quinta-feira, 7 de abril de 2016

Mesa Redonda de Bruxelas


“Oito das 16 promessas já foram cumpridas”, diz Geraldo Martins
 
Bissau, 07 Abr (ANG) – O Ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins revelou hoje que das 16 promessas feitas *a Guiné-Bissau pelos parceiros internacionais na Mesa Redonda de Bruxelas de 2015, metade já foi  desbloqueada. 

O ministro falava após um encontro entre membros do governo e elementos da comunidade internacional visando encontrar formas de acelerar o desbloqueamento dos fundos prometidos  na  Mesa Redonda.

“Nos próximos meses iremos confirmar se as restantes promessas ainda se mantém”, adiantou Geraldo Martins.

O governante guineense sublinhou que no encontro foi acordado para breve a definição de uma data para a realização de um fórum de alto nível sobre o balanço de um ano da mesa redonda.

O encontro de género tem sido regular nos últimos tempos entre o governo e os parceiros internacionais, e ocorre no âmbito do seguimento do plano estratégico e operacional denominado “Terra Ranca”.

As promessas da mesa redonda de Genebra eram de cerca de 1.5 milhões de dólares americanos, valor que ultrapassou as expectativas das autoridades guineenses.
ANG/AALS/SG

Economia


Empresários norte-americanos dispostos a apoiar promoção da indústria na Guiné-Bissau 

Bissau, 07Abr 16 (ANG) – Um grupo de empresários norte-americana manifestou hoje a  sua intenção em apoiar o processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau, através da promoção da indústria.
A intenção foi manifestada pelo presidente do grupo "Tekontrol Incorporated", Jimmy Ricks,  a saída de uma audiência com o Presidente da República, José Mário Vaz .

A delegação americana abordou com o chefe de estado assuntos  relacionadas com a formação de jovens e criação de oportunidade de negócios no país.

"A presença de alguns políticos de oposição no encontro com o presidente Mário Vaz constitui um bom sinal. Apesar da crise política estão todos de acordo que a Guiné-Bissau precisa desenvolver, por isso temos que trabalhar, em conjunto, para o seu progresso”, disse Jimmy Ricks.

 Ricks prometeu facultar a outras empresas americanas que nao integraram a comitiva nesta primeira deslocacao,  informações recolhidas no terreno de forma estimular-lhes a investirem na Guine-Bissau. 

ANG/LPG/JAM/SG

Diabetes


“Registados mais de 12 mil doentes no pais”, diz Associação 

Bissau, 07 Abr 16 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional de Defesa de Diabetes(ANDD) revelou que a organização acompanha o estado de saúde de mais de 12.500  doentes diagnosticados com esta doença em todo o território nacional.

Rui Nené que falava hoje por ocasião da celebração do dia mundial de saúde, cujo lema deste ano se relaciona com a diabetes -  “Seja mais forte que a Diabetes", alertou que os números demonstram a gravidade do problema.

“Por isso vamos, em parceria com o Ministério da Saúde Pública, apoiar as vitimas, através de sensibilização porta à porta por forma a mostrar-lhes que a doença não é um fim”, disse.

 Acrescentou que doravante os diabéticos vão merecer uma atenção particular tendo em conta as exigências e complexidades do mundo.

 Em representação da Ministra da Saúde, o Secretário de Estado da Gestão Hospitalar  disse que este ano, a efeméride que se celebra é dedicada especilamente ao combate a diabetes, doença que segundo explicou é causada pelo excesso de açúcar ou alimentos com gorduras no sangue.

Marteline dos Santos agradeceu o apoio da OMS , tendo salientado que a sensibilização das populações na prevenção da doença é um desafio de todos .

Aquele governante reconheceu o papel da ANDD na luta contra este flagelo, tendo martelado na necessidade de se intensificar a prevenção para evitar eventuais mortes que podiam, perfeitamente, serem evitadas.

Por seu turno, o representante da OMS estima que a diabetes pode vir a ser a sétima causa de morte no mundo até  2030.

 Ayigan Kossi lembrou que em 2012 foi a causa directa do falecimento de 1,5 milhões de pessoas a nível mundial, 80 por cento dos quais tiveram lugar em países de baixo ou de rendimento médio .

Adiantou que a taxa de incidência da diabetes está a aumentar, o que, segundo ele, representa um grande desafio para os governos , serviços de saúde ,  comunidades e  as pessoas em geral .

A Diabetes deixa a pessoa com uma saúde precária ou em total incapacidade  até a morte prematura, devido as complicações graves que provoca, nomeadamente cegueira, insuficiência renal, neuropatia alem de elevadas perdas económicas.

O representante da OMS frisou, no entanto, que a doença pode ser evitada com medidas simples de mudança de estilo de vida, concretamente manutenção do peso corporal ideal, pratica regular  do desporto e uma alimentação saudável.

A cerimónia contou com a presença do regulo de Bandim, técnicos de saúde,. Organizações parceiras do Ministério da Saúde Publica entre outras personalidades. 

ANG/MSC/JAM/SG

Brasil


Deputadas da CPLP devem dinamizar monitorização da Lei contra violência

Bissau, 07 Abr 16(ANG) - Os Estados membros da Assembleia Parlamentar da CPLP (AP - CPLP) devem imprimir outra dinâmica na monitorização da Lei contra a violência doméstica, para melhor defenderem as famí­lias e comunidades.

A recomendação foi feita nesta quarta-feira, em Brasília (Brasil), pela
presidente cessante da Rede de mulheres da AP - CPLP, Cândida Celeste, que recomendou atenção especial à violência contra a mulher.

Ao discursar no acto solene de abertura da VI Assembleia Parlamentar da CPLP, sublinhou que a recomendação resulta da constatação de que assim estarão a defender a família e a comunidade.

Encorajou as deputadas da Rede de Mulheres da AP CPLP a assumirem o compromisso de, nos seus parlamentos, contribuir de forma positiva, para o fortalecimento da democracia.

Cândida Celeste referiu que, volvidos anos de grandes desafios, a realização da VI Assembleia Parlamentar da AP CPLP surge como oportunidade adequada para apresentar de forma resumida o balanço do mandato assumido por Angola, em 2013.

Informou que no quadro do Plano de Actividades aprovado, todas as mulheres parlamentares da CPLP, as redes ou grupos deste universo desenvolveram a sua actividade de acordo com a dinâmica de cada parlamento.

Celeste destacou as visitas de solidariedade e de constatação aos hospitais, encontros com entidades de saúde e sanidade ambiental e acções de acompanhamento ao combate contra a violência doméstica.

No plano de intervenções temáticas, destacou a implementação de mecanismos para aumentar a participação da mulher no processo de tomada de decisões, sobretudo em matérias que afectam o bem-estar das comunidades rurais.

Acrescentou que neste mandato foram tratadas matérias relativas à protecção da maternidade nas relações laborais, saúde materno-infantil, equacionando-se os meios e recursos, incluindo de ordem política para acesso e redução de casos.

Tratou-se também, segundo a parlamentar, de outras matérias que garantem os direitos de saúde reprodutiva e combate ao VIH/Sida, a malária e outras doenças não transmissíveis.

A dirigente angolana  acrescentou que a erradicação da pobreza extrema, oportunidades de emprego e política de sustentabilidade ambiental constituíram, igualmente, campos férteis de um debate pleno de desafios que requerem respostas das autoridades dos países membros.

No capítulo da formação, realçou a realização de alguns seminários que permitiram alargar os conhecimentos sobre os fundamentos de liderança e aumentar a determinação na luta comum por uma participação cada vez mais de mulheres no parlamento.

Afirmou que o desempenho que a Rede de Mulheres vem demonstrando é resultado, sobretudo, de uma ligação interactiva das redes e grupos de mulheres dos parlamentos membros.

Durante o acto solene de abertura da VI Assembleia Parlamentar da CPLP, Cândida Celeste cessou as funções de presidente da Rede de Mulheres da AP CPLP.

Para desempenhar as funções, nos próximos dois anos, foi eleita a deputada federal do Brasil Rosângela Gomes.

A VI Assembleia Parlamentar da AP CPLP decorre até hoje, em Brasília, com a participação de mais de 50 deputados, de quase todos os estados membros.

O encontro decorre sob o tema "Paz e Desenvolvimento na CPLP" e vai, entre outras actividades, fazer o balanço dos resultados obtidos no período 2013/2016 e perspectivar o mandato para 2016/2018.

 Cabo Verde é o único país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que não se fez representar na VI Assembleia Parlamentar da (AP -CPLP) que iniciou terça-feira, 05, em Brasília.

Segundo o site agenciabrasil, o encontro iniciou com a reunião de três comissões especializadas, que prepararam o expediente para a Reunião dos Presidentes das Mesas dos Grupos Nacionais e a Conferência dos Presidentes dos Parlamentos da CPLP que começou hoje e será encerrado quinta-feira, 07.
No primeiro dia de trabalhos, sita a mesma fonte, as comissões procederam à aprovação de vários documentos, entre relatório de balanço e planos de acção para o biénio 2016/2018, período em que Brasil assume a presidência rotativa da AP CPLP.
Neste âmbito, a Comissão de Política, Estratégia, Legislação, Cidadania e Circulação aprovou o Balanço da implementação das recomendações da V Reunião da AP CPLP, a Proposta de Plano de Trabalho das Comissões para o Período 2016/2018 e a constituição das mesas para o mandato 2016/2018.
Assim, decidiu-se que a próxima reunião da comissão seja realizada na Guiné Bissau, que passará a assumir a sua presidência rotativa no período 2016/2018, tendo como vice-presidente São Tomé e Príncipe e secretário o Brasil.
A comissão decidiu ainda, que no mandato seguinte a presidência da comissão seja da Guiné Equatorial (o novo membro da AP- CPLP), a vice-presidência de Timor Leste e o secretariado de Cabo Verde.
Criada em 2009, a Assembleia Parlamentar da CPLP está em fase de estruturação institucional.
Estão presentes na VI Assembleia Parlamentar da CPLP mais de 50 parlamentares de Angola, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, além dos brasileiros. 
ANG/JA/Inforpress

HIV/Sida



Cerca de seis mil casos de infecção em tratamento na Associação Céu e Terra


Bissau, 07 Abr 16 (ANG) – O Director Executivo da Clínica Associação Céu e Terra, Noel Vieira afirmou que assistem à  5.600 casos da infecção de HIV, naquela unidade sanitária, em Bissau.

Deste numero, segundo Noel, 240 são mulheres grávidas em prevenção da transmissão de mãe para filho (PTMF) e mais de 1500 estão em tratamento anti-retroviral ou seja  doentes em fase avançada (4 deles faleceram) e os restantes fazem a  profilaxia normal.

O Director Executivo da Céu e Terra falava à ANG em jeito de balanço de seis meses de actividades da referida organização. 

“Temos assistentes sociais e psicólogos que dão seguimento e aconselhamento aos doentes através de um grupo de activistas que cuidam de cerca de 20 a 30 pessoas,” frisou Noel Vieira.  

Informou que o dinheiro disponibilizado pelo Secretariado Nacional de Luta Contra Sida (SNLS) não cobre as necessidades dos pacientes do HIV e das grávidas, em tratamento no "Céu e Terras".

Noel Vieira lamentou a falta de meios materiais e financeiros com que a sua organização se debate para responder as necessidades, tendo revelado que os funcionários estão com três meses de salários em atrasos.

Por outro lado, explicou que os aparelhos de análises estão com problemas e que carecem de meios financeiros para a sua reparação , razão pela qual as  análises são recomendadas noutros hospitais e as vezes os resultados demoram.

Noel vieira apelou aos parceiros, governo e  privados para  apoiarem a Associação Céu e Terras e os doentes infectados com HIV.

ANG/JD/JAM/SG

 

Justiça



Advogado Pinto Pereira denuncia tentativa de detenção do Secretário de Estado dos Transportes

Bissau, 07 Abr 16(ANG) - O advogado, Carlos Pinto Pereira  revelou quarta-feira que o Procurador Geral da República teria requisitado  a Polícia Judiciária para detenção do seu constituinte, João Bernardo Vieira, actual Secretario de Estado dos Transportes e Comunicações.

Carlos Pinto Pereira que falava em conferência de imprensa afirmou não compreender como é que a Polícia Judiciária é chamada para intervir nesse caso sem o cumprimento prévio do que deve ser feito – a promoção da investigação do crime.

"Isso não aconteceu porque o Ministério Público assumiu directamente a instrução desse processo sem qualquer tipo de colaboração da Polícia Judiciária. Contudo foi requisitada essa força para a detenção ilegal do Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações", explicou o advogado.

Carlos Pinto Pereira sublinhou que João Bernardo Vieira foi declarante no passado dia 1 de Março na Procuradoria Geral da República e prestou todas as informações que fossem do seu conhecimento para as investigações que o Ministério Público  leva a cabo.

"Naturalmente depois dele prestar depoimentos, foram-lhe fixadas algumas medidas de coação que nessa altura evitamos de coment
ar porque entendíamos que a justiça devia fazer o seu caminho normal", disse.

O advogado afirmou  que o Procurador Geral da República assumiu pessoalmente e não através das estruturas competentes , o caso criando  condições para a detenção ilegal do Secretário de Estado..

"Evidentemente que nós dissemos que é um acto ilegal porque pessoalmente não é o Procurador Geral da República que conduz o processo e não pode assumir nenhum protagonismo nele", afirmou.

Carlos Pinto Pereira frisou que o processo tem a sua frente magistrados do Ministério Público, que a terem que tomar alguma medida devem  faze-lo no âmbito do processo e não fora.

"Esta foi a situação que se verificou na quarta-feira com o Procurador Geral da República a deslocar pessoalmente ao Ministério da Presidência do Conselho de Ministros exigindo a presença do Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações e  ninguém sabe porque motivo", informou.

O advogado referiu que se o Procurador-geral da República pretende dizer que o governante desobedeceu ao não comparecer no Ministério Público “é absolutamente falsa” porque ele, na ausência do Primeiro-Ministro, não tem que responder na justiça.

"Para que um membro de governo seja ouvido tem que passar por determinados mecanismos", explicou, acrescentando que, do seu ponto de vista, “pretende-se simplesmente humilhar publicamente um cidadão que aos olhos vistos tem estado a fazer um trabalho meritório”.

"Se há uma coisa que tem que ser apontado deve ser investigado previamente. Até porque os membros do governo gozam de imunidade governativa e para que o processo possa prosseguir é necessário que a Assembleia Nacional Popular se pronuncie sobre isso", disse.

Carlos Pinto Pereira qualificou o acto de perseguição política, acrescentando -  “não se sabe  a mando de quem” porque não existe nem flagrante delito nem motivo que determine essa pretendida detenção”.  

ANG/ÂC/SG

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Acórdão do STJ

 Presidente do PAIGC apela dirigentes e militantes do partido para acatarem decisões da justiça

Bissau, 06 Abr 16(ANG) - O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde(PAIGC) apelou aos dirigentes e militantes do partido para acatarem as decisões saídas da justiça, enquanto democratas e respeitadores de leis.

Domingos Simões Pereira reagia hoje ao Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça publicado terça-feira e que considerou de inconstitucional a deliberação da Comissão Permanente da ANP que declarou perda de mandato aos  15 deputados do PAIGC, expulsos do partido por violação dos estatutos.

"Devemos preparar para aceitar qualquer decisão que saiu do Supremo Tribunal de Justiça", exortou o líder do partido governamental.

O Presidente dos libertadores frisou que estavam preparados para reconhecer que a actual paralisia político institucional já durou muito tempo.

Disse que qualquer medida ou decisão que lhes foi imposta, por mais que seja difícil de acatar,  se vai contribuir no sentido de tirar o país na situação da crise, o PAIGC está disposto a aceitá-la.

"Primeiro, porque somos democráticos e por outro lado porque o país tem que estar em cima de todos nós. O que nos tira na situação em que nos encontra é porque devemos ser capazes de aceitar atingir os objectivos que preocupa todos os guineenses", disse.

Domingos Simões Pereira lembrou que o Acórdão número 1/2015 do Supremo Tribunal de Justiça afirmava que quem venceu as eleições legislativas com maioria absoluta é o PAIGC e no decorrer dessa legislatura não pode haver alternativa.
ANG/ÂC/SG




Associativismo


Presidente da AMAE classifica de positivo balanço de três meses de actividades

Bissau, 06 Abr 16 (ANG) – A Presidente da Associação das Mulheres em Actividades Económicas (AMAE) classificou de positivo o balanço das actividades levadas a cabo pela organização durante os primeiros três mese
s do ano em curso.

Fátima Emília Câmara de Barros  sustentou que atingiram as metas traçadas para este período com o lançamento dos estudos: “O Sector de Investimento e o Papel da Mulher na Economia”.

Em entrevista  à Agência de Notícias da Guiné,  destacou que a organização  doou as suas filiadas , materiais e máquinas para a produção  agrícola, fruticultura, horticultura, transformação e comercialização dos produtos.

Acrescentou que, por outro lado, as diferentes organizações regionais filiadas na AMAE beneficiaram  de Moto carros, prensas de óleo, máquinas de descasque de arroz, carrinhas de mão, regadores, computadores, embalagens e vitrinas financiadas pela ONU-mulher num montante não revelada.

De acordo com a presidente da AMAE, os sectores de Canchungo, Buba, Quebo, Xitole, São João, Gabú e Farim beneficiaram de projecto da alfabetização funcional , estando previsto que  os beneficiários deste curso recebam os seus diplomas ainda esta semana.

Fátima Camará de Barros informou que através de uma parceria conjunta com a FAO estão distribuir as camponesas sementes e materiais hortícolas, uma actividade que esta a ser realizada em paralelo a capacitação das mulheres ao nível de agricultura e sobre a Lei de Terra.

Ainda neste âmbito de parceria com a FAO, vigora um acordo sobre projecto-piloto da “Caixa de Resiliência” para três associações, duas em Bissau e uma na região de Bafatá, focada em três pontos:Social, Técnico e Financeiro.

Fátima Camará de Barros apela ao governo e parceiros para apoiaram as organizações das Mulheres para terem acesso ao micro crédito.

ANG/JD/SG


Media/África Ocidental


Pelo menos 142 casos de violações da liberdade de expressão foram registados em 2015

Bissau, 06 Abr 16 (ANG) – O Relatório sobre a Segurança dos Jornalistas na África Ocidental revela que pelo menos 142 casos de violação da liberdade de expressão foram registados nesta região em 2015, sendo que 90 por cento dos incidentes se relacionam a violações  contra jornalistas e órgãos de comunicação social.

Segundo o relatório, as referidas violações à liberdade de imprensa foram predominantemente registadas sob formas de prisões, ataques, ameaças, suspensões e censuras.

O referido relatório foi apresentado recentemente pelo director executivo da Fundação da Media para a África Ocidental(MFWA), Soulemana Braimah num seminário de formação para 18 jornalistas seleccionados de sete países da África Ocidental ,em Gana.

“As violações registadas em 2015 representam um aumento de 40 por cento em relação ao  2014", disse acrescentando  que a situação dos media na maioria dos "nossos" países ou continua na mesma ou tem piorado. 

Segundo o director executivo da MFWA, a lista dos casos de violação de expressão nos países da África ocidental é liderada pela Nigéria com 34 casos, Níger 16 casos e na terceira posição está a Gâmbia com 15 casos.

A Guiné Conacri e o Senegal ambos registaram 11 incidentes. E a seguir vem o Gana, o Burkina Faso e a Costa do Marfim com 10 violações cada. O Benim (7), a Serra Leoa (6), o Togo (4), o Mali (3), a Guiné-Bissau (2), a Libéria (2) e a Mauritânia (1). Nenhum incidente foi registado em Cabo Verde.

Sulemana Braimah sublinhou que perante este cenário a questão da segurança dos jornalistas continua  “muito importante”.

Exortou as autoridades a se engajarem na defesa e segurança dos jornalistas e dos órgãos de comunicação social da sub-região para possibilitar que estes tenham condições para desenvolver e implementar as suas actividades.

A formação centrou-se sobre temas como "reportagem em tempos de conflito" e "jornalismo de paz". 

ANG/FGS/JAM/SG

Crise política


Supremo Tribunal de Justiça declara inconstitucionalidade da expulsão dos 15 deputados do PAIGC no parlamento

Bissau,06 Abr 16(ANG) - O Plenário do Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau declarou inconstitucional a declaração de perda de mandato feita pela  Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular em relação aos  15 deputados do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde(PAIGC).

“Os juízes Conselheiros, em plenário do Supremo Tribunal de Justiça, decidem declarar a inconstitucionalidade material e formal da deliberação n/o 01/2016 de 25 de Janeiro, da Comissão Permanente da Assembleia nacional Popular, com força obrigatória geral”, refere o Acórdão divulgado terça-feira, à que a  ANG teve acesso.

Os juízes acusam também a Comissão Permanente da ANP de "violação flagrante da Constituição" ao não permitir o princípio do contraditório aos deputados alvo de expulsão, agora anulada pelo STJ.

O plenário do Supremo Tribunal de Justiça afirma que a deliberação da Comissão Permanente, órgão que substitui o plenário do Parlamento nos intervalos das sessões, tem "vícios de inconstitucionalidade material" na medida em que entra em conflito directo com as normas constitucionais.

Dez dos 11 juízes que compõem o plenário do STJ votaram a favor do Acórdão e um votou vencido, numa decisão sustentada em 23 páginas.

A Comissão Permanente da ANP tinha declarado a 15 de Janeiro a perda de mandato de 15 deputados do PAIGC, a pedido do próprio partido, que os expulsou da militância por violarem a disciplina partidária.

O Parlamento da Guiné-Bissau voltaria a reunir-se a 28 de Janeiro, já com 15 novos deputados na bancada do PAIGC, e aprovou o programa de Governo, sem a participação do Partido da Renovação Social, segunda maior força política do país na sessão.

A próxima sessão do parlamento guineense está marcada para decorrer entre  03 de Maio e 14 de Junho do ano em curso. 

ANG/ÂC/SG 








terça-feira, 5 de abril de 2016

Caju


Ministro do Comércio e Indústria  termina périplo nas regioes em preparaçao  da campanha 2016

Bissau, 05 Abril 16 (ANG) – O Ministro do Comércio e Industria considerou de positiva, a visita de “contactos e auscultações” aos actores da fileira de cajú nas regiões de Oio, Cacheu e Bafata.

Em declarações à imprensa, Vicente Fernandes disse que a mesma permitiu ouvir as autoridades locais, os operadores económicos e camponeses para que haja o consenso, com o objectivo de  aumentar a qualidade e a quantidade de exportação de cajú na presente campanha.

“ Era muito importante ouvir as autoridades regionais, os comerciantes e os agricultores em relação a este sector que é vital para a economia do país”, reforçou”.

Por outro lado, o governante declarou que esta deslocação às três regiões do país possiblitou informar as novas medidas de informatização do sistema de controlo das movimentações da castanha, por forma à evitar a fuga para os países vizinhos, e  saber a sua quantidade total antes de ser exportado.

Outra reforma, segundo o Ministro, será a emissão de novos alvarás, para evitar as falsificações e as duplicações dos mesmos, a semelhanca do que acontecera no passado.

Ainda nesta declaração à imprensa, o titular da pasta do Comércio destacou que o país não deve se limitar a exportar o cajú em bruto, mas sim instalar  indústrias de transformação para dar mais empregos aos jovens e, assim, lutar contra a pobreza.

No plano legislativo, Vicente Fernandes assegurou que haverá novo quadro normativo que regula o sector de cajú no próximo ano,  e que apoie os operadores económicos e camponeses guineenses, sem por em causa o investimento estrangeiro no país.

Segundo as autoridades, prevé-se que a Guiné-Bissau exporte 200 mil toneladas na campanha de cajú de 2016, contra os 174 mil no ano passado.Cajú é o principal produto de expotação do país. 

ANG/QC/SG

Greve de Saúde


MINSAP promete criar Comissão Inter-ministerial para analisar 
as reivindicações 

Bissau, 05 Abr 16 (ANG) - O Ministério de Saúde Pública (MINSAP) comprometeu-se a criar uma Comissão Inter-ministerial com a finalidade de analisar as revindicações dos sindicatos do sector.

De acordo com uma nota de imprensa do MINSAP à que a ANG teve acesso, a referida Comissão Inter-Ministerial
será constituída pela própria  instituição e  os ministérios  da Economia e Finanças e da Função Pública.

O documento informa que a Comissão vai ter como mediadora a Ordem dos Médicos da Guiné-Bissau, sublinhando que Já foi cumprido o pagamento de 10 meses de subsídio de vela aos funcionários de saúde, exigida pelos  sindicatos do sector.

"O Ministério de Saúde privilegia o diálogo como forma para a resolução de qualquer conflito, e  tem consciência clara das consequências da greve para os guineenses", lê-se na nota.

O documento adianta que já foram realizados dois encontros negociais com os sindicatos do sector da saúde presididos pelo Secretário-Geral do Governo, em representação do ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares.

O Ministério de Saúde explica que no que concerne aos récem colocados, as suas remunerações dependem da aprovação de Orçamento Geral de Estado de 2016, acrescentando que o Secretario Geral do Governo, Olívio Pereira prometeu diligenciar para que lhes sejam pagos o subsídio de instalação e de vela. 

O Ministério da Saúde Pública apela ao bom senso dos três sindicatos e manifestou total abertura ao diálogo tendo em conta o interesse do país e do povo guineense.

Está em curso desde segunda-feira uma greve geral no sector de saúde e cuja duração é de 7 dias, decretada pelos três sindicatos da área, SINETSA, SINQUAS e STS, que exigem, entre outras, a colocação dos novos ingressos e o pagamento de subsídios de vela aos funcionários dos hospitais. 

ANG/AALS/JAM/SG