terça-feira, 14 de julho de 2015

"Mon na Lama"




Presidente Mário Vaz lança projecto para auto-suficiência alimentar

Bissau, 14  Jul 15 (ANG) - O Presidente da República, José Mário Vaz(Jomav) procedeu no ultimo fim de semana, na localidade de Kpul, região de Biombo(Norte) ao lançamento do projecto para auto-suficiência alimentar que deu o mote de "Mon na Lama", ou seja, que todos produzam.

O chefe de Estado guineense procedeu na ocasião a entrega oficial da bolanha de Kpul, de 105 hectares, cujas obras de fecho financiou, uma bolanha em que há 5 anos não se plantava nada devido a invasão d’ água salgada.

José Mário Vaz pediu, mais uma vez o apoio dos populares locais para o sucesso do projecto lançado e manifestou a sua confiança de que a iniciativa terá sucesso. 

"Quero que me ajudem a acabar com a fome na Guiné-Bissau", salientou Jomav, constantemente ovacionado por centenas de populares de Kpul que acorreram ao comício efectuado no Estádio de Futebol local.

Por sua vez, o governador da região de Biombo, Humberto Co louvou o gesto do Presidente da República e pediu aos populares de Kpul  para rentabilizarem  a utilização da bolanha  recuperada.

O chefe do executivo regional pediu ao José Mário Vaz que tome a região de Biombo como ponto de partida para sua próxima presidência aberta.

O regulo de Kpul, Armando Dju, apesar de reconhecer a importância do gesto feito pelo presidente da República a favor daquela comunidade, não se coibiu de lhe solicitar mais ajudas, concretamente a conclusão de trabalhos de fecho de uma outra bolanha naquela localidade.




A juventude da referida comunidade, na voz de Pepito Nanque agradeceu a José Mário Vaz pela recuperação da bolanha e aproveitou a ocasião para pedir mais apoios, nomeadamente a iluminação pública, melhoria da estrada, da escola, do centro de saúde e mercado locais. 

ANG/JAM/SG



segunda-feira, 13 de julho de 2015


 Direitos e deveres dos Cegos

AGRICE e AFUB organizam workshop sobre convenção dos direitos de deficientes

Bissau 13 Jul. 15 (ANG) - Associação Guineense de Reabilitação dos Cegos (AGRICE) e a União Africana dos Cegos (AFUB), realizam entre 13 e 14 do mês em curso um workshop sobre a convenção dos direitos das pessoas com deficiência, com o propósito de contribuir para a divulgação do tratado e troca de experiencia em prol da classe.
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Em declarações à ANG, o Presidente de AGRICE, Manuel Lopes rodrigues,disse que o encontro é uma parte de advocacia pelas pessoas com deficiência, salientando que o país deve ser mais dinâmico no capítulo da promoção das pessoas com insuficiência físicas.  

Manuel  Rodrigues adiantou que é preciso mais intervenção do governo, porque  até a data presente não foi promulgada a  convenção ratificada pelo parlamento guineense.

“Por isso, este encontro é mais uma chamada de atenção ao governo e aos governantes, para o  respeito pelas pessoas com insuficiência porque todos somos iguais e a sociedade é inclusiva e o executivo deve assumir essa responsabilidade”,disse Lopes Rodrigues.

Por seu turno, o Coordenador da União Africana dos Cegos, Lucas Amona disse que a intenção é de partilhar o que já foi feito pelo governo em termos da assinatura da ratificação e reflectir em conjunto para que um dia os executivos possam transformar parte  da convenção em leis nacionais.

“Nos eventos como este é importante passar informações aos beneficiários de que já existe uma convenção e que eles devem monitorar para que o que está no tratado possa tornar realidade no país “ explica o Coordenador da AFUB.
 Amona adiantou que o encontro visa a sensibilização dos participantes a fim de saberem quais os seus direitos e deveres.

“ A resolução dos nossos problemas não quer dizer que deixaremos de  ser deficientes físicos. É      arranjar meios alternativos de acomodação de pessoas deficientes, isto é, ter uma vida normal. Só o estado ou governo pode ser um grande parceiro para o comprimento deste objectivo” disse Lucas Amona.

O coordenador da União Africana dos Cegos convidou à todas as forças vivas da Naçâo  a caminharem juntos segundo a realidade de cada país para que a convenção se torne numa lei. ANG/MSC/SG

 

     
  

 


Cabo Verde

Farmacêutica cabo-verdiana vai produzir medicamentos para Guiné-Bissau

Bissau, 13 Jul 15 (ANG) - A empresa cabo-verdiana de produtos farmacêuticos Inpharma vai, a partir de Outubro de 2016, começar a fabricar medicamentos para Guipharma, congénere da Guiné-Bissau, informou nesta segunda-feira a instituição.

"Estamos a alinhavar os pormenores para, a partir de Outubro de 2016, começarmos a fabricar os medicamentos para Guiné-Bissau", confirmou à agência Inforpress Gil Évora, director comercial da farmacêutica cabo-verdiana, detida em 45 por cento pela empresa portuguesa Labesfal.

A exportação dos medicamentos ocorrerá no âmbito de uma parceria firmada entre a Inpharma e o Governo da Guiné-Bissau, que visa também a criação da farmacêutica Guipharma, projecto parado após o golpe de Estado de Abril de 2012.

Por seu lado, o presidente do conselho de administração da Inpharma, Luís Vasconcelos Lopes, disse que a Guiné-Bissau vai construir e instalar de raiz a sua empresa farmacêutica Guipharma com o apoio técnico da farmacêutica cabo-verdiana.

O processo de negociação para a construção da farmacêutica guineense foi concluído em Junho passado, durante uma reunião entre a administração da empresa cabo-verdiana e a ministra da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Valentina Mendes, que se encontrava numa visita de trabalho a Cabo Verde.

A futura empresa farmacêutica guineense irá "procurar replicar a experiência" da farmacêutica cabo-verdiana, salientou Vasconcelos Lopes, adiantando que, durante a fase de implementação da farmacêutica em Bissau, a empresa cabo-verdiana vai produzir medicamentos com a marca Guipharma e exportá-los para a Guiné-Bissau.

"Iremos ter o privilégio de ser o fornecedor e aumentar as nossas exportações, o que representa o reconhecimento da nossa capacidade do conhecimento, porque já somos reconhecidos como instituição capaz de poder vender a sua tecnologia e conhecimento a países terceiros", frisou.

A empresa cabo-verdiana de produtos farmacêuticos, que já exporta para Angola, São Tomé e Príncipe e Moçambique, produz medicamentos, entre pomadas, cremes, xaropes, comprimidos e cápsulas.

A empresa cabo-verdiana de produtos farmacêuticos, cuja produção começou em 1993, nasceu em 1990 fruto de uma parceria entre a empresa cabo-verdiana Emprofac e a portuguesa Labesfal, a que se juntaram privados nacionais.

Em 2008 ganhou a acreditação internacional do Instituto Português de Acreditação (IPAC) e transformou-se no único laboratório de qualidade acreditado na sub-região africana.ANG/Angop.