sexta-feira, 29 de abril de 2022

   Covid-19/Infecções e mortes caem cerca de 20% numa semana no mundo

Bissau,29 Abr 22(ANG) – O número de casos de covid-19 caiu globalmente 21% na última semana, para 4,5 milhões, e foram ainda registadas 15.000 mortes pela doença, uma queda de 20% no mesmo período, segundo o relatório divulgado quinta-feira pela OMS.

De acordo com o documento da Organização Mundial da Saúde, os casos positivos detectados entre 18 e 24 de Abril representam o menor número semanal dos últimos quatro meses e significam que as infeções voltaram aos números anteriores à onda da variante Ómicron do novo coronavírus, durante a qual chegaram a ser contabilizados mais de 20 milhões de casos por semana em Janeiro.

Quanto às quedas, observou-se uma rápida tendência de queda desde Fevereiro, e o número semanal é o mais baixo desde o início de março de 2020, mês em que o SARS-CoV-2 foi declarado como pandemia pela OMS.

No entanto, a OMS pediu que essas estatísticas, refletidas no seu relatório epidemiológico semanal, sejam analisadas com cautela, especialmente aquelas relacionadas ao número de casos, já que muitos países reduziram drasticamente a testagem, dado o aumento de infecções leves e assintomáticas.

Um total de 99,7% dos casos analisados em laboratório nos últimos 30 dias estavam ligados à variante Ómicron, dominante no mundo desde o final de 2021 e normalmente associada a formas mais leves de covid-19, embora a OMS continue alerta para a possibilidade que o novo coronavírus evolua para mutações mais perigosas.

“Recomendamos manter uma forte vigilância do vírus SARS-CoV-2 durante o restante da fase aguda da pandemia”, disse a organização, com sede em Genebra, no relatório.

Geograficamente, a Europa foi a região que detectou mais casos na semana passada (2,2 milhões), embora estes tenham apresentado um decréscimo de 28% em relação aos sete dias anteriores, enquanto na Ásia Oriental e no Pacífico ocorreram 1,4 milhão de infeções, uma queda de 28% após semanas a ser a região mais afectada pela pandemia.

As Américas registaram 550.000 casos (aumento de 9%), a Ásia Meridional 161.000 (redução de 6%), a África 36.000 (subida de 32%) e o Médio Oriente 22.000 (queda de 30%).

O maior número de óbitos foi registado no continente europeu (6.800, embora com queda de 23%), enquanto na América foram contabilizadas 4.029 mortes, representando uma queda de 19%.

Desde o início da pandemia, há mais de dois anos, uma das mais graves do século passado, foram detetados 508 milhões de casos e 6,2 milhões de mortes no mundo.

A crise sanitária levou à administração de mais de 11.000 milhões de doses da vacina contra a covid-19 e, até agora, cerca de 65% da população mundial já está protegida contra a doença.  ANG/Inforpress/Lusa

 

Política/Presidente da JRS pede empenho dos seus membros no reforço das estruturas de base do partido

Bissau,29 Abr 22(ANG) – O Presidente da Juventude da Renovação Social(JRS), pediu  maior empenho dos seus membros no reforço das estruturas de base do Partido da Renovação Social(PRS).

O apelo de Vladimir Lenin Djomel foi lançado, na quinta-feira, no acto de encerramento do primeiro encontro de Estudo e Trabalho da Juventude de Renovação Social, do Sector Autónimo de Bissau(SAB).

“Nos últimos tempos do líder fundador do PRS, Kumba Ialá sempre apostava no reforço de estruturas do PRS, em particular da juventude, com intuito de serem observadores de tudo o que se passa no terreno, para fazerem a correção necessária”, salientou.

Djomel sublinhou que esse legado de Kumba Ialá  motiva, cada vez mais, a juventude do partido a trabalhar  mais, de forma a modernizar a estrutura partidária e  lançar um desafio à sociedade guineense de que, nenhuma organização no mundo pode crescer sem um plano previamente estruturado.

Segundo o Presidente da Juventude da Renovação Social do SAB, Ufé Vieira, a missão da Juventude da Renovação Social é de tentar compreender a inserção e o crescimento do Partido da Renovação Social no Sector Autônimo de Bissau, para além da animação política  da camada juvenil.

 Vieira disse que , perante os referidos desafios,  não existe a melhor forma de  poderem descifrar  os desafios e os objectivos a alcançar que não seja a promoção de um encontro de estudo e trabalho.

“Este encontro  visa capacitar e sensiblizar os jovens do partido, em termos de estudo, dotar-lhes de conhecimentos sobre a situação real no terreno político para servir a geração vindoura”, disse.

O Presidente da Juventude da Renovação Social, disse que o encontro serviu igualmente para estudar e compreender as expectativas iniciais, com relação aos compromissos e materialização das orientações  do partido. ANG/ÂC//SG

FMI/Previsões: Impacto da guerra é muito negativo e muito grave em África

Bissau,29 Abr 22(ANG) – O conselheiro do Departamento Africano do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alex Segura, disse quinta-feira à Lusa que o impacto da guerra na Ucrânia é “muito negativo e muito grave em África”, devido às vulnerabilidades já existentes.

Em entrevista à Lusa no dia do lançamento do relatório sobre as Perspetivas, Alex Segura afirmou que “o impacto em África da guerra na Ucrânia é muito negativo, é muito grave, porque os países de baixo rendimento já tinham mecanismos mais limitados para lutar contra a pandemia de covid-19, e tiveram um choque importante, com mecanismos muito menos desenvolvidos do que os países avançados para gerir a pandemia”.

Agora, continuou o conselheiro do departamento africano, “chegam numa situação de grande vulnerabilidade, e a preocupação principal do FMI é o aumento dos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares”.

A Ucrânia e a Rússia são dois dos principais produtores de cereais, nomeadamente trigo, que é a base da alimentação em vários países africanos, nomeadamente do norte do continente.

“O impacto sobre os produtos alimentares é particularmente grave nos países de baixo rendimento, porque são muito importantes nas camadas mais vulneráveis da população”, acrescentou o conselheiro espanhol, que é também o representante do FMI em Cabo Verde.

Questionado sobre como pode o FMI ajudar os países africanos, já confrontados não só com os efeitos da pandemia, mas também com a escassa margem de manobra orçamental, Alex Segura disse que o apoio assenta em três pilares.

“Primeiro, o financiamento, através de programas de emergência e aumento dos recursos em novos programas, depois, conselhos, um diálogo profundo para discutir com as autoridades as medidas de política económica necessárias, e por último a assistência técnica, que serve para fortalecer as instituições e ajudar a definir políticas mais robustas nesta situação tão complicada”, disse o economista espanhol.

Uma das medidas fortemente recomendadas pelo Fundo é a introdução de “medidas diretas de apoio às camadas vulneráveis da população, com programas sociais específicos, em vez de um apoio generalizado ao controlo dos preços, que tem um impacto muito forte no Orçamento e não beneficia as camadas mais baixas da população”, explicou.

Questionado sobre como o apoio às camadas mais baixas da população pode ser feito num contexto de grande escassez de recursos e de alto endividamento, Alex Segura disse que o curso adequado de ação depende e varia de país para país.

“Angola, por exemplo, beneficiou muito do aumento dos preços dos combustíveis, porque é um país exportador de petróleo, a taxa de câmbio apreciou-se e a vulnerabilidade da dívida desceu muito, por isso o panorama é variável, em Cabo Verde, por outro lado, a taxa de crescimento baixou e a vulnerabilidade da dívida pode aumentar, por isso o cenário depende de país para país”, argumentou o conselheiro do departamento africano.

Ainda assim, explicou, há dois princípios que todos os países têm de gerir: preservar a sustentabilidade da dívida e apoiar os mais vulneráveis.

“Cada país tem de preservar a sustentabilidade da dívida, que se não for sustentável tem de ser reestruturada, que é um processo que demora tempo e precisa de um diálogo profundo com os credores, mas se for sustentável, é preciso preservá-la, e esse é um dos pilares da estabilidade”, afirmou.

O outro pilar é o da introdução de medidas de apoio às camadas mais vulneráveis da população, salientou, admitindo que preservar as finanças públicas “pode implicar um país ter de imprimir medidas de consolidação orçamental” e vincando que “é normal utilizar dívida como mecanismo de financiamento, mas de uma forma moderada porque o espaço orçamental é reduzido”.

O importante, concluiu, “é encontrar o equilíbrio entre preservar a sustentabilidade da dívida e introduzir medidas de apoio para proteção das camadas mais vulneráveis da população”.

DÍVIDA PÚBLICA em relação ao PIB  2021…..2022…..2023

África subsaariana……                        .56,9…..55,1…..54,3

Angola………………..............................86,3…..57,9…..54,6

Cabo Verde…………............................154,1….159,2….152,7

Guiné-Bissau………….............................80,7…..79,7…..77,7

Guiné Equatorial………                            39,9…..27,8…..30,4

Moçambique…………..............................102,3….102,0…..94,8

São Tomé e Príncipe……...........................61,3…..63,1…..60,0

CRESCIMENTO DO PIB…….2021…..2022…..2023

África subsaariana…….............4,5……3,8……4,0

Angola………………..................0,7……3,0……3,3

Cabo Verde……………...............6,9……5,2……5,8

Guiné-Bissau………….................3,8……3,8……4,5

Guiné Equatorial……..-.................3,5……6,1…..-2.9

Moçambique…………….................2,2……2,7……4,5

São Tomé e Príncipe……...............1,8……1,6……2,8

FONTE: World Economic Outlook, abril 2022

ANG/Inforpress/Lusa

 

 


Missão Militar da CEDEAO
/Espaço de Concertação dos Partidos Democráticos acusa Umaro Sissoco Embalo de violar a Constituição da República

Bissau, 29 Abr 22 (ANG) – Os partidos políticos agrupados no Espaço de Concertação Democratica, acusaram quarta-feira o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló  de violação da Constituição do país com a vinda de uma força militar da CEDEAO.

Acusação foi feita, pelo  líder da União para Mudança(UM), Agnelo Regala a margem da cerimónia de entrega do prémio literário “Guerra Junqueira” a dois escritores Guineenses, nomeadamente Abdulai Sila e Tony Tcheka,  em  reação  sobre a vinda ao país dos militares da CEDEAO, cujo o primeiro grupo já se encontra na Guiné-Bissau, para garantir a manutenção da segurança e paz  no país.

 “Em primeiro lugar, nos não comprendemos, o porquê que CEDEAO respondeu a favor de um  pedido de quem escoraçou essas forças no país para poder assumir o poder”, disse.

Em segundo lugar, conforme Agnelo Regala “o Presidente, mais uma vez, violou a Constituição da Republica, que é o pilar da Democracia e de um Estado de Direito Democratico”.

Regala sustentou que o Chefe de Estado guineense  deveria perguntar ou informar a Assembleia Nacional Popular  para seu pronunciamento sobre o assunto, mas diz que  isso não aconteceu.

“Portanto, estamos já  habituados aos atropelos a Lei e a Constituição por parte do Presidente guineense e que isto  é um facto que vai manchar as relações ao nível das diferentes instituições do país”, disse.

O líder da União para Mudança disse que, enquanto deputados, vão pronunciar-se sobre o assunto, porque o que está a acontecer é “a revelia da Constituição e das leis”.

“Ou seja “é uma ocupação ou invasão ao nosso território nacional”, pelo que como guineenses e patriotas vamos defender a soberania e a independência da Guiné-Bissau”, afirmou.

Na sequência  da tentativa de golpe de Estado, do dia 01 de Fevereiro, a CEDEAO decidiu enviar ao país uma  uma força militar para a manutenção da paz.ANG/LPG/ÂC//SG

              Sudão/Comunidade internacional condiciona ajuda ao país

Bissau, 29 Abr 22 (ANG)  - A União Europeia, os Estados Unidos da América, o Reino Unido e a Noruega exigiram esta sexta-feira, 29 de Abril, aos políticos sudaneses que avancem para um governo civil de transição.

Esta posição conjunta foi adoptada numa reunião em Cartum. Caso o processo de transição não avance, os apoios da comunidade internacional passarão a ser condicionados.

Uma delegação conjunta de Altos Responsáveis da União Europeia, França, Reino Unido, Alemanha e Noruega decidiram posicionar-se hoje relativamente à grave crise política que o Sudão enfrenta. O país tem vivido uma verdadeira deriva política nos últimos 3 anos, altura em que Omar Al Bashir era derrubado no país.

Os altos dirigentes reuniram-se para demonstrarem o seu "apoio ao povo sudanês" e apelar a uma "transição para a democracia", segundo um comunicado hoje divulgado. Caso a transição para um governo civil "credível" não aconteça, qualquer tipo de apoio financeiro ao Sudão será condicionado pela comunidade internacional.

"Sem esse apoio, o Sudão poderia perder biliões de dólares em assistência ao desenvolvimento do Banco Mundial e do programa do FMI. Para além disso, os cerca de 19 biliões de dólares associados ao alívio da dívida estariam em risco", defenderam os responsáveis.

Recorde-se que, nos últimos 3 anos, os militares negam veementemente sair do poder, apesar da forte contestação da sociedade civil.

Entretanto, a formação de um governo nunca chegou a avançar, uma vez que os civis desistiram de apoiar as autoridades militares.

Desde o novo golpe de Estado em Outubro de 2021, a classe castrense, no poder, não consegue novos parceiros para o executivo, como tem vindo a pedir a comunidade internacional para a retoma da ajuda.

Também desde essa data, as manifestações contra os militares no poder têm sido uma constante e há registo de centenas de mortos, bem como de várias detenções.

Nos últimos dias, a violência tem vindo a aumentar no país, nomeadamente, no Darfur, zona oeste do Sudão, acontecimentos que estão a ser acompanhados com muita atenção pelo resto do mundo.

Segundo a ONU, pelo menos 213 pessoas terão sido assassinadas em quatro dias, de acordo com as autoridades da região, devido a confrontos entre as populações sub-saarianas e árabes. As Nações Unidas pedem uma investigação "rápida" e "independente" dos factos.

De salientar ainda que o país vive uma grave crise económica, uma vez que a moeda está em queda livre. Para além disso, o Sudão regista níveis de inflação superiores a 260%, de acordo com o Programa Alimentar Mundial. Estima-se que existam neste momento mais de 18 milhões de pessoas a necessitar de ajuda alimentar.ANG/RFI

 

 

quinta-feira, 28 de abril de 2022

   Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

SociedadeCívil/Movimento Vozes Femininas promove marcha de protesto contra  violação dos direitos das mulheres e crianças

Bissau, 28 Abr 22 (ANG) – O Movimento denominado “Vozes Femininas”,  composta por várias organizações de promoção e defesa das crianças e mulheres vai promover,  sexta-feira, uma marcha pacífica de condenação de   “sucessivas violações dos direitos das mulheres e crianças”, registadas nos últimos tempos, no país.

Em  Nota à Imprensa entregue hoje na redação da ANG, a organização diz que tem assistido  “alarmante aumento” de casos da violação dos direitos das mulheres no país, razão pela qual decidiu criar um Movimento Social de Pressão, para fazer ouvir a sua voz sobre o “não ao feminicídio”.

 “Pretendemos solicitar audiência  ao Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, no sentido de usar a sua influência na luta contra  excessivos crimes contra  mulheres e crianças, promover uma marcha para a condenação e entrega de cartas abertas à Instituições da República, designadamente o Ministério da Justiça, da Saúde Pública e assim como do Interior”, lê-se na nota.

O Movimento ainda conta levar a cabo no quadro dos protestos contra o que diz ser violaçóes contra mulheres e crianças,  visitas de solidariedade aos famíliares das vitimas que no passado recentes sofreram abusos de violências, que provocaram mortes.

A  marcha de protesto de  sexta-feira, começa no Instituto da Mulher e Criança a partir das 7:00h de manhã, e deve passar pelo  Ministério de Justiça, da Saúde Pública, e o do  Interior e Ordem Pública.ANG/LLA/ÂC//SG      

Sindicalismo/Presidente do Movimento da Sociedade Civil  defende necessidade de promoção de formação para dirigentes sindicais

Bissau, 28 Abr 22 (ANG) – O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento defendeu quarta-feira a necessiadade de promover formação para dirigentes sindicais e fim de assegurarem o exercio das suas missões com competência.

Fodé Carambá Sanhã presidia a cerimónia  de abertura do ateliê de formação  em matéria sindical promovida pela Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau-Central Sindical, sob o lema: Desafios do Sindicalismo no Contexto Guineense Atual.

“Para ser defensor dos trabalhadores a pessoa precisa estar munido de conhecimentos no âmbito do quadro legal conformando as suas atuações às leis  de base dos sindicatos, num inequívoco reforço da competência para as respostas consistentes, eficientes e eficazes dos seus setores de representação,” disse Sanhá.

Para o Secretário-geral da Confederação Geral dos Sindicatos Independentes, Malam Ly Baldé, para ser sindicalista não é necessário que a pessoa tenha  estudos em ciências jurídicas ou direito. “O importante é que a pessoa tenha vontade, seja honesta, disciplinada e disponível para participação ativa em atividades sindicais”, disse.

No seminário com a duração de dois dias, os participantes debaterão temas lagadas com a Lei da Liberdade Sindical, lei da Greve, da Requisição Civil e da Manifestação.ANG/DMG/ÂC/SG

Poliomielite/Ministério da Saúde  realiza campanha   de vacinação “ porta a porta” contra a doença

Bissau, 28 Abr 22 (ANG) – O Ministério da Saúde Pública leva  a cabo campanha de vacinação “porta a porta” contra a poliomielite, na sequência do ressurgimento de, pelo menos, quatro casos confirmados da doença no país.

A informação consta numa nota à imprensa do Ministério da Saúde Pública à que a ANG teve acesso hoje, segundo a qual a iniciativa Global de Erradicação da poliomielite (GPEI) tem como objetivo assegurar que nenhuma criança volte a ficar paralisada devido a qualquer poliovírus.

Sob o lema "Pólio nunca mais", o Ministério da Saúde Pública perspetiva vacinar mais de 300 mil crianças menores, de cinco anos através da realização da Campanha Nacional integrada de vacinação contra  poliomielite, suplementação em vitamina A e desparasitação com Mebendazol em todo território nacional, de 27 a 30 de Abril em curso.

A nota indica que para a realização desta campanha de vacinação, o  Ministério da Saúde Pública conta com apoio técnico e financeiro da UNICEF, OMS e demais parceiros da iniciativa Global de Erradicação da poliomielite (GPEI). ANG/MI//SG

 

                     Ucrânia/António Guterres pede o fim do conflito

Bissau, 28 Abr 22(ANG) - O secretário-geral da ONU visitou esta manhã as cidades de Borodianka, Bucha e Irpin, nos arredores de Kyiv, onde os ucranianos acusam os russos de terem cometido crimes durante a ocupação da região em Março.

António Guterres disse que a guerra no século XXI é um absurdo e instou ao fim do conflito na Ucrânia.

António Guterres visitou esta manhã as cidade de Borodianka, Bucha e Irpin, nos arredores de Kyiv, onde os ucranianos acusam os russos de terem cometido crimes durante a ocupação da região em Março. A Rússia nsiste que o massacre na cidade, com centenas de corpos espalhados pelas ruas, foi uma “encenação” que prejudicou as negociações de paz.

O secretário-geral da ONU disse que a guerra no século XXI é um absurdo e instou ao fim do conflito na Ucrânia.

"Imagino a minha família numa dessas casas (...), vejo as minhas netas correndo em pânico. A guerra é um absurdo no século XXI, nenhuma guerra é aceitável no século 21", disse Guterres.

Nesta que é a primeira visita à Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de Fevereiro, António Guterres reúne-se esta tarde com o Presidente Volodymyr Zelensky à tarde. Na reunião com Zelensky, o tema principal deverá ser a retirada de civis do complexo industrial de Azovstal, em Mariupol. Em Bucha, o secretário-geral das Nações Unidas sublinhou a importância de uma investigação sobre eventuais crimes de guerra, pedindo a Moscovo para colaborar com o Tribunal Penal Internacional”.

"Quando vemos este local horrível, vejo a importância de se fazer um investigação completa e estabelecer as responsabilidades", declarou o secretário-geral da ONU, em Bucha.

António Guterres visitou ainda Irpin onde sublinhou que sempre que há uma guerra o preço mais alto é pago pelas populações. ANG/RFI

 

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Cultura/
Abulai Sila e Tony Tcheka recebem Prémio Guerra Junqueiro 2020 e 2021

Bissau, 28 Abr 22 (ANG) – Os escritores guineenses Abdulai Sila e António Soares Lopes(Tony Tcheka) receberam na quarta-feira, o Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia  referentes ao ano 2020 e 2021 respectivamente.

A cerimónia de entrega dos prémios, que não teve lugar na devida altura devido a  pandemia da Covid-19, foi realizada quarta- feira, no Centro Cultural Português em Bissau.

“Nomeado e distinguido com prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia 2020, a obra de Tony Tcheka reflete, invariavelmente, a sua visão crítica sobre todos os aspectos da sociedade guineense. ” argumentou Ana Luísa Peleira, vice-presidente da Câmara municipal de Freixo de Espada à Cinta e Vereadora da Cultura.

Abdulai Sila, segundo uma Nota à  que a ANG teve acesso, vencedor do mesmo prémio, na edição de 2021, é um elemento fundamental na sociedade guineense por se dedicar, enquanto investigador social, à alfabetização da população, voz ativa e participativa.

 “É  na literatura lusófona contemporânea que o seu trabalho se destaca. A sua formação e posição permitem-lhe, ainda, utilizar as tecnologias emergentes como forma de alavancar o desenvolvimento económico-social do seu país de origem”, refere Avelina Ferraz, curadora do prémio.

O evento decorreu no âmbito do programa da quinzena literária, promovida pela Associação de Escritores da Guiné-Bissau.

O papel social, bpolitico e cultural que Guerra  Junqueiro assumiu no seu tempo foram e continuam, diz-se na nota, a ser fonte de inspiração para muitos escritores e poetas. “Este prémio literário dá voz a quem, como ele, pretende manter em aberto todos os temas pertinentes e que façam deles as suas próprias causas, através da escrita”, lê-se no documento..

O prémio literário Guerra Junqueiro espandido a todos os países da lusofonia pretende ser um contributo maior para o movimento criador e uma  união cultural lusófono.

Para o ministro da Cultura, Augusto Mendes, o prémio representa um momento importante e de orgulho para a Guiné-Bissau e para a cultura, devido denâmica de trabalho de homens que dedicaram a vida a transmitir ao povo sua guinendade através da escrita.

Mendes disse que essa dinâmica vai agora juntar aquilo que é uma vasta comunidade de falantes da língua portuguesa, e fazer com que o contributo guinendade esteja presente dentro desta grande comunidade linguística.

O Prémio literário Guerra Junqueiro é promovido no âmbito do FFIL-Freixo Festival Festival Internacional de Literátura, que se realiza desde 2017, em Freixo de Espada à Cinta, vila anfitriã do Prémio Guerra Junqueiro em Portugal. ANG/LPG//SG

 

                   Mali/Encerramento definitivo da RFI e do France 24

Bissau, 28 Abr 22 (ANG)– O colégio da Alta Autoridade da Comunicação (HAC) anunciou esta quinta-feira, 28, o encerramento definitivo do serviço da Rádio França Internacional (RFI) e da France 24, no Mali, segundo a AA.

“A decisão do encerramento definitivo segue-se aos atropelos notado pela HAC no tratamento da informação sobre o Mali por aqueles dois órgãos há vários meses, e monitorados pelo Centro de Monitorização”, indica a mesma fonte.

De acordo com o comunicado, “ a Comissão de Ética, de Contencioso e de Deontologia, depois de contactada pelo HAC, examinou o conteúdo das emissões sobre a actualidade mais recente, nomeadamente as emitidas pelos dois canais a partir de Janeiro de 2022, e relativas: ao ataque da base de Mondoro, às reportagens de David Baché dos dias 13 e  15 de Março de 2022 relativos às supostas exacções das Forças armadas malianas sobre as populações civis no Centro do Mali e no  delta interior do Níger, no Mali, a  250 quilómetros, a jusante da Bamako, ao suposto desaparecimento de mauritanos na fronteira maliana”.

A HAC sublinha que “aquelas emissões constituem uma violação dos termos supracitados e da convenção do acordo que liga a France Mídia Monde a HAC. A violação daquelas disposições substanciais é considerada grave pela HAC”.

Recorde-se que em Março último, as autoridades de transição do Mali haviam iniciado um processo de suspensão até novas ordens, da RFI em Ondas curtas e FM, e da France 24, em todo o espaço do território maliano, por terem acusado as FAMA de execução sumária dos civis.ANG/Angop

 

Saúde/Vice primeiro-ministro apela adesão popular à campanha de vacinação contra pólio

Bissau, 28 Abr 22 (ANG) -  O Vice primeiro-ministro apelou a adesão da população  guineense à campanha de vacinação contra a Poliomielite iniciada quarta-feira no país e com duração de quatro dias.

Soares Sambu falava na cerimónia que assinalou a abertura da campanha, em representação do Presidente da República, ausente do país, em visita oficial à África do sul.

 Sambú advertiu que é necessário se trabalhar rapidamente que o polivírus não se alastre e provocar mais danos em termos de vida humana e paralisia.

"Estamos aqui em representação do Presidente da República que pediu para ilustrar um sinal de engajamento e do seu comprometimento com a agenda nacional da saúde pública, e através de nós poder lançar um vibrante apelo a toda população no sentido de adotarem uma conduta de adesão, de mobilização e de colaboração na campanha de vacinação contra poliomielite”, disse.

Para o Vice primeiro-ministro não se pode dissociar a reaparição da doença da pólio da existência da crise da Covid-19.

Soares Sambú  acrescentou que a vacinação é o único caminho para se previnir da doença.

Por seu turno, o ministro do Turismo e Artesanato e igualmente porta voz do governo, Fernando Vaz, em nome do ministro da Saúde Pública, disse que o Ministério da Saúde tal como outros parceiros têm vindo a apoiar os esforços do Governo no sentido de assegurar uma saúde de qualidade à todos os cidadãos, com especial atenção às crianças com menos de cinco anos de idade.

"Em 2019, a Guiné-Bissau já tinha declarada a certificação da erradicação da poliomielite do poliovírus selvagem, infelizmente no ano passado ou seja em Março de 2021, a Guiné-Bissau foi informada pela Organização Mundial de Saúde OMS do isolamento de quatro casos do pliovírus tipo dois no país”, referiu.

Fernando Vaz disse que a poliomielite é um problema de saúde tal como outros  e que a doença é transmissível e provoca não só a doença mais também a morte das crianças.

Chamou a atenção à todos os técnicos de saúde envovidos nesta campanha, a dedicarem o máximo dos seus esforços, e administrarem a nova vacina com Vitamina A e desparasitação com Mebendazol às crianças menores de cinco anos, nas  cidades e tabancas mais longínguas do país.

Para Jean Marie Kipela, representante da OMS no país, o  lançamento da campanha de vacinação testemunha, por um lado, o engajamento da Guiné-Bissau no cumprimento das agendas globais e, por outro, uma colaboração forte entre tradicionais parceiros do Ministério da Saúde Pública na iniciativa da erradicação da pólio.

"A pandemia da Covid-19 piorou a fragilidade do sistema nacional de saúde,  em todas as vertentes e, por conseguinte, o sistema de vigilância e de vacinação não escaparam a regra”, frisou.

Jean Kapela  disse que, tanto as atividades de vacinação como as de vigilância não têm sido  implementadas com regularidade, e que sofreram interrupções prolongadas jamais conhecidas no país e, consequemente, a imunidade das crianças foram enfraquecidas não só em poliovírus, mas também ao sarampo e outras doenças evitáveis através de  vacinação.ANG/MI/ÂC//SG

      

 

Holocausto/Israel assinala o genocídio de seis milhões de judeus pelo nazismo

Bissau, 28 Abr 22 (ANG) - As sirenes soaram hoje (quinta-feira) em Israel dando início às cerimónias que todos os anos assinalam o Holocausto de seis milhões de judeus pelo regime nazi no poder na Alemanha desde 1932 até 1945.  

O Estado de Israel foi fundado em 1948 por judeus que abandonaram a Europa a seguir ao final da Segunda Guerra Mundial (1945) sendo que cerca de 165 mil sobreviventes do genocídio nazi vivem actualmente no país onde são reconhecidos como figuras históricas mas, cuja maioria, enfrenta situações de pobreza. 

Hoje, o primeiro-ministro israelita Naftali Bennet prestou homenagem no Memorial Yad Vashem afirmando que o mundo tem de deixar de comparar o Holocausto a outros acontecimentos e factos históricos.

Naftali Bennet fazia referência aos recentes discursos dos chefes de Estado da Rússia e da Ucrânia que estabeleceram paralelos entre a actual guerra em território ucraniano e o genocídio durante a Segunda Guerra Mundial.  

"Com o passar dos anos há cada vez mais discursos a nível mundial que comparam 'outras dificuldades' e acontecimentos com o Holocausto. Mas não é assim", afirmou Naftali Bennet.

"Nenhum outro acontecimento na História foi mais cruel assim como nada é comparável ao extermínio dos judeus pelos nazis e colaboracionistas na Europa", frisou o primeiro-ministro de Israel.

Naftali Bennet referiu-se também às "grandes diferenças" que estão actualmente a dividir Israel.

Este ano, o discurso do primeiro-ministro - num dos dias mais solenes do ano para Israel - ocorre numa altura em que Naftali Bennet é alvo de ameaças.

Na terça-feira, uma carta com ameaças de morte e com uma bala foi endereçada à família do chefe de governo de Israel, estando o assunto a ser investigado pelas autoridades.   

"Irmãos e irmãs, nós não podemos permitir que a génese dos mesmos perigos, das facções, desmantelem Israel internamente", declarou Naftali Bennet.  

Todos os anos, Israel recorda as vítimas do Holocausto exaltando os sobreviventes.

Os restaurantes e locais de entretenimento mantêm-se encerrados durante todo o dia, as estações de rádio transmitem música sóbria e as televisões incluem na programação documentários e emissões especiais sobre o Holocausto.

Trata-se da primeira vez desde o início da crise sanitária que o país assinala a data sem ser em contexto de confinamento.

A pandemia de SARS CoV-2 afectou em particular os sobreviventes do holocausto devido à idade avançada e a situações doenças associadas à terceira idade.

De acordo com um grupo que representa as vítimas do Holocausto citado pela Associated Presse, em Israel, cerca de um terço dos sobreviventes do Holocausto vivem abaixo do limiar da pobreza sendo que muitos são dependentes das ajudas governamentais e doações.

Por outro lado, um relatório divulgado hoje em Israel indica que apesar dos esforços implementados nos programas escolares, em todo o mundo, sobre a história do Holocausto, o anti-semitismo aumentou nos últimos anos a nível global. 

O documento refere que os sentimentos contra os judeus foram sentidos durante o confinamento sanitário, em vários pontos do mundo; nos comentários publicados nas redes sociais assim como após a intervenção militar israelita contra o território palestiniano de Gaza, no ano passado.

No âmbito das cerimónias oficiais, o presidente de Israel, Isaac Herzog, vai acender seis tochas que assinalam os seis milhões judeus assassinados pela Alemanha nazi. 

O porta-voz do Parlamento da Alemnha, Baerbel Bas, vai estar presente nas várias cerimónias oficiais em Israel. ANG/Angop

 

 

quarta-feira, 27 de abril de 2022

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Cabo Verde/Save the Children exorta doadores internacionais a travar fome no Corno de África

Bissau,  27 Abr 22(ANG) – A organização não-governamental Save the Children voltou hoje a apelar aos doadores internacionais para prevenir a fome na Somália, Etiópia e Quénia, já lançado por dezenas de entidades humanitárias.

Segundo a organização, 14 milhões de pessoas estão em risco de fome nestes países africanos, cerca de metade das quais crianças, mas o número poderá aumentar para 20 milhões.

A crise alimentar resulta da grave seca que atravessa o Corno de África, das consequências da pandemia de covid-19, do conflito armado, das infestações de gafanhotos e do aumento de preços fruto do conflito na Ucrânia, assuntos que foram discutidos esta terça-feira na Mesa Redonda de Alto Nível para a Seca no Corno de África, coorganizada pela União Europeia e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitárias (OCHA, na sigla inglesa).

Mais de 40 ONG e redes de apoio emitiram pedidos aos doadores, que se reuniram em Genebra, para reforçarem o financiamento e liderança humanitários, exortando que eventuais atrasos terão um elevado custo em vidas.

Desde o início de 2022, mais de meio milhão de pessoas já abandonaram as suas casas em busca de comida e água só na Somália e, em termos regionais, 5,7 milhões de crianças encontram-se em risco de malnutrição aguda e 1,7 milhões em risco severo, diz o comunicado.

O porta-voz da Save the Children para a África Oriental e Sul, Shako Kijala, afirmou que as crianças são sempre as mais afectadas pelas crises alimentares, lembrando: “A malnutrição leva a problemas de crescimento, prejudica o desenvolvimento mental e físico a longo prazo, aumenta o risco de outras doenças e, em última análise, causa a morte.”.

Os trabalhadores de várias ONG na Somália, Etiópia e Quénia louvaram o grande apoio demonstrado para com as vítimas do conflito na Ucrânia, mas lamentaram não assistir ao mesmo nível de urgência face aos milhões de pessoas que enfrentam “o peso de alguns dos maiores desafios comuns globais, incluindo a crise climática”.

Segundo o comunicado, esta “falta de atenção” faz recear que se repitam os atrasos de 2011, que permitiram 260.000 mortes devido à seca e à fome só na Somália, embora em 2017 o governo somali e a comunidade internacional tenham conseguido actuar a tempo de prevenir uma catástrofe semelhante.

Este último caso demonstrou, para a Save the Children, que é possível evitar a fome de forma eficaz a partir de uma “abordagem colectiva de financiamento e programação sem arrependimentos”, e que atrasar a acção apenas “custará mais aos doadores a longo prazo e corre o risco de reverter a última década de investimentos na construção de resiliência” na região.

Esta visão é ecoada por Issack Malim, director executivo da Plataforma Nexus, na Somália, que disse ser “crítico que os fundos sejam directamente canalizados para actores locais que procuram colmatar as causas de raiz da fome numa resposta humanitária integrada, movida pela comunidade”.

Para as ONG, é necessário replicar agora esta estratégia de sucesso, pelo que requisitaram aos doadores mais de 4,4 mil milhões de dólares (4,14 milhões de euros) para fornecer ajuda a cerca de 29,1 milhões de pessoas na Somália, Etiópia e Quénia ao longo de 2022.

Visto que apenas 5% deste valor (61 milhões de euros) foi arrecadado para a Somália até agora e que a reunião patrocinada pela União Europeia nas Nações Unidas foi “despromovida de uma conferência de doadores para uma mesa redonda de alto-nível”, a Save the Children exorta os envolvidos para que comecem “a actuar com um sentido de urgência e tomem acções decisivas” de forma a evitar a deterioração da crise. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Diplomacia/Presidente da República viaja hoje  à África do Sul em visita oficial de quatro dias

Bissau, 27 Abr 22 (ANG) – O Presidente da República desloca-se hoje  à Africa Sul para uma visita oficial de quatro dias, a convite do seu homólogo Cyril Ramaphosa.

A informação foi tornada pública através de um  comunicado do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República à  que a Agência de Noticias da Guiné teve acesso hoje.

De acordo com a nota, nesta viagem, Umaro Sissoco Embalo  vai fazer-se acompanhar da ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, Suzi Carla Barbosa, dos ministros dos Recursos Naturais e Energia, Orlando Mendes Veigas, da Defesa Nacional e dos Combatentes da Liberdade da Patria, Sandji Fati, do Comércio e Indústria, Tcherno Djalo e da Saúde Pública, Dionísio Cumba.ANG/MI/ÂC//SG

Covid-19/China aprova para ensaios clínicos uma vacina contra a variante Omicron

Bissau, 27 Abr 22(ANG) – Uma vacina chinesa inactivada contra a variante Omicron foi aprovada para ensaios clínicos pela Administração Farmacêutica Nacional na terça-feira, na China, segundo a agência de notícias Xinhua.

A vacina, desenvolvida pelo China National Biotec Group, afiliado à Sinopharm, está sob pesquisa desde Dezembro de 2021, informou a empresa.

De acordo com a mesma fonte, testes preliminares, como avaliação de segurança nos animais e pesquisa de imunogenicidade, mostraram que a vacina pode produzir um alto título de anticorpos neutralizantes contra várias variantes, incluindo o Omicron.

Em ensaios clínicos será adoptado um método de estudo randomizado, duplo-cego e de coorte entre pessoas com 18 anos ou mais que receberam duas ou três doses da vacina COVID-19 para avaliar a segurança e a imunogenicidade dessa vacina inactivada.

Refira-se que, Shanghai, o principal centro financeiro da China, tem registado nos últimos dias um surto de covid-19.ANG/Inforpress/Xinhua