terça-feira, 25 de novembro de 2025

   África do Sul/G20 encerra  com compromissos climáticos e diplomacia dividida

Bissau,25 Nov 25(ANG) - O G20 terminou no domingo, em Joanesburgo, com um debate centrado na capacidade do grupo para actuar num contexto que vários dirigentes descreveram como fragmentado.


A sessão abriu com a discussão sobre “como o G20 pode sobreviver num mundo em fragmentação”, segundo o resumo dos trabalhos divulgado no local.

O encontro decorreu sem a presença dos Estados Unidos, cujo governo rejeitou a reunião alegando que as prioridades da presidência sul-africana, incluindo a cooperação em comércio e clima, contrariavam a sua política. Também não participaram o presidente argentino, Javier Milei, nem a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

Dezenas de líderes de economias da Europa, China, Índia, Japão, Turquia, Brasil e Austrália estiveram presentes na primeira reunião do G20 realizada em África. O grupo reúne 19 países, a União Europeia e a União Africana, que representam cerca de 85% do PIB mundial e dois terços da população global.

No sábado, 22 de novembro, os dirigentes adotaram uma declaração conjunta onde afirmam que se reuniram “em um contexto de crescente competição e instabilidade geopolítica e geoeconómica, intensificação de conflitos e guerras, profundização da desigualdade e aumento da incerteza económica mundial e fragmentação”. O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, reconheceu “desafios”, mas considerou que o grupo “sublinha o valor da relevância do multilateralismo”.

Em entrevista à RFI, André Julião, porta-voz da Amnistia Internacional em Portugal, afirmou:

“Os países do G20 têm, com raros compromissos internacionais, de colocar a humanidade em primeiro lugar e priorizar uma liderança global baseada em princípios, para que os direitos humanos sejam assegurados. Até porque assistimos cada vez mais a práticas autoritárias em todo o mundo, desde guerras que devastam a vida de milhares de pessoas a um número alarmante e crescente de líderes mundiais que estão a arrastar a humanidade por um caminho perigoso, e espera-se que não sem retorno.

Portanto, o que nós esperamos é que o G20 dê um passo em frente, faça o que está certo, combata as crises globais, nomeadamente as alterações climáticas induzidas pelo homem.

Por outro lado, um aumento massivo do financiamento climático para os países de rendimentos mais baixos, que são os que mais sofrem com as alterações climáticas e os que menos contribuem para elas. Nós precisamos que os líderes mundiais estabeleçam caminhos claros para a eliminação total, rápida, justa e financiada dos combustíveis fósseis.

Por fim, que protejam os defensores dos direitos humanos, nomeadamente dos direitos humanos ambientais, e combatam as crises globais derivadas das alterações climáticas, sobretudo nesses países de baixos rendimentos que estão, infelizmente, sujeitos a ameaças globais crescentes.”

A organização Oxfam declarou que “a África do Sul deu um exemplo ao mundo ao garantir que o G20 mantivesse uma declaração comum apesar da poderosa oposição. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “o G20 poderá estar a chegar ao final de um ciclo”.

A presidência rotativa do G20 passa agora para os Estados Unidos, que vão organizar a próxima reunião em Miami, em 2026. ANG/RFI

 

Emirados Árabes Unidos/Rússia e EUA em negociações desde segunda-feira em Abu Dhabi

Bissau, 25Nov 25 (ANG) - Negociadores dos Estados Unidos e da Rússia iniciaram na segunda-feira reuniões em Abu Dhabi sobre um acordo para terminar a guerra na Ucrânia, noticiaram hoje meios de comunicação social norte-americanos e britânicos.

As discussões decorrem enquanto Kyiv e Moscovo disseram hoje ter sofrido ataques aéreos, com três mortos na região russa de Rostov e seis no lado ucraniano, cujo setor energético e a capital foram novamente visados.

Em Moscovo, o porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, não confirmou nem desmentiu a realização das reuniões em Abu Dhabi.

"Não tenho nada para vos dizer. Estamos a acompanhar as informações dos meios de comunicação", declarou Peskov aos jornalistas dos 'media' estatais, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

O canal de televisão norte-americano ABC News e o diário britânico Financial Times (FT), noticiaram que o secretário do exército, Dan Driscoll, lidera a delegação dos Estados Unidos em Abu Dhabi.

O FT disse ainda, com base em duas fontes próximas das discussões, que o líder dos serviços de informações militares ucranianos (GUR), Kyrylo Budanov, participa nas negociações.

O diário referiu não poder precisar se se trata de discussões tripartidas ou de encontros separados.

Paralelamente, os países da Coligação de Voluntários, que reúne os aliados da Ucrânia, deverão retomar hoje as discussões por videoconferência sobre o plano norte-americano para acabar com a guerra iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022.

O encontro de Abu Dhabi surge após um fim de semana de negociações em Genebra sobre o plano de 28 pontos do Presidente Donald Trump, entre ucranianos, norte-americanos e europeus.

Segundo o FT e a ABC, as discussões incidem agora sobre um plano de 19 pontos.

A ABC disse que, entre os pontos eliminados, figuram a futura dimensão do exército ucraniano e a amnistia de princípio concedida às partes em conflito.

Trump pareceu regozijar-se na segunda-feira com o resultado do encontro em Genebra.

"Será realmente possível que grandes progressos estejam a ser feitos nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia? Acreditem apenas no que veem, mas algo de bom poderá muito bem acontecer", escreveu nas redes sociais.

Em Genebra, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tinha-se manifestado "muito otimista" sobre a possibilidade de concluir "muito rapidamente" um acordo sobre a Ucrânia.

"Os pontos que permanecem em aberto não são intransponíveis", afirmou sobre as conversações de domingo.

O negociador ucraniano Andrii Yermak, "braço direito" do presidente ucraniano, também se referiu a "muito bons progressos", depois de Volodymyr Zelensky ter indicado que a nova versão do plano norte-americano refletia "já a maioria das prioridades-chave" de Kyiv.

Durante um contacto telefónico na segunda-feira entre Vladimir Putin e o homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, o líder russo reiterou que o plano inicial dos Estados Unidos poderia "servir de base a um acordo de paz final".

Trump disse anteriormente que queria que Zelensky assinasse o acordo de paz até quinta-feira, Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.

Já hoje, o principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, admitiu uma deslocação de Zelensky aos Estados Unidos ainda em novembro, mês que termina no domingo, para conversações sobre o plano.

"Ansiamos por organizar a visita do Presidente da Ucrânia aos Estados Unidos o quanto antes, em novembro, para finalizar as etapas restantes e alcançar um acordo com o Presidente Trump", escreveu Umerov nas redes sociais.ANG/Lusa

 

Bélgica/ UE mobiliza 143 milhões de dólares para ajuda humanitária de alguns países Subsariana

Bissau, 25 Nov 25 (ANG) – A União Europeia está mobilizando 143 milhões de euros em ajuda humanitária para determinados países da África Subsaariana, anunciou a Comissão Europeia nesta segunda-feira.

Este financiamento, que visa responder à crescente pressão sobre as operações de socorro em diversas zonas de crise, tem como objetivo apoiar a ajuda alimentar, o acesso à água e ao saneamento, os serviços de saúde, bem como a cobertura das necessidades essenciais das populações mais vulneráveis, afirmou a Comissão Europeia em comunicado.

Em detalhe, a ajuda alocada é de 38 milhões de euros para os países do Sahel central, 35 milhões de euros para o Sudão do Sul, 30 milhões de euros para a Somália e o mesmo para a Etiópia, 8 milhões de euros para a Nigéria e 2,5 milhões de euros para a República Centro-Africana.

Segundo a Comissária Europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, este financiamento demonstra o compromisso contínuo da UE em situações de crescente pressão e quando o apoio é crucial. "Continuaremos a apoiar os nossos parceiros, que trabalham em condições extremamente difíceis", acrescentou.

Diversas regiões da África continuam a enfrentar crises agudas, alimentadas por conflitos, deslocamentos em massa e o colapso dos serviços básicos, forçando milhões de pessoas a fugir de suas casas, lembra a Comissão Europeia, observando que a UE permanece um dos principais doadores humanitários no continente. ANG/Faapa


Marrocos/Assembleia-geral da Interpol pede criação de estruturas conjuntas contra cibercrime

Bissau, 25 Nov 25 (ANG) – O Diretor-Geral de Segurança Nacional e Vigilância Territorial do Reino de Marrocos, Abdellatif Hammouchi, defendeu , segunda-feira, em Marrakech, o estabelecimento de estruturas de segurança comuns e indivisíveis, baseadas na estreita coordenação entre as forças policiais nacionais, a INTERPOL e as organizações regionais relacionadas, a fim de combater o cibercrime.

Ao discursar na abertura da 93ª Assembleia Geral da Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL), realizada de 24 a 27 de novembro, o Sr. Hammouchi afirmou que a realização desta Assembleia Geral em Marrocos reflete um firme compromisso com o reforço da segurança coletiva, recordando que os serviços de segurança nacional do Reino implementaram uma estratégia de segurança integrada, que combina a preservação da segurança e o respeito pelos direitos humanos, onde a ação policial e a comunicação em segurança são indissociáveis, a serviço do cidadão.

Para garantir a segurança coletiva, é importante não apenas desenvolver as instituições de segurança nacional, mas também modernizar seus mecanismos operacionais para atender às crescentes expectativas dos cidadãos, prosseguiu ele, defendendo a consolidação da cooperação internacional e da assistência mútua entre os Estados.

Por sua vez, o presidente da INTERPOL, major-general Ahmed Naser Al-Raisi, elogiou o apoio consistente de Marrocos à segurança internacional, destacando a experiência do Reino em matéria de abertura e cooperação em segurança.

Ao apresentar um relatório sobre os resultados do seu mandato, marcado pela modernização do sistema de trabalho policial e das técnicas utilizadas nas operações da INTERPOL, pelo reforço dos mecanismos de troca de informações e pela consolidação da confiança entre os Estados-membros, o Major-General Al-Raisi destacou o grande sucesso alcançado na área da troca de dados.

"A INTERPOL está agora adotando uma cultura de inovação", disse ele, observando que esta é a primeira vez na história que a Assembleia Geral está sendo realizada inteiramente em formato digital.

O Secretário-Geral da Organização, Valdecy Urquiza, por sua vez, expressou sua gratidão às autoridades marroquinas pelo seu "valioso" apoio, lembrando que o Reino é um país membro "muito ativo e muito comprometido" dentro da INTERPOL.

Como órgão máximo de governo da Interpol, a Assembleia Geral é o maior encontro mundial de líderes policiais. Ela proporciona aos países membros a oportunidade de construir relacionamentos e compartilhar experiências. ANG/Faapa

 

Eleições Gerais/Ministério Público nega  ter dado instruções para afastar seus representantes  no processo de apuramento dos resultados eleitorais nas CREs

Bissau, 25 Nov 25 (ANG) - O Ministério Público negou hoje em comunicado ter dado instruções aos seus representantes para suspenderam as suas atividades  no processo de apuramento de resultados eleitorais  nas  Comissões Regionais de Eleições(CREs).

A instituição que fiscaliza a legalidade do processo eleitoral reage assim ao comunicado da diretoria de campanha do candidato presidencial Fernando Dias da Costa, segundo o qual, o Ministério Público mandou os seus representantes suspenderem o acompanhamento do apuramento de resultados eleitorais  nas CREs.

 “Alias, já o Blogue de um ativista da rede social, Gervásio Silva Lopes tinha refletido que o PGR tinha dado instruções ao magistrado Lassana Camara para expulsar da sala todos os representantes dos partidos políticos e dos candidatos às eleições e que o próprio candidato Fernando Dias, na sua comunicação à imprensa voltou a fazer a mesma insinuação”, refere o comunicado.

O Ministério Público refere que as referidas informações  são totalmente falsas, e reitera que  atua estritamente no quadro legal, para a garantia da legalidade democrática, a defesa do interesse público e o respeito pelas normas eleitoras.

O comunicado acrescenta que compete às comissões regionais de eleições e a Comissão Nacional de Eleições (CNE) a gestão e organização de todas as fases do processo de votação e do apuramento.

“A presença de delegados de candidaturas é um direito legalmente consagrado, cuja observância deve ser assegurada pelas entidades  eleitorais competentes. Qualquer violação desses direitos deve ser comunicada às autoridades competentes para apuramento de responsabilidades”, lê-se no comunicado.

A Procuradoria-Geral da República diz tratar-se de disseminação de informações  falsas que visam criar instabilidade e descrebilizar as instituições da República, e apela à Comunicação Social para que verifique a veracidade dos factos antes de os divulgar.

O Ministério Público reafirma ainda o  seu compromisso com a transparência, o Estado de Direito e o regular funcionamento
das instituições democráticas da Guiné-Bissau.ANG/AALS/ÂC//SG

Eleições gerais/ Presidente da CRE de Bolama/Bijagós nega  alegada tentativa de transferência de urnas para Bissau

Bissau, 25 Nov 25 (ANG) - O Presidente da Comissão Regional de Eleições (CRE) da região de Bolama/Bijagós, Amarante Miranda negou esta terça-feira qualquer tentativa de transferência de urnas para Bissau, contrariando informações que circularam nas redes sociais.

Em declarações exclusivas à Rádio Sol Mansi, Miranda reagiu às alegações de que um grupo de homens armados teriam saído de Bissau em direção ao setor de Bubague com a intenção de recuperar urnas.

O responsável afirmou que a situação divulgada não corresponde à realidade.

Segundo explicou, as informações disseminadas nas plataformas digitais levaram um grupo de jovens a cercar as instalações da CRE de Bubaque situação que acabou por ser controlada graças à intervenção das forças de segurança.

“Todos os trabalhadores encontram-se dentro da CRE a exercer as suas funções sem qualquer problema”, garantiu.

O presidente da CRE manifestou surpresa com a mobilização dos jovens e apelou à calma a população.

Miranda disse que qualquer cidadão com dúvidas sobre o processo eleitoral deve procurar esclarecimentos junto dos responsáveis da CRE regional, lembrando que os eleitores têm esse direito.ANG/LPG/ÂC//SG

Eleições gerais/Populares de Bubaque em vigília e protestos em frente à CRE local para proteger os votos

Bissau, 25 Nov 25(ANG) - A população do sector de Bubaque, região de Bolama/ Bijagós, permanece mobilizada desde as 21h de segunda-feira,  em frente à sede da Comissão Regional de Eleições (CRE), num protesto que se prolonga pela madrugada e marcado por cânticos em crioulo: “urna kana bai Bissau” (as urnas não vão para Bissau).

De acordo com a Rádio Sol Mansi, o objetivo dos manifestantes é impedir o transporte de urnas eleitorais para Bissau, ação que, segundo relatos locais, é vista como uma possível manobra para alterar os resultados.

Pneus foram incendiados e as forças policiais recorreram ao lançamento de gás lacrimogéneo na tentativa de dispersar os jovens que receiam por  alteração  ilegal dos resultados eleitorais. Os manifestantes mantêm-se firmes, afirmando que não abandonarão o local e que irão “vigiar os seus votos até ao fim”.

O correspondente da RSM em Bubaque, que acompanha a situação no terreno, falou com o presidente da CRE local. Este refutou, categoricamente, as alegações que motivaram a revolta popular e garantiu que a equipa está apenas a trabalhar na contagem de votos, sem qualquer intenção de movimentar urnas.

A tensão mantém-se elevada, enquanto os residentes reiteram a sua determinação em permanecer no local.

Uma situação semelhante ocorreu  na cidade de Catió, região de Tombali, sul do país,  onde a população também se mobilizou para impedir a eventual retirada de urnas da CRE local. Também na CRE de Oio, em Mansoa, jovens continuam determinados e mantêm vigília para assegurar a integridade dos votos.ANG/RSM

Eleições Gerais/Missão de Observadores Eleitorais da União
Africana apela à calma enquanto país aguarda resultados

Bissau, 25 Nov (ANG) – O chefe da Missão de Observadores Eleitorais da União Africana apelou, segunda-feira, à população guineense para manter a calma enquanto se aguarda a divulgação oficial dos resultados das eleições gerais realizadas no domingo(23).

Filipe Jacinto Nyussi disse no primeiro briefing com a imprensa que a vitória, seja qual for, “será absolutamente dos guineenses”, sublinhando a importância de esperar serenamente pelo anúncio da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Segundo Nyussi, antigo presidente moçambicano,  as organizações internacionais presentes — União Africana, CEDEAO, CPLP, Organização Islâmica e o G7 — decidiram, numa reunião, a harmonização das suas comunicações num relatório conjunto sobre o processo eleitoral.

Informou que, os comunicados finais deverão ser apresentados esta terça-feira, entre as 13h e as 15h.

As missões de  observação eleitoral estiveram distribuídas por todas as regiões do país, recolhendo informações diretas do terreno.

Questionado sobre  declarações antecipadas de vitória por parte de algumas candidaturas, Nyussi reforçou que qualquer comentário só deve ser feito após o anúncio da CNE.

“O resultado nunca é conhecido antes do apito final, e, caso alguém não fique satisfeito, existem mecanismos próprios para gerir essas situações”, afirmou.

O chefe da missão da União Africana destacou ainda o comportamento pacífico da população no pós-eleições, sublinhando que, o mais importante é que o país está calmo e que sentiram que o povo da Guiné-Bissau não quer confusão, e que há uma adesão absoluta ao bom senso eleitoral, o que representa um passo importante e uma mensagem forte que o país transmite ao mundo.

A comissão Nacional de Eleições prevê para quinta-feira o anúncio dos resultados das eleições gerais de domingo.ANG/MI/ÂC//SG

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Eleições gerais / Comando Conjunto de asseguramento das eleições de domingo pede para ninguém se manifestar antes da divulgação de resultados eleitorais pela CNE

Bissau, 24 Nov 25 (ANG) - O Comando Conjunto de asseguramento das eleições gerais, do Ministério do Interior e da Ordem Pública, apelou hoje  à população para se abster de qualquer manifestação de vitória eleitoral enquanto se aguarda pela divulgação de resultados eleitorais pela Comissão Nacional de Eleições(CNE).


O pedido foi feito pelo Comissário Nacional da Policia da Ordem Pública Salvador Soares, numa conferência de imprensa, em que felicitou as forças destacadas no terreno pelo trabalho desenvolvido.

Salvador Soares manifestou preocupação quanto ao ambiente de segurança após o encerramento das urnas.

 “Todos ouvimos o apelo do Chefe de Estado, após exercer o seu direito cívico, sobre a necessidade de se manter a calma até o pronunciamento oficial da CNE. Depois disso, todos terão o direito de manifestar livremente os seus contentamentos”, afirmou.

Salvador Soares revelou  que um grupo de apoiantes do MADEM-G15 tentou realizar uma manifestação, tendo sido intercetado pelas forças de ordem. Perante a resistência dos participantes, a polícia recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para dispersar o grupo.

Por isso, alertou que qualquer saída às ruas antes do anúncio oficial dos resultados será considerada desordem pública.

“Não haverá tolerância para ninguém”, reforçou o Comissário da Polícia de Ordem Pública, apelando à calma e ao respeito pelas orientações das autoridades competentes.

O responsável concluiu que, caso os avisos não sejam cumpridos, as forças de segurança recorrerão aos meios necessários para restaurar a ordem.

Soares lembrou que  o Secretário Executivo Adjunto da Comissão Nacional de Eleições (CNE),Idrissa Djaló afirmou que, o ato de votação decorreu de forma ordeira em todo o território nacional, sem registo de incidentes de grande relevo e que deseja que a situação continuasse assim até ao fim do processo.ANG/LPG/ÂC//SG

  Suíça/Esforço diplomático para pôr fim à guerra na Ucrânia entra em nova fase

Bissau, 24 Nov 25 (ANG) - O esforço diplomático para pôr fim à guerra na Ucrânia entrou numa nova fase, com Estados Unidos, Ucrânia e União Europeia a apresentarem visões distintas, mas complementares para um possível acordo de paz.

Do lado de Moscovo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia ainda não recebeu qualquer informação oficial sobre as negociações em Genebra. 

Os Estados Unidos e a Ucrânia anunciaram ter desenvolvido um quadro de paz actualizado e aperfeiçoado, após novas conversações em Genebra. De acordo com o comunicado conjunto, Washington e Kiev reafirmaram que qualquer futuro acordo deve respeitar plenamente a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, sublinhando que o processo de negociação continuará a ser condicionado pelas exigências ucranianas.

Por seu lado, o Reino Unido, a França e a Alemanha elaboraram uma contraproposta ao plano de paz originalmente apresentado pelos Estados Unidos, introduzindo várias alterações consideradas significativas.

Segundo um rascunho avançado pela agência Reuters, entre as mudanças mais relevantes está a remoção de referências à limitação futura da expansão da NATO, um ponto sensível para vários Estados-membros.

O documento europeu destaca ainda que a adesão da Ucrânia à NATO dependerá do consenso interno da Aliança, consenso esse que, neste momento, “não existe”. Embora a NATO não planeie estacionar tropas permanentes na Ucrânia em tempos de paz, o plano prevê que caças da Aliança permaneçam destacados na Polónia, reforçando a segurança no flanco oriental.

Outro ponto central da contraproposta europeia é a criação de um diálogo estruturado entre a Rússia e a NATO após a assinatura de um eventual acordo de paz. Este diálogo teria como objcetivo abordar questões de segurança, promover a distensão e criar condições para maiores oportunidades económicas e de conectividade no espaço euro-atlântico.

Os europeus removeram também qualquer referência a concessões territoriais, rejeitando implicitamente a proposta norte-americana que reconhecia a Crimeia, Donetsk e Luhansk como territórios sob controlo russo de facto.

Além disso, o rascunho europeu estipula um limite superior mais elevado para as forças armadas ucranianas em tempos de paz, permitindo que o efetivo chegue aos 800 mil militares.

Esta segunda-feira, 24 de Novembro,  o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou ter conversado com Volodymyr Zelensky para “obter a sua avaliação da situação” antes da reunião informal de líderes europeus agendada para segunda-feira, em Luanda, Angola, no âmbito da cimeira UE–África.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, António Costa sublinhou que uma posição coordenada e unida da União Europeia será essencial para garantir um resultado positivo nas negociações de paz, tanto para a Ucrânia como para a Europa.

A  presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declaraou que existe uma base sólida para fazer avançar as conversações de paz entre a Ucrânia e a Rússia,. A chefe do executivo europeu reafirmou ainda que a soberania e o território da Ucrânia devem ser respeitados.

Os líderes europeus realizaram várias consultas durante o fim de semana para alinhar posições e chegaram hoje a Luanda para continuar as discussões em torno da resposta europeia ao plano norte-americano.

Do lado de Moscovo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia ainda não recebeu qualquer informação oficial sobre as negociações em Genebra, embora reconheça ter conhecimento de que foram feitas modificações às propostas apresentadas pelos Estados Unidos.

As declarações surgem após um primeiro rascunho apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, ter incluído várias exigências de Moscovo, motivando a convocação urgente das conversações entre norte-americanos, europeus e ucranianos.

A Comissão Europeia anunciou que a  Coligação de Voluntários para a Ucrânia reune-se amanhã, 25 de Novembro, no âmbito dos esforços de paz para pôr fim ao conflito russo-ucraniano. ANG/RFI

 

Eleições Gerais/CNE divulga quinta-feira resultados provisórios das eleições gerais de domingo

Bissau, 24 Nov 25 (ANG) – A Comissão Nacional de Eleição (CNE), prometeu, domingo, a divulgação dos resultados provisórios das eleições gerais, na próxima quinta-feira(27) .  

Em conferência de imprensa, o Secretário Executivo Adjunto da CNE Idrissa Djaló, saudou a participação ativa das mulheres e jovens no acto de votação, para a escolha do novo Presidente da República (PR) e  dos deputados.

Aquele responsável destacou ainda que a entidade que gere o processo eleitoral no país reconhece o sentido patriótico e o sacrifício  de todos quanto prestaram  valiosos contributos, principalmente os membros de Assembleia de Voto, e operadores eleitorais, que permitiram que haja um ambiente pacífico e ordeiro, no desenrolar do processo de votação.

A CNE felicita os autores políticos, as forças de Defesa e Segurança, os Observadores Internacionais e aos cidadãos comuns, por “brindarem o pleito eleitoral com dedicação”, no exercício da responsabilidade incumbida a cada um.

“No concernente as operações, tanto preliminares quanto de votação, foram observados os procedimentos previamente estabelecidos pela legislação eleitoral, aliás, os agentes das mesas de Assembleia de Voto já têm  conhecimentos sólidos sobre essa matéria”, disse Idrissa Djaló.

Relativamente ao processo de votação até ao encerramento das urnas, Djalo disse que não se constatou nenhuma situação que possa constituir irregularidades relevantes, salvo os pequenos constrangimentos de ordem logística solucionados em tempo útil.

“Em relação a taxa de participação, não estamos com os dados com maior precisão, e estima-se que essa taxa segue superior a 65 por cento, de conformidade com as informações recolhidas das Comissões Regionais de Eleições, tendo como o indicador, afluência dos eleitores nas mesas de Assembleias de Voto", disse Djaló.

Sobre  o processo de votação na diáspora, concretamente em Portugal e França, onde se registaram incidentes que motivaram uma reunião de emergência do Plenário da Comissão Nacional de Eleições, Idrissa Djaló disse que deu-se anuência a mini-estrutura da CNE nesses dois países para que permita aos cidadãos  portadores de cartão de eleitor possam exercer os seus direitos de voto com base nos dados constante no ficheiro eletrónico dos Cadernos Eleitorais de 2023. ANG/LLA/ÂC//SG

Educação/Rosália Djedjo eleita vice-presidente da AASU para a África Ocidental

Bissau, 23 Nov (ANG) – A  presidente da Confederação Nacional das Associações Es
tudantis da Guiné-Bissau(CONAIGUIB), Rosália Djedjo foi eleita vice-presidente da All-África Students Union,(AASU, na sigla inglês), que significa  União de Estudantes de África, para a África Ocidental, durante a primeira fase das eleições do 14.º congresso da organização, realizado a 22 de Novembro, em Acra(Gana).

De acordo com a plataforma digital Guiné Now, Rosália Djedjo estava entre os sete candidatos validados, representando a CONAEGUIB, entidade que tem reforçado a sua influência nos espaços continentais de decisão.

A confirmação da eleição foi divulgada, domingo(23), através do comunicado oficial da AASU, que destacou a transparência do processo e a participação exclusiva de organizações estudantis com situação financeira regularizada.

Com o novo cargo, Rosália Djedjo passa a desempenhar uma função estratégica na coordenação de iniciativas e políticas regionais que afetam milhões de estudantes da África Ocidental, e a sua eleição é vista como uma conquista significativa para a juventude guineense, que continua a ganhar projeção em plataformas internacionais.

A AASU felicitou os eleitos e salientou o papel das organizações nacionais envolvidas no processo.

A segunda fase das eleições, destinada a completar os restantes cargos do Comité Executivo e do Secretariado, está marcada para 15 de Dezembro.

Para muitos observadores, o resultado representa um sinal claro da capacidade da nova geração guineense para assumir posições de liderança no continente e contribuir para a definição de políticas educacionais africanas. ANG/MI/ÂC//SG

    Espanha/Autoridades  resgataram 260 pessoas ao largo das Canárias

Bissau, 24 Nov 25 (ANG)  - As autoridades espanholas resgataram 260 pessoas no domingo, que viajavam em duas embarcações precárias, incluindo 57 menores idade e 30 mulheres.

Serviço de Salvamento Marítimo e o Serviço de Emergência do arquipélago espanhol das Canárias foram alertados sobre a presença das duas embarcações perto da costa de El Hierro ao final da tarde de domingo.

Devido à proximidade da costa, o desembarque ocorreu pouco depois em La Restinga, a sul de El Hierro, onde receberam assistência do Serviço de Salvamento Marítimo e das equipas médicas presentes no local.

Fontes ligadas às autoridades espanholas disseram à agência EFE que quatro pessoas com problemas de saúde ligeiros foram encaminhadas para centros médicos.

A primeira embarcação a chegar a El Hierro transportava 104 pessoas, entre as quais 35 menores e 20 mulheres.

A segunda embarcação transportava 156 pessoas, das quais 22 eram menores e dez mulheres.

Desde janeiro já chegaram às ilhas Baleares mais de 350 embarcações, transportando mais de 6.500 migrantes, segundo a contagem da agência de notícias EFE com base em dados do Ministério do Interior (correspondente ao Ministério da Administração Interna) e da Delegação do Governo espanhol nas Baleares.

Em 2024, 5.882 migrantes chegaram ao arquipélago por via marítima, de acordo com o Relatório Anual de Segurança Nacional do Ministério do Interior de Espanha.ANG/Lusa

 

   Angola/Luanda recebe 7ª cimeira UE-UA para redefinir parceria África-Europa

Bissau, 24 Nov 25 (ANG) - Arranca esta segunda-feira, a 7ª edição da cimeira entre a União Europeia (UE) e a União Africana (UA), sob o tema "Promover a paz e a prosperidade através do multilateralismo eficaz".


O encontro marca os 25 anos desta parceria intercontinental e surge num momento de transformações geopolíticas, económicas e sociais para os dois continentes.

Luanda recebe  a 7ª Cimeira União Europeia–União Africana, para redefinir a relação estratégica num momento decisivo para a estabilidade nos dois continentes. Sob o lema “Promover a Paz e a Prosperidade através do Multilateralismo Eficaz”, o encontro decorre no Salão Protocolar da Presidência da República de Angola, junto ao Memorial António Agostinho Neto, assinala os 25 anos de parceria UE–UA e coincide com um ano simbólico para Angola, que celebra meio século de independência.

A cimeira é copresidida pelo Presidente angolano, João Lourenço, e pelo Presidente do Conselho Europeu, António Costa, conta com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o Presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, entre outros Chefes de Estado e de governo. Entre os participantes encontram-se também o Presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, o Presidente queniano, William Ruto, e o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, numa altura em que o continente africano surge em competição com os Estados Unidos, a China e a Rússia.

Durante estes dois dias, os líderes africanos e europeus procuram avançar numa agenda comum, que inclui segurança, integração económica, governação, mobilidade académica, migração e cooperação em sectores estratégicos como a mineração, para produzir uma declaração conjunta que estabeleça prioridades claras para os próximos anos.

À margem da cimeira, os líderes europeus vão continuar as discussões sobre o plano dos EUA para pôr fim à guerra na Ucrânia, estando agendada para esta manhã de segunda-feira uma reunião específica sobre o tema, a convite de António Costa.

Numa declaração conjunta, esta segunda-feira, António Costa e Ursula von der Leyen sublinharam que “os desafios que enfrentamos, alterações climáticas, transformação digital, migração irregular, conflitos e insegurança não conhecem fronteiras”, defendendo que África e Europa devem responder ao mundo multipolar com “cooperação multipolar”. “Juntos, África e Europa podem liderar o caminho”, afirmaram.

A UE mantém doze missões civis e militares em África, demonstrando a centralidade do continente na política de segurança europeia. A cooperação em governação, prevenção do extremismo e estabilização regional continua a ser essencial, num contexto marcado por insurgências, golpes de Estado e crescentes pressões geopolíticas. A Rússia tem reforçado a presença como parceiro de segurança, depois da perda de influência francesa em várias regiões do Sahel.

A Europa continua a ser o principal parceiro comercial de África, atingindo, em 2023, 467 mil milhões de euros. O investimento directo europeu supera os 238 mil milhões. A concorrência de China, Rússia, Turquia e Estados do Golfo tem aumentado, oferecendo às nações africanas novas opções e maior poder negocial.

Programas como o Global Gateway África–Europa, avaliados em 150 mil milhões de euros, procuram modernizar infra-estruturas, apoiar a industrialização africana e fortalecer cadeias de valor locais. Parte destes investimentos pretende garantir à UE o acesso a minerais estratégicos cruciais para a transição verde e para reduzir a dependência em relação à China em matérias-primas críticas, incluindo terras raras.

A mobilidade académica é apresentada como um pilar essencial da parceria renovada: desde 2022, mais de 30.000 estudantes africanos e 18.000 europeus participaram em programas de intercâmbio apoiados pela UE. No entanto, a migração mantém-se um tema sensível. Os Chefes de Estado e de governo vão discutir formas de conter a imigração irregular, reforçar o regresso e a reintegração de migrantes e criar vias legais de mobilidade, num contexto em que o tema tem influenciado a política europeia e alimentado discursos de extrema-direita.

Outro ponto central é o apoio europeu à integração continental, nomeadamente ao comércio intra-africano, que representa apenas 15% do total, e ao reforço do peso diplomático de África em fóruns como o Conselho de Segurança da ONU e o Banco Mundial.ANG/RFI

 


                      Moçambique
/Assinatura de nove acordos com Brasil

Bissau, 24 Nov 25 (ANG) - Os governos de Moçambique e do Brasil assinaram hoje nove instrumentos jurídicos que visam reforçar a cooperação bilateral, no âmbito da quarta visita do Presidente brasileiro, Lula da Silva, ao país africano.

Na presença dos dois chefes de Estado, Lula da Silva e Daniel Chapo, na Presidência da República, em Maputo, elementos dos governos de Moçambique e do Brasil assinaram nove instrumentos jurídicos, entre memorandos de entendimento, protocolos e adendas a acordos em vigor.

Aviação civil, formação jurídica, diplomacia, investigação e produção resiliente agroflorestal, governança e desenvolvimento socioeconómico, formação, promoção ao empreendedorismo, cooperação internacional no ensino e pesquisa em saúde, educação e promoção de investimentos e exportações foram áreas visadas pelos acordos assinados pelos dois países.

Antes, o Presidente do Brasil prometeu estreitar a parceria com Moçambique, país onde está a realizar a sua quarta visita, a convite do homólogo moçambicano.

"Uma relação bilateral que completa 50 anos e que celebramos com mais trabalho, estreitando mais a parceria entre os nossos países", afirmou Lula da Silva, numa mensagem colocada na sua conta oficial na rede social X, pouco depois de ter sido recebido, na Presidência da República, em Maputo, por Daniel Chapo.

"Vamos avançar em temas como assistência humanitária, saúde, educação, segurança alimentar, agricultura, biocombustíveis, defesa, comércio e investimentos, além de temas da agenda internacional, como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, luta contra a pobreza e mudança climática", acrescentou, antecipando os temas das conversações entre os dois governos, que decorrem durante a manhã, com a previsão de assinatura de vários acordos.

Lula da Silva chegou a Maputo ao final da tarde de domingo, mantendo pouco depois um encontro com Daniel Chapo, que sublinhou a "relação profunda, construída em áreas essenciais como saúde, educação, agricultura, combate à fome e inclusão social" entre os dois países.

"Esta visita reforça os laços históricos entre os nossos povos e inaugura uma nova etapa no fortalecimento das nossas relações bilaterais, da cooperação estratégica e do desenvolvimento partilhado", comentou Daniel Chapo, também na sua conta na rede social X.

Trata-se da quarta visita de Lula da Silva a Moçambique, em três mandatos, a última das quais há precisamente 15 anos.

O Presidente brasileiro ainda vai encerrar, à tarde, o fórum empresarial Brasil - Moçambique e, antes de deixar Maputo, será outorgado com o título de doutor 'honoris causa' pela Universidade Pedagógica de Maputo, em Ciência Política e Cooperação Internacional.

O Governo brasileiro assumiu o objetivo de uma cooperação bilateral mais profunda e diversificada, que considera que ainda não é correspondida pelas relações económicas.

De acordo com os dados do Banco Central do Brasil, de 2023, Moçambique estava no 71.º lugar na lista de investimentos brasileiros no exterior, com apenas 15 milhões de dólares (13,03 milhões de euros). ANG/Lusa

 

Nigéria/Cinquenta estudantes de uma escola católica  sequestrados conseguiram fugir do cativeiro

Bissau, 24 Nov 25 (ANG)  – Cerca de 50 estudantes de uma escola católica no oeste da Nigéria, sequestrados na sexta-feira, conseguiram escapar , anunciou no domingo a Associação Cristã da Nigéria.

Essas crianças escaparam e se reencontraram com seus pais após um ataque de homens armados não identificados à escola mista católica St. Mary, no estado de Níger, onde mais de 300 alunos e 12 professores foram sequestrados, informou a associação em um comunicado.

Esse número representa quase metade da matrícula total da escola, que conta com 629 alunos, sendo 430 no ensino fundamental e 199 no ensino médio, segundo a mesma fonte.

Em resposta ao aumento dos sequestros em escolas, o governo da Nigéria fechou muitas escolas como medida de precaução, enquanto as autoridades dos estados vizinhos de Katsina e Plateau ordenaram o fechamento de todas as escolas.

O Chefe de Estado colocou as forças de segurança da Nigéria em alerta máxima para lidar com o ressurgimento da insegurança e garantir o retorno seguro dos estudantes sequestrados. ANG/Faapa

 

domingo, 23 de novembro de 2025

Eleições Gerais/Candidato presidencial suportado por PAIGC diz estar  confiante na vitória eleitoral

Bissau, 23 Nov 25 (ANG) - O candidato presidencial suportado pelo Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Fernando Dias da Costa manifestou hoje a sua confiança na vitória eleitoral e promete renovar a esperança do povo.

Dias falava à imprensa após ter exercido o seu direito cívico, no Setor de Mansoa, região de Oio, norte do país, e disse  que o povo “está farto do regime ditatorial vigente no país” e que, por isso, vão bani-lo.

“Decidimos assumir o compromisso  de forma a eliminar a tortura, rapto e situações anormais que acontecem nesta Nação nos últimos anos”, declarou aquele político.

Sublinhou que este país precisa de uma mudança e que necessita igualmente de dirigentes responsáveis, e que têm a noção de Estado  e que são capazes  de pensar no desenvolvimento do país.

Fernando felicitou a Comissão Nacional de Eleições (CNE) por fazer chegar as urnas em todas as localidades da Guiné-Bissau, e diz esperar  que a instituição continue a trabalhar com base na lei e na verdade, uma vez que, segundo ele, a vontade do povo deve prevalecer sempre.

Por outro lado, Dias acusa Umaro Sissoco Embaló de ser o responsável pela alegada detenção do deputado Vitor Mandinga, este domingo, em Bafatá.

Acrescentou que  após ter sido informada, a reação foi imediata  e que culminou com a soltuta do deputado Mandinga.

 “Umaro não deve continuar a agir como se fosse o Presidente de República, porque atualmente ele é apenas um candidato igual a qualquer um”, disse Fernando Dias. ANG/AALS/ÂC//SG