quarta-feira, 21 de setembro de 2022

 OMS/Doenças intransmissíveis superam as infecciosas e são as que mais matam

Bissau, 21 Set 22 (ANG) - Doenças não transmissíveis, como as do foro cardíaco, cancro, diabetes e patologias respiratórias, superam actualmente as enfermidades infecciosas e são as que mais matam no mundo, alertou esta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS divulgou hoje um novo relatório e um portal com dados de 194 países sobre doenças não transmissíveis e respectivos factores de risco: tabagismo, alimentação não saudável, uso nocivo de álcool, falta de actividade física e poluição do ar.

"A eliminação desses factores poderia prevenir ou retardar problemas de saúde significativos e muitas mortes prematuras" por estas doenças, de acordo com os peritos.

Para a OMS, que lançou a iniciativa durante a assembleia-geral da ONU, este é um dos maiores desafios do século na saúde e no desenvolvimento.

As doenças cardiovasculares, o cancro, a diabetes e as patologias respiratórias crónicas, a par da saúde mental, causam quase três quartos das mortes a nível mundial e matam 41 milhões de pessoas por ano.

O relatório "Números invisíveis: a verdadeira extensão das doenças não transmissíveis e o que fazer com elas" dá visibilidade a estas patologias e lembra "a verdadeira escala" desta ameaça e dos factores de risco, considera a OMS em comunicado.

"Também mostra o custo-benefício de intervenções económicas aplicáveis globalmente que podem mudar esses números e salvar vidas e dinheiro", avança a organização.

O portal contém os dados mais recentes de cada país, factores de risco e adopção de políticas: "Torna visíveis os padrões e tendências nos países e permite a comparação entre países ou dentro de regiões geográficas".

"Segundo a OMS, a cada dois segundos, uma pessoa com menos de 70 anos morre de uma doença não transmissível e 86% dessas mortes ocorrem em países de baixo e médio rendimento.

"Essa grande mudança na saúde pública nas últimas décadas passou amplamente despercebida", considera a organização.

"O relatório e o portal chegam num momento crítico para a saúde pública: em 2022, apenas alguns países estavam a caminho de cumprir a meta do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de reduzir em um terço as mortes precoces por doenças não transmissíveis até 2030", sustenta a OMS.

Os especialistas alegam que a prevenção e tratamento são uma "excelente oportunidade de investimento, que terá inúmeros impactos no crescimento económico, superando em muito o dinheiro gasto". ANG/Angop

 

       ONU/ UA pede missão de mediação para término da guerra na Ucrânia

Bissau, 21 Set 22 (ANG) - A União Africana pediu terça-feira uma missão de mediação de alto nível para pôr fim à guerra na Ucrânia, para a qual se disponibilizou para contribuir, avisando que África não quer ser palco de uma nova Guerra Fria.

"Apelamos à desescalada e à cessação das hostilidades na Ucrânia, por uma solução negociada, a fim de evitar o risco catastrófico de um conflito potencialmente mundial. A negociação e a discussão são as melhores armas de que dispomos para promover a paz. Lanço um apelo para a formação de uma missão de mediação de alto nível para qual a União Africana [UA] está disposta a dar o seu contributo", disse o Presidente do Senegal, Macky Sall, presidente em exercício da UA.

No seu discurso no debate na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, que terça-feira começou, o líder africano disse ter uma mensagem de África: "Vim dizer que África já suportou o suficiente do fardo da história. Que ela não quer ser o foco de uma nova Guerra Fria".

Segundo Sall, o continente quer ser antes "um centro de estabilidade e oportunidades, aberto a todos os seus parceiros, numa base mutuamente benéfica".

Reconhecendo que existe uma "África dos problemas", que precisa de ser pacificada e estabilizada, o dirigente senegalês preferiu sublinhar a "África das soluções", com 30 milhões de quilómetros quadrados, vastos recursos humanos, mais de 60 por cento das terras aráveis do mundo e riquezas minerais, florestais, hídricas e energéticas.

"Esta África de soluções deseja envolver-se com todos os seus parceiros (...) transcendendo o preconceito de que 'quem não está comigo está contra mim'", acrescentou.

Ao longo de um discurso de cerca de 15 minutos em que falou sempre em nome da UA, Sall manifestou o apoio da organização pan-africana ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

Lembrou que desde a anterior Assembleia-Geral das Nações Unidas "o mundo ficou mais perigoso e mais incerto", com a conjugação de alterações climáticas, perigos securitários e sanitários, além da guerra na Ucrânia.

Mas apelou ao Conselho de Segurança para que "trate da mesma maneira todas as ameaças à paz e à segurança internacional incluindo em África".

"O terrorismo que ganha terreno no continente não é apenas um problema africano, é uma ameaça global (...). Convidemos o Conselho a envolver-se connosco na luta contra o terrorismo em África, com mandatos mais adaptados e meios mais consequentes", disse.

Insistiu ainda na antiga reivindicação africana sobre a necessidade de uma reforma do Conselho de Segurança e da inclusão da UA no seio do G20, "para que África possa finalmente ser representada onde se tomam decisões que afetam 1,4 mil milhões de africanos".

Macky Sall manifestou a preocupação da UA com o facto de a percepção de risco em África ser mais elevado do que o real e renovou a proposta da organização para que o grupo de resposta à crise mundial sobre alimentação, energia e finanças para que promova um diálogo construtivo para as agências de notação.

"Face à dimensão inédita da crise económica mundial, a União Africana reitera o seu apelo para a realocação parcial dos direitos especiais de saque (SDR, na sigla em inglês)" e da implementação da iniciativa do G20 para a suspensão do serviço da dívida (DSSI, na sigla em inglês).

Referiu-se ainda ao cancro como um "assassino silencioso" e apelou à mobilização para uma campanha da Agência Internacional de Energia Atómica para melhorar a capacidade dos países-membros africanos na luta contra o cancro através das tecnologias nucleares, como a imagiologia médica, a medicina nuclear e a radioterapia.

Sobre a conferência das partes da ONU sobre alterações climáticas (COP27), que decorre em Novembro no Egipto, Sall renovou o compromisso da UA com o acordo de Paris, apelando a um consenso para uma transição energética justa e equitativa.

"É legítimo, justo e equitativo que África, o continente mais atrasado no processo de industrialização e o menos poluente, explore os seus recursos disponíveis para ter energia básica, para melhorar a competitividade da sua economia e para alcançar o acesso universal à eletricidade", disse, lembrando que até hoje mais de 600 milhões de africanos ainda vivem sem eletricidade.

Insistiu ainda na necessidade de os países desenvolvidos cumprirem o compromisso há muito adiado de apoiar os países em desenvolvimento com 100 mil milhões de dólares por ano de financiamento de adaptação climática.

"Consideramos o financiamento da adaptação, não como ajuda, mas como contributo dos países desenvolvidos para uma parceria mundial solidária em contrapartida pelos esforços dos países em desenvolvimento para evitar os esquemas poluentes que mergulharam o planeta no atual estado de emergência climática", afirmou Macky Sall.ANG/Angop

 

                Nigéria/Autoridades  apreendem 1,8 toneladas de cocaína

Bissau, 21 Set 22 (ANG) - A agência anti-droga da Nigéria apreendeu um recorde de 1,8 toneladas de cocaína avaliada em 278 milhões de dólares (277,3 milhões de euros) num armazém de Lagos, a maior apreensão de sempre, informou hoje a Lusa.

Cinco pessoas foram detidas, informou segunda-feira a Agência Nacional de Aplicação da Lei da Droga nigeriana, adiantou que são alegados membros de um grupo internacional ligado ao narcotráfico, alvo de uma investigação desde 2018.

A agência disse que as drogas foram encontradas numa propriedade isolada na zona de Ikorodu, em Lagos, no domingo, numa altura em que "o cartel estava a tentar vendê-las a compradores na Europa, Ásia e outras partes do mundo".

Classificou a apreensão como "um golpe histórico para os cartéis da droga e um forte aviso de que todos eles irão cair se não se aperceberem que o jogo mudou".

As apreensões de droga têm aumentado na África Ocidental no último ano, indicando que os traficantes fizeram daquela área do continente um centro para movimentar substâncias ilegais entre a América do Sul e a Europa. ANG/Angop

 

      ONU/Guterres pede que crise climática seja prioridade de governos

Bissau, 21 Set 22 (ANG) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu terça-feira que a crise climática deve ser prioridade máxima de todos os governos e organizações multilaterais e pediu que as empresas de combustíveis fósseis sejam responsabilizadas pela destruição do planeta.

"Há outra batalha que devemos encerrar - a nossa guerra suicida contra a natureza. A crise climática é a questão definidora do nosso tempo. Deve ser a primeira prioridade de todos os governos e organizações multilaterais. E, no entanto, a ação climática está a ser colocada em segundo plano - apesar do apoio público esmagador em todo o mundo", sublinhou Guterres no seu discurso de abertura do debate geral da 77.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU.

De acordo com o líder das Nações Unidas, as emissões globais de gases de efeito estufa precisam de ser reduzidas em 45 por cento até 2030 para que exista alguma esperança de chegar a zero até 2050.

"E, no entanto, as emissões estão a subir em níveis recorde - a caminho de um aumento de 14% nesta década. Temos um encontro com o desastre climático", anteviu, dando como exemplo o cenário de destruição que encontrou na sua recente visita ao Paquistão, onde um terço do país está submerso devido às graves inundações que destruíram parte daquele território.

"Vemos isso em todos os lugares. O planeta Terra é vítima das políticas de terra arrasada. O ano passado trouxe-nos a pior onda de calor da Europa desde a Idade Média. Gigantescas secas na China, nos Estados Unidos e noutros países. A fome espreita no Corno de África. Um milhão de espécies em risco de extinção. Nenhuma região é intocada. E ainda não vimos nada. Os verões mais quentes de hoje podem ser os verões mais frescos de amanhã. Choques climáticos que ocorrem uma vez na vida podem, em breve, tornar-se eventos anuais", disse António Guterres.

Classificando a crise climática como um caso de injustiça moral e económica, o ex-primeiro-ministro português apontou diretamente o dedo ao G20 [as maiores e emergentes economias do mundo], que responsabilizou por 80 por cento de todas as emissões de gases de efeito estufa, cujos efeitos acabam por se manifestar nos países mais pobres e vulneráveis -- aqueles que menos contribuíram para esta crise.

Enquanto isso, segundo Guterres, a indústria de combustíveis fósseis celebra com "centenas de milhares de milhões de dólares em subsídios e lucros inesperados, enquanto os orçamentos das famílias encolhem e o nosso planeta arde".

De acordo com o secretário-geral, o mundo está "viciado em combustíveis fósseis" e é hora de uma "intervenção".

"Precisamos de responsabilizar as empresas de combustíveis fósseis e seus facilitadores. Isso inclui os bancos, fundos privados, gestores de ativos e outras instituições financeiras que continuam a investir e a subscrever a poluição por carbono. E inclui a enorme máquina de relações públicas que fatura milhares de milhões para proteger a indústria de combustíveis fósseis do escrutínio", denunciou.

Guterres fez uma comparação directa com a indústria do tabaco, quando, há décadas, lobistas e especialistas em propaganda espalharam "desinformação prejudicial" sobre o setor.

"Os interesses dos combustíveis fósseis precisam de gastar menos tempo a evitar um desastre de relações públicas - e mais tempo a evitar um desastre de nível planetário", declarou.

Admitindo que os combustíveis fósseis "não podem ser cortados da noite para o dia", Guterres indicou que uma transição justa significa não deixar nenhuma pessoa ou país para trás e apelou a que os "poluidores paguem" pelas suas ações contra o planeta.

"Hoje, peço a todas as economias desenvolvidas que tributem os lucros inesperados das empresas de combustíveis fósseis. Esses fundos devem ser redirecionados de duas maneiras: para países que sofrem perdas e danos causados pela crise climática; e para as pessoas que enfrentam o aumento dos preços dos alimentos e da energia", sugeriu, apelando ainda a todos os líderes para que cumpram os objetivos do Acordo de Paris e elevem a sua ambição climática.

O líder da ONU defendeu ainda que seja enfrentada a crise da biodiversidade e que os Oceanos sejam protegidos.

O debate de alto nível da 77.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU arrancou hoje, em Nova Iorque, com a presença de chefe de Estado e de Governo de todo o mundo, e irá prolongar-se até ao final da semana, com a guerra da Rússia na Ucrânia sob foco.

Além do conflito, também as crises alimentar, energética e climática, e as tensões China-Estados Unidos estarão em destaque nesta semana de alto nível.ANG/Angop

 

   Nova Iorque/ONU saúda abolição da pena de morte pela Guiné Equatorial

Bissau, 21 Set 22 (ANG) - A Alta Comissária interina das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Nada Al-Nashif, saudou terça-feira a adopção de um novo código penal na Guiné Equatorial que consagra a abolição da pena de morte.

"Saúdo a adopção de um novo código penal na Guiné Equatorial, que consagra a abolição da pena de morte. A pena de morte é incompatível com os princípios fundamentais dos direitos humanos e da dignidade", escreve a diplomata jordana, numa nota à comunicação social do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, em Genebra.

Com a assinatura do novo código penal pelo Presidente, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, a "Guiné Equatorial torna-se o 25.º Estado africano a abolir a pena de morte, reforçando ainda mais a tendência mundial para a abolição universal e contribuindo para o reforço e desenvolvimento dos direitos humanos", acrescenta Nada Al-Nashif.

Até agora, cerca de 170 estados em todo o mundo aboliram ou introduziram moratórias contra a pena de morte, quer nas leis nacionais, quer nas respetivas práticas penais, sublinha a ONU.

"A Guiné Equatorial não executa uma pena de morte desde Janeiro de 2014, quando foi imposta uma moratória temporária à pena de morte", acrescenta Al-Nashif.

O vice-presidente equato-guineense, Teodoro Nguema Obiang Mangue, anunciou esta segunda-feira na sua página na rede social Facebook que a "Guiné Equatorial aboliu a pena de morte", considerando este como um passo "histórico" para o país.

"Histórico e memorável para o nosso país na gestão do respeito dos Direitos Humanos. Escrevo com letras maiúsculas para selar este momento único: A GUINÉ EQUATORIAL ABOLIU A PENA DE MORTE", escreveu o vice-Presidente, filho do Presidente Teodoro Obiang, no poder desde 1979.

A medida - divulgada a cerca de dois meses das eleições locais, legislativas e presidenciais - era reclamada interna e externamente há vários anos e foi prometida para "breve" pelo chefe de Estado equato-guineense no início de Março último.

Teodorín, nome por que é conhecido o filho de Teodoro Obiang, publicou igualmente uma imagem do novo Código Penal do país, assinado pelo seu pai, cujo artigo 26.º do capítulo I, relativo às penas em geral, determina que "na aplicação das penas, fica totalmente abolida a pena de morte na Guiné Equatorial".

O novo código penal, Lei n.º 4/2022, assinado pelo chefe de Estado no passado dia 17 de Agosto, entra em vigor 90 dias depois da respectiva publicação em diário oficial.

O compromisso de abolição da pena de morte constava do roteiro que a Guiné Equatorial, cujo regime é acusado por organizações internacionais de violação dos direitos humanos, se comprometeu a aplicar aquando da adesão à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2014. ANG/Angop

 

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Justiça/Procurador Geral da República considera de “falsas” as acusações do advogado da família Bamba contra a sua pessoa

Bissau, 20 Set 22 (ANG) – O Procurador Geral da República(PGR),  afirmou que todas as acusações feitas contra a sua pessoa em relação ao conflito de posse da terra com a família Bamba na tabanca de Gambiel, sector de Bambadinca, região de Bafatá, são “falsas e destituídas da verdade” porque as informações em que basearam são de fontes falsas.

Bacari Biai falava falava esta terça-feira,em conferência de imprensa, em  reação sobre a denúncia feita recentemente por Marcelino Ntupe advogado da família Bamba, segundo a qual o atual PGR está a levar a cabo acções de intimidação à comunidade com a qual está em conflito por  posse da terra, com  cinco elementos da Guarda Nacional no local.

Em relação a acusação do advogado Ntupe feita quarta-feira passada, de  que sequestrou alguns elementos da comunidade Biai disse que as pessoas presas foram pegos em fragante delito ao tirar do lugar a placa que divide o espaço  e diz que o “dito advogado” que o acusou de sequestrar essas pessoas não sabe distinguir “ sequestro de flagrante delito”.

“Não abuso do meu poder, não sou violento e nunca uso violência. A violência que uso é legal. O  que a lei diz querendo ou não é para cumprir. Nunca ando com homens armados, os que tenho são meu segurança pessoal, a que  tenho direito na qualidade de PGR, de me proteger a mim e à minha família ”, disse Biai.

Declarou que,  devido ao  último incidente mandou dois seguranças à tabanca para protegerem  a sua mulher porque se encontra  sozinha, frisando que as seguranças nunca tocaram em ninguém.

Biai disse  que vai sempre optar pela  via da lei e sustenta que, se existe a lei na Guiné-Bissau, os ocupantes que invadiram o seu espaço vão sair porque a sentença vai ser cumprida.

Disse acreditar nas autoridades e na justiça pelo que nunca vai fazer a justiça com as próprias mãos.

O PGR negou a acusação de Belmiro segundo a qual o seu pai cortava tarra para fazer esteras, e negou  que em nenhum momento dissera  que os manjacos devem abandonar aquela tabanca, porque, segundo diz,  a sua educação enquanto pessoa e religioso não o promete ter  tal comportamento.

A família Bamba, segundo o PGR, ocupou espaço em conflito só depois do conflito político militar de 7 de Junho de 1998 e não como dissera Belmiro que foram obrigados a sair da tabanca que os viu nascer há quase 70 anos.   ANG/MI/ÂC//SG

 

Diplomacia/PR  em Nova Iorque para assistir a 77ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas

Bissau, 20 Set 22 (ANG) - O Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embaló encontra-se em Nova Iorque com o objectivo de assistir a 77ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

A informação consta na nota do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República, à que a ANG teve acesso hoje.

De acordo com a mesma nota, no próximo dia 22, Umaro Sissoco Embaló fará uma intervenção  na AG sobre problemas relacionados a pobreza extrema e questões ambientais.

A margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Chefe de Estado guineense, na sua qualidade qualidade de Presidente em Exercício da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), participa na Cimeira desta organização regional para discutir a actual situação prevalecente no Mali e no Burkina Faso.. 


Sissoco Embaló ainda deverá tomar  parte  na 7ª reunião anual do Conselho para a Eliminação da Malária (End Malaria Council, EMC), devendo apelar aos países doadores a contribuirem com mais recursos financeiros para o  Fundo Global, que apresenta um défice de 18 mil milhões de dólares para a realização de seu programa de atividades.
ANG/AALS/ÂC//SG

 

Tempo/Boletim Meteorológico prevê vento fraco com velocidade até 15km/h no continente nas próximas 24H00

Bissau, 20 Set 22 (ANG) – A previsão meteorológica do Serviço Nacional de Meteorologia para as proximas 24H00, indica que haverá  vento variável, fraco com a velocidade de até 15 km/h no continente com rajadas que podem atingir 26 km/h e moderado de Oeste no mar até 24 km/h.

A informação consta no boletim meteorológico de segunda-feira, 19 de Setembro, e válido até 18h de hoje(20). Refere ainda que haverá chuva fraca a moderada, por vezes fortes acompanhada de trovoadas e com a visibilidade reduzida no momento da chuva.

As temperaturas máximas nas zonas Centro, Norte e Leste, de acordo com o mesmo boletim, vão variar de 30ᵒC (em Bissau e Cacheu), a 32ᵒC (em Farim, Gabu e Pirada) e as mínimas variam de 20ᵒC (em Madina de Boé), a 25ᵒC (em Bissau).

E nas zonas Sul e Ilhas, as temperaturas máximas vão variar de 29ᵒC (em Bolama, Bubaque e Cacine), a 31ᵒC (em Buba) e as mínimas de 23ᵒC (em Buba), a 26ᵒC (em Bubaque). ANG/DMG/ÂC//SG

Política/Sandji Fati reeleito para o cargo do Coordenador de MADEM-G15 para Setor Autónomo de Bissau

Bissau, 20 Set 22 (ANG) – O actual ministro de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Sandji Fati, foi segunda-feira reeleito nas funções de  Coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), para o Sector Autónomo de Bissau (SAB), com 334 votos num universo de 354 eleitores.

A escolha foi feita durante a Conferência Regional do partido no SAB, na qual o concorrente reeleito não teve adversário, devido ao consenso alcançado durante o processo.

Na ocasião, o Coordenador Nacional de MADEM-G15, Braima Camará deixou apelos ao trabalho, coesão interna e acolhimento a todos os que pretendem se juntar ao projecto do partido.

Satisfeito com a sua recondução, Fati prometeu trabalhar para defender os interesses do partido.

O MADEM-G15, terminou igualmente na segunda-feira os cíclos de Conferências Regionais que culminam com a  eleição dos delegados que concorrem para as Assembleias de Base, Secção, Sectores, e Zonas que farão parte no IIº Congresso do partido.

Sandji Fati foi reconduzido para o cargo do Coordenador do partido para SAB, com 334 votos num universo de 354 eleitores, 16 votos contra, 04 abstenção e 01 nulo.

O IIº Congresso do partido está  agendado para decorrer entre  30 de Setembro  à 2 de Outubro deste  ano.ANG/LLA/ÂC//SG

        TIC/Técnicos debatem relatório para validação da Economia Digital

Bissau,20 Set 22(ANG) – Técnicos de diferentes instituições públicas e privadas do país estão reunidos hoje numa jornada de validação técnica do relatório sobre o diagnóstico da Economia Digital no país.

Ao presidir a abertura do ato, o Diretor-geral da Economia Mussá Sambi disse que o estudo vai igualmente servir de fonte para identificação e hierarquização das ideias do projeto e que permitiu a identificação dos desafios do sector.

Aquele responsável sublinhou que a Guiné-Bissau inclui nas suas agendas de desenvolvimento os desafios de elaboração de um Plano Digital de Desenvolvimento Económico, inserido na reforma da Administração Pública e promoção do sector privado.

Ao falar dos ganhos que o país pode obter com a implementação da Economia Digital, o diretor de Gabinete de Estudos do Ministério dos Transportes e Comunicações  sublinhou ser um ramo de  ciência muito vasto.

“Se as tecnologias de informação forem muito bem exploradas, podem alavancar a economia de um país”, diz Iatanim Deivis.

Aquele responsável defendeu que as Tecnologias de Informação não devem ser vistas apenas na perspectiva de ganhos económicos, mas sim num contexto mais vasto, que começa no acesso às plataformas digitais e que passam por cima de todos os outros serviços.

Deivis acrescentou que a tecnologia de informação oferece diversas gamas de serviços que poderão trazer ganhos económicos para o país, dentre os quais o empreendedorismo digital.

 “Vamos elevar as competências dos jovens de forma a poderem ter acesso ao mercado e à nova dinâmica que se pretende no sector, em termos de mudança de paradigma”, referiu acrescentando que o estudo vai permitir o país sair dos trabalhos em formato papel para o mundo digital.

O relatório, segundo Iatanim Deivis assenta em cinco pilares nomeadamente, Infraestruturas Digitais, Serviços Digitais, Competências Digitais e Empresas Digitais. ANG/ÂC//SG

 

 

 

Forças Armadas/EMGFA reforça capacidade dos motoristas em matéria de Código de Estrada

Bissau, 20 Set 22 (ANG) – O Estado-maior General das Forças Armadas(EMGFA) iniciou hoje e durante três meses uma acção de formação de reforço de capacidade de mais 40 motoristas de diferentes unidades militares em matéria de Código de Estrada, por forma a reduzir os danos registados nas viaturas.

Segundo o responsável de Logística do EMGFA,  Mamadu Saliu Baldé, a formação irá decorrer em duas fases, sendo que na primeira fase vão participar 22 elementos e na segunda mais de 30 condutores.

Baldé disse que será administr
ada pelo instrutor e Director-Geral da Escola de Condução Moderna, Fernando Gomes.

Durante os três meses, os participantes vão abordar quatro categorias de informações de Código de Estrada, nomeadamente sinais de Informação, de Passagem, de Perigo, de Obrigação e de Proibição.

No acto de abertura dos trabalhos, o Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, Biaguê Na Ntan  revelou que a formação é destinada aos soldados rasos e sargentos, avisando que, qualquer  oficial que pretende participar da formação tem que assumir  as despesas.

Biaguê Na Ntan pediu os formandos a prestarem atenção durante as aulas, por forma a poderem, no futuro, serem os primeiros a cuidarem dos veículos. Na Ntan disse  o Estado-maior regista número significativo de danos materiais, principalmente de veículos, e que esta situação não pode continuar.

“Às pessoas que beneficiam desta formação serão atribuídas uma Carta de Condução da categoria de ligeiro amador, ligeiro profissional e pesado profissional”, disse.

Acrescentou que depois da formação  cada condutor é responsável por qualquer dano da viatura que conduz.

O Chefe de Estado-maior anunciou na ocasião a realização, em  parceria com  Estado-maior General das Forças Armadas de Portugal, de uma acção de formação  destinada aos mecânicos militares de diferentes unidades, para que possam estar à altura de reparar os veículos avariados.

O chefe da Logística do Estado-maior General das Forças Armadas, Mamadu Saliu Baldé lamentou os danos de viaturas causados pelos condutores, por falta de cuidados  na condução .

Fernando Gomes prometeu transmitir  o seu conhecimento sobre Código de Estrada e os cuidados que um condutor deve ter com o veículo antes de iniciar a marcha.

“Um condutor deve controlar a água, óleo e pneumáticos do veículo todos os dias  de manhã,  antes de iniciar a marcha, porque são, entre outros, os elementos que provocam danos no veiculo”, disse.

Ensinou  que a falta de água no veiculo provoca o aumento da temperatura do óleo e danos na junta do motor. ANG/LPG/ÂC//SG

      Irão/Mulheres  desafiam leis islâmicas depois de morte de jovem detida

Bissau, 20 Set 22 (ANG) - São cada vez maiores no Irão as manifestações contra a obrigatoriedade das mulheres obedecerem a certas regras de vestuario, como o uso do véu islâmico.

Milhares de pessoas, em várias cidades do país, saiem às ruas após a morte de uma jovem, detida pelas autoridades por alegadamente usar de forma inadequada o hijab. 

Masha Amini, de 22 anos, originária do curdistão iraniano, morreu na passada sexta-feira, num hospital, 3 dias depois de na capital Teerão ter sido detida pela polícia dos costumes, que é responsavel por fazer cumprir o rigoriso código de vestuário das mulheres na República Islâmica. 

As autoridades disseram que Amini estava "vestida de forma inadequada" visto que no Irão é obrigatorio, por exemplo, cobrir o cabelo em público.

Embora as forças de segurança neguem qualquer contacto físico com a jovem, o facto de ter entrado em coma... e ter perdido a vida depois da detenção está a levantar suspeitas e uma verdadeira onda de indignação.

Por todo o país, desde a capital à cidade de Mashhad, conhecida por ser um importante local de peregrinação, milhares de pessoas saiem às ruas e clamam pelo "fim da Republica Islâmica". Há mulheres que inclusive retiram o véu islâmico da cabeça.

As autoridades já fizeram varias detenções e, em alguns casos, usaram gás lacrimogeneo para disperar os manifestantes. Pelo menos 5 pessoas perderam a vida.

As Nações Unidas vieram, entretanto, mostrar-se preocupadas pelo que consideram ser uma "violenta repressão" dos protestos. ANG/RFI

 

Fome no mundo/”A cada quatro segundos morre uma pessoa por falta de comida”, dizem ONGs

Bissau, 20 Set 22(ANG) – A cada quatro segundos morre uma pessoa de fome, denunciaram hoje mais de 200 organizações não-governamentais, pedindo aos líderes mundiais reunidos na 76.ª Assembleia Geral da ONU que “adoptem acções que travem a crise”.



As organizações não-governamentais (ONG), provenientes de 75 países, assinaram uma carta aberta dirigida aos líderes de Estados presentes em Nova Iorque para expressar indignação pela “explosão do número de pessoas famintas” e fazer recomendações para travar a crise global de fome.

“Actualmente, 345 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de fome aguda, número que mais do que duplicou desde 2019”, sublinham as 238 organizações em comunicado de imprensa.

A carta aberta foi publicada a propósito do início da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde um grande número de líderes políticos, mas também representantes da sociedade civil se reúnem durante uma semana para aquele que é considerado o encontro diplomático mais importante do mundo.

“É inadmissível que, com toda a tecnologia agrícola (…) existente hoje, ainda estejamos a falar sobre fome no século XXI”, afirmou Mohanna Ahmed Ali Eljabaly, da Yemen Family Care Association, um dos signatários da carta.

“Não se trata apenas de um país ou de um continente e a fome nunca tem uma causa única. Trata-se da injustiça de toda a humanidade”, acrescentou.

A crise alimentar, a par da crise de segurança causada pela invasão russa da Ucrânia e das crises energética e climática são as principais questões que estarão em debate na Assembleia Geral da ONU, que hoje começa.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) referiu que mais de 12% dos africanos enfrentem insegurança alimentar e apelou aos governos da África subsaariana para serem criteriosos na definição das políticas e da despesa pública. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

   Angola/Novo ministro da comunicação social  diz ter "maior abertura à crítica"

Bissau, 20 Set 22 (ANG) - O novo ministro das telecomunicações, tecnologias de informação e comunicação social de Angola, Mário de Oliveira,  disse ser aberto à crítica mas ressalvou que são "as organizações que precisam de produzir actos que façam com que haja cobertura dos órgãos”.

O Governante respondia à questões  sobre
as críticas da oposição sobre o desequilíbrio de tratamento das actividades políticas na comunicação social pública, e  deu conta das suas prioridades, logo após ser empossado segunda-feira no seu cargo.

A crítica "é uma actividade que não nos assusta, ela nos ajuda a melhorar e quando construtiva para o progresso é sempre uma actividade salutar considerou Mário de Oliveira que, em declarações à imprensa nesta segunda-feira, também vincou que “é preciso termos em atenção que não vai ser a comunicação social que vai organizar e produzir actividades para serem difundidas".

O ministro argumentou ainda que Angola conheceu no mandato anterior, uma “subida significativa” no ranking da transparência na comunicação social. “Essa subida é consequência da abertura que foi havendo durante a legislatura anterior, que é para continuar”, indicou ainda Mário de Oliveira respondendo desta feita às críticas que têm sido feitas por vários sectores da sociedade e nomeadamente pelos partidos de oposição em particular durante a campanha eleitoral sobre o tratamento mediático desigual reservado às actividades das formações de oposição em relação ao MPLA no poder.

Em conversa com os jornalistas, o novo titular da pasta das telecomunicações, tecnologias de informação e comunicação social evocou igualmente os projectos que pretende implementar na sua área de acção. “Queremos aumentar a cobertura dos serviços em todo o território nacional, que é uma actividade que já vem sendo desenvolvida no executivo anterior, queremos apostar muito seriamente na formação dos nossos quadros”, indicou o governante referindo ainda que pretende “apostar muito seriamente na questão da expansão das telecomunicações em todo o país, nesse momento temos uma cobertura de telefonia móvel na ordem dos 49%, é preciso subir este patamar para níveis mais elevados”.

Noutro aspecto, Mário de Oliveira mencionou ainda que tenciona investir no reforço da cibersegurança e também na formação dos jovens “para o aumento da literacia digital para a utilização racional e consciente as redes sociais em benefício da sociedade”.ANG/RFI

 

ONU/ 150 dirigentes debruçam-se sobre os desafios mundiais na Assembleia Geral

Bissau, 20 Set 22 (ANG) - Esta semana, todos os olhares estão voltados para Nova Iorque onde decorre a 77ª Assembleia Geral da ONU, com 150 líderes mundiais a tomar a palavra sobre um mundo dilacerado pela guerra na Ucrânia, a insegurança alimentar, a urgência climática e a crise da covid-19. 

Depois de uma cimeira nesta segunda-feira sobre a educação, os chefes de Estado e de governo da ONU vão suceder-se a partir de amanhã na tribuna das Nações Unidas em modo presencial pela primeira vez desde a pandemia.

Com efeito, nestes últimos dois anos, devido à covid-19, boa parte dos discursos dos representantes de cada país foram proferidos através de gravações vídeo.

Única excepção à regra será o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que na impossibilidade de sair do seu país, foi autorizado por uma votação especial a expressar-se numa gravação.

Outras ausências notáveis, a do Presidente russo e do seu homólogo chinês, numa altura em que acabam na semana passada de participar na 22ª Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, entidade que reúne vários países hostis aos Estados Unidos e seus parceiros.

Ainda antes da Assembleia geral da ONU, o secretário-geral da organização denunciou este fim-de-semana as divisões geoestratégicas que a seu ver “nunca foram tão importantes pelo menos desde a Guerra Fria” Referindo-se nomeadamente à questão da Ucrânia, António Guterres apelou à "união" para encontrar soluções aos "desafios dramáticos" enfrentados pelo mundo. Neste sentido, uma reunião do Conselho de Segurança da ONU está desde já agendada para esta quinta-feira.

Estão igualmente previstas discussões sobre a pandemia, a crise energética que ameaça a Europa assim como as mudanças climáticas, a dois meses da COP27 no Egipto, depois de várias semanas em que os Estados Unidos e outros países industrializados sentiram na pele várias ondas de forte calor, incêndios e secas inabituais. Na quarta-feira, está precisamente marcada uma mesa redonda sobre o aquecimento climático.

Igualmente em cima da mesa, estará a questão do nuclear iraniano cujas negociações continuam por desbloquear. Ainda antes de viajar rumo a Nova Iorque, o Presidente iraniano Ebrahim Raisi reclamou “garantias” de que os Estados Unidos não iriam voltar atrás em caso de acordo, como já aconteceu durante a era Trump.

Respondendo de forma indirecta, a chefe da diplomacia da França, país que também participa nas negociações, considerou que a “oportunidade de relançar o acordo parece estar prestes a encerrar”. Catherine Colonna  não excluiu contudo a possibilidade de se organizar um encontro entre o Presidente francês e o seu homólogo iraniano sobre esta questão.

À margem da Assembleia Geral da ONU, deverá também decorrer a cimeira da CEDEAO, com a situação do Mali a ser um dos pratos fortes.

Entretanto, apesar da ausência de uma parte substancial dos responsáveis mundiais que hoje foram prestar uma última homenagem à Rainha Isabel II cujo funeral foi organizado esta segunda-feira em Londres, o secretário-geral da ONU manteve a sua cimeira sobre educação.

No âmbito da abertura deste encontro no qual estão presentes 50 líderes mundiais, António Guterres considerou que actualmente os sistemas de educação "não estão à altura" e que "muitas vezes aprofundam as desigualdades", tornando-se fonte de "grande divisão”.

Ao sublinhar que nos países pobres, 70% das crianças de 10 anos não sabem ler textos elementares, o dirigente da ONU observou ainda que “numa era de desinformação desenfreada, de negação do desafio climático e ataques contra os Direitos Humanos, precisamos de sistemas de educação que façam a distinção entre os factos e as teorias da conspiração, incutam respeito pela ciência e celebrem a humanidade em toda a sua diversidade”.ANG/RFI

 

       Guiné Equatorial/ Vice-presidente anuncia fim da pena de morte no país

Bissau, 20 Set 22(ANG) - O vice-presidente equato-guineense, Teodoro Nguema Obiang Mangue, anunciou  segunda-feira na sua página na rede social Facebook que a "Guiné Equatorial aboliu a pena de morte", considerando este como um passo "histórico" para o país.

"Histórico e memorável para o nosso país na gestão do respeito dos Direitos Humanos. Escrevo com letras maiúsculas para selar este momento único: A GUINÉ EQUATORIAL ABOLIU A PENA DE MORTE", referiu o vice-presidente, filho do Presidente Teodoro Obiang, no poder desde 1979.

A medida - divulgada a cerca de dois meses das eleições locais, legislativas e presidenciais - era reclamada interna e externamente há vários anos e foi prometida para "breve" pelo chefe de Estado equato-guineense no início de Março último.

Teodorín Obiang, nome por que é conhecido o vice-presidente equato-guineense publicou igualmente uma imagem do novo Código Penal do país, cujo artigo 26.º do capítulo I, relativo às penas em geral, determina que "na aplicação das penas, fica totalmente abolida a pena de morte na Guiné Equatorial".

O novo código penal, Lei n.º 4/2022, assinado pelo chefe de Estado no passado dia 17 de Agosto, entra em vigor 90 dias depois da respectiva publicação em diário oficial.

O compromisso de abolição da pena de morte constava do roteiro que a Guiné Equatorial, cujo regime é acusado por organizações internacionais de violação dos direitos humanos, se comprometeu a aplicar aquando da adesão à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2014.ANG/Angop