sexta-feira, 7 de outubro de 2022

      Coreia do Norte/ Pyongyang efectuou novos disparos no mar do Japão

Bissau,07 Out 22(ANG) - A Coreia do Norte efectuou nesta quinta-feira dois tiros de mísseis balísticos e fez voar 12 aviões de combate, argumentando que estes testes de armamento são "medidas de retaliação pelos exércicios militares conjuntos de Washington e Seul na região", dois dias após o tiro de míssil que sobrevoou o Japão. 

Pyongyang continua os seus testes militares. Depois do tiro de míssil que sobrevoou o Japão na terça-feira, e de vários tiros efectuados na semana passada, a Coreia de Norte lançou dois novos mísseis balísticos nesta quinta-feira de manhã.

 

Segundo o exército sul-coreano, os mísseis foram lançados em direcção ao Mar do Japão, 12 aviões de combate em voo de formação tendo sido também detectados.

 

Estes novos testes militares coincidem com a reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada em emergência depois do tiro efectuado por Pyongyang na terça-feira e ao qual os Estados Unidos e a Coreia do Sul responderam, enviando na quarta-feira cinco mísseis para alvos fictícios no Mar do Japão.

O governo de Pyongyang explicou num comunicado que os disparos são "as justas medidas de retaliação do Exército Popular da Coreia contra as manobras militares conjuntas entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos que estão a provocar uma escalada das tensões militares na Península da Coreia."

Durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador chinês Geng Shuang defendeu os seus aliados norte-coreanos, acusando os Estados Unidos de"piorar o ambiente de segurança regional". 

A multiplicação dos tiros de míssil pela Coreia do Norte acontece num momento em que os Estados Unidos e a Coreia do Sul acabam na semana passada de efectuar os seus exercícios conjuntos anuais no Mar da China, treinos invariavelmente encarrados como uma agressão por Pyongyang.

Face a este novo aumento da tensão, Washington e Seul temem que a Coreia do Norte possa retomar muito em breve os seus ensaios nucleares, suspensos desde 2017.ANG/RFI

 

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Comércio/Governo diz que aumento de preços no mercado guineense “é má vontade” dos comerciantes

Bissau,06 Out 22(ANG) - O ministro do Comércio e Indústria, Abas Djaló, acusou quarta-feira os comerciantes do país de "pura má vontade" para diminuírem os preços de produtos de primeira necessidade, apesar das isenções fiscais e aduaneiras concedidas pelo Governo.

Num encontro com os comerciantes em Gabu, a 200 quilómetros a leste de Bissau, o governante explicou que o Governo decidiu baixar de sete para cinco a base tributária de produtos como o arroz, farinha e óleo, mas os preços aumentaram.

Segundo o ministro, o Governo acordou com um importador trazer cerca de 50 mil toneladas de arroz, que estava isento de taxas aduaneiras para baixar o preço no mercado, mas o importador vendia o arroz ao comerciante como se tivesse pagado as taxas.

O governante disse que "o esquema", em vez de ajudar a baixar os preços do arroz, provocou a situação inversa, porque, disse, o importador fez concorrência desleal e ainda lesou o Estado.

Abas Djaló afirmou que os incentivos fiscais e aduaneiros que o Governo tem dado aos comerciantes não estão a ajudar a baixar as taxas.

"Os comerciantes não querem que os preços baixem. Há pura má vontade da parte dos comerciantes" na Guiné-Bissau, notou o ministro, que já propôs ao Governo a mudança de estratégia.

"Escrevi uma carta ao primeiro-ministro a pedir que o Governo reponha a base tributária dos produtos de primeira necessidade e que informe os importadores que podem vender ao preço que quiserem, mas têm de pagar todos os impostos e taxas", defendeu Abas Djaló.

O ministro do Comércio afirmou que a Guiné-Bissau, por ser um país pobre, "está a sentir ainda mais" os reflexos da situação mundial, com a guerra na Ucrânia e a crise energética, mas também as consequências da instabilidade governativa dos últimos anos.

O governante considerou, contudo, que isso não pode ser motivo para que os comerciantes não olhem para a situação geral da população, sobretudo, disse, com as medidas que têm sido propostas pelo Governo.

O preço dos produtos de primeira necessidade na Guiné-Bissau tem aumentado quase todas as semanas.

Um saco de arroz, base alimentar dos guineenses, de 50 quilogramas passou dos 16 mil francos cfa para 23 mil francos cfa.

O ordenado mínimo na Guiné-Bissau é de 50.000 francos cfa, mas ainda há pessoas que recebem menos do que aquele valor.ANG/Lusa

Cajú/Presidente da ANIE-GB disse que a taxa cobrada aos empresários não reverte na melhoria de pomares de cajú

Bissau,06 out 22(ANG) - O presidente da Associação Nacional dos Importadores e Exportadores da Guiné-Bissau (ANIE-GB), disse que a taxa cobrada aos empresários nacionais e estrangeiros e depositada na conta da Agência Nacional de Cajú(ANCA-GB), no valor de sete mil milhões de francos CFA, não se reverte na melhoria de performance de pomares de caju.

Mamadu Iero Jamanca, em conferencia de imprensa realizada quarta-feira, disse que o valor em causa tinha sido mobilizado para melhorar a performance dos pomares de cajú, mas os pomares estão a morrer por falta de cuidados técnicos, velhice e contaminação por pragas.

Afirmou que, que os importadores e exportadores são os  únicos contribuintes diretos da taxa sobre valorização da castanha de cajú do país no valor de 5 francos CFA por quilograma.

“Passado todo este tempo, percebemos que esse fundo não estava a ser investido devidamente, o objetivo para o qual foi criado pelos atores da fileira de cajú, por isso intentamos uma ação judicial contra Agência Nacional de Cajú (ANCA) junto do Tribunal Regional de Bissau para que esclarecesse os equívocos que poderiam ter existido quanto à utilização desse fundo”, notou.  

De acordo com o presidente ANIE-GB, o Tribunal Regional de Bissau decidiu na semana passada a interdição do pagamento da taxa sobre valorização de 5 franco CFA nas contas de ANCA-GB e constituir a Associação Nacional dos Importadores e Exportadores da Guiné-Bissau como fiel depositário daquela taxa, aguardando o desenrolar do processo em curso no Tribunal.

Jamanca assegurou que a Confederação Nacional dos Atores da Fileira de Cajú da Guiné-Bissau, que engloba todas as organizações que atuam nesse setor, estão determinados a defender os seus interesses e deixou um aviso que todos os fundos que o Governo tinha alocado ao setor serão investigados e investidos para o bem-estar do cajú, das mulheres, dos homens e dos jovens que labutam diariamente nessa área.

“Estamos insatisfeitos com a forma como o dinheiro que nós pagamos está a ser gerido pela entidade gestora, razão pela qual decidimos recorrer ao Tribunal, que nos deu razão e agora vamos avançar com uma previdência cautelar o quanto antes para definitivamente estancar a má gestão e o desvio de dinheiro que deveria ter sido canalizado para o caju”, enfatizou.

Chamamos a atenção à ANCA, à Administração dos Portos de Bissau, ao Conselho Nacional de Carregadores e outras entidades que todo o dinheiro que, por lei, foi direcionado para fim de melhoria da castanha de cajú, através da sua plantação, os operadores da fileira de cajú não vão cruzar os braços e lutarão até que seja usado para o fim a que se destina.

Mamadu Iero Jamanca disse estranhar que uma Agência de Cajú como ANCA, com a importância reguladora que tem, se tenha dado ao luxo de não prestar contas ao Conselho Geral daquela instituição.

“A Agência Nacional de Cajú da Guiné-Bissau não tem nenhum relatório financeiro fidedigno e confiável das suas atividades ao longo dos anos que tenha passado por uma auditoria de uma instituição financeira certificada para o efeito”, lamentou.ANG/ÂC

 

 

Futebol/ FFGB condiciona apoio aos Clubes com a legalização dos órgãos sociais 

Bissau,06 Out 22(ANG) - O Comité Executivo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) condiciona a entrega de apoios financeiros para a época desportiva 2022/2023 aos clubes filiados no órgão à legitimação dos órgãos sociais dos mesmos e ao envio dos estatutos à FFGB.

A informação consta de um comunicado do organismo divulgado no passado dia 28 de setembro a que o Jornal O Democrata teve acesso, no qual a instituição federativa não precisou a data para os clubes cumprirem a exigência.

“Todos os clubes devem legalizar os seus órgãos sociais e enviar os seus estatutos à FFGB o mais breve possível. Os clubes que não cumprirem o expostos acima, não beneficiarão do apoio da FFGB para a época desportiva 2022-2023”, refere o comunicado assinado pela secretária-geral do órgão, Virgínia Mendes da Cruz.

Numa entrevista concedida ao Democrata na quarta-feira, o presidente da Liga Guineense dos Clubes de Futebol (LGCF), Dembo Sissé, considerou “salutar a decisão”, porque “é fundamental os clubes renovarem os seus órgãos sociais”.

“É necessário os clubes renovarem os seus órgãos sociais no sentido de legitimarem os seus atos e decisões. Penso que na democracia esta decisão é justa, porque com a término do mandato, é importante legitimar os órgãos sociais”, explicou Dembo Sissé.

Sissé, que é um dos membros do Comité Executivo da FFGB, assegurou que a FFGB está a trabalhar na sensibilização dos clubes, cujos mandatos dos respetivos corpos soxiais estão caducados para regularizarem os órgãos.

Questionado se esta decisão da FFGB não vai comprometer os trabalhos dos clubes que se encontram em caducidade por causa de dificuldades financeiras, Sissé tranquilizou os clubes que a LGCF vai abordar a FFGB no sentido de dar tempo aos clubes para permiti-los legitimar os seus respetivos órgãos sociais.

Dembo Sissé não revelou os nomes dos clubes em situação de caducidade, limitando-se apenas a dizer que “as direções dos vários clubes já terminaram os respetivos mandatos”. Contudo, O Democrata soube que alguns clubes nacionais têm os mandatos caaducos.

Trata-se do clube dos Tigres de São Domingos, Sporting Clube da Guiné-Bissau, Flamengo de Pefine, União Desportiva Internacional de Bissau, Quelélé e Sporting Clube de Bafatá.

Confrontado com esta decisão, o vice-presidente do Clubes dos Tigre de São Domingos, Catenca Djeme, elogiou a medida porque “normalmente não é plausível uma organização funcionar com órgãos sociais caducos”.

“Quem responde pelo clube são os seus dirigentes, por isso é preciso ter os órgãos sociais todos legitimados para poder responder, em juízo, em nome da organização que está a representar”, disse.

Numa entrevista telefónica à redação do jornal O Democrata, Djeme reconheceu a caducidade da direção do seu clube, mas assegurou que está em curso o processo para a realização do Congresso Ordinário para legitimar os órgãos sociais. Segundo explicação de Djeme, neste momento, existe uma comissão eleitoral a trabalhar para a realização do sufrágio ainda este mês de outubro, para permitir que se faça a reestruturação do clube.

São Domingos, que foi campeão nacional do segundo escalão do futebol, fazendo o clube regressar à primeira divisão, realizou o seu último Congresso Ordinário em 2019, mas a lista eleita não tomou posse, porque não conseguiu formar uma direção. Na sequência desta situação, a comissão que liderou o clube naquela altura permanece em funções até ao momento.

Além de São Domingos, a secção desportiva do Democrata também abordou o assunto da legitimação dos órgãos sociais com a direção do Sporting Clube de Bafatá. Confrontado com a decisão, Bunca Djau, o diretor do Património do clube, reconheceu que é fundamental reorganizar os órgãos sociais, mas lamentou que o seu clube não tenha sido informado de forma oficial.

“Independentemente da decisão da FFGB, o clube de Bafatá está a trabalhar para legitimar os seus órgãos sociais. Vamos comunicar à FFGB para pedir maior esclarecimento, porque no comunicado, não determinou um prazo que os clubes devem cumprir”, disse.

Djau, que dirige a equipa na ausência do presidente Gomes Sanó, disse que o mandato do clube termina no dia 7 de dezembro, mas não se sabe se a FFGB pretende que os clubes de futebol regularizem os órgãos sociais antes do início do Campeonato Nacional.

Na sua curta declaração telefónica, Djau frisou que já falou com a Mesa da Assembleia Geral sobre a pertinência de o clube realizar o Congresso Ordinário em outubro em curso.

O Democrata apurou também que o Sporting Clube da Guiné-Bissau pretende legitimar os seus órgãos sociais entre outubro e novembro. 

De recordar que no último Congresso Ordinário da FFGB, realizado no mês de julho, os clubes apelaram à LGCF para subvencionar as equipas, tendo em conta às dificuldades financeiras que enfrentaram durante a época passada.

A época desportiva 2022-2023 vai iniciar no próximo mês de novembro, com a realização do jogo da Supertaça, entre os eternos rivais de sempre, Benfica de Bissau e Sporting Clube da Guiné-Bissau.ANG/O Democrata

 

Tempo/INM-GB prevê fraca chuva em algumas localidades e trovoadas com vento variável e velocidade de até 15 km/h para as próximas 24 horas

Bissau, 06 Out 22 (ANG) – O Instituto Nacional da Meteorologia (INM-GB) aponta a fraca chuva a moderada nas algumas localidades acompanhada de trovoadas com vento variável com velocidade de até 15 km/h no continente com rajadas que podem atingir 33 km/h e moderado de quadrante Sudoeste (SW) no mar até 20 km/h para as próximas 24 horas.

A informação consta no boletim meteorológico de previsão do tempo número 276/2022 do Instituto Nacional da Meteorologia, elaborado quarta-feira dia 05 de Outubro do ano em curso e válido até as 18 horas de hoje, e que a ANG teve acesso.

O bolectim informa que, as temperaturas màximas nas zonas Centro, Norte e Leste vão variar de 35° C (em Bissau) à 35° C ( em Farim) e as mínimas de 22° C , (em Bafatá, Gabu, Pirada, Buruntuma e Madina de Boé ) à 25° C (em Bissau).

Nas zonas Sul e Ilhas as temperaturas apontam para as máximas de 30° C (em Bubaque) à 33° C (em Buba) e as mínimas vão variar  23° C (em Buba e Cacine) à 26° C (em Bolama e Bubaque).

O estado do mar vai ser pouco agitado com ondulação de quadrante Sudoeste (SW) até (1,5) metros de altura, ANG/MI/ÂC

   Tiroteio na Tailândia/ Homem mata pelo menos 34 pessoas no norte do país

Bissau,06 Out 22(ANG) - Um homem armado matou pelo menos 34 pessoas esta quinta-feira na localidade de Nong Bua Lam Phu no norte da Tailândia.

Segundo os primeiros relatos das autoridades, Panya Khamrab, um antigo agente de polícia, também matou os membros da sua família antes de se suicidar.

Eram 12h30, hora local, quando o antigo polícia entrou numa creche armado com uma pistola e uma faca. Panya Khamrab, de 34 anos, conseguiu fugir, do local, de carro atropelando várias pessoas no seu caminho para voltar à sua casa.

Minutos depois, o autor do tiroteio matou a sua família antes de se suicidar. Identificado como um antigo membro das forças policiais, o indivíduo tinha sido demitido no ano passado por motivo de consumo de droga.

O balanço provisório do chefe da polícia local alega que 34 pessoas foram mortas entre as quais 23 crianças.

Na sua página Facebook, o primeiro ministro tailandês, Prayut Chan-O-Cha reagiu a este drama, o segundo no espaço de um mês na Tailândia, expressando “o mais profundo pesar e condolências às famílias dos mortos e feridos".

Prayut Chan-O-Cha ordenou também a abertura imediata de um inquérito para apurar as circunstâncias do sucedido.ANG/RFI

 

Crise Burkina Faso/”Missão da CEDEAO ao Burkina foi um sucesso”, diz Suzi Barbosa

Bissau,06 Out 22(ANG) - As novas autoridades do Burkina Faso estão comprometidas com o regresso à ordem constitucional.

As garantias são do capitão Ibrahim Traoré, o homem forte do país, que recebeu, esta terça feira, a missão da CEDEAO em Ougadougou.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzy Barbosa, que integrou a delegação na qualidade de presidente do conselho de ministros da CEDEAO, fala em sucesso.

A missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, chefiada pelo ex-Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, foi recebida no dia 4 de Outubro, pelo capitão Ibrahim Traoré, o novo homem forte do Burkina Faso.

A responsável pela diplomacia guineense, Suzy Barbosa, que integrou a delegação na qualidade de presidente de conselho de ministros da CEDEAO, disse que por questões de segurança o encontro decorreu no aeroporto.

“Uma missão com bastante êxito, tendo em conta a situação actual no Burkina Faso e os tumultos que se viveram na cidade. A nossa missão foi recebida no aeroporto por questões de segurança. O capitão Traoré recebeu-nos muito bem e foi muito receptivo à delegação da CEDEAO, referiu.

Suzy Barbosa fala numa missão de sucesso, sublinhado que o novo poder está comprometido com o regresso à normalidade constitucional.

“A restauração da segurança, a resolução das questões humanitárias e o regresso à ordem constitucional, através da realização de eleições, no fim do período dos 24 meses [2024]. Ainda com a boa vontade, de que, se depender dele, esse período poderá ser ainda menor”, detalhou.

A responsável pela diplomacia guineense disse que esta delegação “manifestou boa vontade da CEDEAO em colaborar e acompanhar o processo” para o bem do país, afastando um cenário de sanções.

“Nem se quer se falou da palavra sanções, durante a visita”, reiterou.

Questionada sobre os protestos de centenas de jovens contra a França e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Suzy Barbosa disse não ter presenciado as manifestações, no entanto, defendeu que são situações normais cada vez que há mudanças de regime.

“Foi uma mudança constitucional feita através de um golpe de Estado. São situações habituais e muitas das vezes há orquestração das mesmas, explicou.

A Guiné-Bissau, que preside actualmente à CEDEAO, convocou para a próxima semana, uma cimeira extraordinária para analisar a situação do Burkina Faso.

“Vamos realizar, na próxima semana, uma cimeira extraordinária sobre a situação no Burkina Faso, convocada pelo chefe de Estado em exercício, o Presidente Sissoco Embaló. Após a resolução dos chefes de Estado, que integram a CEDEAO, vamos tomar medidas convenientes. Todavia, neste momento, há uma boa colaboração e muito bom relacionamento com as novas autoridades do Burkina”, concluiu.ANG/RFI

    São Tomé e Príncipe/ Jorge Bom Jesus reconhece derrota e felicita ADI

Bissau,06 Out 22(ANG) - Jorge Bom Jesus, líder do MLSTP/PSD, partido no poder em São Tomé e Príncipe, felicitou a ADI e o seu líder, Patrice Trovoada, pela vitória do partido nas eleições legislativas de 25 de Setembro.

O primeiro-ministro cessante garantiu que vai "respeitar o resultado" e promete "uma oposição construtiva" do seu partido. 

O Primeiro-ministro cessante, Jorge Bom Jesus, reagiu nesta terça-feira à derrota do seu partido, MLSTP/PSD.

Numa conferência de imprensa, Jorge Bom Jesus felicitou os seus adversários, declarando que "O MLSTP/PSD vai respeitar esses resultados. Felicito o partido vencedor, ADI, e o seu líder, deixando a promessa de uma oposição construtiva para o bem de São Tomé e Príncipe e para o desenvolvimento de país", registou a Agência Lusa em São Tomé, a capital.

O chefe do governo cessante também agradeceu ao povo " O povo é quem mais ordena, e quero felicitá-lo pela sua maturidade politica e cívica e pela forma ordeira e pacifica como decorreram essa eleições. Mais uma vez, dá uma lição ao mundo de verdadeira democracia reinante no nosso país."

Jorge Bom Jesus acabou o seu discurso garantindo que "o MLSTP/PSD, que trouxe a independência, que trouxe a abertura democrática, vai continuar a trabalhar no sentido de uma paz que já é genuína e sobretudo no processo democrático, ao nível da sua consolidação”.

Recorda-se que a ADI venceu as eleições legislativas que ocorreram a 25 de Setembro, com 30 dos 55 mandatos. O MLSTP/PSD chegou em segundo lugar, reunindo 18 mandatos.

O líder do movimento BASTA, Salvador Ramos também reagiu nesta terça-feira, através de uma mensagem enviada ao presidente do ADI, Patrice Trovoada : "Em nome da Direcção Nacional dos aderentes, amigos e simpatizantes do Movimento Politico Basta, tenho a honra de endereçar-lhe as nossas vivas felicitações pela vitória alcançada pelo seu partido nas eleições do dia 25 de Setembro último". 

Numa nota de imprensa enviada à STP-Press, a agência noticiosa nacional, Salvador Ramos acrescentou que "a direcção do BASTA felicita todo o povo de São Tomé e Príncipe pela maneira ordeira e responsável como participou no acto eleitoral."ANG/RFI

 

 

Burkina Faso/ Capitão Ibrahim Traoré oficialmente nomeado Presidente

Bissau,06 Out 22(ANG) - O capitão Ibrahim Traoré, que comandou o golpe em 30 de setembro no Burkina Faso, foi oficialmente nomeado na noite desta quarta-feira, , Presidente do país, segundo um comunicado intitulado Ato Fundamental, lido na televisão nacional.

“O presidente do Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração (MPSR) desempenha as funções de Chefe de Estado, Chefe Supremo das Forças Armadas nacionais”, indica o Ato Fundamental, que substitui temporariamente a Constituição do Burkina Faso, enquanto se aguarda a adoção de uma carta de transição.

O Ato Fundamental foi lido pelo capitão Kiswendsida Farouk Azaria Sorgho, porta-voz do MPSR.

Em 30 de setembro, Burkina Faso sofreu o seu segundo golpe de Estado neste ano, após outro golpe liderado em 24 de janeiro pelo ex-Presidente de transição, tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba.

A tomada do poder pelos militares ocorreu em ambas as ocasiões após o descontentamento entre a população e o Exército devido aos ataques ‘jihadistas’ que o país sofre desde abril de 2015, realizados por grupos ligados tanto à Al-Qaida quanto ao Estado Islâmico (EI) e que já deslocou quase dois milhões de pessoas.ANG/Lusa 

 


Ucrânia/”
Guerra entrou em fase perigosa de cenário assustador ao nível nuclear”, diz Josep Borrell

Bissau, 06 Out (ANG) – O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, considerou quarta-feira que a guerra da Ucrânia, causada pela invasão russa, está agora “numa fase perigosa” devido ao “cenário assustador” relativo às armas nucleares da Rússia.

“A guerra continua e as notícias do campo de batalha são boas para a Ucrânia. A Ucrânia está a voltar à ofensiva, [mas] a guerra entrou numa nova fase, uma fase que é sem dúvida perigosa porque estamos perante um cenário assustador, ao qual não devemos fechar os olhos”, declarou o Alto representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

Intervindo num debate na sessão plenária do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, Josep Borrell falou num “cenário de uma guerra convencional envolvendo uma potência nuclear, uma potência nuclear que está actualmente a recuar no cenário convencional e que ameaça utilizar armas nucleares”.

“É certamente um cenário preocupante, no qual temos de mostrar que o nosso apoio à Ucrânia não está a vacilar”, sublinhou.

Apesar de vincar que “a Ucrânia está a avançar em três frentes, no Donbass, […], no centro sul de Zaporijia, avançando para Mariupol, e finalmente em Kherson”, o chefe da diplomacia comunitária apontou que a Rússia “ainda tem a superioridade numérica, a superioridade do poder de fogo”, razão pela qual é necessária cautela.

Hoje mesmo, os Estados-membros da UE chegaram a acordo político sobre novas sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia, um oitavo pacote que deverá entrar em vigor na quinta-feira como “forte resposta” à anexação de territórios ucranianos.

Proposto pela Comissão Europeia na passada quarta-feira, face à “nova escalada” russa com a realização de “referendos fraudulentos”, à mobilização parcial e à ameaça de recurso a armas nucleares, o novo pacote de sanções da União Europeia inclui um teto ao preço do petróleo russo, novas restrições ao comércio para privar a Rússia de cerca de sete mil milhões de euros de receitas, uma proibição de exportações de mais produtos para privar o Kremlin de tecnologias-chave para a máquina de guerra russa e uma actualização da lista de indivíduos e entidades alvo de medidas restritivas.

Em concreto, a UE acrescentou à lista de sanções individuais os responsáveis pró-russos nas regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, ocupadas pela Rússia.

Nos últimos dias, registaram-se inclusive ataques russos contra a zona da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, a maior da Europa, depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter anunciado uma mobilização parcial de 300 mil reservistas russos.

“A situação do exército russo é muito má. Entre outras coisas, porque os soldados russos não sabem para que serve a guerra e os 300 mil que serão levados das suas casas para a frente de batalha compreenderão ainda menos, pelo que a guerra pode ser ganha no campo de batalha, mas deve ser ganha sobretudo no campo das ideias. Além da guerra em si, há outra guerra, que é a guerra pela supremacia dos valores”, disse ainda quarta-feira Josep Borrell.

E numa altura em que se temem rupturas no abastecimento russo à UE, nomeadamente de gás, o chefe da diplomacia comunitária vincou que o Presidente russo, Vladimir Putin, “está à espera do frio, de cortes no fornecimento de gás, de preços elevados e temperaturas baixas para minar a vontade europeia de continuar a apoiar a Ucrânia”.

“Este é o lugar para pedir aos europeus que compreendam o que está em jogo porque o nosso apoio à Ucrânia não é apenas uma questão de generosidade, o nosso apoio à Ucrânia deve ser infalível porque a segurança da Ucrânia está intrinsecamente ligada à nossa própria segurança”, adiantou.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de Fevereiro passado.ANG/Inforpress/Lusa

 

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Comunicação Social/“Atribuição da carteira profissional é única solução para combater  o fenómeno “jornalismo político”, diz António Nhaga

Bissau, 05 Out 22 (ANG) -  O Bastonário de Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau (OJGB) disse que, a única solução para combater o fenómeno “jornalismo político” é começar a classificar a classe jornalística através de atribuição da carteira profissional de jornalismo.

António Nhaga falava   hoje em entrevista à ANG sobre o fenómeno “jornalismo político” que está a ganhar espaço dentro da classe jornalística guineense, no qual lamentou e condenou adesão progressiva e cada vez mais dos profissionais aos partidos politicos, num país onde as pessoas já têm ideia do é  jornalismo.

Disse que, como se não basta, o subsídio da cobertura jornalistica nos trabalhos  do jornalismo constitui o maior problrema do fenóminoʺ jornalismo partidário”.

Sublinhou que neste momento nem a Ordem, nem o Sindicados dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social têm poder de resolver esta questão,  a não ser por meio de atribuição da carteira profissional e em caso da violação das condutas deontológicas que lhe seja retirada a carteira.

 “Como ainda não há carteira profissional e a nossa profissão é aberta e onde qualquer pessoa no nosso país é jornalista, neste momento a Ordem dos Jornalistas está um pouco fragilizada no sentido em que por mais que falamos ninguém nos dá ouvidos”, explicou

Pediu ao Presidente da República para promulgar a lei de atribuição da carteira profissional e consequentemente a sua publicação no Boletim oficial e entrar em vigor.

O Bastonário acrescentou que, se o referido documento entrar em vigor vai permitir  classificar os jornalistas com emissão de carteiras profissionais, adiantou que, esta  é a solução imediata, fácil e consistente para resolução do problema.

Para aquele responsàvel, enquanto não existir a forma de como sancionar  jornalistas, não se pode travar essas práticas de ser assessor de imprensa ao mesmo tempo josnalista e militante dos partidos políticos.

António Nhaga salienta que, estas situações não dignifica a classe e que os  jornalistas guineenses estão a abrir portas para que a Federação Internacional dos Jornalistas e as pessoas que estão fora do país ouvir que um jornalista foi espancado não vão acreditar, porque vão dizer que jornalistas na Guiné-Bissau fazem política.

Realçou que, os jornalistas têm de ser independentes e na sociedade democrática como esta que querem na Guiné-Bissau, o jornalista deve ser uma pessoa do bem e fala a verdade.

ʺUm jornalista não pode dizer que é uma pessoa de bem e estar no partido político e nem pode dizer que está a falar a verdade, porque quando entra num partido tem que alinhar com estatuto do mesmo onde não vai pôr nada contra esse partido.ʺdisse

Nhaga disse que, não há explicação para jornalísta inscrever no partido político, sabendo que esta profissão é nobre e não quer a misturo, sustentando que jornalista é como professor na sociedade que deve ter uma conduta exemplar.

Afirmou por outro lado que, maior perigo deste fenómeno é desacreditação da classe jornalística de uma vez por todas, onde ninguém mais vai acreditar no jornalismo guineense.

Considerou que, a solução viável e imediato para resolução deste problema, para além da emissão da carteira profissional era bom que a Direção dos Orgãos de Comunicação Social tenham capacidade de poder identificar e se for necessário convocar uma reunião para advertir todos os jornalistas de que quem for pego com cartão de militância do partido vai ser expulso por justa causa, uma vez que partido e jornalismo são incompatíveis. ANG/MI/ÂC

Comunicação social/Secretário-Geral de Sinjotecs considera de “preocupante” a proliferação do chamado “jornalismo politico”

Bissau 05 Out 22 (ANG) – O secretário-geral do Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs), considerou hoje de “preocupante” a inversão dos valores que fundamentam a actividade jornalistica com o exercicio do chamado “jornalismo político“, que tem vindo a ganhar força nos últimos tempos no seio da classe jornalistíca guineense.

Diamantino Domingos Lopes convidado a analisar a situação pela ANG, disse que a profissão de jornalista é muito complexa tendo em conta a sua incidência e efeitos sobre a sociedade.

“Ou seja, um jornalista não comunica por um certo grupo de pessoas em particular, mas sim, pela sociedade em geral sem diferença”, salientou.

Aquele responsável disse que, para um jornalista ganhar a confiança da sociedade deve ser aberto e focado a prestar um serviço à pessoas que não tem dois pesos e duas medidas e que coloca tudo no mesma balança e segue os crítérios básicos que fundamentam a sua profissão.

“O jornalista deve centrar as suas actuações na verdade, imparcialidade e foca sobretudo na diversidade e que não olha para A ou B quando assunto é informar”,disse.

Disse que, são esses valores que caracterizam um jornalista, por isso não precisa tomar partido, frisando que, agora um jornalista que toma partido, mesmo informando a verdade as pessoas vão duvidar.~

“Ou seja pela implicação prática que as informações têm na vida da comunidade, não devem ser questionados quando difundidas, pode até ser críticadas uma vez que abre horizonte para reflexão”, sublinhou.

Lopes salientou que, foi por isso mesmo que a Lei de Imprensa chama atenção no seu capítulo de Estatuto dos Jornalistas e que orienta para que ninguém une o trabalho de jornalista com nenhuma outra actividade que pode comprometer a sua liberdade enquanto profissional da comunicação social, adiantando que, quando um jornalista pertence a um partido político já está a pôr em causa estes valores.

Para o secretário-geral do Sinjotecs quando se trata de um jornalismo puro e duro, de produção de conteúdos notíciosos, não se pode associar com mais nada, nem com assessorias de imprensa e muito menos a filiação partidária, pelo menos de acordo com a lei de imprensa guineense.

O igualmente jornalista, disse que a promulgação da Carteira Profissional pelo Chefe de Estado podia ajudar a disciplinar a classe e obrigar as pessoas a cumprirem a lei onde será criada uma Comissão da Emissão de Carteira aos profissionais em função de critérios legais definidos no pacote legislativo.

“E quando um jornalista for dado a sua Carteira Profissonal tomou um compromisso com o Estado da Guiné-Bissau em como será obrigado a exercer jornalismo de acordo com o definido não só pelo Estatuto do Jornalismo e Lei de Imprensa, mas também a Lei da Carteira Profissional e se o violar vai ser retirado o documento e a pessoa em causa perde o direito de fazer jornalismo”,, explicou.

Este responsavél reconheceu a situação dificil em que se encontram os profissionais da imprensa que labutam sem condições, mas para ele a moral deve falar mais alto, contrariando a realidade actual em que a imprensa é em muito dos casos controlado e manipulado principalmente pelo poder político para seus beneficios .ANG/MSC/ÂC

Finanças/Governo francês apoia execução do Orçamento Geral do Estado  de 2022

Bissau, 05 Out 22 (ANG) - Uma missão do Governo francês de apoio orçamental, vai estar no país entre os dias 04 à 07 do corrente mês, para iniciar contactos com as autoridades nacionais para determinar as modalidades de apoio para a execução do Orçamento Geral do Estado, 2022.

O apoio, de três milhões de euros, tinha sido anunciado pelo Presidente Francês Emmanuel Macrom, em declaração conjunta com seu homólogo guineense Umaro Sissoco Embalo, no final de visita de 24 horas que efectuou ao país no pasado mês de agosto deste ano.

Segundo a nota do Gabinete de Assessoria de Imprensa do Ministério ds Finanças, a ANG teve acesso, a missão reuniu-se terça-feira com o ministro das Finanças Ilídio Vieira Té , na presença dos Secretários de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, João Alberto Djata e do Tesouro, Mamadu Baldé.

 Informou que a missão é chefiada  pelo Conselheiro Financeiro para África na Direção-Geral do Tesouro  francês Yves Charpentier.

De acordo com a nota,  a missão revela que, as relações entre os dois países, Guiné-Bissau e França são excelentes", realçou, considerando o sector de caju como estratégico para a Guiné-Bissau na mobilização de receitas públicas.

Informou que o ministro das Finanças Ilídio Vieira Té abordou com a missão, entre outros assuntos, abertura da Escola francesa, execução orçamental, massa salarial, quadro fiscal e inflação.



O Embaixador da França na Guiné-Bissau, Terence Wills falou no "renascimento da cooperação entre Bissau e Paris", destacando, aquilo que chama, "missão magnífica do Presidente Umaro Sissoco Embaló a França".

O diplomata francês disse que, a missão simboliza a retoma plena da assistência financeira francesa à Guiné Bissau, suspensa há mais de vinte anos, alegando ser graças ao empenho do Presidente Embaló.

O documento revelou que  a missão financeira francesa vai permanacer no país até sexta-feira para  inteirar-se do contexto macroeconómico e, fiscal da Guiné-Bissau e acompanhar as negociações com o Fundo Monetário Internacional, FMI.

Acrescentou que a missão irá conhecer a situação das finanças públicas e as reformas em cursos na administração pública, assim como, recolher as informações necessárias com vista a apoiar a execução orçamental.


 
“Em Maio de 2021, o governo francês desembolsou 1,5 milhões de euros, no âmbito de apoio orçamental, 2021, cuja parte substancial se destinava ao sector de Saúde, num montante de 1,3M€ para pagar os técnicos envolvidos no combate à Covid-19, sendo, a parte remanescente de 200.000 euros é consignada à gestão de base de dados dos efectivos da Função Pública”, recorda a nota do Gabinete de Assessoria de Imprensa do Ministério das Finanças.ANG/LPG/ÂC


Tempo/INM-GB
prevê chuva fraca com ventos fortes com velocidade de 21 quilometros por hora nas próximas 24 horas

Bissau, 05 Out 22(ANG) – O Instituto Nacional da Meteorologia(INM-GB), prevê para o dia de hoje, chuvas fraca a moderada por vezes com ventos fortes até 21 km/h em algumas localidades,  acompanhada de trovoada.

A informação consta no boletim diário de previsão de tempo feito pelo INM-GB, válido até ás 18 horas do dia 06 de Outubro,   no qual informa que haverá ventos variáveis  no continente com possibilidades de rajadas que podem atingir 45 quilometros por hora e de Oeste  no  mar até 28 quilometros por hora e a visibilidade reduzida no momento da chuva.

Segundo o documento, as temperaturas máximas nas zonas Centro, Norte e Leste variam de 32 graus centígrados e em Bissau de 35, Farim e Bafatá as mínimas variam de 23 em Gabú , Pirada, Buruntuma e Madina de Boé com 25 graus.

Entretanto na zona Sul e nas Ilhas as temperaturas máximas variam de 31 à 33 graus centígrado, em Buba as mínimas variam de 23 à 27 respectivamente.

Infoma que o estado do mar será agitado com ondulaçao de Oeste até 2 metros de altura.ANG/JD/ÂC

 

 

Política/Ex. Presidente da República Raimundo Pereira defende uma solução política no “caso Bolom Conté” com o PAIGC


Bissau,05 Out.22(ANG) - O antigo Presidente Interino da República, Raimundo Pereira, defendeu que a solução para o diferendo judicial que opõe a direção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o militante Bolom Conté deve ser política e não judicial.

Pereira defendeu esta posição na terça-feira, em declarações aos jornalistas depois da entrega de uma carta ao presidente da Comissão organizadora do X congresso do PAIGC, na qual pediu esclarecimentos sobre as razões que dificultam a realização do evento e alertou o partido no concernente ao prazo dado pelo Supremo Tribunal de Justiça para legalizar os órgãos.

Na ocasião, tendo assegurou que o PAIGC é um partido maduro e capaz de resolver os seus problemas internos, por isso não deve ficar à espera de uma decisão do tribunal. 

O pretendente candidato à liderança dos libertadores lembrou que tinha deixado a política ativa, mas depois de uma análise com dirigentes daquela formação política decidiu voltar à política ativa, prometendo colocar toda a sua experiência política à disposição do Partido.

“A carta relata a minha inquietação face aos acontecimentos relativamente à realização do congresso. Não se sente a preparação do Congresso como antes se sentia em todo o país. Sentimos falta da promoção do diálogo para ultrapassar os impasses que obstaculizam a realização do congresso” disse, para de seguida, afirmar que unidos não há nenhuma força externa que consegue desestabilizar o partido.

Adiantou que, o PAIGC é o maior partido da Guiné-Bissau e é incontornável no cenário político nacional.

Aos militantes do PAIGC, o ex-chefe de Estado pediu para que não tenham medo do próximo embate político marcado para dezembro deste ano.

“Para nós, a realização do Congresso é o momento de reafirmarmos a nossa política democrática interna, para no final mobilizarmo-nos à volta do vencedor” referiu.  

Pereira disse acreditar que o partido conseguirá realizar o seu Congresso e participar nos próximos escrutínios eleitorais.ANG/O Democrata

 

 

CEDEAO/ Cimeira extraordinária para debater segurança

Bissau.05 out 22(ANG) - O chefe de Estado guineense e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Umaro Sissoco Embaló, convocou uma cimeira extraordinária da organização para debater a segurança sub-regional, anunciou terça-feira a Presidência guineense.

A cimeira extraordinária deverá ocorrer entre 13 e 14 de outubro, em Dacar, no Senegal, e contará com a presença dos principais parceiros internacionais da sub-região.

O objetivo da cimeira é "conseguir um debate sério e aprofundado" e uma "urgente concertação" em matéria de segurança, tendo em conta os golpes de Estado registados no Mali, Guiné-Conacri, Burkina Faso, bem "ações terroristas desencadeadas por jihadistas, que têm atingido alguns países da África Ocidental e Central".

"Assim e na procura de uma estratégia e de ações concertadas entre os países da CEDEAO e os seus principais parceiros de desenvolvimento, o General Umaro Sissoco Embaló, deslocou-se segunda-feira a Paris, onde manteve um encontro de trabalho com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, cujo tema centrou-se na atual situação política que se vive ao nível da África Ocidental e Central, a exemplo do que fez em Nova Iorque com os primeiros-ministros da Alemanha, Portugal e com a União Europeia", refere a Presidência guineense.ANG/Lusa

 

      Ciência/Nobel da Física entregue aos pioneiros do mundo quântico

Bissau,05 Out 22(ANG) - O prémio Nobel da Física foi atribuído esta terça-feira, a
o francês Alain Aspect, ao norte-americano Jonh F. Clauser e ao austríaco Anton Zeling.

Os três investigadores foram recompensados pelos trabalhos revolucionários em mecânica quântica.

Os três septuagenários são recompensados ​​pelas descobertas revolucionárias na "mecânica quântica", mecanismo em que duas partículas quânticas estão correlacionadas, independentemente da distância que as separa.

A demonstração desta propriedade abriu caminho para novas tecnologias em computação quântica e comunicações ultras-seguras, ou mesmo sensores quânticos ultrassensíveis que permitiriam medições extremamente precisas, como a da gravidade no espaço.

“Alain Aspect, John Clauser e Anton Zeilinger conduziram experiências inovadores usando estados quânticos intrínsecos, onde duas partículas se comportam como uma única unidade, mesmo quando separadas”, explicou o secretário-geral da Real Academia Sueca de Ciências, Hans Ellegren.

A temporada dos prémios Nobel começou na segunda-feira com a entrega do Nobel de Medicina ao sueco Svante Pääbo. Ainda hoje, dia 05, será a vez do Nobel de Química, quinta-feira o de Literatura e na sexta-feira o da Paz.

O Nobel de Economia será entregue na próxima segunda-feira, 10 de Outubro.ANG/RFI