terça-feira, 23 de setembro de 2025

EUA/Trump acusa Índia e China de financiarem máquina de guerra russa

Bissau, 23 Set 25 (ANG) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou hoje a Índia e a China de serem os "principais financiadores da máquina de guerra russa" através da compra contínua de petróleo.

No discurso perante a Assembleia-Geral da ONU, por ocasião do debate geral de alto nível da 80.ª sessão, que arrancou hoje em Nova Iorque, Trump reiterou que o conflito na Ucrânia "nunca teria começado" se ele estivesse na Casa Branca em fevereiro de 2022.

"Era uma guerra que deveria ter durado três dias, mas já leva três anos e meio, com milhares de mortos semanalmente", afirmou o Presidente norte-americano.

Na intervenção, Trump sublinhou que Pequim e Nova Deli são "os pilares financeiros" de Moscovo e também apontou críticas aos aliados europeus.

"Estão a alimentar a guerra. E até países da NATO continuam a comprar energia russa. Estão a financiar o inimigo contra si próprios. Quem já ouviu falar em algo tão absurdo?", questionou o Presidente norte-americano.

"Europa, parem já com as compras. Caso contrário, estamos todos a perder tempo", insistiu Trump, garantindo que levantará o tema nas reuniões paralelas em Nova Iorque.

Numa questão que divide a Europa e os Estados Unidos, Trump apenas ameaçou impor tarifas de grande escala à Rússia caso o Kremlin (presidência russa) não aceite negociar a paz.

"Serão tarifas devastadoras. E, se os aliados europeus não se juntarem, de nada servirá. São vocês que estão ao lado de Moscovo, não nós", frisou Trump.

O Presidente acrescentou que o seu Governo está pronto para liderar uma coligação internacional de sanções comerciais, mas que o sucesso depende do envolvimento europeu.

Sobre o risco de novos conflitos armados, Trump apelou a um esforço global para travar o desenvolvimento de armas biológicas.

"Depois da pandemia, não podemos tolerar mais riscos. Vamos liderar um sistema de verificação com Inteligência Artificial, e espero que a ONU, pela primeira vez, consiga desempenhar um papel útil", anunciou o Presidente norte-americano, reforçando as críticas à ONU.ANG/Lusa

 

 Bélgica/Jornalistas palestinianos e Charlie Kirk nomeados para prémio Sakharov

Bissau, 23 Set 25 (ANG) - Jornalistas que cobrem a invasão israelita na Palestina, o movimento que luta pela democracia na Geórgia ou o ativista de extrema-direita norte-americano Charlie Kirk estão entre os nomeados para o prémio Sakharov, foi hoje anunciado.

De acordo com a informação divulgada durante a tarde de hoje, há oito candidaturas para o prémio Sakharov do Parlamento Europeu (PE), apresentadas pelos diferentes grupos políticos representados nos hemiciclos de Bruxelas (Bélgica) e Estrasburgo (França).

O grupo da Esquerda no PE nomeou os jornalistas Hamza e Wael Al-Dahdouh, Plestia Alaqad, Shireen Abu Akleh e o órgão de comunicação social Ain Media, em honra de Yasser Murtaja e Roshdi Sarraj, que morreram a fazer a cobertura da invasão de Israel ao enclave palestiniano da Faixa de Gaza desde outubro de 2023.

Também os Socialistas & Democratas (S&D) nomearam os jornalistas e trabalhadores humanitários em Gaza, representados pela Associação de Imprensa Palestiniana, o Crescente Vermelho Palestiniano e a Agência da Nações Unidas para Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA).

Os Verdes decidiram nomear a marcha Pride de Budapeste, pela liberdade sexual e de género, que se realizou na capital húngara sob a ameaça de repressão por parte das autoridades do país, uma vez que o Governo de Viktor Orbán tem aplicado políticas para restringir as liberdades da população que não é cisgénero e heterossexual.

Já a Europa das Nações Soberanas, o grupo político mais recente no hemiciclo europeu e composto por partidos de extrema-direita, nomeou o ativista nacionalista Charlie Kirk, dos Estados Unidos da América (EUA), morto a tiro a 10 de setembro, enquanto discursava numa Universidade no estado do Utah.

O ativista ficou conhecido pela difusão de ideias ultraconservadoras e por querer fazer avançar a agenda MAGA ("Make América Great Again", "Tornar os EUA Grandes de Novo", em português).

Os Conservadores e Reformistas Europeus nomearam Andrzej Poczobut, um jornalista, de 52 anos, de ascendência polaca e bielorrussa que é preso político do regime de Minsk.

Os Patriotas pela Europa querem que o galardão vá para Boualem Sansal, um escritor franco-argelino de 75 anos, enquanto os liberais escolheram os estudantes sérvios, que têm protestado por um futuro democrático.

Mzia Amaglobeli e o movimento pró-democracia na Geórgia receberam a nomeação da eurodeputada Rasa Jukneviciene (Lituânia) e de outros 60 europarlamentares.

Em outubro serão votados os três finalistas deste prémio, que homenageia pessoas e organizações/movimentos que se destacaram pela luta pela liberdade e democracia.ANG/Lusa

 

 ONU/Celebrações do 80  anos entre conflitos, pobreza crescente e alterações climáticas

Bissau, 23 Set 25 (ANG) - A presidente da Assembleia-geral que começa hoje oficialmente, Annalena Baerbock, antiga ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, na celbração dos 80 anos das Nações Unidas que decorreu na noite de segunda-feira, em Nova Iorque, disse que esta organização se encontra numa "encruzilhada" e que é preciso escolher "o bom caminho", um caminho de "união", ou pelo menos tentar.

Este é realmente, como também lembrou o português António Guterres, secretário-geral da ONU, um momento com muitos desafios, enumerando os conflitos em Gaza, na Ucrânia, no Sudão, acompanhados pela degradação das condições de vida de uma parte da população e do avanço das alterações climáticas, nomeadamente os recordes de calor registados um pouco por todo o Mundo, acompanhados por grandes fogos florestais.

A Assembleia-geral que começa hoje será também o regresso de Donald Trump às Nações Unidas, já que o Presidente dos Estados Unidos tomou posse do seu segundo mandato em Janeiro. Desde o seu regresso à Casa Branca, Donald Trump não só desmantelou a agência de ajuda internacional norte-americana, a USAID, como cortou o financimento à ONU saindo mesmo de algumas das suas agências.

Em Nova Iorque, Trump vai reunir-se com Volodymyr Zelensky, e também com o Presidente da Argentina, Javier Milei, um aliado ideológico que Washington pode vir a ajudar financeiramente.

João Lourenço, Presidente angolano e presidente em exercício da União Africana, já está também em Nova Iorque onde participará na Assembleia-geral, defendo que os países africanos devem ser incluídos como membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com todos os direitos, incluindo o direito de veto.

A primeira pessoa a exprimir-se nesta assembleia será o Brasil, como é tradição, havendo pelo menos 89 chefes de Estado inscritos para falar, assim como mais de 40 chefes de Governo e mais de 45 ministros do Negócios Estrangeiros. A Assembleia-geral vai durar seis dias.ANG/RFI

 Sudão do Sul/ "O problema principal neste momento, são as milícias"

Bissau, 23 Set 25 (ANG) - O ex-vice-presidente do Sudão do Sul, Riek Machar, acusado de "crimes contra a Humanidade", comparece desde esta segunda-feira perante a justiça do seu país no âmbito de um julgamento cuja legalidade é contestada pelos seus advogados e pelos seus apoiantes que denunciam "motivações políticas", num contexto de eterna guerra fratricida com o seu mais directo adversário, o Presidente Salva Kiir.

Detido em regime de prisão domiciliar há mais de sete meses por estar alegadamente por detrás de um ataque cometido a 3 de Março por milícias chamadas de "Exército Branco" em Nasir, no nordeste do país, em que morreram mais de 250 militares, uma alta patente do exército assim como um piloto das Nações Unidas, Riek Machar enfrenta a justiça juntamente com sete outros réus acusados de "assassinato", "terrorismo" e "conspiração".

Este julgamento decorre numa altura em que se observa um aumento substancial da tensão num país que desde a sua independência em 2011, raramente conheceu momentos de serenidade, tendo sido palco de uma guerra civil que causou mais de 400 mil mortos entre 2013 e 2018.

Em 2020, a assinatura de um acordo de paz entre Riek Machar e o Presidente Salva Kiir para a partilha do poder, abriu uma página de esperança que parece agora estar a fechar-se, com os apoiantes de Riek Machar a lançar apelos para uma mobilização no sentido de se derrubar o regime, sendo que já se registam confrontos, com as Nações Unidas a contabilizarem em Junho mais de 165 mil deslocados.

Esta situação, já por si delicada, é agravada, segundo um recente relatório da ONU, pelo fenómeno da corrupção generalizada nas elites políticas desse país que é rico em petróleo mas cuja população vive na miséria.

Em entrevista concedida à RFI, Ana Elisa Cascão, investigadora independente especialista do Corno de África, analisa o contexto em que decorre o julgamento e o antagonismo -até pessoal- que existe entre o Presidente Salva Kiir e o seu antigo vice-presidente Riek Machar.

RFI: Em que contexto em que decorre este julgamento?

Ana Elisa Cascão: Em termos de contexto, o Sudão do Sul é o país mais novo do mundo, que nasceu em 2011, depois de um parto muito complicado e que tinha um líder que era respeitado por todos, que era John Garang. Mas já na altura estavam o Salva Kiir e Riek Machar. Faziam parte dos que estavam no terreno a lutar pela independência do Sudão do Sul. Ele morreu num acidente trágico de helicóptero no Uganda. Toda a gente sabe que não foi por mero acaso e, portanto, o poder foi entregue a estas duas figuras que acontece serem de etnias diferentes. Mas isso deixou de ser propriamente importante, porque isto tem a ver com a partilha do poder e partilha de recursos financeiros, obviamente, porque o Sudão do Sul tem bastante petróleo. E, portanto, isso é um incentivo, obviamente, a conflitos no país, que é extremamente pobre. Mas a guerra civil começou logo passado dois anos da independência. Em 2013 já tínhamos estes senhores a batalhar. Mas nessa altura havia um oleoduto a atravessar o Sudão que era um país estável, se podemos dizer assim. E portanto havia bastantes influxos financeiros e dava para alimentar os dois corruptos. Neste momento com a situação no Sudão, o investimento está a diminuir no Sudão do Sul. Significa que existe um bolo mais pequeno para partilhar, mas mais corruptos a quererem ter acesso a esse dinheiro. Em 2018, houve um acordo de paz, mas como muitos acordos de paz nesta região e noutras regiões, é um bocadinho uma paz podre. Mas este ano, as questões vieram todas ao de cima. Aqui já não estamos a falar de um exército ou só dois exércitos. Nós estamos a falar de milícias de um país que é controlado por milícias. Conclusão: quando estamos a falar de milícias, é um bocadinho difícil atribuir causalidade, dizer A, B, C, D isto, aquilo, aqueloutro. Portanto, independentemente de Riek Machar, que de facto devia estar a ser julgado por muitos crimes, o Salva Kiir provavelmente também devia. Agora, a questão é o dispositivo legal, depende. Quem é que o vai julgar? Há juízes independentes no sul do Sudão do Sul? Este processo é uma caça às bruxas e, portanto, não vai resolver propriamente nada. E quanto mais não seja, porque -espero que isto não seja mal entendido- mas o Salva Kiir está numa situação geriátrica. É uma pessoa que não tem saúde física e sequer ainda discernimento para ser o Presidente de um país que, obviamente, quer ter um mínimo de paz.

RFI: Ainda antes de se começar o julgamento de Riek Machar por crimes contra a Humanidade, na semana passada, peritos da ONU divulgaram um relatório estabelecendo que existe uma corrupção generalizada na elite do Sudão do Sul e que desde praticamente a independência, essa elite está a açambarcar as receitas do petróleo e deixou basicamente a população sem quase nada. Como se vive no Sudão do Sul?

Ana Elisa Cascão: Mais uma vez, é uma situação complicada. Portanto, este relatório das Nações Unidas vem providenciar evidência daquilo que toda a gente sabe. Basta visitar a capital do Sudão do Sul, Juba. Eu fiz isto em 2011 e 2012. O que é importante é, obviamente, ter carros de alta cilindrada e relógios Rolex. É assim que se mede o poder. O Sudão do Sul não tem outro recurso, não tem diamantes ou gás ou qualquer coisa desse género, mas tem o petróleo, que continua a ser um dos recursos mais importantes na economia global. E, portanto, neste momento temos empresas chinesas, da Malásia, a fazer exploração de petróleo nessa área. Portanto, podemos ver que há aqui um contínuo. A independência veio porque havia petróleo e a comunidade internacional apoiou a independência do Sudão do Sul. O facto é que o país tem todo o potencial. Agora começaram do zero. E isso é que nós também temos que ver. Não havia nada. Não foi a guerra civil que destruiu o que lá estava. E, portanto, houve essa ideia que a partir de 2018, com o acordo de paz, começou a haver mais infra-estruturas, porque também havia mais dinheiro. E agora, neste momento, temos aqui todo um país que é perfeito para corrupção e, depois, é um país que não tem acesso ao mar. Está rodeado de países que estão eles próprios em conflitos. Portanto, isto dá azo a estes políticos quererem manter no poder para todo o sempre. Não chegam sequer a confiar na sua própria 'entourage' própria. Mas o que é que vai acontecer? Vai mudar de mão. Portanto, os contratos feitos com estas grandes companhias internacionais vão ser feitos através de outras pessoas. Com certeza não vai acabar na mão dos Sudaneses do Sul que há muitos, muitos anos, deviam ter mais do que o mínimo em termos de tudo. Habitação, escolas, sítios para viver. Portanto, o que podemos observar é que as pessoas estão outra vez a fazer exactamente aquilo que fizeram durante a guerra civil do Sudão, que é abandonar o país.

RFI: Os apoiantes de Riek Machar dizem que estas acusações de "crimes contra a Humanidade" são meramente "políticas". Na semana passada, os peritos da ONU também disseram, por meias palavras, que, no fundo, o que está em jogo é uma luta entre ambos os campos pelo controlo dos recursos naturais. Isto, de facto, é mais uma questão política, uma luta pelos recursos?

Ana Elisa Cascão: Eu acho que é assim que se pode definir. Há aqui duas coisas em paralelo. Uma é haver recursos, é haver luta por esses recursos, sabendo que este dinheiro não é imediato, tem de haver aqui contratos com uma série de instituições. E depois, é a rivalidade pessoal. Têm mais de 70 anos, de certeza. Estão nesta luta e são vistos como líderes da independência, ainda que nem os principais, há 30 ou 40 anos atrás. E, portanto, é muito difícil substituí-los. Mesmo quem faz parte de um grupo ou de outro, falando, por exemplo, em termos étnicos, porque há uma divisão claramente étnica. Portanto, mesmo outras figuras poderiam eventualmente ser importantes e trazer algum tipo de esperança. Tenho muitos amigos no Sudão do Sul que dizem que 'quem não tem sangue nas mãos no sentido de que não batalhou na guerra pela independência do Sudão do Sul, não pode governar'. Portanto, estamos aqui a fechar um capítulo muito grande. E então, quem é que vai substituir esta geração? Mas penso que a população quer que haja eleições. Seja quem forem os candidatos. Porque estamos na situação em que foram sempre estas duas pessoas, como Presidente, vice-presidente ou grupos armados a ter quase dois exércitos.

RFI: Nesta altura, dado tudo o que aconteceu, a destituição de Riek Machar, o julgamento, os apoiantes a apelarem para que haja uma acção decisiva para mudar o regime, julga que estamos a caminho de uma nova guerra civil aberta?

Ana Elisa Cascão: Eu acho que ela já está a acontecer. A questão é que quando nós pensamos em guerra civil, estamos sempre a pensar num grupo contra o outro. Aqui é muito mais do que isso. Foi o que aconteceu em Março. Riek Machar disse que não tinha dado ordens a essas milícias e que as milícias tinham agido por conta própria. Nós podemos não acreditar. Eu não acredito. Mas o facto é que isso pode acontecer. E, portanto, tem que haver aqui um tipo de política, nesse caso, da União Africana ou alguns dos países vizinhos que têm algum poder de influência dentro do Sudão do Sul, como por exemplo, o Uganda, o Quénia. O problema principal neste momento, são as milícias. Se as milícias não respondem a ninguém, seja lá quem for que está sentado em Juba, o conflito vai continuar. Pode haver eleições, porque isto foi sempre um problema do Sudão. Foi sempre isso que se disse: que se se tornasse independente, esse risco estava lá. Porque são pessoas que estiveram envolvidas na guerra e é isso que elas conhecem, as lutas pelo poder, a luta com o vizinho do outro lado do rio. Há que desmobilizar as milícias. Há, por exemplo, forças da União Africana ou do IGAD (Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento). Isso acontece na Somália. Também já aconteceu no Sudão do Sul, na verdade. Portanto, deve haver algum tipo de pressão a nível político do topo. Mas ao mesmo tempo, para perceber porque é que estas milícias estão a crescer, elas estão a crescer por causa da pobreza. A corrupção não é uma coisa que acontece no topo. Quando se define corrupção, ela vai do ponto mais baixo até ao ponto mais cima do poder. E, portanto, aqui já temos todo um 'setting' que tem que ser modificado.

RFI: Quais são as hipóteses de a comunidade internacional, a ONU ou a própria União Africana de facto intervirem, tendo em conta que temos não sei quantos conflitos abertos, considerados todos urgentes?

Ana Elisa Cascão: Temos um genocídio a acontecer em Gaza, temos guerra no Myanmar, temos tantas guerras a acontecer que obviamente o Sudão do Sul é uma coisa menor. Vamos só olhar para o mapa africano neste momento. O conflito da República Democrática do Congo e do Ruanda não está nada resolvido e tem ligações com estes conflitos também. Mas o Sudão em si é a maior crise humanitária. Não estamos a falar do mesmo tipo de conflito que em Gaza, obviamente. Estamos a falar de um país que está numa guerra civil, que é a maior crise humanitária da história moderna. Dado o número de pessoas que foram deslocadas inclusive para o Sudão, a Etiópia, para o Egipto e para o Chade, tem que haver uma resposta. E aí sim, está na agenda o Sudão, porque tem muita influência. O Sudão tem mar, tem uma fronteira com o Chade, há uma crise humanitária incrível e muita ajuda humanitária não entra no Sudão, portanto, está a ir para o Chade. Portanto, temos aqui tantos focos. O Sudão do Sul aparece aqui como uma coisa menor. Neste momento, o Sudão no espectro africano é a coisa mais importante a ser resolvida, porque envolve a comunidade internacional, Emirados, a Arábia Saudita, etc, também no conflito. O Sudão do Sul não está no final da lista mas não é -com certeza- considerada uma prioridade.ANG/RFI

 

Campeonato Inter-bairros/Vice-presidente de Comissão Organizadora garante que o vencedor da prova terá como prémio 6 milhões de FCA  

Bissau, 23 Set (ANG) – O Vice-presidente de Comissão Organizadora da 11ª edição do campeonato Inter-Bairros, que se disputa no relvado sintético do Estádio Lino Correia, Domingos Té, garantiu hoje que o  vencedor da prova receberá como prémio, seis milhões de FCA, 40 medalhas e uma taça de campeão, e que o segundo lugar receberá dois  milhões e meio de fcfa, 40 medalhas e uma taça.

Em entrevista exclusiva à Agência de No


tícias da Guiné (ANG) Domingos Té, revelou que o fecho  da fase de grupo está previsto para esta terça-feira(23).

“As útimas partidas para encerrar a fase do grupo serão realizadas hoje no Estádio Lino Correia, a partir das 16H00, e em cada série, deve apurar oito equipas, que irão disputar os quartos-de final”, informou Domingos Té.

Para o torneio do presente ano foram inscritos 16 equipas em representação de  diferentes Bairros de  Bissau, que foram divididos em duas séries, “A” e “B”, constituidos por 08 equipas  cada .

A Série “A” está composta por Bairro Militar, Djoló, Bairro Ajuda II fase, Hafia, Bandé, Mindara e Chão de Pepel Varela.

Enquanto que a Série “B”, integram os bairros de Belém, Missira, Empantcha, Pesca, Pluba, Antula, Bôr e Lala Quema. 

“A Série “A” ficou reduzido à sete bairros, devido a  expulsão do Bairro de Reno pela Comissão Organizadora, por  mau comportamento dos seus adeptos, durante uma partida em que Reno esteve  a perder  por 1-0,  deu volta ao resultado, mas acabou por empatar nos minutos finais através de um penalte  cometido na sua área, e os seus apoiantes protestaram  que não houve  falta assinalada pelo árbitro sancionada com a marcação do pebnalte, com arremesso de pedras e  garafas para o interior do campo”, explicou Té.

Quanto a questão da segurança, Té disse que desde os incidentes provocados pelos adeptos de Reno, a  Comissão Organizadora reforçou o sistema da seguranças, tanto no interior  como no exterior do Estádio com mais agentes de segurança pública.

A Comissão Organzadora deste campeonato ainda prevê a atribuição de um prémio de  1.000.000 FCA para  a equipa “Fair Play” do torneio.

 “O referido prémio  ainda não perdido, porque    o mesmo critério será aplicado agora na fase de mata-mata, que está prestes a iniciar. A equipa que conseguir disciplinar o seu claque, poderá sagrar-se como justo vencedor dos 1.000.000 FCA”, disse Domingos Té.

O melhor marcador do torneio, terá como prémio 500 mil FCA e uma taça , o Guarda-redes menos batido terá igualmente 500 mil FCA e uma taça.

Eis a tabela classificativa das duas Séries “A” e “B” na fase de grupo:

Série “A”:

1º-Bairro Militar-12 pts

 2º-Djoló-11pts

 3º-Bairro Ajuda II fase-11 pts

4º-Háfia-08 pts

5º-Bandé-08 pts

6º-Mindará-08 pts

07º-Chão de Papel/Varea-07

Série “B”:

1º-Bairro Belém-15 pts

2º-Míssira-11pts

3º-Empantcha 10 pts

4º-Pesca-08 pts

5º-Pluba-07 pts

6º-Antula-07 pts

7º-Bôr-07 pts

8º-Lala Quema-03 pts.

A 11ª edição do torneio Inter-Bairro 2025, é organizada pelos agentes ligados ao desporto, em parceria com o Ministério da Cultura, Juventude e Desportos.ANG/LLA//SG

Eleições Presidências/ João Bernardo Vieira anuncia participação nas presidenciais como candidato independente

Bissau, 23 Set 25 (ANG) - O ex-secretário de Estado dos Transportes e Comunicações e dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), João Bernardo Vieira anuncia que vai concorrer as próximas eleições presidenciais como candidato independente.

Segundo a Rádio Capital, o anuncio foi feito na sua página de Facebook,  em que diz que tomou a decisão após um período de reflexão.

"Tenho a subida honra de vos informar que após uma reflexão profunda com a minha família, camaradas e amigos, a minha consciência patriótica, obrigou-me a tomar a árdua decisão de aceitar o pedido de uma formação política e de centenas de compatriotas, para me candidatar ao cargo de Presidente da República. Em tempo útil, enviei uma carta à direção do meu partido, PAIGC, manifestando a minha intenção", lê-se no texto.

O ex-governante não revelou o nome do partido que o convidou para ser o seu candidato presidencial, mas sublinhou que vai ao encontro com o seu destino, assumindo-se como candidato.

"Neste encontro com o destino, convido cada cidadão, cada voz deste país, cada comunidade, para juntos reconstruirmos a confiança entre os guineenses e relembrar que antes de qualquer bandeira, ideologia ou partido, somos uma só nação, um só povo, uma só esperança”, frisou. ANG/ CFM

 Eleições gerais/ API Cabaz Garandi anuncia Fernando Dias como seu candidato  presidencial e Baciro Djá como cabeça de lista para  legislativas 

Bissau, 23 set 25 (ANG) – A Coligação eleitoral Aliança Patriótica Inclusiva “API Cabaz Garandi” anunciou Fernando Dias como seu candidato presidencial e Baciro Djá como cabeça de lista para as legislativas de 23 de novembro de 2025.


A decisão consta nas resoluções da cimeira constituinte da referida Aliança, que decorreu na sede de uma das formações politicas integrante, e que foi tornada pública  na voz de Cabriel  Ié.

A cimeira foi dirigida  pelo Presidente em exercício da Coligação, Baciro Djá, e debateu, entre outros pontos, a informação geral, o regimento interno da API-Cabaz Garandi,   e

Edgar Lorenço Mendes e Té Silva Soares da Gama foram nomeados para  as funções de Corrdenador e vice-coordenador da Comissão Ténica e seguimento da API, e Reinaldo Ntanha para as funções de  Secretário.

A coligação aprovou o perfil para candidatos a  deputados.

No final dos trabalhos o Presidente da API-Cabaz Garandi, Baciro Djá considerou de histórico a assiantura do acordo politico que cria a coligação e prometeu vitoria nas proximas eleições.

Djá colocou a  Aliança no lugar de terceira via politica, e diz que será capaz de trazer a paz, tranquilidade e estabilidade para o país. “Uma teceira via suportada pela meritocracia, verdade e respeito aos direitos sos individuais e coletivos e a Constituição  da República.

Segundo Baciro Dja Cabaz garabdi  é uma Aliança vocacionado para refundação do Estado, “por a Guiné-Bissau ser um Estado frágil onde as leis não são respeitadas”.

 Fernando Dias, eleito candidato presidencial da coligação disse que a situação em que o país está exige uma nova dinâmica, restruturação profunda  do Estado, para que cada cidadão guineense possa sentir que vale a pena viver na Guiné-Bissau.

“Ha muitas situações  que regquerem contribuição de cada um de nós e é neste âmbito que sinto que estou na altura de dar a minha contribuição para o bem-estar dos guineenses”, disse Fernando Dias.ANG/LPG//SG

 

 

Eleições presidências/ Umaro Sissoco Embalo deposita  candidatura no Supremo Tribunal de Justiça

Bissau, 23 Set 25 (ANG) – O Umaro Sissoco Embalo depositou esta segunda feira no Supremo Tribunal de Justiça a sua candidatura independente às eleições Presidenciais de 23 de Novembro próximo.

Os documentos foram entregue pelo seu mandatário Marciano Silva Barbeiro.


Em declarações à imprensa, após formalização da candidatura do presidente cessante, Marciano Barbeiro disse que é indispensável falar do Umaro Sissoco Embaló, devido a contribuição que deu para desenvolvimento do país.

“Não é preciso estarmos aqui a falar muito. O que deve falar são as realizações ou seja trabalhos feitos pelo candidato enquanto Presidente da República, cujo o mandato se cessa”, afirmou.

Silva Barbeiro disse que  os cidadãos compreenderam que,  da independência à esta parte, foram registadas  mudanças substanciais, no que se refere ao desenvolvimento da Guiné-Bissau, em todos os sectores, com destaque para o sector de infraestruturas, economia, educação.  “Em todo o território do país há uma realização concreta de Umaro Sissoco Embalo com o seu governo”, disse.

O atual ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital assegurou que as propagandas ou campanhas politicas de Umaro Sissoco Embalo já foram feitas por  ações desenvolvidas ao longo dos cinco anos de mandato.

“Por isso, espera que o povo guineense renove  o mandato ao Umaro Sissoco Embaló por mais cinco anos, para que possa prosseguir os trabalhos de resolução dos problemas candentes que a população enfrenta”, disse.

Marciano Silva Barbeiro afirmou que  23 de Novembro será a data em que todos os guineenses vão cantar a vitoria a favor do seu filho, Umaro Sissoco Embaló, que já demonstrou ser capaz de responder à  espectativas de milhares de jovens, mulheres e homens  que deram as suas vidas para a libertação da Guiné-Bissau. ANG/LPG//SG                                                                   

Regiões/Presidente do Grupo Kumpuduris de Paz de Quinará pede igualdade de género no processo eleitoral

Buba,23 Set 25(ANG) – O  Presidente do Grupo Kumpuduris de Paz”N'Nafa Sobia“ de Buba, Região de Quinará, sul do país,  pediu  igualdade de género, aplicação da lei de paridade e de  quota no processo eleitoral em curso.

Abdu Indjai falava à  ANG no domingo, depois da reunião  com os membros da Coordenação e do  Conselho de Coordenação da organização, em que foram discutidos vários assuntos relacionados com o processo eleitoral que se avizinha.

O ativista social chamou a atenção aos partidos políticos e seus atores para observarem  bem os candidatos à  deputado para que estes sejam pessoas com capacidades de  responder  as espectativas do povo.

“Uma vez que os parlamentares são representantes legítimos do povo,as listas devem ter pessoas com requisitos  para ocupar o cargo de deputado e  ter   capacidade para traduzir o programa eleitoral em  programa de governação”, disse Indjai..

Abdu Indjai apela aos partidos e  as coligações para transformarem este processo numa eleição moderna sem uso de   discursos religioso de ofensas morais que incitam o  ódio e divisão étnica, tribal ou racial.ANG/RC/JD//SG

Regiões/ Desporto/ Equipa de Califórnia do Bairro de Pundai-2 sagrou-se campeão do campeonato Inter-Tabancas

Cacheu, 23 Set 25(ANG) – A Equipa de Califórnia do Bairro de Pundai-2 sagrou-se campeão do campeonato Inter-Tabancas, organizado  em homenagem ao Pedro Gomes, na cidade de Canchungo região de Cacheu zona norte do país.

Segundo o corresponde da ANG na Região de Cacheu, a equipa de Califórnia, bateu a de Bissau Games por 08-07, nos penaltis depois  de um empate por  02 -02 bolas, durante o tempo regulamentar.

A Equipa Campeã vai receber 250.000 Francos CFA de prémio e a vice- Campeã vai receber 80.000 Francos CFA.

Este Campeonato Inter-Tabancas decorreu no Campo de Quartel de Canchungo, sob a organização dos jovens do Bairro de Tchada, em homenagem ao Pedro Gomes, vulgo Candé, ex-Treinador da Equipa de Futebol de Tchada e jogador do Futebol Clube de Canchungo, falecido no dia 10 de Abril de 2025, vítima da doença prolongada. ANG/AG/JD//SG

Comunicação Social/ Ministra  encoraja aos jornalistas a se dedicarem   na investigação de crimes económicos

Bissau, 23 Set 25(ANG) - A ministra da Comunicação Social, Maria da Conceição da Silva Évora, apelou  aos jornalistas para se dedicarem com coragem, rigor e independência na investigação de casos de corrupção, lavagem de dinheiro, fuga ao fisco e desvios de fundos públicos.

Conceição Évora  falava na cerimónia de  abertura de uma formação  sobre “Jor


nalismo de Investigação em Crimes Económicos e Financeiros”, organizada pela Unidade de Inteligência Financeira Nacional (CENTIF) em parceria com o Secretariado do GIABA.

“Investigar exige jornalistas que não se curvam diante de ameaças, que não se vendem por conveniências, que não se intimidam perante os poderosos. Exige também uma sociedade que proteja esses profissionais e reconheça que sem jornalismo livre não há democracia plena”, disse.

A formação, que reúne profissionais da sub-região oeste-africana, pretende reforçar as capacidades dos jornalistas na investigação de crimes financeiros e promover uma rede de cooperação regional em prol da transparência.

Na ocasião, Secretário de Estado do Tesouro, Mamadu Baldé, em representação do Ministro das Finanças, salientou que a iniciativa representa “um investimento no fortalecimento da democracia e do Estado de direito”.

Baldé garantiu   que o Executivo vai criar as   condições para que a CENTIF cumpra  a sua missão de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

 O Presidente da CENTIF, Justino Sá, sublinhou que a referida  luta não pode ser exclusivamente  do Estado ou dos reguladores.

Sá acrecenta que essa luta requer  a participação de   todos, desde os  governantes, a  sociedade civil e o setor privado em especial, até a comunicação social.

Pediu os jornalistas para aproveitar da  formação para   fortalecer as suas competências e renovar o compromisso com o interesse público.

Sá disse que a  Guiné-Bissau e  parceiros regionais pretendem consolidar um jornalismo de investigação mais forte, capaz de expor esquemas ilícitos e reforçar a confiança pública nas instituições.ANG/JD//SG

 

 

 Economia/Governo divulga Índice Harmonizado de Preços no Consumidor Base 2023

Bissau, 23 Set 25 (ANG) – O Governo, através do Instituto Nacional de Estatísticas (INE),divulgou hoje o  Índice Harmonioso de Preços no Consumidor (IHPC),Base 2023.


Discursando no ato da divulgação oficial, a Secretária de Estado do Plano e Integração Regional , em representação do ministro da tutela, considerou o evento um marco importante na modernização das estatísticas oficiais da Guiné-Bissau.

Salomé dos Santos explicou que o IHPC é um instrumento fundamental para a análise da inflação ,para a formulação de políticas públicas ,bem como para a tomada de decisões económicas e sociais.

A governante realçou  que a atualização do Índice Harmonioso de Preços no Consumidor  representa, não apenas um avanço técnico ,mas também um compromisso renovado com a qualidade ,a transparência e a relevância da informação estatística que se produz.

“Este processo de revisão foi conduzido com rigor metodológico ,alinhado com as recomendações da União Monetária Oeste Africana(UEMOA)e as melhores práticas internacionais ,tendo o Observatório Económico e Estatístico da África Subsariana (AFRISTAT),como gestor técnico.

De acordo com Salomé  com este novo base ,o IHPC passa a refletir com maior fidelidade as dinâmicas do mercado e o comportamento dos preços ,oferecendo aos decisores públicos ,aos investigadores ,aos agentes económicos e á sociedade civil uma ferramenta mais robusta para compreender e enfrentar os desafios da  economia .

Segundo ela, a estatística oficial é um bem público, e como tal ,deve ser acessível ,compreensível e útil.

“O Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, através do INE,reafirma hoje o seu compromisso com a produção de dados de qualidade ,que sirvam de base para políticas inclusivas ,sustentáveis e orientadas para o bem-estar da população guineense”, disse.

O  índice de preços no consumidor é um indicador que tem por finalidade medir a evolução dos preços, no tempo, de um conjunto de bens e serviços ,considerado representativo da estrutura de consumo da população.

Roberto Vieira, diretor do INE, disse ainda que é um indicador estatístico de usos múltiplos ,nomeadamente ,medida da inflação da economia ,indexação dos rendimentos durante as variações do nível dos preços e a deflação de certos agregados macroeconómicos.

 “Esta diversidade de  utilização faz deste indicador um dos produtos mais importantes do INE, em África, e, em particular, nos Estados membros da UEMOA ,desde a sua opção em 1998,com designação de Indice Harmonioso de Preços no Consumidor (IHPC)”, disse Vieira.

ANG/MSC//SG

 

 

 

Regiões, Educação/ Escola Privada do Professor "Antero Sampaio" de Canchungo inicia aulas

Canchungo, 23 Set 25 (ANG) – A Escola Privada do  Professor "Antero Sampaio", no sector de Canchungo, região de Cacheu, iniciou, esta segunda feira, oficialmente,  as aulas do ano letivo 2025/2026.

Segundo o despacho do correspondente regional da ANG,de Cacheu, a escola conta com 1569 alunos do 1º ao 12º ano e 60 professores.

Em declarações exclusivas à ANG, o Diretor da escola, Flávio Gomes Correia lamentou a  fuga de professores para a Europa, a procura de melhores condições de vida, e os atrasos dos pais ou encarregados da educação dos alunos nos pagamentos das propinas trimestrais.

Por isso, Gomes Correia pede  não só a colaboração dos professores, mas também dos pais e encarregados de educação dos alunos para o sucesso do ano letivo em curso.

Correia revelou que a escola inscreveu 1569 alunos contra 1391 do ano lectvio 2024/2025, ou seja registou  um aumento de 178 alunos. ANG/AG//SG 

CEDEAO/ Bissau acolhe consultas regionais sobre Futuro da Paz e Segurança na África Ocidental  

Bissau, 23 Set 25 (ANG) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), através do seu Departamento dos Assuntos Políticos, Paz e Segurança (PAPS),  realiza de 24 à 26 do mês em curso  Consultas Regionais na Guiné-Bissau, sob o tema: “O Futuro da Estabilidade Política, da Paz e da Segurança na África Ocidental”, revela uma Nota do   Deportação da comunicação, da Organização sub regional, à que a ANG teve acesso hoje.

O documento refere que o encontro de Bissau prevê  três consultas regionais que antecedem a Cimeira Especial sobre o Futuro da Integração Regional, prevista para o final de 2025, em conformidade com a decisão da Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo, tomada na 65.ª Sessão Ordinária, realizada em 7 de Julho de 2024, em Abuja, Nigéria.

 Estas consultas, segundo a nota, decorrem igualmente no contexto da celebração do 50.º aniversário da CEDEAO, assinalando cinco décadas de cooperação e integração regionais. 

“As duas primeiras sessões decorrerão em simultâneo em Acra, Gana, e em Bissau, Guiné-Bissau, entre 24 e 26 de Setembro de 2025, e 2ª consulta de Acra será dedicada ao tema “O Futuro da Democracia, da Ordem Constitucional e da Boa Governação”, lê -se no documento.

A reunião de Bissau abordará as prioridades regionais relativas à “Paz, Estabilidade e Segurança”. A terceira consulta terá lugar em Freetown, Serra Leoa, de 14 a 16 de Outubro de 2025, centrada em “O Futuro das Parcerias e Relações Internacionais da CEDEAO”. 

As consultas reunirão representantes dos Estados-Membros da CEDEAO, organizações da sociedade civil, grupos de jovens e de mulheres, setor privado, parceiros técnicos e financeiros, bem como académicos e especialistas.

O objetivo, conforme a nota, é proporcionar uma plataforma inclusiva de diálogo sobre os desafios mais prementes da região, gerando recomendações concretas que irão contribuir para um documento comum intitulado “Pacto para o Futuro da Integração Regional na Comunidade CEDEAO”. Este documento será submetido à Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo para apreciação durante uma Cimeira Especial.

 A nota refere ainda que o  processo de consultas está ancorado a Visão 2050 da CEDEAO: “Uma Comunidade de Povos – Paz e Prosperidade para Todos”, e que  reflete o compromisso da liderança da CEDEAO de colocar os cidadãos no centro da integração regional, assegurando que a paz,  estabilidade e a prosperidade permaneçam como prioridades orientadoras da Comunidade. ANG/LPG//SG

Eleições Presidências/ Domingos Simões Pereira entrega candidatura no Supremo Tribunal de Justiça

Bissau, 23 Set 25 (ANG) – O Presidente da Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde Domingos Simões Pereira entregou hoje a sua candidatura no Supremo Tribunal de Justiça(STJ) para as eleições Presidências de 23 de Novembro próximo.

A Coligação PAI- Terra Ranka também depositou a lista de candidatos de deputados da Nação no STJ.

 A candidatura de Domingos Simões Pereira é suportada pelos partidos que integram a Plataforma de Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka).

Após a diposição dos documentos, o mandatario do candidato, um dos vices presidente da coligação PAI- Terra Ranka, Agnelo Regalla prometeu vitória nas eleições.

 “Esperamos que desta vez, quando ganhamos vamos ser permitidos  governar,porque de fato o país precisa de mudar para que o povo possa beneficiar do desenvolvimento”, afirmou.

Agnelo Regala lamentou a retenção de certificado de quitação e criminal de alguns dirigentes, entre os quais os de  Domingos Simões Pereira e Geraldo Martins.

ANG/LPG//SG

 

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Politica/  Comité Central do PAIGC  renova confiança em Domingos Simões Perreia para candidatura presidencial

Bissau, 22 set 25 (ANG) – O Comité Central do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC)elegeu Domingos Simões Perreia como candidato do partido para eleições presidências de Novembro próximo.

A eleição ocorreu no sábado,  na reunião desse órgão do partido, realizado com um único ponto na agenda, a escolha do candidato às eleições presidências de 23 de novembro próximo.

Segundo as informações publicadas no site da Radio Djumbay, consultada hoje pela ANG, num universo de 370 membros presentes, Simões Pereira obteve 350 votos válidos, nove votos contra e dois votos nulos, sendo  o único candidato submetido à apreciação.

A mesma puplicação refere que trata-se da 2ª vez que Simões Pereira  é eleito como candidato presidencial do partido pelo Comité Central, depois de ter sido eleito pelo mesmo método para concorrer às eleições de 2019.

ANG/Rádio Djumbay