sexta-feira, 13 de abril de 2018

Peru



Padre condenado a dez anos de prisão por pedofilia 

Bissau,13 Abr 18 (ANG) - A justiça peruana confirmou, na quarta-feira, a sentença de dez anos de prisão, decidida em primeira instância, contra um padre católico por pedofilia.

Depois de pronunciar o veredito por "atentado ao pudor contra um menor", o tribunal ordenou a prisão imediata do padre Luis Hernan del Carpio Costa, da paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, em Nova Chimbote, de acordo com um comunicado.

O padre, que garantiu estar inocente, foi condenado em primeira instância em 2017, pelo caso ocorrido em 2014.

A vítima, uma rapariga que integrava o coro da paróquia, tinha à data 12 anos de idade.
O padre foi suspenso, na sequência do escândalo.

O bispo de Chimbote, Angel Simon Piorno, pediu publicamente "perdão pela conduta repreensível" do padre e prometeu assegurar a proteção de "menores e vulneráveis".

Nos últimos anos, vários casos de abusos sexuais de menores por padres e por laicos funcionários de organizações católicas foram divulgados no Peru.

A Igreja católica foi abalada por escândalos de pedofilia, incluindo no vizinho Chile, em vários continentes.

O papa Francisco reconheceu na quarta-feira ter cometido "erros graves" na avaliação do escândalo de abusos sexuais no Chile, depois de ter conhecido as conclusões de um inquérito, e convidou as vítimas que tinha desacreditado a ir a Roma para que lhes possa pedir perdão.

 ANG/Lusa

Crise Política



Aliança da Sociedade Civil deseja  participar na reunião de Sábado em Conacri

Bissau, 13 Abr 18 (ANG) – O porta-voz da Aliança da Sociedade Civil manifestou o desejo  de participar no encontro dos signatários do Acordo de Conacri marcado para o próximo sábado em Conacri. 

Fodé Caramba Sanhá que falava hoje à imprensa à saída duma audiência de busca de solução para a crise política com o Presidente da República José Mário Vaz, disse que até a data presente,  a organização ainda não recebeu  nenhum convite para participar no próximo encontro de Conacri.

Uma missão da CEDEAO que conclui quarta-feira uma visita de avaliação da situação política do pais, saudou o diálogo em curso entre os pricipais actores políticos guineenses, nomeadamente os dois maiores partidos e anunciou a ida à capital da vizinha Guiné dos signatários do Acordo de Conacri.  

Caramba Sanhá disse acreditar que desta vez haverá solução para crise política que o país enfrenta há muito. “Isso porque as partes envolvidas estão interessadas em acabar com o impasse político”, disse.

Instado a dizer se a Aliança apresentou uma proposta ao Chefe de Estado guineense Fodé Sanhá disse que não, acrescentando que, por não serem  políticos, apenas acompanham a procura de solução para a saída da crise.

ANG/LPG/ÂC

quinta-feira, 12 de abril de 2018

ONU/Síria


Projecto de resolução da Rússia rejeitado no Conselho de Segurança

Bissau, 12 Abr 18(ANG) – O Conselho de Segurança das Nações Unidas rejeitou terça-feira um projecto de resolução da Rússia para criar um novo mecanismo de investigação sobre o uso de armas químicas na Síria.
O projecto russo recebeu seis votos a favor, sete votos contra, entre os quais dos Estados Unidos, França e Reino Unido, e duas abstenções, falhando assim a obtenção dos nove votos que eram necessários para que fosse aprovado.
O projecto de resolução da Rússia foi rejeitado depois de Moscovo vetado, na mesma sessão do Conselho de Segurança da ONU, uma proposta dos Estados Unidos para criar um mecanismo de investigação internacional sobre o recurso a armas químicas na Síria, após o alegado ataque em Douma.
O projecto norte-americano, que propunha a criação, por um ano, de um novo “mecanismo independente de investigação das Nações Unidas” sobre o uso de armas químicas na Síria, recebeu 12 votos a favor, dois votos contra (Rússia e Bolívia) e uma abstenção (China).
Este foi o 12.º veto russo a uma resolução da ONU sobre a Síria desde o início do conflito armado, em 2011.
Mais de 40 pessoas morreram no sábado num ataque contra a cidade rebelde de Douma, que segundo organizações não-governamentais no terreno foi realizado com armas químicas.
A ONU deixou de ter um organismo de investigação para os ataques químicos na Síria depois de, em finais de 2017, uma série de vetos da Rússia ter impedido a renovação do mandato do JIM (Joint Investigation Mechanism, mecanismo de investigação conjunta), um grupo que juntava peritos da ONU e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).
A Síria, que entrou no oitavo ano de guerra, vive um drama humanitário perante um conflito que já fez pelo menos 511 mil mortos, incluindo 350 mil civis, e milhões de deslocados e refugiados.
Desencadeado em Março de 2011 pela violenta repressão do regime de Bashar al-Assad de manifestações pacíficas, o conflito na Síria ganhou ao longo dos anos uma enorme complexidade, com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos ‘jihadistas’, e várias frentes de combate. ANG/Inforpress/Lusa

Justiça


Procurador -Geral da República nega perseguição aos militantes de PAIGC

Bissau, 12 Abr 18 (ANG) – A Procuradoria-geral da República refuta a acusação feita pelo porta -voz do Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde (PAIGC) segundo a qual aquela instituição está a perseguir os seus 13 militantes que se encontravam na sede do partido no momento da invasão em Outubro do ano passado da sede por um grupo de jovens apoiantes do grupo dos “15” deputados  expulsos do PAIGC.

Num comunicado à imprensa datada de 06 de Abril à que a ANG teve acesso, o Ministério Público refere que ouviu através dos órgãos de comunicação social a declaração do porta-voz do PAIGC, através da  qual o acusa  de perseguição política, devido a audição de 13 militantes daquela formação política na Vara Crime da instituição judiciária.

No documento a Procuradoria-geral da República afirma que nos termos processuais nunca abdicará de ouvir indivíduos ou grupos com fortes indícios de práticas de crimes, independentemente das suas filiações politicas.

“Em relação as medidas de coacção impostas as pessoas em causa, o Ministério Publico refere que as mesmas estão previstas na lei processual penal guineense e foram aplicadas legalmente  “,refere a nota.

A nota informa ainda que os processos em causa se encontram no segredo da justiça ou seja ainda não foram acusados, e que a verdade dos factos será brevemente conhecida, para acabar assim com a “vã tentativa de politizar actos de crimes, presumivelmente praticados por estes cidadãos”.

Na missiva, o Ministério Publico apela a opinião pública a acreditar numa Procuradoria-geral da República isenta, imparcial e que no cumprimento da sua missão, actua na estrita observância da Constituição da República e demais leis em vigor na Guiné-Bissau.

“Em relação a caluniosa tentativa de desacreditar a actual direcção da Procuradoria-geral da República renova a sua firmeza em combater sem tréguas , a criminalidade na Guiné-Bissau ,independentemente dos Estatutos das pessoas ,sejam elas ,políticos ou não ,pertencentes a um partido ou não “,lê-se no documento.

Em conferencia de imprensa realizada recntemente o porta-voz do PAIGC, João Bernanrdo Vieira acusou a Procuradoria-geral da República de estar a prmover perseguição contra militantes do PAIGC que actuaram em defesa da sede do partido invadido por terceiros. ANG/MSC/ÂC/SG