segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

 RegiõesCruz Vermelha do setor de Bissorã realiza  limpeza nas instalações da Esquadra da Polícia local

Bissorã, 19 Jan 2026 (ANG) – A Cruz Vermelha do setor de Bissorã, na região de Oio, norte da Guiné-Bissau, realizou no passado fim de semana trabalhos de limpeza nas instalações da Esquadra da Polícia local, no âmbito das suas atividades comunitárias.

Em declarações ao Correspondente da ANG na Região de Cacheu, o presidente do Comité Regional da Cruz Vermelha de Oio, Ussumane Djaló, explicou que a iniciativa tem como principal objetivo contribuir para a melhoria das condições de higiene dos espaços públicos e reforçar a solidariedade para com os reclusos.

Segundo Djaló, os presos não devem ser vistos como pessoas sem importância na sociedade, e sublinha que, apesar de a lei ter de ser cumprida, a Cruz Vermelha mantém um espírito de solidariedade e apoio aos prisioneiros.

O responsável acrescentou que a organização pretende continuar a promover ações semelhantes noutras instituições e comunidades da região, nomeadamente no mercado central, centros de saúde e outras localidades.

No fim da atividade, a Cruz Vermelha procedeu a entrega de materiais de higiene aos reclusos, nomeadamente  barras de sabão,  frascos de detergente,  caixa de pasta dentífrica e uma caixa de escovas de dente. ANG/AD/LPG//SG

           Uganda/ Yoweri Museveni reeleito para um sétimo mandato

 

Bissau,19 Jan 26 (ANG) - Yoweri Museveni, à frente do Uganda desde 1986, foi proclamado vencedor das eleições presidenciais.

Os resultados foram anunciados , sábado,  pela comissão eleitoral.


O principal opositor Bobi Wine rejeita os resultados, denunciou fraude e apelou aos ugandeses para saírem às ruas em protesto.

Sem surpresa, Yoweri Museveni, no poder há 40 anos, acaba de conquistar um sétimo mandato consecutivo. Segundo os resultados finais anunciados pelo presidente da comissão eleitoral, Simon Mugenyi Byabakama, o ex-guerrilheiro de 81 anos obteve 71,65% dos votos, contra 24,72% para Bobi Wine.

Para a maioria dos observadores, o escrutínio presidencial realizado na quinta-feira era uma mera formalidade para o Presidente cessante, à frente do Uganda desde 1986, apoiando-se num controlo total do aparelho eleitoral e de segurança.

O seu principal adversário era o antigo cantor Bobi Wine, 43 anos, que se intitula o “presidente do gueto”, em referência aos bairros pobres de Kampala onde cresceu.

Num vídeo publicado no X, este sábado, Bobi Wine rejeitou os resultados eleitorais, denunciou fraude e apelou aos ugandeses para saírem às ruas em protesto.

Esta sexta-feira e sábado, as informações eram contraditórias quanto ao paradeiro de Bobi Wine, após revelações de que a polícia e o exército teriam levado a cabo uma rusga à sua residência e de que Bobi Wine teria conseguido, in extremis, "escapar" à prisão domiciliária.

“Posso confirmar que consegui escapar-lhes. Actualmente, não estou em casa, embora a minha esposa e outros membros da família permaneçam em prisão domiciliária”, afirmou Wine num comunicado publicado esta manhã. “Sei que estes criminosos me procuram por todo o lado e estou a fazer tudo para garantir a minha segurança”, acrescentou.

A polícia indicou, apenas, ter instalado postos de controlo em zonas consideradas sensíveis do ponto de vista da segurança.

Antes das eleições, as autoridades ugandesas tinham cortado o acesso à internet. Acesso que ainda não foi restabelecido.

A votação decorreu num clima “marcado por uma repressão e intimidação generalizadas”, segundo a ONU e, pelo menos, 400 apoiantes de Bobi Wine foram detidos durante a sua campanha, avança a ong Amnistia Internacional. O opositor, habituado a usar um colete à prova de balas, acusou várias vezes o governo de “fraude massiva” e de ataques a dirigentes do seu partido.ANG/RFI

 

      Moçambique/Surto de cólera  já soma 2.343 casos em quatro meses

 Bissau, 19 Jan 26 (AMG) - Moçambique soma 2.343 casos de cólera nos quatro meses do atual surto, e 28 óbitos, sendo quase 600 casos e dois mortos apenas na última semana, segundo dados do Ministério da Saúde.

De acordo com o último boletim diário da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de setembro a 15 de janeiro, do total de 2.279 casos de cólera - no balanço anterior, até 07 de janeiro, registavam-se 1.784 casos e 26 óbitos -, 1.079 foram contabilizados na província de Nampula, com um acumulado de 13 mortos, 885 em Tete, com 13 óbitos, e 379 em Cabo Delgado, com dois mortos.

Só nas 24 horas anteriores ao fecho do mais recente boletim registaram-se 64 novos casos da doença e 44 pessoas estavam internadas, mas com a taxa de letalidade a passar de 1,5% na semana anterior para 1,2% neste balanço, contra 0,5% em dezembro.

No surto anterior, com dados da Direção Nacional de Saúde Pública de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos.

Pelo menos 169 pessoas morreram em 2025 em Moçambique devido à cólera, entre cerca de 40 mil casos, avançou em 10 de dezembro último o ministro da Saúde, pedindo às comunidades respeito pelas medidas de higiene individual e coletiva.

Ao responder a perguntas dos deputados, no parlamento, em Maputo, o ministro da Saúde sublinhou que a cólera é um problema de saúde pública, pedindo respeito pelas medidas de higiene para controlar a doença.

"Recebemos cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para poder tratar e prevenir a cólera e aqui há um aspeto que gostaria de mencionar: É que desses 169 óbitos por cólera, cerca de 70% destes ocorreram na comunidade, o que significa que há um problema sério de informação e comunicação ao nível das comunidades", disse Ussene Isse.

O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera "como um problema de saúde pública" no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).

O objetivo do Governo é "ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", disse o porta-voz daquele órgão, Inocêncio Impissa.ANG/Lusa

 

 Portugal/ António José Seguro lidera e garante segunda volta com André Ventura

Portugal – O candidato socialista António José Seguro foi o mais votado na primeira volta das eleições presidenciais deste domingo, 18 de Janeiro, com 30,30% dos votos, segundo resultados provisórios apurados em 2718 das 3259 freguesias e 69 de 109 consulados. Em segundo lugar surge André Ventura, o candidato de extrema-direita, com 25,59%, garantindo a passagem à segunda volta.

A noite eleitoral confirma um cenário de segunda volta nas presidenciais de 2026. Com os dados provisórios divulgados pela Secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Administração Eleitoral. António José Seguro lidera a contagem com 30,30%, mantendo vantagem consistente à medida que avança o apuramento nacional e no estrangeiro.

Em segundo lugar, o candidato do partido de extrema-direita, Chega, André Ventura soma 25,59% dos votos, consolidando a presença na segunda volta. O terceiro candidato mais votado é João Cotrim de Figueiredo, com 14,02%, ficando fora da corrida à segunda volta.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, reagiu aos primeiros resultados apurados, afirmando que o PSD não vai dar nenhuma indicação de voto na segunda volta.

Na sede de campanha, António José Seguro afirmou estar “muito feliz” com o resultado alcançado e com a participação dos eleitores, evitando, no entanto, comentar projeções ou antecipar cenários para a fase decisiva da eleição. O candidato socialista sublinhou que vai aguardar pelos resultados finais antes de avançar com leituras políticas mais detalhadas.

Já no campo do Partido Social Democrata, Luís Marques Mendes assumiu publicamente a responsabilidade pelo desfecho eleitoral. “Esta candidatura foi minha e assumo por inteiro esta responsabilidade”, declarou, acrescentando que não guarda “qualquer mágoa ou rancor” após o resultado.

Com o apuramento ainda em curso, a atenção política centra-se agora na mobilização dos eleitores para a segunda volta, que vai colocar frente a frente António José Seguro e André Ventura, num confronto que promete marcar o debate político das próximas semanas.ANG/RFI

 

 Espanha/ Familiares de desaparecidos dos dois comboios que cilidiram no domingo pedem ajuda nas redes sociais

Bissau, 19 Jan 26 (ANG) - Nas últimas horas, familiares de vários passageiros que viajavam nos dois comboios que colidiram, no domingo, em Espanha, têm recorrido, nas últimas horas, às redes sociais para pedir ajuda para encontrar os seus entes queridos.

As famílias dos passageiros que seguiam nos comboios de alta velocidade que colidiram, no domingo, pelas 19h45 locais, recorreram às redes sociais para pedirem ajuda a encontrar os seus entes queridos. Até ao momento, foram confirmadas 39 mortes. 

Nas redes sociais, surgem várias fotografias de pessoas que viajavam nos comboios Alvia e Iryo, dando conta de detalhes que poderão ajudar as pessoas a identificá-los.

É o caso do filho de Ricardo Chamorro Calíz, de 57 anos. O homem viajava de Madrid para Huelva e, até ao momento, não há informações sobre o seu paradeiro. 

"Urgente! Por favor, quem estiver em Adamuz e reconhecer este senhor, que é o meu pai, entre em contacto comigo", pode ler-se na publicação feita na rede social X (antigo Twitter).

Um outro usuário adiantou que tinha os tios no comboio Alvia. Na publicação, o jovem referiu que a família recebeu notícias da tia, mas que do tio não sabiam nada. 

"Os meus tios iam no comboio Alvia que sofreu um acidente e do meu tio não sabemos nada. Chama-se Rafael Millán Albert", escreveu.

 

Outra mulher pede ajuda para encontrar Miriam, uma jovem de 27 anos, que tinha também como destino Huelva.

"Continuamos à procura de uma familiar que viajava sozinha na carruagem 1 do Alvia. Chama-se Miriam del Rosario Alberico Larios, tem 27 anos e só sei que vestia umas calças verdes", lê-se.

De recordar que o acidente aconteceu por volta das 19h45 locais (18h45, em Lisboa) quando algumas composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid, descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.

As carruagens do comboio Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.

As causas do incidente são ainda desconhecidas. No entanto, há já uma comissão especializada a trabalhar para apurar o que aconteceu. 

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, revelou que, após falar com especialistas, o acidente "é tremendamente estranho", uma vez que ocorreu "numa reta da linha ferroviária", justificando que o comboio que descarrilou é "praticamente novo, com menos de quatro anos" e a linha férrea também havia sido "renovada".

Adiantou ainda que foram investidos 700 mil euros na renovação das ferrovias e que as melhorias no local onde ocorreu o acidente tinham sido terminadas em maio do ano passado. 

De notar que a inspeção do comboio italiano Iryo, fabricado em 2022, tinha acontecido no dia 15 de janeiro - três dias antes do acidente.ANG/Lusa

 

 

 R. de Guine/Mamady Doumbouya toma posse para mandato de sete anos

Bissau, 19 Jan 26 (ANG) – O presidente eleito da República da Guiné, General Mamadi Doumbouya, tomou posse no sábado em Conacri para um mandato de sete anos na magistratura suprema da República.

A cerimônia de investidura ocorreu na presença de diversos Chefes de Estado e de Governo, chefes de instituições, bem como representantes de organizações internacionais e delegações estrangeiras, incluindo o Presidente da Câmara dos Representantes, Rachid Talbi Alami, que representou o Rei Mohammed VI.

Em seu discurso, o Presidente Doumbouya reafirmou a unidade e a natureza indivisível da Guiné, apelando ao envolvimento cívico e à governança participativa para construir uma paz duradoura e uma prosperidade partilhada.

Ele destacou o papel central das mulheres e dos jovens no desenvolvimento sustentável, reafirmando a prioridade dada à educação e à formação.

Ao abordar as perspectivas econômicas, o Chefe de Estado recordou os objetivos do programa de desenvolvimento socioeconômico "Simandou 2040", focado no fortalecimento do capital humano, na criação de empregos e no processamento local de recursos minerais.

O presidente Doumbouya foi eleito para um mandato de sete anos nas eleições presidenciais de 28 de dezembro, com 86,72% dos votos, segundo resultados oficiais.ANG/Faapa

    

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Regiões/Mais de 1.500 crianças em idade escolar estão em barracas de circuncisão em Bafatá

Bafata, 16 Jan 26 (ANG) – A Direção Regional do Movimento da Sociedade Civil de Bafatá revelou que cerca de 1.500 crianças em idade escolar encontram-se atualmente nas barracas de circuncisão, em pleno período letivo, naquela localidade, leste do país.

Segundo a Rádio Sol Mansi, a informação foi tornada pública quinta-feira, pelo Presidente do Movimento da Sociedade Civil para a Paz, Democracia  e Desenvolvimento da região, Braima Darame.

Este responsável fez a denuncia na cerimónia de assinatura de um acordo com a Direção Regional da Educação de Bafatá, que visa  apoiar a campanha de sensibilização contra o abandono escolar na  região .

Segundo Braima Darame, a situação tende a agravar-se, uma vez que outras comunidades preparam-se para iniciar o mesmo ritual nos próximos dias, o que poderá retirar ainda mais crianças das salas de aula.

Por sua vez, o Delegado regional da Educação de Bafatá, Mamadu Borri Baldé, afirmou que a região tem registado, ao longo dos anos, saídas abruptas de alunos do sistema de ensino, sobretudo durante o período de circuncisão tradicional, apesar dos esforços desenvolvidos em parceria com organizações locais e internacionais, para se evitar que crianças abandonassem as escolas.

O régulo central da cidade de Bafatá, Aladje Seco Sidebe, classificou a situação como “vergonhosa”, sublinhando que a escola constitui um pilar fundamental para a formação do ser humano e para o desenvolvimento da sociedade.

Nos últimos cinco anos, a região de Bafatá tem enfrentado o fenómeno recorrente da instalação de barracas de circuncisão durante o funcionamento normal das aulas, situação que compromete seriamente o processo de ensino e aprendizagem de muitas crianças.

A circuncisão feminina foi proibida por lei desde de 2001, devido os males que provoca à mulher.ANG/MI/ÂC//SG

    Marrocos/ Início do 1º Simpósio Africano sobre Desenvolvimento e gestão

Bissau, 16 Jan 26 (ANG) - A primeira edição do simpósio africano sobre desenvolvimento e gestão econômica teve início nesta sexta-feira em Fez, com o objetivo de examinar os desafios e as perspectivas da integração econômica do espaço africano-atlântico no âmbito da cooperação Sul-Sul.


Inserido no âmbito do tema "África Atlântica e o posicionamento geoeconômico global de Marrocos", este colóquio reúne, durante dois dias, cerca de cem investigadores, académicos e especialistas de vários países africanos e estrangeiros, em torno de temas relacionados, em particular, com o empreendedorismo, a inovação, a transformação digital, a fintech, a logística portuária e o desenvolvimento sustentável, com o objetivo de contribuir para uma reflexão coletiva sobre a operacionalização da iniciativa real para a África Atlântica.

Em declaração à MAP, Hamid Akdim, professor-pesquisador da Faculdade de Ciências Jurídicas, Econômicas e Sociais (FSJES) de Fez e chefe do comitê de coordenação e organização, destacou que este encontro marca a primeira edição de uma plataforma de reflexão dedicada à economia e à gestão na África e visa abrir novas perspectivas sobre a dimensão africana, em consonância com as mudanças econômicas globais.

Por sua vez, Abderrazak El Hiri, professor de economia da FSJES de Fez, observou que esta primeira edição em torno da Iniciativa Real do Atlântico oferece a oportunidade de analisar as possibilidades oferecidas por essa visão estratégica, com vistas a garantir uma integração econômica efetiva dos países banhados pelo Oceano Atlântico.

Por sua vez, Yao Ange, pesquisador marfinense do FSJES, destacou a importância de repensar a África pela África e para a África, observando que o posicionamento estratégico de Marrocos oferece agora um quadro relevante para reflexão no continente.

Organizado pela Universidade Sidi Mohamed Ben Abdellah (USMBA), em parceria com a Universidade Privada de Fez (UPF), este dia foi marcado por uma sessão plenária dedicada ao potencial portuário, à inovação empresarial e ao papel de Marrocos nas parcerias Sul-Sul, com a participação de oradores do Senegal e da Itália, em particular. ANG/Faapa

 

     Irão/ Ameaça militar dos EUA recua com mediação dos países do Golfo

Bissau, 16 Jan 26 (ANG) - A Casa Branca assegurou  quinta-feira, que o Irão tinha renunciado a 800 execuções de manifestantes, depois dos aliados do Golfo terem intercedido junto de Donald Trump para dissuadir os Estados Unidos de um ataque.

A vaga de protestos no Irão foi até agora abafada por uma violenta repressão que terá feito milhares de mortos, estimam especialistas e ONG’s, uma semana após o início de manifestações de grande dimensão contra o poder. 

Entretanto, a ameaça de uma nova acção militar dos Estados Unidos contra o Irão parece também ter-se afastado, depois de os aliados do Golfo terem intercedido junto de Donald Trump para o dissuadir de qualquer ataque.

Na quinta-feira, a Arábia Saudita, Qatar e Omã tinham alertado Donald Trump sobre o risco de "graves repercussões para a região" em caso de intervenção militar americana. Os três países "desenvolveram esforços diplomáticos intensos de última hora para convencer o presidente Trump a dar ao Irão uma oportunidade de mostrar as suas boas intenções".

Desde o início da mobilização, a 28 de Dezembro, que Donald Trump multiplicou as ameaças de intervenção contra Teerão, antes de afirmar que tinha sido informado "por fontes muito importantes" de que "os assassínios teriam terminado" e que as execuções previstas de manifestantes não iriam "ocorrer".

Os iranianos começaram a ocupar mais massivamente as ruas das grandes cidades a partir de 8 de Janeiro, desafiando as autoridades do país, que cortaram a internet para esconder a verdadeira dimensão da repressão, segundo grupos de defesa dos direitos humanos.

A Iran Human Rights, sediada na Noruega, avança com pelo menos 3.428 pessoas mortas desde o início do movimento pelas forças de segurança iranianas.

O bloqueio total da internet pelas autoridades já dura mais de uma semana. Mesmo assim, novos vídeos gravados no auge das manifestações, mostraram corpos alinhados na morgue de Kahrizak, a sul de Teerão, enquanto familiares desesperados procuravam os entes queridos.

O Irão e os Estados Unidos parecem ter baixado o tom por agora. O Presidente russo, Vladimir Putin falou esta sexta-feira, 16 de Janeiro, com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e deve falar com o homólogo iraniano Massoud Pezeshkian. O líder russo procura reduzir as tensões em torno do Irão, país parceiro de Moscovo.

O governo americano anunciou ainda sanções económicas contra responsáveis acusados de coordenar a repressão, incluindo Ali Larijani, que dirige a mais alta instância de segurança no Irão.

O representante iraniano nas Nações Unidas, Gholamhossein Darzi, acusou Washington de "explorar manifestações pacíficas para fins geopolíticos".ANG/RFI

 

Coreia do Sul/Ex-Presidente  Yoon condenado a cinco anos de prisão num primeiro processo

 

Bissau, 16 Jan 26 (ANG) - A justiça sul-coreana condenou nesta sexta-feira o ex-presidente Yoon Suk Yeol a cinco anos de prisão por obstrução da justiça e abuso de poder, a primeira decisão criminal de uma série de julgamentos ainda por realizar em torno da sua tentativa fracassada de instaurar a lei marcial em finais de 2024.

Pouco mais de um ano após o seu golpe de força contra o Parlamento, que provocou uma grave crise política que culminou com a sua destituição, o ex-líder conservador de 65 anos foi condenado a uma pena inferior às requisições do ministério público que tinha reclamado dez anos de prisão.

Nesta sexta-feira, o Tribunal do Distrito Central de Seul pronunciou-se sobre uma das múltiplas vertentes secundárias do caso que mergulhou o país em vários meses de protestos maciços e instabilidade política.

O ex-presidente sul-coreano foi acusado de ter excluído membros do governo de uma reunião sobre a preparação da imposição da lei marcial, bem como de ter impedido os investigadores de prendê-lo.

De acordo com o presidente do tribunal, Baek Dae-hyun, o ex-chefe de Estado abusou do seu poder ao colocar os funcionários do Serviço de Segurança Presidencial contra o Estado e utilizá-los como os seus "guardas pessoais" ao serviço da "sua própria segurança e interesses privados".

Yoon Suk Yeol tinha-se escondido durante semanas na sua residência de Seul sob a protecção da sua guarda privada.

Ele acabou por ser detido em Janeiro do ano passado durante um assalto violento que durou várias horas, tornando-se deste modo no primeiro Presidente da Coreia do Sul em exercício a ser preso e colocado atrás das grades.

"Embora ele tivesse o dever, acima de qualquer outra coisa, de fazer respeitar a Constituição e o Estado de direito enquanto Presidente, a atitude do réu demonstrou desprezo pela Constituição", considerou o juiz Baek Dae-Hyun, ao proferir a sentença antes de acrescentar que "a culpa do acusado é extremamente grave".

Recorde-se que na origem desta crise, está o anúncio na noite de 3 de Dezembro de 2024 por Yoon Suk Yeol da imposição da lei marcial, com o envio de tropas até ao Parlamento para silenciar os deputados cuja maioria de oposição estava a bloquear o seu projecto de Orçamento de Estado.

Ele recuou algumas horas depois, quando um número suficiente de deputados conseguiu penetrar no hemiciclo cercado por militares, para votar a suspensão do seu decreto.

Na altura, o ex-presidente justificou a lei marcial, uma medida sem precedentes na Coreia do Sul desde as ditaduras militares dos anos 1980, pela necessidade de proteger o país das "forças comunistas da Coreia do Norte" e "eliminar os elementos hostis ao Estado".

Ele acabou por ser formalmente deposto pelo Tribunal Constitucional em Abril do ano passado, desencadeando eleições presidenciais antecipadas das quais saiu vitorioso Lee Jae Myung, da oposição de esquerda.

Yoon Suk Yeol tem agora sete dias para apresentar um eventual recurso desta primeira sentença, sendo que o espera sete outros julgamentos.

No âmbito do seu próximo julgamento, desta vez sob a acusação mais grave de "insurgência", o ex-dirigente político incorre a pena de morte, uma medida que apesar de não ser aplicada desde 1997, foi reclamada pela procuradoria esta semana. O veredicto é esperado para 19 de Fevereiro.ANG/RFI

 

Uganda/ Presidente cessante lidera contagem e opositor está em prisão domiciliária

Bissau, 16 jan 26 (ANG) - No Uganda, um dia depois das eleições presidenciais e parlamentares terem sido marcadas por cortes na internet, problemas técnicos e atrasos, o líder da oposição, Bobi Wine, foi colocado em prisão domiciliária na quinta-feira à noite, de acordo com o seu partido.


Esta sexta-feira de manhã, o Presidente cessante, Yoweri ​Museveni, lidera a contagem de votos, segundo os resultados preliminares.

Na quinta-feira à noite, horas depois de ter votado, o líder da oposição ugandesa, Bobi Wine, foi colocado em prisão domiciliária, com a esposa. A informação foi avançada pelo seu partido, a Plataforma de Unidade Nacional, que acrescentou que o exército e a polícia estão a cercar a residência.

Bobi Wine, um ex-cantor de 43 anos, é muito popular junto dos jovens e é conhecido o "presidente do gueto", uma referência ao bairro da sua infância numa das favelas da capital. Wine acusou o Governo de "fraude eleitoral em massa".

Esta manhã, a comissão eleitoral informou que o Presidente cessante, de 81 anos e há 40 no poder, lidera a contagem dos votos das presidenciais. Com menos de metade das mesas de voto do país apuradas, Yoweri Museveni tem 76,25% dos votos, contra 19,85% de Bobi Wine. O resto divide-se pelos seis outros candidatos.

Estas eleições são vistas como uma pura formalidade para o actual Presidente obter o sétimo mandato consecutivo, tendo em conta que tem um controlo total do aparelho eleitoral e da segurança. A mostrar isso mesmo está o corte da internet, desligada pelas autoridades desde terça-feira, e fortes contingentes de segurança mobilizados para todo o país. No dia da votação, houve problemas técnicos em todo o país, algo que a oposição apontou como um acto "deliberado" para garantir a vitória de Museveni. Ele próprio reconheceu ter sido testemunha das dificuldades técnicas encontradas pelas máquinas biométricas para verificar a identidade dos eleitores.

Esta sexta-feira, um deputado do partido de Bobi Wine disse à France Presse que dez apoiantes do candidato foram assassinados na sua casa pelo exército, na noite de quinta-feira.

Na semana passada, a ONU considerou que o processo eleitoral decorreu numa atmosfera "marcada pela repressão e intimidação generalizadas".ANG/RFI

Togo/ CEDEAO apela ao reforço da cooperação em matéria de energias renováveis

Bissau, 16 Jan 26 (ANG)  – Diante do déficit de acesso à eletricidade na África Ocidental, a presidente do parlamento da CEDEAO, Hadja Mémounatou Ibrahima, pediu maior cooperação regional em energias renováveis ​​no Fórum de Legisladores e Reguladores, realizado à margem da 16ª Assembleia da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

Isso ocorreu durante uma reunião realizada de 10 a 12 de janeiro em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, com o tema "Alimentando a humanidade: energia renovável para prosperidade compartilhada".

Em um discurso para uma plateia de especialistas, formuladores de políticas ,  enfatizou que, apesar do significativo potencial de energia renovável da região, a África Ocidental enfrenta um grave déficit de acesso à eletricidade, que afeta quase 43% da população.

 Afirmando que "nenhum Estado sozinho pode enfrentar esse desafio", a Sra. Ibrahima reafirmou o compromisso da Comunidade com a construção de um mercado regional integrado de eletricidade.

 Ela destacou a importância da sincronização das redes nacionais por meio do Sistema Elétrico da África Ocidental (WAPP), da harmonização dos marcos regulatórios e da adoção de uma política regional de energias renováveis ​​com o objetivo de alcançar 48% de energia verde na matriz energética até 2030.

A Sra. Ibrahima também destacou o papel do Parlamento da CEDEAO no monitoramento das políticas energéticas, na avaliação do desempenho e no atendimento às preocupações da população. Ao abordar desafios persistentes, como infraestrutura inadequada, transferência de tecnologia, desenvolvimento de habilidades locais e vulnerabilidade climática, ela defendeu a simplificação dos marcos legais, o apoio a fundos regionais de garantia e o desenvolvimento de programas de treinamento para empregos verdes.

O Presidente do Parlamento apelou a uma forte vontade política coletiva, uma alavanca essencial para atrair investimento e alcançar uma transição energética bem-sucedida.ANG/Faapa

    

 

Religião/Alto Comissariado para a Peregrinação lança  Hajj 2026 e anuncia previsão de levar 751 fiéis à Meca

Bissau, 16 Jan 26(ANG) – O Alto Comissariado para a Peregrinação, procedeu hoje ao lançamento oficial do Hajj 2026(visita sagrada à Meca), numa cerimónia presidida pelo chefe da Casa Civil da Presidência da República de Transição, Sandji Fati.

Na ocasião,  Fati começou por agradecer a nova direção do Alto Comissariado designado no presente ano, para conduzir o processo de peregrinação à Cidade Santa de Meca.

“É com muita honra que estou aqui hoje, para vir representar o Presidente da República de Transição de forma a felicitar a nova direção do Alto Comissariado para a Peregrinação e toda a comunidade muçulmana do país”, disse.

Aquele responsável afirmou que a força de uma instituição reside na sua capacidade de cada vez que houver a substituição da direção que o sucessor faça melhor que o antecessor.

“Vocês os responsáveis do novo Alto Comissariado, têm um desafio enorme, tendo em conta que não podem baixar do nível de organização deixada pela direção anterior e pelo contrário deve ser aperfeiçoada cada vez mais”, salientou.

Sandji Fati declarou que o Presidente da República de Transição  deu muita importância ao ato, por representar uma boa franja da comunidade guineense.

Por sua vez, o Alto Comissariado para a Peregrinação, Infali Coté anunciou a previsão de levar para a Meca um total de 751 peregrinos, mediante pagamento de 4.500.000,00fcfa(quatro milhões e meio de francos cfa)  .

Aquele responsável disse que o montante cobre os custos de  bilhete de passagem ida e volta, transporte interno na Arábia Saudita e alojamento, acrescentando que esse valor não inclui o processo de passaportes.

Infali Cote informou ainda que a peregrinação à Meca irá decorrer de 15 de Maio à 01 de Junho do ano em curso. ANG/ÂC//SG

Justiça/Governo promete criação de melhores condições laborais para Polícia Judiciária

Bissau 16 Jan 26 (ANG) – O ministro da Justiça e Direitos Humanos declarou hoje a determinação do Governo de Transição de criar melhores condições laborais à Polícia Judiciária(PJ).

Carlos Pinto Pereira falava  à imprensa, após uma visita  às instalações da Polícia Judiciária, em Bissau, e disse  que o Executivo analisa as possibilidades de construção de raiz de uma sede para a PJ, que atualmente funciona numa sede provisória.

Pinto Pereira defendeu que a  Polícia Judiciária não deve  continuar a funcionar  em instalações construídas para habitação,  e que foi transformado em escritório, sem condições para disponibilizar de laboratórios especializados, de que possa necessitar.

Questionado sobre os quadros que exercem na PJ sem receber os seus salários há mais de um ano, Carlos Pinto Pereira lamentou a situação, frisando que o processo está em curso e disse estar convencido de que, em muito pouco tempo, esta situação  será resolvida.

O Diretor Nacional da PJ, Domingos Correia explicou que A visita do titular da pasta da Justiça, segundo o Diretor-geral da PJ, Domingos Coreia serviu para mostrar ao governante  como funciona a PJ e os problemas e desafios que enfrentam.

“O ministro também constatou os avanços tecnológicos a nível da PJ e as reformas que devem ser adotadas a nível das instâncias superiores. Mesmo com estas dificuldades vamos continuar a fazer o nosso trabalho lutando contra o crime organizado internacional", disse.

Correia salientou que é notório para toda a população guineense que a PJ está fortemente engajada e comprometida com a sua missão e vai continuar a trabalhar nessa linha. “A vontade não os falta mas sim meios para avançar”, disse o DG da PJ.

ANG/MSC/ÂC//SG

 

Regiões/ Ministro da Administração Territorial e do Poder Local considera de “preocupante” situação da aldeia de Kakan-Bussaly atacada com arma de fogo por desconhecido   

Cacheu, 16 Jan 26 (ANG)  – O ministro da Administração Territorial e do Poder Local, Nelson Sano considerou de “preocupante”, a situação da aldeia de Kakan-Bussaly, da secção de Suzana, sector de São Domingos.

Populares da comunidade de Kakan-Bussaly foram atacados no passado dia 06 com arma de fogo, por um indivíduo, ainda não identificado.

Segundo Portal TV “O País”, informada da ocorrência o ministro Sano se deslocou de emergência para Suzana, onde deixou recomendações de que  o país necessita de tranquilidade para que os cidadãos possam viver em paz e contribuir para o desenvolvimento nacional.

No mesmo dia, segundo o governante, uma residência foi incendiada por desconhecidos, deixando um agregado familiar de sete pessoas sem abrigo.

O ministro revelou ainda que o Presidente da República de Transição, em articulação com o Primeiro-ministro, deu instruções a uma comissão interministerial, integrada pelos ministros da Administração Territorial, da Defesa Nacional e do Interior, para se inteirar da situação, que classificou como “crónica”, e, no mais curto espaço de tempo, encontrar soluções com vista à reposição da paz e  segurança naquela zona.

Segundo Nelson Sano, o encontro com as autoridades locais e comunitárias foi “muito bem-sucedido”, uma vez que todos os interlocutores demonstraram preocupação com o ocorrido.

O governante garantiu igualmente o reforço do efetivo das forças de segurança no terreno para assegurar maior proteção às populações.

O rei de Caruhay, Simenh Unti Djata, disse que a  visita governamental demonstra a preocupação do Estado com a situação vivida no seu reino.

Simenh Unti Djata manifestou confiança na resolução do conflito, graças às mediações em curso entre as duas comunidades envolvidas.

O líder tradicional apelou ao reforço do  combate ao tribalismo, sustentando que a Guiné-Bissau é composta por vários grupos étnicos pelo que é reprovável fomentar divisões étnicas. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Regiões// Ministério das Pescas e Economia Marítima promove formação para 70 pescadores artesanais de Cacheu

Cacheu, 16 Jan 26 (ANG) – O Ministérios das Pescas e Economia Marítima, em parceria com a FAO concluiu, quinta-feira, a primeira fase de formação de 70 pescadores artesanais da Região de Cacheu, decorrida entre 12 e 15 do corrente.

Em entrevista ao Correspondente da  ANG na Região de Cacheu, o Coordenador do Projeto de Reforço de Gestão Inclusiva e Responsável dos Recursos Haliêuticos das Rias das regiões de Cacheu e Quinara, Eduardo Luís Pereira Eduardo Luís Pereira, considerou de positivo os resultados da formação dos 70 pescadores artesanais sobre as tecnologias de pesca, a navegação costeira, a segurança no mar e a interpretação de boletins meteorológicos.

Pereira disse acreditar que os pescadores formados vão, a partir de agora, poder exercer as suas atividades com maior segurança e em melhores condições técnicas.

Eduardo Pereira  promete continuidade de promoção de mais formação aos pescadores artesanais da região, com apoios financeiros  da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e  Agricultura-FAO.

Em nome dos formandos, Sadja Djú e Armando Gomes se comprometeram a  aplicar na prática os conhecimentos adquiridos sobre a pesca moderna e responsável para o bem-estar social das populações e dos recursos pesqueiros. ANG/AG/JD/ÂC//SG

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

ONU/Guterres critica "ganância sem limites" e atropelos à lei internacional

Bissau, 15 Jan 26 (ANG) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou hoje a "ganância sem limites" dos mais ricos e denunciou líderes que "atropelam o direito internacional", durante a apresentação à Assembleia-Geral das suas prioridades para 2026.



N
aquela que foi a sua última apresentação de prioridades anuais antes de deixar a liderança da ONU, Guterres assegurou que fará "com que cada dia de 2026 conte" e garantiu estar totalmente empenhado em continuar a trabalhar, a lutar e a impulsionar "um mundo melhor".

O antigo primeiro-ministro português, que deixará a liderança da ONU no final de 2026, quis aproveitar o tradicional momento para fazer uma apresentação diferente, lançando um olhar não só para este ano, mas também para o futuro, embora avisando que o contexto global é de "caos".

"Vivemos num mundo repleto de conflitos, impunidade, desigualdade e imprevisibilidade. Um mundo marcado por divisões geopolíticas autodestrutivas, violações flagrantes do direito internacional e drásticos cortes na ajuda humanitária e ao desenvolvimento", frisou Guterres, sem nomear responsáveis.

"Uns procuram colocar a cooperação internacional em estado terminal. Posso garantir: não desistiremos", sublinhou. ANG/Lusa