quarta-feira, 10 de março de 2021

Caso Aly Silva/PAIGC exige abertura imediata de um inquérito para responsabilização criminal de autores de  espancamento do bloguista

Bissau, 10 Mar 21 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), pede a abertura imediata  de um inquérito para o apuramento de responsabilidades dos autores morais e materiais do espancamento do bloguista António Aly Silva.

A exigência do PAIGC vem expressa num comunicado à imprensa da Comissão Parlamentar daquela formação política, no qual o partido diz que a vítima foi espancado e abandonado algures na zona industrial de Bolola, de onde teria transportado para o centro hospitalar em Bissau.

“O PAIGC repudia e condena, veementemente, mais um acto cobarde e bárbaro, perpetrado pelos actuais detentores do poder no país que, disfarçados em esquadrão de raptos e espancamentos, têm estado a iniciar o uso da violência contra cidadãos indefesos, actos que podemos classificar de autêntico “terrorismo de Estado”, lê-se no comunicado.

O partido liderado por Domingos Simões Pereira considera de “ inqualificável e intolerável” que, em pleno Estado de Direito Democrático, persistam actos de perseguição aos cidadãos que tão somente têm exercido uma das liberdades fundamentais, consagradas na Constituição da República, nomeadamente, a liberdade de expressão.

Os libertadores manifestam solidariedade ao  bloguista Aly Silva,  e, conforme o comunicado,  estendem essa solidariedade à  todos os jornalistas e ativistas que, assistidos pelos ditâmes da lei e da Constituição da República, têm lutado, com determinação e firmeza, para impedir a implantação da ditadura na Guiné-Bissau.

“O PAIGC vem reafirmar que, enquanto maior partido político no país e com responsabilidade acrescidas, irá manter acesa a sua luta para a consolidação do Estado de Direito Democrático, tendo como pilar a observância e o respeito pela ética e pelas normas jurídicas que consubstanciam o exercício
pleno da democracia”, refere o comunicado.

Os libertadores pedem à  todos os atores políticos e sociais para  não se vergarem perante o regime que diz que, “a todo o custo, tenta amordaçar as liberdades fundamentais”, alcançadas pelo povo guineense.ANG/JD/ÂC//SG


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