terça-feira, 4 de novembro de 2025

EUA/Trump ameaça intervir militarmente na Nigéria devido ao "assassínio de cristãos"

Bissau, 04 Nov 25 (ANG) - Donald Trump reiterou no domingo a ameaça, já proferida no sábado, de intervir militarmente na Nigéria por causa do que ele afirma ser uma perseguição aos cristãos, depois que o seu homólogo nigeriano ter proposto um encontro bilateral "nos próximos dias" para esclarecer a situação.

Questionado segunda-feira por jornalistas sobre a eventualidade de uma intervenção, Donald Trump disse que "pode ser muitas coisas". "Eles matam os cristãos e matam-nos em grande número. Não vamos deixar isso acontecer", declarou Donald Trump não respondendo, pela mesma ocasião, ao convite formulado pelo Presidente da Nigéria que propôs um encontro no seu país ou em Washington.

Bola Tinubu desmente que os actos terroristas perpetrados no seu país visem especialmente a comunidade cristã.

"O Presidente Trump ajudou muito a Nigéria ao autorizar a venda de armas para esse país, e o presidente Tinubu soube aproveitar esta oportunidade na luta contra o terrorismo, o que nos permitiu obter resultados consideráveis", escreveu ontem na rede social X Daniel Bwala, Conselheiro em comunicação da presidência nigeriana depois de ter declarado no sábado que Abuja "saúda a ajuda americana, desde que respeite a integridade territorial" do país.

Na sexta-feira, na sequência de uma intensa campanha de lobbying por eleitos conservadores e evangelistas, a Casa Branca ameaçou deixar de ajudar a Nigéria e colocou-a na sua lista de países cuja situação é considerada "particularmente preocupante", sendo que no sábado, o Presidente americano disse ter ordenado ao Pentágono para estar preparado para uma acção militar "rápida" naquele país, no intuito de responder ao "terrorismo islâmico".

Refira-se que a situação securitária da Nigéria tem sido problemática desde 2009, altura em que grupos armados como Boko Haram intensificaram as violências, especialmente no norte do país, de maioria muçulmana. Segundo estimativas das Nações Unidas, até ao momento, os ataques provocaram cerca de 40 mil mortos e mais de dois milhões de deslocados.

Para além deste grupo insurgente, gangues também atacam comunidades no norte, matam pilham e raptam para obter resgates, as autoridades considerando que a violência vigente naquela zona do país encontra essencialmente as suas raízes em práticas puramente criminosas ou conflitos pela posse de terras.ANG/RFI

Portugal/Grávida guineense que morreu no Amadora-Sintra era acompanhada desde Julho

Bissau, 04 Nov 25 (ANG) - O hospital Amadora-Sintra admitiu que a grávida da Guiné-Bissau, que morreu após uma ida às urgências assim como a bebé recém-nascida, estava a ser acompanhada em Portugal desde Julho no centro de saúde onde residia e que já tinha tido mesmo consultas também no próprio hospital em Setembro e Outubro.

A administração do hospital apresentou a demissão.

A grávida guineense, Umo Cani, que morreu na quinta-feira à noite, após ter sido enviada para casa depois de ter recebido um diagnóstico de hipertensão no hospital Amadora-Sintra, estava a ser acompanhada há vários meses em Portugal, contrariando as declarações da ministra da Saúde portuguesa, Ana Paula Martins, que mencionou que muitas grávidas são "recém-chegadas a Portugal e nem telemóvel têm".

A ministra não terá sido avisada atempadamente deste acompanhamento pelo próprio hospital que admite um erro na transmissão de informações. No entanto, a família veio dizer que a grávida tinha tido duas consultas no centro de saúde da sua área de residência em Julho e Agosto e duas outras consultas no hospital Amadora-Sintra em Setembro e Outubro exactamente devido ao "elevado risco obstétrico" desta gestação.

Este imbróglio levou o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora- Sintra, Carlos Sá, a demitir-se no domingo após apenas oito meses no cargo.

Umo Cani recorreu às urgências do hospital Amaradora-Sintra durante o dia na quinta-feira passada e foi-lhe diagnosticado um quadro de hipertensão, tendo sido enviada para casa e aconselhada a voltar ao hospital às 39 semanas de gravidez - daí a uma semana.

No entanto, durante a noite, a grávida começou a sentir falta de ar e os serviços de urgência foram chamados a casa por volta da meia-noite. Os bombeiros constataram uma paragem cardio-respiratória e a grávida foi levada para o hospital Amadora-Sintra onde viria a falecer por volta da 01h00 da manhã. A bébé chegou a nascer, mas com um quadro muito reservado, tendo falecido no sábado.ANG/RFI

 

Peru/Governo rompe relações diplomáticas com México por causa de asilo à ex-PM

Bissau, 04 Nov 25 (ANG) - O Governo do Peru anunciou hoje que decidiu romper relações diplomáticas com o México, após informar que a ex-primeira-ministra peruana Betssy Chávez "está como asilada na residência da embaixada" mexicana em Lima.

"O Governo peruano decidiu romper relações diplomáticas com o México", informou, numa conferência de imprensa, o ministro peruano dos Negócios Estrangeiros, Hugo de Zela.

O ministro explicou que esta decisão foi tomada "face a este ato hostil e tendo em conta as ações reiteradas em que o atual e o anterior presidente desse país intervieram nos assuntos internos do Peru".

A Comissão Permanente do Congresso peruano aprovou no final de setembro um relatório que recomendou a inabilitação da ex-primeira-ministra Betssy Chávez para exercer cargos públicos durante 10 anos, por alegada participação na tentativa de golpe de Estado do ex-presidente Pedro Castillo (2021-2022).ANG/Lusa

 

Marrocos/ Inaugurado  complexo hospitalar universitário internacional Mohammed VI

Bissau, 04 Nov 25 (ANG) – O Rei Mohammed VI inaugurou na segunda-feira o Complexo Hospitalar Universitário Internacional Mohammed VI em Rabat, uma instalação reconhecida internacionalmente que desenvolve serviços de ponta em nível nacional, atendendo a todos, com treinamento de alto nível em profissões da saúde.

O Soberano também deu instruções para a inauguração do Centro Hospitalar Universitário Mohammed VI em Agadir, um centro médico de excelência que permitirá um verdadeiro salto qualitativo na prestação de cuidados e na formação de médicos na região de Souss-Massa.

Verdadeiro símbolo de uma nova era de infraestrutura de saúde moderna e inteligente, o Complexo Hospitalar Universitário Internacional Mohammed VI, em Rabat, visa oferecer a todos os cidadãos acesso equitativo a serviços de saúde de última geração, com base em uma estrutura hospitalar que integra as inovações médicas mais avançadas, apoiada por uma estrutura de pesquisa universitária de ponta.

Construído numa área de 280.000 m2, este complexo reúne duas entidades complementares: o Hospital Universitário Internacional Mohammed VI de Rabat (190.000 m2) e a Universidade de Ciências e Saúde Mohammed VI de Rabat (90.000 m2).

Com uma capacidade inicial de 600 leitos, expansível para 1.000, o Hospital Universitário Internacional Mohammed VI de Rabat reúne mais de 30 centros de excelência nas áreas médica, cirúrgica e técnica, abrangendo especialidades como cirurgia robótica, neurocirurgia, cardiologia intervencionista, oncologia, radioterapia e diagnóstico por imagem avançado.

Este hospital possui, entre outras coisas, 24 salas de cirurgia de última geração, 19 das quais estão concentradas em um bloco cirúrgico integrado, com uma área total de 3.400 m², incluindo salas híbridas e robóticas, além de 143 leitos dedicados a cuidados intensivos, incluindo 30 incubadoras de reanimação neonatal.

O hospital se destaca por ter estabelecido a primeira plataforma laboratorial totalmente automatizada da África, abrangendo todas as etapas das análises de química, imunologia e hematologia. Possui também o único laboratório de patologia digitalizado do Marrocos, oferecendo rastreabilidade e alta precisão nos diagnósticos.

Com foco no paciente, o Hospital Universitário Internacional Mohammed VI – Rabat oferece percursos de atendimento integrados e personalizados, garantindo conforto, segurança e qualidade. O hospital também é um ambiente de aprendizagem privilegiado para os alunos da Universidade de Ciências da Saúde Mohammed VI, proporcionando imersão em contextos clínicos e tecnológicos de ponta.

Já o Centro Hospitalar Universitário Mohammed VI em Agadir foi construído numa área de 30 hectares (127.000 m² de área construída), próximo à Faculdade de Medicina e Farmácia.

Com um investimento de cerca de 3,1 bilhões de dirhams (quase 300 milhões de euros), o novo Hospital Universitário Mohammed VI em Agadir, com capacidade total para 867 leitos, possui diversos departamentos (materno-infantil, médico-cirúrgico, radiologia, cardiologia, etc.), um bloco cirúrgico central (19 salas) e outros para emergências (5 salas) e queimaduras graves, um laboratório, uma farmácia central e um sistema integrado de treinamento e simulação.

Verdadeiro símbolo de modernidade, o Hospital Universitário de Agadir é o primeiro estabelecimento na África a integrar o robô cirúrgico "Revo I" em sua plataforma técnica, possibilitando intervenções minimamente invasivas com precisão micrométrica, visão 3D de alta definição e conforto operatório sem precedentes para o cirurgião e o paciente.

Este projeto, que constituirá um hospital de referência de nova geração e beneficiará cerca de 3 milhões de pessoas, contribuirá para o desenvolvimento da infraestrutura hospitalar na região de Souss-Massa e para o fortalecimento dos serviços de saúde, aproximando-os dos cidadãos que não precisarão mais se deslocar para outras cidades para cirurgias complexas ou para o tratamento de determinadas patologias difíceis.

Essas duas grandes instalações hospitalares gerarão milhares de empregos diretos e indiretos, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social em níveis regional e nacional.ANG/Faapa

 

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Eleições Gerais 2025/Candidato José Mário Vaz exige respeito á decisão do povo na escolha de seus representantes

Bissau, 03 Nov 25 (ANG) – O candidato a Presidência da República suportado pelo Partido COLIDE-GB “José Mário Vaz”, exigiu no último fim de semana o respeito à decisão do povo, no momento de escolha dos seus representantes, para a garantia da paz e estabilidade no país.

Ao discursar perante multidão no comício de abertura da campanha eleitoral , em Bissau, o ex-Presidente da República que pela terceira vez concorre ao cargo da mais alta magistratura do país, defendeu que o único detentor do poder é o povo, e  que é quem decide confiar poder a quem entender e que reúne condições para lhe representar.

“No momento que eu estive na Presidência da República, o povo entendeu que eu era na altura, a pessoa ideal para os representar, e eu fiz isso com muito amor e respeito às leis do país, e quando o meu mandato terminou voltei a concorrer em 2019, e o povo me disse nas urnas, que desta vez, iriam confiar o poder a outra pessoa”, referiu José Mário Vaz.

Referiu  que  durante o seu mandato não havia perseguições, violações das leis, nem espancamentos e mortes, acrescentando  que, antes de deixar o poder, deixou claro que, a defesa destes princípios faz parte do seu legado, e que quem vai lhe substituir, caso não conseguir respeitar estes pressupostos e valores, não contará com o seu apoio, e muito menos ficará calado, assistindo à violações  dos direitos fundamentais que assiste ao seu povo.

José Mário Vaz disse que  não pode ser ingrato ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) porque, em 2014, a sua candidatura foi suportada por essa
formação política , razão pela qual chegou a Presidência da República.

“Há história que não pode ser mudada, mesmo que eu pretender mudar este feito, ou alguém querer fazer o mesmo, não vamos conseguir, porque é um acontecimento que já está registado no cenário político nacional”, disse Mário Vaz.

O candidato as presidências de 23 de Novembro prometeu que, caso for eleito, voltará a trabalhar para a estabilidade governativa no país, e que os projetos iniciados durante o seu mandato que não foram concluídos serão concluídos .

 “A Guiné-Bissau pertence à todos os guineenses, não vejo o motivo de os que estão a viver na diáspora sentirem o medo de voltar para a sua terra, só porque ontem, falaram mal de Jomav ou proferiram palavrões contra a minha pessoa ou  outro fulano. Se essas pessoas não voltarem para o seu país de origem para onde vão ? É  neste sentido que é necessário unirmos para garantir a estabilidade no país”, disse Vaz.ANG/LLA/ÂC//SG

Cooperação/Portugal e Guiné-Bissau reforçam apoio mútuo à candidatura ao Conselho de Segurança da ONU

Bissau, 03 Nov 25 (ANG) - A enviada especial de Portugal para África, a embaixadora Rita Laranjinha, encontra-se na Guiné-Bissau no âmbito da campanha portuguesa para um assento como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para o biénio 2027-2028.

Em declarações à imprensa, à saída de um encontro com Umaro Sissoco Embalo, Laranjinha explicou que a visita ao país decorre “no quadro da campanha que Portugal está a realizar para um lugar de membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com eleições previstas para Junho”.

A diplomata disse que trocou impressões  com o  Presidente da República sobre a candidatura portuguesa e os desafios do continente africano.

“O Presidente tem um grande conhecimento da realidade africana e pedi-lhe alguns conselhos e recomendações sobre a forma como podemos continuar a desenvolver esta campanha”, disse.

No encontro ficou também acordado que a Guiné-Bissau apresentará a sua própria candidatura ao Conselho de Segurança para o mesmo biénio, contando com o apoio de Portugal.

“Naturalmente, entre países amigos, a Guiné-Bissau, que conhece melhor a África, apoiará Portugal, e Portugal, que tem um posicionamento europeu, dará igualmente o seu apoio à candidatura guineense”, sublinhou a embaixadora.

Laranjinha destacou ainda que, no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), existe compromissos de  apoio mútuo às candidaturas a cargos internacionais.

A diplomata portuguesa considerou de “muito útil” o encontro com o chefe de Estado guineense e diz que  permitiu uma troca de impressões sobre o contexto regional, as perspetivas futuras e o processo de reforma das Nações Unidas, tema em que ,diz Laranjinha ,o Presidente guineense tem demo
nstrado grande interesse. ANG/LPG/ÂC//SG

Regiões/Primeiro grupo de finalistas da Cooperativa Agro-Escolar “El Shadai” de Quita-á recebem diplomas de finalistas

Biombo, 03 Nov 25 (ANG) – O primeiro grupo dos seis finalistas da Cooperativa Agro-Escolar “El-Shadai#” de Quita-à, sector de Ondame, região de Biombo, receberam os seus diplomas do curso médio de Educadora de Infância.

Segundo o despacho do Correspondente da ANG na Região de Biombo, na cerimónia de entrega de diplomas o padrinho do evento Frei Viriato Lopes Yala enalteceu que o encerramento de um ciclo de esforço de superação e de crescimento pessoal é o  início de uma nova caminhada.

Para o Viriato Lopes Yala, ensinar não é apenas transmitir o conteúdo é tocar vidas é ascender a curiosidade, formar cidadão consciente e solidário.

Lopes Yalá sublinhou  que ensinar é essencial para a humanidade e que o caminho não foi fácil fora das horas de estudos e de  dos trabalhos.

Yalá  recomendou  ao Administrador da referida escola diligências junto do Ministério da Educação para adoção de uma nova estratégia  de colocação de professores.

Viriato Lopes Yalá desejou que os seis recém formados sejam colocados na Região de Biombo. “Para motivar outras pessoas a abraçarem o curso de Educadora de Infância”, disse Yalá. ANG/MN/MI/ÂC//SG

Regiões-Eleições gerais/ Candidato presidencial de FLING Honório Augusto Lopes promete saúde e educação de qualidade para guineenses

Cacheu, 03 Nov 25(ANG) – O Candidato presidencial da Frente de Libertação Nacional da Guiné(FLING),  Honório Augusto Lopes prometeu, sábado, que, se for eleito Presidente da República da Guiné-Bissau no dia 23 de Novembro   vai priorizar os setores da saúde, ensino e agricultura.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na Região de Cacheu, o candidato falava  num comício popular de campanha eleitoral na seção  Pandim,   setor  Canchungo.

Lopes promete unir  todos os 11 atores políticos e Candidatos à Presidência da República, através de um  diálogo permanente, promover a educação, a saúde e a agricultura de qualidade para o desenvolvimento harmonioso e  sustentável para  todos os guineenses.

Por sua vez o Vice-Presidente da Frente da Luta pela Independência Nacional da Guiné(FLING), Cherno Luís Mendes, pediu a  população de Pandim, para  votarem em massa no seu  partido no dia 23 de Novembro nas  Eleições gerais para obtenção de Deputados.

Mendes advertiu aos populares de Pandim para partilharem  sentimentos de proximidade. ANG/AG/JD/ÂC//SG

Eleições gerais 2025/Candidatos, Coligações e partidos concorrentes  em campanha eleitoral

Bissau, 03 Nov 25(ANG) - A campanha eleitoral para as eleições legislativas e  presidenciais  de 23 de Novembro próximo decorrem  desde sábado ,em todo o território nacional.

Durante as próximas três semanas, os candidatos, partidos e coligações vão percorrer o país em busca do votos dos eleitores, apresentando as suas propostas e promessas para os próximos quatro e cinco anos.

De acordo com a
Lei Eleitoral a campanha decorrerá até ao dia 21 de Novembro, estando o dia 22 reservado ao chamado “dia
 de reflexão”.

O escrutínio está marcado para domingo, 23 de Novembro, e deverá contar com a participação de 12 candidatos para presidências e 14 partidos e coligação para as legislativas, aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça.

 

O Presidente da República cessante, ‎Umaro Sissoco Embaló, candidato a sua reeleição, abriu a campanha eleitora com  num comício popular realizado no espaço verde (Bairro Ajuda), em Bissau local onde igualmente a Coligação que o suporta, a Plataforma Republicana – Nô Kumpu Guiné também iniciou as suas atividades de campanha eleitoral para as legislativas

Umaro Sissoco Embaló afirmou no comício que chegou ao poder pelas urnas e que sairá através da vontade popular expressada nas urnas e não por golpe de Estado, que segundo a sua explanação, “algumas pessoas estão a preparar”.

“Estamos atentos e qualquer que seja tentativa terá uma resposta adequada”, disse Umaro Sissoco Embaló. 

Embaló pediu a população para renovar-lhe o mandato “para continuar a desenvolver a Guiné-Bissau, que segundo ele, “neste momento é reconhecida no concerto das Nações”.

Disse que em nenhum momento usará a colete ante balas durante campanha eleitoral para provar ao povo guineense que não é sanguinário.

Sissoco Embaló exortou à pessoas próximas do antigo Presidente da República e candidato às eleições presidenciais, José Mário Vaz para o aconselhar no sentido de se juntar a ele, porque, diz, “ não tem lugar no lado em que se encontra”.

No sábado, primeiro dia de campanha eleitoral, a  Plataforma Aliança Inclusiva PAI-Terra Ranka excluído pelo Supremo Tribunal de Justiça das eleições, declarou o seu apoio ao candidato independente Fernando Dias e José Mário Vaz  para as eleições presidenciais.

O anúncio foi feito pelo líder da coligação , Domingos Simões Pereira, após a assinatura  de um acordo  com os  candidatos José Mário Vaz, Fernando Dias da Costa e Herculano Armando Bequinsa, c

om o objetivo de "estabelecer um compromisso político". O acordo prevê um apoio dos outros candidatos a quem for a uma segunda volta.

Simões Pereira afirmou na ocasião que, o objetivo da luta em curso é restituir a esperança ao povo guineense.

“Este pacto simboliza a maturidade do nosso povo. Podemos divergir, mas quando chega o momento essencial, devemos nos unir para restituir a esperança. Devemos levantar para devolver às Forças Armadas o direito de fazer o certo, conforme a Constituição, que é a única ordem superior na democracia”, sublinhou.

O igualmente líder do PAIGC acrescentou que “o tempo da resignação chegou ao fim” e garantiu que, apesar dos riscos, não poupará esforços durante a campanha eleitoral.

Fernando Dias criticou que a justiça no país está banalizada e prometeu restaurar a ordem constitucional.

O candidato apelou às Forças Armadas para se manterem firmes na defesa da integridade territorial.

“Banalizamos a nossa justiça. Vamos restaurar a ordem constitucional como pilar principal, sem condições para adiar as eleições. Pedimos às Forças Armadas que permaneçam intransigentes na proteção da integridade territorial. Trabalharemos convosco depois da nossa vitória”, afirmou.


O candidato explicou que o acordo assinado visa definir o modo de cooperação entre os participantes, reforçando o compromisso com a estabilidade e o diálogo político.
ANG/ÂC//SG

Regiões-Campanha Eleitoral/Umaro Sissoco Embaló promete financiamentos para  Hospital Buota Na Fantchamna

Canchungo, 03 Nov 25(ANG) – O candidato à sua sucessão na Presidência da República, Umaro Sissoco Embaló prometeu, domingo, em Canchungo, resolver a falta de financiamento dos serviços de saúde do Hospital Regional “Buota Na Fantchamna” de Cacheu, em Canchungo, através da cooperação com a República Popular da China.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na Região de Cacheu, Embaló fez a  promessa ao discursar  no comício popular de campanha eleitoral  em Canchungo, para as Eleições Legislativas e Presidenciais de 23 de Novembro próximos.

Ainda prometeu  a  construção de  uma Universidade Pública na Região, o fornecimento de energia elétrica e a alcatroamento de cinco quilómetros de estrada na Região.

Embaló disse que essas promessas serão honradas, dentro de três meses, independentemente dos resultados eleitorais que possa vir a ter depois dessas eleições.

Os candidatos à Deputados do Círculo Eleitoral 20, pela Plataforma Republicana “Nô Cumpu Guiné” Cipriano Mendes Pereira e Nelson Moreira, garantiram ao Umaro Sissoco Embaló, de que vão mobilizar os votos dos setores de Canchungo e Caió, para elegerem quatro  dos cinco Deputados elegíveis deste circulo eleitoral.

O Correspondente regional da ANG para Cacheu, disse que Umaro Sissoco Embaló, candidato independente que conta com apoios da coligação Plataforma Republicana- Nô Kumpu Guiné foi o primeiro a realizar  o comício popular de campanha eleitoral  na cidade de Canchungo. ANG/AG/ÂC//SG

Marrocos/Rei Mohammed VI saúda adoção de Conselho de segurança da ONU sobre Saara como “ponto de virada decisivo

Bissau, 03 Nov 25 (ANG) – O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou na sexta-feira uma resolução que, segundo o Rei Mohammed VI, marca um ponto de virada decisivo no processo de consagração da identidade marroquina do Saara.

Em um discurso proferido logo após a adoção desta resolução, o Soberano expressou sua satisfação com o conteúdo da decisão, que abre um "novo capítulo vitorioso no processo de consagração da identidade marroquina do Saara, visando encerrar definitivamente o dossiê deste conflito artificial, por meio de uma solução consensual baseada na Iniciativa de Autonomia".

Este é um passo crucial e um ponto de virada decisivo na história do Marrocos moderno, declarou o Soberano, para quem chegou a hora de "um Marrocos unido que se estende de Tânger a Lagouira e cujos direitos ninguém ousará desrespeitar, nem cujas fronteiras históricas ninguém ousará transgredir".

Nos últimos anos, prosseguiu Sua Majestade o Rei, o ímpeto gerado começou a dar frutos em todas as frentes, especificando que dois terços dos Estados-membros das Nações Unidas "consideram agora a Iniciativa de Autonomia como a única estrutura válida para alcançar uma solução para este conflito".

Além disso, o reconhecimento da soberania econômica do Reino sobre suas províncias do sul expandiu-se consideravelmente depois que grandes potências econômicas, como os Estados Unidos da América, a França, a Grã-Bretanha, a Rússia, a Espanha e a União Europeia, decidiram incentivar o investimento nessas províncias e promover o comércio com elas, argumentou ele.

Com tal recurso, essas províncias podem agora se afirmar em seu ambiente regional, incluindo a região do Sahel e do Saara, como um polo de desenvolvimento e estabilidade e um eixo central da atividade econômica, observou o Rei de Marrocos.

Em conformidade com a Resolução da ONU, Marrocos procederá à atualização e formulação detalhada da Proposta de Autonomia para posterior submissão às Nações Unidas, afirmou ele, acrescentando que "como uma solução realista e aplicável, ela deve constituir a única base para negociação".

O Soberano desejou agradecer a todos os países que, por meio de suas posições construtivas e esforços contínuos em prol da justiça e da legitimidade, contribuíram para o advento desta mudança, com menção especial aos Estados Unidos da América, sob a liderança do Presidente Donald Trump, cujos "esforços abriram caminho para uma solução definitiva deste conflito".

O rei Mohammed VI também expressou seus agradecimentos à Grã-Bretanha e à Espanha, e especialmente à França, "cujos esforços contribuíram para levar este processo pacífico a uma conclusão bem-sucedida".

O Soberano não deixou de expressar seus sinceros agradecimentos a "todos os países irmãos árabes e africanos que nunca cessaram de manifestar seu apoio incondicional à identidade marroquina do Saara, bem como aos diversos países do mundo que apoiam a Iniciativa de Autonomia".

Para o Soberano, Marrocos, para além destes desenvolvimentos positivos, mantém o compromisso com a necessidade de alcançar "uma solução que preserve a dignidade de todas as partes, sem vencedores nem perdedores", assegurando que o Reino "não ostenta estas mudanças como um troféu e não deseja inflamar antagonismos ou acentuar divisões".

Nesse contexto, ele fez um apelo sincero às populações dos campos de Tindouf (sudoeste da Argélia) para que aproveitassem essa oportunidade histórica de se reunirem com suas famílias e desfrutarem da possibilidade oferecida pela Iniciativa de Autonomia de contribuir para a gestão dos assuntos locais, o desenvolvimento de sua pátria e a construção de seu futuro, no seio de um Marrocos unido.

"Na minha qualidade de Rei, garante dos direitos e liberdades dos cidadãos, afirmo solenemente que os marroquinos, sendo todos iguais, não há diferença entre as pessoas que regressaram dos campos de Tindouf e os seus irmãos que se estabeleceram no resto do território nacional", declarou.

Além disso, convidou o presidente argelino Abdelmadjid Tebboune para "um diálogo fraterno sincero entre Marrocos e Argélia, para que, superadas as nossas diferenças, possamos lançar as bases para novas relações assentes na confiança, na fraternidade e na boa vizinhança", reiterando o compromisso de Marrocos em continuar a trabalhar para o renascimento da União do Magreb, com base no respeito mútuo, na cooperação e na complementaridade entre os seus cinco Estados-membros. ANG/Faapa

 

                Tanzânia/Oposição rejeita reeleição da actual Presidente

|Bissau, 03 Nov 25 (ANG) - O Partido para a Democracia e o Progresso (Chadema), principal formação política da oposição na Tanzânia, rejeitou a vitória da Presidente Samia Suluhu Hassan nas eleições gerais de quarta-feira, marcadas por protestos que causaram centenas de mortos.

A Comissão Eleitoral Nacional Independente (INEC) declarou no sábado Samia Suluhu Hassan vencedora, excluindo os principais rivais da oposição, com 97,66% dos votos.

Esses resultados são infundados, pois a verdade é que não foram realizadas eleições legítimas na Tanzânia, afirmou o partido da oposição em comunicado divulgado no final da noite de sábado.

Os cidadãos não participaram das eleições de 29 de outubro devido a um ambiente que não foi livre nem justo, e à ausência de igualdade de condições, enfatizou o Chadema, defendendo que os números foram manipulado e que as manifestações são prova irrefutável de que os cidadãos rejeitam qualquer candidato que surja desse processo eleitoral.

O Chadema, em declarações à imprensa internacional, estimou em mais de 700 o número de mortos nas manifestações em Dar es Salaam desde as eleições, em resultado da repressão da polícia, mas o Governo refuta estes números e fala em cerca de 150.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Vaticano/Papa pede intervenção da comunidade internacional na crise do Sudão

Bissau, 03 Nov 25 (ANG)  - O Papa apelou hoje a uma intervenção generosa da comunidade internacional na situação no Sudão, que ofereça assistência e apoio aos trabalhadores da ação humanitária e àqueles que enfrentam um "sofrimento inaceitável" naquele país do Norte de África.

Leão XIV, no final da oração do Ângelus na Praça de São Pedro, expressou tristeza pela situação vivida no Sudão, com violência indiscriminada contra mulheres e crianças, ataques contra civis, e graves obstáculos à acção humanitária que disse estarem a causar grande sofrimento.

"Isto é inaceitável para uma população já exausta após longos meses de conflito. Rogamos ao Senhor para que acolha os mortos, console os que sofrem e toque os corações dos responsáveis", disse, apelando a um cessar-fogo e à abertura urgente de corredores humanitários.

O Papa Leão XIV instou também a comunidade internacional "a intervir com generosidade decisiva para oferecer assistência e apoio".

A oração também foi dedicada à Tanzânia, devido aos confrontos após as eleições políticas que resultaram em inúmeras vítimas, apelando o pontífice a que sejam evitadas todas as formas de violência por todos, e seja seguido o caminho da paz.

ANG/Inforpress/Lusa

África do Sul/ONU considera que desigualdade está a tornar pandemias mais prováveis, mortíferas e caras

 

Bissau, 03 Nov 25(ANG) - Elevados níveis de desigualdade económica tornam o mundo mais vulnerável a pandemias e alimentam um círculo vicioso que faz perigar saúde pública e economias, alertaram hoje economistas prestigiados e especialistas em saúde pública da ONU.

 

As conclusões encontram-se num relatório encomendado pela UNAIDS, fruto de dois anos de investigação realizada pelo Conselho Mundial sobre as Desigualdades, a SIDA e as Pandemias e liderada por especialistas como o prémio Nobel da Economia 2001, Joseph Stiglitz, a ex-primeira-dama da Namíbia Mónica Geingos e o epidemiologista Michael Marmot.

 

“Níveis elevados de desigualdade, tanto dentro como entre países, estão relacionados com a transformação de surtos de doenças em pandemias, e a desigualdade está a minar as respostas nacionais e globais, tornando as pandemias mais perturbadoras para a economia, mais mortíferas e prolongando a sua duração”, lê-se no documento.

 

O relatório mostra que, “por sua vez as pandemias aumentam a desigualdade”, alimentando um ciclo que pôde ser observado durante crises de saúde pública mundiais como a covid-19, mas também a SIDA, o ébola, a gripe, a varíola e outras doenças.

 

Por isso, os especialistas alertam que “a incapacidade para abordar as desigualdades fundamentais e as condições sociais desde a covid-19 deixou o mundo extremamente vulnerável e mal preparado para a próxima pandemia”.

 

A pandemia da covid-19, em particular, “empurrou para a pobreza 165 milhões de pessoas, ao passo que as pessoas mais ricas do mundo aumentaram a sua riqueza em mais de um quarto”, sublinham.

 

As desigualdades são “uma escolha política, e uma escolha perigosa que ameaça a saúde de todos”, sustentou Monica Geingos, citada pela UNAIDS em comunicado.

Os autores do relatório exortam os líderes mundiais a melhorarem a preparação para as pandemias, investindo em “mecanismos de proteção social” nos seus países e, simultaneamente, tentando minorar os problemas de desigualdade global, em especial através da reestruturação da dívida dos países em desenvolvimento.

 

“As pandemias não são apenas crises de saúde; são crises económicas que podem agravar as desigualdades, se os líderes fizerem as escolhas políticas erradas”, afirmou Stiglitz.

 

“Quando os esforços para estabilizar economias afetadas por uma pandemia são financiados por elevadas taxas de juro da dívida e medidas de austeridade, privam os sistemas de saúde, educação e proteção social de recursos. As sociedades tornam-se, então, menos resistentes e mais vulneráveis às epidemias”, argumentou o Nobel de Ciências Económicas de 2001.

Na opinião deste especialista, “quebrar este ciclo exige garantir que todos os países têm a capacidade orçamental necessária para investir na segurança sanitária”.


O relatório defende também um acesso mais equitativo aos tratamentos e tecnologias de saúde, apelando para a “suspensão imediata dos direitos de propriedade intelectual” a nível global assim que seja declarada uma pandemia.


Joseph Stiglitz irá igualmente apresentar nos próximos dias um relatório sobre a desigualdade e a pobreza globais aos líderes do G20, que representam as maiores economias do mundo e que se reunirão numa cimeira em Joanesburgo no final de novembro. ANG/Inforpress/Lusa

 

Portugal/Um em cada cinco médicos e enfermeiros são migrantes, diz relatório

Bissau, 03 Nov 25 (ANG) - Um em cada cinco médicos e enfermeiros a trabalhar nos sistemas de saúde dos 38 países-membros da OCDE, como Portugal, é migrante, avança um relatório hoje divulgado pela organização.

No total, os sistemas de saúde da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) albergam mais de 830.000 médicos e 1,75 milhões de enfermeiros nascidos no estrangeiro, refere o relatório anual "Perspetivas da Migração Internacional 2025".

Os números constatam a situação em 2020-2021, a última vez que foram contabilizados valores da área da saúde, mas os analistas da OCDE - que trabalharam em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta matéria do relatório - garantem que a integração de médicos e enfermeiros migrantes cresceu significativamente nas últimas duas décadas, ultrapassando o crescimento geral do emprego nestas profissões.

"O número total de médicos nascidos no estrangeiro aumentou 86% e o de enfermeiros 136%", avançam.

A situação deve-se à escassez de profissionais de saúde em países com populações envelhecidas e com cada vez mais necessidade de cuidados médicos, salientam os analistas no documento sobre migrações.

"Em resposta, muitos países da OCDE reforçaram a sua capacidade de formação de pessoal de saúde, mas o recrutamento internacional de médicos e enfermeiros também continuou a aumentar", referem.

Os maiores aumentos em números absolutos de profissionais de saúde migrantes foram registados nos Estados Unidos, na Alemanha e no Reino Unido, detetaram os analistas.

O número de médicos nascidos no estrangeiro mais do que triplicou nas últimas duas décadas em vários países, incluindo na Finlândia, na Alemanha, no Luxemburgo, na Noruega, em Espanha e na Suíça.

No caso dos enfermeiros nascidos no estrangeiro, a Finlândia foi o país que registou maior subida, com um aumento de quase oito vezes, enquanto Alemanha, Irlanda, Nova Zelândia e Noruega também viram o número mais do que triplicar.

O relatório aponta ainda que a maioria dos profissionais de saúde migrantes é originária da Ásia, de onde proveem aproximadamente 40% dos médicos e 37% dos enfermeiros estrangeiros que trabalham na OCDE.

Índia, Alemanha e China são os principais países de origem dos médicos, enquanto Filipinas, Índia e Polónia são os três principais países de origem dos enfermeiros.

"Sete países de origem têm mais médicos a trabalhar na OCDE do que nos próprios países, e este número sobe para 15 países no caso dos enfermeiros", refere o documento, explicando que, na maioria, partem de pequenos Estados insulares e de países menos desenvolvidos da África Subsariana.

Embora as políticas migratórias estejam a evoluir, sobretudo devido à crise provocada pela pandemia da covid-19, ainda é preciso aumentar as respostas políticas, de acordo com os analistas da OCDE.

"O reconhecimento e o licenciamento", que "continuam a ser grandes obstáculos à integração dos profissionais de saúde migrantes no mercado de trabalho", devem ser melhorados, defendem.

A OCDE propõe também que os principais países recetores reforcem "a formação e melhorem a retenção dos profissionais de saúde, a fim de reduzir a escassez e a má distribuição a nível interno".

Criada em 1961 para gerir a ajuda do Plano Marshall depois da Segunda Guerra Mundial, a OCDE visa atualmente promover a democracia e a economia de mercado e tem como membros, além de Portugal, Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Japão, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polónia, Reino Unido, República Checa, Suécia, Suíça e Turquia.ANG/Lusa