terça-feira, 9 de julho de 2024

Cooperação/”Guiné-Bissau e China vão assinar memorandos de entendimento e acordos de cooperação em vários domínios”, diz  MNE guineense

Bissau, 09 Jul 24 (ANG) – A visita de Estado que o Presidente da República efectua à República Popular da China entre os dias 09 e 13 do Julho em curso, será marcada com a assinatura de memorandos de entendimento e acordos de cooperação em vários domínios, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades(MNECIC).

Em comunicado à imprensa, à que a ANG teve acesso hoje, a visita de Umaro Sissoco Embaló tem como finalidade  fortalecer  as relações de amizade, de cooperação, de irmandade e de solidariedade existentes entre os dois países.

A nota informa ainda que, durante a sua estada na China, Umaro Sissoco Embalo será recebido pelo seu homólogo chinês o Presidente XI Jiping e ainda pelo Primeiro-ministro Li Quang.

“Durante a audiência, os dois Chefes de Estado deverão abordar, entre outros assuntos, o interesse dos dois países em trabalhar para lidar com os desafios regionais e globais, com vista a dar um novo impulso às relações entre Bissau e Pequim”, lê-se no Comunicado à Imprensa..

No comunicado, refere-se  também que Umaro Sissoco Embaló vai depositar Coroas de Flores no Monumento dos Heróis do Povo, na Praça da Tiananmen, em  homenagem aos heróis chineses.

Integram a delegação presidencial, a Primeira Dama, os ministros da Economia e Integração Regional, dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, dos Recursos Naturais, da Agricultura e Desenvolvimento Rural, dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, das Obras Públicas e Urbanismo, Secretaria de Estado da Integração Regional, Conselheiros do Presidente e Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas. ANG/AALS/ÂC//SG

Política/Vice Presidente da APU-PDGB diz que o país está  numa situação “completamente anormal

Bissau,09 Jul 24(ANG) – O Vice-presidente do partido Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB),  disse , segunda-feira,que o país está numa situação “completamente anormal”.

Augusto Gomes reagia à DW-África, ao anúncio da data de 24 de novembro do ano em curso para realização de eleições legislativas anteciapadas feira pelo  Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, segunda-feira.


Portanto, o  Presidente da República tem ainda espaço para fazer as duas eleições, porque é dessa decisão dele  que poderemos reconstituir as instituições da República, quer seja a Assembleia que foi dissolvida ilegalmente e que levou o país a estar numa situação politicamente anormal, quer na reconstituição das outras instituições como a Comissão Nacional Eleitoral (CNE)”, salientou.

Mendes afirmou que  vários partidos defendem que as eleições que devem ser convocadas ainda no decurso deste ano são as presidenciais e não as legislativas, sustentando que o mandato do Presidente termina em Fevereiro de 2025. Assim sendo, a escolha do novo chefe de Estado deve ser feita antes disso.

Gomes diz que, para  que o novo Presidente da República possa ser eleito e tomar posse antes de se verificar a vacatura no exerc+ício presidencial é necessário que as eleições aconteçam antes do termo do  mandato de Umaro Sissoco Embaló, pelo que as eleições deverão ter lugar antes do termino do ano em curso(2024).

 “O facto de ele se referir às eleições legislativas segunda-feira, na sua saída para a visita de Estado à República Popular da China, não vemos isso como uma situação em que o Presidente não marque as eleições presidenciais ou eleições gerais”, afirmou.

O político que se demitiu do Governo recentemente em obediência as orientações do seu partido diz que o país está dividido e que será de interesse   do Presidente da República e de todos os cidadãos da Guiné-Bissau e da comunidade internacional que a   magistratura de influência de Umaro Sissoco Embaló sirva para juntar os guineenses e não para os dividir. 

Acrescentou  que  o Presidente da República tem a responsabilidade de marcar as eleições gerais e permitir que o país reconstitua as suas instituições republicanas.

Augusto mendes criticou que  as divisões internas que estão a acontecer  ao nível dos partidos políticos e com interferências de outras instituições da soberania não é bom para a democracia nem para o Estado de direito democrático. “Os partidos são estruturas essenciais para a democracia e devem ter a liberdade de exercer a sua atividade dentro do quadro da Lei dos partidos políticos”, frisou Gomes. ANG/JD/ÂC//SG

 

 

Cooperação/China financia centro de conferências e reabilita 300 km de estradas

Bissau, 09 jul 24 (ANG) – A China vai financiar um "grande centro de conferências" para a presidência da Guiné-Bissau da CPLP e reabilitar 300 quilómetros de estradas, entre outros investimentos no país africano, anunciou segunda-feira o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.

O chefe de Estado fez o anúncio no aeroporto de Bissau, numa declaração aos jornalistas, antes de embarcar para Pequim, onde vai realizar uma visita de Estado de três dias, a partir de quarta-feira.

“No próximo ano, a Guiné-Bissau vai assumir a presidência rotativa da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Isso significa que, mesmo que Umaro Sissoco Embaló vá às eleições e for derrotado, o Presidente que vier é quem vai continuar com a presidência da CPLP”, referiu.

O Presidente guineense observou que o facto “deve orgulhar todos os cidadãos” do país.

Sissoco Embaló adiantou que a China, que considerou como parceiro tradicional da Guiné-Bissau, aceitou construir “um grande centro de conferências” em Bissau e ainda alcatroar pelo menos 300 quilómetros de estradas.

A China está a construir atualmente a única estrada na Guiné-Bissau que liga o aeroporto internacional Osvaldo Vieira à localidade de Safim, num troço de 8,2 quilómetros, orçado em 13,6 milhões de euros.

O Presidente guineense não quis "adiantar muito" sobre os projetos em carteira com a China, mas ainda adiantou que aquele país aceitou construir na Guiné-Bissau um campus universitário para 12 mil alunos.

“Antes de chegarmos lá, a China já anunciou um donativo de 27,5 milhões de dólares americanos para a Guiné-Bissau que serão destinados a projetos, independentemente de outros projetos que já temos em carteira”, assinalou.

O Presidente guineense enalteceu a postura da China, que, disse, “nunca se imiscui na política interna de um país africano” e ainda o facto de ter ajudado a formar quadros militares da Guiné-Bissau.

Embaló considerou ainda a China como “parceiro incontornável e incontestável na geopolítica” mundial.ANG/Lusa

                                                    

Desporto/Selecionador nacional de futebol da Guiné-Bissau confiante no apuramento dos “Djurtus” para  próximo CAN 2025

Bissau, 09 Jul 24 (ANG) – O selecionador nacional da Guiné-Bisau mostrou-se, segunda-feira, confiante no apuramento dos “Djurtus” para o próximo Campeonato Africano das Nações, que terá lugar em Marrocos.

Em reação ao sorteio de qualificação para o próximo CAN 2025 que colocou a  Guiné-Bissau  no Grupo “I”, tendo  como adversários, Moçambique, Mali e Eswatine, Luís Boa Morte diz tratar-se de uma  série que trará muita disputa entre os adversários.

“Sabemos que o Mali é uma seleção muito forte que joga bem o futebol e quanto ao Moçanbique será um derby, porque num passado recente, fizemos dois jogos amigáveis e as duas equipas igualaram no marcador, e falar de Eswatine, é uma seleção que aparentemente não é forte, mas que pratica um futebol que complica o adversário e tem jogadores fisicamente fortes”, disse Boa Morte.

Segundo o técnico, o Grupo I não será nada fácil, mas a equipa estará confiante e vai encarrar os seis jogos que terá que cumprir, a fim de poder garantir o seu apuramento para a fase final do próximo CAN 2025, que será disputado no território marroquino.

Recentemente, a Confederação Africana de Futebol (CAF) divulgou o sorteio de apuramento para o próximo CAN 2025, e a Guiné-Bissau  inserida no grupo “I” juntamente com o Mali, Moçambique e Eswatine, procura a quinta participação consecutiva  na prova como novo selecionador.ANG/LLA/ÂC//SG   



segunda-feira, 8 de julho de 2024

Desporto/Sport Bissau e Benfica permanece isolado na liderança da Guinés-Liga

Bissau, 08/Jul/24 (ANG) – O Sport Bissau e Benfica (SBB) recebeu e derrotou este fim de semana o FC de Pelundo por 3-0, e permanece com quatro pontos de diferença na liderança da Guinés-Liga, em relação ao  seu perseguidor direto, o FC Canchungo.

As restantes partidas referentes a 26ª jornada produziram os seguintes resultados:FC de Canchungo-04/Cuntum-0, União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB)-1/Os Balantas de Mansoa-2, Sporting Clube da Guiné-Bissau-0/CDR Gabu-0, Binar FC-1/Nuno Tristão de Bula-1, Flamengo de Pefine-4/FC de Sonaco-1, Sporting Clube de Bafatá-3/Arados de Nhacra-1, São Domingos-0/Portos de Bissau-1.

Eis a tabela classificativa que após a  26ª jornada da Guiness-Liga :

1º-Sport Bissau e Benfica-65 pts

2º-FC Canchungo-61 pts

3º-UDIB-42 pts              

4º-Sporting Clube da Guiné-Bissau-42 pts

5º-CDR Gabú-40 pts

6º-Bula -35 pts

7º-Sonaco-34 pts

8º-FC Peludo-33 pts

9º-Nhacra-32 pts

10º-FC Cutun-30 pts

11º-Portos de Bisau-30 pts

12º-Pefine-29 pts

13º-São Domingos-24 pts

14º-Balantas de Mansoa-23 pts

15º-SC Bafatá-23 pts

16-Binar FC-21 pts

Para a 27ª jornada estão previstos os seguintes encontros: Sporting Clube da Guiné-Bissau/Binar FC, Portos de Bissau/NT.Bula, FC Canchungo/Sport Bissau e Benfica, FC Sonaco/CDR Gabú, FC Pelundo/São Domingos, Arados de Nhacra/Flamengo de Pefine, Os Balantas de Mansoa/FC de Cuntum, Sporting Clube de Bafatá/União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB).ANG/LLA/ÂC//SG

 

 
Alfândegas
/Bissau acolhe 17ª Reunião do Grupo de Alto Nível da CPLP

Bissau,08 Jul 24(ANG) – Os responsáveis das Alfândegas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP), estão reunidos em Bissau, no âmbito da  17ª Reunião do Grupo de Alto Nível das Alfândegas da CPLP(GTAN), que decorre entre 08 e 10 deste mês..

O encontro se realiza no âmbito do reforço da cooperação entre os países membros da CPLP, de forma a melhorar a eficácia nas operações aduaneiras.

Ao presidir a cerimónia de abertura do evento, o Secretário de Estado do Tesouro, Mamadú Baldé, em representação do ministro das Finanças, disse que o evento que congrega “profissionais brilhantes e experientes” de diferentes países da CPLP é uma oportunidade ímpar para avaliar as suas prestações tendo em conta os objetivos preconizados.

“É uma ocasião de compartilhar conhecimentos e boas práticas com vista ao aperfeiçoamento contínua dos nossos sistemas fiscais e aduaneiros”, salientou.

Baldé frisou que o mundo vive uma era de rápidas e profundas transformações, nomeadamente com a globalização, a digitalização e a inovação tecnológica e que impõe desafios inéditos às administrações fiscais aduaneiras.

.“É fundamental que estejamos prontos para inovar e adaptar as nossas administrações aduaneiras para garantir que cumpram plenamente as suas funções de arrecadar os custos necessários ao desenvolvimento sustentável e promover um comércio internacional justo e seguro”, disse Mamadú Baldé.

Segundo o  Secretário-geral da Conferência dos diretores-gerais da CPLP, Rui Miguel Canha a 17ª Reunião do Grupo de Alto Nível das Alfândegas da CPLP(GTAN), tem como objetivo fazer o balanço das atividades desenvolvidas no último triênio e com especial destaque para o ano 2023.

Informou que, em termos formais a reunião anual de GTAN está prevista no protocolo de cooperação que institui a conferência dos Diretores Gerais da Alfândegas dos Países de Língua Oficial Portuguesa(CPLP), com exceção da Guiné Equatorial.

Adiantou que nos termos do referido protocolo, a reunião do GTAN serve também para apresentar propostas para a próxima reunião dos Diretores Gerais, prevista para este ano, em Angola.

“Estou convencido de que a proposta do próximo programa para o triênio 2025-2027, irá permitir maior cooperação aduaneira entre os países da CPLP”, salientou.

O Diretor-geral das Alfândegas da Guiné-Bissau Doménico Sanca sublinhou que as  ligações dos países da CPLP, enraizadas num passado histórico e no uso da mesma língua e da afinidade cultural que os aproxima, constitui uma base sólida para a criação lusófona desde 1996.

A Reunião do Grupo de Alto Nível das Alfândegas da CPLP(GTAN).debaterá, entre outros assuntos, o relatório do secretário-geral sobre o Programa Indicativo de Cooperação e Assistência Técnica(PICAT VII) do triênio 2022-2024, apresentação e discussão do PICAT VIII, Programa de Transição Fiscal na UEMOA, 2022, Gestão de Conhecimento- a experiência brasileira com  manuais aduaneiros. ANG/ÂC//SG

Sociedade/Primeiro-ministro exalta “função vital” da Sociedade Civil na promoção da paz no país

Bissau, 08 Jul 24 (ANG) - O primeiro-ministro exaltou no fim-de-semana o papel desempenhado pelas Organizações da Sociedade Civil na promoção da paz e na consolidação da democracia na Guiné-Bissau.

Rui Duarte Barros falava na cerimónia de abertura do primeiro encontro da  Convenção Cidadã, realizado por diferentes organizações da Sociedade Civil sob o lema: “Consolidação da Paz, Democracia e do Desenvolvimento Sustentável”.

“A Sociedade Civil desempenha um papel fundamental na promoção da paz e na consolidação da democracia através do seu trabalho de fiscalização das ações de Governo e de promoção dos debates do interesse público que tem sempre como finalidade deixar as recomendações para os governantes”, disse o chefe de Governo.

Rui Barros desejou que as recomendações que vão sair desta  Primeira Convenção Cidadã possam servir ao Governo na tomada de medidas que beneficiarão a Guiné-Bissau no seu todo.

O evento, segundo o Coordenador da Convenção Cidadã, Gueri Gomes Lopes  decorreu no âmbito dos desafios que foram colocados às Organizações da Sociedade Civil enquanto parceiro do Governo, no que concerne a elaboração e execução de políticas de benefício público, principalmente para os populares que se encontram em zonas mais distantes da Capital.                                                             

Gueri salientou que no referido encontro vai ser elencadas as prioridades que foram destacadas em  anteriores “djumbais” que tiveram com diferentes comunidades que compõe as oito regiões da  Guiné-Bissau.                                                    

A Aissatu Camará Indjai, que representou as organizações femininas  reiterou que as organizações de sociedade civil têm desempenhado um papel importante na promoção do desenvolvimento sustentável no país.

“Esta Convenção Cidadã é uma oportunidade para uma profunda reflexão sobre a importância da Sociedade Civil na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada, pacífica, sem descriminação e onde existirá o respeito pelos Direitos Humanos sem exceção”, disse  Aissatu Camará Indjai.

Os participantes da Primeira Convenção Cidadã debateram vários pontos de agenda nacional, entre os quais a reforma do Estado.

Com a duração de um dia, o evento  foi financiado pelo Fundo das Nações Unidas para Consolidação da Paz e coordenada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD).ANG/AALS/ÂC//SG

Política/ "Decisão do STJ não tem fundamento, porque Lima André assaltou aquela instituição”, diz Secretário Nacional de APU-PDGB

Bissau, 08 Jul 24 (ANG) – O Secretário nacional de Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB) disse que a decisão do Supremo Tribunal de Justiça(STJ) que reconhece Felix nandunguê como novo presidente do PRS não tem fundamento, porque o presidente daquela instituição Lima André assaltou o poder e não tem condições para produzir nemhum despacho.

Agostinho da Costa falava no fim de semana, em conferência de imprensa sobre o despacho de STJ  que reconhece  Felix Nanduguê como novo presidente do Partido da Renovação Social (PRS), e acusou o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló de ser o patrocinador de divisão no seio dos renovadores.

Na passada quinta-feira, dia 04 de julho, o Supremo Tribunal de Justiça, produziu um despacho no qual autoriza a anotação de atos emanados do 1º congresso extraordinário do partido da Renovação Social requerida em 01 de Julho de 2024, que elegeu senhor Félix Nandunguê ao cargo de seu presidente”

"Aquele despacho não tem fundamento jurídico, é mero e simplesmente processo administrativo e se alguém fez tentativa de violar vai ter consequências, porque vamos resistir e vamos continuar a apoiar o Fernando Dias da Costa, de forma firme e determinado, porque é o único que reconhemos como presidente do PRS," disse Agostinho da Costa.

Costa acrescentou que Umaro Sissoco Embaló tem que saber que foi eleito para  derigir o país na paz, unidade, na convergência multi-ética, para viver numa liberdade em que  todos têm os mesmos direitos.

Afirmou que APU-PDGB, no quadro da Aliança Kumba "lanta" apela à todos os militantes das duas formações políticas à manterem firmes e solidários ao Fernando Dias da Costa, na qualidade de  “único e legitimo presidente”  eleito no congresso extraordinário do PRS. ANG/MI/ÂC//SG


Economia
/Preços das moedas para segunda-feira, 8 de julho de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

602.000

609.000

Yen japonês

3.735

3.795

Libra esterlina

772.250

779.250

Franco suíço

673.750

679.750

Dólar canadense

440.750

447.750

Yuan chinês

82.500

84.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

163.500

166.250

 Fonte:Bceao

França/Attal assegura governação enquanto a França continua à espera do seu sucessor

Bissau, 08 Jul 24 (ANG) - A França continua na incerteza quanto ao seu futuro em termos de governação, depois da vitória da esquerda domingo na segunda volta das legislativas mas sem maioria absoluta, o campo presidencial tendo ficado em segundo lugar e a extrema-direita em terceira posição.


Nesta segunda-feira, o chefe do governo, Gabriel Attal, entregou a sua demissão a Emmanuel Macron. Contudo, segundo a presidência, este último pediu-lhe para permanecer no cargo "por enquanto, para garantir a estabilidade do país". 

Segundo os resultados comunicados pelo Ministério do Interior, a coligação da esquerda, a Nova Frente Popular, alcançou 182 lugares, longe da fasquia dos 289 deputados que lhe daria a maioria absoluta, seguida pelo bloco central do Presidente que obteve 168 assentos, enquanto a extrema-direita obteve 143 mandatos.

Neste contexto, a clarificação invocada pelo Presidente Macron para dissolver o parlamento há um mês, não está a acontecer para já. O Presidente do Senado, o Republicano Gérard Larcher, acusou ainda esta manhã Emmanuel Macron de ter "mergulhado o país numa instabilidade política que prejudica gravemente a França".

O Presidente que parte amanhã rumo a Washington para participar numa cimeira da NATO, diz que aguarda a "estruturação" da nova Assembleia "para tomar as decisões necessárias", Emmanuel Macron tendo recusado "por enquanto" a demissão esta manhã de Gabriel Attal do cargo de Primeiro-ministro, em nome da "estabilidade do país".

Reeleito ontem à noite no seu círculo eleitoral, nas imediações de Paris, Attal levou o seu campo até ao segundo lugar, evitando os resultados catastróficos antecipados ainda há dias pelas sondagens. O chefe do governo cessante, contudo, não deixou de assumir a derrota ontem à noite.

"A formação política que representei nesta campanha não obteve uma maioria. E isto embora tivesse alcançado cifras três vezes acima do que tinham anunciado as previsões nas últimas semanas. Nenhuma maioria absoluta emergiu. Assim sendo assumirei as minhas funções o tempo que o dever mo exigir. Não poderia ser de outra forma, na véspera de datas tão importantes para o nosso país", declarou Gabriel Attal.

Derrotados, também e sobretudo, foram os candidatos da União Nacional que ficou em terceiro lugar. Mas essa não é uma derrota completa, dado que a extrema-direita passou de 89 eleitos em 2022 para 143 nestas legislativas. Um pormenor que não deixou de sublinhar ontem à noite o líder do partido, Jordan Bardella, que ainda há dias era dado como putativo vencedor. "A dinâmica que encarna a União Nacional permite-lhe duplicar o respectivo número de deputados e coloca-a a mais de 45% dos votos em muitíssimos círculos eleitorais de França. Tais são os elementos da nossa vitória próxima, é agora que tudo começa!", disse Bardella ao denunciar a "aliança contranatura" e "desonrosa" entre a esquerda e o centro nestas eleições.

Entretanto, a "barragem republicana" que derrotou ontem a extrema-direita já pertence ao passado. No campo presidencial, onde tem havido negociações desde ontem, aposta-se na possível formação de um governo de coligação, algumas vozes no seio do partido de Macron apostando abertamente na divisão da esquerda e na exclusão da França Insubmissa, partido que juntamente com os socialistas obteve mais mandatos no seio da Nova Frente Popular. No seu discurso de vitória ontem, Jean-Luc Mélenchon, líder dos insubmissos, declarou que a chefia do futuro governo deve recair sobre o bloco de esquerda.

"O presidente tem o poder e também tem o dever de confiar o governo à Nova frente popular! Nós estamos prontos. A Nova Frente Popular aplicará o seu programa, apenas o seu programa mas a integralidade do seu programa!", disse ontem o líder da LFI.

Esta manhã, ao considerar que "existem muitos perfis na esquerda que preenchem os critérios para se tornarem chefes de governo", a dirigente dos ecologistas Marine Tondelier considerou que Emmanuel Macron deveria pedir hoje à esquerda que "lhe transmita um nome de primeiro-ministro". Já do lado socialista, onde se tem vincado a necessidade de encontrar uma figura de consenso, o líder do partido, Olivier Faure, disse "esperar que a esquerda consiga apresentar uma proposta de nome durante esta semana". ANG/RFI

 

China Popular/Xi apela às potências mundiais para que ajudem Rússia e Ucrânia a retomar o diálogo

Bissau, 08 Jul 24 (ANG) – O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou hoje à “criação de condições" para um diálogo direto entre a Ucrânia e a Rússia, durante um encontro em Pequim com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, avançou a imprensa estatal.

"Só quando as grandes potências mostrarem energia positiva, em vez de energia negativa, é que poderá surgir, o mais rapidamente possível, uma réstia de esperança para um cessar-fogo neste conflito", afirmou Xi Jinping, citado pela televisão estatal CCTV.

A China e a Hungria "partilham" fundamentalmente as mesmas ideias, acrescentou o líder chinês.

Orbán fez hoje uma visita surpresa à China depois de viagens semelhantes na semana passada à Rússia e à Ucrânia para discutir as perspetivas de um acordo de paz na Ucrânia.

O líder húngaro elogiou as "iniciativas construtivas e importantes" da China para alcançar a paz e descreveu Pequim como uma força estabilizadora num período de turbulência global, segundo a CCTV.

Para além da Rússia e da Ucrânia, o fim da guerra "depende da decisão de três potências mundiais, os Estados Unidos, a União Europeia e a China", escreveu Orbán numa publicação no Facebook que o mostra a apertar a mão a Xi.

Orbán encontrou-se com o líder chinês há apenas dois meses, quando o recebeu na Hungria, no âmbito de uma visita a três países europeus que também incluiu paragens em França e na Sérvia.

A Hungria estabeleceu importantes laços políticos e económicos com a China. A nação europeia acolhe uma série de instalações chinesas de baterias para veículos elétricos e, em dezembro, anunciou que o gigante chinês do setor automóvel BYD vai abrir a sua primeira fábrica europeia de produção de carros elétricos no sul do país.

"Missão de paz 3.0" é a legenda da fotografia de Orbán publicada hoje na rede social X, que o retrata depois de ter saído do avião em Pequim. Foi recebido pela vice-ministra chinesa dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying, e por outros funcionários.

A sua visita não anunciada vem na sequência de viagens semelhantes realizadas na semana passada a Moscovo e a Kiev, onde propôs que a Ucrânia considerasse a possibilidade de chegar a um cessar-fogo imediato com a Rússia.

A sua visita a Moscovo suscitou a condenação de Kiev e dos líderes europeus.

"O número de países que podem falar com os dois lados em conflito está a diminuir", disse Orbán. "A Hungria está a tornar-se lentamente o único país da Europa que pode falar com todos", argumentou.

A Hungria assumiu a presidência rotativa da União Europeia no início de julho e o Presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu que Orbán tinha ido a Moscovo como um dos principais representantes do Conselho Europeu. Vários altos funcionários europeus rejeitaram essa sugestão e disseram que Orbán não tinha mandato para nada para além de uma discussão sobre relações bilaterais.

Desde o início do conflito, a China tem adotado uma posição ambígua em relação à guerra na Ucrânia, apelando ao respeito pela integridade territorial de todos os países, incluindo a Ucrânia, e ao respeito pelas "preocupações legítimas de segurança" de todas as partes, em referência à Rússia.

Pequim também condenou as sanções unilaterais contra Moscovo por "não resolverem os problemas" e apelou repetidamente a uma "solução política" para o conflito.

Orbán apelou a um "cessar-fogo", contrariando as posições dos ucranianos e dos seus aliados europeus.

O líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou esta ideia, considerando que Moscovo a utilizaria para reforçar a sua posição. O plano ucraniano exige a retirada total das tropas russas do país, incluindo da península da Crimeia anexada por Moscovo em 2014, e o pagamento dos danos causados desde a invasão em fevereiro de 2022.

A Ucrânia precisa crucialmente da ajuda do Ocidente para resistir à Rússia. 

O primeiro-ministro húngaro destaca-se pela sua oposição a esta ajuda. No início do ano, vetou um pacote de 50 mil milhões de euros da UE, que acabou por ser aprovado com algum atraso. ANG/Lusa

 


NATO/ Trump e extrema-direita europeia são “tempestade perfeita de problemas” - analistas

Bissau, 08 Jul 24(ANG) - Um potencial regresso de Donald Trump à Presidência norte-americana e o crescimento da extrema-direita europeia anti-NATO são a maior ameaça à Aliança Atlântica e, combinados, criarão uma "tempestade perfeita" de problemas, segundo analistas ouvidos pela Lusa.

Na véspera da Cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que decorrerá de 09 a 11 de Julho na capital norte-americana, o analista Collin Anderson avaliou que o futuro da Aliança estará em foco, acrescentando que "Trump é a maior ameaça" a esse horizonte, seguido dos "crescentes partidos de extrema-direita anti-NATO na Europa".

"Os dois, combinados, criarão uma tempestade perfeita de problemas para a Aliança. Numa altura em que a NATO precisaria do apoio firme dos seus outros maiores Estados-membros, como a França e a Alemanha, estamos a assistir a um crescente sentimento anti-NATO/anti-Estados Unidos (EUA) que poderia potencialmente exacerbar quaisquer problemas causados por Trump", disse à Lusa Anderson, professor do departamento de Ciência Política da Universidade de Buffalo, em Nova Iorque.

Os norte-americanos irão a votos em 05 de Novembro e os dois potenciais candidatos presidenciais - Joe Biden e Donald Trump - têm visões muito distintas de política externa, incluindo sobre a NATO.

Quando assumiu a Casa Branca, em 2021, o actual Presidente democrata, Joe Biden, declarou que as alianças da América são o seu "maior activo".

Desde então, Washington tem liderado o apoio à Ucrânia após a invasão russa, juntamente com os aliados europeus.

Por outro lado, o ex-presidente e potencial candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, causou polémica ao encorajar a Rússia "a fazer o que raio quiser" com aliados da NATO que não cumprissem as directrizes de gastos com Defesa, declarações que causaram preocupação generalizada na Europa.

De acordo com analistas ouvidos pela Lusa, uma vitória de Biden não causaria grande alteração ao modelo de actuação da NATO. Por outro lado, um Trump vitorioso em Novembro poderia pôr em causa o envolvimento norte-americano na Aliança, deste que é um dos membros fundadores e com o maior exército da Organização.

"Trump deixou claro inúmeras vezes que está mais do que disposto a retirar os EUA da NATO, o que seria obviamente um duro golpe para a Aliança. Não acredito que seria o fim da NATO, mas reduziria significativamente as suas capacidades e tornaria tanto a Europa como os EUA um lugar significativamente mais fraco", frisou Collin Anderson.

"Tenho visto vários potenciais planos apresentados pela campanha de Trump ou aliados. O mais extremo envolve os EUA simplesmente abandonarem completamente a Aliança, enquanto os outros se concentram em transformar a NATO numa rede de protecção ao estilo da máfia, onde apenas os Estados que pagam as suas dívidas obtêm protecção. Trump também criou com sucesso um sentimento anti-NATO entre os conservadores americanos, o que significa que a base de apoio tradicionalmente firme que estava presente naquele grupo desapareceu em grande parte", observou ainda.

Além disso, o republicano manifestou "um elevado nível de vontade de negociar com os russos, já que a maioria dos planos de Trump inclui um acordo para travar qualquer expansão da NATO para leste - dando ao Presidente russo, Vladimir Putin, algo que ele deseja há anos e acabando efectivamente com a capacidade da Ucrânia de aderir à NATO", acrescentou Anderson.

Considerando "inegável que os EUA são a espinha dorsal da NATO", Clara Broekaert, analista de investigação do Soufan Center, um centro de análise e diálogo estratégico sobre desafios de segurança global, acredita que o maior desafio que a Aliança enfrenta a curto prazo é manter a unidade interna, "para que não fique paralisada, politizada ou simplesmente ineficaz".

"Da mesma forma, outro desafio significativo que a NATO enfrenta é a incerteza em torno do envolvimento duradouro dos EUA na NATO, especialmente com a potencial reeleição de Donald Trump. As eleições para o Parlamento Europeu e as eleições legislativas francesas também demonstram uma onda crescente de atitudes mais isolacionistas e cépticas em relação ao projecto transatlântico", observou.

Concretamente, um potencial regresso de Donald Trump à Casa Branca poderia influenciar o financiamento da NATO, a estabilidade global e o apoio à Ucrânia, de acordo com a analista.

Um enfraquecimento significativo das capacidades de dissuasão da NATO contra adversários como a Rússia é possível caso o republicano vença em Novembro, disse ainda.

"Embora mesmo o cenário extremo da retirada dos EUA da NATO não deva ser totalmente rejeitado, pessoalmente penso que existe um risco mais considerável de a NATO se tornar inoperante", alertou Clara Broekaert.

Joshua Shifrinson, professor de política internacional da Universidade de Maryland e especialista em segurança internacional contemporânea, vê como "improvável" que Trump ponha termo formalmente ao compromisso dos Estados Unidos com a NATO, mas admite uma "tensão intra-Aliança significativa".

Na visão do professor universitário, o regresso de Trump à Casa Branca resultaria numa redução das forças convencionais dos EUA na Aliança, além de críticas regulares ao subinvestimento militar dos aliados europeus.

ANG/Inforpress/Lusa

Itália/Papa alerta para “tentações populistas” e mostra-se preocupado com “crise da democracia”

Bissau, 08 Jul 24(ANG) – O Papa Francisco alertou no domngo para a "cultura da rejeição" e as "tentações ideológicas e populistas", manifestando preocupação com a "crise da democracia", tendo criticado também o abstencionismo.

"É evidente que no mundo actual a democracia, digamos a verdade, não está de boa saúde. A questão interessa-nos e preocupa-nos porque está em jogo o bem da humanidade", lamentou o pontífice perante um milhar de pessoas reunidas em Trieste, no nordeste de Itália, para o encerramento da Semana Social organizada pela Igreja Católica italiana.

Sem nomear nenhum país, Francisco alertou contra as "tentações ideológicas e populistas", no mesmo dia em que a França vota na segunda volta das eleições legislativas, que poderão ser ganhas pela extrema-direita.

"As ideologias são sedutoras. Há quem as compare ao homem que tocava flauta em Hamelin. São sedutoras, mas obrigam-nos a negarmo-nos a nós próprios", disse.

Antes das eleições europeias, os bispos de vários países já tinham manifestado a sua preocupação com a ascensão do populismo e do nacionalismo na Europa, com a extrema-direita já no poder em Itália, na Hungria e na Holanda.

O líder da Igreja Católica manifestou também a sua preocupação com o aumento da taxa de abstenção em todo o mundo: "Estou preocupado com o pequeno número de pessoas que vão votar: o que é que isso significa?".

"A própria palavra 'democracia' não coincide simplesmente com o voto popular, mas exige que sejam criadas as condições para que todos se possam exprimir e participar. E a participação não se improvisa, aprende-se desde tenra idade, tem de ser 'treinada', também com sentido crítico face às tentações ideológicas e populistas", disse.

O Papa, na sua intervenção, denunciou ainda o que considera obstáculos à democracia, como a corrupção e ilegalidade, exclusão social, marginalização e indiferença.

"Sempre que alguém é marginalizado, todo o corpo social sofre. A cultura da rejeição cria uma cidade onde não há lugar para os pobres, os nascituros, os frágeis, os doentes, as crianças, as mulheres e os jovens", lamentou, apelando a que se promova a participação desde a infância.

No seu discurso, Francisco destacou, por outro lado, a contribuição que o cristianismo pode dar ao desenvolvimento cultural e social europeu, especialmente em questões relacionadas com a vida e a dignidade das pessoas, como propôs ao Parlamento Europeu no final de 2014.

O Papa, foi também muito crítico para com certas formas de assistencialismo, a ajuda pública aos cidadãos que não se podem sustentar inteiramente por si mesmos.

"Todos devem sentir-se parte de um projecto comunitário, ninguém deve sentir-se inútil. Certas formas de assistência que não reconhecem a dignidade das pessoas são uma hipocrisia social. O assistencialismo, por si só, é inimigo da democracia e do amor ao próximo", afirmou, acrescentando: “A indiferença é o cancro da democracia". ANG/Inforpress/Lusa

 

   Política/PR anuncia marcação de  legislativas antecipadas para Novembro

Bissau, 08 jul 2024 (ANG) - O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, anunciou hoje que vai marcar eleições legislativas antecipadas para 24 de novembro, assim que regressar de uma visita de Estado de três dias à China que inicia na quarta-feira.


Umaro Sissoco Embaló, que falava antes de embarcar no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, de Bissau, disse que assim que regressar da visita a Pequim vai fazer as consultas com as forças políticas e marcar as eleições legislativas.

"Quem não concordar pode recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça", notou Sissoco Embaló. ANG/Lusa