segunda-feira, 12 de agosto de 2024


Política
/ Vice-coordenador do MADEM-G15 pondera avançar com subscrição para o congresso extraórdiário caso Braima Camará não regresse ao país

 Bissau, 12 Ago 24(ANG)  - O vice-coordenador do Movimento para Alternância Democrática (MANDEM-G15), disse  no Domingo que vai avançar com a subscrição para um eventual “Congresso Extraordinário” do partido, caso o Coordenador Nacional do partido, Braima Camará, não regressasse ao país.

Segundo a Rádio Capital FM, Fidélis Forbs que falava em conferência de imprensa  disse estar disposto a assinar uma subscrição para exigir a realização de um congresso extraordinário, solicitado por um grupo de militantes  e ditigentes suspensos do MADEM-G15 desde que essa subscrição seja estatutária.

Um grupo de dirigentes inconformados com a liderança do coordenador nacional do partido, Braima Camará, marcaram o congresso extraórdinário do partido para o dia 17 do corrente mês, sob o lema “Juntos renovamos o MADEM G-15 e o democratizamos”.

O grupo que integra alguns dirigentes suspensos do partido, diz ter recolhido 3011 subscrições, o que lhe permite anunciar a realização do congresso extraordinário, na ausência do coordenador nacional, Braima Camará, que se encontra no estrangeiro, à quem acusam de estar a dirigir o MADEM-G15 desviado dos objectivos da criação daquele movimento, apontando como exemplo dessse desvio, a violação sistemática e consciente dos estatutos, “abuso e usurpação do poder e nepotismo”.

“Quero igualmente exortar ao nosso coordenador nacional Braima Camará para regressar rapidamente ao país e convocar os órgãos para que possamos debater, internamente, os problemas do partido, senão eu mesmo começarei com a iniciativa de mobilizar um terço dos membros do Conselho Nacional para realização do congresso extraordinário”, disse Fidélis Forbs.

O vice-coordenador do Madem-G15 afirma estar disponível para qualquer subscrição para o requerimento do congresso extraordinário, mas só quando forem respeitados todos os pressupostos estatutários.

Exortou no entanto aos militantes divergentes ao coordenador nacional a suspenderem a convocação do congresso extraordinário por ter alegadamente ferido os estatutos, e que voltem ao partido para discutir os problemas no fórum próprio.ANG/JD/ÂC//SG

Desporto/União Desportiva Internacional de Bissau conquista a Taça Rainha da Guiné

Bissau, 12 Ago 24 (ANG) – A União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB), derrotou no último fim-de-semana, por 3-1, o campeão em título o Sport Bissau e Benfica, na marcação de grandes penalidades, e conquista assim a prova da Taça Rainha da Guiné.

Foi uma partida muito bem disputada por  ambas as equipas, mas por infelicidade, as mesmas desperdiçaram muitas oportunidades de marcar, durante o primeiro tempo do jogo.

As bancadas do Estádio Lino Correia estavam repletas de adeptos das duas equipas, que no primeiro tempo do encontro não puderam festejar nada devido ao empate mantido a zeros bolas, num ambiente de muitos desperdícios em ambos os lados.

O segundo tempo não foi diferente  do primeiro, porque as perdas de oportunidades se mantiveram  entre o Campeão em título, o Sport Bissau e Benfica (SBB), e o atual vencedor da  Taça de Guiné, a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB).

Aos 71 minutos de segundo tempo, a formação de UDIB, tinha tudo para adiantar no marcador mas o atacante Eby Pedro Lopes desperdiçou a conversão de grande penalidade, assinalado pelo juiz da partida.

Passando essa oportunidade  os encarnados assumiram o jogo, criando mais situações  de perigo na baliza adversária, até que aos  minutos 86 do jogo apontaram o primeiro golo do encontro .

Quando tudo parecia estar  controlado pelos encarnados, nos minutos 90 mais 1, a UDIB igualou no marcador, obrigando as duas equipas a disputarem  o prolongamento, que também culminou com o empate.

Na marcação de grandes penalidades a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB), foi mais eficaz e venceu por 3-1, e salvou a época com a conquista da Taça Rainha da Guiné.ANG/LLA/ÂC//SG       

 

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Política/Governo aprova Projecto de Decreto sobre Política Nacional da Cultura

Bissau, 09 Ago 24(ANG) – O Governo aprovou com alterações, o Projecto de Decreto sobre a Política Nacional da Cultura e o respectivo Plano de Acção 2024/2029.

A informação consta no comunicado do Conselho de Ministros, reunido quinta-feira em sessão ordinária, presidida pelo chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló.

O coletivo governamental adoptou ainda o Acordo de Cooperação entre a República da Guiné-Bissau e o Conselho Federal Suíço.

No capítulo de informações gerais, auscultou do ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo sobe o levantamento da suspensão e consequente retoma, no dia 12 de Agosto corrente, do pagamento da portagem de Jugudul, em virtude das  melhorias registadas no troço Safim-Jugudul.

O Conselho de Ministros auscultou ainda o ministro do Comércio e Indústria sobre a orientação dada aos operadores comerciais no sentido de pautarem pela manutenção dos preços dos produtos da primeira necessidade, no mercado nacional.ANG/ÂC//SG



Madrid/Puigdemont está "fora de Espanha" e juiz pede explicações à polícia

Bissau, 09 Ago 24 (ANG) - Após a breve aparição pública em Barcelona, na quinta-feira, o líder independentista catalão Carles Puigdemont já está “fora de Espanha”, de acordo com o seu advogado, e partiu “em direcção a Waterloo”, segundo o secretário-geral do seu partido.

 Um juiz do Tribunal Supremo pede explicações à polícia catalã e ao ministério do Interior já que Carles Puigdemont não foi detido apesar de ser alvo de um mandado de captura em Espanha pela declaração unilateral de independência da Catalunha em 2017.

Esta sexta-feira, o advogado de Carles Puigdemont, Gonzalo Boye, declarou na estação de rádio catalã Rac1 que o seu cliente está “fora de Espanha” e que vai falar “hoje e amanhã”. Na mesma rádio, Jordi Turull, o secretário-geral do seu partido, Juntos pela Catalunha, disse que o líder independentista partiu “em direcção a Waterloo” e que não sabia se ele já tinha chegado à cidade belga.

Entretanto, o Tribunal Supremo espanhol pediu à polícia catalã e ao Ministério do Interior informações sobre a operação para deter Carles Puigdemont, assim como “os elementos que determinaram o seu fracasso do ponto de vista técnico-policial”.

É que o antigo presidente do Governo Regional da Catalunha continua alvo de um mandado de detenção em Espanha por ter declarado unilateralmente a independência da Catalunha em 2017 e, desde então, vive na Bélgica para não ser preso. Ainda assim, esta quinta-feira, conseguiu surgir em público e fazer declarações para milhares de apoiantes no centro de Barcelona sem ser detido. Tanto mais que, como foi eleito deputado nas eleições catalãs de 12 de Maio, Puigdemont tinha anunciado que estaria na sessão parlamentar de quinta-feira.

A polícia até montou um perímetro de segurança em redor do parlamento, mas Puigdemont desapareceu. Depois, foi montada outra operação para controlar estradas e tentar localizá-lo, mas também não funcionou. Quem acabou detido foram dois elementos da polícia catalã por suspeita de terem ajudado o dirigente a abandonar o centro de Barcelona.

Face às críticas de que está a ser alvo, a polícia negou qualquer "acordo ou conversação prévias" com Puigdemont e afirmou, em comunicado, que tentou deter o político, mas não conseguiu porque a prioridade foi evitar distúrbios e ele esteve sempre rodeado por milhares de pessoas.

O ministro da Justiça, em deslocação a Paris para os Jogos Olímpicos, assegurou que a operação para deter Puigdemont “era da responsabilidade” da polícia catalã, a quem atribuiu a competência para “aplicar os mandados judiciários”.

Apesar da lei da amnistia negociada entre Pedro Sánchez e os partidos soberanistas, Puigdemont continua a ser alvo de mandado de captura porque o Supremo Tribunal considerou que um dos crimes de que ele é acusado - desvio de fundos para organizar o referendo para a independência - não está abrangido por essa lei.ANG/RFI

 

    EUA/Ex-ministro das Finanças de Moçambique condenado nos EUA

Bissau, 09 Ago 24 (ANG) - O ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, foi condenado, quinta-feira, nos Estados Unidos, no âmbito do caso das dívidas ocultas.

Não foi ainda divulgada a data da sentença, mas Manuel Chang incorre numa pena que pode ir até 20 anos de prisão, de acordo com comunicado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Esta quinta-feira, a justiça norte-americana considerou Manuel Chang como culpado no caso das chamadas “dívidas ocultas”, o escândalo financeiro internacional de fraude massiva e branqueamento de capitais que mergulhou Moçambique na turbulência financeira.

O antigo ministro das Finanças, de 48 anos, esteve detido na África do Sul entre 2018 e 2023 a pedido das autoridades norte-americanas e foi extraditado para os Estados Unidos em Julho de 2023. Foi, agora, julgado durante quatro semanas num tribunal federal de Brooklyn, em Nova Iorque. De acordo com um comunicado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Manuel Chang incorre numa pena que pode ir até 20 anos de prisão, mas ainda não se conhece a data de divulgação da sentença.

Ainda de acordo com o comunicado citado pela France Presse, Manuel Chang foi considerado culpado de “conspiração para cometer fraude financeira e lavagem de dinheiro, crimes ligados ao seu papel num caso de fraude e suborno de dois mil milhões de dólares em detrimento de investidores nos Estados Unidos e em outros lugares”.

Chang declarou-se inocente das acusações e a Defesa promete recorrer. Os seus advogados disseram que o ex-ministro estava a fazer o que o seu Governo desejava quando assinou as garantias de que Moçambique pagaria os empréstimos e que não há provas de uma contrapartida financeira para o então governante.

Entre 2013 e 2016, três empresas controladas pelo Governo moçambicano contraíram discretamente empréstimos milionários junto de grandes bancos estrangeiros. O então ministro das Finanças aprovou, à revelia do parlamento, garantias estatais sobre os empréstimos da Proindicus, Ematum e MAM aos bancos Crédit Suisse e VTB. As receitas deveriam financiar uma frota de atum, um estaleiro naval, navios da Guarda Costeira e sistemas de radar para proteger os campos de gás natural ao largo da costa do Oceano Índico.

As dívidas foram descobertas em 2016 e estimadas em cerca de 2,7 mil milhões de dólares (cerca de 2,55 mil milhões de euros), de acordo com valores apresentados pelo Ministério Público moçambicano. Moçambique acabou por mergulhar numa convulsão financeira, depois de ter sido, durante duas décadas, uma das dez economias de crescimento mais rápido do mundo.

Nas alegações finais do julgamento, a procuradora adjunta norte-americana, Genny Ngai, disse que "as provas neste caso mostram que existe aqui um esquema internacional de fraude, branqueamento de capitais e suborno de proporções épicas" e que Manuel Chang "escolheu participar". Os procuradores acusaram-no de recolher 7 milhões de dólares em subornos, mas a defesa disse que não havia provas de que lhe tivesse sido prometido ou recebido um cêntimo. Os procuradores norte-americanos disseram, ainda, que banqueiros e funcionários do Governo desviaram o dinheiro do empréstimo.

Borges Nhamirre, investigador do Centro de Integridade Pública, acompanhou o julgamento nos Estados Unidos e explica que os procuradores americanos provaram, em tribunal, que Manuel Chang recebeu 7 milhões de dólares de suborno da construtora naval Privinvest, para aprovar as garantias do governo moçambicano para empréstimos às empresas EMATUM, MAM e Proindicus.

Foi um julgamento curto comparativamente ao anterior, por exemplo, de Jean Boustani que é do mesmo processo. Enquanto aquele julgamento durou seis semanas, este durou aproximadamente três semanas e os dias de audiência foram só treze, incluindo o dia de apresentação de alegações finais”, descreveu Borges Nhamirre ao nosso correspondente Orfeu Lisboa.ANG/RFI 

França/Alemanha e França apoiam mediação de EUA, Qatar e Egito para trégua em Gaza

Bissau, 09 Ago 24 (ANG) – O Presidente de França, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, manifestaram hoje apoio aos esforços diplomáticos de Estados Unidos, Qatar e Egito para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

Na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o seu homólogo do Egito, Abdel Fattah al Sisi, e o emir do Qatar, Tamim Bin Hamad al Zani, pediram ao Governo israelita e ao movimento islamita Hamas para que retomem o diálogo, convocando estas partes para um encontro, no próximo dia 15 de agosto, em Doha ou no Cairo, para tentarem fechar um acordo de paz.

O Presidente Macron insiste na necessidade de colocar um fim às hostilidades na Faixa de Gaza, alegando que é o melhor para a população de Gaza, para os reféns capturados pelo Hamas e para a estabilidade regional.

"A guerra em Gaza deve parar. Isto deve ficar claro para todos (...) Todo o apoio da França aos mediadores norte-americanos, egípcios e qataris", escreveu o Presidente francês numa publicação no seu perfil oficial na rede social X.

O chanceler alemão utilizou os mesmos meios para reiterar a sua “profunda preocupação” com a situação no Médio Oriente, razão pela qual apoia os esforços de Biden, Al Sisi e Al Zani para “iniciar a implementação de um cessar-fogo e de um acordo para a libertação dos reféns".

Também o Governo espanhol disse hoje estar em sintonia com os esforços de mediação de Estados Unidos, Egito e Qatar.

Num comunicado oficial, a diplomacia espanhola reitera a sua exigência de um cessar-fogo que permita a entrada de ajuda humanitária e a libertação de reféns, que contribua para evitar uma escalada de violência regional e que facilite o progresso na aplicação da solução de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo em paz e segurança.

Os líderes dos Estados Unidos, Egito e Qatar dizem esperar conseguir um “alívio imediato” tanto para a população de Gaza como para as pessoas raptadas nos ataques de 07 de outubro.

O plano desenhado por Biden desenvolve-se em três fases, a primeira das quais duraria seis semanas.

Durante este período, as forças israelitas retirar-se-iam das zonas povoadas de Gaza e haveria a libertação de vários prisioneiros palestinianos em troca da entrega de reféns vulneráveis.

Numa segunda fase, os restantes reféns seriam libertados, no quadro de um fim já permanente das hostilidades, enquanto a terceira e última fase consistiria no início da reconstrução da Faixa de Gaza e na entrega dos corpos dos sequestrado já falecidos. ANG/Lusa

 

França/Morreu Issa Hayatou, o homem que “revolucionou o futebol africano”

Bissau, 09 Ago 24 (ANG) - Morreu o antigo presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), o camaronês Issa Hayatou ,tido como  o homem que “revolucionou completamente o futebol africano”, resumiu a Federação Camaronesa de Futebol.

Figura incontornável do futebol africano durante décadas, Issa Hayatou faleceu  quinta-feira, aos 77 anos, na véspera de completar 78.

Issa Hayatou era um homem do desporto. Nasceu a 9 de Agosto de 1946 em Garoua, no norte dos Camarões, e dedicou grande parte da sua vida ao futebol africano. Foi presidente da Confederação Africana de Futebol durante quase 30 anos, de 1988 até 2017, e ocupou a vaga de presidente interino da FIFA em 2015. Issa Hayatou também dirigiu a Federação Camaronesa de Futebol (1986-1988) e foi membro do Conselho Executivo da FIFA e do Comité Internacional Olímpico.

Em comunicado, o actual presidente da CAF, Patrice Motsepe, disse estar “triste” e reconheceu que “a CAF e o futebol africano estarão para sempre em dívida com o Presidente Hayatou pela sua imensa contribuição, ao longo de muitos anos, para o desenvolvimento do futebol em África”.

A Federação Camaronesa de Futebol também saudou o homem que “revolucionou completamente o futebol africano” com várias “reformas”: “Durante a sua liderança, o continente passou de três para cinco vagas no Campeonato do Mundo. O Campeonato Africano das Nações também conheceu grandes mudanças até chegar aos 24 países na fase final.”

Por sua vez, o futebolista camaronês Samuel Eto'o falou em “precursor do futebol africano moderno”. No Instagram, o antigo Bola de Ouro africano escreveu: “O Presidente Issa Hayatou sempre soube, através da sua liderança, das suas capacidades interpessoais e do seu sentido de compromisso, defender a voz de África. Devemos-lhe muito.”

Também o presidente da FIFA, Gianni Infantino, prestou homenagem, no Instagram, a “um grande entusiasta” que “consagrou a vida a dirigir as maiores instâncias do desporto”.ANG/RFI

 

Bélgica/UE reforça apelos internacionais e pede conclusão de negociações sobre cessar-fogo na Faixa de Gaza

Bissau, 09 Ago 24 (ANG) - A União Europeia juntou-se hoje ao apelo dos Estados Unidos, do Egito e do Qatar para a conclusão de um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, cenário de uma guerra entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas.

“A União Europeia (UE) está com o Egito, Qatar e Estados Unidos da América no apelo para a conclusão, sem demoras, do acordo para um cessar-fogo e libertação de reféns”, escreveu o Alto-Representante cessante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, na rede social X (antigo Twitter).

Os 27 países do bloco comunitário “reiteram o apoio total para a mediação que acabe com este ciclo de sofrimento insuportável”, acrescentou Josep Borrell.

“O acordo vai abrir caminho para uma diminuição das tensões na região”, completou.

As declarações de Borrell surgem depois dos Estados Unidos, Egito e Qatar terem exigido na quinta-feira que Israel e o Hamas fechem definitivamente um acordo de cessar-fogo em Gaza, numa reunião marcada para 15 de agosto, com o objetivo de o implementar sem mais demoras.

“Pedimos a ambos os lados que retomem as discussões urgentes na quinta-feira, 15 de agosto, em Doha ou no Cairo, para colmatar todas as lacunas restantes e iniciar a implementação do acordo sem mais demoras”, realçaram os três mediadores, numa declaração conjunta.

A nota, assinada pelo Presidente norte-americano, Joe Biden, pelo homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, e o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, sublinhou ainda que “é tempo de proporcionar alívio imediato tanto ao povo sofredor de Gaza como aos reféns sofredores e às suas famílias”.

Em reação ao comunicado, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, adiantou que uma delegação israelita vai viajar na próxima quinta-feira para se reunir com os mediadores, com o objetivo de chegar a acordo sobre os detalhes finais do acordo de cessar-fogo.

A guerra em curso entre Israel e o Hamas foi desencadeada por um ataque sem precedentes do grupo islamita palestiniano em solo israelita, em 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Após o ataque do Hamas, Israel desencadeou uma ofensiva em grande escala na Faixa de Gaza, que já provocou quase 40 mil mortos, na maioria civis, e um desastre humanitário, desestabilizando toda a região do Médio Oriente.

ANG/Lusa

Comunicação social/ PR promete diligências para que ANG ocupe seu “verdadeiro lugar” no xadrez da comunicação social   

Bissau, 09 Ago 24 (ANG) – O Presidente da República prometeu hoje fazer diligências para que a Agência de Notícias da Guiné (ANG), ocupe seu “verdadeiro lugar” no xadrez da comunicação social guineense e perante a  diáspora.

Umaro Sissoco Embaló que falava hoje à imprensa depois da visita efetuada à ANG, INACEP e ao Jornal Nô Pintcha(JP), disse que a ANG é um órgão  oficial credível.

O chefe de Estado acrescentou que este órgão de comunicação social não deve limitar as suas atividades à Bissau, porque tem que ter representações regionais, tendo em conta que a informação não se resume apenas em questões políticas, mas sim em diversos assuntos  que tocam com a vida das popualações e da diáspora guineense.

Úmaro Sissoco Embaló defendeu  que toda a informação credível de qualquer Estado deve ser publicada no órgão estatal, frisando que, neste caso a ANG é o órgão  ideal para tal.

A título de exemplo, o Presidente da República disse que, se alguém pretende informação do Governo angolano tem que procurá-la na Agência de Notícias (Angop), em Portugal deve-se ir para a  Lusa e  em Cabo Verde para a Agência Inforpress.

Sissoco Embaló promete, por essa razão, dotar a ANG e os restantes  órgãos de comunicação social públicos de meios para fazerem os seus trabalhos, tendo lembrado que nas campanhas eleitorais todos os partidos têm capacidade de trazer muitos carros, mas os órgãos de comunicação social públicos estão carentes de viaturas.

“E se forem doadas  três dupla cabines, um para ANG, um para Jornal Nô Pintcha e uma para INACEP seriam uma  mais valia para essas instituições”, disse

Questionado sobre a polémica que está a volta da exoneração do ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo Fidélis Forbs, respondeu que a exoneração de qualquer pessoa do cargo é um procedimento normal, e apontou ao ministro Forbs, que acompanhou a visita presidencial à ANG, NP para demonstrar que estão juntos.

O chefe de Estado disse  que o ex. ministro Fidélis Forbs pode ser chamado para exercer outra função e garantiu que não perdeu confiança nele.

Sobre o Estatuto Remuneratório para profissionais de Comunicação Social que aguarda aprovação do Governo, a ministra da  Comunicação Social, Maria da Conceição Évora  disse não existirem, de momento, condições para sua implementação . Trata-se de uma das reivindicações do Sinjotecs – Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social.

O Presidente da República visitou as dependências das três instituições tuteladas pelo Ministério da Comunicaçáo Social ,na companhia da ministra Maria da Conceição Évora e dos Diretores-gerais da ANG,Salvador Gomes, do JNP,Adddulai Djaló e da Inacep, Leónico Pereira Tavares, tendo recebido para apreciação e posterior decisão, listas das necessidades dessas instituições e ainda um conjunto de Livros doados pela Direção da Inacep. ANG/JD/ÂC//SG

Jogos Olímpicos de Paris 24/Bacar Ndum perde combate diante do lutador Iraniano Yones nos oitavos de final


Bissau, 09 Ago 24 (ANG) -  O atleta guineense e campeão africano da sua categoria, Bacar Ndum, perdeu hoje o combate nos oitavos de final por 10-0, diante do seu colega iraniano Yones Emami Choghaelm na categoria de 74kg, nos Jogos Olímpicos Paris 2024.

A notícia foi divulgada na página da Federação de Luta Livre da Guiné-Bissau, consultada hoje pela ANG.

De acordo com a referida Plataforma, ainda há possibilidades de repescar Bacar, se o lutador iraniano Yines vencesse os combates seguintes, e nestas condições Bacar pode voltar a Arena e lutar pela medalhe de bronze.

O outro lutador guineense Diamantino Iuna Fafe perdeu, quinta-feira, o combate  frente ao seu rival albanês na sua estreia nos oitavos de finais de Luta Livre, na categoria de 57 kgs, nos Jogos Olímpicos Paris 2024.ANG/LPG/Â
C//SG



Justiça
/Bastonário da Ordem dos Advogados lamenta interferência da política no sector

Bissau, 09 Ago 24 (ANG) – O Bastonário da Ordem dos Advogados  afirmou, quinta-feira, que a justiça guineense continua a sofrer forte influência política sobretudo nas decisões dos tribunais.

Januário Correia citado pela Capital FM, que falava por ocasião da celebração dos 33 anos da criação da Ordem dos Advogados, que se assinala a 08 de Agosto, reiterou   que  independência da justiça continua uma necessidade da atualidade.

“Em várias ocasiões reiteramos que o nosso sistema judiciário continua a trabalhar na base da agenda política e isso não dignifica  nem credibiliza  a justiça que nós queremos para a sociedade”, salientou.

Aquele responsável sublinhou  que quando prevalece a cultura de impunidade, da injustiça e perseguisão dos magistrados por causa da suas decisões, tudo isso por si só consubstancia uma tentativa de exterminar e amordaçar a justiça.

Correia salientou que a questão de independência da justiça depende de cada advogado e magistrado e que  essa independência deve ser defendida, custe o que custar, por cada um deles.

Questionado sobre  até quando essas influências da politica na justiça pode comprometer a aplicação da Lei  na Guiné-Bissau, o Bastonário disse que já há exemplos concretos disso, realçando casos dos magistrados que foram suspensos, e de outros movimentados, contrariamente aos estatutos e a própria Constituição da República, e de advogados ameaçados ou violentados.

Segundo diz, são, entre outros exemplos,  provas evidentes  que acabam por implantar um clima  de terror e medo no seio judiciário, em geral e que condicionam decisões por mais corajoso que a pessoa possa ser.

Januário Correia referiu que  após mais de 50 anos da independência da Guiné-Bissau, o país ainda continua na “fase embrionária de conquista da dignidade” e de uma justiça objectiva .

“Quem trabalha para que não haja justiça hoje, amanhã as causas da injustiça podem voltar contra ele”, advertiu..

A OAGB foi criada, por escritura, a 8 de Agosto de 1991. ANG/MSC/ÂC//SG

Política/Presidente da República promete remodelação governanmental assim que  primeiro-ministro regressar ao país

Bissau, 09 Ago 24 (ANG) – O Presidente da República (PR), prometeu  quinta-feira, uma remodelação governamental assim que o Primeiro-ministro, Rui Duarte  Barros, regressar ao país.

Em declarações a imprensa à saída da reunião do Conselho de Ministros, Umaro Sissoco Embaló assegurou que para a semana que vem, o primeiro-ministro estará no país, e assim que chegar vai propor ao PR os nomes que achar que têm condições para preencher os lugares vagos no Governo.

 “É um orgulho ter Rui de Barros como primeiro-ministro, e com ele, vou trabalhar até as próximas eleições legislativas”, disse o Presidente da República.

O chefe do Governo se encontra no exterior em tratamento médico. ANG/LLA/ÂC//SG

 

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Comunicação Social/ Presidente da República visita  na sexta-feira ANG, Nô Pintcha e  Imprensa Nacional-INACEP

Bissau, 08 Ago 24 (ANG) - O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló realiza, sexta-feira, uma visita  aos órgãos de comunicação social públicos, a Agência de Notícias da Guiné(ANG), ao Jornal Nô Pintcha e a Imprensa Nacional-Inacep.

A visita é considerada pelos Directores-gerais da  ANG, Salvador Gomes e  do Jornal Nô Pintcha, Adulai Djaló de “muito importante e oportuno”, na medida em que estes órgãos públicos se deparam com dificuldades de vária ordem.

Os dois responsáveis de órgãos de comunicação social partilharam a mesma opinião, dizendo que é uma oportunidade para o primeiro magistrado da Nação se inteirar das preocupações e dos desafios que se colocam aos dois e das ambições das duas direções.

O Director-geral da ANG, Salvador Gomes, disse que será uma ocasião para o chefe de Estado se inteirar, de forma direta, do funcionamento deste  órgão de Estado.

 “A visita não só encoraja  aos trabalhadores mas também cria espectativas sobre eventual apoio do  Presidente da República para a  resolução dos problemas que a ANG enfrenta, em termos de equipamentos e meios de deslocação para reportagens em Bissau e nas regiões do país.

Instado a falar sobre o que espera da visita do Chefe de Estado, Salvador Gomes disse que, espera receber do Umaro Sisssoco Embalo apoios em  equipamentos necessários para funcionamento da ANG. “Entre os órgãos públicos, a Agência está em piores condições, em termos de equipamentos,nomeadamente computadores e seus acessórios, meios de transporte,etc.

A lei que regula o funcionamento da ANG proibe o órgão de fazer publicidade, uma importante fonte de receitas dos órgãos de comunicação social.

Para Salvador gomes deveria haver um fundo de maneio mensal para a ANG assegurar o seu funcionamento, à semelhança do que se verifica nos países vizinhos, por exemplo.

Enalteceu  que a  ANG faz uma produção diária, ligando o país com o exterior, de forma sistemática e permanente, através das suas plataformas de publicação  de informações.

Salvador Gomes diz acreditar  que a visita do Presidente da República possa permitir a  criação de condições para retoma dos serviços de Correspondentes Regionais, tidos como a força de  uma agência de noticias .

“Sem Correspondentes Regionais a cobertura da ANG se limita à Bissau. Não há possibilidades de  acompanhamento informativo do dia a dia das populações das oito regiões administrativas do país, devido ao embargo ao recrutamento de mais funcionários públicos, em vigor”, lamentou

Por sua vez, o Diretor-geral do Jornal Nô Pintcha, Adulai Djaló disse que, além de ser uma honra receber a visita do Presidente da República, demonstra a importância que o chefe de Estado dá aos órgãos de comunicação social.

Djaló disse que é uma oportunidade para os responsáveis dos órgãos apresentarem os seus problemas, que sempre existiram, em termos de equipamentos e com espectatava de que o Presidente da República vai usar a sua influência para os minimizar .

Afirmou que a deslocação do Chefe de Estado aos órgãos de informação representa a visão e o interesse que tem pelos mesmos.

Assim sendo, prometeu expôr os problemas, que passam por  falta de viaturas para reportagens nas regiões, porque a “Guiné-Bissau não é só Bissau”.

“Se notar, sufocamos os conteúdos produzidos só em Bissau . De forma esporádica,  o Nô Pintcha  tem feito, través de parcerias, deslocações  para o interior do país. Mas é bom ir ao interior do país para reportar conteúdos relacionados com a vida da população, para influenciar agendas dos governantes”, defendeu o Diretor-geral do Jornal Nô Pintcha.

Acrescentou que a maior franja da população guineense vive no interior e quer ser ouvida e que os órgãos de comunicação social têm essa responsabilidade de reportar as suas dificuldades.

Interrogado sobre a possibilidade do Jornal Nô Pintcha ter uma edição diária, Adulai Djaló admitiu que sim, mas que para o efeito é preciso equipamentos, recursos humanos e viaturas para reportagens na regiões.

Para além disso, disse que é necessário ter  impressora própria, para não depender de terceios para fazer a impressão do jornal. “É orgulho para um responsavel de um órgão de comunicação ter um jornal diário”, disse Adulai Djaló, quadro do órgão, nomeado novo DG do Nô Pintcha, em Junho passado.ANG/LPG/ÂC//SG

Jogos Olímpicos Paris 24/Diamantino Fafe perde combate frente ao rival albanês nos oitavos de final mas diz que foi roubado  

Bissau, 08 Ago 24 (ANG) – O lutador guineense Diamantino Iuna Fafe perdeu o combate  frente do seu rival albanês na sua estreia nos oitavos de finais de Luta Livre na categoria de 57 kgs, nos Jogos Olímpicos Paris 2024.

Contudo, de acordo com informações publicadas na página do Comité Olímpico da Guiné-Bissau no facebook, visitada hoje pela ANG ,  o selecionador de  Luta Livre da Guiné-Bissau, Augusto Midana diz que Diamantino bateu taco à taco com o seu advesário até ao fim.

Midana acrescenta que  o lutador albanês “foi facilitado por ser um campeão olímpico”, frisando que todos pensaram que o lutador guineense não ia conseguir enfrentá-lo.

ʺEstavam a empatar até ao último minuto.Normalmente, o Diamantino é que devia ganhar, porque marcou quatro pontos de uma vez contra um do adversário e somando seis pontos, enquanto que o outro marcou apenas dois pontos em três combates, somando também seis pontos. A vantagem seria marcar  quatro pontos numa vez”, afirmou Augusto Midana.

O ex-campeão de luta livre apela aos atletas guineenses para terem muita atenção, porque, diz, “lutam com os adversários e ao mesmo tempo com os árbitros”.

“O  Diamantino lutou muito bem e nem eles esperavam que uma pessoa que saiu da África, em particular da Guiné-Bissau, pudesse  lutar assim”, sublinhou Midana.

O lutador Diamantino disse que preparou para ganhar o combate , sublinhando que o que aconteceu foi um roubo, uma vez que o seu adversário não foi superior a ele, e que está firme e pronto para continuar a competir.

ʺFui roubado, por causa de diferença de país, mas isso não é nada, porque nenhum país é pequeno, o meu adversário passou para fase seguinte e vou continuar para conquistar a medalha de bronze e estou firme para elevar a bandeira da Guiné-Bissau,ʺ disse.ANG/MI/ÂC//SG    

 

 

Àustria/Jovem planeava "matar um grande número de pessoas" em concerto de Taylor Swift em Viena

Bissau,  08 Ago 24 (ANG) – O jovem de 19 anos detido quarta-feira na Áustria planeava um atentado suicida num dos concertos da cantora norte-americana Taylor Swift em Viena, com o objetivo de "matar um grande número de pessoas", segundo os serviços secretos locais.

Em conferência de imprensa, Omar Haijawi-Pirchner, diretor dos Serviços de Informação (DSN), informou sobre a “confissão completa” do jovem, que “tencionava cometer um atentado com explosivos e armas brancas".

"O seu objetivo era matar-se a si próprio e a um grande número de pessoas, hoje ou amanhã, durante o concerto", acrescentou.

As autoridades encontraram material dos grupos terroristas Estado Islâmico (EI) e Al-Qaida na casa de um dos suspeitos.

O Governo austríaco, através dos ministros da Administração Interna e dos Negócios Estrangeiros, garantiu ter sido “evitada uma tragédia”.

“Uma tragédia foi evitada” nos concertos da cantora norte-americana, mas a situação é “grave”, afirmou o titular da Aministração Interna, Gerhard Karner, informando que o principal suspeito, entre três detidos, confessou os seus planos e tinha muito trabalho avançado no fabrico do explosivo.

O chefe da diplomacia, Karl Nehammer, defendeu na quarta-feira que “a intensa colaboração” entre a polícia e a Direção de Informações e Segurança do Estado, dependente do Ministério do Interior, conseguiu “detetar a tempo” e combater a ameaça.

“A situação em torno do ataque terrorista aparentemente planeado em Viena era muito grave”, sublinhou o diplomata, num comunicado divulgado na rede social X (antigo Twitter).

Na sequência das detenções, Taylor Swift anunciou o cancelamento de três concertos previstos na capital austríaca.

As agências noticiosas divergem no número de detidos no âmbito desta operação, referindo dois jovens de 19 e 17 anos, enquanto a agência noticiosa espanhola EFE já inclui um terceiro menor de 15 anos.

O líder do plano tem 19 anos, enquanto um segundo suspeito de 17 anos tinha sido recentemente contratado para fazer parte da segurança privada do concerto e detido por equipas antiterroristas nas imediações do estádio Ernst Happel e, alegadamente, pretendia facilitar as ações do líder do grupo.

O jovem de 19 anos, detido em Ternitz, a 65 quilómetros de Viena, demitiu-se do seu emprego a 25 de julho e disse que "tinha grandes planos para o futuro", declarou aos jornalistas Franz Ruf, diretor-geral da segurança pública.

"Desde então, tem-se concentrado nos preparativos para um ataque terrorista", acrescentou Ruf, referindo que também foram tomadas medidas para mudar a sua aparência física.

As autoridades indicaram terem sido encontradas nas buscas realizadas várias substâncias, incluindo peróxido de hidrogénio, bem como dispositivos técnicos e materiais de fabrico de bombas.

Também foi apreendida uma sirene da polícia, que se suspeita que seria utilizada para chegar ao local do atentado ou para fugir.

Os detidos estavam concentrados nos planos de ataque desde o final de julho e o líder da célula tinha jurado fidelidade ao grupo terrorista Estado Islâmico.

A operação antiterrorista começou hoje de manhã em Ternitz e durou várias horas, durante as quais um lar de idosos e outros edifícios foram evacuados e foram montados bloqueios de estradas, de acordo com a agência de notícias austríaca APA.

Viena foi alvo de um ataque terrorista em novembro de 2020, no qual morreram quatro pessoas.

Em dezembro, as autoridades detiveram quatro suspeitos de planear um ataque à catedral de Santo Estêvão, no centro da cidade. ANG/Lusa

 


     Venezuela
/ Exército reafirma "lealdade absoluta" a Nicolás Maduro

Bissau, 08 Ago 24 (ANG) - As forças armadas de Venezuela rejeitaram os apelos de apoio à oposição, considerando-os "desesperados e pretensiosos" e reafirmaram "lealdade absoluta" ao Presidente Nicolás Maduro, cuja reeleição é contestada.

Mais uma vez as forças armadas da Venezuela vieram a público sublinhar a “lealdade absoluta” ao Presidente Nicolás Maduro. Já o tinham feito no dia a seguir às eleições, a 28 de Julho, e voltaram a fazê-lo. 

Em comunicado, o exército rejeita “firmemente as propostas desesperadas e sediciosas"  da oposição que "procuram minar a nossa unidade". No documento assinado pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, é ainda reafirmada uma "lealdade absoluta ao cidadão Nicolás Maduro Moros (...), legitimamente reeleito pelo poder popular".

A oposição venezuelana, que reivindica a vitória, apelou na segunda-feira passada (05 de Agosto) ao exército, pilar do poder, para que se alinhe "ao lado do povo" contra Nicolás Maduro, proclamado vencedor das eleições presidenciais pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

"Apelamos à consciência dos militares e polícias para que se alinhem com o povo e com suas próprias famílias", escreveram num comunicado conjunto a líder da oposição Maria Corina e o candidato presidencial Edmundo González Urrutia.

A procuradoria venezuelana reagiu imediatamente e abriu uma investigação criminal contra os dois líderes por "usurpação de funções, divulgação de informações falsas, incitação à desobediência às leis, incitação à insurreição e associação criminosa".

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ratificou na sexta-feira passada a vitória de Nicolás Maduro com 52% dos votos. Mas, segundo a oposição, González Urrutia venceu a eleição com 67% dos votos.

Os distúrbios que se seguiram à proclamação da vitória do presidente cessante já provocaram pelo menos 24 mortos, de acordo com um balanço divulgado na terça-feira por organizações de defesa dos direitos humanos.

Do outro lado, Nicolás Maduro anunciou a morte de dois membros da guarda nacional e a prisão de mais de 2.000 pessoas. Além disso, prometeu continuar a repressão contra o que qualifica de uma tentativa de "golpe de Estado imperialista".

Maduro apela, ainda, ao boicote da aplicação WhatsApp, afirmando que militares e responsáveis locais que defendem a sua reeleição receberam "ameaças" através da plataforma.

Vários países, incluindo os Estados Unidos e a Argentina, reconheceram González Urrutia como o vencedor do sufrágio. A União Europeia exige a publicação completa das actas de votação para se posicionar. ANG/RFI

Espanha/Carles Puigdemont falou à multidão em Barcelona e escapou à polícia

Bissau, 08 Ago 24 (ANG) - Após sete anos de exílio e apesar de ser alvo de um mandado de detenção, o líder independentista catalão Carles Puigdemont discursou perante uma multidão em Barcelona e voltou a desaparecer sem ter sido detido.


Quase sete anos depois de ter saído da Catalunha a caminho de Bruxelas para evitar ser acusado e condenado por ter organizado um referendo ilegal e declarado a independência, Carles Puigdemont surgiu em público numa concentração de milhares de apoiantes, no centro de Barcelona.  Num discurso de cerca de 15 minutos, Puigdemont defendeu que "o direito à autodeterminação pertence ao povo, é um direito colectivo” e que “há sete anos, 2,3 milhões de pessoas votaram".

Ao aparecer num evento público no país, o líder independentista arriscava-se a ser detido porque continua a ser alvo de um mandado de detenção em Espanha. Mas não foi preso e até foi um elemento da polícia da Catalunha que foi detido por suspeita de o ter ajudado.

Depois do discurso, a organização da iniciativa pediu ao público para criar um corredor para a marcha de Puigdemont até ao parlamento regional e foi então que o dirigente separatista desapareceu no meio da concentração de pessoas.

A polícia ainda tinha montado um perímetro de segurança em redor do parlamento e era aí que esperava por ele. Isto depois de o antigo presidente do governo autonómico catalão ter avisado, nas redes sociais, que tinha começado a sua "viagem de regresso do exílio" e que estaria na sessão parlamentar desta quinta-feira, depois de ter sido eleito deputado nas eleições catalãs de 12 de Maio. A sessão foi convocada para investir o socialista Salvador Illa presidente do governo regional, depois da sua vitória histórica de Maio que acabou com a maioria independentista.

Apesar da lei da amnistia negociada entre Pedro Sánchez e os partidos soberanistas, o Supremo Tribunal considerou que um dos crimes de que Puigdemont era acusado, desvio de fundos para organizar o referendo, não está abrangido pela lei.ANG/RFI