terça-feira, 14 de junho de 2022

            Saúde/Activista guineense cria pensos higiénicos reutilizáveis

 Bissau, 14 Jun 22 (ANG) - A educadora menstrual e activista guineense, Haua Embaló, lançou recentemente a marca “Nha Lua” que disponibiliza produtos reutilizáveis de higiene feminina.

Para além dos copos e das cuecas menstruais -artigos importados- a marca fabrica pensos higiénicos feitos a partir do tecido de algodão africano.

O projecto pretende quebrar tabus, contrariar o absentismo escolar e oferecer produtos sustentáveis para que “as meninas e as mulheres possam gerir a menstruação com dignidade”.

RFI: Como é que surge este projecto?

Haua Embaló: Este projeto surgiu no contexto de trabalho de uma ONG guineense, da qual faço parte, que estava a tratar as questões de higiene nas escolas e a componente de higiene menstrual. A partir daí, começo a aperceber-me de que [na Guiné-Bissau] há muito pouca informação e poucos produtos sustentáveis que permitam às mulheres gerir a sua menstruação com dignidade.

Considera que a menstruação continua a ser um tabu em África?

Eu creio que a menstruação não é só um tabu em África. A menstruação é um tabu pelo mundo todo, provavelmente será o tabu mais antigo do mundo. Na Europa, quando se fazem publicidades de produtos menstruais, por exemplo, pensos higiénicos, o líquido que simulam sendo a menstruação nunca é vermelho, é azul.

Agora, naturalmente que em África os tabus são mais exacerbados porque têm a ver com questões culturais muito fortes, questões religiosas e outras. Na Guiné-Bissau, particularmente, há muitos tabus e esses tabus fazem com que as meninas não tenham informações. Fizemos um estudo, há uns anos, que mostrou que mais da metade das meninas só soube o que era a menstruação quando teve a sua “menarca”, ou seja, a primeira menstruação e mesmo assim não foi informada da maneira mais aconselhável.

A menstruação também acaba por estar ligada ao absentismo escolar?

Muitas meninas faltam às aulas por sofrerem de dores menstruais não tratadas porque a sociedade acha que as dores associadas ao ciclo menstrual são “um fardo” que a mulher deve aguentar, esta é a primeira causa.

A segunda causa está ligada à falta de produtos menstruais que permitam a esta menina circular livremente, sem medo de ser gozada na escola ou na rua. Nós sabemos como é que são os adolescentes e se uma menina fica manchada é logo alvo de várias piadas. Este tipo de situação pode até fazer com que a menina desista da escola.

Apresenta um penso higiénico “inovador”. Como é que ele é feito?

O penso higiénico “Nha Lua” é uma modernização dos trapos que as nossas mães, as nossas avós usavam há algum tempo. Nós chamamos-lhe “retalho”, um pedaço de pano e o que nós fizemos foi aprimorar esse “retalho”. O penso higiénico é feito de quatro camadas. Um tecido de algodão respirável, um tecido impermeável, uma camada de turco e uma camada de um tecido de algodão que entra em contacto directo com as partes íntimas. Trata-se de um produto ecologicamente mais sustentável, uma vez que não vai deixar resíduos no ambiente. Sabemos que África tem graves problemas de saneamento e apostar em produtos sustentáveis talvez seja o caminho a seguir.

E o que pretende com este produto?

Eu gostaria de proporcionar -às meninas e às mulheres- um conforto. Que elas sintam que o ciclo menstrual é um processo biológico natural nas mulheres e que se sintam confortáveis com a menstruação.

Para além do penso higiénico, que outros produtos disponibiliza a marca “Nha Lua”?

O produto penso menstrual reutilizável é feito por nós aqui na Guiné-Bissau, mas importamos outros produtos que consideramos inovadores no mercado guineense. Refiro-me ao copo ou colector menstrual, também sustentável, e às cuecas menstruais feitas com material adaptado e com riscos mínimos da mulher se manchar, artigos que são importados.

Qual é o feedback que está a ter desses produtos?

Começámos com os colectores menstruais, há já algum tempo, e a aceitação é muito boa. Com os pensos higiénicos, que estamos a começar agora, lançamos a marca e os pensos no dia 28 de Maio, dia em que assinala o dia da saúde e da higiene menstrual. Tenho recebido muitas mensagens de pessoas que estão interessadas em adquirir estes produtos.

Estes produtos estão no mercado a um preço acessível?

Sim, estão. Eu diria que se compararmos um penso reutilizável com um penso descartável podemos pensar que é caro, mas se pensarmos que temos de adquirir, no mínimo, um pacote de pensos higiénicos todos os meses, diria que em cinco meses nós pagamos uma cueca ou um colector menstrual. Quanto aos pensos, estes são mais baratos.

São produtos que depois podem ser reutilizáveis...  

São produtos que podem ser usados entre dois a cinco anos.

Estes produtos estão disponíveis em todo o país?

Não, por enquanto só em Bissau. A nossa ambição é poder chegar a mais meninas e mulheres, sobretudo às que vivem em zonas rurais- onde os meios são mais escassos para adquirir os produtos de higiene feminina e o nível ecónomico é inferior ao da capital- para que elas também possam ter acesso a estes produtos.

Quais são os desafios da educação menstrual na Guiné-Bissau?

Eu creio que o maior desafio é o tabu que cerca a menstruação. No entanto, penso que aos poucos vamos quebrando barreiras, quebrando os tabus e podendo falar destes assuntos. É muito importante que os próprios pais e educadores possam quebrar as barreiras, pois só assim conseguiremos formar as meninas e também os homens mais independentes no futuro. Para que quando eles forem adultos, tenham uma visão mais descomplexada das questões menstruais. ANG/RFI

segunda-feira, 13 de junho de 2022


Política
/”Domingos Simões Pereira está a tentar focalizar uma questão de interesse nacional com questões de índole pessoal”, diz o Porta Voz da Presidência da República

Bissau,13 jun 22(ANG) – O porta-voz da Presidência da República, disse que, uma vez mais, o líder do PAIGC Domingos Simões Pereira está a tentar focalizar uma questão de estrito interesse nacional, que é a participação do partido num Governo inclusivo de Iniciativa Presidencial, com as condições que chama de “mundanas” de índole pessoal, que visem “furtar-se” à justiça.

António Óscar(Kankan) Barbosa, reagia à uma alegada entrevista dada a Voz de América pelo líder do PAIGC, em que, Simões Pereira terá dito que apresentou ao Presidente da República algumas condições prévias antes de qualquer decisão  para satisfazer o  convite  para o PAIGC integrar o Governo de sua Iniciativa, nomeadamente  a abolição de quaisquer actos  de violação dos Direitos civis e políticos dos cidadãos, entre outras.

Kankan diz que são falsas e nega que nenhuma dessas questões foram  abordadas.

Num comunicado do Gabinete de Comunicações e Relações Públicas da Presidência enviada à ANG, Kankan disse que é ocasião para  dizer “basta” ao Domingos Simões Pereira e as suas “manobras sórdidas” e dizer-lhe para ter a coragem e hombridade de separar as águas e dignar-se, tal  como qualquer cidadão comum, a enfrentar a justiça.

“Estamos absolutamente certos, enquanto porta voz da Sua Excelência Senhor Presidente da República, daquilo que estamos a afirmar e disso podem testemunhar os dirigentes do PAIGC, nomeadamente o comandante Manuel dos Santos Manecas, Adiatu Djalo Nandigna, Ali Hijazy e Adriano Ferreira(Atchutchi), que tiveram a oportunidades de assistir as audiências acordadas pelo chefe de Estado ao PAIGC”, disse.

O comunicado  refere que, numa das audiências, Domingos Simões Pereiras tentou condicionar a participação do PAIGC no Governo de Iniciativa Presidencial ao solicitar a intervenção do Presidente da República no sentido deste mandar parar os processos judiciais que pendem sobre ele e da situação gerada por um militante do partido, a que Tribunal Regional de Bissau mandou suspender e fazer reiniciar todo o processo de preparação do Congresso do partido.

Como resposta, prosseguiu António Óscar Barbosa, o chefe de Estado dissera que os assuntos judiciais, nada têm a ver com o Presidente da República e que ele jamais interferiu e nunca intervirá  nos trabalho e nas decisões dos tribunais.

“Perante esta manobra do DSP, estamos a crer que chegou o momento dos guineenses principalmente, os dirigentes e militantes do PAIGC caírem na realidade de que Domingos Simões Pereira é um “embuste político”, que se serve, de forma descarada e cobarde, duma grande instituição política que é o PAIGC para se eximir das suas responsabilidades extra políticas de exclusivo foro judicial”, disse.

Segundo Kankan Barbosa, Domingos Simões Pereira, mais uma vez, está a utilizar o seu “malabarismo político”, para fugir a verdade, aproveitando-se de um convite do chefe de Estado para integrar um Governo de Iniciativa Presidencial, para “oportunamente”, trazer a colação, as questões alheias como a situação dos direitos humanos, que é da responsabilidade transversal de toda a sociedade e não do Presidente da República. ANG/ÂC//SG


Saneamento urbano
/Câmara Municipal de Lisboa doa fardamentos à sua congênere de Bissau

Bissau,13 Jun 22(ANG) – A Câmara Municipal de Bissau beneficiou esta segunda-feira de um lote de materiais constituído de uniformes para o pessoal de remoção de lixos, da Direcção de Saneamento, doados pela Câmara Municipal de Lisboa.

Em declarações à imprensa, no acto da entrega dos referidos materiais, o Presidente da Câmara Municipal de Bissau(CMB), Luís Enchama recomendou  o melhor uso e conservação dos materiais doados.

Enchama salientou que, o gesto se enquadra nos esforços da edilidade camarária para criar condições de proteção aos trabalhadores que diariamente estão em contato com o lixo.

“Nesta ordem de ideias e com o intuito de lhes fazer saber que os seus esforços estão sendo reconhecidos pelo Governo e em especial pela CMB, decidimos entregá-los os referidos materiais, de forma a se sentirem mais confortados”, disse.

Os equipamentos recebidos são 126 blusões auxiliares, 10 para encarregados de Brigadas de Saneamento, 37 blusões de Cantoneiros (varredores de rua), 25 camisas auxiliares, 19 camisolas auxiliares, 178 camisolas e 132 calças auxiliares para cantoneiros.

Sobre o balanço da sua missão à Lisboa, Portugal, o Presidente da Câmara Municipal de Bissau disse que foi positivo porque permitiu-lhe assinar vários acordos e rever  outros anteriormente assinados com os seus parceiros portugueses.

Luís Enchama disse que assinaram um acordo com a Escola de Turismo de Aveiro, no âmbito do qual  foram concedidos 10 bolsas para os filhos dos funcionários da CMB, e adiantou  que o Instituto Superior Técnico de Lisboa, ofereceu estágios para  três arquitetos.

“Com a Câmara Municipal de Oeiras conseguimos seis vagas para estágios, nas áreas de urbanismo e topografia, e a Câmara Municipal de Moura ofereceu estágios para quatro filhos de funcionários da CMB”, revelou Enchama. ANG/ÂC//SG

 

 

Reino Unido/Primeiro voo de repatriamento de migrantes ilegais para o Ruanda parte terça-feira

Bissau, 13 Jun 22 (ANG) - O Reino Unido quer enviar migrantes que chegam ilegalmente ao Reino Unido para o Ruanda para desencorajar as travessias perigosas do Canal de Mancha organizadas por traficantes.

130 pessoas foram avisadas até agora que seriam transportadas para o Ruanda, onde terão de ficar enquanto os pedidos de asilo são avaliados. 

Mas o plano foi condenado por partidos, líderes religiosos e dezenas de organizações, incluindo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados.

Apesar de receber luz verde da justiça britânica, o Ministério do Interior acabou por recuar em vários casos devido aos processos levantados em tribunal. 

Durante o fim-de-semana, o jornal Sunday Times revelou que o próprio príncipe Carlos terá descrito a medida como “horrível”,  antecipando as críticas durante uma reunião da Commonwealth na próxima semana em Kigali.

Mais uma razão para o Governo britânico suspender os voos previstos.

O sucesso do primeiro voo de refugiados do Reino Unido para o Ruanda marcado para terça-feira  está em risco. Do número inicial de 37 pessoas, só restam 10, indicou hoje a organização humanitária Care4Calais.

 A medida ainda vai ser contestada esta tarde nos tribunais e poderá ser cancelada de todo. ANG/RFI

 

 


Política
/”PAIGC não integrou  novo Governo por incumprimento das propostas do partido”, diz comunicado do BP do PAIGC

Bissau, 13 Jun 22 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), não integrou o Governo de Iniciativa Presidencial, por incumprimento de condicionalismo para o partido prencher os postos ministeriais propostos.

A informação consta no comunicado sobre a 2ª  reunião extraordinária do Bureau Político(BP) do PAIGC, realizada no passado dia 09 de junho,na qual se analisou  a situação política vigente no país e o andamento e a avaliação do processo negocial por parte da Comissão Permanentente do partido para a eventual integração no Governo de Iniciativa Presidencial.

Segundo o comunicado, foram apresentadas algumas condições prévias, para o partido integrar o novo Gioverno.

Dentre as condições, constam a eliminação de todos os atos de violação dos direitos civis e políticos, dos cidadãos e das entidades nacionais, a eliminação de todas e quaisquer interferências de entidades estranhas ao jogo político, nomeadamente as instâncias judiciais e  criação de um ambiente de paz e de apaziguamento que permita a preparação do processo eleitoral com condições para garantir a liberdade,  justiça e  transparência do ato eleitoral.

Estas propostas, refere o comunicado, receberam o melhor acolhimento nas primeiras abordagens, seguindo-se inclusive promessas de seu imediato atendimento, tendo o coordenador da equipa de contacto recebido uma correspondência não assinada e sem logotipo institucional, através da qual se informava o partido de estar convidado para preencher algumas pastas no Governo.

“Apesar de reiteradas promessas e, perante a insistência da Comissão Negocial em dispor de evidências que assegurem o comprometimento das partes pelo respeito dos pressupostos acima descritos, as posições foram mudando, tendo passado de cumprimento absolutamente certo, para promessa de cumprimento, mas sem prazos fixos, até que finalmente chegou a indicação de que não se aceitava nenhum condicionamento ao preenchimento dos postos ministeriais propostos”, refere o comunicado.

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reitera, por via desse comunicado, a determinação de manter a sua contribuição para a paz na Guiné-Bissau, com base na linha dos seus princípios e na defesa intransigente dos direitos e liberdades inerentes à Constituição de um Estado de Direito Democrático na República da Guiné-Bissau.

A nota acrescenta  que as pastas anteriormente concedidas ao PAIGC são, o Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, o Ministério dos Recursos Naturais, Petróleo e Minas, o da Educação Nacional, a Secretaria de Estado do Plano e Integração Regional e a Secretaria de Estado da Juventude, Emprego e Formação Profissional e Posteriormente, e na sequência de contactos posteriores, seria verbalmente acrescentada a essa lista a Secretaria de Estado da Gestão Hospitalar.

A nota referiu também que o Bureau Político instruiu a Comissão Permanente do partido a manter aberta a via do diálogo, à luz do mandato recebido pelo BP, avaliando, a cada momento, os elementos disponíveis e tomar as decisões que entender coadunar-se com os superiores interesses do partido e da nação guineense. ANG/MI/ÂC//SG  

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                       Nigéria
/PR  promete votação "livre" nas presidenciais

Bissau, 13 Jun 22 (ANG) - O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, prometeu, domingo, durante o aniversário do retorno à democracia do país mais populoso de África, que as eleições presidenciais marcadas para 2023 serão "livres", "seguras" e "transparentes".

"Sei que mutios estão preocupados com o aumento da insegurança devido a actividades terroristas em algumas partes do país. O governo está a trabalhar "duro" para garantir que as eleições gerais de 2023 sejam seguras", disse Buhari, durante a reunião e num discurso transmitido na televisão local.

Buhari prometeu "um processo eleitoral livre, justo e transparente".

"Compatriotas nigerianos, o vosso direito de escolher o vosso Governo será preservado e protegido", acrescentou.

Com o lançamento oficial da campanha presidencial e com os principais partidos a apresentarem o seu candidato, o chefe de Estado lançou um apelo à unidade.

"Devemos manter uma atitude razoável durante a campanha e as eleições. Este momento não deve ser interpretado como de 'fazer ou morrer'. Democracia é que o povo possa expressar a sua vontade. Deve haver vencedores e vencidos", sublinhou Buhari, por ocasião do Dia da Democracia.

Sob críticas por um histórico considerado catastrófico, Muhammadu Buhari está a terminar um segundo mandato.

Após anos de ditaduras militares, a Nigéria voltou à democracia em 1999, embora persistam problemas de insegurança, pobreza extrema, corrupção endémica e clientelismo.

O país é palco de uma insurgência jihadista de mais de 10 anos no nordeste, gangues criminosos no noroeste e centro, bem como distúrbios separatistas no sudeste.

A maior economia da África, enfraquecida pelo impacto da pandemia da covid-19, está agora também a sofrer as consequências da guerra na Ucrânia com o aumento dos preços dos combustíveis e alimentos em todo o continente.

O ex-governador de Lagos Bola Tinubu, bem como o ex-vice-presidente Atiku Abubakar foram nomeados, respectivamente, para o Partido do Congresso dos Progressistas (APC) e o principal partido da oposição, o Partido Democrático Popular (PDP).

Em causa estão dois homens muito controversos: ambos estão na casa dos 70, extremamente ricos e que já foram acusados de corrupção em várias ocasiões.

Desde que voltou ao regime civil, a Nigéria realizou seis eleições nacionais, algumas delas marcadas por fraudes, dificuldades técnicas, violência e questões legais. ANG/Angop

 

Parlamento da CEDEAO/Deputados debatem situações o de instabilidades na sub-região

Bissau,13 Jun 22(ANG) – Os deputados do Parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), encontram-se reunidos na 1ª Sessão Ordinária do ano 2022, que decorre entre os dias 9 de junho à 2 de julho em Abuja(Nigéria).

No seu discurso na cerimónia de abertura do evento, o Presidente do Parlamento da CEDEAO, Sidie Mohammed Tunes, alertou sobre o contexto regional de instabilidade e  insegurança dos países membros, com consequências da pandemia da Covid-19 associado a guerra na Europa, que afectam as economias nacionais.

O Presidente do Parlamento da CEDEAO, questionou no seu discurso sobre o quê que a organização pode fazer para o controle dos preços da energia e de produtos alimentares, nesse periodo da pandemia e da guerra na Ucrânia.

Durante a referida sessão os deputados vão debater  questões da governação, de mudanças constitucionais, da consolidação da democracia e os impactos da Crise Russo-Ucrania nos países membros entre outros assuntos.


Os parlamentares comunitários vão
ainda  analisar e adoptar os relatórios de actividades dos países membros, a fim de propor soluções  capazes de melhorar a governação além de deliberarem sobre projectos de regulamentos da comunidade emanados pela Comissão da CEDEAO.

Mamadu Candé da TGB, em serviço especial para a ANG

 

Política/Direção do PRS vai diligenciar-se para preenchimento das vagas de três ministros exonerados

Bissau,13 Jun 22(ANG) - O Porta-voz do Partido da Renovação Social (PRS), Raimundo Agostinho Ialá, afirmou que o partido vai dialogar com a Presidência da República para preencher o vazio deixado pelos três dirigentes exonerados, na sequência da sua falta de comparência na cerimônia de tomada de posse do novo executivo de iniciativa presidencial.

Raimundo Ialá, em declarações à imprensa, após a reunião da Comissão Política realizada na sede histórica do partido, em “Kundoc”, Bairro de Míssira, em Bissau, no último fim de semana, disse que os dirigentes dos renovadores só não tomaram posse por “ lapso” de comunicação entre o partido e a Presidência da República.

Confirmou que o chefe de Estado endereçou um “convite formal” ao partido, que o respondeu positivamente.

“O PRS sempre acompanhou o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló”, disse, para de seguida informar que na última reunião da comissão política, o partido reiterou a sua posição de continuar no governo.

“Na reunião de hoje, o partido confirmou a mesma posição e congratula-se por os seus elementos terem tomado posse hoje e em relação aos que não tomaram, devido a um lapso de comunicação, o partido vai envidar esforços para colmatar essa vacatura”, assegurou.

Questionado sobre como o partido vai ultrapassar essa situação respondeu que na política sempre há “alternativas e saídas” para cada caso e que soluções podem ser encontradas, através de contatos que a direção superior irá promover, em breve.


Os ministros exonerados são, Fernando Dias, ex-ministro dos Recursos Naturais, Mario Sambé, ex-ministro da Energia e  Industria e Tcherno Djaló, ex-ministro da educação Nacional.  
ANG/Odemocratagb

 

França/Mais de 260 duelos vão opor as forças de Mélenchon e Macron na segunda volta das legislativas

Bissau, 13 Jun 22 (ANG) -  A coligação de Emmanuel Macron ganhou as eleições com uma vantagem de apenas 21 mil votos face à coligação de esquerda de Jean-Luc Mélenchon, pelo que, daqui a uma semana, estas duas forças batem-se uma contra a outra em 262 duelos de eleitores.

Já à esquerda, a coligação Nova União Popular Ecologista e Social (Nupes) com 25,66% nesta primeira volta, pode ter um resultado interessante, aumentando o números das quatro forças que a constituem: a França Insubmissa, Os Verdes, o Partido Comunista Francês e o Partido Socialista.

Esta concorrência entre o centro e a esquerda vai ver-se em duelos frente a frente em 262 círculos eleitorais, onde um candidato da coligação de esquerda se vai bater contra um candidato do partido do Presidente. Já a terceira força política desta eleição, a União Nacionalde Marine Le Pen estará também muito presente na segunda volta, com 113 duelos contra o Presidente e 61 face à Nupes.

Do seu lado, a coligação do Presidente já veio dizer que "nem um voto deve ir para a União Nacional", de extrema-direita, encorajando os seus militantes a votarem nesses casos à esquerda. Quanto à direita tradicional, chegou à segunda volta em cerca de 70 circunscrições.

Fora de qualquer combate na segunda volta, ficou o partido de extrema-direita de Éric Zemmour, que viu não só o seu fundador eliminado, mas também outras figuras importantes desta força política.

Nesta primeira volta das eleições legialtivas francesas foram eleitos cinco deputados, quatro para Nupes em Paris e na região parisiense, e um para a coligação do Presidente, no departamento de Mayenne.ANG/RFI

 

sexta-feira, 10 de junho de 2022


Posse novo governo
/Presidente da República empossa novo Governo e recomenda manutenção dos Directores-gerais

Bissau, 10 Jun 22 (ANG) – O Presidente da República conferiu hoje posse aos novos membros de Governo de sua iniciativa, tendo na ocasião recomendado aos recem empossados a manutenção dos actuais Directores-gerais.

Ao usar da palavra no  acto , o PR Umaro Sissoco Embaló reiterou aos récem empossados que o governo formado é de gestão e de sua iniciativa presidencial.

“Por outro lado, é bom que fique claro, que não é um governo formado pelos partidos políticos ou então pela maioria no parlamento”, disse.

O Chefe de Estado recomendou  aos ministros e secretários de Estados empossados para continuarem a imprimir a mesma dinâmica que o governo cessante imprimia.

“Aproveito o momento para exortar ao Chefe de Governo que o momento é prematura para que os ministros empossados comecem logo a exonerar os Directores-gerais. Não vou permitir isso”, disse.

O chefe de Estado pediu a continuidade nas funções  dos Directores-gerais em exercicio e diz que  estão a dar conta de recado, frisando que só podem ser retirados das funções os que não estão a provar.

Umaro Sissoco Embaló pediu ao sector da justiça para trabalharem no sentido de dinamizar o sector sem olhar de lado.

Questionado sobre a ausência de Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC) no governo, e que todos sabem que já tinha manifestado a sua integração no executivo,  o PR lamentou a ausência dos Libertadores no governo sem se referir aos  motivos.

Disse entretanto que existe com o PAIGC um comprimisso de boa coabitação.

ANG/LLA/ÂC//SG

     ONU/Moçambique promete ser a voz de África no Conselho de Segurança

Bissau, 10 Jun 22 (ANG) - Moçambique foi, quinta-feira, eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sendo a   primeira vez que Maputo ocupa o lugar e recebeu a totalidade dos 192 votos possíveis.

Num discurso à nação, em reacção ao anúncio dos resultados da votação, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi prometeu ser “a voz dos países africanos que procuram edificar um futuro pacífico e próspero para todos”.

O chefe de Estado moçambicano assegurou que, durante os dois anos de mandato, Maputo não vai poupar esforços na defesa do diálogo e multilateralismo para a paz no mundo.

Encoraja-nos o facto de que ao longo da construção da nossa nação e da edificação das bases da nossa política externa tenhamos, sempre, pautado por princípios que privilegiam, entre outros, a defesa do interesse nacional, o respeito pela soberania e integridade territorial dos estados, o primado da política de paz e de solução pacífica de conflitos, assim como a advocacia do multilateralismo. Princípios e regras angulares que se encontram plasmados, de forma clara, tanto na nossa Constituição, quanto na Carta das Nações Unidas e que serão sempre objecto de respeito pelos moçambicanos. Esta é a postura que serve e sempre servirá de bússola para a nossa equipa nas deliberações e negociações de que farão parte nos próximos dois anos no Conselho de Segurança”.

No seu discurso, Nyuse lembrou a experiência nacional na resolução pacífica de conflitos, através do diálogo: “O nosso país tem história, tem cadastro, experiência em defender medidas de mitigação de conflitos e acima de tudo de promover soluções negociadas para a paz. Neste sentido o nosso empenho mantém-se inabalável. Moçambique está numa posição única, uma vez que traz consigo a sua própria experiência de construção da paz e segurança. Isto é, a cultura de diálogo. O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional é um exemplo recente de como se pode alcançar a paz através de apropriação nacional, de processos e do diálogo”.

É a primeira vez que Moçambique ocupa o lugar de membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O país recebeu a totalidade dos 192 votos possíveis.

A eleição coloca o país “no mapa da diplomacia mundial e eleva para altos patamares, o bom nome e reputação internacional de Moçambique e dos moçambicanos”, acrescentou Nyusi.ANG/RFI

   
Governação
/Presidente da República exonera três ministros recém nomeados

Bissau,10 Jun 22(ANG) – O Presidente da República exonerou três ministros, que haviam sido nomeados para novo elenco governamental, publicado quinta-feira através do decreto presidencial número 27/2022, de 09 de Junho.

De acordo com o decreto presidencial número 29/2022, enviado hoje à ANG, os ministros exonerados são, Fernando Dias, anteriormente nomeado nas funções de ministro de Estado dos Recursos Naturais, Mário Siano Fambé, para o pelouro de Energia e Indústria e Tcherno Djaló, nomeado ministro da Educação Nacional.

No anterior governo da 10ª Legislatura, Fernando Dias, ocupava as funções do ministro de Administração Territorial e Poder Local, enquanto que Mário Siano Fambé era ministro das Pescas e Tcherno Djaló ocupava as funções do ministro do Comércio e Indústria.

O decreto presidencial não avançou com os motivos da exoneração dos referidos membros do Governo, que não contou com a participação de elementos do PAIGC, cuja formação política  havia sido convidado para o efeito.

Os restantes membros do Governo foram esta sexta-feira empossado nas suas funções pelo Presidente, Umaro Sissoco Embaló.ANG/ÂC//SG

 

Bruxelas/Parlamento Europeu pede ao Conselho convenção para revisão dos Tratados

Bissau, 010 Jun 22 (ANG) - O Parlamento Europeu (PE) solicitou,  quinta-feira, ao Conselho Europeu a celebração de uma convenção com vista à revisão dos Tratados da União Europeia, para, entre outras mudanças, eliminar a exigência de unanimidade em determinadas áreas.

Numa resolução adoptada hoje no encerramento da sessão plenária em Estrasburgo, França, com 355 votos a favor, 154 contra e 48 abstenções, a assembleia defende que, "tendo em conta a variedade de crises em curso", os Tratados devem ser alterados de modo a "reforçar a capacidade de acção da União Europeia".

Uma das principais alterações advogadas pelo Parlamento é uma "reforma dos procedimentos de votação no Conselho", a instituição onde estão representados os 27 Estados-membros, "incluindo a mudança da votação por unanimidade para a votação por maioria qualificada, em áreas como as sanções" e em situações de emergência.

Os eurodeputados desejam também que, através de uma revisão dos Tratados, os poderes da União sejam adaptados, "especialmente nos domínios da saúde e das ameaças transfronteiriças à saúde, na concretização da União da Energia baseada na eficiência e nas energias renováveis, em conformidade com os acordos internacionais sobre alterações climáticas, na defesa, e nas políticas sociais e económicas".

Outros objectivos apontados pelo Parlamento passam pelo "reforço dos procedimentos para proteger os valores fundadores da UE e a clarificação da determinação e consequências das infracções" e por "assegurar a plena implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais e incorporar o progresso social, ligado a um protocolo de progresso social, nos Tratados".

Outra ambição do Parlamento é passar a ter o direito de iniciar, alterar ou revogar legislação e plenos direitos como colegislador sobre o orçamento da UE.

Na quinta-feira, o Parlamento Europeu aprovou um outro relatório, da autoria do eurodeputado português Paulo Rangel, do PSD, precisamente a defender o direito de iniciativa, apontando que é "o único parlamento do mundo democrático a não ter direito de iniciativa", que, segundo os actuais Tratados, pertence exclusivamente à Comissão Europeia.

Na resolução adoptada sobre mudanças aos Tratados, o Parlamento apela que o Conselho tome uma decisão "o mais cedo possível" sobre a realização de uma convenção, desejavelmente na próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo dos 27, agendada para 23 e 24 de Junho.

Uma convenção como aquela agora solicitada pelos eurodeputados reúne representantes dos Estados-membros, dos parlamentos nacionais, do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia, para elaborar uma proposta de revisão dos Tratados, que todos os países da UE devem aprovar por unanimidade. ANG/Angop

 

 


CAN 2023/
 Guiné-Bissau regressa aos treinos, após uma goleada a sua congénere de São Tomé e Principe por 5 - 1  

Bissau, 10 Jun 22 (ANG) – A Seleção da Guiné-Bissau  regressa hoje aos treinos com olhos postos no próximo embate frente a Serra Leoa, após uma goleada a sua congénere de São Tomé e Príncipe por 5-1, na quinta-feira, no estádio emprestado de Marrekech, em Marrocos.

O treino desta manhã, segundo a TV futebol, canal da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, visa a recuperação  dos jogadores utilizados quinta-feira contra São Tomé e Principe,  na partida de apuramento para o CAN-2023 a decorrer na Costa de Marfim.

Hoje, sexta-feira, às 17h30 minutos locais, a Seleção Nacional deixará o estádio de Marrakech rumo a Casablanca(Marrocos), para depois seguir para Guiné-Conacry onde defronta, na segunda-feira, a sua congénere de Serra Leoa, na segunda jornada de apuramento do CAN-2023.

Os Djurtus iniciaram a partida, frente a São Tomé e Principe, com pressão de chegar, o mais rápido possível, ao golo, mas foram os falcões e papaios a inaugurarem o marcador aos 21 minutos, por intermedio do Edmilson Vieigas, numa jogada iniciada com o lançamento lateral, apanhando a defensiva dos Djurtus desprotegida.

Apesar de sofrer o golo, a tendência do jogo não alterou e os Djurtus continuaram a carregar chegando várias vezes a área adversária e antes de empatar, Zinho Gano, com a baliza quase escancarada, recebeu um cruzamento de Piqueti Djassi, mas rematou para fora.

Aos 40 minutos, Alfa Semedo restabeleceu a igualidade no marcador num remate fabuloso longe da grande área santomense e permitiu que a equipa saísse ao intervalo mais confiante.

No inicio da segunda parte, Zinho Gano aos 51 minutos colocou a Guiné-Bissau em vantagem, após um trabalho excelente do Piqueti Djassi na zona esquerda, que bailou o adversário antes de cruzar para o cabeciamento  do avançado dos belgas de Zulte Waregem.

Seis minutos depois, Zinho voltou a marcar e mais uma vez foi assistido por Piqueti Djassi, mas este desta vez partiu da zona direito e serviu o Gano para este fazer o terceiro golo da Guiné-Bissau e segunda na sua conta própria.

Com a vitória quase garantida, Mister Candé fez algumas mexidas lançando Jorginho e Zidane Banjaqui para os lugares de Piqueti e Mamadi Camará.

As mexidas não afetaram a dinâmica do jogo, os Djurtus não tiraram pé no acelerador e aos 81 minutos o recém-entrado Zidane fez o quarto golo após uma arrancada do Dálcio Gomes, na zona direita do ataque. Aos 87 minutos foi a vez do Jorginho escrever o seu nome na lista dos marcadores, fazendo o quinto golo da Guiné-Bissau.

Com este resultado, a Guiné-Bissau é líder do grupa A, somando os mesmos pontos que a Nigéria que também venceu Serra Leoa por duas bolas a uma.

O próximo encontro dos Djurtus será no dia 13, frente a seleção serraleonesa, na Guiné Conacry.ANG/LPG/ÂC//SG

 

   ONU/Japão saúda regresso ao Conselho de Segurança  mas pede reformas

Bissau, 10 Jun 22(ANG) - O Japão saudou nesta sexta-feira o regresso do país ao C
onselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) como membro não-permanente, mas mostrou-se crítico com a eficácia do mecanismo, pedindo reformas, noticiou a Lusa.

“O Japão vai procurar manter e fortalecer a ordem internacional baseada no Estado de Direito, enquanto coopera para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas cumpra o papel esperado", reagiu num comunicado o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Yoshimasa Hayashi.

Tóquio "vai continuar a participar activamente na reforma" do organismo, acrescentou.

O Japão vai ocupar o lugar temporário por dois anos, a partir de Janeiro de 2023, naquela que é a 12.º vez que o faz desde que entrou para a organização, em 1956.

Apesar de celebrar este novo capítulo, Hayashi foi crítico em relação ao funcionamento do Conselho no contexto actual.

"É actualmente incapaz de funcionar efectivamente diante da agressão da Rússia contra a Ucrânia, nem contra as actividades nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, que violam repetidamente as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e ameaçam a paz e a segurança do Japão, da região e da comunidade internacional", apontou.

Em Maio, o país asiático classificou de "extremamente lamentável" o veto da China e da Rússia a uma resolução para endurecer as sanções contra a Coreia do Norte, em resposta aos recentes testes balísticos.

Além do Japão, os Estados-membros da ONU elegeram na quinta-feira outros quatro países - Equador, Malta, Moçambique e Suíça - para o Conselho de Segurança, sem qualquer surpresa, uma vez que todos concorreram sem oposição.

O voto secreto na Assembleia-Geral de 193 membros resultou em 190 votos para o Equador, 184 para o Japão, 185 para Malta, 192 para Moçambique e 187 para a Suíça.

Suíca e Moçambique chegam pela primeira vez ao Conselho de Segurança.

O Presidente da Suíça, Ignazio Cassi, considerou a eleição "um dia muito importante" para o país, 20 anos após a adesão às Nações Unidas.

Já o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que o país vai defender o diálogo e o multilateralismo para a paz no mundo, durante os dois anos de mandato de membro não-permanente.

De acordo com as regras da ONU, mesmo que um país concorra sem oposição, deverá obter os votos de dois terços dos Estados-membros presentes e votantes na sessão da Assembleia-Geral para garantir um assento no Conselho.

Os países recém-eleitos vão juntar-se aos cinco membros permanentes do Conselho com poder de veto - Estados Unidos da América, Rússia, China, Reino Unido e França - e aos cinco países eleitos no ano passado: Albânia, Brasil, Gabão, Ghana e Emirados Árabes Unidos. ANG/Angop