RDC/
porta-voz do exército suspenso devido a comentários estigmatizantes sobre
mulheres
Bissau, 30 dez 25(ANG) -– O general-major Sylvain Ekenge, porta-voz das FARDC evocou na televisão publica uma suposta estratégia de infiltração no Ruanda, que poderia passar por relações familiares ou matrimoniais, citando explicitamente as mulheres tutsis. As declarações, consideradas estigmatizantes, levaram à sua suspensão.
Esta segunda-feira 29 de Dezembro, o
Estado-Maior Geral da República democrática do Congo (RDC) publicou um
comunicado sobre os comentários do general Sylvain Ekenge no
qual os julga "incompatíveis com os valores republicanos e as
missões constitucionais atribuídas às FARDC" [Forças armadas da República
democrática do Congo]. Segundo ele, essas declarações não reflectem a
posição oficial da RDC, do Presidente Félix Tshisekedi ou do Governo.
O general-major Sylvain Ekenge foi suspenso das suas funções de porta-voz das
FARDC. Foi, por enquanto, a única medida anunciada oficialmente.
É preciso relembrar que estas
declarações intervêm num contexto
de tensões regionais importantes. Na RDC, responsáveis políticos da
comunidade tutsi dizem condenar os comentários e, na sociedade civil, o
movimento Lucha foi um dos primeiros a reclamar sanções.
No Ruanda, a ministra da função
pública Christine Nkulikiyinka falou
de uma grave ameaça à paz regional.
Na Bélgica, Maxime Prévot, vice primeiro ministro e ministro dos negócios estrangeiros, disse estar "extremamente chocado" e classificou essas declarações como indignas de um representante oficial.ANG/RFI

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