terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Transição Politica /Conselho de Ministros aprova Orçamento Geral do Estado para 2026

Bissau, 30 dez 25 (ANG)  – O Conselho de Ministros do Governo de Transição aprovou esta terça-feira, com alterações, a proposta de Lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o ano económico de 2026, prevendo uma receita total de 530.689 milhões de francos CFA e uma despesa de igual montante, com um défice global estimado em 79.780 milhões de francos CFA.

A decisão foi tomada durante a sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada hoje em Bissau, sob a presidência do Presidente da República de Transição, major-general Horta N’ta-a.

Segundo o comunicado de conselho de ministros a que ANG teve acesso, no mesmo encontro, o Governo aprovou também o Programa de Investimento Público, orçado em 83.200 milhões de francos CFA, integrado no OGE de 2026.

No capítulo das informações gerais, o ministro do Interior e da Ordem Pública apresentou um balanço da Operação STOP, em curso em todo o território nacional.

Segundo o governante, a operação permitiu identificar diversas irregularidades na via pública, incluindo automobilistas sem documentação e a apreensão de centenas de viaturas sem condições técnicas de circulação.

Perante os resultados apresentados, o Conselho de Ministros encorajou a continuidade da operação e apelou a uma maior coordenação entre os Ministérios dos Transportes, do Interior e da Ordem Pública e das Obras Públicas, com o objetivo de reduzir a sinistralidade rodoviária no país.

No capitulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência à nomeação, por despacho do Primeiro-Ministro, de Mussa Na Mbatcha para o cargo de Comissário Nacional da Polícia da Ordem Pública e de Indjaiba Dafé como Comissário Nacional Adjunto da mesma força.

Em consequência, foram dadas por findas as comissões de serviço dos anteriores titulares dos cargos.

Antes do encerramento da reunião, o Presidente da República de Transição formulou votos de um novo ano próspero aos membros do Governo, exortando-os a reforçar o rigor na cobrança de receitas e na execução das despesas públicas.

O chefe de Estado sublinhou ainda a importância da preparação adequada da campanha de comercialização da castanha de caju e do abastecimento do mercado nacional com produtos de primeira necessidade, sem aumento ou especulação de preços.

ANG/LPG/ÂC

Transição/Governo concede dispensa de serviço aos funcionários públicos no dia 31 de dezembro

Bissau, 30 Dez 25 (ANG) - O Governo de Transição, anunciou a concessão de dispensa de serviço aos funcionários públicos da Administração Central e Local no dia 31 de dezembro de 2025, bem como a confirmação do feriado nacional no dia 1 de janeiro de 2026, no âmbito das celebrações do Ano Novo.

A decisão foi tornada pública através de um comunicado do Ministério da Administração Pública, Reforma Administrativa, Emprego, Formação Profissional e Segurança Social datado do dia 30 de Dezembro de 2025 com base nos artigos 1.º e 2.º do Decreto n.º 1/2023, de 18 de janeiro, que regula os feriados nacionais obrigatórios e a dispensa de serviço aos trabalhadores do Estado.

Segundo o documento, a medida tem em conta os tradicionais preparativos realizados pelos cidadãos em todo o território nacional durante o período festivo de fim de ano,

No entanto, e acordo com o comunicado, o Governo esclarece que, a título excecional, os serviços e entidades que, por imperativos de interesse público, necessitem manter-se em funcionamento nos referidos dias estarão sujeitos a regulamentação específica por parte das entidades competentes.

No comunicado, o Ministério da Administração Pública aproveita para desejar a todos os funcionários públicos e respetivas famílias um feliz e auspicioso Ano Novo. ANG/MI/ÂC

Migração/Director Geral garante maior vigilância das fronteiras nacionais com atenção especial para zona marítima

Bissau, 30 Dez 25 (ANG) - O Director Geral dos Serviços de Migração e Fronteiras garantiu esta terça-feira uma maior vigilância das fronteiras nacionais com especial atenção para zona marítima, ou seja zona que consideram de maior risco.

Lino Leal da Silva falava à imprensa após encontro que teve com oficiais de Migração com objectivo de lhes transmitir as orientações do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tomás Djassi, na reunião que manteve no último fim de semana com os responsáveis de diferentes instituições de Defesa e Segurança do país.

“Normalmente no final de ano, todos os malfeitores aproveitam para executar as suas acções maléficas. Por isso, este ano pretendemos colocar os nossos agentes até nas zonas clandestinas de modo a garantir maior segurança do nosso território”, revelou aquele responsável.

Leal sustentou que, a Guiné-Bissau está ameaçado actualmente, uma vez que, segundo ele,  a  sub-região depara com questões de terrorismo e que muitas pessoas destes países procuram a Nação Guineense  como um país de refúgio.

“No mês de Janeiro vamos iniciar uma rusga para identificar todos os emigrantes que vivem ilegalmente na Guiné-Bissau com o objectivo de expulsa-los”, revelou o Diretor Geral de Migração e Fronteiras.

Sustentou que, têm que ser intransigente, firme e determinada no que tange o controlo das fronteiras, para evitar que, a Guiné-Bissau passa à albergar os traficantes ou malfeitores.  

Por outo lado, Lino Leal da Silva contou ainda que, no 2025 em curso  conseguiram formações de capacitação para seus agentes, 50 bolsas de formação da língua francesa dada por parte da Embaixada de França, 50 jovens estão à fazer curso de informática, entre tantos.

Adiantou que, no ano 2026 próximo vão ter mais atenção com as ilhas para evitar as situações de emigração clandestina e que por isso, vão precisar de apoio dos parceiros internacionais para ter meios necessários que facilitem os seus trabalhos.

“No ano 2025 fazemos 07 operações no qual conseguimos aprender pessoas, só que infelizmente quando entregamos essas pessoas para as suas Embaixadas, outros acabam por ser soltas e continuam a viver aqui. Mas, no ano 2026 vamos fazer de tudo para evitar essa situação, porque o nosso país não é uma lixeira”, garantiu. ANG/AALS/ÂC 

 


Desporto
/ Presidente interino do FORJOD-GB denuncia dificuldades enfrentadas pela imprensa desportiva em 2025

Bissau, 30 dez 25 (ANG)  – O presidente em exercício do Fórum de Jornalistas Desportivos da Guiné-Bissau (FORJOD-GB), Carlos Nanque, lamentou as dificuldades enfrentadas pelos profissionais da imprensa desportiva ao longo de 2025, marcadas por “ameaças, humilhações e limitações no acesso à informação”.

Numa mensagem de fim de ano dirigida aos jornalistas desportivos nacionais, Carlos Nanque afirmou que o ano foi particularmente difícil para a classe, devido, entre outros fatores, a processos eleitorais conturbados em várias federações desportivas, impedimentos de acesso a determinados espaços e restrições na obtenção de informações.

Segundo Nanque, apesar do contexto adverso, os jornalistas desportivos mantiveram-se fiéis aos princípios que orientaram a criação do FORJOD-GB, continuando a exercer a profissão em defesa do interesse público e do desenvolvimento do desporto no país.

“Enfrentámos muitas dificuldades, mas em nenhum momento nos desviámos dos princípios que nortearam a criação do Fórum de Jornalistas Desportivos da Guiné-Bissau”, sublinhou.

O responsável encorajou os profissionais a prosseguirem o trabalho que têm vindo a desenvolver, destacando a coragem, a dedicação e a determinação demonstradas ao longo do ano.

“Quero agradecer os esforços dos homens da imprensa desportiva nacional pelos trabalhos que estão a realizar em prol do desporto guineense”, afirmou.

Carlos Nanque manifestou ainda a expectativa de que 2026 traga melhorias significativas para o país e, em particular, para os jornalistas desportivos, apelando à continuidade do compromisso com a missão de informar, educar e sensibilizar a sociedade.

Entretanto, o FORJOD-GB agendou para o dia 24 de janeiro a realização da sua assembleia-geral eletiva, que deverá escolher o novo presidente da organização, em substituição de Elvis da Silva, que se encontra no estrangeiro por motivos académicos e não concluiu o seu mandato.

Elvis da Silva, antigo jornalista da Rádio Sol Mansi, esteve apenas um ano à frente da organização, que congrega o maior número de jornalistas desportivos do país. A decisão de convocar a assembleia-geral foi tomada durante uma reunião extraordinária realizada em outubro, com o objetivo de analisar a situação atual do fórum.

ANG/ Sol mansi

 

Regiões/Bispo Emérito da Diocese de Bissau pede fieis cristãos de Cabienque para aumentar a evangelização de Jesus Cristo

Cacheu, 30 Dez 25 (ANG) – O Bispo Emérito da Diocese de Bissau pediu recentemente aos fiéis cristãos de Cabienque para aumentar a evangelização e parábola de Jesus Cristo naquela localidade do setor de Canchungo, região de Cacheu.

Segundo o corresponde da ANG, na região de Cacheu, durante a cerimónia de inauguração da nova Capela, na homilia, Dom José Camnaté Nabissing, recomendou à comunidade de Cabienque a continuar com evangelização a fim de aumentar o número de fiéis cristãos para promoção da fé, amor, paz e sabedoria de Jesus Cristo, nas populações daquela tabanca.

Camnaté, recomendou os populares de Cabienque, para manter a Capela, não só como um património, mas como a casa de Deus, sempre limpa e saudável.

Por sua vez, a Irmã responsável da Capela, lembrou que aquela Capela foi fundada em 1975, onde o primeiro grupo de jovens cristãs baptizados em 1979.

Nita Francisco Gomes, disse que de ano 2000 a esta parte gerou um padre e uma irmã, nomeadamente Pe. Cesário Francisco Gomes e Ima. Nita Francisco Gomes respectivamente.

Revelou que a actividade de construção de novo capela iniciou em 2011, e é orçada em cerca de 10 milhões de francos CFA, com apoio dos filhos e amigos de Cabienque na Guiné-Bissau e diáspora. ANG/AG/JD/ÂC

França/Macron anuncia reunião dos aliados da Ucrânia em Paris no início de Janeiro

Bissau, 30 Dez 25 (ANG) - O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje uma reunião dos aliados da Ucrânia, em Paris, no início de janeiro, para discutir garantias de segurança para Kiev, no âmbito de um acordo de paz com a Rússia.

"Vamos reunir os países da Coligação dos Dispostos em Paris, no início de janeiro, para finalizar as contribuições concretas de cada país", escreveu Macron na rede social Facebook.

Isto depois do líder francês se ter reunido anteriormente com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o homólogo norte-americano, Donald Trump, além de vários outros líderes europeus.

"Estamos a progredir nas garantias de segurança que serão fundamentais para a construção de uma paz justa e duradoura", afirmou Macron, que também teve uma reunião privada com Zelensky.

No domingo, o Presidente norte-americano anunciou que Rússia e Ucrânia concordaram negociar através de um grupo de trabalho, formado pelos seus principais colaboradores, para finalizar um acordo de paz "nas próximas semanas".

"A Ucrânia vai contribuir com algumas pessoas muito boas que estavam a almoçar hoje", disse em conferência de imprensa Trump, que numa ligação telefónica anterior com o Presidente russo, Vladimir Putin, obteve a aceitação do Kremlin para esta mediação.

Trump falava aos jornalistas após um encontro com Zelensky, na sua residência de férias na Florida.

Zelensky afirmou na conferência de imprensa que espera que este grupo trabalho permita ter "decisões em janeiro" sobre seis documentos que deveriam solucionar os diferendos sobre o cessar-fogo, as garantias de segurança para Kiev por parte da NATO e o futuro das regiões orientais ucranianas ocupadas pela Rússia do Donbass.

O Presidente ucraniano apresentou esta semana uma nova versão do plano, reformulada após duras negociações exigidas por Kiev, que considerou a primeira versão muito próxima das exigências russas.

O novo documento abandona duas exigências fundamentais do Kremlin: a retirada das tropas ucranianas da região de Donetsk, que faz parte de Donbass, e um compromisso juridicamente vinculativo da Ucrânia de não aderir à NATO.

Em comunicado, o Kremlin indicou que Putin "concordou com a proposta norte-americana para resolver a situação na Ucrânia através da criação de grupos de trabalho", com um deles a tratar "da dimensão da segurança" e outro "das questões económicas".

O Presidente dos Estados Unidos disse que foram feitos "numerosos progressos" para "acabar com a guerra".

"Estamos cada vez mais perto, talvez até muito perto" de um acordo sobre o Donbass, acrescentou Trump.

Um novo encontro nos Estados Unidos, mas envolvendo também dirigentes europeus, está previsto para janeiro, declarou, por sua vez, Volodymyr Zelensky.

Rússia e Ucrânia estão em guerra há quase quatro anos, depois de as tropas russas terem invadido território ucraniano.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

RDC/ porta-voz do exército suspenso devido a comentários estigmatizantes sobre mulheres

Bissau, 30 dez 25(ANG) -–  O general-major Sylvain Ekenge, porta-voz das FARDC evocou na televisão publica uma suposta estratégia de infiltração no Ruanda, que poderia passar por relações familiares ou matrimoniais, citando explicitamente as mulheres tutsis. As declarações, consideradas estigmatizantes, levaram à sua suspensão.

Esta segunda-feira 29 de Dezembro, o Estado-Maior Geral da República democrática do Congo (RDC) publicou um comunicado sobre os comentários do general Sylvain Ekenge no qual os julga "incompatíveis com os valores republicanos e as missões constitucionais atribuídas às FARDC" [Forças armadas da República democrática do Congo]. Segundo ele, essas declarações não reflectem a posição oficial da RDC, do Presidente Félix Tshisekedi ou do Governo.

O general-major Sylvain Ekenge foi suspenso das suas funções de porta-voz das FARDC. Foi, por enquanto, a única medida anunciada oficialmente.

É preciso relembrar que estas declarações intervêm num contexto de tensões regionais importantes. Na RDC, responsáveis políticos da comunidade tutsi dizem condenar os comentários e, na sociedade civil, o movimento Lucha foi um dos primeiros a reclamar sanções.

No Ruanda, a ministra da função pública Christine Nkulikiyinka falou de uma grave ameaça à paz regional.

Na Bélgica, Maxime Prévot, vice primeiro ministro e ministro dos negócios estrangeiros, disse estar "extremamente chocado" e classificou essas declarações como indignas de um representante oficial.ANG/RFI

Cinema/Realizadora luso-francesa Cristèle Alves Meira reage à morte de Brigitte Bardot

Bissau, 30 dez 25(ANG) -  A actriz francesa Brigitte Bardot morreu este domingo 28 de Dezembro de 2025. A informação do seu falecimento suscitou várias reações nomeadamente no mundo do cinema, sendo a personagem de Brigitte Bardot controversa nos últimos anos. A este respeito falámos com a realizadora luso-descendante Cristèle Alves Meira que lembrou o papel de Bardot na libertação sexual das mulheres.

Cristèle Alves Meira é realizadora luso-descendante. Nasceu em França, de pais portugueses e realizou a sua primeira longa-metragem Alma Viva, em 2022. Enquanto mulher no mundo do cinema, ela contou-nos o que retém de Brigitte Bardot.

O que retenho é uma cena icónica do cinema francês: a cena de Pierrot, o maluco onde ela está nua e faz assim o retrato de o que é a beleza de um corpo feminino. Para mim, é mesmo uma figura emblemática da ultra sensualidade que pode ser uma mulher. Na verdade, ela fez vários filmes, mas um filme marcante foi mesmo o filme do Godard.

Como realizadora portuguesa mas também francesa,  porque eu sempre vivi, estudei na França e sou francesa também. Para mim, Brigitte Bardot é mesmo uma imagem da França, da Nouvelle vague, da nova onda dos anos 60, da libertação sexual das mulheres daquela época.

A realizadora também evocou as polémicas da actriz, que marcaram o final da sua vida.

Mas para mim, como mulher hoje e como cineasta francesa também, a Brigitte Bardot é a imagem de uma mulher que criou muita polémica aqui em França e que conta também a mutação do nosso país. A partir dos 40 anos ela começou a dedicar-se à defesa dos animais, por acaso eu tenho muita lembrança desse momento da sua vida. Mas também nos anos final de 2000, quando chegou depois, mais tarde, também aquela fase do #metoo, ela teve uma posição um bocadinho radical, de extrema direita, com polémicas. Ela não conseguia entender a palavra das mulheres, das feministas de hoje.

Na verdade, para concluir, ela sempre foi uma mulher polémica e nunca escondeu as ideias dela. Ela sempre defendeu as ideias dela e por isso podemos dizer que é uma mulher fascinante, que com os seus lados positivos e os mais polémicos e negativos.ANG/RFI 

 

   China/Exército simula ataques e bloqueio de Taiwan em exercícios militares

Bissau, 30 dez 25(ANG)- A China lançou, esta segunda-feira 29 de Dezembro, exercícios militares de grande envergadura com em torno da ilha de Taiwan. As manobras, baptizadas por Pequim de “Mission Justice 2025”, envolvem forças terrestres, aéreas, navais e unidades de mísseis.

Um navio chinês, durante exercícios a leste de Taiwan, nesta captura de ecrã retirada de um vídeo publicado pelo Comando do Teatro Oriental do Exército Popular de Libertação (APL) chinês em 29 de dezembro de 2025. © Commandement du théâtre oriental / via Reuters

Caças, bombardeiros e drones chineses sobrevoaram a parte central do Estreito de Formosa, em coordenação com sistemas de mísseis de longo alcance. Em simultâneo, a leste do estreito, destróieres, fragatas e aeronaves realizaram exercícios contra alvos aéreos e marítimos simulados.

A norte e a sudoeste da ilha, navios de guerra, aviões de ataque, drones e unidades de fogo de longo alcance treinaram a deteção, perseguição e destruição de alvos hostis, com recurso a disparos reais contra objectivos no mar. O objectivo era simular o blocus do porto de Taiwan. Imagens divulgadas pelas autoridades militares chinesas mostram meios avançados do Exército Popular de Libertação.

Do lado de Taipé, o Ministério da Defesa anunciou ter detectado 89 aviões militares chineses, além de 28 navios de guerra e embarcações da guarda-costeira. O número diário mais elevado desde Outubro de 2024. Taiwan condenou as manobras e reforçou a vigilância nas suas águas e no espaço aéreo.

As manobras surgem poucos dias após o anúncio de uma importante venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, avaliada em mais de 11 mil milhões de dólares. Pequim denunciou o acordo e avisou que tomaria “medidas enérgicas”, considerando que o reforço militar da ilha incentiva movimentos independentistas e aumenta o risco de instabilidade no Estreito de Taiwan.

Na frente diplomática, Pequim deixou um aviso claro às chamadas “forças externas”, afirmando que qualquer tentativa de interferência ou de resposta militar estrangeira em apoio a Taiwan será enfrentada com firmeza, reiterando que os esforços para travar a reunificação chinesa estão condenados ao fracasso”.ANG/RFI

 

                  Venezuela/Estados Unidos atacam porto na Venezuela

Bissau, 30 Dez 25 (ANG) – Os Estados Unidos realizaram a primeira operação em território venezuelano, num ataque com drones na semana passada contra um porto, informou o jornal New York Times.

O diário avançou na segunda-feira que o ataque da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) teve como alvo um cais que as autoridades norte-americanas acreditam ser utilizado pela organização criminosa transnacional Tren de Aragua para armazenar narcóticos e prepará-los para o transporte marítimo.

As fontes, que pediram para não ser identificadas, indicaram ao jornal que não havia ninguém no local no momento do impacto e que não houve vítimas mortais.ANG/Inforpress/Lusa

 

Cultura/”O mundo precisa de cultura para sementar a paz”, afirma o promotor do Festival de Jeta

Bissau,30 dez 25(ANG) – O promotor da 2ª Edição do Festival Manjaca da Ilha de Jeta, Adelino da Kosta disse que o mundo precisa de cultura para a sementeira da paz para a humanidade.

Adelino da Kosta falava no domingo, dia 28 do corrente mês,  durante a abertura da 2ª Edição do Festival Manjaca da Ilha de Jeta, sector de Caió, região de Cacheu, norte do país, sob o lema “Barand-Ibaf”.

Na ocasião, aquele responsável disse que, para a promoção da cultura devemos aceitar as nossas diferentes, frisando que a cultura manjaca uniu com a de todas as etnias do país no Festival de Jeta.

“A cultura é a arma mais forte para a preservação da cultura humana e foi isso a razão principal da realização desse evento#”, afirmou.

Da Kosta frisou que os povos precisam de cultura para viverem juntos, não só os africanos, mas sim, da Europa, América e do mundo em geral.

Disse que, o objectivo do Festival e Jeta, é para o resgate dos valores culturais e humanas, frisando que quando se fala desses valores, tendo em conta que nota-se que estão a perder na nossa alma, desde a musica, dança e os trajes.

“Na ilha de Jeta efetivamente, este Festival é muito importante porque Jeta, é o primeiro ponto de entrada marítima para a Guiné-Bissau, mas infelizmente em tudo que faz, esta Ilha fica no último plano”, salientou.

Adelino da Kosta disse que por isso, o Festival visa preservar a imagem de Jeta, para as crianças como gerações futuras conhecem essas potencialidades bem como despertar atenção dos filhos dessa ilha residentes na diáspora, desde Senegal, França, e outras partes do mundo sobre as dificuldades que a população local enfrenta.ANG/ÂC

Cultura/”Os guineenses devem inspirar nas pessoas como Adelino da Kosta para darem contribuição no desenvolvimento do país”, aconselhou o convidado de Honra da 2ª Edição do Festival de Jeta

Bissau,30 dez 25(ANG) – O ex-ministro da Cultura, Juventude e Desportos e convidado de Honra da 2ª Edição do Festival Manjaca da Ilha de Jeta, aconselhou aos guineenses para inspirarem nas pessoas como o promotor do evento, Adelino da Kosta de forma a darem as suas contribuições no desenvolvimento do país.

Augusto Gomes falava no Domingo, dia 28 do corrente mês,  durante a cerimónia de abertura da 2ª Edição do Festiva Manjaca da Ilha de Jeta, no sector de Caió, região de Cacheu, no norte do país.

“Da Kosta já tinha emigrado para Estados Unidos, mas veio a lembrar de que ele é o filho da Guiné-Bissau e decidiu voltar para a terra que o viu nascer para vir investir tudo que ganhou na diáspora”, disse.

Augusto Gomes recordou na ocasião que conheceu Adelino da Kosta em Bubaque, concretamente em Bruce, frisando que trabalhou muito com ele, como filho da Guiné-Bissau.

“Por isso, defende que o Ministério da Cultura deve ser apoiado para que possa igualmente apoiar os artistas, os agentes culturais para que possam promover a nossa cultura a nossa identidade e unidade nacional”, afirmou.

A Presidente da Comissão Organizadora do Carnaval 2026, Artimiza Mendonça, disse que louvou a iniciativa de Adelino da Kosta que é igualmente um dos vice Presidente da Comissão do Carnaval.

“Devo dizer a Da Kosta um muito obrigada pela iniciativa, porque com essas iniciativas é o país que ganha em especial aos filhos de Jeta”, salientou.

Aquela responsável disse que é muito bom ver um filho de terra que já tinha emigrado para os EUA e resolver deixar tudo para voltar ao seu país, porque entendeu que está a precisar mais dele.

Mendonça frisou que a Guiné-Bissau precisa de ser mudada de forma positiva e esse desenvolvimento vai começar nas nossas tabancas, praças, becos e nas nossas instituições.

“Nós podemos fazer e vamos continuar a demonstrar de que é possível realizar algo, mesmo com pequenas ações, mas o essencial é para que cada um de nós faça o que está a sua alcance, é assim que um país se desenvolve”, sublinhou.

Em nome dos filhos e amigos de Jeta, Joãozinho Sá, disse que as diferentes associações locais estão a trabalhar em colaboração com o poder tradicional de forma a solucionar as dificuldades com depara a Jeta e para as suas vozes sejam ouvidas pelo Estado.

Disse que, as diferentes Associações de Base de Jeta devem estar bem organizadas para poderem contribuir para que aquela localidade saia da situação em que se encontra.

A 2ª Edição do Festival Manjaca de Jeta, decorreu sob lema “Barand-Ibaf”, contou com o desfile de quatro grupos culturais local e no final todos receberam prémio de participação
no valor de 15 mil francos cfa, doados pelo Promotor do evento Adelino da Kosta.ANG/ÂC

 

 

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Literatura/ Casa das Letras e Artes Vasco Cabral lança cinco obras literárias e reforça compromisso com a promoção da literatura

Bissau, 29 dez 25 (ANG) - A Casa das Letras e Artes Vasco Cabral lançou, ao longo do ano de 2025, cinco obras literárias, reafirmando o seu compromisso institucional com a promoção, valorização e difusão da literatura nacional e lusófona.

A informação foi avançada hoje a  ANG, pela Directoria-geral da Casa das Letras, Suaila Fonseca Cá, em jeito de balanço das actividades realizadas este ano, na qual disse que a iniciativa integra o plano anual de atividades da instituição, orientado para o fortalecimento do livro, da leitura e da criação artística.

As obras lançadas são Papa Negado – Uma Fonte de Inspiração, do escritor Eliseu Banori; Chave de Areia, do escritor moçambicano Bento Baloi; Fala de Alma, de Rosário Nhaga; Às Voltas com a Água, da escritora Epifania Fonseca; e As Perfeitas Imperfeições, do escritor Mamadú Saliu Djaló, refletindo a diversidade de géneros, temáticas e percursos literários.

Segundo a Diretora-geral da Casa das Letras e Artes Vasco Cabral, Suaila Fonseca Cá, estes lançamentos materializam a missão da instituição de apoiar os autores e democratizar o acesso ao livro.

“O lançamento destas cinco obras representa o compromisso contínuo da Casa das Letras e Artes Vasco Cabral com a valorização da literatura enquanto instrumento fundamental de educação, memória e desenvolvimento cultural”, afirmou Suaila Fonseca Cá.

A responsável destacou ainda o papel da leitura na construção de uma sociedade mais consciente e participativa.

“Acreditamos que investir na literatura é investir na formação de cidadãos mais críticos, informados e comprometidos com a transformação social. Cada obra lançada é uma contribuição relevante para o património cultural”, sublinhou.

Os eventos de lançamento reuniram escritores, leitores, estudantes e agentes culturais, promovendo o intercâmbio de experiências e o diálogo literário. Para a Directora-geral, a diversidade dos autores envolvidos reforça a dimensão lusófona da iniciativa.

Suaila Fonseca Cá disse que ao promover autores nacionais e internacionais, na Casa das Letras e Artes Vasco Cabral é afirma-se como um espaço de diálogo intercultural e de projeção da literatura guineense no espaço lusófono.

A Casa das Letras e Artes Vasco Cabral reafirmou o seu compromisso em continuar a desenvolver iniciativas estruturantes no domínio da literatura e da cultura, consolidando-se como uma instituição de referência na promoção do livro, da leitura e da criação artística. ANG/JD/LPG

 

 

Regiões /Administrador de Bissorã faz balanço positivo das atividades de 2025

Bissorã, 29 dez 25 (ANG)  – O Administrador do setor de Bissorã, na região de Oio, norte do país, considerou positivo o balanço das atividades administrativas desenvolvidas ao longo do ano de 2025.

Lassana Marna falava em entrevista concedida, esta segunda-feira, ao correspondente regional da Agência de Notícias da Guiné (ANG), na qual apresentou o balanço geral da sua gestão.

O responsável disse que várias ações foram realizadas com o objetivo de melhorar as condições socioeconómicas do setor.

Entre as principais realizações, Marna destacou a reabilitação da administração local com recursos próprios, a recuperação do mercado central e o melhoramento da estrada que liga a vila de Bissorã ao setor de Bula, obra que contou com o apoio do ex-Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló e referiu ainda a melhoria da ponte que dá acesso ao centro de saúde de Bissorã, facilitando a mobilidade da população.

No plano administrativo, Lassana Marna sublinhou o aumento salarial concedido aos funcionários, bem como o reforço do relacionamento institucional com diversas entidades nacionais, com vista à criação de um ambiente de trabalho harmonioso e colaborativo.

Relativamente às perspetivas para 2026, o administrador anunciou a intenção de reabilitar o Comité de Estado Local da secção de Binar, assim como o mercado central da mesma secção, no setor de Bissorã., acrescentando ainda que pretende criar novas fontes de receitas para beneficiar os funcionários sob a sua jurisdição.ANG/AD/MI/LPG


      CAN-2025/ Moçambique faz história e triunfou pela primeira vez

Bissau, 29 dez 25 (ANG)  – A seleção moçambicana venceu por 3-2  a sua congénere de Gabão, num jogo a contar para a segunda jornada do Campeonato Africano das Nações de futebol masculino.

Pela primeira vez na história, após 16 encontros consecutivos sem vencer, Moçambique triunfou no Campeonato Africano das Nações.

A primeira parte do encontro acabou por ser extremamente favorável a Moçambique, que dominou por completo o encontro.

Após várias oportunidades, os Mambas  abriram o marcador aos 37 minutos com um tento apontado por Faizal Bangal, após uma assistência de Geny Catamo.

A seleção moçambicana  continua a pressionar e apontou o segundo tento de grande penalidade por Geny Catamo, aos 42 minutos de jogo, isto após uma falta de Bruno Ecuélé-Manga sobre o médio moçambicano, Dominguês.

A dominar o encontro, os moçambicanos tiveram  uma falha de concentração aos 45+5 minutos, quando Didier Ndong  rematou de fora da área para uma defesa incompleta de Ernan Siluane, guarda-redes moçambicano. No ressalto, Pierre-Emerick Aubameyang empurrou a bola para o fundo da baliza.

No intervalo, os Mambas venciam por 2-1.

No arranque da segunda parte, a fisionomia do encontro continuou a ser a mesma com o domínio total dos moçambicanos.

Aos 52 minutos de jogo, após um cruzamento vindo da esquerda de Witi, o defesa Diogo Calila cabeceou para o fundo da baliza do Gabão. Nessa altura do encontro, os moçambicanos estavam a vencer por 3-1.

No entanto, os gaboneses  novamente reagiram e marcar com um tento apontado por Alex Moucketou Moussounda aos 76 minutos de jogo.

Nos derradeiros minutos do jogo, o Gabão tentou tudo para chegar ao empate, mas não conseguiu e a vitória acabou por sorrir a Moçambique.

Os Mambas fizeram história no Grande Estádio de Agadir, em Marrocos, ao vencer por 3-2 o Gabão naquele que era o 17° jogo no CAN.

Na classificação, Moçambique lidera o Grupo F com três pontos, os mesmos pontos que os Camarões e a Costa do Marfim que jogam ainda neste domingo, 28 de Dezembro.

Recorde-se que os dois primeiros de cada grupo apuram-se para os oitavos, bem como os quatro melhores terceiros.

Na última jornada, a 31 de Dezembro, Moçambique vai medir forças com os Camarões, enquanto o Gabão vai defrontar a Costa do Marfim.

ANG/RFI

 

Sociedade/ Presidente de ANAPROMED afirma que oito em cada 10 empregadas domésticas  são vitimas de assédio Sexual  no país

Bissau 29 Dez 25 (ANG) -  O Presidente da Associação Nacional da Proteção dos Trabalhadores Domésticos (ANAPROMED), Sene Bacai Cassamá, denunciou, este fim de semana, que oito em cada dez trabalhadores domésticos são vítimas de assédio sexual no local de trabalho no país.

Citado pela Rádio Sol Mansi Bacai Cassamá fez esta revelação durante as celebrações dos 11 anos de existência da organização, onde explicou que os casos de assédio sexual tornaram-se recorrentes e sistemáticos, afetando sobretudo mulheres e jovens que trabalham em condições de elevada vulnerabilidade.

O difensor das empregadas domésticas no país, alertou que muitos episódios permanecem no silêncio por parte das vitimas com medo de represálias, desemprego ou estigmatização social.

Para fazer face a este problema, ANAPROMED anunciou o lançamento, em janeiro de 2026, de uma campanha nacional para a ratificação de uma convenção internacional que visa combater o assédio e proteger os direitos dos trabalhadores domésticos.

Segundo Sene Bacai Cassamá a iniciativa pretende pressionar as autoridades a criarem um quadro legal mais eficaz e mecanismos de denúncia seguros.

Apesar das dificuldades, Cassamá destacou que, ao longo de mais de uma década, a ANAPROMED alcançou avanços significativos, nomeadamente, o apoio à formação académica dos associados, promoção da dignidade e valorização social do trabalho doméstico, assistência a vítimas de abusos e exploração.

No entanto, o presidente da ANAPROMED reconhece que os desafios continuam enormes,uma vez que a  situação dos trabalhadores domésticos na Guiné-Bissau continua a gerar sérias preocupações, sobretudo devido a salários baixos e pagos com atraso.

“A ausência de contratos formais, falta de proteção social e laboral são condições, segundo a ANAPROMED que contribuem para o aumento dos abusos e da exploração”,disse.

Como medida concreta, Cassamá anunciou a construção de um novo centro de atendimento às trabalhadoras domésticas, que servirá como espaço de acolhimento, orientação jurídica e apoio psicológico às vítimas de assédio e outras formas de violência.

A  ANAPROMED apela ao Governo, parceiros internacionais e à sociedade civil para que o combate ao assédio sexual no trabalho doméstico seja tratado como uma prioridade nacional.

ANG/MSC/LPG

Guiné-Conacri / Cerca de sete milhões de eleitores votam na Guiné-Conacri para eleger  Presidente entre nove candidatos

Bissau,29 dez 25 (ANG)  – Cerca de sete milhões de eleitores da Guiné-Conacri votaram este domingo, 28 de Dezembro, para escolher o próximo Presidente da República, entre nove candidatos, num sufrágio marcado pelo favoritismo do atual chefe de Estado, Mamady Doumbouya.

Segundo RFI, o  general, no poder desde o golpe de 2021, concorre como independente, perante uma oposição fragilizada. As eleições são organizadas pelo Ministério da Administração Territorial, e não por uma comissão eleitoral independente.

As eleição que decorre num contexto político marcado por desequilíbrio entre os candidatos e por críticas quanto à transparência do processo. O sufrágio, que conta com nove concorrentes, é dominado pelo actual chefe de Estado, o general Mamady Doumbouya, considerado favorito à vitória.

As mesas de voto abriram de manhã em todo o país e estão abertas até às seis da tarde, hora local. Até ao momento, as autoridades não indicaram uma data precisa para a divulgação dos resultados, referindo apenas que os dados provisórios devem ser anunciados depois do apuramento central.

 O processo eleitoral está a ser organizado pelo Ministério da Administração Territorial, e não por uma comissão eleitoral independente, facto que tem suscitado reservas por parte de sectores da oposição e de organizações da sociedade civil.

Mamady Doumbouya, que chegou ao poder na sequência do golpe militar de Setembro de 2021, concorre como candidato independente, apoiado pelo movimento Geração para a Modernidade e o Desenvolvimento.

Durante a campanha, apresentou-se como garante da estabilidade política e do desenvolvimento económico, defendendo a continuidade das reformas iniciadas durante o período de transição, nomeadamente nos sectores das infra-estruturas e da exploração mineira, num país que detém algumas das maiores reservas mundiais de bauxite.

A oposição surge enfraquecida; entre os principais adversários de Mamady Doumbouya figuram nomes conhecidos da política guineense, como Faya Lansana Millimono, Bouna Keïta e Makalé Camara, a única mulher na corrida presidencial. No entanto, vários líderes políticos conhecidos ficaram de fora do processo, alguns por impedimentos legais e outros por se encontrarem em exílio.

Estas eleições realizam-se depois da aprovação de uma nova Constituição, adoptada em referendo, que redefiniu o quadro institucional do país e permitiu ao actual chefe de Estado candidatar-se à Presidência, além de alargar a duração do mandato presidencial. A reforma constitucional foi contestada por parte da oposição, que a considera um instrumento para consolidar o poder da liderança militar convertida em poder civil.

ANG/RFI

Economia/”Guiné-Bissau já exportou 210 mil toneladas de castanha das 252 mil escoadas para Bissau”, revelou o Director Geral do Comércio Externo

Bissau, 29 dez 25(ANG) – O Director Geral do Comércio Externo anunciou que o país exportou 210 mil toneladas de castanha de caju das 252 mil escoadas para a capital Bissau, durante a campanha de comercialização do presente ano 2025.

Lássana Fati falava no sábado durante a cerimónia do encerramento da campanha de comercialização da castanha de caju de 2025 no país, tendo considerado os resultados de positivos, registando níveis de exportação e escoamento acima das previsões iniciais.

O ato oficial de encerramento da campanha de comercialização da castanha de caju 2025, foi presidido pelo  ministro do Comércio e Indústria, Jaimentino Có, na presença dos  responsáveis da administração comercial.

Segundo os dados apresentados, pelo Diretor Geral do comércio Lassana Fati, foram escoadas cerca de 252 mil toneladas de castanha de caju do interior do país para Bissau, um aumento de cerca de 25 por cento em relação às previsões iniciais.

“Do total escoado, cerca de 210 mil toneladas foram efetivamente exportadas, envolvendo 61 empresas, após cerca de oito meses de trabalho!, disse Fati.

Revelou que o processo de exportação foi concluído a 4 de novembro de 2025, com a coordenação dos serviços de báscula da Administração dos Portos da Guiné(APGB) e do Ministério do Comércio e Indústria.

O ministro Jaimentino Có destacou que a eliminação das barreiras não tarifárias, na sequência de medidas adotadas pelo Governo, foi determinante para o sucesso da campanha, permitindo o escoamento quase total da produção nacional.

Sublinhou ainda que o preço base da castanha fixado em  410 por quilograma, atingiu  600 francos CFA por quilograma, enquanto os contratos de exportação atingiram, em média, 1.250 dólares por tonelada.

Para 2026, o governante manifestou expectativas “encorajadoras”, defendendo que a experiência adquirida em 2025 permitirá identificar e corrigir dificuldades.

 Afirmou que, as reformas em curso, nomeadamente ao nível da monitorização do setor e do acesso ao financiamento bancário, deverão contribuir para uma campanha ainda mais eficiente, com impacto positivo nos rendimentos dos produtores e nas receitas do Estado.

O secretário-geral da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS), Saliu Ba, considerou que os resultados da campanha demonstram o papel estratégico do setor privado, sobretudo num contexto político marcado por um Governo de Transição.

Defendeu que o setor da castanha de caju, principal produto de exportação do país, é assegurado maioritariamente por agricultores, intermediários e empresários nacionais e estrangeiros, que assumem riscos financeiros significativos.

Saliu Ba sublinhou ainda que, apesar do esforço do setor privado, o Estado continua a ser o principal beneficiário através da cobrança de impostos, taxas e direitos associados à exportação, defendendo por isso uma maior acompanhamento e valorização do setor, à semelhança do que acontece noutros países da sub-região.

O responsável lembrou que várias reformas estruturantes no setor do caju resultaram de iniciativas do próprio setor privado, incluindo a criação da Agência Nacional do Caju (ANCA), do Conselho Nacional de Carregadores (CNC) e do Fundo de Promoção Industrial (FUNPI), instrumentos que contribuíram para a organização do mercado, a criação de emprego e a estabilidade económica.

Aquele responsável da CCIAS apelou ao Governo de Transição para o reforço da parceria público-privada, a revisão do quadro legal das associações e uma maior inclusão do setor privado na conceção e execução dos projetos económicos, visando potenciar o desenvolvimento sustentável do país.ANG/LPG/ÂC