segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Covid-19/”Lions Clube de Guimarães” doa dois milhões de máscaras à Guiné-Bissau

Bissau,27 dez 21(ANG) – A organização “Lions Clube de Guimarães‘, vai oferecer a Guiné-Bissau dois milhões de máscaras sanitárias descartáveis como forma de ajudar o país a combater a propagação da pandemia do novo coronavirus.

Na nota enviada hoje à ANG, o Presidente dos Lions Clube de Guimarâes(LCG), Francisco Dias Pereira, sublinhou que «na actual situação da pandemia de Covid-19 e da propagação rápida dos vírus, o uso de máscaras é essencial na prevenção e combate à doença.

Salientou no entanto que, atendendo às conhecidas dificuldades por que passam os países africanos e ao número de máscaras doadas ao Lions Clube de Guimarães, pela empresa têxtil Vipetrade-Comércio Internacional, Lda.

“Consideramos que a oferta das mesmas ao povo guineense se traduz num contributo importante para assegurar a proteção individual”, disse o ministro da Saúde Dionísio Cumbà, quem em nome do seu Ministério vai receber na Guiné o contentor de 40 pés, que que no passado dia 23 de dezembro já foi expedido do porto marítimo de Leixões.

O documento informa que, estima-se a chegada do referido donativo à Bissau no dia 9 de Janeiro de 2022.

A nota salienta que, esta complexa operação organizada pelo LCG só foi possível por ter obtido a colaboração de outras empresas, designadamente da Pinto Brasil, SGPS, SA, da NCL Transitários, SA e da Seguematéria, SA.

Informa que, o valor comercial desta doação é de cerca de 100 mil euros.ANG/ÂC

 

 

Petróleo/Novo acordo de partilha entre Guiné-Bissau-Senegal sem consenso político nem suporte técnico-jurídico

 Bissau,27 dez 21(ANG) - O jurista guineense Adilson Dywyná Djabulá disse à Lusa que o recente acordo assinado entre os presidentes da Guiné-Bissau e do Senegal sobre exploração dos recursos petrolíferos e pesqueiros não tem nem consenso político e nem suporte técnico-jurídico.

Docente da Faculdade de Direito de Bissau, Djabulá, então assessor jurídico do secretário de Estado das Pescas, foi quem, em 2014, alertou as autoridades guineenses sobre a necessidade de a Guiné-Bissau denunciar os acordos da Zona de Exploração Conjunta (ZEC) com o Senegal, que estavam prestes a renovar-se por mais um período de 20 anos.

Agora a preparar-se, em Lisboa, para um doutoramento em Direito do Mar sobre os conflitos associados à exploração `offshore` do petróleo, Dywyná Djabulá contou à Lusa toda a estratégia que a Guiné-Bissau estava a engendrar, no âmbito das negociações abertas com o Senegal, para conseguir um novo acordo.

A meta era conseguir que o novo texto "refletisse o equilíbrio de interesses entre os dois Estados". A Guiné-Bissau considerava que o acordo em vigor desde 1995 "era-lhe manifestamente desfavorável", sublinhou Djabulá, em entrevista à Lusa.

Alertadas pelo jurista, as então autoridades guineenses, nomeadamente o Presidente José Mário Vaz, sob proposta do então primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, comunicaram ao Senegal a denúncia do acordo.

"Nessa altura havia unanimidade sobre a denúncia, todos os órgãos de soberania estavam do mesmo lado", precisou Dywyná Djabulá, entretanto nomeado relator da comissão interministerial do Governo.

O acordo em questão previa a chave de partilha de 85% para o Senegal e 15% para Guiné-Bissau dos benefícios resultantes da exploração de petróleo na ZEC.

O pressuposto era de que à data da conclusão do acordo apenas se projetava uma descoberta na plataforma continental do Senegal (áreas entre azimutes 268º e 240º), neste caso, o depósito de Dôme Flore, explicou o docente universitário guineense.

No mesmo entendimento ficou assente que em caso de "novas descobertas" a chave de partilha seria "revista em função dos recursos descobertos", uma formulação que a comissão negocial guineense considerou "ambígua e subjetiva".

Nas negociações entretanto iniciadas em 2016, a Guiné-Bissau propôs que a chave de partilha fosse de 85-15%, dependendo da zona onde o petróleo fosse descoberto.

O especialista guineense considera que a comissão negocial guineense considerou "ambígua e subjetiva".

O especialista guineense considera que a instabilidade política enfraqueceu a posição do país na condução desse dossiê com o Senegal, mas também diz ser estranho que Dacar assine agora um novo acordo, com os mesmos benefícios que tinha recusado até agora.

"De forma estranha, o Senegal aparece agora disponível para assinar um acordo com uma chave de partilha de 70-30% a seu favor, para qualquer descoberta em qualquer setor da ZEC", disse aquele que foi primeiro regente guineense da cadeira do Direito do Mar na Faculdade de Direito de Bissau.

A surpresa de Dywyná Djabulá prende-se também com o facto de a Guiné-Bissau ter assinado um novo acordo com o Senegal que "não tem consenso político" interno e "nem suporte técnico-jurídico".

"O que se fez foi um acordo político", observou Djabulá.

A preocupação do jurista guineense prende-se ainda com informações segundo as quais a Agência de Gestão e Cooperação se prepara para iniciar furos de pesquisa do petróleo no setor sul da ZEC, que compreende a área de contribuição da Guiné-Bissau, onde, disse, estudos científicos sugerem ser a zona mais promissora em petróleo.

O Acordo de Gestão e Cooperação entre a Guiné-Bissau e o Senegal foi assinado em outubro de 1993 e incluiu a criação de uma zona de exploração conjunta, que comporta cerca de 25 mil quilómetros quadrados da plataforma continental.

A Guiné-Bissau dispensou 46% do seu território marítimo para constituir a ZEC e o Senegal 54%.

A zona é considerada rica em recursos haliêuticos, cuja exploração determina 50 por cento para cada um dos Estados, e ainda hidrocarbonetos (petróleo e gás), ficando os senegaleses com 85% de hidrocarbonetos e os guineenses com 15%.

A chamada "chave da partilha dos recursos da plataforma continental" ficou acordada na sequência de litígios judiciais em tribunais internacionais para os quais os dois países recorreram em decorrência de disputas fronteiriças herdadas do colonialismo.

O ex-Presidente guineense José Mário Vaz, por não concordar com aquele acordo de partilha, sobretudo de hidrocarbonetos, denunciou formalmente, o entendimento, em 29 de dezembro de 2014, propondo ao Senegal a reabertura de negociações para fixação de novas bases de partilha.

Nas negociações entretanto iniciadas em 2016, a Guiné-Bissau propôs que a chave de partilha fosse de 85-15%, dependendo da zona onde o petróleo fosse descoberto.

"O Senegal recusou esta proposta, como também negou a proposta da Guiné-Bissau de retirar a partilha da pesca artesanal da ZEC", salientou Dywyná Djabulá.

O especialista guineense considera que a instabilidade política enfraqueceu a posição do país na condução desse dossiê com o Senegal, mas também diz ser estranho que Dacar assine agora um novo acordo, com os mesmos benefícios que tinha recusado até agora.

"De forma estranha, o Senegal aparece agora disponível para assinar um acordo com uma chave de partilha de 70-30% a seu favor, para qualquer descoberta em qualquer setor da ZEC", disse aquele que foi primeiro regente guineense da cadeira do Direito do Mar na Faculdade de Direito de Bissau.

A preocupação do jurista guineense prende-se ainda com informações segundo as quais a Agência de Gestão e Cooperação se prepara para iniciar furos de pesquisa do petróleo no setor sul da ZEC, que compreende a área de contribuição da Guiné-Bissau, onde, disse, estudos científicos sugerem ser a zona mais promissora em petróleo.ANG/Lusa

 

Desastre natural/“Pelo menos 388 mortos e 60 desaparecidos na passagem do tufão Rai”, disse o novo balanço

Bissau, 27 Dez (ANG) – Pelo menos 388 pessoas morreram e 60 continuam desaparecidas nas Filipinas, na sequência da passagem do tufão Rai pelo arquipélago há 15 dias, de acordo com dados oficiais hoje actualizados.

O conselho de gestão e redução de risco de desastres filipino, que verifica e confirma dados de diferentes agências no terreno, indicou que 1.146 pessoas ficaram feridas e cerca de 542 mil deslocadas.

O Rai, que tocou terra no dia 16 com rajadas de vento até 240 quilómetros por hora, atravessou de leste a oeste cerca de nove ilhas no país e afectou mais de quatro de pessoas, de acordo com números oficiais.

O tufão deixou um rasto de destruição na passagem pelas Filipinas e causou danos em habitações, infra-estruturas e culturas agrícolas avaliados em 20,54 mil milhões de pesos filipinos (mais de 362 milhões de euros).

O Governo filipino declarou o estado de calamidade em seis regiões afectadas pelo tufão.

O impacto do tufão, identificado como Odette no país e o 15.º a atingir as Filipinas este ano, chegou num momento delicado devido a receios sobre a nova variante ómicron do novo coronavírus.

Uma média de 20 tufões atinge as Filipinas todos os anos e o mais destrutivo foi o supertufão Haiyan, que em Novembro de 2013 atingiu as ilhas Samar e Leyte, deixando sete mil mortos 200 mil famílias desalojadas.ANG/Inforpress/Lusa

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

   Coreia do Sul/Ex-presidente  Park Geun-hye receberá indulto no Ano Novo

Bissau, 24 Dez 21 (ANG) – O Governo sul-coreano confirmou hoje que a ex-presidente Park Geun-hye, actualmente na prisão por corrupção, está numa lista de pessoas a serem indultadas para o Ano Novo.


A decisão, de acordo com o Governo, é uma resposta à deterioração da saúde da mulher de 69 anos.

Horas antes da decisão ser anunciada, um funcionário do gabinete presidencial que solicitou o anonimato tinha dito à agência noticiosa Yonhap que Park está “incluída numa lista de pessoas a serem perdoadas”.

Park, 69 anos, foi hospitalizada três vezes este ano devido a dores crónicas na parte inferior das costas e ao ombro em que foi operada em 2019.

Condenada a 22 anos de prisão por estar no centro da chamada trama sul-coreana “Rasputina”, a antiga chefe de Estado conservadora tem estado presa desde 2017 depois de ter sido destituída do cargo.

Muitos consideraram provável que a sua sucessora na presidência, a liberal Lua Jae-in, lhe concedesse um perdão, como aconteceu com outros ex-presidentes sul-coreanos presos por corrupção, tais como o conservador Roh Tae-woo ou Chun Doo-hwan.

A decisão surge pouco mais de três meses antes das próximas eleições presidenciais na Coreia do Sul.

ANG/Inforpress/Lusa

MSN de Natal/ Presidente da República deseja  melhorias à todos os doentes internados

Bissau, 24 Dez 21 (ANG) -  O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló desejou hoje recuperação  e melhorias à todos os doentes internados nos diferentes hospitais do país.

O desejo do chefe de estado foi expresso em mensagem à Nação por ocasião das festas de Natal, que culmina com o nascimento de menino Jesus, em 25 de Dezembro.

“Guineenses e estrangeiros que escolheram a Guiné-Bissau para viver, é mais uma festa de Natal desejo a todos inclusive aos guineenses na diáspora que tenham um feliz Natal”, disse Sissoco Embaló.

O Chefe de Estado disse tratar-se de uma festa de família, que une  todos sem distinção de crença religiosa. “Devemos se unir para celebrar-mos essa festa”, disse.

O Natal junta cristôes e muçulmanos da Guiné-Bissau em noites de ceia tal como o Ramadão tem estado a juntar praticantes das  duas crenças religiosas, em festas de harmonia familiar. ANG//SG

  Angola/Governo reduz força de trabalho nos serviços públicos e privados

Bissau, 24 Dez 21 (ANG) – O Governo angolano anunciou quinta-feira, a redução da força de trabalho nos serviços públicos e privados de 75 por cento para 30 por cento a partir desta sexta-feira.

A medida anunciada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, faz parte do novo pacote destinado a conter a rápida propagação do vírus nas comunidades.

Conforme o ministro, estão dispensados, a partir desta sexta-feira, 24, do serviço presencial, pessoas com comorbilidades, gestantes e mães com filhos menores de 12 anos.

Entre as medidas, adiantou, consta ainda a implementação do tele-trabalho para mães com filhos menores de 12 anos, gestantes e pessoas com comorbilidade, a limitação do funcionamento das 8 às 15 horas.

Em relação aos estabelecimentos comerciais, de acordo com o responsável, é reduzida a força de trabalho até 50 por cento e o período de funcionamento das  7 às 22 horas, enquanto os serviços de restauração passam a atender, de forma presencial, das 6 às 16 e das 16 às 22 para o serviço de takaway.

É ainda obrigatório a apresentação do certificado de vacinação ou teste negativo realizado 48 horas antes para o acesso aos serviços públicos e privados, estabelecimentos turísticos, salões de casamentos, pedidos, eventos corporativos, recintos desportivos, restaurantes, casinos e espaços públicos ou privados.

O pacote incluiu ainda o pagamento obrigatório dos testes pós-desembarque no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, quarentena domiciliar obrigatória de 14 dias para os provenientes do estrangeiro e quarentena institucional para quem testar positivo no desembarque. 

A partir desta sexta-feira estão suspensas as competições federadas e limitado o desporto individual nos períodos  das 5 às 7 e das 17 às 19 horas.

Entre as medidas consta, igualmente, a limitação da presença em reuniões, actividades culturais, recreativas e políticas partidárias  até 50 por cento da capacidade dos espaços e um máximo até 50 pessoas em espaços fechados, certificado ou teste negativo, proibição actividades recreativas  fora do domicílio, encerramento de teatros, cinemas, casinos e salas de jogos.

Francisco Pereira Furtado adiantou que, em relação aos ajuntamentos domiciliares, deve ser até 15 pessoas com a obrigatoriedade de certificado ou teste negativo, a proibição de ajuntamentos nas vias públicas com mais de 10 pessoas, enquanto nas cerimónias fúnebres é apenas autorizada a presença de 15 pessoas.

De acordo com as novas medidas, os transportes públicos ficam limitados a 50 por cento da sua capacidade, bem como a apresentação do certificado ou testes negativos nos inter-provinciais.  

Para os transgressores, segundo as novas medidas, no caso dos responsáveis de espaços recreativos permitirem a presença de utentes sem o teste negativo ou certificado de vacinação, a multa vai de 300 mil a 600 mil, e de 500 mil  a um milhão de Kwanzas no caso da ultrapassagem da capacidade  e horário de funcionamento.

O novo pacote de medidas excepcionais e temporárias vão vigorar até 15 de janeiro de 2022.

Francisco Pereira Furtado reforçou que a intenção do Executivo é reduzir ao máximo os focos de contágio, tendo em conta a circulação comunitária da nova variante Ómicron. ANG/Angop

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

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                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

       Covid-19/Pfizer aprova primeiro comprimido contra doença

Bissau,23 Dez 21 (ANG) - A autoridade norte-americana da saúde, a Food and Drug Administration, aprovou, quarta-feira, o uso do comprimido da Pfizer contra covid-19, o primeiro tratamento oral nos EUA para combate à doença.

A FDA (na sigla em inglês) anunciou a decisão em comunicado no qual especifica que o medicamento pode ser usado para casos moderados da covid-19 em adultos e crianças menores de 12 anos e pelo menos com 40 quilos de peso e cuja saúde os coloquem em perigo de ser hospitalizados.

O comprimido do laboratório Pfizer é o primeiro tratamento oral contra a covid-19 que os norte-americanos poderão tomar em casa e pode vir a tornar-se "uma ferramenta crucial contra a pandemia numa altura em que os casos aumentaram vertiginosamente com a variante Ómicron", refere.

Até agora, todos os tratamentos nos EUA contra a covid-19 eram administrados por injecção ou por via intravenosa.

O medicamento, que será vendido com o nome de Paxlovid, só pode ser comprado com receita médica e os pacientes devem tomá-la assim que souberem que foram infectados com a doença no máximo nos primeiros cinco dias após o aparecimento dos sintomas.

Além disso, deve ser tomado duas vezes ao dia durante cerca de cinco dias, detalha o FDA no comunicado.

O comprimido funciona ao bloquear a actividade de um enzima específico que o coronavírus precisa para se replicar no organismo infectado, mecanismo semelhante ao do comprimido desenvolvido por outra farmacêutica, a MSD (Merck nos EUA e no Canadá).

O FDA deve aprovar esse outro medicamento em breve, embora os dados mostrem que o da Pfizer é mais eficaz e tem menos efeitos colaterais.

A Pfizer afirma que está pronta para começar imediatamente a distribuir os seus comprimidos e aumentou a sua produção de 80 para 120 milhões no próximo ano.

A covid-19 provocou mais de 5,36 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.823 pessoas e foram contabilizados 1.242.545 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 89 países de todos os continentes, incluindo Portugal.ANG/Angop

 

Desporto/ ʺNão se pode desenvolver futebol sem infraestrututras desportivas”, afirma Presidente da Liga dse Clubes

Bissau,23 Dez 21(ANG) - O presidente da Liga Guineense dos Clubes de Futebol (LGCF), Dembo Sissé admitiu que não se pode mudar​ oʺparadigmaʺ​ do futebol da Guiné-Bissau se os clubes continuarem a praticar a modalidade em recintos pelados sem infraestruturas adequadas.

ʺÉ impensável em pleno século XXI, para um país que se apurou três vezes consecutivas para o Campeonato Africano das Nações (CAN), que o seu campeonato nacional de futebol da primeira divisão continue a ser disputado em estádios pelados. Se pretendermos mudar o futebol nacional devemos começar a priorizar as infraestruturasʺ, disse.

Dembo Sissé acrescentou que a construção das infraestruturas desportivas é responsabilidade do executivo, da Federação de Futebol do país (FFGB) e dos parceiros que queiram ajudar a desenvolver o futebol nacional.

Sissé falava, terça-feira, em entrevista ao Jornal O Democrata sobre  o recém-acordo que a LGCF rubricou com a FFGB, por um período de três (3) anos, para a realização do campeonato da primeira e segunda divisões.

Segundo Sissé, o acordo-programa vai permitir a LGCF afirmar-se como uma instituição​ ʺforte, credível e coesaʺ, permitindo a instituição desportiva encontrar parceiros para a realização das atividades.

ʺAcreditamos que este programa de trabalho vai permitir-nos pensar melhor e realizar muitas coisas, não só na organização das provas, formação para dirigentes desportivos, bem como ajudar a reorganizar os clubes de futebol. Além da realização de provas, a FFGB prometeu dar apoio institucional e pagar salários ao pessoal da LGCF, que suporta o funcionamento administrativo da instituiçãoʺ, explicou Sissé.

Eleito em agosto passado para um mandato de 4 anos, o presidente da LGCF prometeu criar um gabinete de imagem para projetar o futebol da Guiné-Bissau, em parceria com a imprensa desportiva nacional.

Prometeu igualmente que durante o seu mandato, vai elevar o Campeonato Nacional​ do​ semi-profissional para profissional, atraves de parcerias com patrocinadores, criando​ sustentabilidade financeira​ aos​ clubes.

Questionado se a LGCF tem meios financeiros para organizar o campeonato nacional, tanto da primeira quanto da segunda divisão  da época desportiva 2021/2022, Sissé revelou que a FFGB vai apoiar na íntegra neste primeiro ano do acordo a realização das provas nacionais.

O presidente da instituição prometeu buscar fundos nos próximos tempos junto das empresas sediadas no país.

Em relação à data para o início do campeonato nacional, Sissé assegurou que já foram criadas as condições técnicas para o início das provas. Segundo a explicação do responsável da liga, o campeonato poderá arrancar no final do mês de Dezembro ou .no início de Janeiro de 2022.

A época desportiva já iniciou com o jogo da supertaça no último sábado. O Sporting Clube da Guiné-Bissau conquistou​ a​ Supertaça da Guiné, em futebol, ao vencer o Sport Bissau e Benfica por (2-1), no jogo realizado no estádio Lino Correia, em Bissau.ANG/O Democrata

Covid-19/Astrazeneca diz que terceira dose da sua vacina aumenta anticorpos contra a Ómicron

Bissau, 23 Dez 21(ANG) – O laboratório farmacêutico anglo-sueco Astrazeneca anunciou hoje que uma terceira dose da sua vacina contra a covid-19 aumenta “significativamente” o nível de anticorpos contra a variante Ómicron, citando um estudo clínico.

“Os níveis de anticorpos que neutralizam a Ómicron após uma terceira dose da Vaxzevria [vacina contra a covid-19] foram globalmente similares aos níveis alcançados após as duas doses contra a variante Delta”, detalhou a farmacêutica em comunicado.

“Os níveis observados após uma terceira dose foram maiores do que os anticorpos encontrados em indivíduos que haviam sido previamente infectados e recuperaram-se naturalmente” das variantes Alfa, Beta, Delta e cepas originais do SARS-CoV-2, referiu o laboratório.

O estudo da terceira dose foi conduzido “independentemente” por investigadores da Universidade de Oxford com quem a farmacêutica desenvolveu a sua vacina.

“É muito encorajador ver que as vacinas actuais têm o potencial de proteger contra a Ómicron após uma terceira dose de reforço”, declarou John Bell, um dos investigadores que conduziram o estudo.

O laboratório anglo-sueco anunciou paralelamente, noutro comunicado à imprensa, que o seu ‘cocktail’ de anticorpos de longa acção para a prevenção da covid-19 Evusheld “mantém a sua actividade neutralizadora contra a variante Ómicron”, segundo um estudo da Universidade de Oxford e da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, nos Estados Unidos.

Vários estudos recentes, realizados em laboratório, mostram que a taxa de anticorpos diminui contra a variante Ómicron em pessoas vacinadas com Pfizer/BioNTech, Moderna e ainda mais com a vacina da AstraZeneca ou a chinesa Sinovac.

A Pfizer/BioNTech e a Moderna também anunciaram recentemente que uma dose de reforço parece aumentar significativamente a imunidade por anticorpos, mas faltam dados sobre quanto tempo essa protecção dura.

O responsável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na quarta-feira contra a ilusão de que bastaria administrar doses de reforço para sair da pandemia da covid-19.

“Nenhum país será capaz de sair da pandemia com doses de reforço e este reforço [da vacina] não é um sinal verde para comemorar, como já avisamos anteriormente”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A covid-19 provocou mais de 5,36 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 89 países de todos os continentes, incluindo Portugal. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Covid-19/Rápida propagação do Ómicron obriga a novas medidas restritivas pelo mundo

Bissau, 23 Dez 21 (ANG) - A variante Ómicron de Covid-19 continua a espalhar-se pelo mundo, com o número de casos a duplicarem em vários países, o que está a obrigar os governos a adoptarem novas medidas restritivas.

Em Portugal, a partir de sábado, as discotecas e bares vão fechar, o teletrabalho passa a ser obrigatório, são proibidos ajuntamentos de mais de dez pessoas na passagem de ano e passa a ser obrigatório um teste negativo para o acesso a eventos culturais e desportivos.

É a corrida contra o tempo, nas vésperas do Natal e do Ano Novo, para conter a rapidez de transmissão da Covid-19 que passou a uma velocidade superior um pouco por todo o mundo devido à variante Ómicron.

Em Portugal, Creches e ateliers de tempos livres também encerram temporariamente a partir de 25 de Dezembro, os espaços comerciais passam a ter lotação limitada a uma pessoa por cada cinco metros quadrados e os saldos ficam proibidos entre 25 de Dezembro e 9 de Janeiro. O número de testes gratuitos para despiste da covid-19 em farmácias e em laboratórios passa de quatro para seis por pessoa em cada mês.

Em França, começa hoje a vacinação generalizada, mas não obrigatória, das crianças dos 5 aos 11 anos e o governo considera autorizar a terceira dose da vacina contra a covid-19 para os adolescentes, estando ainda em cima da mesa a possibilidade de novas restrições sanitárias em breve. A obrigatoriedade de apresentar o certificado de vacinação nos espaços culturais, desportivos e de restauração entra em vigor a 15 de Janeiro.

Na Alemanha, as reuniões familiares não poderão ter mais de dez pessoas – ou duas se não se estiver vacinado - as discotecas também vão fechar e os jogos de futebol, concertos e outros eventos culturais passam a estar vedados ao público. É aconselhado limitar os contactos, mesmo entre pessoas vacinadas, a partir de 28 de Dezembro.

A Suécia também volta a instaurar, como obrigatório, o teletrabalho e na Espanha hoje há conselho de ministros extraordinário para decidir novas medidas.

O Reino Unido regista mais de 90 mil casos por dia, as restrições estão a sufocar a economia e o governo anunciou, na terça-feira, que vai desbloquear uma ajuda de mil milhões de libras.

Nos Estados Unidos, onde a nova variante representa 73% dos novos contágios, o Presidente Joe Biden disse que “o momento é crítico” mas que não se deve entrar em pânico, anunciou 500 milhões de testes rápidos gratuitos para todos os norte-americanos e pediu-lhes para se vacinarem e testarem em massa. Além disso, foram suspensas as restrições de viagens para oito países africanos, incluindo África do Sul e Moçambique, já que a variante se encontra disseminada por todo o mundo.

Israel anunciou a quarta dose da vacina para os mais de 60 anos e para os profissionais de saúde, quatro meses após a terceira inoculação, e já são cerca de 50 os países para os quais é proibido viajar, nomeadamente Estados Unidos, França e Portugal.

Na Tailândia, o governo anunciou, hoje, um isolamento de sete dias para os turistas que cheguem ao país, mesmo os vacinados. A Nova Zelândia adiou a reabertura das fronteiras para final de Fevereiro. ANG/Angop

 

       Finanças/FMI alivia dívida até abril de 2022 e inclui  Guiné-Bissau

Bissau,23 Dez 21(ANG) - O FMI estendeu o alívio do serviço da dívida ao abrigo do Fundo de Alívio e Contenção de Catástrofes (CCRT) para 25 países até Abril de 2022, incluindo a Guiné-Bissau.

"O Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional aprovou a quinta e última tranche do alívio do serviço de dívida ao abrigo do CCRT para 25 países cuja dívida era devida ao FMI entre 11 de Janeiro e 13 de Abril de 2022", lê-se num comunicado emitido pelo Fundo.

Entre os 25 países de baixo rendimento que vão beneficiar de um alívio nos pagamentos de 115 milhões de dólares (101,5 milhões de euros) que eram devidos entre janeiro e abril de 2022, estão a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique.

No total dos dois anos em que os pagamentos ao FMI estiveram suspensos, ou seja, até abril de 2022, a Guiné-Bissau terá adiado pagamentos no valor de 4,44 milhões de dólares (3,91 milhões de euros), ao passo que Moçambique terá suspendido pagamentos na ordem dos 39,2 milhões de dólares (34,6 milhões de euros) e São Tomé e Príncipe terá diferido pagamentos no valor de 697,7 mil dólares, cerca de 615,3 mil euros).

A iniciativa, lançada logo no início da pandemia, em abril de 2020, "ajuda a libertar recursos financeiros vitais para a saúde, economia e setor social e mitigar o impacto da pandemia de covid-19", lê-se ainda no comunicado, que aponta que, no total, o FMI adiou a receção de pagamentos no valor de 964 milhões de dólares, mais de 851 milhões de euros.

A direção do FMI "notou que o alívio nas obrigações da dívida ajudou os países mais pobres e vulneráveis a libertarem recursos para combater a pandemia e as suas repercussões".

Além disso, conclui-se no comunicado, a direção "encoraja os países elegíveis a continuarem a fazer progressos na implementação de salvaguardas de governação relativas às despesas com a covid-19, e reiteraram a importância da transparência e da responsabilização".

A covid-19 provocou mais de 5,36 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 89 países de todos os continentes, incluindo Portugal.ANG/Lusa

 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

 

Política/Empossada a Comissão Organizadora do X Congresso do PAIGC

Bissau,22 dez 21(ANG) – A Comissão Organizadora do X Congresso do Partido Africano da Independência da GuinÉ e Cabo Verde(PAIGC)  foi empossada terça-feira, numa cerimónia, presidida pelo Presidente do partido, Domingos Simões Pereira.

Na sua intervenção, o líder dos libertadores sublinhou que os membros da Comissão   têm um grande desafio de contribuir para o sucesso do evento, pelo que devem transformar os obstáculos em soluções e reunir esforços e consensos em detrimento de eventuais  desculpas ou justificativos.

Por seu turno, o Presidente da Comissão  Preparatória do X Congresso do PAIGC, Manuel dos Santos (Manecas) assegurou que irá colocar todo o seu empenho para o sucesso da equipa mas garantiu que, em primeiro lugar, vai ser exigente à sua própria pessoa e só depois exigir aos restantes membros.

A Comissão  Preparatória do X Congresso é composto por 21 membros que deverão dirigir os trabalhos preparativos bem como a realização do evento, programado para decorrer entre 17 e 20 de Fevereiro de 2022, em Bissau. ANG/ÂC//SG

 


Caso suposto suborno aos deputados
/José Carlos Macedo Monteiro diz que o acto não vincula a Bancada Parlamentar do Madem G15

Bissau,22 Dez 21(ANG) – O deputado do Movimento para Alternância Democrática(Madem G15), José Carlos Macedo Monteiro, disse que a denúncia sobre o alegado suborno aos deputados pelo primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, não vincula a sua Bancada Parlamentar.

Na terça-feira o deputado do Madem G15, Adulai Baldé vulgo Nhiribui, em declarações à imprensa à saída de um encontro com o Presidente da República, denunciou que primeiro-ministro doou uma prenda no valor de 2,500 milhões de francos CFA aos deputados que votaram a favor à aprovação do Orçamento Geral de Estado do ano 2022.

“Já avisei várias vezes de que, se quiseram derrubar o parlamento que tragam um tractor para demolir todo o seu edifício, porque cada deputado pode sustentar a sua cabeça. Procurar elementos para dizer que existem fortes indícios de corrupção no parlamento, não vamos admitir!”, disse terça-feira José Carlos Macedo, no final da reunião da Comissão Permanente da ANP.

Aquele parlamentar salientou que, para os que conhecem o caracter dos deputados do Madem G15, não podem ser comprados por uma soma de dois milhões de francos CFA.

“Nós votamos a favor à aprovação do Orçamento Geral de Estado no ano passado sem nenhuma contrapartida. As pessoas devem deixar de brincadeiras, porque o mundo não acaba hoje e as próximas eleições estão a caminho e se alguém, entende que está a nos enganar terá que pagar a factura”, frisou.

O Orçamento Geral do Estado(OGE) da Guiné-Bissau para 2022 foi aprovado no passado dia 9 de dezembro com 53 votos a favor, 39 contra e uma abstenção.

Votaram a favor do OGE, os deputados do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), do Partido de Renovação Social (PRS), da Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB),  do Partido da Nova Democracia, bem como alguns deputados do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).ANG/ÂC//SG

 Covid-19/Ex.Alta Comissária Magda Robalo afirma ter cumprido a sua missão

Bissau,22 dez 21(ANG) – A ex-Alta Comissária para Luta contra a Covid-19, Magda Robalo disse que  deixou aquelas funções com a sensação de ter cumprido a sua missão.

O Presidente da República exonerou esta terça-feira a Alta Comissária para a Luta contra a Covid-19, Magda Robalo Correia e Silva, através do decreto presidencial número 73/2021 terça-feira divulgado.

Segundo a Rádio Capital FM, em reação a sua exoneração, Magda Robalo frisou que a pandemia ainda não acabou e que nem vai acabar nos próximos meses.

“Mas a função que eu vinha desempenhado, de montar uma resposta à essa pandemia, pareceu-se estar cumprida e naturalmente que há sempre novos desafios, trabalhos inacabados e há sempre uma perfeição há atingir, mas o essencial do meu trabalho estava feito”, vincou.

 Magda Robalo sublinhou que tinham montado a resposta a nível laboratorial, da vigilância epidiomológica e do tratamento.

A ex. Alta Comissária para Covid-19 disse que o combate a pandemia não é fácil em todo o mundo e que não é só na Guiné-Bissau que há desafios.

“Claro que na Guiné-Bissau as circunstâncias são diferentes, com muito trabalho, muito foco sobretudo trabalho baseado na ciência,  em dados, números, baseado nas últimas recomendações  da Organizaçáo Mundial de Saúde e nas experiências de outros países e que são positivas, e que podem ser adaptadas a nossa realidade”, salientou.

Disse que é isso que deve guiar o trabalho e continuar a bussula para quem vier a continuar a liderar o Alto Comisariado.ANG/ÂC//SG

 

Rússia/Putin promete resposta “militar e técnica” em caso de ameaças ocidentais

Bissau, 22 Dez 21(ANG) – O Presidente russo, Vladimir Putin, prometeu terça-feira uma resposta “militar e técnica” caso os seus rivais ocidentais não ponham termo à sua política que considera ameaçadora para a Rússia, num contexto de crescentes tensões em torno da Ucrânia.

“Caso se mantenha a linha claramente agressiva dos nossos colegas ocidentais, vamos adoptar medidas militares e técnicas adequadas de represálias, reagir firmemente às acções hostis (…). Temos perfeitamente esse direito”, declarou no decurso de uma intervenção perante responsáveis militares russos e do Ministério da Defesa.

“O reforço nas fronteiras russas de agrupamentos militares significativos dos Estados Unidos e da NATO constituem uma fonte de séria preocupação”, assinalou, num momento em que os ocidentais acusam Moscovo de ter concentrado dezenas de milhares de tropas perto da fronteira com a Ucrânia em preparação de uma ofensiva, desmentida pelo Kremlin (Presidência russa).

Neste contexto, o Presidente russo sublinhou de novo a necessidade de os Estados Unidos e a NATO fornecerem garantias de segurança à Rússia, através da assinatura de tratados que previnam um futuro alargamento da Aliança Atlântica em direcção a leste, em particular à Ucrânia e Geórgia.

Esta reivindicação já foi transmitida por Putin ao Presidente norte-americano, Joe Biden, durante uma conversação por video-conferência no início de Dezembro, antes de divulgar na semana passada dois projectos de tratados nesse sentido.

No entanto, segundo Putin, a eventual concordância do Ocidente sobre estas propostas poderá ser insuficiente.

O líder do Kremlin acusou os Estados Unidos de abandonarem, quando lhes convém, os tratados que previamente assinaram, e de violarem o Direito Internacional quando exigem a outros que o respeitem.

“Chegam deste género de manipulações”, frisou Putin.

ANG/Inforpress/Lusa