terça-feira, 4 de outubro de 2016

Política

Encontro entre  direcção do PAIGC e grupo dos 15 adiado sine die

Bissau,04 Out 16(ANG) - O primeiro encontro entre o PAIGC e os seus 15 deputados que se opõem à direção do partido ainda está a ser preparado e foi adiado para uma data a definir, depois de estar previsto para segunda-feira, disse à Lusa fonte daquela força política.

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) constituiu uma comissão que convidou os militantes para encontros individuais que teriam início nesta segunda-feira, mas "a metodologia de trabalho" deverá ser alterada, acrescentou.

A comissão deverá reunir-se com o "grupo dos 15" nos próximos dias, em vez de realizar encontro individuais, referiu a mesma fonte, baseando-se em contactos entretanto realizados.

Na sexta-feira, um dos deputados disse em conferência de imprensa que o grupo voltaria ao diálogo desde que fossem levantadas as sanções impostas aos seus membros e ao mesmo tempo voltou a pedir a demissão do líder do partido, Domingos Simões Pereira.

O PAIGC, vencedor das últimas eleições na Guiné-Bissau, em 2014, pretende chegar à reconciliação com o grupo de 15 parlamentares que em janeiro se juntou à oposição.

A perda da maioria na Assembleia Nacional Popular (ANP) foi uma das razões invocadas pelo Presidente da República para demitir o governo do PAIGC, em maio, e empossar um executivo que junta elementos do grupo dos 15 e do Partido da Renovação Social (PRS).

No entanto, as divisões impediram que o parlamento voltasse a funcionar, levando a um beco sem saída.

A aparente reaproximação entre o grupo opositor e o PAIGC acontece depois de uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ter promovido, em setembro, a assinatura de um acordo para formação de um governo de inclusão. ANG/Lusa

Política

Líder do  PUN pede cumprimento do acordo da CEDEAO 

Bissau,04 Out 16(ANG) - O líder do Partido de Unidade Nacional (PUN), disse que é importante que  o país e os actores políticos guineenses assumam as suas responsabilidades históricas perante o acordo  da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), assinado no mês passado.

Idrissa Djalo que falava em exclusivo á Rádio Sol Mansi depois de uma visita  àquela estação emissora na segunda-feira, disse ainda que é chegada a altura de o Presidente da República suspender as suas viagens ao exterior e resolver a crise política que perdura há mais de um ano.

“ O Presidente da República é a pessoa investida para procurar soluções. O país está completamente parado, a crise política que  invocou no passado e que, no nosso ponto de vista, não existia,  hoje é uma realidade. Mas também existem crise económica e social”, lamentou o político.

Afirmou que a prioridade hoje para José Mário Vaz  deve ser a permanência no país  para a resolução dos problemas, e que caso não o fizer irá falhar, gravemente, a sua missão.
Idrissa Djaló disse ainda que o importante neste momento não é relembrar o problema mas sim encontrar formas de as resolver.

“O governo inclusivo, naturalmente, deve retomar os resultados eleitorais. Existe um partido vencedor das eleições e o poder deve ser retornado a ele ou ao povo”, defende o líder o PUN que disse ainda que o Presidente da República deve dissolver o parlamento.

Djalo exorta as outras formações políticas a se abstiverem de imiscuir nos assuntos internos de outros partidos, frisando que  o problema do PAIGC deve ser resolvido a nível interno.

“Estando na democracia deve haver respeito mútuo e isso implica abster-se absolutamente de imiscuir nos assuntos internos de outros partidos, mesmo com razão e vontade. O PAIGC tem problema e deve ser resolvido ou não por eles, e quem finalmente decide  é o povo”, aconselha.

A crise política persiste no país e não há uma data para a implementação do acordo da CEDEAO que recomenda num dos pontos, a criação de um governo de inclusão que deverá dirigir o país durante dois anos. ANG/Sol Mansi

Presidencial/Cabo Verde



Jorge Fonseca vence à primeira

Bissau, 03 Out 16 (ANG) - O Presidente cessante de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, foi eleito à primeira volta nas eleições que se realizaram no domingo e que registaram elevadas taxas de abstenção no país e na diáspora, segundo dados da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).A previsão de abstenção no território nacional rondava os 60 por cento e na diáspora mais de 70 por cento. A confirmar-se, trata-se da maior taxa de sempre.
 
Até então, a mais alta abstenção tinha-se verificado na eleição de 1996 (56,47 por cento) em que António Mascarenhas Monteiro concorreu sozinho.
 
Aquelas que foram as sextas presidenciais sob regime democrático decorreram num quadro marcado pela recente vitória do Movimento para a Democracia (MpD) nas legislativas de 20 de Março deste ano, pondo termo a 15 anos de governo do PAICV.ANG/JA