terça-feira, 3 de julho de 2018

Política


Constituição do MADEM- G15

Bissau, 03 Jul 18 (ANG) – O Movimento para Alternância Democrática-Madem G-15 está reunido desde domingo em Bissau em congresso constituinte.
Segundo, o presidente da comissão organizadora do congresso, Marciano Silva Barbeiro, um total de 2015 delegados toma parte no evento que objectiva oficializar a organização política do grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC e seus apoiantes visando os próximos embates eleitorais.
Segundo a RFI, é um congresso que vai consagrar Braima Camará como líder do grupo cujo objectivo, como é abertamente assumido, é levar o PAIGC a perder as próximas eleições legislativas projectadas para 18 de Novembro.
Nos discursos de abertura do congresso consultivo, o MADEM assume-se como um movimento de dirigentes e militantes que foram banidos do seu próprio partido, o PAIGC, e que agora se viram obrigados a tomar o seu próprio rumo político.
Sob o lema alternância patriótica para uma mudança positiva, o MADEM funda-se como movimento que pugna pela unidade, justiça e progresso da Guiné-Bissau.
O movimento que, segundo a RFI, não é um partido político diz-se predisposto a participar já nas próximas eleições legislativas ainda que nas listas de um partido.
O próprio líder do Movimento, Braima Camará, já admitiu, várias vezes, ser possível que o MADEM se venha a juntar ao Partido da Renovação Social (PRS) nas próximas eleições.
 O PAIGC não se fez presente no ato, embora convidado, Umaro Cissoko Embalo, antigo primeiro-ministro está presente e Botche Candé, antigo ministro do Interior, que era dado como um dos apoiantes do movimento, não foi visto na abertura do conclave que deve terminar esta segunda-feira.
O Modem G-15 deve eleger as suas estruturas e aprovar os seus estatutos.
Em conferência de imprensa antes do congresso, Marciano Silva Barbeiro ainda admitia possibilidades de o Grupo, mesmo após o congresso, voltar a tentar uma reconciliação com a direcção do PAIGC.
 ANG/RFI

Eleições 2018


“Dificuldades técnicas podem comprometer a realização do processo na data marcada”, revelou Primeiro-Ministro

Bissau, 03 Jul 18 (ANG) – O primeiro-ministro revelou esta segunda-feira que as dificuldades técnicas dentre as quais a aquisição dos “kits” para o registo de cidadãos eleitores podem comprometer a realização das eleições legislativas marcadas para 18 de Novembro do corrente ano.

Aristides Gomes fazia o balanço da viagem que efectuou recentemente à Guiné Equatorial no quadro de esforços para realização das eleições legislativas no país.

“Estamos a fazer tudo para realizar as eleições na data prevista, mas só que estamos a deparar com os atrasos em aquisição dos materiais. A culpa não é nossa, mas contudo precisamos de ter a coragem de que tudo vai dar certo”, disse.

Garantiu que o governo fará de tudo para ultrapassar os obstáculos a fim de poder realizar as eleições legislativas na data prevista.

Por outro lado, Aristides Gomes disse que o governo da Guiné-Equatorial promete apoiar a Guiné-Bissau na realização do escrutínio.

Questionado sobre o que estão a fazer para evitar as constante greves efectuadas pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), o chefe do executivo guineense respondeu que a reivindicação é um direito que assiste  os funcionários, tendo acrescentado que a forma de reivindicar é que as vezes são inadequadas.

“A UNTG está a reivindicar os seus direitos e objectivos e concordo plenamente com isso, mas só que reivindicar não significa fazer sofrer ou morrer os cidadãos”, referiu Aristides Gomes.

ANG/AALS/ÂC

Política



 
Bissau,03 Jul 18 (ANG) - A perseguição ao presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, segundo o mesmo, visa apenas "limitar a sua movimentação tendo em conta a preparação da campanha para as eleições de Novembro" do corrente ano.

Domingos Simões Pereira, em entrevista ao Repórter RTP África, critica a actuação do Ministério Público e diz claramente que tudo isto "tem motivações políticas. Esta ideia da perseguição tem sido uma arma. Cumpre-se o compromisso de me perseguir."

Domingos Simões Pereira diz ainda que há forças que não querem eleições em Novembro e que a maioria da população já percebeu onde está o problema e o que se quer adiar.

"Eles sabem que o Povo percebe muito bem e por isso não querem devolver o poder ao Povo" - disse. Para o presidente dos libertadores, essas manobras "não são legais, nem legítimas nem constitucionais. Não nos devemos afastar das regras instituídas."

 ANG/RTP África