quarta-feira, 10 de julho de 2024

Economia/Preços das moedas para quarta-feira, 10 de julho de 2024

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Fonte:BCEAO


Politica/ Presidente APU-PDGB vai falar quinta-feira sobre atual situação política do  país

Bissau, 10 Jul 24 (ANG) – O  Presidente da Assembleia do Povo Unido o Partido Democrático da Guiné-Bissau  (APU-PDGB)  realiza, quinta-feira, na sua residência em Bissau,  uma conferência de imprensa para falar sobre a atual situação política do  país,baseando na sua experiência de quase quatro  anos de desempenho de funções de primeiro-ministro, a testa do Governo da Nova Maioria Parlamentar da X Legislatura, num contexto marcado por vários  desafios de ordem interna e externa .

O anuncio da realização da referida conferência de imprensa foi feito por um dos vices-presidente do partido, Augusto Gomes na sua página do Facebook .

Nuno Nabiam promete  esclarecimentos sobre a  atual crise política partidária e socio-política vigente no país, e indicação do  que diz ser o caminho a percorrer para se encontrar  soluções.

“A  incerteza que abala seriamente a vida de todos os guineenses, dentro do país e na diáspora assim como todos os amigos da Guiné-Bissau, para ajudar o país a sair do atual imbróglio político em que se  encontra, acalentando a  esperança de dias melhores para Pátria Amada”, refere a comunicação de Augusto Gomes sobre a conferência de imprensa do seu líder Nuno Nabiam. ANG/LPG//SG

Itália/Vaticano prepara documento sobre mulheres na liderança da Igreja Católica

Bissau, 10 Jul 24 (ANG) - O Vaticano anunciou que vai preparar um documento sobre as mulheres em papéis de liderança na Igreja Católica, uma iniciativa para responder a antigas reivindicações femininas.

O documento vai ser redigido pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, órgão da Santa Sé, como contribuição para o processo de reforma da Igreja do papa Francisco, que entra agora na segunda fase com o sínodo dos bispos, de 02 a 27 de outubro.

O Vaticano indicou estar a preparar o documento doutrinal, pouco depois de uma conferência de imprensa sobre os trabalhos preparatórios para a reunião de outubro, sem avançar pormenores.

O papa Francisco convocou o sínodo há mais de três anos, como parte dos trabalhos para tornar a Igreja um lugar mais acolhedor para os grupos marginalizados e onde os comuns podem ter mais voz ativa.

As mulheres católicas fazem uma grande parte do trabalho da Igreja nas escolas e nos hospitais e tendem a assumir a liderança na transmissão da fé às gerações futuras. No entanto, há muito que se queixam de um estatuto de segunda classe numa instituição que reserva o sacerdócio aos homens.

Francisco já reafirmou a proibição de mulheres serem ordenadas, mas nomeou várias mulheres para cargos de alto nível no Vaticano e encorajou o debate sobre outras formas de fazer ouvir as vozes femininas.

Isto inclui o processo sinodal, no qual as mulheres têm o direito de votar em propostas específicas, um direito anteriormente concedido apenas aos homens.

Durante o pontificado de 11 anos, o papa respondeu às reivindicações para funções ministeriais para as mulheres, nomeando duas comissões para estudar a possibilidade destas terem acesso ao diaconado.

Os diáconos são ministros ordenados, mas não são padres, embora possam desempenhar muitas funções dos padres: presidir a casamentos, batizados e funerais, e pregar. Não podem, no entanto, celebrar missa.

Os resultados das duas comissões nunca foram divulgados e, numa entrevista recente ao programa da cadeia norte-americana CBS "60 Minutes", Francisco respondeu negativamente quando lhe perguntaram se as mulheres podiam um dia ser ordenadas diáconos.

A organização norte-americana Women's Ordination Conference (Conferência da Ordenação de Mulheres), que defende a ordenação de mulheres como sacerdotes, disse que relegar a questão do acesso das mulheres ao diaconado para o Dicastério da Doutrina da Fé não é sinal de uma Igreja que procura envolver mais as mulheres.

ANG/Lusa

 

Alemanha/ONG alerta para “Estado de emergência no mar Mediterrâneo"

Bissau, 10 Jul 24 (ANG)  - A ONG alemã Sea-Eye alertou para o “estado de emergência” no mar Mediterrâneo, depois de ter socorrido- por cinco vezes e em menos de 24 horas-várias embarcações que transportavam migrantes.

A Sea-Eye explica, em comunicado, que foi alertada pela linha de apoio aos migrantes-Alarm Phone- permitindo-lhe evacuar centenas de pessoas, incluindo a mãe e um bebé, com a ajuda de outras duas embarcações.

A ONG alemã fala em “estado de emergência” no mar Mediterrâneo, sublinhando que estas operações mostram a importância de “estar lá para salvar vidas”. Porém, a Sea-Eya não especificou se obteve autorização das autoridades italianas para realizar os resgates, sem qualquer risco de ver o navio apreendido. Depois de transferir algumas das 231 pessoas resgatadas para um navio da guarda costeira italiana, o Sea-Eye transportou ontem, 9 de Julho, cerca de 170 pessoas para o porto designado de Génova, no norte de Itália, que fica a “aproximadamente 600 milhas náuticas”.

De acordo com a lei italiana, as ONG devem dirigir-se “sem demora” a um porto imediatamente após a conclusão de um resgate – uma política que as impede de realizar vários resgates consecutivos. Segundo diversas associações, esta política viola o direito marítimo que obriga qualquer navio a socorrer uma embarcação em perigo.

Quem se recusar a cumprir esta lei incorre numa multa que varia entre 2 mil e 10 mil euros, bem como a detenção administrativa, durante 20 dias e, em última instância, a apreensão definitiva da embarcação.

No passado, muitos navios de ONG foram detidos por violarem esta regra, todavia os tribunais italianos anularam por diversas vezes decisões deste tipo, mas ainda não identificaram com precisão as falhas jurídicas desta legislação.

Desde que chegou ao poder, em Outubro de 2022, a coligação da primeira-ministra de extrema-direita, Giorgia Meloni, tem procurado conter a chegada de barcos de migrantes do Norte de África a Itália.

Giorgia Meloni acusa os navios de resgate de serem um “factor de atracção”, embora a grande maioria dos migrantes que chegam à Itália sejam, na verdade, recolhidos pela guarda-costeira.ANG/RFI

China/Governo pede à Tailândia para estar atenta à “expansão” da NATO na Ásia

Bissau, 10 Jul 24 (ANG) – O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu hoje ao homólogo tailandês, Maris Sangiampongsa, "vigilância contra a expansão da NATO na região Ásia Pacífico”, numa altura em que Washington reforça os laços com países da região.

Wang garantiu que Pequim quer trabalhar com a Tailândia para "proteger conjuntamente a paz e a segurança regionais", sublinhando a "confiança mútua e o apoio recíproco" entre os dois países, "independentemente das mudanças na paisagem internacional".

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês sublinhou igualmente o "vigoroso intercâmbio turístico" entre os dois países, com mais de três milhões de chineses a visitarem a Tailândia este ano e o número de turistas tailandeses na China a ultrapassar os níveis anteriores à pandemia.

Wang reiterou a "elevada consideração" que a China tem pelas relações com a Tailândia, que considera um "parceiro fiável" e um "fator de paz e estabilidade na região", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, num comunicado publicado no seu portal oficial.

"A China apoia firmemente o caminho de desenvolvimento escolhido pela Tailândia, em conformidade com as suas condições nacionais, e apoia o seu desempenho mais significativo nos assuntos internacionais e regionais", afirmou o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros.

Sangiampongsa afirmou que a Tailândia "valoriza profundamente as relações com a China", que considera um "parceiro estratégico".

O Ministro dos Negócios Estrangeiros tailandês garantiu que o seu governo está empenhado em "reforçar a amizade e a cooperação entre os governos, as empresas e os povos dos dois países, assegurando o desenvolvimento sustentável e duradouro das relações bilaterais".

As duas partes concordaram em reforçar a cooperação em matéria de segurança e de aplicação da lei, combatendo conjuntamente os crimes transfronteiriços, como o jogo ‘online’ e a fraude eletrónica, numa altura em que a China reforçou a colaboração com outros países da região, como o Myanmar (antiga Birmânia) e o Laos, para desmantelar as redes de cibercrime que operam a partir da região e que visam frequentemente cidadãos chineses. ANG/Lusa

    Camarões/ Filha do Presidente Biya torna pública a sua homossexualidade

Bissau, 10 Jul 24 (ANG) - A filha do Presidente dos Camarões, onde a homossexualidade é punida pela lei, revelou a relação com a namorada na rede social Instagram. Brenda Biya, filha de Paul Biya, explicou querer "passar uma mensagem ao mundo" e admitiu esperar que o seu gesto contribua para a despenalização da homossexualidade. 

"Espero que a minha história possa contribuir para uma mudança da lei", explica Brenda Biya, filha de Paul Biya, o mais velho chefe de estado em exercício no mundo, Presidente dos Camarões, onde a homossexualidade é ilegal e punida com cinco anos de prisão. 

Em entrevista ao jornal francês Le ParisienBrenda Biya, exprimiu-se pela primeira vez sobre o que a levou a publicar nas redes sociais, há uma semana, uma fotografia com a namorada, oficializando publicamente a sua homossexualidade. 

A filha do Presidente dos Camarões, baseada em Genebra, na Suíça, explica que "muitas pessoas se encontram na mesma situação e sofrem por causa daquilo que são" e espera conseguir dar-lhes um pouco de esperança, porque, na sua opinião, "falar é uma oportunidade de enviar uma mensagem forte". Uma oportunidade que nem todos têm. 

Nos Camarões, cerca de vinte pessoas estão actualmente detidas  por terem tido relações com pessoas do mesmo sexo. Outros 26 países no continente africano consideram ilegal a homossexualidade. 

Não foi fácil fazer estas revelações íntimas, admite Brenda Byia, mas agora sente-se "aliviada". Recebeu muitas mensagens de apoio por parte de pessoas e organizações de defesa dos direitos humanos. Contudo, algumas reacções foram "violentas". Os pais obrigaram-na a retirar a fotografia das redes sociais e até ao momento, as relações estão cortadas.

Consciente de ter muito a perder, a filha de Paul Biya não deixa de acreditar que um dia poderá ter uma conversa directa e aberta com os pais, antes que uma mudança maior acabe por surgir. ANG/RFI

terça-feira, 9 de julho de 2024

Comunicação Social/ ONU apoia reforço de capacidades dos jornalistas guineenses  em matéria de direitos humanos

Bissau,09 Jul 24 (ANG) -  A Escola Superior de Comunicação e Jornalismo  da Guiné-Bissau em parceria com o Gabinete dos Direitos Humanos das Nações Unidas promovem durante três dias, em Bissau, um workshop de reforço de capacidade dos jornalistas em matéria dos direitos humanos.

Durante três dias, de acordo com o programa de formação entregue aos jornalistas, os participantes vão debater sobre questões relacionadas com a Constituição e os Tratados Internacional Ratificados  pelo Estado guineense, a Interação da Guiné-Bissau com os órgãos  de Tratados e Procedimentos Especiais e bem como a Arquitetura Nacional de Direitos Humanos, entre outras questões.

O referido workshop é financiado pelo Projecto “Ianda Guiné Djunto”, num montante não revelado.

Na cerimónia de abertura do evento, o Bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau(OJ-GB), António Nhaga agradecu as Nações Unidas pelo apoio concedido para a organização desse evento que considera de “tão importante para o jornalismo guineense”.

 António Nhaga instou os presentes a se empenhassem muito para adquirir  mais conhecimentos  para  estarem a altura de questionar ou interpelar um responsável sobre a questão dos direitos humanos.

“Devemos aproveitar no máximo um assunto de interesse que pode fazer os  cidadãos nacionais ter  conhecimentos sobre  os direitos humanos para o exercício da sua vida quotidiana”, afirmou o Bastonário.

António Nhaga pediu que sejam aproveitadas as informações que vão ser transmitidas  pela Coordenadora do Gabinete do Alto Comissariado para Direitos Humanos das Nações Unidas, Helizabete da Costa relativamente a revisão periódica dos relatórios das Nações Unidas sobre os direitos humanos, em mais de 193 países.

Em representação do “projecto  Ianda Guiné djunto” entidade financiadora, a sua Coordenadora Racinela da Silva disse que encaram sempre os órgãos da comunicação social como  elemento primordial para consolidação do Estado de direito e na defesa dos principios que norteiam a democracia.

Disse que a revisão periodica Universal, significa que de cinco em cinco anos, o Conselho dos Direitos Humanos da Nações Unidas reúne em Genebra  para analisar a situação dos direitos humanos dos Estados Membros.

Elisabete da Costa informou que a situação dos direitos humanos da Guiné-Bissau foi discutida em 2010, 2015, 2020 e vai ser novamente debatida em 2025.


“Na reunião vão ser apresentados três
 relatórios sobre a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau”, frisou.

Adiantou que o primeiro relatório é sobre a opinião da Sociedade Civil em relação a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau, seguido pelo relatório do Estado guineense sobre os sucessos e desafios .

Aquele responsável disse que no final da reunião o país pode ser  recomendado a adotar algumas normas de preteção.

“No caso da Guiné-Bissau deve-se   assegurar que todas os ataques  contra  jornalistas não fiquem impunes”, disse.

Por isso, Elisabete da Costa sublinhou  que é importante debater e colocar os problemas com que os profissionais se deparam no dia-à-dia do exercício da profissão, porque, caso contrário, os Estados membros não vão saber dos problemas que existem na Guiné-Bissau. ANG/LPG/ÂC//SG

ONU/Peritos  tornam a apontar papel do Ruanda no conflito no leste da RDC

Bissau, 09 Jul 24 (ANG) - Peritos mandatados pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas apresentaram o seu relatório sobre a RDC em  que se fala das violências dos grupos rebeldes activos no leste do país, e  deram conta do papel possivelmente desempenhado pelo Uganda.


O documento  fornece igualmente mais dados sobre a participação activa das tropas ruandesas e sobre o recrutamento de menores neste conflito.

No seu novo relatório, os peritos da ONU estimam que oficiais ruandeses tomaram na prática "o controlo e a direcção das operações do M23", movimento rebelde que Kinshasa acusa há anos de ser apoiado por Kigali.

Ao afirmar que as autoridades ruandesas "violaram a integridade e a soberania da RDC", os peritos da ONU consideraram-as "responsáveis pelas acções do M23" pelo apoio que dão à sua "conquista territorial".

Desde finais de 2021, o movimento M23 e as tropas ruandesas têm estado a avançar dentro do Norte-Kivu, no leste da RDC, onde têm infligido derrotas ao exército congolês bem como aos seus aliados e instalaram uma administração paralela nas áreas sob o seu controlo.

Até ao final do ano passado, as autoridades ruandesas negavam com veemência qualquer participação no conflito vigente no leste da RDC. Todavia, no passado dia 20 Junho, em entrevista concedida ao canal France 24, o Presidente ruandês já não fez qualquer espécie de desmentido, dizendo estar "disposto a lutar" contra a RDC, se necessário.

Desde há vários meses que os Estados Unidos, a França, a Bélgica e a União Europeia pedem ao Ruanda que retire os seus militares e os seus mísseis terra-ar da RDC e que cesse o seu apoio ao M23. Estes pedidos, contudo, não têm surtido efeito.

No seu novo relatório que apresenta várias fotografias das zonas controladas pelos M23 e as tropas ruandesas e onde se vêm homens fardados, armas sofisticadas e blindados, os peritos da ONU estimam que no passado mês de Abril, os efectivos das forças ruandesas "igualavam ou superavam em número os combatentes do M23", estimados em cerca de 3 mil homens.

Segundo os autores desse documento, existem provas de que membros dos serviços secretos do vizinho Uganda estão a fornecer um apoio activo ao M23, isto apesar de as autoridades ugandesas terem também estado a cooperar com Kinshasa na luta contra um movimento rebelde ligado ao grupo Estado Islâmico.

Ainda segundo o relatório divulgado nesta segunda-feira, crianças, "a partir dos 12 anos", foram recrutadas com falsas promessas ou à força "em quase todos os campos de refugiados no Ruanda" (80 mil congoleses estão refugiados no Ruanda, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados) para serem enviados para campos de treino em zonas rebeldes, sob o controlo de militares ruandeses e de homens do M23.

De acordo com os peritos da ONU, no âmbito das suas ofensivas, os M23 e as forças ruandesas "visaram especificamente localidades maioritariamente habitadas por hutus, em zonas conhecidas por serem bastiões das FDLR", as Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, um grupo rebelde ruandês formado por antigos líderes hutus do genocídio ruandês de 1994, e refugiados no Congo desde então.

A presença desse grupo na RDC, junto à fronteira com o Ruanda, é vista por esse país como uma ameaça à sua segurança.

Uma situação perante a qual tanto Kigali como a comunidade internacional têm reclamado que Kinshasa, acusada de apoiar esse grupo, tome as suas distâncias. Sem também mudar o rumo dos acontecimentos. ANG/RFI

                 EUA/NATO reúne-se para reafirmar apoia à Ucrânia

Bissau, 09 Jul 24 (ANG) - Os países membros da NATO reúnem-se a partir desta terça-feira, 9 de Julho, em Washington, para assinalar os 75 anos da Aliança Atlântico e reafirmar o apoio militar à Ucrânia.

A reunião da NATO começa hoje em Washington, nos Estados Unidos, um dia depois de salvas de mísseis russos atingirem várias cidades na Ucrânia.

Estes ataques vêm reforçar o apelo do Presidente ucraniano aos aliados ocidentais para obter mais sistemas de defesa anti-aérea. Volodymyr Zelenskyy, estará em Washington para realizar várias reuniões bilaterais e organizar um evento especial com o Presidente dos EUA, Joe Biden, para aliados e parceiros não pertencentes à NATO que assinaram acordos de segurança bilaterais com a Ucrânia.

Para além do reforço do apoio à Ucrânia, o pacote de apoio deverá fixar uma ajuda dos aliados de 40 mil milhões de euros por ano- a NATO tem outros desafios como o conflito entre Israel e o Hamas em Gaza e o papel da Chinna cena internacional.

A cimeira que assinala os 75 anos da NATO será também a última do actual secretário-geral, Jens Stoltenberg, que terá como sucessor o ex-primeiro-ministro neerlandês, Mark Rutte. O secretário-geral da NATO pretende ainda continuar a fortalecer as parcerias globais da NATO "especialmente no Indo-Pacífico", tendo convidado para a reunião os líderes da Austrália, Japão, Nova Zelândia e da Coreia do Sul.

A quatro meses das eleições presidenciais nos Estados Unidos, o Presidente Joe Biden, de 81 anos, quer provar que não só é capaz de derrotar o rival republicano Donald Trump, mas também de governar a principal potência militar mundial. Para além dos eleitores norte-americanos, Joe Biden terá também de tranquilizar os líderes dos 32 países da NATO.

“Os nossos aliados esperam a liderança americana”, e “quem mais poderia vir [no meu lugar], eu alarguei a NATO, tornei-a mais forte”, disse.

Os Estados Unidos ponderam dar um novo sistema Patriot à Ucrânia. Sem fornecer grandes detalhes, Joe Biden prometeu “novas medidas para fortalecer a defesa antiaérea da Ucrânia”.

A Rússia afirmou que vai acompanhar com a “máxima atenção” a cimeira da NATO, considerando a Aliança Atlântica como “o grande inimigo”. A China denunciou as “calúnias” e os “ataques” da NATO, depois do secretário da Aliança Atlântica ter acusado Pequim de apoiar a invasão russa da Ucrânia na véspera de uma cimeira em Washington.

O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, marca presença na cimeira da NATO em Washington, oportunidade para reafirmar o lugar no palco internacional onde os parceiros estão preocupados com um enfraquecimento da França que procura consensos para formar um Governo.ANG/RFI

              Euro 2024/ França e Espanha lutam por um lugar na final

Bissau, 09 Jul 24 (ANG) - O primeiro finalista vai ficar definido terça-feira numa partida entre os franceses e os espanhóis que vai decorrer no Estádio Allianz Arena em Munique, em território germânico.

A selecção gaulesa, bi-campã europeia com títulos em 1984 e em 2000, procura chegar novamente à final da prova desde 2016.


Em 2016, os franceses perderam por 0-1 frente à selecção portuguesa com um golo apontado por Éder no prolongamento.
 Em 2024, a França já eliminou Portugal nos quartos-de-final e vai agora medir forças com a Espanha.

De notar que os espanhóis são boas recordações para os franceses visto que em 1984, na final, a selecção gaulesa derrotou a ‘Roja’ por 2-0, em território francês.

De uma forma geral, no historial entre as duas equipas, em 36 jogos disputados, a França venceu 13, a Espanha triunfou em 16 partidas e ainda houve sete empates.

No entanto, se olharmos apenas para os jogos em europeus, a França venceu dois, a Espanha apenas um e ainda houve um empate.

Os franceses venceram em 1984 por 2-0, na final, e em 2000 por 2-1 nos quartos-de-final. Sempre que a França triunfou perante a Espanha, arrecadou o troféu de Campeão.

Quanto aos espanhóis, a única vitória foi em 2012 por 2-0 nos quartos-de-final, numa prova que a ‘Roja’ também venceu.

O único empate entre as duas selecções foi em 1996, a uma bola, na fase de grupos, e dessa vez nenhuma das duas nações conquistou o troféu.

Os espanhóis chegaram até esta meia-final com cinco triunfos em cinco jogos, algo que nenhuma equipa conseguiu fazer, derrotando por exemplo a Alemanha no prolongamento por 2-1.

A Espanha apontou 11 golos e apenas sofreu dois em cinco jogos, enquanto a França marcou três golos, sendo uma grande penalidade e dois auto-golos, e sofreu apenas um tento.

Duelo de defesas, mas também de ataques em que uma mostrou eficiência, e outro que sem a eficácia necessária conseguiu levar a equipa às meias-finais da prova.

Por fim, é de notar que o último encontro entre as duas nações foi a final da Liga das Nações europeias em 2021 com um triunfo da França por 2-1. Entretanto a ‘Roja’ venceu também essa prova em 2023 derrotando na final a Croácia por 5-4 na marcação das grandes penalidades após o empate sem golos no fim do tempo regulamentar e do prolongamento.

As  selecções, Países Baixos e Inglaterra, procuram a segunda presença em finais do Campeonato da Europa.

Os ingleses, finalistas em 2021, querem reeditar a presença na final onde foram derrotados, em Londres, na Inglaterra, pela Itália por 3-2 na marcação das grandes penalidades após o empate a uma bola no fim do tempo regulamentar e do prolongamento.

Para chegar à meia-final, os britânicos venceram a Suíça nos quartos-de-final por 5-3 na marcação das grandes penalidades, isto após o empate a uma bola no fim do tempo regulamentar e do prolongamentoO golo inglês foi apontado por Bukayo Saka, enquanto o tento suíço foi da autoria de Breel Embolo.

Os jogadores da selecção dos ‘Three Lions’, três leões, a alcunha dos ingleses, procuram triunfar pela primeira vez na prova que a Inglaterra nunca venceu e participou apenas numa final.

Os neerlandeses querem voltar a uma final de um Europeu. Em 1988, os Países Baixos venceram a União Soviética por 2-0 num torneio que decorreu… na Alemanha, curiosamente como em 2024.

A selecção neerlandesa participou apenas numa final e foi um triunfo. No entanto terá pela frente os ingleses.

Recorde-se que nos quartos-de-final, os Países Baixos venceram a Turquia por 2-1Os golos neerlandeses foram apontados por Stefan de Vrij e na própria baliza pelo turco Mert Muldur, enquanto o único tento a favor da equipa turca foi marcado por Samet Akaydin.

De notar que nas meias-finais, apenas a Inglaterra, no Grupo C, e a Espanha, no Grupo B, terminaram no primeiro lugar na fase de grupos, enquanto a França, segunda, e os Países Baixos, terceiros, estavam ambos no Grupo D em que a Áustria tinha terminado na liderança e foi eliminada pela Turquia nos oitavos. ANG/RFI

 

Abuja/CEDEAO procura dialogar com países golpistas e reintegrá-los na comunidade

Bissau, 09 Jul 24 (ANG) - Os chefes de estado da CEDEAO, reunidos em Abuja, decidiram não aplicar sanções aos Estados do Sahel e designaram o chefe de Estado do Senegal para dialogar com os países que, após golpes de Estado, deixaram a organização regional.  


Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que decorreu, este domingo, 07 de Julho em Abuja, na Nigéria, analisou a situação do Mali, do Níger e do Burkina Faso, países governados por militares, que após golpes de estado se uniram e criaram a Confederação dos Estados do Sahel. 

O ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros, Rui Figueiredo Soares que representou Cabo Verde na 65ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO avançou à imprensa que o Presidente do Senegal foi designado pela comunidade para fazer diligências junto do Mali, do Níger e do Burkina Faso, para que esses países possam reverter a decisão de abandonar a CEDEAO.

A Conferência de Chefes de Estado e de Governo debruçou-se sobre a questão destes países, que constituíram a Aliança dos Estados do Sahel e que declararam deixar a CEDEAO e não foram aplicar as sanções, mas sim revista a situação e foi designado o Presidente do Senegal para fazer diligências junto destes países e ver se podem reverter a sua decisão de abandonar a CEDEAO.

A questão da integridade da CEDEAO, da união, da solidariedade no meio desta nossa organização foi uma questão que esteve na ordem do dia e todos mostraram a necessidade de mantermos a nossa unidade” afirmou o ministro cabo-verdiano dos negócios estrangeiros, cooperação e integração regional Rui Figueiredo Soares que falava à imprensa cabo-verdiana em Abuja.

Rui Figueiredo Soares disse ainda que durante a 65ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO o país reafirmou a sua disponibilidade de resolver a taxa comunitária.ANG/RFI

Genebra/ONU pede investigação ao ataque contra hospital de Kiev

Bissau, 09 Jul 24 (ANG) - As Nações Unidas consideram que existe uma "forte probabilidade" de o hospital pediátrico de Kiev ter sido atingido por um "disparo direto" de um míssil russo e pedem uma investigação.

A representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Ucrânia, Danielle Bell, disse hoje em Genebra que é necessária uma investigação mais aprofundada com análise de imagens vídeo.


Danielle Bell disse que o hospital foi atingido por um míssil de cruzeiro KH101 "lançado pela Federação Russa".

Na segunda-feira, os ataques russos contra várias cidades ucranianas causaram pelo menos 37 mortos e 150 feridos, incluindo no hospital pediátrico em Kiev.

Poucas horas após o ataque, as forças de Moscovo negaram o disparo contra o hospital de Kiev acusando a Ucrânia de autoria do bombardeamento. 

 ANG/Lusa                             

 

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