quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Roménia/Governo rejeita unificação com Moldova e defende integração na UE

Bissau, 15 Jan 26 (ANG) - O Presidente da Roménia, Nicusor Dan, afirmou hoje que a integração europeia da vizinha Moldova é "uma das formas de aproximar os dois Estados", recusando implicitamente a proposta da líder moldava, que defendeu recentemente a união dos dois países.

O europeísta Nicusor Dan afirmou hoje que a Roménia nunca será indiferente "ao destino de um Estado onde o romeno é falado e sentido".

"Cada decisão política ou administrativa, cada reunião de alto nível ou técnica, aproxima-nos, até nos encontrarmos no lugar que nos corresponde na grande família europeia", disse o chefe de Estado romeno, num discurso perante diplomatas acreditados em Bucareste.

Neste sentido, sublinhou que a integração europeia da Moldova -- país candidato à adesão à União Europeia - representa "uma das formas de aproximar os dois Estados", destacando os benefícios concretos deste processo.

"Se tivéssemos um referendo, votaria pela reunificação com a Roménia. Está a tornar-se cada vez mais difícil para um país pequeno como a Moldova sobreviver como democracia, como Estado soberano e, claro, resistir à Rússia", disse a Presidente moldava, Maia Sandu, numa entrevista a um órgão britânico, no início desta semana.

No entanto, Sandu admitiu que o apoio dos cidadãos moldavos à integração com a Roménia não é maioritário.

Segundo a imprensa local, a maioria dos moldavos também tem cidadania romena, embora apenas um terço da população, cerca de 2,4 milhões de pessoas, apoie a união com a Roménia.

A declaração da Presidente moldava valeu-lhe críticas internas, com o Partido Socialista, próximo da Rússia, a pedir a demissão de Sandu.

A Moldova, uma antiga república soviética onde grande parte da população fala a língua romena, situa-se numa região que entre 1918 e 1940 fez parte da Roménia, antes de ser absorvida pela então União Soviética (URSS).

Após a dissolução da URSS, a Moldova declarou a sua independência, embora tensões territoriais e étnicas com a minoria de língua russa tenham persistido no país desde então.

Desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, Moscovo tem intensificado as ingerências na Moldova, com partidos políticos pró-russos que procuram afastar o país do caminho europeísta que Sandu defende.ANG/Lusa

 

Países do Golfo/Arábia Saudita, Qatar e Omã convenceram EUA a "dar oportunidade" ao Irão

Bissau, 15 Jan 26 (ANG) - A Arábia Saudita, o Qatar e Omã trabalharam para dissuadir o Presidente norte-americano, Donald Trump, de atacar o Irão, alertando-o sobre as "graves repercussões para a região", disse hoje um alto responsável saudita.

Os três países do Golfo "realizaram intensos esforços diplomáticos de última hora para convencer o Presidente Trump a dar ao Irão uma oportunidade de demonstrar as suas boas intenções", afirmou a mesma fonte saudita, que falou sob condição de anonimato à agência de notícias AFP.

Os esforços realizados pelos países do Golfo visaram "evitar uma situação incontrolável na região", disse o responsável saudita.

"Dissemos a Washington que um ataque ao Irão abriria as comportas a uma série de repercussões graves na região", prosseguiu.

"Passei uma noite em claro a desarmar 'outras bombas' na região", afirmou o mesmo responsável, acrescentando que "a comunicação continua para consolidar a confiança conquistada e o atual clima positivo".

Outro responsável da mesma área geográfica disse também à agência francesa AFP que "a mensagem transmitida ao Irão foi que um ataque às instalações norte-americanas no Golfo teria consequências para as relações com os países da região".

Na quarta-feira, parte do pessoal da base norte-americana em Al-Udeid, no Qatar, foi retirado, e os funcionários das missões diplomáticas norte-americanas na Arábia Saudita e no Kuwait foram aconselhados a ter cautela, devido aos receios das consequências de um ataque dos Estados Unidos ao Irão.

Os Estados Unidos têm ameaçado intervir no Irão em resposta à repressão violenta do Governo iraniano dos protestos que têm agitado o país desde os últimos dias de dezembro, com Teerão a afirmar estar preparado para retaliar com ataques contra alvos militares e marítimos norte-americanos.

Muitas bases e instalações norte-americanas estão localizadas no Golfo.

Trump afirmou na quarta-feira que tinha sido informado "por fontes muito importantes" de que "os assassinatos cessaram" no Irão e que as execuções planeadas de manifestantes "não iriam acontecer".

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje que o Irão irá defender-se "contra qualquer ameaça estrangeira", declaração feita durante uma conversa telefónica com o homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan al-Saud.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

A organização não-governamental Iran Human Rights (IHRNGO) elevou para 3.428 as mortes registadas nos protestos, alertando que são casos que conseguiu verificar e que o número real deverá ser superior.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se hoje de emergência para "uma reunião informativa sobre a situação no Irão", a pedido dos Estados Unidos, anunciou o porta-voz da presidência do Conselho, atualmente nas mãos da Somália.

A reunião está marcada para as 15:00 locais (20:00 em Lisboa), segundo indicou um comunicado do porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.ANG/Lusa

 


                  Irão
/ Governo  desmente execução de Erfan Soltani

Bissau, 15 Jan 26 (ANG) - O Irão nega, nesta quinta-feira, 15 de Janeiro, que o  Erfan Soltani, detido no sábado durante “tumultos”, tenha sido condenado à morte e possa ser executado, como temiam Washington e organizações de defesa dos direitos humanos.

Erfan Soltani está detido na prisão de Karaj, perto de Teerão, e é acusado de “reunião contra a segurança nacional” e “propaganda contra o regime”, avançou a comunicação social estatal iraniana . A agência de notícias do poder judicial acrescenta ainda que, se o activista for considerado culpado, será condenado a prisão, uma vez que a lei não prevê a pena de morte para estas acusações. 

Ontem, o Departamento de Estado dos EUA declarou que o Irão tinha agendado a primeira execução de manifestantes. Mais tarde, Donald Trump afirmou que tinha sido informado por “uma fonte fidedigna” de que “não havia planos para a execução” e que as “matanças iam acabar”, sem fornecer mais detalhes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, em entrevista Foz News, afirmou que “não há planos” do Irão para executar pessoas em retaliação aos protestos antigovernamentais, reiteranco que “o enforcamento está fora de questão". 

No entanto, o ministro iraniano da Justiça, Amin Hossein Rahimi, garantiu  que, "qualquer indivíduo presente nas ruas desde 8 de Janeiro é, sem dúvida, considerado um criminoso”.

Questionado sobre o que diria a Donald Trump, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros afirmou: A minha mensagem é que entre a guerra e a diplomacia, a diplomacia é o melhor caminho, embora não tenhamos tido qualquer experiência positiva com os Estados Unidos. Mas, ainda assim, a diplomacia é muito melhor do que a guerra”.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente as autoridades iranianas com uma intervenção militar contra a República Islâmica e continua a instar os manifestantes a prosseguirem os protestos.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de Dezembro de 2025, iniciada em Teerão por comerciantes e sectores económicos afectados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de cem cidades do país.

Segundo a organização Iran Human Rights, com sede na Noruega, os protestos já fizeram 3.428 pessoas e levaram à detenção de mais de 10 mil.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se hoje, de emergência, para “uma reunião informativa sobre a situação no Irão”, a pedido dos Estados Unidos, anunciou o porta-voz da presidência do Conselho, actualmente nas mãos da Somália. ANG/RFI

EUA/Reunião em Washington termina em desacordo e europeus enviam tropas para a Gronelândia

Bissau, 15 Jan 26 (ANG) - A reunião na Casa Branca entre responsáveis norte-americanos, autoridades da Gronelândia e autoridades dinamarquesas terminou com o Presidente Donald Trump a reiterar a sua vontade de controlar este território.

Entretanto, Alemanha e França anunciaram o envio de tropas para exercícios militares na Gronelândia.

O encontro na Casa Branca entre o vice-Presidente JD Vance e o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, com as autoridades da Gronelândia e da Dinamarca não chegou para travar a vontade de Donald Trump de anexar este vasto território que se situa junto ao Pólo Norte. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Lokke, disse no fim do encontro que "não tinha conseguido mudar a posição norte-americana" e que "era claro que o Presidente deseja conquistar a Gronelândia". Sem ter estado presente na reunião, Trump disse à imprensa que estava certo que "algum acordo será possível com a Dinamarca", já que os dois países mantêm boas relações, mas que os Estados Unidos "precisam" da Gronelândia.

Em resposta a esta reunião, a França e a Alemanha e países nórdicos como a Suécia ou a Finlândia garantem que vão enviar tropas para este território autónomo administrado pela Dinamarca. Nas suas redes sociais, o Presidente francês, Emmanuel Macron, escreveu que a pedido da Dinamarca, e França vai participar nos exercícios conjuntos da "Operação Resistência Árctico" e que as tropas francesas "já estavam a caminho".

Também as autoridades da Gronelândia, através do vice-primeiro-ministro Mute Egede, vieram confirmar que haverá um reforço da presença de soldados da NATO, "com mais aviões e navios", tendo em vista exercícios militares.

Por seu lado, a Rússia, acusada pelos Estados Unidos conjuntamente com a China de querer dominar as águas à volta das ilhas que compõem a Gronelândia, já veio dizer que um reforço das tropas da NATO nesta região "é preocupante". Na Casa Branca, o ministro dinamarquês desmentiu a existência de navios de guerra chineses à volta da Gronelândia.

Perante isto, os gronelandeses mostram-se cada vez mais assustados, já que em entrevista à Agência France Presse dizem querer viver "em paz" e que a Gronelândia "não está à venda". Os habitantes desta região do Mundo dizem que "não se sentem em segurança" desde que o Presidente Donald Trump começou a falar sobre este tema.ANG/RFI

 

CAN-2025/Marrocos e Senegal disputam a final da competição  no próximo domingo  

Bissau, 15 Jan 26 (ANG) – A seleção marroquina de futebol, anfitriã da Copa Africana das Nações (CAN-2025), defronta com a sua congénere do Senegal a  final da competição, depois de derrotar a sua congénere da Nigéria por 4-2 na marcação de grandes penalidades, no jogo a contar para as meias-de-final da prova.


O  encontro das meias-de-finais da eliminatória de CAN-2025 teve lugar no estádio “Moulay Abdelay”, em Rabat, e o país organizador dominou os primeiros 05 minutos do encontro, criando algumas situações na baliza adversária.

No prolongar da partida, a seleção nigeriana começou a  se encaixar no jogo, e a partir de então, o primeiro tempo do encontro tornou equilibrado e respeitosamente, as duas formações jogaram com muita cautela para não permitir que a sua barra defensiva seja rompida por contra-ataques .

As duas seleções continuaram sem sofrer no segundo tempo do jogo, apesar da  seleção marroquina for  quem mais tentou neutralizar a barra defensiva da Nigéria com alguns cruzamentos e remates que acabaram sem sucesso.

A partida terminou 0-0  nos 90 minutos regulamentares, e as partes foram obrigados a se submeter   ao prolongamento, mas tudo continuava na mesma, até a decisão final de marcação de grandes penalidades.

No balanço, a seleção Marroquina venceu por 4-2.carimbando o passaporte para a final.

Na primeira partida da meia-final, o Senegal, liderado por Sadjo Mané, venceu o Egipto, de Mohamed Salah, por 1-0, garantindo igualmente o acesso à final.

A grande final da prova do CAN-2025 já está marcada para o próximo domingo,  os amantes de futebol mundial aguardam, com muita anciedade, quem será o próximo vencedor da prova, que na edição anterior foi ganha peela seleção da Costa do Marfim. ANG/LLA/ÂC//SG  

        

Ensino/ Estudantes acusam Ministério da Educação de inação perante a falta de professores na Escola Normal “Tchico Té”

Bissau, 15 Jan 26 (ANG) – A Associação Estudantil  da Escola Normal e Superior “Tchico Té”, acusa o Ministério da Educação de inação perante a falta de professores naquela instituição de formação superior de docentes, situação que, segundo a organização, está a comprometer o normal funcionamento das aulas, noticiou à Rádio Jovem.

Em entrevista à referida emissora, o Presidente da Associação Estudantil, Agostinho Fanda afirmou que, até ao momento, as atividades letivas continuam a decorrer “a meio gás”, e Fanda responsabiliza o Ministério da Educação pela situação.

Segundo o líder estudantil, a ausência de docentes afeta sobretudo  as cadeiras nucleares como Química, Matemática, Biologia e Física.

Agostinho Fanda apelou ao Governo para que agilize, com caráter de extrema urgência, a colocação de professores para essas disciplinas.

O estudante denunciou ainda a inexistência de condições mínimas para a implementação da monografia na escola normal superior "Tchico Té", alegando a existência de várias irregularidades que inviabilizam o normal desenvolvimento desse processo académico. ANG/JD/ÂC//SG

 

Cooperação/República Popular da China disposta a formar mulheres no domínio de transformação de produtos agrícolas

Bissau, 15 Jan 26 (ANG) – O Embaixador da República Popular da China em Bissau,Yang Renhuo concordou quarta-feira com a proposta da Ministra da Mulher e Solidariedade Social, Khady Florence Correia Dabo  de promover uma  formação à um grupo de mulheres  no domínio de transformação de produtos agrícolas.

Segundo a página de Facebook deste ministério, o acordo foi alcançado no âmbito de uma audiência que a ministra concedeu ao diplomata chinês, no âmbito do Programa Alargado de Ação Solidária desta instituição governamental.

Yang Renhuo afirmou que é possível a formação das mulheres na área de transformação de produtos e que pode ser feita através da vinda de técnicos chineses do mesmo sector.

No encontro, a governante informou ao Embaixador que já foi concluída a distribuição dos 22 mil sacos de arroz doados em 2024 pela China, e  solicitou mais assistência alimentar da China para o atendimento de mais  necessitadas.

Em resposta o Embaixador chinês, Yang Renhuo afirmou que ficou satisfeito com a distribuição do arroz a população e promete  informar ao seu governo  a necessidade de uma nova ajuda alimentar a Guiné Bissau.  ANG/AALS/ÂC//SG



Caju/UNAC exorta Governo de Transição a investir  do setor para melhor regular a Campanha 2026

Bissau, 15 Jan 26 (ANG) - A União Nacional dos Camponeses (UNAC) instou esta quarta-feira o Governo de Transição a investir no setor do caju, sobretudo na construção de armazéns no interior do país, para melhor conservação  da castanha.

Segundo a Radio Sol Mansi, o presidente da UNAC falava  no âmbito dos preparativos para a campanha de comercialização da castanha de caju  de 2026.

Upa Calipande Vicente Gomes disse que a ausência de infraestruturas adequadas obriga os produtores a venderem a castanha com urgência, sobretudo devido às condições climáticas, situação que acaba por prejudicar os camponeses.

 “O nosso Estado deve apoiar os camponeses para venderem suas castanhas com urgência, principalmente nos períodos em que se aproxima a época da chuva. Não há lugar para conservá-la melhor, por isso, instamos ao governo que construa armazéns no interior”, disse Upa Calipande Gomes.

O presidente da UNAC alertou ainda o Governo de Transição sobre a  necessidade de regulamentar , com a maior brevidade possível, a campanha deste ano, sublinhando que os camponeses têm sido os mais afetados pelas medidas adotadas pelos sucessivos executivos.

Além das críticas, Upa Calipande Gomes deixou recomendações aos próprios produtores, apelando-os a investirem na limpeza das hortas e na diversificação da produção agrícola, como estratégia para reduzir a dependência exclusiva da castanha de caju.

“Apelo a todos para procederem a  limpeza das hortas e a diversificação da produção agrícola para acabar com a  dependência  de caju”, disse Upa Calipande Vicente Gomes.

O Presidente da União Nacional dos Camponeses disse que o  Governo de Transição deve fixar um preço justo para a campanha de comercialização da castanha de caju 2026, capaz de contribuir  para a melhoria das condições de vida dos camponeses e para a redução da pobreza no meio rural.ANG/MSC/ÂC//SG

 

Regiões/Povoação de Djufunco recebe apoio humanitário da Cruz Vermelha do Qatar

São Domingos, 15 Jan 26 (ANG) - A comunidade de Djufunco, no setor de São Domingos, região de Cacheu, norte do país, recebeu terça-feira, o apoio humanitário da Cruz Vermelha do Qatar, destinado à reconstrução de habitações destruídas por um incêndio ocorrido em Janeiro de 2025.

De acordo com a Rádio Kassumai, a ajuda constitui-se de materiais de construção, colchões, géneros alimentares e postes solares de iluminação, entre outros bens , com o objetivo de melhorar as condições de vida das famílias afetadas.

Segundo a organização, a iniciativa realizou-se no âmbito do reforço da resiliência das comunidades vulneráveis à desastres recorrentes, e responde às campanhas de solidariedade lançadas após o incêndio que destruiu mais de uma dezena de casas, deixando várias famílias em situação de grande vulnerabilidade, sobretudo ao nível da segurança alimentar.

A ação humanitária foi implementada pela Cruz Vermelha do Qatar, em parceria com a Cruz Vermelha guineense e incluiu ainda consultas médicas gratuitas e  distribuição de medicamentos, visando reforçar a assistência sanitária às populações atingidas.ANG/MI/ÂC//SG

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

CAN 2025/Presidente da ANME considera positiva  cobertura jornalística da  competição  

Bissau, 14 Jan 26 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional de Mídia e Editores de Marrocos (ANME) , considerou domingo de positiva, a cobertura da jornada de trabalho e visitas, desenvolvida durante 10 dias, pela segunda delegação dos  jornalistas africanos, membros da FAAPA, ao CAN-2025 que se disputa em Marrocos.

Ao discursar na cerimónia de encerramento das atividades, levadas a cabo pela Delegação dos Jornalistas Africanos em Marrocos, que decorreu de 03 à 13 de Janeiro, Dress Chahtane destacou que o grupo teve o privilégio de  acompanhar alguns jogos do CAN-2025, ao mesmo tempo efetuar   visitas às diferentes cidades do Reino de Marrocos.

“Nas visitas efetuadas as diferentes cidades marroquinas a delegação dos jornalistas africanos, acompanhada pela ANME, visitou lugares históricos nomeadamente a Mesquita Religiosa de “Rabat”, assim como o Monumento Memorial histórico da mesma cidade”, explicou o Presidente da ANME.

Acrescentou que  o grupo teve ainda a oportunidade de visitar no “Fes”, um bairro denominado “Fes Medina”, para conhecer a história daquela  localidade, e a  cidade de “Marques”, onde a delegação foi informada como  funciona a Cidade Comercial de “Medina, em “Marraquexe”.

“A Delegação teve ainda a oportunidade de desfrutar da nossa gastronomia nas diferentes restaurantes e hotéis do país, visitou parques e alguns lugares culturais das cidades de Marrocos, resumidamente, o balanço dos 10 dias de todas as atividades desenvolvidas foi positivo”, disse o Presidente de ANME.

Para o Porta-voz do grupo de jornalistas, Nassamat Ammel, a experiência foi bastante positiva, uma vez que conseguiu unir as mídias de diferentes países do continente africano, membros da Federação Atlântica das Agências de Notícias Africanas(FAAPA).

“Foram quase duas semanas da trocas de experiência vivida entre nós os visitantes e a ANME Trabalhamos na cobertura de alguns jogos do CAN, e  efetuamos visitas de trabalho à diferentes cidades do Marrocos, algo que o grupo considera de interessante e positivo”, disse o Porta-voz.

De acordo com aquela jornalista  foi possível conhecer um pouco de tudo da realidade do povo marroquino.

“Em nome do grupo, resta agradecer a Associação Nacional de Mídia e Editores Marroquinos, pelo convite, e momentos marcantes que o grupo viveu durante a sua estada em Marrocos”,disse.

A delegação dos jornalistas africanos convidados pela Associação Nacional de Mídia e Editores de Marrocos (ANME), para tomar parte na Copa Africana das Nações CAN-2025, ao mesmo tempo conhecer um pouco da realidade Marroquina, foi dividida em três grupos de trabalho.

O primeiro grupo presenciou a abertura do CAN-2025, de 20 Dezembro  à 02 de Janeiro, e o segundo grupo partiu de 03 de Janeiro à 13 do mesmo mês, e o últimos grupo que já se encontra no terreno, prosseguirá com os trabalhos de 13 à 18 de Dezembro.

A ANG, membro fundadora da FAAPA foi representeada nessa deslocação ao Reino de Marrocos pelo jornalista, Leónides
Lopes Albino.ANG/LLA/ÂC//SG  

Regiões/ Complexo Escolar Ebenezer em Canchungo beneficia de livros de matemática e português

Cacheu, 14 Jan 26 (ANG) – O Complexo Escolar Ebenezer em Canchungo, região de Cacheu, norte do país, beneficiou, este fim-de-semana de uma oferta de livros de matemática e português.

Segundo o corresponde da ANG na Região de Cacheu, a  oferta vai beneficiar  452 alunos, do Jardim de Infância ao quinto ano de escolaridade, e foi feita no âmbito de uma parceria entre a Direção do Complexo Escolar Ebenezer em Canchungo e a Pedagoga brasileira, Caila Freitas Malheiro.

No ato da entrega dos livros às crianças,  Caila Malheiro admite que esses  livros possam  melhorar o sistema de ensino e aprendizagem das crianças em Português e Matemática, por inserir  conteúdos sobre a  cultura da Guiné-Bissau.

Por sua vez, o Diretor do Complexo Escolar Ebenezer, Michel Bock, afirmou que a oferta dos materiais didáticos vai minimizar as dificuldades dos alunos e facilitar aos professores na transmissão dos conteúdos pedagógicos. ANG/AG/JD/ÂC//SG

Regiões/Mulheres da tabanca de Nhanfa de Bissorã queixam-se da falta de escolas para população local

Oio, 14 Jan 26 (ANG) – As mulheres da tabanca de Nhanfa, setor de Bissorã, região de Oio, norte do país, lamentaram esta terça-feira os enormes problemas sociais que enfrentam nomeadamente falta de infraestruturas escolares, estrada e água potável.

Numa entrevista exclusiva ao correspondente da ANG na região de Oio, a porta-voz das mulheres de Nhanfa, Umo Mané, contou que estão a deparar-se com enormes problemas sociais.

A aldeia de NHANFA tem mais de 1000 habitantes, sem acesso a água potável, estrada e escolas e , por iniciativa da comunidade, foi construído um furo de água, que entretanto não foi concluído.

Mané disse que percorrem mais de quatro quilómetros a procura da água, na tabanca vizinha de Bunghara.

Lamentou ainda a péssima condição da estrada que liga a aldeia ao centro de Bissorã, numa distância de 27 quilómetros.

Umo pede  apoio de Governo de Transição para minimizar os seus problemas sociais principalmente a falta de infraestruturas escolares, água potável e estradas. ANG/AD/MSC/ÂC//SG

           Cultura / ONG  assinala este ano o centenário de Vasco Cabral

Bissau,14 jan 26 (ANG)  – A ONG Casa das Letras e Artes- Vasco Cabral vai assinalar, este ano, o centenário do nascimento de Vasco Cabral, uma das figuras mais marcantes da história política, intelectual e cultural do país e de Cabo Verde.

A decisão  foi divulgada , terça-feira, na página da ONG Casa das Letras e Artes-Vasco  Cabral, na Facebook

,  consultada pela ANG .

De acordo com a mesma fonte, Vasco Cabral  poeta, ensaísta e combatente da liberdade da pátria,  nasceu a 23 de Agosto de 1926 e morreu no dia 24 de Agosto 2005, destacando-se como um dos principais pensadores da luta de libertação nacional.

No âmbito desta celebração, a ONG prevê realização de  um conjunto de actividades até Dezembro de 2026, entre as iniciativas previstas estão a  realização de  conferências, colóquios, exposições, leituras públicas, edições comentadas das suas obras, concursos literários e produções audiovisuais.

Segundo a ONG, as comemorações do centenário de Vasco Cabral vão  além de uma homenagem simbólica, envolvendo escolas, universidades, instituições culturais, artistas e comunidades.

Nascido em 1926, Vasco Cabral integrou a geração de intelectuais africanos que transformou a cultura e a palavra em instrumentos de resistência ao colonialismo. Mais do que militante político, foi um intelectual comprometido com a construção da consciência nacional, da dignidade africana e da emancipação dos povos colonizados.

Ao lado de Amílcar Cabral, Vasco Cabral fez parte do núcleo fundador do pensamento revolucionário guineense e cabo-verdiano, contribuindo para a formulação ideológica da luta de libertação.

 A sua intervenção estendeu-se também ao domínio da literatura e da crítica cultural, defendendo uma África consciente da sua identidade e da sua história.

A sua obra poética é marcada pela denúncia da violência colonial, pelo retrato do sofrimento do povo e pela afirmação da esperança na libertação.

A memória, a cultura e a identidade africanas ocupam lugar central na sua escrita, que recusa o esquecimento e afirma a resistência como dever histórico.

“Ao celebrar os 100 anos de Vasco Cabral, a Guiné-Bissau reafirma o papel da cultura na construção da nação e sublinha que a independência política só se consolida com a independência do pensamento”, refere a publicação dessa ONG. ANG/LPG/ÂC//SG

 


                             Irão/Milhares de mortos nos protestos

Bissau, 14 Jan 26 (ANG) - A repressão das manifestações no Irão já causou a morte de mais de 2 500 pessoas segundo a organização de direitos humanos, HRANA, baseada nos Estados Unidos.

A tensão continua a aumentar no Irão. As manifestações têm sido sangrentas segundo as informações recolhidas pelas organizações não-governamentais.

Donald Trump, Presidente norte-americano, tem apoiado o movimento dos manifestantes e apelou os iranianos a tomarem o poder, assegurando que teriam uma ‘ajuda’ sem definir qual seria esse apoio.

Perante essas declarações, as autoridades iranianas ameaçam atacar as bases militares dos Estados Unidos no Médio Oriente, isto para tornar impossível uma intervenção dos norte-americanos no Irão.

De referir ainda que o poder judicial no Irão prometeu julgamentos rápidos para as pessoas detidas durante as manifestações, temendo-se que a primeira execução ocorra ainda nesta quarta-feira.

As organizações não-governamentais temem igualmente que haja várias condenações à morteDonald Trump afirmou que se o Irão iniciava um período de execuções, os Estados Unidos agiriam em consequência.

Segundo as informações recolhidas pelas ONG’s, mais de 10 mil manifestantes foram detidos.

Para os iranianos, estas declarações de Donald Trump mostram a vontade do Presidente norte-americano em intervir no Irão e colocar no poder Reza Pahlavi, descendente do último rei iraniano.ANG/RFI

 

EUA/Trump quer Gronelândia para projeto de escudo antimíssil norte-americano

Bissau, 14 Jan 26 (ANG) - O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu hoje que o país "precisa da Gronelândia por razões de segurança nacional", considerando a ilha como ponto vital para a Cúpula Dourada - o projeto de escudo antimíssil norte-americano.

"Os Estados Unidos precisam da Gronelândia por razões de segurança nacional, é vital para a 'Cúpula Dourada' que estamos a construir", escreveu Trump na sua rede Truth Social.

O chefe de Estado norte-americano defendeu ainda que "a NATO deve liderar o caminho" para que os Estados Unidos "conquistem" o território.

As declarações foram feitas poucas horas antes de uma reunião prevista em Washington entre o vice-Presidente, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e os ministros dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca e da Gronelândia.

"Se não o fizermos, a Rússia ou a China vão fazer, e isso não vai acontecer", acrescentou Trump na mesma publicação.

O Presidente norte-americano argumentou que, sem o "considerável poder dos Estados Unidos", a NATO "não seria uma força ou dissuasão eficaz".

"A NATO torna-se muito mais formidável e eficaz com a Gronelândia em mãos americanas", argumentou Trump, acrescentando que "qualquer outro cenário é inaceitável".

Desde que regressou ao poder, há quase um ano, Trump tem reiterado publicamente a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controlo da Gronelândia.

A Gronelândia é um território autónomo sob soberania da Dinamarca, estrategicamente localizado no Ártico, mas com uma população de cerca de 50 mil pessoas.

As declarações de Trump têm provocado forte inquietação em Copenhaga e em Nuuk, onde as autoridades rejeitam qualquer cedência de soberania e defendem que a segurança da ilha deve ser assegurada no quadro da NATO.ANG/Lusa

Bélgica/União Europeia garante que a Gronelândia "pode contar com o seu apoio"

Bissau, 14 Jan 26 (ANG) - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu hoje aos habitantes da Gronelândia podem contar com a União Europeia (UE) para respeitar os seus desejos e interesses.

líder do executivo comunitário adiantou ainda que "o Ártico e a sua segurança é, sem qualquer dúvida, um tema para a UE", uma conferência de imprensa, em Bruxelas.

Von der Leyen garantiu ainda a importância de os habitantes da Gronelândia saberem "por ações e não só palavras" que a UE respeita os seus desejos e interesses.

"Podem contar connosco", acrescentou, destacando ter visitado o território antes da crise lançada por Washington e a existência, há um ano, de um programa de investimento europeu.

As declarações foram feitas antes de uma reunião entre responsáveis da Dinamarca e da Gronelândia com homólogos em Washington, na sequência de reiteradas afirmações do Presidente Donald Trump de querer tomar posse daquele território autónomo.

A Gronelândia, território autónomo do Reino da Dinamarca, tem sido cobiçada pelo líder norte-americano, que já declarou que iria tomar posse daquela região ártica, com uma localização estratégica e recursos minerais significativos, "de uma forma ou de outra".

O primeiro-ministro da Gronelândia assegurou também terça-feira que o governo da região autónoma dinamarquesa optaria pela Dinamarca em vez dos EUA se tivesse de escolher, devido às pretensões de Trump.ANG/Lusa

Dinamarca/Governo vai reforçar presença militar na Gronelândia, anuncia ministro

Bissau, 14 Jan 26 (ANG) - A Dinamarca vai reforçar a presença militar na Gronelândia, território pretendido pelos Estados Unidos, e insistir no reforço da NATO no Ártico, afirmou hoje o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa dinamarquês.

"Continuaremos a reforçar a nossa presença militar na Gronelândia, mas iremos também insistir no seio da NATO em mais exercícios e numa presença acrescida da Aliança no Ártico", disse Troels Lund Poulsen à agência de notícias France-Presse (AFP).

As declarações, por escrito, foram divulgadas poucas horas antes de um encontro na Casa Branca, a sede da presidência dos Estados Unidos em Washington, entre responsáveis gronelandeses, dinamarqueses e norte-americanos sobre o futuro do território autónomo dinamarquês.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, quer tomar a Gronelândia, a bem ou a mal, por considerar que a ilha no Ártico é fundamental para a defesa dos Estados Unidos.

O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, assegurou na terça-feira que o Governo da ilha optaria pela Dinamarca se tivesse de escolher entre o país europeu e os Estados Unidos.

As declarações de Jens-Frederik Nielsen foram feitas na véspera da reunião em Washington sobre a Gronelândia, em que participarão o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, e a conselheira de Negócios Estrangeiros gronelandesa, Vivian Motzfeldt.

O encontro terá como anfitrião o vice-presidente JD Vance e contará com a presença do chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio.

A Gronelândia é um território autónomo do reino da Dinamarca desde 1979, mas poderá tornar-se independente nos termos da Lei da Autonomia, de 2009, com base numa decisão do Governo e do povo da ilha.

Geopoliticamente europeu, embora parte do continente americano, a Gronelândia tem cerca de 56.600 habitantes, dos quais cerca de 19.600 vivem na capital Nuuk, segundo dados do Conselho Nórdico, que reúne deputados da região.

Com 2,1 milhões de quilómetros quadrados, a Gronelândia é a maior ilha do mundo e possui algumas das reservas mais ricas de recursos naturais do planeta, incluindo terras raras, petróleo e gás. ANG/Lusa