segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Escolta presidencial/Trinta e quatro jovens policiais  concluíram formação

Bissau, 11 Jan 21 (ANG) – Trinta e quatro jovens agentes da escolta presidencial  concutiram, no sábado, uma formação ministrada pela polícia senegalesa no quadro da cooperação entre Bissau e Dacar.

O seminário com a duração de um mês, decorreu nas instalações do Estádio 24 de Setembro, em Bissau, no quadro da cooperação existente entre os dois países.

No acto que assinalou o fim do curso de um mês, decorrido em Bissau, o  Conselheiro do Presidente da República para Segurança Nacional, José António Marques, manifestou a sua satisfação pela iniciativa e agradeceu ao Estado senegalês, em nome do Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló.

José Marques  exortou os recem formados a colocarem na prática todos os conhecimentos adquiridos, e a preservação dos materiais oferecidos pelo Senegal, nomeadamente, 20 motos de escolta presidencial e uniformes.

Por sua vez, o Comandante Alexandre Dioune, chefe dos instrutores da Gendermarie senegalesa  realçou a determinação dos recém formados  e aconselhou-lhes a colocarem tudo na prática para o bem da Guiné-Bissau.

Alexandre Dioune ainda aconselhou aos jovens escoltas  para continuarem os treinamentos, para dominarem as técnicas de manipular as motos, e por outro lado, exortou as autordades máximas desta divisão, para se diligenciarem os   materiais de segurança em falta, para melhor exercício das funções destes novos escoltas presidenciais.

Dos 34 agentes de escolta presidencial recem formados, três
 são mulheres.ANG/CP/ÂC//SG

 

 

 

Política/Sali Costa indisponível para  cargo de membro do Conselho de Estado 

Bissau, 11 Jan 2021 (ANG) – A cidadã guineense residente em Portugal, Sali Costa que havia sido nomeada membro do Conselho de Estado, manifestou hoje a sua indisponibilidade para desempenhar essa função.

A  indisposição foi esta segunda-feira revelada à imprensa pela própria à saída de uma audiência
com o Presidente da República à quem agradeceu pela confiança depositada a sua pessoa.

“Não me parece justa assumir uma responsabilidade que exige a minha presença no país, uma vez que não vou poder estar aqui para lhe desempenhar”, disse a filha do ex-primeiro-ministro, Manuel Saturnino Costa.

Sublinhou que, no futuro, espera  ter disponibilidade para assumir as funções de membro de Conselho de Estado de modo a poder dar o seu  esforço para cumprir com as  suas responsabilidades.

O Conselho de Estado é um órgão político de consulta do Presidente da República que o preside, e é constituído pelo presidente da ANP, Primeiro-ministro, presidente do STJ, representante de cada partido representado na ANP e cinco cidadãos designados pelo Presidente da República para o período correspondente ao seu mandato.

Sali da Costa foi designada um dos membros do Conselho de Estado através do Decreto Presidencial número 15/2020 de de 12 de Maio.ANG/AALS/ÂC//SG

 


Cruz Vermelha/
Presidente da organização pede atenção do governo à instituição

Bissau, 11 Jan 21 (ANG) – O Presidente da Cruz vermelha da Guiné-Bissau pediu atenção do governo à sua instituição como entidade tutora.

Em entrevista exclusiva esta segunda-feira, Sadna Na Bitâ defendeu  que o governo criou esta organização como humanitária e que deve prestar-lhe atenção procurando saber das suas atividades  e como está a implementá-las.

“É o governo da Guiné-Bissau que criou a Cruz Vermelha, é preciso que lhe presta muita atenção. O governo nos criou como uma organização humanitária, estamos sob a tutela do Primeiro-ministro(PM),  e esse deve nos ver, deve sentar connosco para saber o que podemos fazer, como o  fizemos, e isso nos permite se sentir mais encorajado e mais forte”, frisou Sadna.

Disse que não tem sido fácil porque há muito de tempo que a organização está a tentar se encontrar com as autoridades, nomeadamente o gabinete do PM para poder transmitir preocupações humanitárias recolhidas das comunidades.

Sadna disse que a sua organização, no quadro da prevenção da covid-19 conseguiu mobilizar fundos junto da Federação da Cruz Vermelha para poder apoiar as pessoas, justificando que a Cruz Vermelha costuma dar assistência às pessoas, mas também dá à pessoas oportunidades de escolherem o que querem de concreto.

Acrescentou que a organização tem um programa de transferência monetário e que neste momento estão a  concluir os trabalhos para poderem transferir apoios para as pessoas vítimas da covid, que a organização considera vulneráveis.

 “Quando falo da Cruz Vermelha, não estou a falar só da Guiné-Bissau, mas do Movimento de Cruz Vermelha. O Movimento da Cruz Vermelha é uma organização com mais de 150 anos e foi criado em 1863 que até aqui tem muita experiência. Tudo o que a Cruz Vermelha da Guiné-Bissau faz tem a orientação estratégico do Movimento internacional da Cruz Vermelha onde somos parte. Por isso, as pessoas não devem desconfiar da nossa organização”, referiu. ANG/DMG/ÂC//SG

 

 

 

 

 

 

 

Cooperação/“As relações entre Guiné-Bissau e Senegal na área de Agricultura pode ter benefício mútuo”, diz Moussa Baldé

Bissau, 11 Jan 21 (ANG) - O ministro de Agricultura e Equipamento Rural de Senegal afirmou hoje que a cooperação activa entre a Guiné-Bissau e Senegal na  área de agricultura poderá trazer benefícios  para os dois  países.

Moussa Baldé falava em declarações à imprensa à saída de uma audiência com o Presidente da República, no quadro da visita que efectua ao país à convite do governo da Guiné-Bissau.

Baldé veio se inteirar dos efeitos do apoio das autoridades senegalesas em sementes agrícolas doados às autoridades guineenses no ano passado.

 “Estou aqui para formalizar a cooperação Agrícola activa entre a Guiné-Bissau e Senegal porque os dois países têm o mesmo objectivo que é de garantir a segurança alimentar ao seu povo. Assim sendo, podemos trabalhar em colaboração de modo a atingir o progresso”, manifestou aquele governante senegalês.

Sublinhou que a Guiné-Bissau e Senegal têm muito em comum e que por isso, a cooperação entre os dois países terá um sucesso com a finalidade de promover a paz e segurança alimentar .

Moussa Baldé adiantou que no futuro, os técnicos da agricultura guineense poderão beneficiar de formações no Senegal de modo a aprofundarem os seus conhecimentos para que, juntos, os dois países possam alcançar o progresso e promover o avanços no domínio agrícola
nos dois os países. ANG/AALS/ÂC//SG

 

 Política/Governo  institui medalhas militares e comemorativos das Forças Armadas

Bissau, 11 Jan 21 (ANG) – O Governo aprovou em Conselho de Ministros e com alterações o decreto que institui medalhas militares e comemorativos das Forças Armadas, na reunião extraordinária decorrida no dia 08 do corrente.

Segundo o comunicado dessa reunião, no capitulo de informações gerais  o ministro das Finanças deu conta das diligências junto do  Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), visando a restauração da divida do país contraída junto daquela  instituição bancária,  e sobre a recente visita do  presidente do BOAD ao país nos passados dias 4 e 5 de Janeiro.

A ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e Comunidades deu ao colectivo ministerial informações sobre a proposta de condecoração com medalha de "Cooperação, Mérito e Desenvolvimento" da representante do Fundo das Nações Unidas  para Agricultura (FAO), Yannick Rosoarimanana, em fim da missão na Guiné-Bissau.

O ministro de Administração Territorial e Poder Local deu informações sobre sobre as disputas para  posse de terra nas localidades de Iungum e Sum, na secção  de Nhoma, sector de Nhacra que culminou com a trágico incidente no dia 29 de Dezembro de 2020, que provocou quatro mortes e vários  feridos.

Do   ministro das Obras Publicas, Habitação e Urbanismo, ficou-se a saber que o lançamento de primeiro pedra para construções do traço da estrada que liga Ingoré/Barro/Bigene e a Ponte de Rio Caur está previsto para o dia 15 de Janeiro corrente e da auto-estrada Bissau/Safim no dia 22 de Janeiro.
ANG/MI/ÂC//SG                               

 

 

  Saúde Pública/FNUAP doa equipamentos hospitalares ao Ministério da Saúde

Bissau, 11 Jan 21(ANG) – O Fundo das Nações Unidas para a População(FNUAP) doou esta segunda-feira equipamentos hospitalares ao Ministério da Saúde Pública no valor de 70 milhões de francos CFA.

Na ocasião, a  Secretária de Estado da Gestão Hospitalar disse que o referido donativo vai minimizar as dificuldades que o sistema de saúde pública guineense enfrenta.

Cornélia Aleluia Lopes agradeceu ao FNUAP e prometeu  que os kits da cesariana constituída por marquesas, caretas,  camas, mesas de cirurgia, de parto , de observação e porta-instrumentos , telas  e outros serão usados para  fins destinados.

O  representante do FNUAP na Guiné-Bissau disse que a iniciativa faz parte dos esforços que têm sido desenvolvidos para o reforço do sistema nacional de saúde e para o aumento da oferta de cuidados de saúde, com especial atenção à mortalidade materna.

Cheikh Fall lembrou que os dados sobre a mortalidade materno no país são muito preocupantes, com registo de  cerca de 900 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos, citando  dados publicados por MICS 6.

Disse que os referidos números significam que na Guiné-Bissau muitas mulheres morrem diariamente ao darem a luz.

Aquele representante afirmou que é  também uma demonstração irrevogável do compromisso do FNUAP para alcançar Objectivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS) que visam contribuir para a redução da mortalidade  materna e neonatal na Guiné-Bissau.

“As metas que devem ser alcançadas até 2030 devem ser de zero necessidade não satisfeita de planeamento familiar, zero mortes maternas evitáveis
e zero violência baseada no gênero e práticas nefastas, como o casamento infantil e a mutilação genital feminina”, disse Fall.ANG/JD/ÂC//SG

 

 

         Marrocos/Rei Mohamed VI concede perdão a 756 pessoas presas

Bissau, 11 Jan 21 (ANG) – O rei Mohamed VI de Marrocos perdoou hoje 756 pessoas, na prisão ou em liberdade condicional, por ocasião do feriado nacional do Manifesto da Independência, de acordo com um comunicado do Ministério da Justiça marroquino.

Dos beneficiados pelo perdão, 493 estão em vários estabelecimentos prisionais do Marrocos e a sua grande maioria (475) terá um perdão parcial, nomeadamente a redução de penas. Os demais são pessoas em liberdade condicional a quem o monarca perdoou o resto da pena.

Nenhum detido por motivos políticos recebeu o perdão, embora a existência destes presos seja oficialmente negada em Marrocos, uma vez que são sempre acusados de algum crime do direito comum (fraude, crime sexual ou atentado à segurança do Estado).

Em cada feriado religioso ou nacional, é costume o rei conceder esses perdões, que são uma das suas atribuições exclusivas, embora os critérios específicos que regem estas concessões sejam desconhecidos.

Esses perdões colectivos – há uma dúzia de actos por ano – tornam possível descongestionar as prisões do Marrocos, que estão permanentemente em sobrelotação. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Turismo/Secretaria de Estado isenta operadores do sector do pagamento de taxas no período da pandemia

Bissau,11 Jan 21(ANG) – O Diretor-geral de Promoção e Investimento Turístico e Hotelaria afirmou que a Secretaria de Estado do Turismo isentou os operadores do sector do pagamento de sete meses de taxas, durante o período da pandemia da Coviv-19.

Umaro Baldé, em declarações à ANG e  TGB durante o encontro promovido no sábado pela Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau com os seus associados de Bissau e região de Biombo, disse que a referida isenção visa aliviar-lhes dos prejuízos sofridos durante a pandemia.

Aquele responsável afirmou que criaram ainda uma Comissão Interministerial tendo em conta a transversalidade do sector turístico, constituída pelos Ministérios das Finanças, da Administração Territorial e outras entidades, de forma a estudar os mecanismos para  dar respostas à situação dos operadores do sector.

“Estamos ainda a fazer esforços no sentido de fazer com que os operadores do sector turístico tornassem mais fortes visando caminhar com os seus próprios pés”, explicou.

Umaro Baldé disse que a Guiné-Bissau, através da Secretaria de Estado do Turismo e Associação dos Operadores Turísticos, participaram recentemente numa cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), realizada em Ouagadougou(Burkina Faso), onde cada país apresentou os diagnósticos e medidas tomadas de forma a mitigar a crise pandémica.

Disse que a Guiné-Bissau foi um dos exemplos no encontro, em termos de apresentação de acções coordenadas  e conjuntas, no sentido de aliviar o sofrimento dos operadores turísticos neste período da pandemia.

Por sua vez, o Presidente da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau, Jorge Paulo Cabral sublinhou que, não obstante a crise financeira com que  os seus associados se lidaram, o desempenho durante o ano findo foi positivo, em traços gerais.

Acrescentou que
em 2020 conseguiram realizar dois seminários para os seus associados, em parceria com a Secretaria de Estado do Turismo, e que participaram  na cimeira do sector privado da CEDEAO realizada em Ouagadougou(Burkina Faso, e ainda procederam a assinatura de uma  parceria com a empresa de telecomunicações MTN, visando fazer um levantamento de bancos de dados dos operadores turísticos, entre outras ações.

Perguntado sobre quais são as maiores preocupações da Associação dos Operadores Turísticos neste momento, Jorge Paulo Cabral disse que prende-se com o relançamento das suas actividades pós Covid-19.

Adiantou  que já elaboraram propostas nesse sentido e que foi submetida ao Governo, de forma a dar uma mãozinha
   aos operadores turísticos, em termos de créditos com juros bonificados, para evitar o despedimento colectivo dos trabalhadores, tendo em conta a descapitalização das empresas devido a pandemia da Covid-19.ANG/ÂC//SG

 

 

Conversações/Etiópia, Egipto e Sudão mantêm disputa sobre barragem do Nilo Azul

Bissau, 11 Jan 21(ANG) – Egipto, Sudão e Etiópia não conseguiram no domingo avanços nas conversações, lideradas pela União Africana (UA), para resolver a disputa sobre a controversa barragem que a Etiópia está a construir sobre o Nilo Azul, disseram os três países.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Água dos três países reuniram-se ‘online’, pela segunda vez numa semana, para tentar encontrar uma abordagem acordada para retomar as conversações centradas no enchimento e funcionamento da Grande Barragem Renascentista da Etiópia.

Na reunião de domingo, realizada por videoconferência, os três países não conseguiram encontrar um terreno comum para avançar mais, “devido a divergências sobre como retomar as conversações e os aspectos processuais relacionados com a negociação”, disse o Ministério egípcio dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

O Cairo e Adis Abeba rejeitaram a proposta do Sudão, afirmou o Ministério egípcio dos Negócios Estrangeiros.

O Ministério etíope dos Negócios Estrangeiros também disse que o Sudão rejeitou uma proposta da África do Sul para se reunir separadamente com peritos da UA, insistindo em aumentar primeiro o papel dos peritos.

O ministro sudanês de Irrigação, Yasser Abbas, disse que o seu governo insiste em maximizar o papel dos peritos da UA, para que estes facilitem as negociações e colmatem as lacunas entre os três países, de acordo com a agência de notícias SUNA, gerida pelo Estado sudanês.

Em Novembro, o Sudão boicotou as conversações, convocadas pela África do Sul, país que tem actualmente a presidência rotativa da UA, e argumentou que a abordagem negocial para resolver a disputa se revelou infrutífera.

As questões-chave nas negociações continuam a ser a quantidade de água que a Etiópia irá libertar a jusante, se ocorrer uma seca de vários anos, e como é que os três países irão resolver quaisquer disputas futuras. O Egipto e o Sudão apelam a um acordo juridicamente vinculativo sobre o enchimento e funcionamento da barragem, enquanto a Etiópia insiste em directrizes.

A Etiópia está a construir a barragem no Nilo Azul, que se junta ao Nilo Branco no Sudão para formar o rio Nilo, e cerca de 85% do caudal do rio provém da Etiópia. As autoridades esperam que a barragem, agora mais de três quartos completa, atinja a plena capacidade geradora de energia em 2023, ajudando a tirar milhões de pessoas da pobreza.

O Egipto, o país mais populoso do mundo árabe, com mais de 100 milhões de habitantes, considera a barragem uma ameaça existencial e receia que reduza a sua quota de água do Nilo. O país depende quase inteiramente do Nilo para fornecer água à agricultura e à sua população.

O Sudão, entre a Etiópia e o Egipto, adverte que a barragem afectaria as suas próprias barragens, embora o país possa beneficiar do acesso a possível electricidade barata. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Desporto/Deputados derrotam governantes em torneio de futebol da unidade nacional na Guiné-Bissau

 Bissau,11 Jan 21(ANG) - Os deputados da Guiné-Bissau derrotaram no sábado os membros do Governo por 5-4 num jogo de futebol no âmbito de um torneio de unidade nacional e que teve como árbitro o Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló.

No jogo, organizado pela secretaria de Estado da Juventude e Desporto, foi notada a ausência de deputados de bancadas de oposição ao Governo, nomeadamente os do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

 

A partida terminou empatada a três golos, durante os 70 minutos regulamentares e, na marcação dos pontapés das grandes penalidades para o desempate, o Governo acabou por perder com o falhanço do remate do ministro das Finanças, João Fadiá.ANG/Lusa

 

Covid-19/Japão detecta uma nova estirpe do vírus em passageiros provenientes do Brasil

Bissau,  11 Jan 21(ANG) – As autoridades sanitárias do Japão detectaram uma nova estirpe do vírus que provoca a covid-19 distinta das identificadas no Reino Unido e África do Sul, em passageiros provenientes do Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde do Japão e o Centro Nacional de Doenças Infecciosas nipónico (NIID, na sigla original), os doentes infectados, um homem na faixa dos 40 anos, uma mulher de cerca de 30 e dois adolescentes, tiveram resultado positivo nos testes de covid-19 realizados à chegada ao aeroporto internacional de Tóquio, no dia 02 de Janeiro, num voo proveniente do Brasil.

Três manifestaram sintomas da doença, como dificuldades respiratórias, febre e dores de garganta, durante a quarentena obrigatória para viajantes que chegam ao Japão.

Apesar de a variante detectada “ter semelhanças com as estirpes” identificadas recentemente no Reino Unido e na África do Sul, “que são motivo de preocupação por serem mais contagiosas”, o tipo de vírus em causa não parece ter sido identificado antes, explicou o NIID em comunicado.

O Ministério da Saúde nipónico já informou as autoridades do Brasil e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em comunicado, as autoridades brasileiras precisaram que, “segundo informações fornecidas ao Ministério da Saúde brasileiro pelas autoridades sanitárias japonesas, a nova variante possui 12 mutações, sendo que uma delas é a mesma encontrada em variantes já identificadas no Reino Unido e na África do Sul, o que implica um maior potencial de transmissão do vírus”.

Na nota, o Ministério da Saúde do Brasil informou ainda que os quatro passageiros chegaram ao Japão “após uma temporada no Amazonas”.

O Ministério brasileiro já pediu ao Japão “informação sobre a nacionalidade dos viajantes” e sobre os locais por onde passaram no Brasil, para fazer o rastreio de contactos, pode ler-se no comunicado.

De acordo com as autoridades japonesas, para já “é difícil determinar a infecciosidade, patogenicidade ou impacto nos testes e vacinas”.

O Japão registou 34 infecções com estirpes detectadas recentemente no Reino Unido e África do Sul, incluindo três casos de transmissão local, dois dos quais com origem numa pessoa que tinha estado no Reino Unido.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, declarou um novo estado de emergência em Tóquio e na área metropolitana durante um mês, perante o aumento de novas infecções diárias devido ao novo coronavírus.

Desde o início da pandemia, o Japão registou mais de 280 mil casos de covid-19, além de cerca de 4.000 mortes provocadas pela doença.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.926.570 mortos resultantes de mais de 89 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

   Cruz Vermelha/ Presidente considera de positivo o balanço do ano findo

Bissau, 08 Jan 21 (ANG) – O Presidente da Cruz Vermelha considerou de positivo o balanço do ano  2020 mas disse que  a organização tem passado por muitas dificuldades de ordem financeira e insuficiência de recursos.

Em entrevista exclusiva esta sexta-feira à ANG, Sadna Na Bitâ disse que depois de a OMS ter anunciado a crise sanitária mundial, a sua organização elaborou um plano de contingência que permitiu delinear ações levadas a cabo para lutar contra a pandemia do novo coronavírus.

Esse plano, segundo Na Bitâ, tem alguns eixos  nomeadamente, o reforço da capacidade institucional de Cruz Vermelha enquanto instituição, comunicação de riscos de engajamento comunitária, assistência social e apoio psíquico , água e saneamento,  entre outros.

“No momento de crise, muitas vezes, os serviços sociais básicos ficam totalmente afetados ou seja parcialmente afetados. No entanto, é preciso ter em conta este aspeto no sentido de trabalhar para apoiar os que estão a precisar” sublinhou.

Segundo aquele responsável, a sua organização partilhou seu plano com seus parceiros, quer dentro do movimento assim como fora, nomeadamente UNICEF, HCR, PAM, PNUD entre outras organizações que operam no país e esses se disponibilizaram para  financiar  plano de contingência.

Na Bitâ disse que esse plano de contingência permitiu a sua organização atacar questões fundamentais, principalmente  as sensibilizações para mostrar as pessoas as formas de transmissão da pandemia, como manifesta e como deve ser prevenida.

 Sustentou que os trabalhos de sensibilizações foram feitos em diferentes comunidade com mais ênfase no Setor Autónimo de Bissau, nas regiões de Biombo e Cacheu, que segundo ele, são regiões com mais riscos porque tinham maior incidência da doença.

“Embora trabalhamos noutras regiões, mas estas, são onde mais intervimos”, informou Na Bitâ.

As principais atividades feitas pela organização, segundo este responsável  se traduziram no  reforço das capacidades  dos seus voluntários, reforço de capacidade das organizações da sociedade civil, formação da rede de jovens jornalistas, formação de algumas associações de base com materiais de proteção, apoios aos Ministérios da Defesa e do Interior.

“Disponibilizamos materiais de proteção individual, equipamentos para lavagem de mãos que eram uma das medidas necessárias. Apoiamos também não só estruturas privadas ou sociedade civil, mas também em parte o governo, com o nosso parceiro internacional que é a Federação e Comité Internacional  da Cruz Vermelha. Aos  Ministérios
de Defesa e do Interior damos os produtos higiénico para prisões”, referiu.

Aquele responsável disse ainda que o apoio da sua organização se estendeu  ao Alto Comissariado para a Covid-19, que recebeu equipamentos de proteção individual, sacos de manipulação de cadáveres, aparelhos de ventilação para os doentes que precisavam de serem entubados.

“Conseguimos mobilizar este aparelho de ventilação através dos nossos parceiros -  a Cruz Vermelha de Turquia”,sublinhou Sadna Na Bitâ.

A Cruz Vermelha da Guiné-Bissau foi criada pelo estado em 1977, com papel de auxiliar do poder político no âmbito humanitário, neutro, imparcial e independente.

A sua missão exclusivamente humanitária é proteger, aliviar e assistir as vítimas de conflitos armados e outras situações de violência.

Conta atualmente com cerca de 2500 voluntários por todo o território nacional, tem uma sede nacional, 11 comités regionais e 36 comités locais.ANG/DMG/ÂC//SG 

 

Desporto/Presidente da Federação de Futebol promete rotatividade da imprensa na cobertura dos eventos desportivos internacionais

Bissau, 08 Jan 21 (ANG) – O Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), disse hoje que a sua direção vai implementar a rotatividade dos órgãos de comunicação social nas coberturas jornalísticas nos eventos internacionais de futebol.

Carlos Alberto Mendes Teixeira vulgo Caíto, em declarações à imprensa no final de uma visita que efectuou hoje à Agência de Notícias da Guiné-(ANG) e ao Jornal Nô Pintcha, exortou as instituições do país a prestarem atenção aos órgãos de comunicação social, através de criação de condições indispensáveis para os seus funcionamentos.

Disse que a FFGB deve ser um exemplo de boa relação das instituições para com os órgãos de comunicação social nacionais, frisando que a sua visita se enquadra
nesta lógica de aproximação das instituições.

Segundo este responsável, a visita também serviu para dar as felicitações do ano novo aos órgãos de comunicação social e constatar in loco as  condições em que   funcionam .ANG/CP/ÂC//SG

 

 

Ensino/Presidente da CONAEGUIB pede  suspensão  da greve no sector  

Bissau, 08 Jan 20(ANG) – O Presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB) apelou hoje ao ministro da Educação Nacional, Investigação Científica e Ensino Superior, enquanto responsável máximo da política educativa,  a usar todos os mecanismos legais de forma a normalizar o funcionamento das escolas, atualmente afectadas pela greve dos professores.

Bacar Darame que falava em  conferência de imprensa, disse estar preocupado com a greve em curso, decretada pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) que também afectou o sector de ensino.

Bacar Darame afirmou que, enquanto estrutura máxima, defensora da classe estudantil não permitirá mais greve no sector de ensino guineense.

“Estamos no espaço regional e comunitária  onde existe a competividade. Não podemos continuar a ter má qualidade de ensino em detrimento de outros países”, disse.

Exortou o Chefe de Estado, primeiro-ministro e a ministra da Função Pública para se empenharem na busca de solução para travar a greve na função pública e no sector de ensino.

Darame ameaçou que, se a greve continuar no sector de ensino guineense, a CONAEGUIB não vai dar mais conferências de imprensa  nem entrevistas à comunicação social , porque terá que mudar de estratégia de reivindicação.

Em relação a expulsão de cinco alunos dirigentes  da Associação Estudantil do Centro Escolar Attadamun, considerou a   medida da direcção  do centro  de uma “vergonha” para o Estado da Guiné-Bissau.

Sustentou  que qualquer entidade pública ou privada tem de atuar na  base da lei, lembrando que, logo no início do ano lectivo 2020/2021 houve um desentendimento   entre a direcção da escola e professores, o que motivou a reivindicação da associação estudantil que exigiu o retorno às aulas, mas que    resultou na   expulsão de cinco alunos.

Disse  que a sua organização pretende  intentar uma previdência cautelar contra o Centro Escolar Attadamun sobre a expulsão dos cinco alunos que estão em risco de perder o ano lectivo 2020/2021. ANG/JD/ÂC//SG

Greve/Secretário-geral da UNTG pede  veto do Presidente da República ao OGE/ 2021

Bissau, 08 Jan 21 (ANG) – O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) pediu  ao Presidente da República para vetar o Orçamento Geral de Estado(OGE) para o ano económico 2021, aprovado recentemente pelos deputados.

O apelo foi feito hoje em conferência de imprensa por júlio Mendonça sobre o balanço da primeira semana de greve geral na função pública guineense.

Mendonça sustentou que o actual OGE é exploratório e injusto para o povo, porque demonstra que as receitas do Estado vão ser  concentrados para os políticos.

“Nunca vi este modelo de orçamento na Guiné-Bissau. Um orçamento explorador e injusto  como este. Chamamos a atenção desde as reuniões do Conselho Permanente de  Concertação Social, de que este orçamento não é ideal para  a Guiné-Bissau e convido aos cidadãos nacionais a abandonarem o país se este orçamento for implementado”, afirmou Júlio Mendonça.

Acusou os deputados de não ter a noção do documento que aprovaram, acrescentando que explicaram aos deputados sobre as consequências que o orçamento pode ter no tecido social  guineense.

 “Antes de aprovarem o OGE os representantes do Povo debateram  o orçamento da ANP, porque, sabem de ante-mão, o que consta no orçamento de estado ou seja, do aumento de mordomias para os responsáveis dos órgãos de soberania, em que os  próprios ministros têm direito a subsídios. Os deputados aproveitaram então para pedir aumentos, não só do seus salários, como também do valor das senhas de presença nas sessões da plenária”, salientou.

Segundo Júlio Mendonça, tudo isso demonstra que as receitas do Estado estão apenas concentradas  para o consumo de um grupo de dirigentes e deputados.

“Isso significa que estamos a caminhar para uma situação de penúria e de aumenta do sofrimento do povo guineense, porque os impostos que foram instituídos serão pagos
 por todos”, disse.  

Para Júlio Mendonça  o país está perante uma anarquia e desgovernação, por isso promete uma  luta  sindical para que o Estado volte ao seu ritmo normal de funcionamento.

Em relação a primeira vaga de greve, de oito dias, que hoje termina, o sindicalista disse que não recebeu nenhum contacto formal da parte do governo para uma eventual negociação, razão pela qual, segundo disse, já avançou com novo pré-aviso de greve para iniciar no próximo dia 18. ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

Transportes terrestres/ Motoristas condicionam pagamento de taxas do  Fundo Rodoviário a reabilitação das vias rodoviárias

Bissau, 08 Jan 21(ANG) - A Federação Nacional das Associações dos Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau anunciou  que os seus associados não vão pagar as taxas do Fundo de Conservação Rodoviária devido as péssimas condições das estradas do país.

Em conferência de imprensa realizada quinta-feira , o porta-voz da organização, Caram Cassamá, mostrou-se desapontado com as condições em que se encontram as vias rodoviárias do país e ameaça convocar uma greve caso  os motoristas voltassem a ser cobrados as taxas de Fundo Rodoviário.

Cassamá  disse  que a decisão da Federação é do conhecimento das autoridades, desde 2018, altura em que, segundo explicou, numa negociação com o ministro das Obras Públicas e a Direção Geral das Estrada e Pontes, os motoristas e transportadores teriam afirmado que se a reabilitação das estradas não fosse iniciada em fevereiro de 2019, nunca mais pagariam ao Fundo de Conservação Rodoviária, até que a situação fosse resolvida.

Caram Cassamá diz-se surpreendido com a decisão do Fundo de Conservação Rodoviária, que teria anunciado o aumento, em 2021, da taxa de pagamento para os seus associados, tendo considerado de “absurda essa decisão”.

O secretário-geral da Federação Nacional das Associações dos Motoristas e Transportadores, Mamadú Conté, ameaça avançar para a greve, a partir do dia 18 de janeiro, caso o governo não cumpra com os acordos assinados em 2018.


Conté considera “uma vergonha” para um Estado que só sabe assinar o papel e não sabe cumprir
 o que assinou.

“Isso demonstra a incapacidade dos homens”, concluiu.ANG/ÂC//SG