quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Eleições Gerais/Fernando Dias da Costa pede calma a população e garante que os resultados eleitorais serão divulgadas na quinta-feira pela CNE

Bissau, 26 Nov 25 (ANG) – O Candidato as presidenciais de 23 de Novembro Fernando Dias da Costa, pediu hoje calma à  população guineense, devido os disparos ouvidos hoje  nas imediações da sede da Comissão Nacional de Eleições e da Presidência da República.

Dias que se proclamou vencedor das presidenciais disse que os resultados eleitorais serão  divulgadas, quinta-feira, pela Comissão Nacional de Eleição (CNE).

O candidato Fernando Dias da Costa fez essa afirmação, numa pequena declaração à imprensa na sua Sede Nacional de campanha.

 “Acabamos de sair de um encontro com a Missão de Observadores Internacionais, que acompanharam, de perto, o decorrer do processo, e aproveitamos o momento para partilhar com eles a nossa posição e tudo está claro, a CNE irá terminar os trabalhos iniciados, com a divulgação dos resultados finais das eleições”, disse Dias da Costa.

Apelou  aos militares a se afastarem, e permitir que a Comissão Nacional de Eleição termine o seu trabalho.

“O que está a acontecer de  momento, desconhecemos, e quem criar o que pretende criar, que se responsabilize  do seu ato”, advertiu Fernando Dias da Costa.

“Aguardem o resultado com serenidade, amanhã, assim que a CNE terminar a divulgação, sairemos todos às ruas para manifestar a nossa vitória”, disse Dias.

Na sequência dos tiros ouvidos esta quarta-feira, em Bissau, o Estado-maior General da Forças Armadas mandou encerrar algumas rádios de Bissau, segundo confirmações à ANG de fontes desses órgãos de comunicação social. ANG/LLA//SG       

             Política/Disparos de tiros ouvidos hoje no centro da capital Bissau

Bissau, 26 Nov 25(ANG) - Foram ouvidos tiros, esta quarta-feira, nas imediações do palácio presidencial e da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau, cerca das 12.40 horas, quando o país se aguarda pelos resultados das eleições presidencial e legislativas realizadas no domingo.


Ainda se desconhece a origem do tiroteio.

A Guiné-Bissau aguarda os resultados oficiais das eleições gerais, presidenciais e legislativas, de domingo que segundo a Comissão Nacional de Eleições(CNE), devem ser anunciados na quinta-feira, dia 27 do corrente mês.

O candidato da oposição à presidência da República, Fernando Dias, proclamou-se, segunda-feira, como vencedor do escrutínio na primeira volta.

ANG/ÂC//SG

 

Sociedade/Presidente da RENAJ apela jovens para se  abdicarem de publicações de  resultados eleitorais nas redes sociais

Bissau, 26 Nov 25 (ANG) – O presidente da Rede de Associações Juvenis apela aos jovens para se  abdicarem da divulgação dos resultados eleitorais nas redes sociais, que muitas das vezes tentam pôr em causa os resultados na posse da Comissão Nacional de Eleições.

Abulai Djaura que falava em entrevista à ANG sobre comportamento da juventude guineenses após votação de 23 de Novembro, disse que os resultados publicados nas redes sociais confundem a opinião pública, uma vez que diretoriais de diferentes candidaturas estão a dizer e a manifestar que são vencedores das eleições, algo que não pode ser ganho por dois lados.

"Estamos muito preocupados com a situação e queremos que os jovens se abdiquem desses comportamentos e que esperem a entidade competente  proceder a divulgação dos resultados, para dizer quem é o vencedor. Aquele que perder para aceitar o resultado e colaborar para desenvolvimento do país. A divulgação de resultados eleitorais nas redes sociais não é bom para o clima do país," disse.

Aquele responsável para associação de jovens pediu ao juventude no sentido de deixarem comportamentos que incitam violência, porque não é bom para qualquer sociedade em todos os aspectos e que não ajuda ninguém e nem vai trazer paz social se não criar clima de instabilidade, insegurança e desconfiança entre o povo guineense.

O presidente da Renaj defendeu que os jovens devem deixar de atacar as CREs para permitir as  entiades competentes fazerem o  seu trabalho e divulgar os resultados conforme resultados provenientes das urnas.ANG/MI//SG      


CMB
/Sindicato dos trabalhadores prolonga greve e acusa presidente de incumprimento de acordo

Bissau, 26 Nov 25 (ANG) - O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Bissau (CMB) disse que decidiram  prolongar, por duas semanas, a greve geral iniciada em Novembro, devido ao alegado incumprimento do acordo assinado, em Fevereiro com a direção  da CMB, na presença do representante do Ministério da Função Pública.

Em declarações hoje à ANG, o presidente do sindicato, Ivo Indafa afirmou que a paralisação prossegue porque a direção da CMB “não está a cumprir os compromissos assumidos”, nomeadamente o início do pagamento da Segurança Social de vários funcionários.

“A greve começou hoje, 26 de Novembro e termina no próximo dia 05 de Dezembro”, disse .

Segundo Indafa, após a primeira vaga de greve, que decorreu de 18 à 24 do mês em curso, o presidente da Câmara, José Medina Lobato procedeu apenas ao pagamento de um mês de salário em atraso.

Para o sindicalista, o gesto não é insuficiente e revela “falta de interesse em diálogar com o sindicato”.

O dirigente sindical informou ainda que a dívida da Câmara Municipal para com a segurança social é “acumulada desde 2021 à 2024”, correspondendo a, 2021- 2 meses em atraso; 2022 - 3 meses; 2023 mais de seis meses e 2024 nenhum mês pago.

De acordo com o sindicato, o montante em dívida ultrapassa 600 milhões de francos CFA, aos quais se somam 72 milhões em juros, totalizando cerca de 728 milhões de francos CFA.

Indafa questiona o destino dos descontos feitos mensalmente nos salários dos trabalhadores e acusa o Presidente da Câmara de ser “um dos dirigentes que mais contribuiu para o agravamento da dívida”.

Entre as principais reivindicações, o sindicato exige o pagamento integral ou parcelada da segurança social, reajuste salarial, atribuição de subsídio de fim de semana aos fiscais dos mercados e dias de férias para o pessoal de higiene.

A greve, de acordo com Ivo Indafa, abrange todos os serviços da Câmara Municipal, e decorre  com observação dos serviços mínimos.

O sindicalista criticou também uma ordem do Presidente da Câmara que mandou retirar das paredes da instituição todos os avisos relativos à greve. medida que, segundo Indafa, “nunca tinha acontecido na história da instituição”.

Disse que a primeira fase da paralisação registou “mais de 60% de adesão”.

Indafa voltou a apelar aos funcionários efetivos para confiarem no sindicato e se manterem  mobilizados. ANG/LPG//SG

 

Desporto/VFC de Cacheu regressa as provas da  II liga um ano depois de sanção por motivos disciplinares

Bissau, 26 Nov 25 (ANG) – O Vitória Futebol Clube de Cacheu está de regresso a II Liga de futebol guineense, um ano depois de ser sancionado, pela Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) entidade que gere o futebol nacional, por motivos disciplinares.

De acordo com a publicação do Portal “O Golo GB” nas redes sociais, o antigo Presidente do Vitória FC de Cacheu, Sana Mané reagiu dizendo que recebeu a notícia com enorme  satisfação.

“Ao receber a informação que a minha equipa vai ao sorteio da próxima época desportiva 2025/26, toda a população de Cacheu ficou feliz e motivado pelo esperado regresso de Cacheu à festa de futebol nacional”, revelou o Ex-Presidente do Clube de  Cacheu.

Acrescentou que  com o regresso às competições oficiais  já confirmado, Sana Mané revelou a determinação dos citadinos de Cacheu de garantir  o retorno as provas, com dedicação e respeito às normas.

Para Mané, o retorno de Cacheu às provas oficiais da II divisão é das maiores satisfações que já teve enquanto  antigo presidente do clube.

Sana garante que o conjunto da região terá algo a dizer na sua série.

A formação da cidade histórica de Cacheu está inserida na série “B”, do campeonato nacional da II divisão, e vai abrir a próxima temporada 2025/26, na recepção da sua congénere Hipopótamos de Sonaco. ANG/LLA//SG

Regiões/Projeto Boa Governação e empresa brasileira SARL assinam contrato de construção de três furos de água em Canchungo

Canchungo, 26 Nov 25 (ANG) - O Projeto Boa Governação para o Desenvolvimento da Guiné-Bissau e a empresa brasileira denominada SARL assinaram, terça-feira, o contrato de construção de três furos de água potável nos Bairros de Tchada, Bucucute e Babanda, em Canchungo.

Na ocasião, o Administrador do Setor de Canchungo, Albino Camepilim Mendes disse que o acordo foi patrocinado pelo Estado e orçado em  27.480.500 Francos CFA.

“Estes três bombas devem ser construídas num prazo de três meses, com a finalidade de minimizar as dificuldades de acesso à água potável nesta zona”, disse Albino  Camepilim Mendes.

Por sua vez, o Gestor do Fundo da Subvenção do Projeto Boa Governação, Iaia Djau, lançou um apelo aos moradores de Tchada, Bucucute e Babanda, no sentido de acompanharem os processos de desenvolvimento da cidade e das ações a serem implementadas.

Djau pediu aos moradores dos bairros do setor de Canchungo para fazerem boa gestão dos três furos de água potável que serão construídas, num futuro próximo.

O Coordenador do Grupo de Ação Local-GAL da Cidade de Canchungo, Leandro Pinto Júnior, pediu aos moradores para colaborarem prestando apoios possíveis aos  trabalhos de abertura dos furos e na  vigilância para que os materiais não sejam roubados.

Em nome dos moradores de Tchada, Faustino Paulo Mango prometeu que vão apoiar os trabalhos de abertura do furos de água potável e que vão igualmente contribuir para uma boa gestão das mesmas. ANG/AG/AALS//SG

ONU/Mais de 22 mil mulheres ou meninas foram mortas pelo companheiro ou familiar em África

Bissau, 26 Nov 25  (ANG) -  Mais de 22 mil mulheres ou meninas foram mortas pelo companheiro ou familiar em África, em 2024, sendo o continente responsável pelo maior número de vítimas - três em cada 100 mil - divulgaram hoje as Nações Unidas.

Um novo relatório do Gabinete da Organização da ONU para a Droga e o Crime (UNODC, na sigla inglesa) revela que África é o continente com maior taxa de femicídio do mundo, impulsionada por homicídios cometidos por companheiros ou familiares, estimando que cerca de 22.600 (entre 19.300 e 25.800) mulheres e meninas foram mortas na região em 2024.

 

A taxa de homicídio por parceiros íntimos ou membros da família em África é de três vítimas por 100 mil mulheres, a mais alta do mundo, embora este número tenha um certo grau de incerteza devido à escassez de dados disponíveis.

 

Embora homens e meninos representem a maioria (80%) de todas as vítimas de homicídio em 2024, a violência que resulta em morte dentro da família atinge muito mais as mulheres - "quase 60% de todas as mulheres mortas intencionalmente em 2024 foram vítimas de parceiros íntimos ou membros da família".

 

Em contraste, apenas 11% dos homicídios de homens em 2024 foram atribuídos a assassínios por parceiros ou familiares.

No relatório destaca-se que África é responsável pela maior parte (74%) das vítimas registadas em 2024.

 

No documento apresenta-se ainda um caso de estudo sobre o Lesoto, país que enfrenta elevadas taxas de violência contra mulheres por parte do companheiro, com 44% das mulheres entre os 15 e os 49 anos a relatarem violência física ou sexual por parte dos parceiros.

Esta forma extrema de violência baseada no género continua a afetar mulheres e raparigas em todo o mundo.

 

Cerca de 50 mil mulheres ou meninas foram mortas pelos respetivos companheiros ou outros familiares em 2024 -- uma a cada 10 minutos do ano em todo o mundo -, segundo o relatório.

 

Os dados recolhidos pelo UNODC indicam terem existido 137 femicídios por dia, ou seja, mantendo o ritmo constante já verificado em anos anteriores, sem que tenha havido qualquer evolução positiva.

ANG/Inforpress/Lusa

 

     Marrocos/Início da edição de 2025 do Fórum de Investimento em África

Rabat, 26/11/2025 (MAP) – Os trabalhos da edição de 2025 do Fórum de Investimento da África (AIF) começaram , quarta-feira, em Rabat, sob o tema "Preenchendo as lacunas: mobilizando capital privado para liberar todo o potencial da África".

A sessão oficial de abertura desta edição contou com a participação, entre outros, da Ministra da Economia e Finanças de Marrocos, Nadia Fettah, do Presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Sidi Ould Tah, bem como de vários ministros africanos e representantes do setor privado marroquino e africano.

Os "Dias de Mercado" (Dias de Transações) constituem o evento principal do FIA, que decorre até 28 de novembro, com o objetivo de concluir transações em todo o continente.

Reunindo uma gama diversificada de partes interessadas, incluindo promotores de projetos, investidores, financiadores do desenvolvimento, bancos comerciais, companhias de seguros, agências de crédito à exportação, líderes governamentais e executivos de empresas, os "Dias de Mercado" visam impulsionar projetos africanos transformadores em vários setores (infraestrutura, digitalização, agronegócio, energia, etc.) rumo à sua conclusão financeira.

A agenda deste fórum inclui um diálogo entre ministros das finanças sobre a aceleração do investimento privado, painéis de alto nível e eventos paralelos sobre uma série de temas, incluindo instrumentos de financiamento inovadores, riscos climáticos, gestão sustentável da dívida, transformação digital, indústrias criativas, mobilização de investimento local, integração regional, cadeias de valor e industrialização em África.

Liderado pelo AfDB e outros seis parceiros fundadores (Afreximbank, Corporação Financeira Africana, Africa50, Banco Árabe para o Desenvolvimento Econômico na África, Banco de Desenvolvimento da África Austral e Banco de Comércio e Desenvolvimento), o AIF opera como uma plataforma multissetorial e multidisciplinar que simplifica o processo de financiamento de projetos transformadores em todo o continente. ANG/Faapa

    

 

         Indonésia/Pelo menos 13 pessoas morreram nas inundações 

Bissau, 26 Nov 25 (ANG) - Pelo menos treze pessoas, incluindo várias crianças, morreram devido às fortes inundações na província de Sumatra do Norte, no oeste da Indonésia, onde também ocorreram deslizamentos de terra, declararam hoje as autoridades locais.

As inundações foram causadas pelas fortes chuvas que começaram no fim de semana e continuaram a cair no país nos dias posteriores. 

A situação levou ao transbordamento de vários rios e, de acordo com a Agência de Gestão de Desastres da região (BPBD), a retirada da população continua em várias regiões como medida preventiva.

As áreas mais afetadas são Tapanuli Central e Tapanuli do Sul, em Sumatra Norte, na ilha de mesmo nome, que concentram a maioria das mortes.

Além disso, cerca de 40 pessoas ficaram feridas, segundo fontes médicas que falaram à agência de notícias Antara. ANG/Lusa

 

 Venezuela/Maduro exibe espada de Simón Bolívar em marcha contra o "imperialismo"

 Bissau, 26 Nov 25 (ANG) - O Presidente da Venezuela exibiu a espada do libertador Simón Bolívar, também conhecida como a Espada do Peru, perante milhares de participantes numa marcha contra o "imperialismo" em Caracas.


Oato, na terça-feira, ocorreu um dia depois de os Estados Unidos designarem o denominado 'Cartel dos Sóis' como organização terrorista internacional. 

"Juro diante deste céu, juro diante de nosso senhor Jesus Cristo, que darei todo o meu esforço pela vitória da Venezuela contra as ameaças e agressões do imperialismo", afirmou Nicolás Maduro ao liderar um juramento do qual participaram os presentes.

Maduro, vestido com camuflado e rodeado pelos seus ministros, falou no Pátio de Honra da Academia Militar da Venezuela, situada no Forte Tiuna, um dos principais complexos militares do país, até onde chegou a numerosa mobilização.

"Recebo-a 200 anos depois com a sua energia e a sua força libertadora, emancipadora dos povos, esta é a espada da vitória de toda a América do Sul", disse o Presidente da Venezuela após desembainhar a espada dourada, que foi um presente que a Câmara Municipal de Lima entregou a Bolívar a 30 de outubro de 1825, após as vitórias das batalhas de Junín e Ayacucho, no Peru, como parte da guerra de independência.

A mobilização chavista homenageou o bicentenário da espada, que foi transportada num carro dentro de uma urna de vidro pelo Passeio Los Próceres, onde normalmente se celebra o desfile do Dia da Independência.

Para além do seu significado histórico, a espada de Bolívar tornou-se também um símbolo do próprio chavismo: tanto o falecido presidente Hugo Chávez como Maduro têm atribuído réplicas desta a quem consideram aliados em diferentes contextos.

Chávez ofereceu réplicas a vários dirigentes nas suas visitas à Venezuela, como o russo Vladimir Putin, o sírio Bashar al-Assad, o líbio Muamar al-Kadhafi, o cubano Raúl Castro, o boliviano Evo Morales ou a argentina Cristina Fernández de Kirchner.

Maduro também presenteou com estas réplicas da espada outros chefes de Estado, incluindo novamente Putin ou o turco Recep Tayyip Erdogan, e líderes do chavismo que foram alvo de sanções dos Estados Unidos.

A Espada do Peru tem uma bainha feita de ouro maciço, com diamantes e brilhantes no punho, assim como várias inscrições gravadas na lâmina, incluindo no verso "Simón Bolívar" - "União e Liberdade", e do lado contrário "Libertador da Colômbia e do Peru".

O Governo chavista rejeitou na segunda-feira a designação norte-americana do Cartel dos Sóis como grupo terrorista, considerando "inexistente" a organização.

Apontou ainda que o governo de Donald Trump reedita uma "vil mentira" para justificar uma intervenção, num momento de tensões entre os dois países provocadas pelo destacamento militar norte-americano nas Caraíbas.ANG/Lusa

 

 Sociedade/ Profissionais africanos reúnem-se no Gana na 1.ª Edição da Escola Africana de Avaliação 

Bissau, 26 Nov 25(ANG) -  Os profissionais de diferentes áreas provenientes de 26 países africanos participam, entre 24 e 28 de novembro, na 1.ª Edição da Escola Africana de Avaliação, que decorre no Gana. 

Segundo a Rádio Voz de Povo, o encontro reúne mais de 200 especialistas, entre consultores, gestores de projetos, investigadores, académicos e avaliadores, com o objetivo de reforçar competências técnicas e promover práticas de avaliação de elevada qualidade no continente. 

A iniciativa pretende ainda contribuir para o fortalecimento do ecossistema de avaliação em África, incentivando decisões públicas assentes em evidências e a capacitação de novos profissionais. 

Entre os participantes destaca-se a jovem avaliadora guineense, Adama Aurora Baldé, que manifestou, através das redes sociais, grande satisfação por participar do  evento. 

A jovem avaliadora foi contemplada com uma bolsa integral para frequentar o curso “Métodos Mistos em Ação: Fundamentos Quantitativos e Qualitativos para Avaliadores de Campo”, promovido pela ENAP e ministrado por docentes de elevado nível académico. 

Adama agradeceu o apoio da sua mentora, Mabinto Indjai, e da MOVARG, sublinhando o impacto da partilha de oportunidades no seu percurso profissional. 

A participante estendeu ainda o reconhecimento à Associação de Avaliadores em África (AfrEA) e aos organizadores da iniciativa, pelo empenho no desenvolvimento de capacidades locais. 

Segundo Adama, a participação na Escola Africana de Avaliação representa uma oportunidade de aprendizagem, troca de experiências e crescimento profissional, num ambiente marcado pela excelência académica.ANG/JD/ÂC//SG

 

Eleições Gerais/Missão de Observadores  da CPLP exorta  respeito à vontade dos eleitores pelos candidatos concorrentes

Bissau, 26 Nov 25 (ANG) – A Missão de Observação Eleitoral da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (MOE-CPLP), exortou , terça-feira, aos candidatos as eleições gerais na Guiné-Bissau a respeitarem a vontade dos eleitores, expressa através do exercício do direito de voto.

A exortação da organização foi feita através de uma declaração preliminar, na voz do chefe de Missão, Luis Diogo de Carvalho que apelou que a resolução de eventuais diferendos eleitorais seja feita  com recurso ao quadro legal aplicável e por via dos instrumentos e mecanismos existentes para o efeito, com vista a aceitação dos resultados definitivos por todos os intervenientes no processo.

Na ocasião, o chefe da MOE-CPLP sublinha a importância fundamental do respeito pelos princípios democráticos e do Estado de Direito, e defende  que as eleições democráticas, livres e participadas são um pilar fundamental para boa governação, estabilidade e desenvolvimento económico e social.

A Missão declarou que a votação decorreu de forma ordeira, organizada e sem interrupções e que registou uma maior afluência dos eleitores durante o período da manhã, distribuídos em filas organizadas.

A Missão destaca a prestação da Comissão Nacional de Eleições (CNE),na realização dos dois atos eleitorais e encoraja ao aprimoramento contínuo dos procedimentos eleitorais assim como ao esclarecimento expedito de eventuais dúvidas ou queixas.

Verificou-se, segundo a MOE-CPLP, a presença de delegados das duas candidaturas concorrentes Umaro Sissoco Embalo e Fernando Dias da Costa em todas as mesas observadas e de um número pouco significativo das demais e aos delegados presentes e foram permitido acompanhar as operações de abertura de votação e o apuramento, tendo assinado as atas-sínteses, afixadas em locais acessíveis ao público, contribuindo para a transparência e credibilidade no processo da votação.

A MOE-CPLP se dividiu em 10 equipas que cobriram o Setor Autónomo de Bissau com cinco equipas e as regiões de Biombo, Cacheu, Oio, Bafatá e Gabu com uma equipa cada.

Luís de carvalho disse que as equipas observaram 221 mesas de Assembleia de voto, em 22 Círculos Eleitorais, correspondentes a cerca de 86 mil eleitores inscritos, aproximadamente 9 por cento do eleitorado, não tendo registado qualquer impedimento á sua atividade de observar.

A Missão dos observadores eleitoral da CPLP saúda o povo guineense pela forma pacífica e ordeira como exerceu o direito de voto, demostrando o seu firme compromisso com a valorização dos atos eleitorais no reforço da democracia representativa no país, contribuindo, assim, para a afirmação internacional desta organização lusófona.

A MOE-CPLP chegou ao país no passado dia 18 de Novembro e permanecerá até 27 do mesmo mês do ano 2025.ANG/MSC/ÂC//SG

 

China/Xi Jinping defende que Faixa de Gaza fique sob controlo palestiniano

 

Bissau, 26 Nov 25(ANG) - O Presidente chinês pediu que a reconstrução da Faixa de Gaza seja realizada sob o princípio “palestinianos governam a Palestina” e exortou a comunidade internacional a promover um “cessar-fogo abrangente e duradouro”.

Xi Jinping afirmou que a questão palestiniana “afeta a equidade e a justiça internacionais” e constitui “um teste à eficácia do sistema de governação global”, referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

 

Numa mensagem enviada para uma reunião da ONU, na terça-feira, o líder chinês defendeu que a comunidade internacional deve “assumir responsabilidades, corrigir injustiças históricas e defender a justiça”.

Por ocasião do Dia internacional de solidariedade com o povo palestiniano, Xi sublinhou que qualquer estrutura pós-guerra deve respeitar “a vontade do povo palestiniano” e ter em conta as preocupações legítimas dos países da região. 

 

O líder chinês insistiu que os esforços devem “ancorar-se na solução de dois Estados”, para alcançar um acordo político “abrangente, justo e duradouro”.

 

O Presidente chinês referiu que a prioridade imediata é melhorar a situação humanitária e aliviar o sofrimento dos civis em Gaza, e reiterou que Pequim, enquanto membro permanente do Conselho de Segurança, “continuará a apoiar a causa justa do povo palestiniano para restaurar os seus direitos nacionais legítimos”.

 

A mensagem surge poucos dias depois de o Conselho de Segurança ter aprovado uma resolução, baseada em um plano do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estabelece uma força de segurança internacional para Gaza até 2027. 

A China absteve-se na votação, afirmando que o texto "é vago" em aspetos fundamentais e não reflete suficientemente a soberania palestiniana, críticas também partilhadas pela Rússia.

 

Pequim tem insistido, nas últimas semanas, que qualquer acordo pós-guerra deve evitar fórmulas de tutela externa e ser reforçado por um processo político que dê protagonismo aos palestinianos.

 

O porta-voz chinês Fu Cong advertiu no Conselho de Segurança que, na abordagem aprovada, “a Palestina é pouco visível” e os mecanismos de governação propostos carecem de clareza.

 

O conflito continua ativo, apesar do cessar-fogo declarado há mais de um mês. De acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza divulgados esta semana, mais de 350 palestinianos foram mortos desde então por fogo israelita.

 

Israel afirma ter atuado em resposta a incursões de militantes que atravessaram a chamada 'linha amarela', a área do enclave palestiniano para onde o exército israelita se retirou no início da trégua.

 

Paralelamente, as organizações israelitas de defesa dos direitos humanos denunciaram uma grave deterioração das condições dos prisioneiros palestinianos.

 

Ao mesmo tempo, avolumam-se as disputas internas entre o Governo e o exército israelitas sobre a gestão da guerra e as investigações sobre as falhas anteriores ao ataque do movimento islamita palestiniano Hamas de 07 de outubro de 2023.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Eleições Gerais/ CNE exorta juventude e comunidade guineense para não deixarem ser instrumentalizados

Bissau, 25 Nov 25(ANG) – A Comissão Nacional das Eleições (CNE) exortou hoje a  juventude e a comunidade guineense para não deixarem ser instrumentalizados com base em desinformações  veiculadas nas redes sociais, por “pessoas perturbadoras e de má-fé” que tendem, de forma dolorosa, “provocar distúrbios por interesses inconfessos”.

A exortação da CNE vem expressa numa nota à imprensa, à  que a ANG teve acesso, na qua a instituição  apela a população em geral para se manterem calmos e serenos, e   permitir a conclusão efetiva dos trabalhos e posterior divulgação dos resultados.

A CNE refere que a  exortação  aconteceu depois de terem sido verificados atos de vandalismo, praticados por um grupo de jovens, na sede da Comissão Regional de Eleições de Tombali, e que  originaram a retirada dos membros da CRE e outras partes interessadas, das instalações, e a  suspensão dos trabalhos de conclusão do apuramentos dos resultados finais naquela região.

Também nas CREs de Oio e de Bolama/Bijagós  houve tentativa de vandalizações que foram prontamente evitadas por  intervenções das Forças de Segurança e  Ordem Pública. ANG/JD/ÂC//SG

Eleições Gerais/Missão de Observação Eleitoral da ROJAE-CPLP declarou como “livre, justa e transparente”, o pleito eleitoral na Guiné-Bissau

Bissau, 25 Nov 25 (ANG) – A Missão de Observação e Cooperação Eleitoral da “Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP)”, classificou hoje o pleito eleitoral de 23 de Novembro de “livre, justa e transparente”, e sustenta que respeitou todos os padrões internacionais de eleições.

Em conferência de imprensa sobre o desenrolar do processo eleitoral na Guiné-Bissau, o Chefe da Missão da ROJAE-CPLP e igualmente  vice-presidente da Comissão Nacional de Eleição de Moçambique, Carlos Alberto Cauio, disse que a missão  tinha na sua agenda, dar  iniciou dos trabalhos no dia 21 de Novembro e terminar os mesmos no dia 25 do mesmo mês.

Segundo Alberto Cauio, a Missão baseou a sua atuação nos princípios da imparcialidade, independência e  objetividade, internacionalmente aceites para a observação eleitoral, de forma a respeitar a soberania do país e o quadro jurídico vigente.

Nesse quadro, a Missão promoveu reuniões com intervenientes no ato eleitoral nos dias que antecederam a votação e acompanhou a contagem direta dos votos.  

“A Missão de Observação Eleitoral também participou e promoveu encontros com  alguns atores, nomeadamente com candidatos, partidos políticos, observadores internacionais e a CNE da Guiné-Bissau, para se inteirar de procedimentos relativos à preparação do processo eleitoral”, disse o Chefe da Missão.

No que diz respeito à observação, no dia das eleições, a  equipa de observadores da ROJAE-CPLP acompanhou os trabalhos de votação no Setor Autónomo de Bissau, na Região de Biombo, nos setores eleitorais de Prábis, Safim e Quinhamel, tendo no total observado, 26 mesas de voto.

“Relativamente a campanha eleitoral, a Missão apenas observou dois comícios de enceramento, e por essa razão, não se pronuncia sobre os aspetos relacionados com a campanha eleitoral e a sua cobertura mediática, não obstante, não pode deixar de realçar a forma ordeira e o ambiente de festa vividos nos referidos comícios, onde não foram observados quaisquer incidentes”, declarou Carlos Alberto Cauio.

Confirmou por outro lado, a presença de delegados dos candidatos e partidos políticos concorrentes, em todas as Assembleias de voto.

O Chefe da Missão fez saber que, em todas as mesas de voto foram respeitados os procedimentos legais na sua instalação, na abertura e no decurso da votação nas mesas de voto visitadas.

Tiveram ainda a oportunidade de observar que as pequenas questões surgidas nas mesas de voto foram, prontamente, resolvidas e ultrapassadas.

Para terminar, o Chefe da Missão Carlos Alberto Cauio disse que será elaborado posteriormente o relatório
final da Missão, e no quadro da colaboração institucional serão elencadas um conjunto de recomendações com vista ao aperfeiçoamento do processo eleitoral no país.

A CNE prevê para quinta-feira a divulgação dos resultados eleitorais de domingo(23).ANG/LLA/ÂC//SG     

Eleições Gerais/Chefe da missão da CEDEAO declara  que o processo decorreu bem

Bissau, 25 nov 25(ANGg) – O chefe da missão de observadores da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o ganês, Issufu Baba Braimah Kamara, declarou hoje que o ato eleitoral de 23 de Novembro, na Guiné-Bissau, decorreu bem.

Issufu Baba Kamara falava, segunda-feira, em conferência de imprensa sobre o balanço da votação de Domingo na Guiné-Bissau.

“As primeiras observações confirmaram o início pontual das operações, a presença de mandatários acreditados dos partidos, a disponibilidade dos materiais essenciais de votação e um nível de disciplina cívica que demonstrou elevada confiança pública no processo”, disse.

 O embaixador Kamara disse que os partidos políticos guineenses têm a responsabilidade de trabalhar na educação cívica para ensinar as pessoas como votar, tendo frisado que alguns partidos e candidatos não têm possibilidades de pagar os fiscais para observar o processo de votação nas mesas e que alguns até partilham fiscais.

Acrescentou que, com o apoio de uma cobertura nacional em tempo real assegurada pelos observadores de curto e médio prazo, a Missão constatou que a situação dos agentes eleitorais, do pessoal de segurança e dos eleitores, permaneceu alinhada com as normas exigidas para eleições credíveis no espaço da CEDEAO.

Issufu Baba Kamara afirmou que estas constatações preliminares reforçam o compromisso contínuo da organização, em salvaguardar os processos democráticos, promover a estabilidade e garantir que os resultados eleitorais reflitam, fielmente, a vontade do povo.

Mais de 200 observadores internacionais estão no país para monitorizar o processo eleitoral, entre os quais se destacam 120 observadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), 30 da União Africana, 22 da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), 10 do G7+, 10 da Organização de Juízes da CPLP, 10 do Fórum de Anciãos da CEDEAO, 10 da ONG Suíço –  Nouvelle Perspective Suisse e 17 observadores da República Federal da Nigéria. ANG/ÂC//SG

 

        Brasil/COP30 encerra sem plano para abandonar as energias fósseis

Bissau, 25 Nov 25 (ANG) - A COP30 encerrou, neste sábado(22), com um acordo
modesto sobre a acção climática e sem plano para abandonar as energias fósseis.

 O Brasil, que acolheu a cimeira do clima em plena Amazónia, esperava mostrar que a cooperação climática não estava morta e “infligir uma nova derrota aos negacionistas”, como prometeu o presidente basileiro José Inácio Lula da Silva no início da conferência, mas não conseguiu convencer os países petrolíferos do Norte e do Sul, nem as economias emergentes, a enviarem uma mensagem colectiva ambiciosa para acelerar o abandono das energias fósseis.

O texto adoptado por consenso pelos 194 países membros do Acordo de Paris e pela União Europeia faz apenas uma referência não explícita à saída das energias fósseis, recordando a decisão da COP28 no Dubai, Emirados Árabes Unidos. 

Os países em desenvolvimento obtiveram um apelo para triplicar a ajuda financeira destinada à adaptação a um clima mais violento até 2035.

Não vencemos em todas as frentes, mas obtivemos o triplo dos financiamentos para a adaptação até 2035. Era a nossa prioridade, tínhamo-la estabelecido como linha vermelha”, declarou Evans Njewa, representante do grupo dos 44 países menos avançados do mundo.

O presidente brasileiro da COP30, André Corrêa do Lago, anunciou entretanto a intenção de lançar uma iniciativa própria sobre o abandono gradual das energias fósseis, bem como outra contra a desflorestação, para os países voluntários. Todavia, não se trata de uma decisão geral dos países da COP.

Acho que uma das grandes coisas que vai nos animar nos próximos meses vai ser esse exercício de desenvolver um mapa do caminho sobre a redução da dependência de combustíveis fósseis e também de como é que nós vamos acelerar o combate ao desmatamento.

A presidente da delegação do Parlamento Europeu à 30.ª Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, Lídia Pereira, saudou o acordo alcançado, sublinhou que a "Europa conseguiu garantir avanços concretos e evitou um não-acordo, que seria desastroso para o clima e para o multilateralismo a nível global".

A União Europeia voltou a enfrentar um bloco muito coeso, os BRICS, o grupo do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e, também, dos países árabes e, ao mesmo tempo, uma presidência brasileira pouco diligente em propor ou aceitar novas propostas em particular na área da mitigação, ou seja, nos compromissos de redução das emissões de gases com efeito de estufa. Que, aliás, foi sempre a nossa prioridade número um.

Apesar de tudo, a União Europeia conseguiu alguns resultados importantes. Por exemplo, no pilar da mitigação houve finalmente um reconhecimento claro do défice que existe entre aquilo que está prometido e acordado e o que é realmente necessário para manter 1,5°C, dentro do quadro do Acordo de Paris. O texto final inclui uma referência ao Consenso dos Emirados Árabes Unidos da COP28, no Dubai.

Foi também lançada uma iniciativa bilateral para a transição no abandono dos combustíveis fósseis. Não é a solução ideal. Não é aquilo que pretendíamos, mas é um passo relevante no pilar da adaptação. O financiamento fica protegido dentro daquilo que foi definido nas COP’s anteriores. E há uma novidade é que os países recomendaram, pelo menos, triplicar o financiamento até 2035. 

ONG ambientalistas denunciaram a ausência de um roteiro concreto para a saída dos combustíveis fósseis, “mais uma vez continuou a falhar o essencial”, referem as ong’s portuguesas Zero, Oikos e FEC - Fundação Fé e Cooperação.

Francisco Ferreira, presidente da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, sublinha que a conferência ficou muito aquém daquilo que aqui se esperava”.

Esta era, supostamente, a COP da verdade e da implementação. E no que diz respeito à verdade, continuamos, infelizmente, numa trajectória de aquecimento de 2,5°C em relação à era pré-industrial. 

No que respeita à implementação, aí é talvez a maior desilusão, porque a queima de combustíveis fósseis - onde está a principal responsabilidade pelo aquecimento da atmosfera - e  daqui tinha que sair um roteiro, que agora é apenas uma promessa fora da convenção por parte da presidência brasileira para os próximos meses. Quando a mitigação é crucial para garantir que alteramos esta trajectória de aquecimento, esta conferência está longe realmente da acção da implementação prometida. 

Como balanço final feito pela ZERO, Oikos e FEC, termos aqui, em Belém, conseguido aprovar textos e o Mutirão, o grande documento-chave com um conjunto de linhas orientadoras, nomeadamente um acelerador global de implementação, são avanços, mas esta COP30 falhou naquilo que era essencial. 

Acabou por valer a pena, sem dúvida, mas é sempre triste chegarmos ao fim e percebermos que as necessidades do planeta e dos compromissos, principalmente dos países desenvolvidos, ficaram muito aquém daquilo que aqui se esperava.

A Amnistia Internacional acusa os líderes mundiais de serem “incapazes de colocar as pessoas à frente dos lucros”. André Julião, Coordenador Editorial e Assessor de Imprensa da Amnistia Internacional Portugal mostra-se ainda chocado com a presença e participação dos lobistas do sector petrolífero no encontro. 

Houve aqui questões que ficaram muito abaixo das expectativas. Desde logo, porque os líderes da COP30 não conseguiram chegar a um acordo para colocar as pessoas acima dos lucros. Houve uma enorme falta de unidade, responsabilidade e transparência. Isso prejudicou a implementação de medidas climáticas urgentes.

A principal decisão da COP30 evitou qualquer menção aos combustíveis fósseis, que são, como se sabe, o principal motor das alterações climáticas.

Como agravante, houve um número recorde de lobistas de combustíveis fósseis. Esses lobistas tiveram acesso às negociações, nomeadamente através dos Estados que os representam e, portanto, deixaram a humanidade à mercê das consequências mortais dos seus planos de continuar a expansão dos combustíveis fósseis. 

O Brasil, porém, cumpriu a palavra: a sua COP30  foi a COP “dos povos”. Dezenas de milhares de militantes do clima, indígenas, sindicalistas e outros simpatizantes manifestaram-se pacificamente nas ruas de Belém. A sociedade civil não o fazia desde Glasgow, em 2021. ANG/RFI