sexta-feira, 13 de abril de 2018

Cajú



Agricultores pedem ao Presidente da República solução para presente campanha de comercialização



Bissau,13 Abr 18(ANG) - O presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), Jaime Gomes, apelou quarta-feira ao Presidente guineense, José Mário Vaz, para arranjar uma solução para a compra da castanha do caju, principal produto agrícola do país.

Em conferência de imprensa, o líder dos agricultores guineenses pediu a José Mário Vaz que arranje uma solução "nos próximos dias", sublinhando que a solução poderá passar pela aquisição de toda a castanha pelo Estado ou um comprador internacional.

«Apelamos ao Presidente da República que nos tire o nosso caju das mãos», observou Jaime Gomes para quem existem pessoas que querem sabotar a intenção de José Mário Vaz.

O Presidente guineense anunciou, a 24 de março, que o preço de referência de compra do caju no produtor em 2018 será de 1.000 francos cfa (cerca de 1,5 euros), mas desde àquela altura o produto não tem sido comprado pelos comerciantes.

Várias vozes já se levantaram contra o preço anunciado pelo líder guineense.

O presidente da associação dos exportadores, Mamadu Jamanca, disse à Lusa que a sua classe não irá participar na campanha de comercialização do caju em 2018, por não concordar com o preço base anunciado por José Mário Vaz.

Empresários indianos, os principais compradores do caju guineense, e os da Mauritânia, prometeram a José Mário Vaz que vão comprar o produto pelo preço base estipulado.

O líder dos agricultores guineenses deu até ao próximo dia 20 para se começar a vender o caju.

Caso isso não aconteça promete «uma grande manifestação» dos produtores em Bissau.

«Vamos responsabilizar o Estado», declarou Jaime Gomes, que se solidariza com o Presidente guineense, que disse, quer ajudar a população camponesa, embora também tenha visado objetivos políticos, enfatizou.

Para Jaime Gomes, os agricultores guineenses «deviam agradecer ao Jomav» (nome pelo qual é conhecido José Mário Vaz) por ter sido o dirigente que fixou o preço do caju a 1.000 francos cfa por quilograma.
ANG/Lusa

Síria



Macron diz ter provas de ataque químico por parte do regime de Assad

 Bissau,13 Abr 18 (ANG) – O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje que dispõe de “provas” de que o regime de Bashar al-Assad utilizou armas químicas num ataque contra a localidade rebelde síria de Douma, na semana passada.
“Estamos na Síria para lutar contra o terrorismo, contra o Daesh [acrónimo árabe para o Estado Islâmico]. Foi na Síria que organizaram os atentados. As diferentes guerras em curso não permitem que se faça de tudo. Temos provas de que, na semana passada, foram utilizadas armas químicas por parte do regime de Bashar al-Assad”, disse hoje o Presidente francês, numa entrevista à televisão TF1.
Macron disse ainda que a França tomará decisões “em tempo oportuno”.
Anteriormente, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, tinha dito que Macron iria decidir sobre um eventual ataque contra a Síria nos próximos dias.
Para a França, recordou Le Drian, o uso de armas químicas representa “uma linha vermelha”.
“Tomaremos decisões em tempo oportuno, quando as considerarmos mais úteis e mais eficazes”, disse Macron.
Ainda à TF1, Macron disse que é preciso “lutar contra os terroristas até ao fim”.
“Devemos assegurar que o direito internacional é respeitado e tudo fazer para que haja um cessar-fogo”, salientou.
Sobre os direitos humanos na Síria, Macron sublinhou que “é preciso apoiar as ONG que ajudam as populações no terreno”.
“Para que nunca mais vejamos as imagens dos crimes que vimos, com crianças e mulheres prestes a morrer sufocadas”, declarou ainda o chefe de Estado francês.
Também assegurou que será “necessário preparar a Síria de amanhã”, com uma “transição, um regime livre onde todas as minorias sejam respeitadas”.
“Só isto pode trazer paz”, concluiu.
Macron revelou ainda que tem falado ao telefone com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, o maior aliado do regime de Damasco.
“Falamo-nos regularmente. O mundo é caótico, há situações inaceitáveis”, disse Macron, citado pelo jornal parisiense Le Monde.
“Em caso algum a França deixará que ocorra uma escalada, ou o que quer que seja que possa pôr em perigo a estabilidade da região. Não podemos deixar actuar regimes que pensam poder fazer tudo”, concluiu.  ANG/Inforpress/Lusa

CEDEAO



Missão ministerial saúda vontade de políticos para encontrar solução para crise


Bissau,13 Abr 18 (ANG) - A missão ministerial da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que se deslocou à Guiné-Bissau, saudou quarta-feira a disponibilidade manifestada por todas as partes para encontrar uma solução para a crise política no país.

«A delegação ministerial saudou a disposição de todas as partes para encontrar uma solução para a crise política do país», afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo e chefe da missão da CEDEAO, Robert Dussey.

O chefe da diplomacia togolesa falava aos jornalistas no aeroporto de Bissau, depois de terminar uma série de encontros com as autoridades guineenses, partidos políticos com assento parlamentar e representantes da comunidade internacional, que decorreram durante o dia de ontem quarta-feira.

«A delegação ministerial foi informada de consultas organizadas pelo bispo de Bissau com o propósito de favorecer uma aproximação entre os dois maiores partidos políticos do país, que são o PAIGC e o PRS, para encontrarem uma solução para o impasse político e institucional», sublinhou.

O ministro togolês afirmou também que existem ´conversações em curso entre os grupos parlamentares daqueles dois partidos para encontrar uma solução institucional para o fim da legislatura, prevista para 23 de abril, para criar o acompanhamento necessário para as próximas eleições legislativas´, acrescentou.

A missão da CEDEAO analisou durante estada  em  Bissau  a aplicação do Acordo de Conacri e os desenvolvimentos em curso no país para informar os chefes de Estado e de Governo da organização, que se vão reunir em cimeira extraordinária no sábado em Lomé, no Togo.
ANG/Lusa