terça-feira, 30 de setembro de 2025

Médio Oriente/Von der Leyen saúda plano de Trump para Gaza e diz que UE está pronta a contribuir

Bissau, 30 Set 25 (ANG) – A presidente da Comissão Europeia saudou hoje o plano do Presidente norte-americano, Donald Trump, para terminar com a guerra em Gaza e que já tem aval israelita, indicando que a União Europeia (UE) “está pronta para contribuir”.

“Congratulamo-nos com o compromisso assumido pelo Presidente Donald Trump de pôr fim à guerra em Gaza. Encorajamos todas as partes a aproveitarem agora esta oportunidade”, escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.

Horas depois de ter sido anunciado que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio ao plano do Presidente norte-americano para Gaza, a líder do executivo comunitário vincou que “a UE está pronta a contribuir”.

“As hostilidades devem terminar com a prestação imediata de ajuda humanitária à população de Gaza e com a libertação imediata de todos os reféns”, considerou Ursula von der Leyen.

Para a presidente da Comissão Europeia, “a solução de dois Estados continua a ser o único caminho viável para uma paz justa e duradoura no Médio Oriente, com os povos israelita e palestiniano a viverem lado a lado, em paz e segurança, livres da violência e do terrorismo”.

O plano norte-americano de 20 pontos, publicado na segunda-feira pela Casa Branca, envolve a criação de um comité para supervisionar a transição em Gaza, do qual nenhum residente será deslocado à força. Esse comité seria presidido por Donald Trump.

Prevê, nomeadamente, o fim imediato da guerra desencadeada em Gaza pelo ataque do Hamas em 07 de Outubro de 2023, uma retirada gradual das forças israelitas e o desarmamento do movimento islamita palestiniano.

Acordado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, a iniciativa tem ainda de ser aprovada pelo Hamas.

O plano visa pôr termo à guerra em curso na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do grupo extremista palestiniano Hamas no sul de Israel em 07 de Outubro de 2023.

O ataque do Hamas causou a morte de mais de 1.200 pessoas e 251 reféns, segundo as autoridades israelitas.

A ofensiva israelita que se seguiu em Gaza provocou mais de 66.000 mortos, de acordo com o Ministério da Saúde do governo do Hamas, cujos dados são considerados fiáveis pelas Nações Unidas.ANG/Inforpress/Lusa

Conflito Médio Oriente/Netanyahu nega ter aceitado Estado palestiniano em conversações com Trump

Bissau, 30 set 25(ANG) - O primeiro-ministro israelita negou ter aceitado o princípio de um Estado palestiniano num vídeo publicado hoje nas redes sociais, após a apresentação do plano de paz para Gaza pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, na segunda-feira.

Benjamin Netanyahu publicou um vídeo a responder a várias questões em hebraico sobre o plano de 20 pontos de Trump e negou categoricamente que tenha aceitado o reconhecimento da futura existência do Estado da Palestina.

"De maneira nenhuma e não está escrito no acordo", disse Netanyahu, referindo-se à possível criação de um Estado palestiniano, sublinhando ainda que "uma coisa ficou clara [durante as conversações com Trump]: vamos nos opor firmemente a um Estado palestiniano".

Netanyahu afirmou que, aceitar a possibilidade de um Estado palestiniano "seria claramente uma enorme recompensa para o terrorismo e um perigo para o Estado de Israel".

"Trump compreende isso (...) e, claro, é algo que não aceitaremos", enfatizou o primeiro-ministro israelita.

O acordo de paz para a Faixa de Gaza apresentado por Trump estipulou que, em última análise, "as condições poderão finalmente ser cumpridas para abrir um caminho fiável em direção à autodeterminação e ao estabelecimento de um Estado palestiniano".

O primeiro-ministro israelita aproveitou ainda a oportunidade para descrever a sua recente visita aos Estados Unidos como "histórica", referindo que Israel "virou o jogo".

"Em vez de o Hamas nos isolar, nós isolamos o Hamas", afirmou.

"Quem imaginaria?", disse o primeiro-ministro israelita, lembrando que Trump deixou claro que, se o Hamas não aceitar a proposta ou não se pronunciar sobre a mesma, apoiará a continuação da ofensiva israelita, algo que, segundo Netanyahu, significaria "concluir as operações militares" no enclave palestiniano.

"Agora, o mundo inteiro, incluindo o mundo árabe e islâmico, está a pressionar o Hamas para aceitar os termos que criámos com Trump para garantir o regresso de todos os reféns, vivos e mortos, enquanto as Forças de Defesa de Israel (FDI) permanecem na maior parte da Faixa de Gaza", afirmou, depois de apoiar publicamente um plano de paz do Presidente dos Estados Unidos na segunda-feira, na Casa Branca.

"Disseram-nos que devíamos aceitar as condições do Hamas (...) e as FDI deveriam se retirar. Entretanto, o Hamas pode se fortalecer e controlar a Faixa (...). Não, não, isso não vai acontecer", acrescentou o primeiro-ministro israelita.

Donald Trump e Benjamin Netanyahu reuniram-se na Casa Branca para discutir o fim da guerra no Médio Oriente. O presidente norte-americano apresentou um plano onde se destaca, por exemplo, um cessar-fogo imediato e a libertação gradual dos reféns israelitas, assim como a reconstrução de Gaza.

O texto do acordo proposto, divulgado pela Casa Branca, refere que "Israel não ocupará e nem anexará Gaza", acrescentando que as tropas israelitas retirarão gradualmente, enquanto uma Força Internacional de Estabilização (FIS, na sigla em inglês) assume temporariamente o controlo do território para garantir a sua segurança.

"Na prática, as FDI entregarão progressivamente o território de Gaza que ocupam às FSI, em conformidade com um acordo a ser assinado com a autoridade de transição até retirarem totalmente de Gaza, exceto por uma presença de segurança num perímetro que existirá até que Gaza esteja completamente segura de qualquer ressurgimento de uma ameaça terrorista", segundo o acordo.

A ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza, lançada após os ataques do grupo islamita Hamas ao território israelita em 07 de outubro de 2023, provocou mais de 66.000 mortos e mais de 168.300 feridos no enclave, de acordo com as autoridades de Gaza controladas pelo Hamas, dados considerados fiáveis pela ONU.ANG/Lusa

Médio Oriente/Estados Unidos propõem plano de paz para Gaza com cessar-fogo e libertação de reféns

Bissau, 30 set 25(ANG) - Os Estados Unidos avançaram com uma nova proposta para pôr termo à guerra em Gaza, num momento de escalada militar e pressões diplomáticas. O plano procura conciliar exigências israelitas e palestinianas, mas a exclusão do Hamas das negociações directas e o impasse sobre um Estado Palestiniano complicam o cenário.

Donald Trump apresentou um plano, nesta segunda-feira, 30 de Setembro, em Washington D.C, em vinte pontos para pôr fim ao conflito em Gaza, que combina um cessar‑fogo, a libertação faseada de reféns em troca de prisioneiros palestinianos e um processo de transição política e de segurança em que participaria uma entidade internacional.

A proposta prevê o desarmamento do Hamas e uma saída progressiva das forças israelitas, mas deixa em aberto a concretização de um futuro político para a faixa de Gaza.

Na conferência de imprensa na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos elogiou a implicação do primeiro‑ministro israelita e expressou confiança num desfecho favorável :  

«E quero agradecer ao BiBi por se ter realmente envolvido e ter feito o trabalho. Trabalhámos bem juntos. Se o Hamas rejeita o acordo, o que é sempre possível, porque são os únicos que restam. Todos os outros aceitaram. Mas tenho a sensação de que vamos ter uma resposta positiva. Se não for o caso, como sabe, BiBi, terá o meu apoio total para fazer o que for necessário. »

Benjamin Netanyahu declarou apoio condicionado ao plano, sublinhando que o objectivo militar de eliminar a capacidade do Hamas deve ser preservado:

« Eu apoio o plano para acabar com a guerra em Gaza, que alcança os nossos objectivos de guerra. Este plano vai trazer de volta a Israel todos os nossos reféns.»

Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro israelita rejeitou qualquer compromisso que implique o reconhecimento imediato de um Estado palestiniano, afirmando que a segurança de Israel e a neutralização do Hamas são prioritárias.

A Autoridade Palestiniana disse estar disponível para dialogar, vendo na iniciativa uma possível via para retomar negociações e avançar para uma solução de dois Estados. Contudo, sem o acordo explícito do Hamas a implementação do plano não pode avançar.ANG/RFI

                   Madagáscar/ Governo caiu após a morte de 22 pessoas

Bissau, 30 set 25(ANG) - Em Madagáscar, o Presidente Andry Rajoelina anunciou na segunda-feira à noite, numa alocução na televisão, que todo o Governo foi demitido, inclusive o Primeiro-ministro desde 2018, Christian Ntsay. No entanto, o Presidente não se demitiu como pediam os manifestantes.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os direitos humanos, pelo menos «22 pessoas morreram e centenas ficaram feridas pelas forças de segurança», isto durante os protestos e igualmente durante as violências e as pilhagens perpetradas por indivíduos sem ligações com as manifestações.

O Presidente malgaxe, Andry Rajoelina, num discurso televisivo de 17 minutos, começou por enviar uma mensagem de condolências às famílias das vítimas.

«Sinto-me solidário com aqueles que perderam familiares e desejo uma rápida recuperação aos feridos. Também me solidarizo com aqueles que foram roubados e perderam os seus bens».

«Ouvi as vossas vozes, os vossos pedidos. E peço desculpa se membros do Governo não fizeram o trabalho que o povo esperava. […] De acordo com o artigo 54° da Constituição, decidi colocar um ponto final às funções do Primeiro-Ministro e do seu Governo. Vamos constituir um Governo que trabalhará para o povo. Por conseguinte, para aqueles que desejam servir o país longe da corrupção, que desejam o bem do povo, que possuam as competências necessárias para liderar determinados departamentos ministeriais, convido-os a candidatarem-se».

Durante a alocução, o Chefe de Estado prometeu que as empresas vítimas de vandalismo seriam apoiadas com «empréstimos com taxa zero e com subvenções do Estado».

Nas redes sociais, os manifestantes admitiram que estão «decepcionados» porque o «Presidente não pediu desculpas e não se responsabilizou pelas violências cometidas pelas forças de segurança».

Um novo apelo foi emitido pelos manifestantes para prosseguirem com os protestos, enquanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros desmentiu o balanço da ONU de 22 mortos, mas também não avançou com números.

Recorde-se que na segunda-feira, milhares de jovens malgaxes protestaram pelo terceiro dia consecutivo contra os cortes de água e de electricidade, bem como para o respeito das liberdades fundamentais.ANG/RFI

 

               
           Diplomacia/Presidente da República recebido pelo Papa Leão XIV

Bissau, 30 set 25(ANG) - O Presidente da República Umaro Sissoco Embalo, foi recebido, segunda-feira, pelo Papa Leão XIV, na Residência Apostólica Vaticana.

Durante o encontro, segundo o comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, foram enfatizadas "as boas relações entre a Santa Sé e a Guiné-Bissau" e "a contribuição da Igreja para o bem comum, especialmente nas áreas da educação e da saúde".

Depois, a conversa se deteve "em alguns aspectos da situação política, social e econômica do país e houve troca de opiniões sobre a atualidade internacional".

O chefe de Estado guineense encontrou-se posteriormente com o secretário de Estado de Vaticano cardeal Pietro Parolin, acompanhado por monsenhor Mirosław Wachowski.

Depois, a conversa com o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin. Foi enfatizada a contribuição da Igreja, particularmente nas áreas da educação e da saúde.ANG/RSM

 

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Política/”A confiança política na preparação das próximas eleições se constrói com base em instituições fortes”,  diz Braima Camará

Bissau, 29 Set (ANG) – O Primeiro-Ministro Braima Camará,  defendeu que a  confiança política na preparação das próximas eleições, se constrói com base em instituições fortes, regras claras, participação cívica responsável e uso adequado das tecnologias, porque  só assim podem garantir que a era digital seja uma oportunidade e não uma ameaça à democracia.

Camará falava este sábado, dia 27 de Setembro do ano em curso no ato de encerramento de Workshop Internacional sobre "Ciclos e Processos Eleitorais na Era Digital: Boas Práticas, Desafios e Oportunidades".

Disse que, o governo reafirma a sua total disponibilidade para implementar, em estreita articulação com a Comissão Nacional de Eleições(CNE) e com os parceiros, as recomendações que resultam do referido encontro, para que a Guiné-Bissau seja exemplo da resiliência democrática e de inovação responsável no espaço da África Ocidental.

Disse que, o compromisso do governo é inequívoco, de assegurar que cada eleição no país se realize de forma livre, justa, transparente, inclusiva e pacífica e que é fundamental que o Estado, a sociedade civil, os partidos políticos e os parceiros internacionais continuem a caminhar lado a lado.

"Este workshop é um espaço de intercâmbio de experiências de debate crítico e de formulação de recomendações, o governo da Guiné-Bissau acolhe com grande interesse as reflexões aqui partilhadas, nomeadamente à introdução das TICs nos diferentes estágios do ciclo eleitoral, à proteção contra ameaças de ciber segurança e manipulação de informação, à garantia de igualdade digital, do modo  a que ninguém seja excluído e formulação de recomendações políticas e técnicas para tornar as eleições confiáveis, inclusivas na era digital na Guiné-Bissau”, disse Braima Canará.

Realçou ainda que, o lançamento do Relatório da CNE sobre as eleições legislativas de 2023, lhes oferece lições e recomendações de grande utilidade.

O Primeiro-Ministro disse que, o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló deu  as instruções claras para que o país avance decididamente na direção da modernização digital, sublinhando que o governo acompanha a referida orientação estratégica e está firmemente empenhado em integrar as tecnologias digitais como um imperativo de desenvolvimento, modernização institucional e fortalecimento da democracia guineense.

Sublinhou que, os processos eleitorais são o coração da democracia e que através das eleições os cidadãos expressam a sua vontade soberana e renovam a confiança nas instituições do Estado e que atualmente, mais que nunca vivem numa era de tecnologia que ocupa um lugar central na vida da sociedades, oferecendo oportunidade para tomar os processos mais rápidos, transparentes e inclusivos, mas também levantando  novos  desafios.

“É urgente e imprescindível, para que o Governo da Guiné-Bissau, incentive mecanismos apropriados, para mudar o paradigma, com ações concretas, continuas e permanentes, para que, as recomendações saídas de Workshop se tornassem uma realidade, o que significa que todos os atores nacionais e parceiros de desenvolvimento do país, devem ter um entendimento comum, de que a nobre e árdua missão da Comissão Nacional de Eleições, não se circunscreve apenas aos processos eleitorais”, frisou.

Por seu turno, o Presidente da Comissão Nacional das Eleições, Npabi Cabi disse que os efeitos de modernização que prevê, visa capacitações técnicas e tecnológicos, reformas eleitorais e estruturais e que só são factíveis e possíveis de implementação no período pós-eleitoral em função dos planos estratégicos e operacionais à adotar pela CNE.

Disse que, as recomendações, reflexões e contributos, extraídos do encontro, fazem parte do processo continuo, de reforço de capacidades e de resposta atempada aos anseios de cidadãos de forma assegurar, a legitimidade da democracia pluralista.

Adiantou que, em particular, as auscultações e diálogo permanente com as principais partes interessadas nos processos eleitorais, são e continuarão a ser maior desígnio
, para o reforço das capacidades e de ações concertadas.

"O momento convida para uma maior reflexão analítica da relevante importância de inovar e ajustarmos aos desafios e oportunidades que nos são oferecidos nesta era digital de forma racional e paulatina, para que os Ciclos e Processos Eleitorais na Guiné-Bissau, possam valenciar, dar dignidade institucional e catapultar a CNE para as oportunidades e desafios que se impõem no mundo digital"disse.ANG/MI/ÂC

Comunicação Social/FAAPA reforça capacidade dos jornalistas dos países membros em matéria de fotojornalismo

Rabat 29 Set 25  (ANG) - A Federação Atlântica das Agências de Notícias Africanas (FAAPA)  organiza entre os dias 29 de setembro à 03 de Outubro, deste ano, um seminário de formação em fotojornalismo, envolvendo 25 profissionais de comunicação  das Agências de Notícias africanas dos países membros desta organização.

O seminário decorre no Centro Africano de Formação de Jornalistas (CAFI), em Rabat (Marrocos).

O referido encontro tem como objetivo de fortalecer as capacidades dos fotojornalistas das Agências de Notícias africanas, permitindo-lhes adquirir os conhecimentos teóricos e as competências práticas necessárias para dominar as técnicas de fotojornalismo.

Ao presidir a abertura do seminário, o Presidente da FAAPA e também Diretor Geral da Agência Marroquina de Notícias (MAP), Fouad ARIF disse estar satisfeito pela presença dos jornalistas  na sessão de abertura deste seminário  subordinado  ao tema "Dominando as técnicas de fotojornalismo".

Revelou que, este  seminário de formação, o primeiro do género, faz parte do plano de ação da FAAPA.

Arif frisou que seminário tem como objetivo não só de fortalecer as capacidades dos fotojornalistas nas Agências de Notícias africanas, permitindo-lhes adquirir os conhecimentos teóricos e as competências práticas necessárias para melhorar o seu desempenho e produzir conteúdos inovadores, como também capacitá-los para compreender a essência e as questões éticas da profissão, para adquirir as técnicas necessárias e as melhores práticas para dominar a fotografia de campo e produzir relatórios fotográficos impactante.

Durante esta formação, de acordo com o Presidente da FAAPA os jornalistas terão a  oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos e know-how, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento das fototecas ou mediatecas das respetivas Agências de imprensa.

Porque, de facto, num contexto global onde a informação e as imagens circulam a uma velocidade frenética, as Agências de Notícias africanas devem atribuir grande importância ao desenvolvimento dos seus serviços fotográficos para acompanhar as profundas mudanças que caracterizam a evolução dos meios de comunicação na era da inteligência artificial e da revolução digital.

 Disse esperar que o seminário de formação culmine com criação de uma Rede de Fotojornalistas de Agências Noticiosas africanas, à semelhança das outras plataformas profissionais filiadas na FAAPA.

Segundo o programa entregue aos jornalistas que participam nessa ação de formação, no primeiro dia, serão abordados os seguintes temas "Introdução ao fotojornalismo", fundamentos teóricos e técnicos  do Fotojornalismo, O que é fotojornalismo?

Apresentação do fotojornalismo: papel, história e evolução, a importância do  fotojornalismo, como  formar
um fotojornalista, como adquirir uma cultura visual e jornalística, a ligação entre jornalismo e fotografia, ​​os fundamentos da fotografia de imprensa, a diferença entre fotografia de imprensa e fotografia artística.

Na Terça-feira, segundo dia de Workshop os  jornalistas vão falar das técnicas de fotografia, produção de reportagens fotográficas em situações de conflito ou crise  e exercícios práticos e tratamento e análise de fotos de imprensa.ANG.

 Leon Paul Gomes enviado da ANG á Rabat(Marrocos)

 

Dia Mundial da Raiva/Diretor Clínico da Veterinária apela donos dos animais a vacina-los contra a raiva

Bissau, 29 Set 25 (ANG) -  O Diretor Clínico da Veterinária Carlos João Sá Mendes Silva, apelou hoje aos donos e encarregados dos animais de estimação como cães e macacos, a irem vacina-los contra a raiva, para prevenir as pessoas, do perigo da fatalidade que essa raiva pode causar, nos seres humanos.

Carlos João Sá Mendes Silva, falava hoje em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), no âmbito do Dia Mundial da Raiva que se celebra no a 28 de setembro, e da campanha de vacinação  gratuita que decorre entre os dias 28, 29 e 30 do corrente mês.

Carlos João Sá Mendes Silva, alertou a sociedade guineense que, a abertura oficial da campanha de vacinação de luta contra a raiva, aconteceu este domingo dia 28 de corrente mês, nas instalações de Veterinária em Bissau e a cerimónia de abertura, foi presidida pelo ministro de Agricultura e Desenvolvimento Rural Queta Baldé.

Acrescentou que, a referida campanha terá a duração de três dias em Bissau, e de seguida, será estendida para o interior do país, concretamente nas regiões de Bafatá, Gabu e Cacheu.

“Para a campanha de presente ano, o Serviço da Veterinária recebeu cerca de dois mil dozes de vacinas, doado pelo seu parceiro Médicos Sem-Fronteiras da Itália”, revelou o médico veterinário.

Segundo o mesmo, a vacinação é grátis, por isso, os portadores de animais, devem aderir em massa, a essa campanha, como forma de livrar os seus animais da raiva.

“No primeiro dia da campanha, conseguimos vacinar cerca de 105 Cães e dois Macacos, e hoje segunda-feira, até o momento, já vacinamos 110 Cães, e o atendimento está em curso”, alertou Mendes Silva.

Apontou por outro lado a falta de condições financeiras para a aquisição de vacinas e outros materiais, como a maior dificuldade que enfrentam, para garantir que a mesma prática, aconteça anualmente.ANG/LLA/ÂC  

Eleições de 23 Novembro/Líder de Api-Cabas Garande repudia a decisão do STJ de impedir a sua candidatura para as próximas eleições

Bissau, 29 Set 25 (ANG) – O líder da Coligação Api-Cabas Garandi, repudiou este domingo, a decisão de Supremo Tribunal de Justiça (STJ), de tentar impedir a participação conjunta com Coligação Pai Terra Ranca, nas próximas eleições simultâneas, previstas para o dia 23 de Novembro de presente ano.

Em conferência de imprensa, o Presidente de Coligação Api-Cabas Garandi Baciro Djá, alertou a sociedade guineenses que, o Estado da Guiné-Bissau está em causa com a referida decisão, e sendo assim, um grupo de cidadãos, responsáveis, patriotas, com o fundamento comprometido com o país, entenderam que, não podem ficar parados, assistindo sucessivas violações da Constituição da República.

Manifestou por outro lado o seu perdão, aos colegas que decidiram abandonar a Coligação, porque no seu entender, não são verdadeiros políticos, mas pelo contrário, são grupos de “Djilas” e comerciantes.

“Se o nosso candidato a Presidência da República Fernando Dias tinha curvado, ou o veterano político Victor Mandinga e outros colegas, chamava-os dos irresponsáveis, porque são pessoas que sabem interpretar a política, e não podem fazer a má escolha para o bem deste povo”, alertou Baciro Djá.

O politico reafirmou por outro lado que, a Coligação que dirige, está engajada com a democracia, e com o Acordo de Paris, acrescentando por outro lado que, não se pode fazer a festa de democracia no país, sem a participação de Api-Cabas Garandi e da Coligação PAI Terra Ranca.

Pediu por outro lado aos militantes das duas Plataformas, a manterem calmos, realçando por outro lado que, se for preciso recorrer a Tribunal da CEDEAO ou de Haia, estarão dispostos a fazer isso, para que o Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau, está a favorecer o regime impedindo a candidatura dos seus opositores.

Para o candidato às presidenciais da Coligação Api-Cabas Garandi, Fernando Dias, a Coligação começa com o entendimento de dois e ou demais partidos políticos, frisando que,  caso um abandonar, não significa que a estrutura não está legal, porque dentro dela, ainda existe, outros partidos, portanto, a candidatura de Api-Cabas Garandi, não apresenta nenhuma irregularidade, ao ponto de ser impedido pelo STJ.

“Vamos manter firme, porque sabemos que, temos pessoas que não querem ver a nossa candidatura ás próximas eleições gerais: Mas pergunto o seguinte, se disseram que não construímos estradas do centro de cidade de Bissau e nem Aeroporto Internacional de Bissau, e o porquê do medo da nossa candidatura”, questionou o candidato.

Por sua vez, o veterano político Victor Mandinga, acusou certos políticos guineenses, que actualmente conselheiros do Presidente da República de serem sempre, factores de sucessivos instabilidades registados no país, e até então, continuam a ser.

“Por isso, chamamos a atenção do Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, a tomar muito cuidado com essas pessoas, porque tudo o que estão aprontar, cairá futuramente em cima da cabeça de próprio PR, porque ele é o responsável máximo”, advertiu Victor Mandinga.ANG/LLA/ÂC

Política/Presidente da República afirma que não “é saudável” interromper os avanços obtidos durante cinco anos do seu mandato

Bissau 29 Set 25 (ANG) – O Presidente da República afirmou que, não “é saudável”, interromper as realizações conseguidas tanto a nível interno e externo durante os cinco anos do seu mandato.

Umaro Sissoco Embalo falava à imprensa no Domingo, no aeroporto internacional, Osvaldo Vieira, momentos antes de partir para a uma visita ao Vaticano/Itália ao convite do Sumo Pontífice Papa Leão XIV.

Embalo afirmou que a Guiné-Bissau sempre está na linha de frente, nas resoluções dos conflitos em diferentes partes do mundo, casos da Líbia, Sudão, Congo e em todo o lugar onde o país pode levar a sua mensagem de paz.

Umaro Sissoco Embalo informou que, durante a sua estada em Itália, terá um encontro bilateral com a Primeira-Ministra italiana e será recebido pelo Diretor-Geral da Fundo das Nações Unidas  para Agricultura (FAO).ANG/MSC/ÂC

Regiões/Grupo “Resgate de Valores Culturais” de Biombo homenageia artista António Lopes

Biombo, 29 Set 25(ANG) — O Grupo “Resgate de Valores Culturais” da região de Biombo, norte do país, prestou este fim de semana, uma homenagem ao falecido artista  António Lopes, vulgo “Britas Palmas” durante o seu funeral realizado na sua terra natal, em Biombo.

Em declarações à ANG, este fim de semana,  o coordenador do referido Grupo,  Beto Cá, destacou que António Lopes merece ser lembrado por todos  como herói na  ascensão da cultura guineense.

Segundo ele, Britas Palmas, tocava guitarra tradicional e piano de mão, frisando que, foi ele  quem construiu  uma piroga  durante o conflito político-militar de 1998, que transportava pessoas deslocadas entre Biombo e Pecixe.

Beto Cá recordou ainda que Lopes deve ser lembrado ao lado de outros considerados  heróis culturais, da região de Biombo, como Pacheco de Gumbé, Carlitos Yofa, Openha Cá, Mbaque (DJ Sorte) e Assolfa Có Além do seu legado cultural.

Informou que,  António Lopes é também pai do artista guineense de tradição pepel, conhecido pelo nome artístico Ndu Rapeiro.

O coordenador frisou que o “Grupo Resgate dos Valores Culturais” continuará a sua missão de preservar e valorizar figuras que marcaram a história cultural da Guiné-Bissau, frisando que a sua própria ligação à tradição, sendo cantor do estilo cansaré.ANG/MN/JD/ÂC


Regiões/Autoridades de Bissorã e Loulé de mãos dadas rumo ao progresso das duas cidades

Oio 29 Set 25 (ANG) – O administrador do sector de Bissorã, região de Oio, norte do país e o Presidente do Município português de Loulé, mostraram esta semana a vontade de continuar a cooperar para o avanço das duas cidades.

A informação foi avançada ao Correspondente da ANG na região de Oio, pelo administrador do sector de Bissorã,  que se encontra de visita a Portugal.

Durante a sua estadia em Portugal, Lassana Marna em representação do Governador da região de Oio, foi recebido na semana passada pelo Presidente da Câmara Municipal de Loulé Vitor Aleixo no âmbito do acordo de germinação que a autarquia algarvia mantém com a cidade de Bissorã há mais de duas décadas.

Marna salientou que a visita é uma oportunidade para debaterem vários assuntos relacionados com a cidade de Bissorã e as relações mútuas que existem entre as duas cidades e que segundo ele, espera que vai continuar.

Aquele responsável do sector de Bissorã, afirmou que, abordaram ainda alguns assuntos que afetam o município de Bissorã e os principais anseios da sua população.

Afirmou que, em termos infraestruturais sobretudo aldeias que na sua maioria são carenciadas e cujas populações subsistem da agricultura, da pesca e da criação de gado.

Lassana Marna realçou que o protocolo de acordo já existente ente as partes,  entre que vigora desde então, tem contribuído para fortalecer as relações bilaterais, permitido apoiar esta comunidade guineense.

Adiantou que, em 2024, foi celebrada uma cooperação entre a cidade de Bissorã com a Universidade do Algarve, que já permitiu a vinda de um aluno do sector de Bissorã a Portugal para frequentar o curso de Ciências Biomédicas nesta instituição.

Por seu turno, o Presidente da Câmara Municipal de Loulé Vitor Aleixo sublinhou que foi com imenso agrado que receberam o administrador do sector de Bissorã,  que considera de irmão, realçando que a cooperação entre as duas cidades se traduz num espírito desejado por ambas as partes.

“Numa altura em que assistimos a populismo que acentuam as diferenças entre os povos ,acreditamos que é fundamental promover o diálogo intercultural, construindo pontes de amizade para que futuro de humanidade seja mais risonho”, considera Vitor Aleixo.

Durante a sua visita a Câmara de Loulé Lassana Marna visitou alguns serviços municipais, dentre os quais  a Loja Loulé Habitat. Loja de Equipamentos Desportivos e Culturais, Pavilhão Gama Lobo e Cineteatro Louletano.ANG/AD/MSC/ÂC

Guerra da Ucrânia/Rússia lança ataque massivo, drones voltam a sobrevoar Dinamarca

Bissau, 29 set 25(ANG) -  Foi mais uma noite de violentos ataques militares: a Ucrânia acusa a Rússia de ter lançado um ataque massivo com centenas de drones e mísseis. Durante 12 horas, a região de Kiev e outras cidades como Odessa e Zaporija, sofreram os bombardeamentos de Moscovo, de que resultaram 4 mortos e 27 feridos. 

O ataque foi confirmado pelo governo russo e decorreu de sábado para domingo. Entre as vítimas mortais, uma criança de 12 anos foi retiada sem vida de debaixo de escombros.

O presidente ucraniano, Volodymir Zelensky acusou Moscovo de querer continuar a combater e a matar, não poupando a população civil ucraniana. Pelo contrário, o ministro da defesa Russo confirma o ataque em massa, mas apenas contra alvos militares.

Zelensky está de cabeça perdida e vê coisas que não existem.

Noutra frente do conflito, a Ucrânia vira-se também para a vizinha Hungria que terá violado o espaço aéreo ucraniano na última sexta-feira, com recurso a drones. As autoridades de Kiev suspeitam que estes vôos de reconhecimento húgaros visam espiar o território de fronteira entre os dois países.

Em reação, o governo húngaro diz que Kelensky está de cabeça perdida na obesessão anti-húngara, vendo coisas que não existem.

Já a Dinamarca voltou a denunciar o avistamento de novos drones; de sábado para domingo, sobre várias zonas militares do país. Sem adiantar detalhes, o governo dinamarquês deu ordem de interdição a todos os drones civis durante a próxima semana.

A Nato anunciou esta madrugada, um reforço de vigilância e de meios na região do Báltico.

A Rússia dará uma resposta decisiva em caso de agressão.

Donald Trump instou os países que se queixam a derrubarem os drones avistados. A Rússia deixa, no entanto, um aviso: qualquer agressão contra o país provocaria uma resposta decisiva.

Aviso feito pelo ministro russo dos negócios estrangeiros. Ao discursar na assembleia-geral da ONU, Serguéi Lavrov garantiu que a Rússia não tem nem nunca teve intenção de atacar os países da NATO e da União Europeia, mas não deixará de responder em caso de agressão.ANG/RFI

 

Dia Mundial de Raiva/Moçambique regista mais de 9 mil mordeduras caninas e 14 mortes por raiva

Bissau, 29 set 25(ANG) -  As autoridades moçambicanas registaram mais de 9.000 casos de mordedura canina, que resultaram em 14 mortes por raiva, nos primeiros seis meses do ano, anunciou hoje o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, admitindo melhorias no problema.

"Até ao primeiro semestre do presente Dia ano foram registadas 9.133 mordeduras e 14 óbitos", disse o ministério, em comunicado, alusivo às celebrações do Dia Mundial de Combate de Luta Contra a Raiva, cuja cerimónia decorreu hoje, na província de Maputo.

De acordo com o documento, a celebração da data "constitui uma oportunidade para reforçar as ações de sensibilização comunitária sobre a importância da vacinação de cães e gatos", além de "promover a vigilância epidemiológica e o acesso à profilaxia pós-exposição, com vista a prevenir a transmissão do vírus da raiva e evitar mortes em seres humanos".

Em termos comparativos, segundo os mesmos dados, os casos de mordedura canina em Moçambique tendem a reduzir-se, sendo que em 2023 o país registou 22.184 casos, que provocaram 35 mortes por raiva, contra 19.979 casos em 2024, que resultaram em 31 mortes.

"Apesar de existir uma tendência de redução de casos, a raiva continua a representar uma séria ameaça à saúde pública, sobretudo para crianças com menos de 15 anos", referem as autoridades.

A diretora da Nacional de Sanidade e Biossegurança, Antónia Vaz, disse hoje que, em Maputo, que a raiva é considerada endémica e constitui uma das zoonoses prioritárias, estando, por isso, inseridas no plano estratégico nacional para o controlo das zoonoses.

Explicou que Moçambique está na luta global pela raiva zero até 2030, por isso o Governo moçambicano tem envidado esforços para adquirir vacinas antirrábica animal, para vacinação de cães e gatos.

"A raiva é uma doença mundialmente distribuída, porém, 99% dos casos ocorrem em África, Ásia e América Latina, onde os cais são os mais implicados na transmissão dessa doença", disse Vaz, sublinhando que o interesse de conviver com os cães, deve estar alinhado com responsabilidades que garantam segurança, entre eles o registo, a garantia de cuidados sanitários e, sobretudo, a vacinação dos animais.

"Pois a raiva é uma doença transmissível e de consequências fatais", alertou ainda.

As celebrações do Dia Mundial de Luta Contra a Raiva em Moçambique envolvem ainda atividades educativas e de sensibilização, que incluem, entre outras, palestras e peças teatrais.ANG/Lusa

Médio Oriente/Cessar-fogo? Ministro israelita exige liberdade para exército em Gaza

Bissau, 29 set 25(ANG) - Um ministro israelita de extrema-direita exigiu hoje liberdade total de ação para o exército em Gaza se for declarado um cessar-fogo, antes do encontro entre o primeiro-ministro de Israel e o presidente dos Estados Unidos.

O ministro das Finanças e líder do partido Sionismo Religioso, Bezalel Smotrich, divulgou nas redes sociais uma longa publicação em que apresentou uma série de "linhas vermelhas" que disse ter transmitido a Benjamin Netanyahu.

Donald Trump recebe hoje Netanyahu em Washington, depois de ter prometido um acordo sobre a guerra na Faixa de Gaza, que já apresentou ao chefe do Governo israelita e a vários dirigentes árabes e muçulmanos.

A proposta em 21 pontos prevê um cessar-fogo permanente, a libertação de reféns israelitas, uma retirada israelita e uma futura governação da Faixa de Gaza sem o Hamas, segundo uma fonte diplomática.

Smotrich tem reiterado nos últimos meses a oposição a qualquer acordo, mesmo indireto, com o grupo extremista palestiniano, cuja ofensiva sem precedentes contra Israel, em 07 de outubro de 2023, desencadeou a guerra em curso.

O dirigente de extrema-direita defendeu hoje que o exército israelita deve manter uma "liberdade total de ação em toda a Faixa de Gaza", de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

Opôs-se ao regresso da Autoridade Palestiniana a Gaza, como propõem vários atores da comunidade internacional e rejeitou uma eventual participação do Qatar, país mediador e aliado dos Estados Unidos, na gestão futura do território palestiniano.

Smotrich expressou ainda a esperança de obter apoio norte-americano para o projeto de anexação da Judeia e Samaria, designação bíblica utilizada por muitos líderes israelitas para se referirem à Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.

Trump vetou categoricamente essa possibilidade na quinta-feira.

"Não permitirei que Israel anexe a Cisjordânia, (...) isso não vai acontecer", afirmou então.

Netanyahu depende relativamente do apoio do partido Sionismo Religioso de Smotrich para manter a maioria no parlamento.

Num discurso proferido na sexta-feira na ONU, o primeiro-ministro israelita prometeu "acabar o trabalho" contra o Hamas e bloquear a criação de um Estado palestiniano.

O ataque do Hamas contra Israel em outubro de 2023 causou a morte de mais de 1.200 pessoas do lado israelita e 251 reféns, segundo as autoridades.

A ofensiva israelita que se seguiu em Gaza provocou mais de 66.000 mortos, também maioritariamente civis, de acordo com o Ministério da Saúde do governo do Hamas, cujos dados são considerados fiáveis pela ONU.

Israel enfrenta acusações de genocídio por causa da guerra em Gaza, onde a ONU declarou uma situação de fome, o que aconteceu pela primeira vez no Médio Oriente.

Netanyahu, que tem contra si um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional por suspeita de crimes de guerra e contra a humanidade, refuta as acusações de genocídio e de usar a fome como arma de guerra.ANG/Lusa