terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Suíça/Custos dos desastres naturais mantêm-se alarmantes (apesar de queda)

Bissau, 13 jan 26 (ANG) - As perdas económicas decorrentes de catástrofes naturais em todo o mundo caíram quase 40% em 2025, mas o panorama global dos eventos climáticos extremos continua alarmante, afirmou hoje a resseguradora Munich Re.

empresa estimou os custos em 224 mil milhões de dólares (192 mil milhões de euros), com a diminuição a dever-se sobretudo à ausência de um furacão a atingir a costa dos Estados Unidos, pela primeira vez em dez anos.

Uma queda comparável - de quase um terço - foi observada pela rival Swiss Re, que em dezembro estimou as perdas económicas globais decorrentes de catástrofes naturais em 220 mil milhões de dólares (189 mil milhões de euros).

Do total estimado pela Munich Re, 108 mil milhões de dólares (93 mil milhões de euros) são perdas seguradas, o que também representa uma redução significativa.

Apesar disso, "o panorama geral continua a ser alarmante", observa a empresa, no relatório anual sobre catástrofes naturais.

Para além de grandes desastres como sismos ou furacões, inundações locais, tempestades e incêndios florestais são atualmente os que causam maiores prejuízos.

Estes eventos representaram 166 mil milhões de dólares (142 mil milhões de euros) em perdas totais em 2025, dos quais 98 mil milhões de dólares (84 mil milhões de euros) estavam segurados, acima da média ajustada à inflação das últimas décadas.

A resseguradora apontou o incêndio florestal de Los Angeles, em janeiro, como, "de longe o desastre natural mais caro do ano", causando 53 mil milhões de dólares (45 mil milhões de euros) em prejuízos, dos quais 40 mil milhões (34 mil milhões de euros) estavam segurados.

"O planeta está com febre e, como resultado, estamos a assistir a uma acumulação de eventos climáticos severos e intensos", disse o climatologista-chefe da Munich Re, Tobias Grimm, à agência de notícias France-Presse (AFP).

O alerta surge numa altura em que a negação das alterações climáticas se intensificou, particularmente nos Estados Unidos desde a eleição do Presidente Donald Trump.

Mas também a União Europeia reduziu ou adiou certas medidas destinadas a tornar a economia mais verde, em nome da competitividade e da preservação do emprego.

Enquanto "o ponto de inflexão para as emissões de gases com efeito de estufa não for atingido, a Terra continuará a aquecer", alertou Tobias Grimm.

"Mais calor significa mais humidade, chuvas mais intensas e ventos mais fortes", o que significa que as alterações climáticas "já estão a contribuir para eventos climáticos extremos", acrescenta.

O ano de 2025 apresentou "duas faces", segundo o climatologista.

A primeira metade foi "o período mais dispendioso alguma vez registado para o setor segurador", enquanto o segundo semestre apresentou "as menores perdas em dez anos".

Além dos incêndios na Califórnia, um sismo causou no final de março prejuízos de 12 mil milhões de dólares (10 mil milhões de euros) em Myanmar (antiga Birmânia), sendo que a esmagadora maioria das perdas não estavam cobertas por seguro.

Os Estados Unidos, embora não tenham sido atingidos por furacões, registaram a maior parte das perdas financeiras em todo o mundo, totalizando 118 mil milhões de dólares (101 mil milhões de euros).

Deste total, 88 mil milhões de dólares (75 mil milhões de euros) estavam segurados, demonstrando um elevado nível de cobertura de risco e o elevado valor dos ativos em risco, referiu a Munich Re.

A Climate Central, uma organização norte-americana sem fins lucrativos que agrega dados sobre as alterações climáticas, registou 115 mil milhões de dólares (99 mil milhões de euros) de prejuízos no país em 2025.

Os desastres naturais também causaram cerca de 17.200 mortes em todo o mundo, principalmente na região Ásia-Pacífico e em África, de acordo com a Munich Re.

Este número é superior ao de 2024, que registou 11 mil mortes, mas continua muito abaixo da média dos últimos 30 anos: 41.900.

"As medidas de prevenção de riscos estão a começar a produzir resultados", concluiu Grimm. ANG/Lusa

 

         EUA/ Governo duplica revogação de vistos para 100 mil em 2025

Bissau, 13 jan 26 (ANG) - O Departamento de Estado norte-americano revelou segunda-feira que revogou aproximadamente 100 mil vistos a estrangeiros em 2025, mais do dobro das revogações no ano anterior.

Este número inclui "aproximadamente
8 mil vistos de estudante e 2.500 vistos especiais de indivíduos que tiveram ocorrências com a polícia norte-americana por atividades criminosas", afirmou o departamento. 

"Vamos continuar a deportar estes criminosos para manter a segurança dos Estados Unidos", adianta o Departamento de Estado em comunicado. 

Em 2024, durante a presidência de Joe Biden, foram revogados aproximadamente 40 mil vistos, segundo a Fox News. 

Desde que regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, o Presidente Donald Trump intensificou as suas políticas anti-imigração com o aumento de rusgas policiais, deportações e exigências mais rigorosas para estrangeiros que procuram vistos de viagem e residência. 

O Presidente republicano assinou ainda uma ordem executiva para reforçar a verificação de antecedentes de quem solicita vistos para os Estados Unidos. 

Além disso, o governo implementou processos de triagem mais rigorosos para os candidatos, incluindo a monitorização de atividades nas redes sociais. 

A maioria das revogações de vistos em 2025 afetaram turistas e viajantes de negócios que permaneceram no país após a expiração dos seus vistos, confirmou um funcionário do governo à Fox News. 

Especificamente, quase 500 estudantes viram os seus vistos revogados por posse e distribuição de drogas, e metade das revogações de vistos especiais resultaram de detenções por condução sob o efeito de álcool ou drogas, segundo a mesma fonte. 

Estes números surgem após a administração Trump ter anunciado, em agosto de 2025, que estava a rever a validade dos vistos de 55 milhões de estrangeiros. ANG/Lusa

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Regiões/ Bideiras limpam Paragem Central de automóvel de  Canchungo

Canchungo, 12 Jan 26 (ANG) – As mulheres vendedeiras e alguns condutores do sector de Canchungo, região de Cacheu, norte do país, realizaram, no passado fim de semana,  limpeza voluntária da Paragem Central daquele sector.

Em declarações à ANG, o responsável de grupo de trabalho de limpeza Jaime Gomes disse que a  iniciativa tem como objetivo  tornar a Paragem Central mais limpa, saudável e organizada.

“Queremos proporcionar  uma boa imagem deste  espaço de grande movimentação das pessoas e carros no setor de Canchungo”, disse.

Gomes acrescentou que trabalhos idênticos serão realizados  de 15 em 15 dias, e apelou a participação massiva dos condutores e das vendedeiras. ANG/AG/JD/ÂC//SG

Regiões /Lançada primeira pedra para construção do pavilhão da escola do Ensino Básico de Mansabá

Mansabá,12 Jan 26(ANG) -  A primeira pedra para a  construção de um pavilhão da Escola do Ensino Básico Unificado do sector de Mansabá, região de Oio, norte do país foi lançada no fim da semana passada.

Segundo o Correspondente  da ANG na região de Oio, a iniciativa se realiza no quadro de criação de mais infraestruturas escolares para as crianças daquele comunidade.

Abu Cissé, administrador do Sector de Mansabá manifestou, na ocasião, a sua satisfação quanto a esta  a iniciativa dos pais e encarregados da educação de sector.

Cissé exortou à todos os populares daquele setor a união a volta desse   projeto para que possa ser concretizado.

Em nome da comunidade  do Sector de Mansabá, Agostinho Sanhá disse que iniciativa chegou num momento muito  importante, devido ao aumento, cada vez mais, do número de crianças para ingressarem no ensino.

Sanhá exorta a  juventude local  a apostar no trabalho, para poder desenvolver o  setor de Mansabá.

A construção do pavilhão em causa, que deverá acrescentar mais quatro salas de aula, na Escola do Ensino Básico Unificado  de Mansabá ,tornou-se possível  graças a iniciativa dos pais e encarregados da educação dos alunos, em colaboração com a direção da escola  e a juventude de diferentes bairros de Mansabá, que contribuíram  com oito  sacos de cimento . ANG/AD/MSC/SG

Política/Alto Comando Militar proíbe realização de conferências de imprensa ou declarações públicas que põem em causa coesão social

Bissau, 12 Jan 26 (ANG) - O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública comunica ao público de que fica, expressamente proibida, a realização de quaisquer conferências de imprensa ou declarações públicas não autorizadas e que poem em causa a paz e coesão social.

A proibição foi tornada pública  através de um  comunicado à imprensa do Alto Comando Militar, à que a ANG teve acesso hoje , produzido a 09 do mês em curso , visando a manutenção da paz e segurança na Guiné-Bissau.

“É do conhecimento público que alguns indivíduos e grupos étnicos, particularmente figuras políticas, têm promovido encontros às escondidas, utilizando essas plataformas para incitar a violência e ao desrespeito pelas interdições estabelecidas na Carta de Transição Política, bem como por resoluções e comunicados emanados deste Alto Comando. Tal conduta é inaceitável e constitui uma grave afronta à estabilidade nacional”, refere o documento.

De acordo com o  comunicado, o Alto Comando Militar informa ainda que, monitoriza, com a máxima atenção, a situação em todo o território nacional, e avisa que “qualquer pessoa ou entidade que desafie a ordem pública decretada pelas autoridades de transição será severamente repreendida, em conformidade com a lei”.

“É do pleno conhecimento deste comando que determinados grupos, com base em afinidades tribais, estão a ser instigados a desafiar a autoridade, proferindo inclusive ameaças públicas contra membros do Alto Comando e algumas personalidades”, lê-se do comunicado.

Alto Comando Militar refere que os responsáveis por esses actos serão individualmente responsabilizados e que tais medidas não constituirão, em circunstância alguma, perseguição a qualquer grupo étnico ou tribal, mas sim a aplicação estrita da lei perante “atos individuais de desacato e perturbação da ordem pública”.

Segundo comunicado, o Alto Comando Militar apela  aatenção do povo guineense, da comunidade internacional, do corpo diplomático acreditado no país, da sociedade civil, de todas as confissões Religiosas e das Autoridades Tradicionais para os graves fatos acima descritos, tendo em conta  que a presente situação exige união, serenidade e um compromisso coletivo com o restabelecimento da ordem constitucional e da paz pública, bem como a disciplina, respeito e um espírito patriótico de todos os cidadãos. ANG/AALS//SG

 Religião/Alto-comissário para a Peregrinação defende reforço da organização interna  para garantir processo mais organizado

Bissau, 12 Jan 2026 (ANG) – O recém-empossado Alto-comissário para a Peregrinação  à Meca defendeu o reforço do funcionamento interno da instituição, com o objetivo de assegurar um processo de peregrinação mais organizado, transparente e eficiente.

Infali Coté falava no sábado, durante a cerimónia de receção dos dossiês sobre a instituição do  comissário cessante, Califa Soares Cassamá, realizada nas instalações do Alto Comissariado, segundo noticiou a Rádio Sol Mansi.

Na ocasião, Infali Coté afirmou que a consolidação institucional do Alto Comissariado e a finalização dos últimos acordos, indispensáveis para garantir a participação, este ano,  a participação de fiéis guineenses na peregrinação à Arábia Saudita constituem as principais prioridades do seu mandato.

Por sua vez, o Alto-comissário cessante Califa Soares Cassamá desejou êxitos ao novo responsável e sublinhou a complexidade que envolve a organização da peregrinação à Meca na Guiné-Bissau, apontando a insuficiência de apoio financeiro e logístico por parte do Estado, como um dos principais constrangimentos enfrentados no seu mandato .

A nova liderança assume funções num contexto marcado por desafios institucionais e financeiros, mas garante estar empenhada em melhorar as condições oferecidas aos peregrinos e  reforçar a credibilidade do Alto Comissariado, entidade responsável pela coordenação de um dos momentos mais importantes da fé islâmica no país. ANG/MI//SG

 Regiões / Administrador do setor de N’Hacra critica exploração ilegal de areia em Com Zangada

Nhacra, 12 Jan 2026 (ANG) – O administrador do setor de N’Hacra, Caramo Djaura, criticou , domingo, a população da tabanca de Com Zangada, na região de Oio, norte da Guiné-Bissau, pela exploração ilegal de areia, ao longo da estrada e junto aos  postes de luz alétrica instalados pela Organização para a Valorização do Rio Gâmbia (OMVG).

Djaura ainda crriticou  a venda de terrenos sem  conhecimento das autoridades competentes.

A crítica foi feita durante a cerimónia de tomada de posse do novo comité de tabanca de Com Zangada, Quituqueia Purna Bac, que contou com a presença de autoridades locais e membros da comunidade.

Na ocasião, Caramo Djaura recomendou ao novo responsável comunitário a trabalhar no sentido de pôr fim a essas práticas, com vista a evitar possíveis conflitos no seio da comunidade. O administrador apelou  o envolvimento de todos os populares no desenvolvimento sustentável da localidade.

O recém-empossado presidente do comité de tabanca, Quituqueia Purna Bac, manifestou a sua satisfação pela confiança depositada na sua pessoa pela população de Com Zangada e apelou à união dos moradores.

Quituqueia Purna Bac pediu  maior colaboração das autoridades locais, sobretudo no combate à exploração ilegal de areia na comunidade.

No balanco de seu mandato, o antigo presidente do comité de tabanca, António Djamil N’Cuia, sublinhou que desenvolveu várias ações em prol da comunidade, destacando a resolução de conflitos ligados à posse de terras.

N’Cuia disse que decidiu abandonar o cargo devido à idade, abrindo espaço para que os mais jovens assumissem essas responsabilidades, e pede que dessem  continuidade aos trabalhos iniciados para o desenvolvimento da localidade.ANG/AD/LPG//SG

 

                Gabão/ Nove marinheiros sequestrados por piratas

Bissau, 12 Jan 2026 (ANG) – Um arrastão com bandeira gabonesa, o IB Fish 7, foi alvo de um ataque de piratas na noite de 10 para 11 de janeiro, informou a Agência de Imprensa Gabonesa em um comunicado do Ministério da Defesa Nacional.

Imagem ilustrativo

Segundo o comunicado do ministério, o incidente ocorreu por volta das 2h da manhã, enquanto a embarcação realizava atividades de pesca a aproximadamente sete milhas náuticas a sudoeste de Equata, em águas territoriais gabonesas.

Segundo o Ministério da Defesa, o ataque foi realizado por três indivíduos armados que sequestraram nove tripulantes, incluindo cinco cidadãos chineses e quatro indonésios. Outros seis marinheiros, de nacionalidades indonésia, chinesa e burquinense, permaneceram a bordo do arrastão.

Ao receber o alerta, as autoridades gabonesas assumiram o caso, de acordo com o comunicado assinado pela Ministra da Defesa Nacional, Brigitte Onkanowa.

"A Marinha Nacional lançou uma operação com o apoio das unidades náuticas da Gendarmaria Nacional, que resultou na localização e posterior escolta do arrastão até Libreville, onde atracou no porto de Owendo", diz o comunicado.

O Ministério da Defesa Nacional informa que a situação está sendo monitorada no mais alto nível do Estado e que uma investigação foi aberta pelo Ministério Público em Libreville para identificar os autores e esclarecer completamente as circunstâncias do ataque. ANG/Faapa

    

 

         UNESCO/Lançamento da  edição africana de Clubes de Ciências

Bissau, 12 Jan 2026 (ANG) – A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou a iniciativa “Desafio dos Clubes de Ciências 2026”, a edição africana de sua futura Rede de Clubes de Ciências.

Esta iniciativa, que será lançada em 2026 em parceria com a empresa chinesa "BOE Technology Group Co. Ltd.", tem como objetivo "apoiar o crescimento e a sustentabilidade dos clubes científicos africanos no âmbito da futura rede da UNESCO", segundo um comunicado da organização das Nações Unidas.

"Este é um esforço global para construir uma rede internacional de jovens inovadores e educadores", afirma a UNESCO, que convida clubes de ciências africanos a participarem. As inscrições para o "Desafio dos Clubes de Ciências 2026 - Edição Africana" estão abertas até 30 de abril.

"Todos os clubes de ciências da África são incentivados a documentar as atividades de CTI (Ciência, Tecnologia e Engenharia) implementadas durante os cinco meses que antecedem o prazo de entrega de 30 de abril de 2026", diz o comunicado.

Segundo a organização da ONU, os clubes científicos africanos que participarão da Rede de Clubes Científicos da UNESCO serão anunciados na Namíbia, seguidos pela edição da Ásia-Pacífico e pela edição árabe, planejadas respectivamente para a China e o Kuwait no início de 2026.

Todos os esforços regionais culminarão com o lançamento da Rede Global de Clubes de Ciência da UNESCO em Paris, em junho de 2026, segundo informações divulgadas. ANG/Faapa

 Alemanha/Aeroporto de Frankfurt cancela quase 100 voos devido à neve e ao gelo

Bissau, 12 jan 2026 (ANG) - O Aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, tem cancelados 98 dos 1.052 voos programados para esta manhã devido à tempestade de neve e gelo, segundo informações da imprensa alemã.

No entanto, o aeroporto poderá cancelar mais voos ao longo do dia.

O Aeroporto de Frankfurt, um dos maiores da Europa continental, prevê transtornos significativos devido à tempestade de neve e gelo que afeta a Alemanha.

Os passageiros devem verificar o estado dos seus voos antes de viajar e chegar ao aeroporto pelo menos três horas antes da partida.

A Alemanha está desde a semana passada a ser afetada pelo mau tempo, com neve e ventos fortes, tendo afetado aeroportos, escolas e outros serviços.

Vários aeroportos da Alemanha como os de Hamburgo, Düsseldorf e Berlim registaram vários cancelamentos e atrasos no fim de semana devido à neve.

De acordo com o 'site' da ANA - Aeroportos de Portugal, foi cancelado o voo proveniente de Hamburgo com chegada prevista ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, às 08h35. ANG/Lusa

 

 EUA/Donald Trump ameaça Cuba para aceitar acordo “antes que seja tarde demais”

Bissau, 12 Jan 2026 (ANG) - Donald Trump endureceu o tom contra Cuba no domingo e exortou o país a aceitar “antes que seja tarde demais” um “acordo”, sem indicar de que tipo de acordo se trata.

O Presidente norte-americano escreveu que “não haverá mais petróleo nem dinheiro” oriundo da Venezuela para Cuba.

Em resposta, o chefe de Estado cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana”, que não está às ordens de ninguém e que a ilha “se prepara” e “está disposta a defender-se até à última gota de sangue”.

É mais um país no visor das ameaças de anexação de Donald Trump. Depois da Venezuela e de ter capturado o seu Presidente Nicolás Maduro, depois de ter ameaçado recentemente a Colombia, o México, o Irão e a Gronelândia, este domingo foi a vez de Cuba.

Em letras maiúsculas, na sua rede social, Truth Social, Trump escreveu: “Não haverá mais petróleo ou dinheiro para Cuba – zero!” e acrescentou: “Sugiro fortemente que aceitem um acordo antes que seja tarde”. Horas depois, interrogado no seu avião Air Force One, Trump disse aos jornalistas que se vai “ocupar” das pessoas que fugiram de Cuba e vivem nos Estados Unidos que disse serem “cidadãos americanos”. Mais uma vez, sem adiantar precisões.

Em resposta, o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, avisou que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana”, que não está às ordens de ninguém e que a ilha “não agride, mas é agredida pelos Estados Unidos há 66 anos”, pelo que “se prepara” e “está disposta a se defender até à última gota de sangue”. De recordar que Hava está está submetida a um embargo norte-americano desde 1962, nos tempos da Guerra Fria.

Donald Trump voltou à carga verbal com nova mensagem na sua rede social ao republicar uma mensagem que sugeria que o secretário de Estado Marco Rubio, filho de cubanos, poderia tornar-se Presidente da ilha, ao que Trump comentou: “Parece-me bem!”.

Cuba assinou, em 2000, um acordo de cooperação com a Venezuela do então Presidente Hugo Chavez que previa um fornecimento de petróleo contra o envio de médicos e professores. Na operação militar de há uma semana dos Estados Unidos contra a Venezuela, morreram dezenas de membros das forças de segurança venezuelanas mas também cubanas. ANG/Lusa

 

                   Marrocos/Praça Bab El Had vibra com as corres de África

Bissau, 12 jan 2026 (ANG) – A Praça Bab El Had, em Rabat, torna-se, a cada jogo, e algumas horas antes do início das partidas da Copa Africana de Nações (CAN), um ponto de encontro privilegiado para torcedores de todos os cantos do continente.

Basta seguir as cores usadas pelos diferentes torcedores, ouvir o ritmo dos tambores e deixar-se guiar até "Bab Lhad", este lugar emblemático que se transforma em uma encruzilhada africana a céu aberto, que abraça toda a África.

Na Praça Bab El Had, conhecida pelos moradores de Rabat como um portal histórico, os torcedores africanos, com lenços no pescoço e agitando as bandeiras de seus países, conferem à AFCON uma marca especial.

De fato, Bab El deixou de ser um ponto de passagem e se tornou um ponto de encontro imperdível, sem qualquer coordenação prévia, para os torcedores que ali se reúnem, inicialmente em pequenos grupos, antes de gradualmente se expandirem e se tornarem um palco coletivo onde canções, gritos e batidas de tambor se misturam.

No coração desta praça, o futebol une a todos. Nesse contexto, Malek El Bahri, torcedor tunisiano de Sfax, contou à MAP que viajou ao Marrocos para apoiar as Águias de Cartago, enfatizando que "a atmosfera é excepcional nesta praça lendária, onde torcedores de diferentes nacionalidades dão asas à sua alegria em um ambiente de calma e total segurança".

"Apesar da eliminação da Tunísia, ficarei em Marrocos", declarou, expressando sua esperança de que a seleção marroquina conquiste o título da CAN.

Ele destacou, a este respeito, que apesar da eliminação de suas respectivas seleções nacionais, vários torcedores preferiram prolongar sua estadia no Reino para desfrutar do ambiente do torneio, agradecendo a Marrocos pela organização excepcional desta 35ª edição da CAN.

O mesmo sentimento foi partilhado por Youssra, outra adepta marroquina vinda de França, que observou, numa declaração semelhante, que tem o hábito de passar por Bab El Had antes de se dirigir ao estádio, acreditando que este local histórico lhe dá a impressão de que toda a África está presente em Marrocos.

Essa fã dos Leões do Atlas expressou seu desejo de ver a seleção marroquina levantar o troféu, observando que a organização da CAN é fantástica e que a atmosfera é repleta de paz e amor.

Já Martine Mayegue, uma camaronesa que veio da Bélgica para apoiar os Leões Indomáveis, considerou a Praça Bab El Had uma parada obrigatória antes de seguir para o estádio.

"Há muita gente. O ambiente é fantástico e o povo marroquino é muito hospitaleiro. Só há alegria", disse ela.

Para Brahim Mba, cidadão guineense, a Praça Bab El Had é um local fundamental nesta CAN, onde os torcedores se reúnem sempre, e ele destaca que vem para celebrar a alegria da CAN mesmo que a seleção de seu país não tenha se classificado para a fase final.

Entre os sons das vuvuzelas e as bandeiras tremulando, a Praça Bab El Had permanece uma encruzilhada onde diferentes histórias se desenrolam e onde os caminhos de apoiadores de todos os lugares se cruzam para celebrar um festival coletivo onde a alegria se torna sagrada.

Mais do que um simples ponto de encontro para torcedores africanos, a Praça Bab El Had pretende ser uma memória viva e um festival espontâneo no coração de Rabat, antes que todos invadam os retângulos verdes onde a rivalidade entre os jogadores dita as regras. ANG/Faapa

 

Transição Política/Reunião da CEDEAO com Membros do Alto Comando Militar terminou sem declarações à imprensa

Bissau, 11 jan 26 (ANG) – A Missão de Alto Nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), esteve sábado, dia 10 do corrente mês no país e reuniu-se com os membros do Alto Comando Militar, para avaliar o processo de transição em curso, e particularmente o cumprimento das deliberações da 68.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, realizada a 14 de dezembro de 2025, em Abuja (Nigéria).

No final da reunião que durou cerca de seis horas de tempo, as partes não efetuaram nenhuma declarações à imprensa, tendo a CEDEAO prometido produzir posteriormente um comunicado final.

Após o encontro com o Alto Comando, a delegação presidencial da CEDEAO deslocou‑se à Segunda Esquadra para visitar o líder do PAIGC e coordenador da Coligação Plataforma Inclusiva Terra Ranka, Domingos Simões Pereira.

A comitiva seguiu depois para a Embaixada da Nigéria, onde visitou o candidato independente Fernando Dias da Costa e outras personalidades políticas que se encontram refugiadas naquela missão diplomática.

A missão da CEDEAO é chefiada pelo Presidente da Serra Leoa e atual Presidente da Conferência da organização, Julius Maada Bio, e inclui ainda o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye.ANG/ÂC



sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Regiões/”Gabu necessita de mais de professores para segundo e terceiro ciclo”, afirma Delegado Regional de Educação

Gabu, 09 Jan 26 (ANG) - O Delegado Regional de Educação de Gabu, leste do país,  afirmou quinta-feira que necessitam de mais de 200 professores para segundo e terceiro ciclo.

Em declarações à ANG, Serifo Mané, disse que já tem informação através do gabinete da Direção Geral de Recursos Humanos do Ministério da Educação Nacional,  da existência de um cronograma de levantamento de guias do segundo grupo de professores formados a serem brevemente colocados nas regiões.

Mané, revelou que, a medida vai ser tomada,  após uma formação pedagógica de oitocentos e setenta professores do primeiro Ciclo que terminará esta sexta-feira, e que foi financiado pelo Banco Mundial, e será implementado pelo Ministério da Educação através do Instituto Nacional de Educação/ (INDE).

Considerou de positivo os primeiros três anos letivos, justificando que este ano as aulas iniciaram muito cedo, com a colocação de todos os efetivos, não obstante de alguns constrangimentos.

A região de Gabu, conta com mais de 900 professores para 210 escolas públicas e tem uma necessidade que supera 200 professores, para não comprometer o ano letivos 2025/2026.ANG/SS/JD/ÂC

         Regiões/Empossada nova Direcção do Liceu Regional de Bissorã

Bissorã, 09 de Jan 26 (ANG) – A nova Direção do Liceu Regional de Bissorã, região de Oio,  norte do país, foi empossada esta quinta-feira, com objetivo de melhorar a qualidade do ensino aprendizado no setor.

De acordo com o despacho do correspondente da ANG na região de Oio, a nova direção vai contar com 11 elementos.

Depois das formalidades de posse, o novo Diretor daquele estabelecimento do ensino público Braima Malam Cissé, disse que escolheu pessoas da sua confiança com capacidade comprovada para juntos melhorar o desempenho do referido liceu, formando futuros quadros qualificados.

Cissé afirmou que, assumiu as funções no passado mês de Novembro do ano 2025, onde encontrou várias dificuldades na escola sobretudo no que tange ao aspeto financeiro, frisando que, isso numa escola que conta com mais de 2500 alunos, 35 professores o desafios torna ainda mais exigente.

Segundo explicou, estão a precisar de 13 professores sem citar de que disciplinas  e a escola  conta atualmente com 4 salas de aulas.

Em nome dos empossados, falou o Sub-Diretor da escola, Miranda Cá Martins, que mostrou a sua satisfação pelas novas funções realçando que vai fazer tudo que estiver ao seu alcance para poder corresponder as expectativas de quem o escolheu, tendo pedido mais colaboração de todos os funcionários para juntos ultrapassarem as dificuldades existentes.ANG/AD/MSC/ÂC

 

     ONU/Guterres lamenta retirada dos EUA de várias organizações da ONU

Bissau, 09 Jan 26 (ANG) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou hoje a decisão anunciada pelos Estados Unidos de se retirarem de cerca de 30 organizações das Nações Unidas, incluindo importantes organismos e tratados na área do clima.

O porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, afirmou que Guterres “lamenta o anúncio da Casa Branca” relativo à saída norte-americana, mas garantiu que o sistema da ONU continuará a cumprir os mandatos “com determinação”.

A ONU vai prosseguir o trabalho em áreas como as alterações climáticas, a proteção das crianças contra a violência e a igualdade de género, apesar da decisão de Washington, disse, em conferência de imprensa.

Na quarta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que determina a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais, cerca de metade das quais afiliadas à ONU.

Entre as entidades abrangidas estão a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, tratado fundamental para os acordos climáticos internacionais, e o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, principal autoridade mundial em ciência climática.

A decisão inclui ainda o Fundo das Nações Unidas para a População, a ONU Mulheres e a UNCTAD, agência dedicada ao comércio e ao desenvolvimento.

Questionado sobre as contribuições financeiras norte-americanas, Dujarric lembrou que os EUA não pagaram a quota para o orçamento regular da ONU em 2025 e reduziram o financiamento das operações de manutenção da paz, sublinhando, contudo, que essas contribuições constituem “uma obrigação legal” nos termos da Carta das Nações Unidas.ANG/Inforpress/Lusa


RDC/Félix Tshisekedi aceita cessar-fogo imediato proposto por João Lourenço

Bissau, 09 jan 26(ANG) -  O Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, manifestou-se esta quinta-feira, 8 de Janeiro, em Luanda, favorável a um cessar-fogo “imediato e incondicional” no leste do seu país, na sequência de um apelo lançado pelo Presidente angolano e actual presidente em exercício da União Africana, João Lourenço.


A deslocação de Félix  Tshisekedi à capital angolana acontece apenas quatro dias depois do último encontro entre os dois chefes de Estado, revelando a urgência da situação de segurança e humanitária no leste da República Democrática do Congo. A região continua a ser palco de confrontos armados, com impactos importantes sobre a população civil.

Em declarações à imprensa, o Presidente congolês agradeceu o apoio “incessante” de João Lourenço aos esforços diplomáticos em curso e confirmou a disponibilidade de Kinshasa para acolher as iniciativas propostas por Angola. “Uma delas começa por um cessar-fogo imediato e incondicional. Da nossa parte, subscrevemos totalmente esta iniciativa”, declarou.

No final do encontro, uma declaração lida pelo secretário do Presidente angolano para os Assuntos Diplomáticos e de Cooperação Internacional, Vítor Lima, dá conta da “profunda inquietação” do presidente em exercício da União Africana perante a degradação da situação no leste congolês. O documento aponta as ameaças que este contexto representa para os esforços internacionais desenvolvidos no âmbito do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com destaque para a Resolução 2773, bem como para os processos diplomáticos de Washington e de Doha.

Segundo João Lourenço, as iniciativas constituem “sem reserva” a única via para reduzir a tensão persistente entre a RDCongo e o Ruanda, e para alcançar um entendimento político duradouro entre os dois Estados. O Presidente angolano apela, por isso, à cessação imediata de todas as hostilidades e ao cumprimento rigoroso dos acordos assinados.

A declaração exorta ainda os governos da RDCongo, do Ruanda e o movimento rebelde Movimento 23 de Março a respeitarem os compromissos assumidos, colocando no centro das negociações a protecção das populações e a procura de uma solução pacífica.

Em Dezembro de 2025, Félix Tshisekedi e o Presidente ruandês, Paul Kagame, assinaram em Washington, sob mediação do então Presidente dos Estados Unidos, Presidente dos Estados Unidos da América, um acordo para pôr fim ao conflito. O acordo previa a retirada das forças ruandesas do território congolês e o fim do apoio a grupos armados.

Apesar desse compromisso, Kinshasa continua a denunciar a persistência dos confrontos e o avanço do M23 em várias localidades do leste do país.ANG/RFI

 

Ucrânia/Ataque russo mata quatro em Kiev e ofensiva ucraniana deixa 500 mil sem energia

Bissau, 09 Jan 26 (ANG) – Um ataque da Rússia à Ucrânia fez hoje quatro mortos em Kiev, enquanto um ataque ucraniano deixou mais de 500 mil russos sem electricidade na região oriental de Belgorod, de acordo com as autoridades dos dois países.

Além da capital ucraniana, a Rússia também atingiu infra-estruturas críticas na cidade ocidental de Lviv, usando um míssil balístico não identificado, disse o presidente da câmara, Andriy Sadoviy.

 O Comando Ocidental da Força Aérea da Ucrânia adiantou mais tarde que o míssil viajou a uma velocidade de 13 mil quilómetros por hora e que o tipo específico de foguete estava a ser investigado.

Entre os mortos encontra-se um socorrista médico, indicou o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko. Cinco socorristas ficaram feridos, declarou o serviço de segurança da Ucrânia.

Várias áreas de Kiev foram atingidas no ataque, disse ainda Tymur Tkachenko. Na zona de Desnyanskyi, um drone caiu no telhado de um prédio de vários andares. Nessa mesma área, dois primeiros andares de um prédio residencial foram danificados como resultado de outro ataque.

Em Dnipro, partes de um drone danificaram um prédio de vários andares, provocando um incêndio.

O abastecimento de água e electricidade foi interrompido em partes da capital como resultado da agressão, disse o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko.

O ataque ocorreu poucas horas depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertar a nação para as intenções da Rússia de levar a cabo uma ofensiva em grande escala.

Entretanto, na Rússia, mais de 500 mil pessoas encontram-se sem electricidade após um ataque ucraniano na região russa de Belgorod (oeste), anunciou hoje o governador local, Viatcheslav Gladkov.

"Às 06:00 da manhã de hoje [03:00 em Lisboa], 556 mil pessoas de seis municípios estão sem electricidade e praticamente o mesmo número não tem aquecimento", indicou o responsável na plataforma de mensagens Telegram.

Duzentas mil pessoas encontram-se também sem água e saneamento.

A região fica próxima à cidade ucraniana de Kharkiv.ANG/Inforpress/Lusa