quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Cidade de Bissau



Presidente da CMB reafirma interdição de vendas nos passeios e avenidas da Capital

Bissau, 04 Out 17 (ANG) -O Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB) reafirmou hoje que a proibição de vendas nos passeios e ao longo das diferentes avenidas da capital, é irreversível.

Baltazar Alves Cardoso falava aos jornalista, depois de uma reunião com a Câmara de Comércio (CDC), destinada a encontrar uma saída para as mulheres que vendiam nestes lugares, na presença das mesmas.

“Felicito a iniciativa da CDC, mas uma coisa é certa: a nossa cidade deve ter uma outra cara em termos de organização. Por isso, todos nós estamos de acordo com a desocupação da avenida principal. O problema é encontrar um espaço para colocar as mulheres que aí vendiam “, disse.

Entretanto, o Presidente da CMB reconheceu que é preciso dar facilidades as mulheres para continuarem as suas actividades económicas, tendo afirmado que espera encontrar um espaço no mercado de Bandim onde vão ser recolocadas.

 “Como costumo dizer que não existe Mercado digno do seu nome no país por isso a recuperação do Mercado Central vai diminuir um pouco o sofrimento dos comerciantes, porque vai ter três pisos e os utentes serão divididos conforme os artigos que vendem, ou seja legumes, roupas, vestuários cada qual no seu lugar”, informou.

Por seu turno o Presidente da CDC em exercícioenalteceu a importancia do   objectivo do encontro que é  enconbtrar  solução para que as mulheres que vendiam no passeio possam encontrar outro lugar para comercializar os seus produtos.

António Nunes lembrou que as mulheres são associadas de diferentes organizações afiliadas na sua organização.

Celeste Jorge Mendes, em nome das mulheres vendedeiras no passeio do Mercado de Bandim disse que a preocupação das mulheres tem a ver com a solução ao despejo de que foram alvo, uma vez que “não podemos ficar sem vender”. 

 “ O encontro foi muito aproveitável para as partes  Apesar de a CMB não indicar, ainda, nenhum outro lugar, estamos confiantes que a melhor solução será encontrada em breve” concluiu esta mulher comerciante.  

ANG/MSC/QC/SG










Justiça


ONG Viver sem Fronteiras suspeita de burla com roupa doada para fins humanitários na Guiné
    
Bissau, 04 Out 17 (ANG)- A Organização Não-Governamental Viver Sem Fronteiras é suspeita de desviar roupa doada para fins humanitários na Guiné, depois de a GNR lhe ter apreendido vestuário avaliado em 4,2 milhões de euros, disse fonte ligada ao processo.
A mesma fonte adiantou à agência Lusa que a ONG, presidida por Natália Oliveira, tinha num armazém em Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, 96 mil artigos de vestuário das marcas Salsa e Tiffosi, que teriam como destino a comercialização e não a ajuda a pessoas carenciadas na Guiné-Bissau.

A ONG está indiciada da prática dos crimes de burla qualificada e fraude fiscal, referiu a GNR terça-feira, em comunicado, acrescentando que a roupa apreendida em Santa Maria da Feira valeria 4,2 milhões de euros.

Contactada pela Lusa, Natália Oliveira confirmou as buscas nas instalações da ONG a 04 de setembro passado e remeteu para mais tarde esclarecimentos em comunicado a enviar à Lusa.
Em março de 2016, a Viver 100 Fronteiras ponderava abandonar a Guiné-Bissau, país para onde enviou entre 2008 e maio deste ano 46 contentores, de 46 toneladas, com ajuda para os setores da saúde, educação e alimentação, avaliada em 52 milhões de euros.

Na ocasião, o Governo da Guiné-Bissau informou a Lusa que desconhecia a existência da ONG por não se encontrar nos seus registos e ainda por esta "nunca se ter relacionado" com aquela estrutura governamental.

Criada em 2008 para levar ajuda à Guiné, a Viver 100 Fronteiras tem vindo a realizar missões de ajuda no Senegal, São Tomé e Cabo Verde e, em maio deste ano, anunciou à agência Lusa que tinha previsto prestar apoio no Haiti, Costa do Marfim e Moçambique.

A Fundação João XXIII/Casa do Oeste, localizada na Lourinhã, distrito de Lisboa, é também suspeita de um esquema idêntico, tendo sido constituídos arguidos, no início de setembro, o padre seu presidente e uma voluntária, indiciados pelos mesmos crimes.

Na ocasião, numa busca realizada numa garagem de uma habitação em Mafra, propriedade da arguida, a GNR veio a apreender 2.700 peças de vestuário da marca Salsa, estimadas em 208 mil euros.

A GNR efetuou também outra busca numa loja solidária da Fundação, em Mafra, onde não veio a apreender quaisquer artigos suspeitos.

A roupa estaria a ser comercializada de forma ilegal e a preços mais atrativos, provocando um decréscimo anormal nas vendas dos representantes da marca naquela região, explicou fonte da GNR à Lusa.

A 08 de setembro, em comunicado, a Fundação, que há 28 anos leva missões de solidariedade à Guiné, confirmava a realização das buscas e de bens doados para serem enviados para a Guiné, acrescentando que estes não foram apreendidos pela GNR.

Esclarecia ainda que a mulher constituída arguida não é sua voluntária e admitia "incorreções de procedimento e, eventualmente, de legalidade" em algumas ações de solidariedade realizadas. 

ANG/Lusa

Economia



“Guiné-Bissau fez "progressos consideráveis" nas reformas estruturais” diz  FMI
    
Bissau, 04 Out 17 (ANG) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou terça-feira que a Guiné-Bissau registou progressos consideráveis ao nível das reformas estruturais e foram cumpridas até junho as metas e critérios exigidos no âmbito do Programa Alargado de Crédito.
"Tem havido uma boa implementação do programa até à quarta avaliação. A missão congratula-se com o forte empenho das autoridades na consecução das metas e objetivos do programa, consolidando a estabilidade macroeconómicas e promovendo reformas estruturais de apoio a um crescimento económico forte e de base alargada", afirmou Tobias Rasmussen, chefe da missão do FMI para a Guiné-Bissau.

Segundo Tobias Rasmussen, que falava em conferência de imprensa em Bissau, "foram respeitados todos os critérios de desempenho e metas indicativas para o final de junho de 2017 e registaram-se progressos consideráveis ao nível das reformas estruturais".

O FMI iniciou a 21 de setembro, e terminou terça-feira, a sua quarta avaliação à Guiné-Bissau no âmbito do Programa Alargado de Crédito que tem com o país e também a visita vinculada ao abrigo do artigo IV, que ocorre a todos os países que trabalham com aquela organização financeira internacional.

"A atividade económica caracterizou-se por um comportamento dinâmico. Prevê-se que o crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) se situe nos 5,5por cento em 2017, com uma inflação de 2por cento e uma conta corrente externa geralmente equilibrada", afirmou o responsável.
Tobias Rasmussen afirmou que os bons resultados económicos foram sustentados pelo preço da campanha de caju, que aumentou significativamente os rendimentos dos agregados familiares rurais, mas alertou para a necessidade de dependência das exportações daquele fruto, aconselhando a uma maior diversificação da economia.

O FMI considerou também que uma "gestão prudente e eficaz melhorou a posição orçamental e reforçou a estabilidade macroeconómica".

"A aplicação mais rigorosa de procedimentos orçamentais permitiu reforçar o controlo da despesa. A gestão da dívida também melhorou, graças a medidas como a consolidação de empréstimos de bancos comerciais e o cancelamento de linhas de crédito", disse Tobias Rasmussen.

O FMI congratulou-se com as ações feitas pelas autoridades para reforçar o setor bancário e incentivou o Governo a "fortalecer os mercados financeiros e elaborar um plano de inclusão financeira".

A organização financeira pediu também ao Governo para "dedicar a margem orçamental" às prioridades sociais e infraestruturais, incluindo a reestruturação da empresa Eletricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB), para melhorar o fornecimento e abastecimento de água e eletricidade.
O Programa Alargado de Crédito, num montante de 23,5 milhões de dólares (cerca de 21 milhões de euros), foi aprovado em julho de 2015.

A última transferência no âmbito daquele programa ocorreu em maio e teve o valor de 3,7 milhões de euros. 

ANG/Lusa