terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Internacional



Cabo Verde colocado como país mais democrático em África

Praia, Cabo Verde, 12 dez 17 (ANG)  - Cabo Verde figura na primeira posição de uma lista de 10 países africanos que se destacam como “livres” no mapa mundial da Freedom House, que mede graus de liberdades públicas e direitos políticos, apurou a PANA terça-feira, na cidade da Praia.

O arquipélago apresenta um índice alto de 90, semelhante ao de França, numa escala de 0 a 100, seguido das ilhas Maurícias (89), do Gana (83), Benim (82), de São Tomé e Príncipe (81), do Senegal, da África do Sul e da Tunísia (78), da Namíbia (77) e do Botswana (72).

Esta lista de 10 países africanos que se destacam como “livres” representa 18 porcento do total da população do continente e apenas 12 porcento da população ao sul de Sara.

Em seguida, estão os países “parcialmente livres”, sendo 41 porcento ao sul do Sara e 49 porcento da população africana.

Nesta lista figuram países como Marrocos, Mali, Côte d’Ivoire, Togo, Níger e Nigéria, Quénia, Zâmbia, Tanzânia, Moçambique, Malawi, Zimbabwe ou Madagáscar, entre outros.

O relatório anual da Freedom House, que avalia a condição dos direitos políticos e das liberdades civis em todo o mundo, é composto de classificações numéricas e textos descritivos de apoio para 195 países e 14 territórios.

Publicado desde 1973, o documento permite que a Freedom House acompanhe as tendências globais da liberdade ao longo de mais de 40 anos.

Tornou-se no relatório mais lido e citado de seu tipo, usado regularmente por formuladores de políticas, jornalistas, académicos, activistas e muitos outros.

É considerado como “a primeira e melhor fonte disponível sobre o estado dos direitos políticos e civis em todo o mundo, igualmente útil para estudiosos e profissionais interessados pelo estado da democracia e da liberdade humana". 
ANG/Pana

SINDEPROF


 
Governo paga total de dívida contraída com professores até fim do ano

Bissau, 12 Dez 17 (ANG) – O governo já regularizou os atrasados salariais com os professores relativo ao ano lectivo 2016/2017 e do 2011/2012 e, até ao fim deste mês, vai concluir as dívidas de 2006, confirmou hoje a ANG o Presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF).

“Felizmente estamos num bom caminho e acredito que a manutenção deste clima ira resultar num bom sucesso do ano lectivo em curso’, desejou Laureano Pereira da Costa.

 O Presidente do SINDEPROF lembrou ainda que a questão de aplicação de carreira docente já se encontra na Assembleia Nacional Popular para efeitos de apreciação e eventual aprovação.

Questionado sobre o bloqueio pelo governo de salário aos professores devido a greve decretada no sector, aquele sindicalista respondeu que a situação já foi ultrapassada e cada professor recebeu seu salário sem ter sido descontado.

ANG/AALS/JAM



PR



Presidente da Guiné-Bissau orgulhoso com novo aeroporto internacional do Senegal 
Bissau,11 Dez 17(ANG) - O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, afirmou sexta-feira estar orgulhoso com o novo aeroporto do Senegal, cuja inauguração assistiu, quinta-feira, em Dacar, tendo regressado esta sexta-feira à Bissau.

Em declarações aos jornalistas no aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau, o líder guineense defendeu que o novo aeroporto, Blaise Diagne, não só orgulha os senegaleses mas também a todos os africanos.
"Vê-se que o Senegal está a crescer e a desenvolver", frisou o Presidente guineense.

O aeroporto Blaise Diagne (um político senegalês que viveu entre 1872-1934) e que foi o primeiro deputado negro eleito, em 1914, para o Parlamento francês, custou ao Estado senegalês cerca de 600 milhões de euros e terá capacidade para acolher anualmente 3,5 milhões de passageiros.

À margem das festividades, o Presidente guineense, manteve encontros de trabalho, nomeadamente com o seu homólogo senegalês, Macky Sall e com os embaixadores de alguns países acreditados em Dacar.

Com todos os interlocutores, José Mário Vaz disse ter abordado a situação política na Guiné-Bissau e de todos recebeu indicações em como a solução para os problemas deve ser encontrada entre os guineenses, enalteceu.

"Todos os países têm os seus problemas, mas os problemas dos países estão circunscritos a cada país que tenta resolver o seu próprio problema mas infelizmente, nós guineenses, temos um problema terrível, internacionalizamos os nossos problemas", afirmou José Mário Vaz.

De acordo com a LUSA, para o líder guineense, o problema é quando os assuntos transbordam para fora do país.

"Quando os problemas são internacionalizados significa que a solução também deve ser internacionalizada e é triste que assim seja, porque há países com muito mais problemas graves do que a Guiné-Bissau", observou José Mário Vaz.
Na Guiné-Bissau, acrescentou ainda Mário Vaz, a paz reina, o que existe são desentendimentos entre a elite política. "A Guiné-Bissau é de todos e para todos, não pode ser um país de um grupinho", sublinhou o líder guineense.
ANG/Lusa

Caridade



Ecobank oferece fontenário a vila de “Djaal de Baixo”

Bissau, 12 dez 17 (ANG) – A população de Djaal de Baixo, no sector de Safim beneficiou no fim-de-semana de um novo furo de água financiado pelo banco “Ecobank”, no âmbito da celebração do dia desta instituição, 9 de Dezembro. 
 
A cerimónia de inauguração e consequente entrega desta nova infra-estrutura contou com a presença do Director Geral dos Recursos Hídricos, Inussa Balde, em representação do Ministro dos Recursos Naturais e do governador da região de Biombo.

Na ocasião, Inussa Balde lembrou que o acesso a água potável se trata de um direito fundamental que assiste a todos, particularmente, os mais vulneráveis. No entanto, indicou que antes de Junho de 1998 Biombo contava com pelo menos 219 furos de água, mas que devido a falta de manutenção e de reciclagem de pecas, a maioria destas bombas acabou por deteriora-se.

“Até 1998, o nível de cobertura em termos de construção de furos de água era de 75 por cento no pais”, esclareceu Inussa Balde que reconheceu que depois deste período houve regressão em termos de investimentos, sobretudo da parte dos parceiros externos, no sector da água.

Não obstante toda esta situação, o Director geral dos Recursos Hídricos garantiu que o executivo esta a construir e recuperar furos de água em Farim, Bafata e a melhorar a rede de abastecimento em Bissau.

“O governo prepara-se para investir 300 milhões de francos Cfa no abastecimento de água” anunciou tendo revelado ainda que, em breve, a União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) também vai financiar a construção de pelo menos 200 furos nas regiões de Biombo, Cacheu e Bafata.

Sobre a infra-estrutura inaugurada em Djaal, o representante do Ministro dos Recursos Naturais assegurou para breve o envio de técnicos que irão ajudar a população na gestão da mesma, através de criação de uma comissão local.

Entretanto, o membro do Conselho de Administração do Ecobank, Adelino Handem começou por referir que 400 mil guineenses não têm acesso a água potável, por isso estão expostos a várias doenças ligadas ao consumo de água inapropriada.

Segundo este responsável, foi por isso que aquela instituição bancaria entendeu por bem intervir, através da construção deste furo e entregue a população no âmbito do seu dia anual que tem por lema este ano “Água Potável para Promover uma vida Saudável”.

A Directora da Ecobank Bissau, reforçou ainda que o gesto visa abastecer a população local com água potável, prevenir doenças conexas, tais como diarreia e diminuir o sofrimento das mulheres “nas suas longas e penosas” caminhadas em busca de água para suas necessidades básicas.

O Regulo de Djaal, Joãozinho Nanque agradeceu a Ecobank por esta oferta e pediu que seja construído mais uma bomba no local para cobrir a necessidade de toda a população do seu reinado.

Desde a cinco anos atrás que o Ecobank, instituição financeira sedeada em 34 países da África, celebra o dia 9 de cada mês retribuindo a comunidade com um gesto. No quadro das celebrações deste ano, o banco forneceu poços e tanques poli de água bem como filtros, distribuidores e tratamento de água nas comunidades mais necessitadas no continente negro.

ANG/JAM