domingo, 15 de janeiro de 2017


CAN Gabão 2017
Guiné-Bissau empata no jogo inaugural

Libreville, Gabão, 15 Jan 16 (ANG) - A selecção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau arrancou um empate a um golo frente a sua congênere do Gabão, no jogo inaugural da Taca das Nacoes Africanas em futebol que terminara no próximo dia 5 de Fevereiro.

Estádio Amitie
O golo da turma nacional foi apontado de cabeça já no primeiro dos 3 minutos do tempo de desconto, pelo central defensivo, Juary Soares, na sequencia de um livre do Capitão, Zezinho, depois de uma falta cometida sobre um jogador guineense no meio campo.

O tento solitário foi obtido já no cair do pano da partida e fez emudecer a ensurdecedora claque organizada de adeptos do pais anfitrião, gelando o ambiente eletrizante que se viveu ao longo de toda a partida.

Ao dirigir-se a imprensa, no final do encontro, o treinador da selecção nacional da Guiné-Bissau disse que mesmo perdendo já na segunda parte por 1-0, na sequencia do golo apontado pelo avançado gabonés, Aubemayang, a equipa nacional nunca vergou por desanimo, mas sim imprimiu uma nova dinâmica que viria a resultar no empate.

O "Onze"inicial de Baciro Cande
"Sabemos que o melhor jogador africano da época passada joga pelo Gabão, mas isso não retirou o brio aos meus jogadores", frisou "Mister" Baciro que avançou que continua ainda de pé o sonho da equipa ir o mais longe possível nesta competição de nível continental.

Candé manifestou sua satisfação pelo resultado obtido, porque, justificou, trata-se da primeira estreia do país nesta competição, por isso parabenizou a todos os guineenses, lembrando que a bravura demonstrada pelos seus pupilos restituiu dignidade a Guiné-Bissau diante do mundo.
Jose Mario Vaz, Ali Bongo Ondimba , do Gabao e Issa Ayatou da CAF

A primeira parte decorreu sem qualquer sobressalto, pois as duas equipas evoluiram de forma cautelosa, tentando descortinar brechas em ambos os sistemas defensivos montados pelos dois treinadores.

Aos 30 minutos, o "maestro" Zezinho chutou forte por cima da baliza, depois de uma arrancada fulgurante e de ter fintado dois adversários. Já no final da primeira parte, o médio guineense, Santos ficou estatelado no retângulo do jogo, após um violento choque com um jogador gabos. No entanto, acabaria por recuperar.

Juary Soares, o autor do golo da Guine-Bissau
O tento de Gabão ocorreu aos 52 minutos do jogo por entremédio de Aubemayang, na sequencia do cruzamento feito pelo seu companheiro de equipa, Mario Rene, e ele limitou-se apenas a empurrar o esférico para dentro das redes da baliza defendida por Jonas.

Logo depois, Mister Candé substituiu o avançado, Joâo Mário por Piqueti e aos 65 minutos voltou a mexer na equipa, tendo desta vez retirado Abel Camara que cedeu lugar ao avançado Frederick Mendy.

A partir de lá, o jogo ganhou uma nova dinâmica, com os jogadores guineenses a procurarem violar a baliza adversária. Mesmo assim, Candé não se deu por satisfeito, tendo procedido a mais uma mudança. Assim, aos 74 minutos, retirou o médio da equipa, Santos para dar lugar a Aldair.

Foi neste ambiente que, aos 91 minutos, Juary restituiu a igualdade num estádio totalmente preenchido de adeptos do Gabão. A turma nacional era apenas apoiada pelos membros da sua comitiva oficial e mais alguns emigrantes nacionais e alguns da Guine-Conacri e Senegal.

Zezinho, o melhor jogador em campo
No final do jogo, o "maestro" Zezinho foi eleito o melhor em campo, tendo recebido um troféu denominado "Total Homem do Jogo".

Entretanto, a cerimónia de abertura foi marcada pela actuação do "Rapper" senegales, "Bouba", que fez vibrar o publico no estádio "Amitie", depois de um desfile de grupos culturais, que actuaram debaixo de fogos de artifício.

Eis o "Onze" inicial do "Mister" Baciro Candé:

Guarda-rede: Jonas Mendy, Defesas: Tomas Dabo, Rudnilson, Juary, Agostinho Soares Médios: Nanissio, Santos, Zezinho (capitao) e Toni Brito e Silva Avançados: João Mario e Abel Camara

Suplentes: Emanuel Mendy, Lassana Camara, Eridson, Bucundji Ca e Papa M'baye
Gabao: Guarda-rede: Didier Ovono Ebang Defesas: Arron Ondele, Bruno Manga, Johan Serge Obiang e Lloyd Palun Medios: Koumba Abdoulaye, Mario Rene Junior e Didier Ndong Avancados: Evouna Malick, Pierre Aubemaing e Athanase Bouanga.

Suplentes: Franck Obambou, Levy Madina, Guelor Kaku, Samson Mbingui e Abou Kevin
Arbitro do Jogo: Ghead Grisha do Egipto  tendo como assistentes Redouane Achik do Marrocos e Waleed Ahmed Ali do Sudao.

José Augusto Mendonça, enviado especial da ANG ao CAN Gabão 2017


sábado, 14 de janeiro de 2017

Sorteio CAN 2019




Moçambique, Zâmbia e Namíbia são  adversários da Guiné-Bissau
Bissau, 12 Jan 16 (ANG) - A Guiné-Bissau irá defrontar s selecções da Namibia, Moçambique e Zambia na segunda fase de eliminatória do grupo K, para a Taça de Nações Africanas (CAN), a ter lugar em 2019, nos Camarões.

O sorteio para o efeito foi feito hoje pela Confederação Africana de Futebol (CAF) no quadro do CAN , em Gabão, cujo pontapé de saída terá lugar neste sábado e oporá precisamente a Guiné-Bissau e o país anfitrião.
O director da selecção nacional, Catio Baldé mostrou-se tranquilo quanto aos adversários, e frisou que a Guiné -Bissau se encontra entre os 15 melhores da África, portanto tem uma equipa a ter sempre em conta.
Entretanto, há dois dias da estreia no CAN e cumprido que já foram três treinos, o treinador guineense continua cauteloso e confiante quanto aos objectivos que pretende alcançar nesta competição.
Segundo "Mister" Cande, a equipa está preparada e à altura para responder aos desafios, tendo sempre em vista dignificar a Guiné-Bissau.
"As coisas estão bem planeadas e deliniadas as estratégias, portanto, não há nada a assinalar de alarme, pese embora não podermos até aqui, treinar no estádio onde vai decorrer o jogo inagural, por indicação da CAF", disse.
José Augusto Mendonça, enviado José especial da ANG ao Gabão.
 

Gâmbia




Yahya Jammeh nomeia mediador para crise

Bissau, 13 Jan 17 (ANG) - O presidente cessante gambiano, Yahya Jammeh, que recusa a derrota nas mais recentes eleições presidenciais realizadas no país, consideradas livres e justas pela União Africana e a generalidade da comunidade internacional, nomeou quinta-feira, depois de forte pressão interna e externa para abandonar o poder, um mediador “para ajudar a resolver o impasse político no país”, noticiou  a Panapress.
Na declaração, proferida através da Rádio Gâmbia, Yahya Jammeh anunciou a nomeação do ministro dos Assuntos Presidenciais, Musa Jallow, como mediador geral, pediu a todos os gambianos “para se perdoarem mutuamente, em particular a classe política” e para continuarem a trabalhar juntos “para manter e consolidar a paz e a harmonia.”

O Presidente derrotado nas urnas anunciou que “ninguém vai ser detido nem perseguido devido a actos ou omissões durante o período pré e pós-eleitoral com efeito a partir de 1 de Novembro de 2016 e 31 de Janeiro de 2017” e exortou os compatriotas e todos os residentes no país a cumprirem as suas tarefas em paz e segurança, porque “em nome de Deus, tudo vai correr bem e será brevemente resolvido em paz.”

Yahya Jammeh felicitou ainda os presidentes dos países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), bem como a Organização da Conferência Islâmica (OCI), a União Africana (UA) e as Nações Unidas pelo apoio à Gâmbia e afirmou que, “embora alguns se tenham enganado, os gambianos não se enganaram e aprenderam a lavar a roupa suja em família.”

O mediador para a crise, acrescentou, vai certificar-se de que os serviços públicos e civis “continuem a trabalhar eficazmente sem receio nem favor, mas duma maneira apolítica, ao serviço da nação”.  E faz questão de encontrar-se com todas as partes abrangidas no país e de “preparar uma reunião para que todas as partes possam ser ouvidas e que resolvamos tudo sem desconfiança entre nós”, acrescentou.

O mediador geral vai trabalhar com o ministro da Justiça e com o Parlamento, para redigir um projecto de amnistia geral destinado a evitar perseguições, “para que a nação possa restabelecer um clima de confiança e de segurança no quadro do mandato constitucional”, declarou o presidente derrotado nas eleições presidenciais.

A declaração do presidente cessante gambiano acontece depois de o próprio denunciar, um dia antes, em Banjul, as “ingerências estrangeiras sem precedentes” no seu país e apelar a uma solução pacífica do contencioso eleitoral.

Esta declaração foi feita horas depois de o Tribunal Supremo se ter declarado incompetente para decidir sobre o seu pedido para apreciar o que chama de “fraude eleitoral”. O presidente derrotado nas urnas defende que  os gambianos “podem reunir-se para encontrar uma solução, sem ingerência estrangeira.”

O Tribunal Supremo considerou impossível, em pouco tempo, apreciar os recursos apresentados pelo presidente cessante sobre a sua derrota eleitoral, antes de recrutar os juízes que falta e defendeu uma solução negociada com o Presidente eleito, Adama Barrow.

A decisão foi divulgada antes da chegada à Gâmbia, prevista para hoje, de uma missão da Comunidade Económica dos Estados  da África Ocidental (CEDEAO), para convencer Yahya Jammeh  a largar o poder no dia 19 de Janeiro.

Entre os dias 6 e 9, mais de 400 pessoas fugiram da Gâmbia e procuraram refúgio na Guiné-Bissau, revelou o secretário-executivo da Comissão de Apoio aos Refugiados na Guiné-Bissau. Os refugiados, na sua maioria mulheres e crianças, entraram no território guineense a partir do posto fronteiriço de Mpack, que liga a cidade senegalesa de Ziguinchor ao sector guineense de São Domingos.

O Governo guineense prepara um plano de contingência, por haver receio de que o fluxo de refugiados vindos da Gâmbia possa vir a agravar, caso a CEDEAO avance mesmo para o uso da força para obrigar o presidente derrotado nas urnas, Yahya Jammeh, a abandonar o poder. 

O bloco regional da África Ocidental deu a Yahya Jammeh até o dia 19, data em que termina o seu mandato, para sair do poder, caso contrário admite o uso da força.

A Gâmbia atravessa uma crise política, desde que o Presidente cessante,Yahya Jammeh, anunciou, em Dezembro de 2016, não reconhecer mais os resultados das eleições presidenciais realizadas no mesmo mês, depois de reconhecer a derrota e felicitar o candidato Adama Barrow pela vitória.
ANG/JA