral de 21 dias, que terminou sem incidentes de relevo.

O Presidente lembrou ainda que a legislação vigente proíbe qualquer pronunciamento sobre resultados eleitorais antes da comunicação oficial por parte da Comissão Nacional de Eleições (CNE), em alusão as recentes declarações do candidato Fernando Dias da Costa de que foi o mais votado em todos os Quarteis, no voto antecipado realizado na sexta-feira(21).

Segundo Embaló, esses resultados ainda não foram divulgados pela CNE e permanecem selados, devendo ser encaminhados para os respetivos círculos eleitorais antes do início da contagem.

Cerca de 966 mil eleitores guineenses foram  chamados às urnas para escolher simultaneamente o Presidente da República e os 102 deputados da Assembleia Nacional Popular.ANG/LPG/ÂC//SG

Eleições gerais/ Mais de 966 mil eleitores guineenses escolhem hoje  novo Presidente e deputados do parlamento

Bissau, 23 Nov 25(ANG) - Novecentos e sessenta e seis mil e cento e cinquenta e dois eleitores guineenses (966.152) foram chamados para neste domingo(23)eleger  novo Presidente da República e os 102 deputados da Assembleia Nacional Popular (ANP).

As eleições deste domingo, são as quartas gerais realizadas na história democrática do país e a primeira em que o partido libertador o PAIGC fica de fora da corrida eleitoral por uma decisão do Supremo Tribunal de justiça.

As urnas abriram em todo o território nacional as 07 horas e vão fechar as 17 horas.

Para estas eleições gerais, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) mobilizou 3.728 mesas de voto distribuídas por todo o país e mais a diáspora (África e Europa).

A CNE recebeu da parte da Imprensa Nacional (INACEP) dois milhões e quatrocentos mil boletins de voto que serão distribuídos para os 29 círculos eleitorais, incluído a diáspora, bem como alguns materiais, como atas síntese de apuramento, listas de descarga, entre outros.

A comunidade internacional nomeadamente a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), da União Africana, do Fórum de Anciões da CEDEAO, entre outros, estão no país para monitorizar o processo eleitoral.

Nas eleições presidenciais, perfilavam inicialmente 12 candidatos, mas depois do anúncio de desistência do candidato independente, Siga Batista, a favor do também independente Fernando Dias da Costa, a lista ficou reduzida a 11 candidatos concorrentes.

Entre os 11 candidatos, destaca-se: Umaro Sissoco Embaló, que concorre à reeleição com o apoio da Plataforma Republicana “Nô Kumpu Guiné”, Fernando Dias da Costa, apoiado pelas coligações PAI Terra Ranka e API Cabas Garandi, José Mário Vaz, apoiado pelo excluído partido COLIDE-GB, Baciro Djá, apoiado pela FREPASNA, João Bernardo Vieira, apoiado por PALDG, Honório Augusto Lopes, da FLING, Mário da Silva Júnior, da OCD-ER, Herculano Armando Bequinsa, candidato independente, Gabriel Fernando Indi, do PUSD, João de Deus Mendes, candidato independente e Mamadu Iaia Djaló da Aliança para a Republica (APR).

Para as legislativas, o Supremo Tribunal de Justiça validou a candidatura de 13 partidos políticos e uma coligação eleitoral para  disputar os 102 assentos no Parlamento, nomeadamente: Frente Patriótica de Salvação Nacional (FREPASNA), Movimento de Unidade Nacional para o Desenvolvimento da Guiné-Bissau (MUNDO GB), Partido para a Solução (PS), Partido Socialista dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (PSTGB), Partido da Libertação Social (PLS), Partido Africano para a Liberdade e Desenvolvimento da Guiné (PALDG), Frente da Luta pela Independência da Guiné-Bissau (FLING), Partido Lanta Cedo (PLC), Movimento Social Democrático (MSD), Partido dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (PT), Partido do Povo (PdP), Organização Cívica da Democracia – Esperança Renovada (O.C.D-ER) e  Coligação Plataforma Republicana “Nô Kumpu Guiné”. ANG/ÂC//SG

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

         


           Eleições Gerais
/ DSP promete cumprir  promessas feitas em 2014

Bissau, 21 Nov 25 (ANG) – O líder do PAIGC e coordenador da Coligação PAI- Terra Ranka, Domingos Simões Pereira prometeu esta sexta-feira que, se o candidato suportado pela coligação vencer as eleições no domingo vai cumprir todas as promessas feitas em 2014.


Simões Pereira que não identificou a nenhuma dessas promessas a que se referiu, falava no comício popular do candidato presidencial Fernando Dias, no Campo da Guiné-Telecom, no Bairro Militar, em Bissau disse que estas eleições não são feitas apenas para  eleger Fernando Dias, mas também representam  um referendo para a reposição da legalidade constitucional na República da Guiné-Bissau.

Afirmou que, se o candidato Dias for eleito cairá todos os decretos assinados pelo presidente cessante, pois são “inexistente e inconstitucionais”.

Simões Pereira disse não ter dúvidas do que está a acontecer uma revolução social conduzido pela juventude no país, porque  já não estão dispostos a aceitar que seu futuro  seja hipotecado.

O líder do PAIGC disse que inicia  a partir de sábado uma operação de vigília de apuramento dos resultados eleitorais , por um período de  72 horas até se confirmar a vitória de candidato Fernando Dias.

Acusou o atual regime de ser ladrão de voto, pelo que pede a vigilãncia de todos  para que isso não aconteça.

Disse que o atual poder está a colocar pressão sobre as companhias que prestam serviços de Telecomunicações  no país para interromperem os serviços de Internet no momento de apuramento dos resultados.

ANG/JD/ÂC//SG

 

Eleições gerais / Fernando Dias encerra campanha com apelo à unidade nacional e promessa de restaurar ordem constitucional

Bissau, 21 Nov 25 (ANG) - O candidato presidencial suportado pelo PAIGC, Fernando Dias da Costa, encerrou, esta sexta-feira, o último comício da sua campanha eleitoral, no Campo de Rádio, no Bairro Militar, em Bissau, com apelo à unidade nacional e promessa de restaurar a ordem constitucional.

Perante milhares de apoiantes e diversas figuras políticas que declararam apoio à sua candidatura para as eleições de 23 de Novembro, Dias pediu voto massivo na sua candidatura “para repor à liberdade no país”.

Agradeceu o apoio recebido em todas as regiões do país e afirmou ser a “aposta do povo guineense”.

Comprometeu-se a garantir a estabilidade e a não interferir nos órgãos de soberania, prometendo restaurar a ordem constitucional “tal como estava”, caso for eleito.

O candidato assegurou que dará prioridade à paz, unidade nacional e respeito pelas leis do país, e disse  que não permitirá interferências no Supremo Tribunal de Justiça, no poder legislativo ou no governo.

Dias destacou que a sua agenda política inclui soluções para problemas estruturais como a falta de escolas, unidades de saúde, estradas e o combate à fome.

Prometeu ainda pôr fim à tortura,  prisão arbitrária e nomeações baseadas em afinidades políticas ou familiares, defendendo concursos públicos para o desempenho da função na administração pública.

No domínio da política externa, Fernando Dias assegurou que vai fortalecer relações com organizações internacionais como a ONU, União Africana, União Europeia, Comunidade Económica dos Estado da Africa Ocidental (CEDEAO) e com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reforçar laços bilaterais com Portugal, Senegal, Gâmbia e Guiné-Conacri.

Sobre as Forças Armadas, prometeu resolver desigualdades internas em termos de promoções e encontrar soluções para problemas salariais que afetam agentes ( auxiliares) do Ministério do Interior.

Fernando Dias pediu aos seus apoiantes para comparecerem cedo nas Assembleias de Voto e colaborarem com os fiscais de mesa.

Disse ainda as operadoras de telecomunicações para que não interfiram em assuntos políticos.

O candidato disse
que  caso seja confirmado vencedor no dia 23, governará para “restabelecer a democracia e promover a boa imagem da Guiné-Bissau no concerto das nações”.

Em nome das mulheres, Joana Cobdé Nhanca afirmou que a presença no comício de “grande número de apoiantes”  é sinal de vitória de Dias e reforçou o apelo à  “liberdade” para o país.

Outros intervenientes, como o presidente em exercício da coligação Aliança Patriótica Inclusiva(API-Cabaz Garandi), Jorge Fernandes, destacaram que a liberdade nacional “está em causa”, e defendeu  a união da juventude para “recuperar a democracia”.

O porta-voz dos candidatos que desistiram a favor de Fernando Dias, Siga Batista reafirmou que os problemas do país “são comuns” e que, por isso, a solução também deve ser coletiva.

O vice-coordenador da Coligação PAI-Terra Ranka, Agnelo Regala exortou os apoiantes no sentido de começarem a reflexão ainda hoje para tomada da melhor decisão.

O Director Nacional da Campanha de Fernando Dias da Costa, Mário Sambé agradeceu o apoio  da Coligação PAI-Terra Ranca e do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) à candidatura de Dias e pediu vigilância redobrada dos fiscais para evitar  fraudes no processo eleitoral.

O evento contou com a presença de dirigentes de diferentes formações políticas, nomeadamente de  Batista Té, Rolando da Silva, José António Cruz Almeida, Danilson Gomes, Otávio Alves, Lourenço Gomes, Teadora Inácia Gomes,  Garcia Bifa Bideta, Jorge Malú, Domingos Malú, António Artur Sanhá, Djibril Baldé, Victor Mandinga, Joana Cobde Nhanca, Vicente Fernandes, Abdu Mané, Geraldo Martins, Lassana Fati, Califa Seidi, Jorge Fernandes e Mário Fambé, entre outros. ANG/ LPG/ÂC//SG

Eleições Gerais/ Primeiro-ministro fala de vitória de Umaro Sissoco Embaló  logo na primeira volta

Bissau, 21 Nov 25 (ANG) - O Primeiro-ministro  disse hoje  hoje que o Presidente cessante Umaro Sissoco Embaló vai ganhar as eleições presidenciais de domingo, logo na primeira volta.

Braima Camará falava num comício   popular no último dia da campanha eleitoral realizado no Espaço Verde, o Bairro de Ajuda, em Bissau.

Afirmou  que na próxima segunda-feira vão convidar o povo da Guiné-Bissau para uma manifestação de vitória eleitoral jamais visto no país.

“A Guiné-Bissau precisa de continuar a construção de um Estado de Direito Democrático iniciado por Umaro Sissoco Embaló, com dignidade, e no próximo Domingo ele vai ganhar com 75 à 80 por cento dos votos “,disse.

Camará disse estar disponível  para  continuar ao lado de Embaló e acabar com as querelas políticas rumo ao desenvolvimento do país, afirmando que já está cansado das guerras políticas e que quem não quer a paz ,unidade, reconciliação e entendimento que não conte com ele.

O governante declarou que  já mobilizou  cinco milhões de dólares para criação de  polos universitários em todas as regiões do país, tendo apelado aos eleitores para votarem  no candidato que apoia para continuarem com as realizações iniciadas.

O Diretor Nacional da Campanha, da Plataforma Republicana-Nô Cumpo Guiné, Ilídio Vieira Té disse que, com  Umaro Sissoco Embaló o país passou a ser respeitado a nível mundial e que o povo passou a ter autoestima e a andar de cabeça erguida.

Té salientou que hoje a Guiné-Bissau tem palavra em todas as organizações internacionais de que faz parte, porque tem as suas  quotas em dia, ao contrário do passado.

“A Guiné-Bissau, pela primeira vez, na sua história tem  nova avaliação do Fundo Monetário internacional (FMI) e falta  a conclusão da 10ª avaliação, que será feita em Março de 2026 ,tudo graças a este homem, ao contrário do que acontecia no passado”,disse.ANG/MSC/ÂC//SG

Eleições gerais/ Sociedade Civil denuncia violações ao Código de Conduta Eleitoral e apela à calma na reta final da campanha

Bissau, 21 Nov 25 (ANG) - A Plataforma das Organizações da Sociedade Civil (OSC), coordenado pelo Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento(MNSCPDD), denunciou hoje  a persistência de episódios de violação do Código de Conduta eleitoral assinados pelos concorrentes às eleições de domingo.

Em Comunicado à imprensa, assinado pelo presidente do MNSCPDD, Fodé Carambá Sanhá, a OSC refere ter constatado  várias ocorrências que contrariam os princípios do Código de Conduta e Ética Eleitoral, nomeadamente a falta de segurança em Bantandjam (Bambadinca), situação de insegurança em Xitole , na Região de Bafatá, envolvendo apoiantes de um candidato independente às eleições presidenciais.

A organização ainda se referiu a situações de insegurança nos comícios de partidos, coligação e de candidatos.

Outras situações de evidência de incumprimento do Código de Conduta eleitoral para os concorrentes denunciadas se relacionam à discursos de ódio e de incitação à violência, publicação de vídeos considerada de inoportuna e com conteúdos de caracter tribal relacionadas a alegações de detenção de cidadãos de etnia Balanta.

A Plataforma que monitorou o cumprimento do Código de Conduta e Ética Eleitoral nas Eleições Gerais de 2025  ainda denunciou que alguns candidatos e partidos fizerem o uso de discursos de teor tribal e religioso com intensão de mobiliar mais votos.

Quanto a demonstração de força, denunciou uma situação de bloqueio de vias públicas  numa clara demonstração de poder, impedindo a circulação de caravanas de outras formações concorrentes.

O OSC apelam  aos signatários do Código de Conduta, partidos, coligação, candidatos e seus apoiantes  para que se abstenham de práticas que possam ameaçar a paz social.

As OSC apelam aos  eleitores a comparecerem às Mesas de Assembleia de Voto para exercerem o seu direito de cidadania. Pedem igualmente que candidatos, militantes, simpatizantes e apoiantes mantenham o respeito mútuo e aceitem o veredito das urnas de forma pacífica. ANG/LPG/ÂC//SG