terça-feira, 10 de julho de 2018

Ensino


Greve do SINAPROF paralisa escolas públicas 

Bissau, 9 Jul 18 (ANG) – O Sindicato Nacional de Professores  (SINAPROF), iniciou hoje uma greve de cinco dias no sector que paralisou todos os serviços nas principais escolas públicas de Bissau.

Segundo constatação do repórter da ANG esta segunda-feira, junto de alguns estabelecimentos do ensino nota-se a fraca presença dos professores nas salas de aulas e muitos alunos nos recintos escolares.

De acordo com o Diretor do Liceu Dr. Agostinho Neto, Samuel Fernando Mango, a greve vai afectar gravemente o calendário escolar programado e os seus efeitos serão catastróficos por causa da época chuvosa, e será difícil compensar os dias perdidos.
Segundo este responsável, o sindicato devia usar o bom senso para atenuar esta situação que considera de inoportuna. 

"Tentei de todas as formas convencer alguns professores para  não observarem a greve, por causa das consequências negativas que poderão trazer ao nosso Liceu, mas não foi o caso, e a maioria deles não compareceu hoje nas salas de aulas", diz o Director de Liceu Dr. Agostinho Neto.

Por sua vez, o Director de Liceu Nacional Kwame N'krumah, João Imbala, lamentou a greve e prometeu fazer o possível para minimizar os prejuízos na sua instituição.

Em Kwame Nkruma as aulas funcionam à meio gás , Imbala promete fazer com que a adesão não atinjisse os 100 por cento, e disse que vão continuar a dar aulas enquanto houver alunos.
João Embala exortou o Governo e Sindicato para redobrarem os esforços no sentido de chegarem a um consenso o mais rápido possível para não afectar ainda mais o ano lectivo em curso. 

ANG/CP/ÂC//SG




Legislativas de 18 Novembro


GTAPE apresenta mapas cartográficos do processo eleitoral 

Bissau, 10 Jul 18 (ANG) - O Ministério de Administração Territorial através do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) apresentou hoje os Mapas Cartográficos do processo eleitoral previsto para 18 de Novembro do corrente ano.
 
Ao presidir a cerimónia de abertura de Ateliê de Validação da Cartografia Eleitoral, a ministra de Administração Territorial, Ester Fernandes considerou a cartografia , um dos elementos importantes para a concretização de um processo eleitoral.

“Nos mapas que serão apresentados neste ateliê serão observados os sítios no qual vão decorrer os recenseamentos e o acto eleitoral. Este documento servirá para orientar as eleições legislativas prevista para 18 de Novembro”, referiu a governante.

Ester Fernandes disse que o ateliê permitirá que os diferentes actores da sociedade opinassem sobre o mapa de modo a poderem ter um documento definitivo.

Por sua vez, o Director-geral de Geografia e Cadastro, Braima Biai informou que ao longo dos seus trabalhos de localização das tabancas, descobriram mais de 2 mil distritos eleitorais em todo território nacional. 

 “Estamos hoje aqui para fazer a apresentação da Cartografia Eleitoral com base nos trabalhos que fizemos no terreno concernente a localização das tabancas de modo a facilitar o processo eleitoral”, disse.

Aquele responsável acrescentou  que se a tabanca não for identificada obviamente que ficará sem participar no processo eleitoral, por isso, é necessário sempre fazer esse trabalho.
Salientou que  as vezes algumas tabancas acabam por desaparecer do Mapa Cartográfico,  surgindo outras, tendo sublinhado que durante os seus trabalhos verificaram mais a situação de novas tabancas na região de Bafatá, pertencente à província leste do país. 

ANG/AALS/ÂC//SG

Mudanças climáticas


Guiné-Bissau prepara Quadro Nacional de Serviços Climáticos

Bissau, 10 Jul 18 (ANG) – A Guiné-Bissau, através do Instituto Nacional de Meteorologia acaba de cumprir a segunda étapa para a criação do Quadro Nacional de Serviços Climáticos, para fazer face às mudanças climáticas e suas consequências.

 Em entrevista à Agência de Notícias da Guiné (ANG), João Lona Tchedna disse
ser de extrema importância para o Instituto Nacional de Meteorologia ter este quadro, porque vai permitir balizar o acesso à informação dos serviços de clima, tempo e água, permitir ao serviço da meteorologia conhecer as necessidades reais dos utilizadores dessas informações. 

“ Estamos na segunda fase que nos permitiu estabelecer um roteiro para a criação efectiva do quadro. O passo a seguir vai ser o recrutamento de um consultor nacional que vai contactar os sectores prioritários, nomeadamente a agricultura e segurança alimentar, a redução dos riscos de catástrofes naturais dos Serviços da Protecção Civil, a energia, saúde e água – os recursos hídricos. Isso vai permitir o consultor elaborar um Plano de Acção e um Plano Estratégico que vai ser validado no próximo ateliê, dentro de um mês ou dois meses”.

 Se forem validados, segundo Tchedna, esses dois instrumentos passarão para uma outra fase que será a de institucionalização do próprio quadro, através de um decreto que será aprovado em Conselho de Ministros. 

“ São estas as etapas que devem ser cumpridas para podermos ter esse quadro que é um meio que vai facilitar os utilizadores de informações sobre o clima, tempo e água o acesso a informações de qualidade e serviços de qualidade. Vai permitir também conhecer quais são os problemas reais dos utilizadores”, destacou.

De algum tempo para cá, os serviços da Meteorologia deixaram de realizar as previsões do tempo. João Tchedna disse que a suspensão da publicação do Boletim de Tempo não se deve a incapacidade dos serviços da Meteorologia ou falta de recursos humanos.

“Falta dinheiro para comprar os meios de transportes, gratificação ao pessoal para podermos pôr a máquina em marcha. Neste momento não é o problema de falta de materiais ou de recursos humanos que faz com que não passamos as informações sobre o tempo e clima, na rádio e televisão. É falta de dinheiro para podermos deslocar os nossos técnicos do centro para o aeroporto, onde temos o centro de previsão, para elaborar as previsões e depois distribuir nos órgãos de comunicação social”, disse.

Visitas, de terreno para contacto director com camponeses fez parte do programa, e Lona Tchedna recebeu das populações da tabanca de Cussana críticas de que as linguagens, muitas vezes usadas nas informações sobre as previsões do tempo não facilitam a disseminação das mensagens.

Prometeu mudar essa situação com utilização de linguagem simples e envolvimento de elementos das comunidades nos trabalhos de preparação das informações sobre o clima.

“ O encontro com camponeses nos deixou algumas informações: dificuldades de acesso às informações meteorológicas, de interpretação dessas informações para poderem ser úteis as suas actividades. Retemos isso e também retemos as previsões tradicionais que eles fazem. Isso vai nos ajudar de uma maneira global a orientar as previsões para diferentes utilizadores. Para os camponeses, temos que associá-los à elaboração das previsões, para que possam compreender as linguagens técnicas para que essas linguagens possam ser simples e claras.”, assegurou.

Com apoio da CEDEO, PNUD e outros parceiros, o governo através do Instituto Nacional da Meteorologia promoveu entre os dias 3 e 5 do corrente em Uaque, arredores de Mansôa,um ateliê de consulta nacional sobre a criação do Quadro Nacional de Serviços Climáticos da Guiné-Bissau. Evento cuja abertura foi presidida pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mamadu Djaquité.

A iniciativa que reuniu produtores e utilizadores de informações sobre o clima, representa a segunda etapa para a criação do quadro, recomendado pela Organização Mundial da Meteorologia (OMM), visando facilitar o acesso, a utilização e disseminação de previsões climáticas e meteorológicas, de uma forma a que possa ser mais benéfica para as populações expostas à desastres naturais, ao nível das diferentes comunidades.

ANG/SG