sexta-feira, 23 de setembro de 2022

 

Migração E Fronteiras/Mais de 200 reclusos na Alemanha com documentos falsos da Guiné-Bissau

Bissau,23 Set 22(ANG) - O diretor-geral dos Serviços de Migração, Estrangeiros e Fronteiras, Lino Leal da Silva, revelou quinta-feira que mais de 200 pessoas detidas na Alemanha foram apanhadas com documentos falsos emitidos no país.

Em conferência de imprensa, Leal da Silva anunciou que uma delegação de diferentes ministérios se deslocou à Alemanha, a convite do Governo daquele país, para certificar se 241 reclusos em duas prisões alemãs seriam nacionais da Guiné-Bissau.

“Entre 30 de agosto e 07 de setembro estivemos na Alemanha e apresentaram-nos 241 reclusos como sendo guineenses, mas na verdade apenas 29 é que eram cidadãos da Guiné-Bissau”, afirmou Leal da Silva.

O dirigente disse que os 29 reclusos falam o português, crioulo e dialetos da Guiné-Bissau, os restantes apresentam-se como naturais de Bafatá e Gabu, localidades do leste do país, “mas nem sequer sabem os nomes dos bairros” daquelas cidades, notou.

“São cidadãos da Gâmbia, Guiné-Conacri, Senegal e Serra Leoa munidos com documentos falsos da Guiné-Bissau”, disse o diretor-geral dos Serviços de Migração, Estrangeiros e Fronteiras.

“São os próprios reclusos guineenses que os ajudam a obter o registo de nascimento, cédula pessoal da Guiné-Bissau, que chegam até às prisões através [da plataforma social] de WhatsApp”, explicou Lino Leal da Silva.

O esquema, referiu o dirigente, passa pelo pagamento a um recluso guineense que, por sua vez, manda o dinheiro para um familiar na Guiné-Bissau que vai a uma conservatória e faz o registo civil do cidadão como sendo natural do país.

O diretor-geral dos Serviços de Migração, Estrangeiros e Fronteiras disse que em várias prisões europeias existem pessoas que se apresentam como naturais da Guiné-Bissau, mas que na realidade possuem documentos falsos do país.


Lino Leal da Silva chamou a atenção o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos sobre a necessidade de reforçar o controlo nas conservatórias onde é feito o registo civil de cidadãos guineenses, lembrando que registar uma pessoa sem ser de forma presencial “é um crime”.
ANG/Lusa 

 

Dia da independência/“A luta pela independência do país do jugo colonial não faz sentido”, dizem alguns guineenses

Bissau, 23 Set 22 (ANG) -  Alguns cidadãos guineenses dizem que deixou de ter sentido a libertação do país do  jugo colonial, “porque os objectivos da luta pela independencia não foram cumpridos”.

Ouvidos hoje pela ANG, por ocasião de celebração do quadragésímo nono  aniversário da independência da Guiné-Bissau, que se assinala amanhã, dia 24 de Setembro, os cidadãos Helder Nanque, Edmeusa João Pessy, Ludi da Silva e Jaquelina Santos Moreira, foram unânimes em dizer que a independência só fazia sentido se as pessoas que dirigem o país fossem capazes de cumprir com o que  Amilcar Cabral chamou de “Programa Maior”, que passa pelo desenvolvimento do país.

O estudante Universitário Hélder Nanque disse o país está numa situação de retrocesso, pelo que  não era necessário  lutar pela independência, porque “desde a sua proclamação até esta parte, nada, mas nada foi feito para avanço da Guiné-Bissau”.

Acrescentou que os dirigentes preocupam-se apenas  em viajar e levar os seus filhos para estudarem na Europa,  nas melhores escolas ou receberem tratamento médico também em melhores condições.

Nanque diz entretanto que  isso tem que ver com falta de visão da parte da população, e sustenta,  “os guineenses não têm o hábito de reclamar, resignam-se  com todo o que acontece, apercebendo-se disso, os politicos  não  fazem nada para além do que querem”.

“Imagina só hoje em dia, escolas públicas até ao momento não está a funcionar, enquanto que os privados estão a funcionar”, referiu Nanque.

Acusou que  os politicos estão a fomentar o “tribalismo” cada vez mais para alcançarem o poder, situação que diz ser grave.

Por essas razões,  Hélder Nanque  diz preferir  que o país continuasse nas mãos dos colonialistas português, “porque mesmo com todo o sacrifício que se consentia , pensava-se no  bem comum, ao passo que os actuais dirigentes só pensam em intereeses pessoais”.

Hélder interroga como é possivel um país com 49 anos de independência não dispôr de um hospital de referência, nem tão pouco uma universidade pública que funciona normalmente.

Critica que  a  Universidade Amical Cabral está a inscrever estudantes, enquanto que os privados se preparam para iniciar as aulas. “Isto  é injusto”, diz.

Para além disso, justificou  a sua opinião com o estado avançado da degradação das  infraestruturas rodoviárias e diz ser  uma  demostração clara de que nada foi feito de novo a não ser as construções deixadas pelos colonialistas.

Instado a falar sobre o que deve ser feito para mudar a situação  Helder  Nanque defendeu a aposta deve ser  investimento forte no sector da educação, porque, segundo ele, nenhum país no mundo se desenvolveu sem um bom sistema de ensino”.

A Cidadã   formada em Turismo, Edneusa João Pessy   parabeniza os 49 anos da independência, devido ao sacrifício consentido  para que hoje a Guiné-Bissau possa ser livre.

Acrescenta que  a situação é, realmente, de muita tristeza, porque há 49 anos o país continua a ter estradas danificadas, falta de infra-estruturas escolares e  sanitárias, razão pela qual diz, “sendo assim, não faz sentido a luta pela libertação do país”.

Criticou que  que há falta de quase tudo, sobretudo de oportunidade para os jovens.

Edmeusa João Pessy  disse que a independencia só valeria a pena se os objectivos da luta fossem cumpridos.

Interrogado sobre quais são os objectivos da luta pela independencia, Edmeusa Pessy disse que são a construção do país e garantia de uma educação e saúde para todos.

“O  executivo mandou suspender admissão de novos ingressos nos sectores considerados chaves para qualquer país”, referiu.

Ludi da Silva por seu lado diz  que a situação do país, há 49 anos da independencia, está cada vez pior, devido ao não funcionamento normal do ensino público, por causa das sucessivas greves, motivadas por várias exigências dos sindicatos do sector.

Para além disso, disse que nos últimos tempos registou-se um  aumento significativo do preço dos produtos alimenticios e de transportes.

Para a professora de Inglês,Jaquelina Santos Morreira,  de facto, não era preciso lutar pela independencia do país, porque os anseios dos combatentes de ver uma Guiné próspero fora abaixo, por causa da luta constante pelo poder da parte dos politicos.

“Essa divergência prolongará por muito tempo, pois, a cada dia, surge mais formações politicas, o que não é bom para um país como a Guiné-Bissau, onde quase tudo está em falta”, diz Jaquelina.

Dos Santos serviu-se do  anormal funcionamento do sector do ensino e de saúde, bem como das péssimas condições das estradas e ainda o aumento de preço dos produtos da primeira necessidade como exemplos de maus desempenhos das autoridades dirigentes do país, e acusa-os de não se preocupar  em aumentar o salário dos funcionários públicos para que estes possam estar a altura do atual contexto do país.

Para superar está situação, Jaquelina disse que é preciso trabalhar para reconquistar a união e confiança que existiam entre os guineenses  outrora para juntos se desenvolver o país. ANG/LPG/ÂC//SG


Dia da Independência
/Ex. Combatente Carlitos Barros defende que o país tinha  necessidade de ser independente dos colonos

Bissau, 23 Set 22 (ANG) – O Ex-Combatente da Liberdade da Pátria, Carlitos Barros, defendeu hoje que o país tinha a necessidade de ser independente dos colonialistas portugueses, porque  o povo vivia na base de submissão e humilhação.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), alusiva a celebração dos 49 anos da independência, que se assinala amanhã(sábado),Barros disse que  os Combatentes da Liberdade da Pátria por tanto sofrimento de injustiça, submissão e  humilhação do então regime colonial, a dado altura, chegou a conclusão de que essa stuação não podia continuar, por isso foi desencadeado o prcesso de luta armada que durou 11 anos e culminou com a proclamação da independência, em Setembro de 1973, em Madina Boe.

Sobre as falhas cometidas durante os 49 anos da independência da Guiné-Bissau, Carlitos Barros diz “demos a nossa juventude para libertar a Guiné-Bissau, fizemos o nosso trabalho, como Cabral dizia, o próximo passo seria  entregar o destino do país às pessoas que vão dar continuidade a nossa luta feita durante 11 anos nas matas”.  

Barros, Arquiteto de profissão acrescenta  que apôs a independência, o país foi mal gerido por sucessivos Governos que passaram, e até hoje continuaram na mesma situação.

Barros considera que os próprios governantes não têm espirito patriotica.

“O que aconteceu e está a acontecer até hoje, é que os Combatentes da Liberdade da Pátria vivem  numa situação de abandono pelas sucessivas autoridades competentes do país e até então, muitos não recebem as sua pensões, outros não têm onde dormir e comer, é triste”, considerou Carlitos Barros.

Questionado sobre o que deve ser feito para fazer face a situação,  Barros disse que  um governante deve ter amor a sua pátria, deve lembrar que foi confiado o poder pelo povo, e que a sua missão é dar resposta positiva àquele povo, deixar de olhar mais pelo dinheiro e trabalhar para afincadamente desenvolver o país. ANG/LLA/ÂC//SG   

    

Ucrânia/Início de referendos sobre anexação parcial pela Rússia

Bissau, 23 Set 22(ANG) – Os referendos sobre a anexação pela Rússia começaram hoje em partes da Ucrânia, total ou parcialmente controladas por Moscovo, noticiaram as agências russas, com Kiev e o Ocidente a apelidarem estas consultas de “uma farsa”.

A votação, que começou às 05:00 TMG, vai decorrer até terça-feira nas regiões separatistas pró-russas de Donetsk e Lugansk (leste) e  nas áreas sob ocupação russa nas regiões de Kherson e Zaporijia (sul), enquanto decorre a ofensiva militar de Moscovo contra a Ucrânia.

Os parlamentos das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, reconhecidas pelo Kremlin a 21 de fevereiro passado, convocaram um referendo de integração na Rússia entre hoje e 27 de setembro, ao qual se juntaram as regiões de Kherson e Zaporijia, parcialmente sob domínio russo.

O anúncio oficial de realização dessas consultas populares para anexação dos territórios ucranianos sob ocupação russa foi feito num discurso à nação proferido na quarta-feira pelo Presidente russo, Vladimir Putin, juntamente com o da mobilização de 300 mil reservistas russos para combater na Ucrânia e de uma ameaça velada de utilização de armas nucleares contra o Ocidente.

Em 2014, as autoridades russófonas na Crimeia convocaram um referendo de adesão à Rússia, cujo resultado legitimou a anexação da península por Moscovo.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Nova Iorque/Líderes da CEDEAO decidem aplicar sanções à junta militar da Guiné-Conacri

Bissau, 23 Set 23(ANG) – Os dirigentes dos Estados da África ocidental decidiram, numa cimeira extraordinária na quinta-feira à noite, em Nova Iorque, aplicar “sanções progressivas” contra a junta militar no poder na Guiné-Conacri.

“Decidimos aplicar sanções contra a Guiné”, declarou o presidente da comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Omar Aliou Touray, no final de uma cimeira à porta fechada, em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral da ONU

A decisão foi tomada perante a inflexibilidade dos militares em reduzir o período de transição do poder para os civis, previsto em 36 meses, para 24.

De acordo com um documento, consultado pela agência de notícias France-Presse e confirmado por vários participantes na cimeira, “foi decidido adotar sanções progressivas contra indivíduos e contra a junta guineense”.

No mesmo texto é indicado que “muito rapidamente, o presidente em exercício da CEDEAO [o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló] e o presidente da comissão da CEDEAO vão estabelecer uma lista de pessoas e, de forma gradual,  aplicar as sanções”.

Reunidos durante várias horas, os líderes da CEDEAO, com exceção do Mali, da Guiné-Conacri e do Burquina Faso, países dirigidos por juntas militares, exigiram também a libertação de 46 soldados da Costa do Marfim, detidos no Mali.

“Condenamos a detenção dos militares costa-marfinenses. Na terça-feira [27 de setembro], a CEDEAO vai enviar ao Mali os Presidentes do Gana, do Togo e do Senegal para obter a libertação” dos soldados, disse Omar Aliou Touray.

“O tempo dos golpes de Estado acabou”, reiterou.

Na quarta-feira, o presidente em exercício da CEDEAO e chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, tinha advertido que a junta militar na Guiné-Conacri poderá enfrentar “pesadas sanções” se insistir em permanecer no poder por mais três anos.

Em julho, Embaló afirmou ter convencido a junta militar, que chegou ao poder através de um golpe de Estado, em setembro de 2021, a reduzir o período de transição do poder para os civis para 24 meses, mas autoridades nunca confirmaram e mantêm os 36 meses.

Desde 2020, a região da CEDEAO, que conta 15 países-membros, tem assistido a uma onda de golpes de Estado, nomeadamente no Mali, na Guiné-Conacri e no Burquina Faso e alarmada com o risco de contágio a outras nações da zona tem multiplicado mediações e pressões para o regresso do poder aos civis nestes países. ANG/Inforpress/Lusa


Nova Iorque/UE mantém ajuda militar à Ucrânia e vai aumentar sanções à Rússia

Bissau, 23 Set 22 (ANG) – A UE vai manter a ajuda militar à Ucrânia e aumentar as sanções à Rússia, anunciou quinta-feira o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, no final de uma reunião de emergência em Nova Iorque.


O conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, reunido de emergência em Nova Iorque, “decidiu manter a ajuda militar à Ucrânia e aumentar as sanções económicas, setoriais e individuais à Rússia”, disse Borrell aos jornalistas no final do encontro.

“Foi uma decisão tomada rapidamente nesta reunião de emergência do conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros e que demonstra a determinação da União Europeia [UE] em continuar a ajudar a Ucrânia a enfrentar a agressão russa”, salientou.

Borrell remeteu para mais tarde as medidas detalhadas, referindo que só poderão ser definidas numa reunião formal, e manifestou-se certo de que será alcançado “um acordo unânime para as novas sanções”.

“As referências a armas nucleares não abalam a nossa determinação, resolução e unidade em ficar ao lado da Ucrânia e o nosso apoio alargado à capacidade da Ucrânia de defender a integridade territorial e soberania, demore o que demorar. Mais ainda, a UE reafirma o compromisso de maior apoio à resiliência dos parceiros orientais e Balcãs ocidentais”, de acordo com uma declaração divulgada no final do encontro dos responsáveis da UE.

“A UE mantém-se inabalável no apoio à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia e exige que a Rússia retire imediata, completa e incondicionalmente todas as tropas e equipamento militar de todo o território da Ucrânia, nas fronteiras reconhecidas internacionalmente”, pode ler-se no documento.

Na quarta-feira, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a mobilização de reservistas, referendos para a anexação de territórios ucranianos e prometeu recorrer a “todos os meios ao seu dispor”, numa alusão ao armamento nuclear, acrescentando: “isto não é bluff”.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

ANG/Inforpress/Lusa

 

                                   STP/Último dia de campanha eleitoral

Bissau, 23 Set 22 (ANG)- São Tomé e Príncipe cumpre esta sexta-feira(23) último dia de campanha eleitoral para as eleições legislativas, regional e autárquicas deste domingo . 

O processo eleitoral conta com várias missões de observação, nomeadamente da União Europeia (pela primeira vez e com 42 observadores) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (com 21 observadores).

Segundo a RFI, a  chefe dos observadores europeus, Maria Manuel Leitão Marques, disse  que “o processo eleitoral tem decorrido de forma calma, sem incidentes”, mas “com participação desigual dos vários partidos”.

A eurodeputada portuguesa disse esperar “que não haja compra de consciências”, prometeu que a missão vai estar atenta a qualquer queixa de fraude e admitiu que a não realização de recenseamento eleitoral deverá constar no relatório final porque “é um problema naturalmente grave” quando há “pessoas que poderiam votar e não vão votar”.

 Maria Manuel Leitão Marques disse, ainda, que a missão de observação eleitoral europeia “é um reconhecimento do que em termos democráticos se tem passado em São Tomé”.

Quanto à CPLP, o líder da missão de observação eleitoral, Rafael Vidal, disse não temer incidentes semelhantes aos ocorridos na sequência das legislativas de 2018 e falou em “serenidade” e “organização” no processo.

O analista político Celsio Junqueira descreveu a campanha como “morna” e sem o ‘élan’ de outros tempos”.  “Tal como a população, em geral, tem dito que a campanha está morna, ela, de facto, não tem tido o ‘élan’ de outros tempos. Talvez estejamos a pagar as consequências do período de pandemia. Não há grandes comícios, não têm vindo cantores estrangeiros que costumavam actuar nas campanhas. As campanhas normalmente eram um festival mesmo. Desta vez, as campanhas estão muito mornas, tem havido pouca movimentação, tem havido mais passeatas - que é uma coisa que se começou a fazer devido ao período da pandemia de Covid”, afirmou.

Dez partidos e uma coligação concorrem às eleições legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN).

Os são-tomenses são chamados a eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois na diáspora que, pela primeira vez, serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África.

Os cerca de 123 mil eleitores são-tomenses são, ainda, chamados a escolher os presidentes das autarquias.

Este sábado, é dia de reflexão e nenhuma actividade política é autorizada neste dia. Domingo, os cerca de 123 mil eleitores serão chamados às urnas para as eleições legislativas, autárquicas e regional.ANG/RFI

 

Burquina Faso/Antigo chefe de gabinete de ex-PR Blaise Compaoré  condenado a 20 anos de prisão

BissaU, 23 Set 22 (ANG) - O antigo chefe de gabinete do ex-Presidente do Burkina Faso Blaise Compaoré, o general Gilbert Diendéré, foi hoje condenado a 20 anos de prisão pelo homicídio de um líder estudantil durante uma manifestação na capital, em 1990.

Diendéré foi também condenado a pagar uma multa de um milhão de francos centroafricanos, equivalentes a 1.500 euros, enquanto os outros dois acusados, Amadou Bamba e Yougbaré Magloire Victor, foram apenas condenados à prisão.

Victor, que está fugido à Justiça, foi condenado a 30 anos de prisão, e Bamba foi condenado a 10 anos, de acordo com o portal de notícias Burkina 24, citado pela Europa Press.

Os condenados estava acusados de deter ilegalmente vários estudantes, entre os quais Boukary, que foi torturado até à morte no âmbito da sua participação numa manifestação estudantil que foi violentamente reprimida pelas forças de segurança.

Diendéré foi considerado durante três décadas como uma das principais figuras do Burkina Faso e foi o 'braço direito' de Campaoré, que presidiu a este país africano de 1991 a 2014 e, em 2015, encabeçou um golpe de Estado falhado contra Michel Kafando.

O antigo general já tinha sido sentenciado, em Abril, a prisão perpétua pelo seu papel no homicídio, em 1987, do líder revolucionário e ícone do pan-africanismo Thomas Sankara, tendo Campaoré recebido a mesma sentença. ANG/RFI

 

     Moscovo/Milhares de russos continuam a tentar fugir para  Finlândia

Bissau, 23 Set 22 (ANG) - O tráfego para a Finlândia através da fronteira sudeste está "bastante movimentado" esta sexta-feira, segundo noticia a Reuters, citando um porta-voz da guarda fronteiriça finlandesa.

O mesmo porta-voz dá conta de que o número de russos que entraram na quinta-feira foi mais do dobro dos que chegaram na semana anterior. 

"Esta manhã continua muito movimentada, talvez com mais movimento do que ontem", referiu.

Cerca de sete mil pessoas entraram na Finlândia vindas da Rússia na quinta-feira, seis mil delas de nacionalidade russa, o que significa um aumento de 107 % em comparação com o mesmo dia da semana anterior, acrescenta. 

Três pessoas pediram asilo na quinta-feira. Nenhum pedido semelhante tinha sido feito a semana passada.

No posto fronteiriço de Vaalimaa foram registadas filas de 500 metros de carros a tentar entrar na Finlândia, na manhã desta sexta-feira, num fluxo pequeno mas preocupante.

A fronteira terrestre finlandesa permanece entre os poucos pontos de entrada na Europa para os russos depois de uma série de países ter fechado as fronteiras físicas e o espaço aéreo em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

O país está a considerar proibir a entrada da maioria dos russos, já que a passagem de pessoas oriundas do vizinho oriental "intensificou-se" na quinta-feira, após a ordem do presidente Vladimir Putin de uma mobilização militar parcial. ANG/Angop

 

quinta-feira, 22 de setembro de 2022


AG ONU
/Presidente Umaro Sissoco Embaló exalta establidade política agora vivida na Guiné-Bissau e pede apoios para travar terrorismo em África Ocidental

Bissau,22 set 22(ANG) - O Presidente da República Umaro Sissoco Embalo exaltou hoje nas Nações Unidas a estabilidade políica criada na Guiné-Bissau nos últimos dois anos mas salientou que os efeitos do contexto internacional não estão a favorecer o cabal desempenho do plano do desenvolvimento nacional.


"O contexto internacional não favorece o cabal desempenho do  plano de desenvolvimento do país, sobretudo no que concerne à realização dos objectivos do desenvolvimento sustentável.

Nós em África, estamos também a sentir as consequências da guerra na Ucrânia que, infelizmente, está a ter um grande impacto, em particular, no sector da energia e da agricultura”, salientou.

Embalo afirmou que a inflação e o aumento dos preços dos cereais e outros produtos alimentares básicos, agravou, consideralvelmente consideravelmente, uma situação alimentar já bastante difícil.   

O chefe de Estado guineense e igualmente Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), discursava  na 77ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque, nos Estados Unidos de América.

“A Guiné-Bissau é um país costeiro com uma grande parte insular. Temos feito muitos esforços no que concerne a Mitigação e Adaptação. Almejamos que a COP27 seja um passo determinante na definição e adoção de estratégias concretas para minimizar os impactos negativos das alterações climáticas”, frisou.

Pediu a ajuda à comunidade internacional para travar o avanço do terrorismo na África Ocidental e em toda a zona do Sahel.

“Permitam-me, na qualidade de Presidente da Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo dos Estados da África Ocidental, a CEDEAO, recordar que a nossa sub-região enfrenta grandes desafios em matéria de segurança e que precisamos de paz para garantir o desenvolvimento e o bem-estar das nossas populações, que constituem a nossa primeira riqueza”, sublinhou.

Disse tratar-se de uma ameaça à paz e segurança internacional que, para ser eficazmente combatida, deve necessariamente envolver toda a comunidade internacional e a ONU, em particular.

A 77ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas iniciou na terça-feira, 20 do mês em curso, com a presença dos líderes de todo o mundo.

Os debates estão a ser marcados pela crise de segurança causada pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia, bem como as crises alimentar, energética e climática, e tensões China-Estados Unidos.

O chefe de Estado afirmu no seu discurso que a estabilidade de grande parte do continente africano e da África Ocidental, em particular, está ameaçada pela insegurança causada pelo terrorismo, bem como o extremismo violento e a criminalidade transnacional que, no seu entender, somaram as violações dos princípios do Estado de direito e da Democracia.

Recordou que a sub-região enfrenta grandes desafios em matéria de segurança e que precisa de paz para garantir o desenvolvimento e o bem-estar das suas populações, que “constituem a sua primeira riqueza”.

“A CEDEAO criou um quadro político, jurídico e mecanismos estruturais para
a prevenção e resolução de crises políticas e institucionais, mas, contudo, os desafios permanecem inúmeros e difíceis de resolver”, referiu.

Embaló, que também dirige a Aliança dos Líderes Africanos contra a Malária (ALMA), disse que, de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 96 por cento dos casos globais de malária e 98 por cento das mortes por malária ocorrem em África, o que demonstra que o continente não atingiu o objetivo traçado de reduzir a incidência e mortalidade da malária em 40 por cento até 2020, uma etapa que considera fundamental para eliminação da malária no continente Africano até 2030.

“Precisamos de tomar medidas adequadas para proteger a todos, em todos os lugares, das doenças infecciosas. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para convidar todos os países, governos, doadores e parceiros de desenvolvimento a contribuírem para o Reabastecimento do Fundo Global. Juntos e de maneira solidária, podemos acabar com a malária de uma vez por todas e salvar milhões de vidas humanas”, enfatizou.ANG/ÂC//SG

 

AG ONU/Umaro Sissoco Embalo e Representante Permanente dos EUA  na ONU abordam situação no Mali, Guiné-Conacri e Burquina Faso 

Bissau, 22 Set 22 (ANG) - O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló e a Representante Permanente dos Estados Unidos de América (EUA) na ONU, Linda Thomas-Greenfield acordaram sobre a necessidade de manter pressão sobre os governos militares de transição para assegurar transições democráticas inclusivas, e garantir que os respectivos governos respondam as necessidades dos seus cidadões.

Segundo a pâgina oficial da Presidência da República,as duas personalidades mantiveram quarta-feira uma audiência à margem dos trabalhos da 77ª Assembleia Geral das Nações Unidas que decorre em Nova Iorque.

“A instabilidade no Burkina Faso, Guiné-Conacri e Mali, e a necessidade de reforço das instituições de governação nestes países foram os temas do encontro entre o Presidente Úmaro Sissoco Embaló e Thomas-Greenfield, que felicitou o Chefe de Estado guineense pela sua eleição como Presidente em Exercício da Organização Regional africana”, refere a pâgina.

 A Embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas discutiu também  com Umaro Sissoco Embaló os desafios de segurança q
ue a CEDEAO enfrenta. ANG/AALS/AC//SG

Ensino/CONAIGUIB exorta o Governo a reconsideração da sua posição sobre suspensão de admissão de novos ingressos no sector

Bissau, 22 Set 22 (ANG) – O Presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantís da Guiné-Bissau CONAIGUIB exortou o Governo  a reconsideração da sua posição relativamente a suspenção de admissão de novos ingressos no sector do ensino público.

Bacar Darame falava hoje, em exclusivo, à ANG, em jeito de reação ao Despacho do Conselho de ministros do dia 25 de Agosto findo,  que mandou suspender a admisão de novos ingressos nos sectores de educação e saúde pública guineense.

Afirmou que até aqui, em relação ao sector da educação ainda não há um documento oficial que suspenda novos ingressos, mas que sim  um despacho do Conselho de Ministros que proíbe adminisão de novos ingressos para o presente ano lectivo.

Bacar Darame disse  estranhar  o fato de   professores novos  ingressos, do ano passado, não receberem o salario do mês de setembro.

O Presidente da organização que defende os direitos dos alunos no país, disse que esta situação é preocupante, porque  ainda há falta de professores, não só nas regiões do interior assim como no Setor Autónomo de Bissau, para as disciplinas de matemática e física.

Pede ao Governo para tomar uma medida mais ajustada para permitir que todos os cidadãos possam ter acesso à educação.

Perguntado se a medida ajustada seria a renovação do contrato aos professores, Bacar Darame disse que a contratação deve ser feita em função das necessidades, porque não se pode esperar até o arranque das aulas para iniciar o processo de contratação, porque, diz Bacar, isso implicará perda de dias lectivos para os alunos.

 “A educação é um direito básico e fundamental. Qualquer governante tem a obrigação de garantir a educação para o seu povo, é o minimo. Quando isso não acontece, no ponto de vista da CONAIGUIB, essa pessoa não merece a confiança de continuar a frente da governação”, disse Bacar Darame.

Bacar Darame disse esperar que a ministra da Educação, enquanto entidade que controla o setor, convença o plenário governamental sobre a real situação do ensino público, em relação a necessidade de mais  professores, através dos relatórios  das delegacias regionais e das  informações que a própria governente recebeu durante a digressão que fez em algumas regiões para se inteirar do estado das infra-estruturas escolares.

 “O executivo deve reconsiderar a sua posição caso contrário conduzirá a juventude à deliquência”, disse.ANG/LPG/ÂC//SG



CEDEAO/Presidente Sissoco adverte poder na Guiné-Conacri para “pesadas sanções” 

Bissau,22 set 22(ANG) - O presidente da República Umaro Sissoco Embalo e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), advertiu  quarta-feira, 21 de setembro, a junta militar no poder na Guiné-Conacri que poderá enfrentar “pesadas sanções” se insistir em permanecer no poder por mais três anos.


“Isso é inaceitável para a CEDEAO. Inaceitável e inegociável”, afirmou Umaro Sissoco Embalo, em entrevista à RFI e à France24, na véspera de uma cimeira da organização à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Em julho, o presidente em exercício da CEDEAO afirmou ter convencido a junta militar, que chegou ao poder através de um golpe de Estado, em setembro de 2021, a reduzir o período de transição do poder para os civis para 24 meses, mas autoridades nunca confirmaram e mantêm os 36 meses.

“Estive na Guiné-Conacri. Discutimos. Chegamos a um consenso [segundo o qual] não podemos ultrapassar 24 meses”, reafirmou Embaló.

Segundo o Presidente da República, se a junta militar mantiver os três anos haverá sanções, “pesadas mesmo”.

Desde 2020, que a região da CEDEAO tem assistido a uma onda de golpes de Estado, nomeadamente no Mali, Guiné-Conacri e Burquina Faso e alarmada com o risco de contágio a outros países da região tem multiplicado as mediações e pressões para o regresso do poder aos civis naqueles países.

O líder da junta militar no poder na Guiné-Conacri, o coronel Mamady Doumbouya, realizou quarta-feira uma visita ao seu homólogo do Mali, o coronel Assimi Goita. Esta é a sua primeira visita a um país estrangeiro.

A junta da Guiné-Conacri solidarizou-se com o Mali e manteve as fronteiras abertas quando a CEDEAO impôs um severo embargo comercial e financeiro ao Mali, em janeiro, para sancionar o plano da junta de permanecer no poder mais cinco anos.

As sanções já foram levantadas, mas o Mali e a Guiné-Conacri continuam suspensos dos órgãos da CEDEAO.

O destino de 46 soldados da Costa do Marfim detidos em meados de julho no Mali também será analisado na cimeira da CEDEAO em Nova Iorque.

A junta militar no poder no Mali descreve os soldados como “mercenários”, enquanto a Costa do Marfim garante que estavam em missão para a ONU e denuncia uma “tomada de reféns”.

Umaro Sissoco Embaló disse que os soldados não são mercenários, relembrando as afirmações do secretário-geral da ONU, António Guterres, que disse que deveriam ser libertados.ANG/Lusa

 

     
Política/Ex. PR José Mário Vaz e seu Movimento militam no MADEM-G15

Bissau, 22 Set 22(ANG) – O ex. Presidente da República José Mário Vaz (JOMAV) e o seu “Movimento JOMAV” decidiram militar no Movimento para Alternância Democrática (MADEM- G15).

A informação consta numa carta dirigida ao Coordenador do MADEM-G15,à que a ANG teve acesso, através da qual JOMAV declarou que  ele, enquanto cidadão, da sua livre e espontânea vontade manifesta total disponibilidade de ser acolhido com seu Movimento  naquela formação política.

Sugeriu ao MADEM-G15 para trabalhar com o referido Movimento  as formas e condições dessa militância “à bem do povo da Guiné-Bissau”.

José Mário Vaz nasceu em Calequisse, Região de Cacheu, Norte do país  à  10 de dezembro de 1957.

Economista formado em Portugal, JOMAV foi  presidente da Câmara Municipal de Bissau e ministro das Finanças do governo deposto pelo golpe de Estado, de 2012.

 Também foi  militante do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) desde 1989.

Na qualidade de candidato do PAIGC,José Mário Vaz foi eleito Presidente da República à segunda volta, a 18 de maio de 2014, depois de o PAIGC  já ter conquistado a maioria absoluta nas eleições legislativas, as primeiras  realizadas na Guiné-Bissau desde golpe de Estado de 12 de abril de 2012.

Essas  eleições permitiram normalizar as relações diplomáticas e de cooperação com a generalidade da comunidade internacional - que não reconheceu as autoridades de transição nomeadas depois do golpe militar em 2012.

JOMAV foi presidente da República durante cinco anos e é o único na história, desde a implementação da democracia na Guiné-Bissau a concluir  um mandato . ANG/JD/ÂC//SG

Literatura/Escritor Madiu Furtado lança, sábado,  primeiro romance intitulado “11 anos”

Bissau, 22 Set 22 (ANG) – O jornalista, escritor e igualmente dramaturgo guineense, Madiu Furtado Embaló lança no proximo sábado(24),dia da independencia nacional, seu primeiro romance intitulado “11 anos”, de Luta armada de libertação da Guiné-Bissau do jugo colonial.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG) Embaló diz acreditar que a independência do país era uma necessidade mas que o maior problema não era a independência mas sim a forma de gerir o país, rico em recursos naturais.

“A Guiné-Bissau é lindo e tem tantos produtos raros que não existem fora. Basta a gente ter força para poder transformar o que nós temos e tentar melhorar um país que daqui a 30 anos pode ser muito melhor”, disse.

Segundo Madiu Embaló, o que falta à Guiné-Bissau é a “gente arregaçar as mangas e dizer vamos melhorar isso hoje, amanhã aquilo, e depois de amanhã melhoramos o outro e seguir a diante até conseguir estabilizar completamente”.

O escritor defendeu a ideia de introduzir no corrículo escolar  matérias sobre a luta da libertação nacional  para que os guineenses possam saber um pouco sobre esse tema, acrescentando que não se pode resumir a história da luta em duas páginas como se verifica nas escolas do país.

 “As informações de passagem da guerra eram de duas páginas quando muito e haviam muitas coisas que eu queria saber.Não se pode resumir 11 anos de luta em duas páginas, por isso iniciei a investigação”, explicou.

Madiu Furtado disse que a partir de então começou a ler artigos, a ver  documentários de alguns atores sobre o mesmo assunto e depois iniciou a sua pesquisa, sublinhando que o seu livro não é uma história, mas sim um romance construído em cima do tema da guerra trazendo um pouco da cultura.

De acordo com Furtado, o tema de 11 anos da luta de libertação nacional deve continuar a ser explorado, e diz  que o romance vai ter três volumes.

Madiu Furtado Embaló, vulgo Madiu Furtado é natural de Bubaque, nascido a 26 de dezembro de 1992, é jornalista freelancer, licenciado em Comunicação Social pelo Instituto Politécnico de Setúbal(Portugal)Iniciou a carreia literária com o romance “Onze anos”,romance esse que foi resultado de oito anos de investigação sobre a  Guerra Colonial para construir a trilogia.

O romance 11 anos volume-1 contém 353 páginas e foi lançado em 16 de julho do ano corrente em Portugal. ANG/DMG/ÂC//SG

Cultura/Madiu Furtado reconhece existência de talentos na Guiné-Bissau na área do cinema

Bissau, 22 Set 22 (ANG) – O escritor, dramaturgo e jornalista guineense, Madiu Furtado Embaló reconheceu que o país tem muitas pessoas talentosas nas áreas de cinema, da moda, pintura,  literatura e diz que  só lhes faltam portas abertas para pôr na prática os seus talentos.

Madiu Furtado falava em exclusivo à ANG esta quinta-feira sobre a sua carreira como escritor e dramaturgo e aconselha aos jovens a terem a liberdade de fazer eventos ligados as referidas áreas sem pensar que isso não vai adiantar nada como muitas vezes se ouve por aí.

A criação de uma feira de livros ou algo proporcional, segundo o escritor, pode  permitir a descoberta de muitas pessoas que gostam de ler.


“Aqui na Guiné-Bissau, as vezes, torna difícil um jovem alimentar bem durante o dia e torna ainda mais difícil pagar um livro que custa 10 mil francos CFA e por isso tem que existir algum tipo de incentivo”, referiu.

Acrescentou que os jovens precisam de ânimo porque muitas vezes não fazem nada por pensar que não vai valer a pena, frisando que,  devido à várias outras dificuldades, as pessoas inteligentes acabam por morrer sem realizar nada por falta de oportunidades.

O escritor defende  que a literatura pode ajudar muito no desenvolvimento do país, acrescentando que falta muito incentivo à cultura.

Embaló disse, contudo, acreditar que a cultura, seja a dança ou qualquer ramo e sobretudo o cinema, é um ótimo processo de aprendizagem onde se traz e se conta histórias, através de imagens, movimentações, peças que fazem com que as pessoas aprendam muito mais rápido do que nas escolas.

Furtado afirmou que a vida no país já é difícil e que sem cultura tornaria mais difícil ainda, sublinhando que um incentivo à cultura vai ser um ótimo ganho para a Guiné-Bissau.

Madiu Furtado Embaló, com o nome artístico “Madiu Furtado” está em Bissau para o lançamento do seu romance intitulado “11 anos”,  no dia 24 de Setembro, data da Independência do país, na Universidade Colinas de Boé, à   convite da reitoria desta instituição de ensino superior.

O romance “11 anos” vai ter três volumes, e o primeiro, que contém 353 páginas foi lançado em 16 de julho do ano corrente, em Portugal.

Madiu Furtado é natural da Ilha de  Bubaque, Sul da Guiné-Bissau, nascido a 26 de Dezembro de 1992. É jornalista freelancer, licenciado em Comunicação Social pelo Instituto Politécnico de Setúbal. Iniciou a carreia literária com o romance “Onze anos”, romance esse  fruto de oito anos de investigação sobre a  Guerra Colonial para construir a trilogia.  ANG/DMG/ÂC//SG