sexta-feira, 12 de maio de 2017

Escola de surdos e mudos



Terminado curso de Gestão Escolar e Lar de Acolhimento

Bissau, 12 Mai17 (ANG) – Quarenta professores da Escola Nacional de Surdos (ENS) receberam hoje os seus certificados de fim de curso nos domínios de  Gestão Escolar e Lar de Acolhimento.
 
A formação foi ministrada pela Casa Pia de Lisboa e financiada pelo Gabinete Estratégico e Planeamento (GEP).

 Na ocasião, em representação do ministro da  Mulher, Família e Solidariedade Social, Feliciano Mendes destacou  a importância da formação na medida em que, segundo disse, vai permitir uma mudança qualitativa das prestações dos professores beneficiários.


Por sua vez ,em representação  da  Embaixada de Portugal em Bissau, Margarida Madureira reiterou o empenho da embaixada no combate à todas as formas de exclusão social.

“A inclusão e a igualdade das oportunidades são prioridades.Todos os cidadãos devem usar do mesmo direito e dos mesmos serviços. Devem ser sempre protegidos da descriminação, do abuso e da negligência”, destacou.

Lamentou que na Guiné-Bissau haja, muitas vezes, a marginalização nas comunidades e escolas de pessoas portadoras de dificiência.

“Estas situações muitas vezes colocam as famílias dos deficientes em situação de pobreza e vulnerabilidade2, sustentou.

Confessou que ficou surpreendida com a capacidade de desenvolvimento da língua gestual guineense que levou a necessidade de criação do segundo dicionário e que motivou a mobilização de fundos.   
  
Em nome dos formandos, Horácio Aladje Braima Dabó, disse que o que apreenderam são elementos fundamentais para o ensino das crianças.

Dabó considerou de positiva a realização do curso  e disse acreditar que a aplicação prática dos ensinamentos nele transmitidos será um sucesso.

ANG/JD/SG

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Economia



FMI pede continuidade de medidas económicas disciplinares

Bissau, 11 mai. 17 (ANG) – O cessante representante do Fundo Monetário Internacional recomendou hoje ao Estado guineense a continuar com medidas económicas disciplinares que vem adoptando até agora.

Óscar Melhado, em declarações à imprensa à saída de uma audiência com o Presidente da República, à quem apresentou   o novo Chefe da Missão do Fundo Monetário internacional (FMI), na pessoa deTobias Rasmussen,  que o substitui no cargo.

 Óscar Melhado disse que o seu substituto no cargo vem com muita vontade de ajudar a economia do país através da sua experiencia de trabalho nalguns países africano e recentemente em Timor Leste, de onde já colaborava com as autoridades guineenses.

Afirmou que falaram com o Presidente da República sobre a necessidade de se manter a estabilidade macroeconómica do país conseguida através do bom trabalho conjunto entre o Ministério das Finanças e o FMI, e o  rigor na busca de recursos, nas despesas do Estado e nas despesas sociais.

“Falamos entre outras, da importância de relançar a economia através dos sectores da agricultura e do turismo, que têm uma importância suprema no processo de desenvolvimento do país”, contou.

O representante residente cessante do FMI no país sublinhou ainda a importância de permitir que o produtor da castanha de caju pratique um preço alto na comercialização do produto nas suas tabancas, na base de livre concorrência.  

ANG/FGS/ÂC/SG

Castanha de Caju



Ministro das Finanças diz não haver “impedimento legal” aos operadores estrangeiros de fazer a campanha

Bissau, 11 mai. 17 (ANG) – O ministro das Finanças, João Aladje Mamadú Fadia disse hoje que não há nenhum “impedimento legal” aos operadores estrangeiros de fazerem a campanha de caju este ano, conforme a proposta lei, do Ministério do Comércio e Promoção Empresarial.
 
João Aladje Mamadú Fadia fez esta declaração à imprensa à saída da audiência que manteve hoje com o chefe de Estado José Mário Vaz  e  explicou que todos os operadores têm apenas que cumprir com as suas obrigações fiscais para poderem ser livres de participar na campanha.

Sobre as recentes afirmações do Presidente da República que considerou inaceitável que a castanha esteja a ser comprada ao produtor por 500 francos CFA, quando há  escassos quilómetros da fronteira do país com o Senegal o produto chega a ser comprado à 1.500 francos CFA, disse que o preço a praticar depende da lei do mercado interno.

O ministro das Finanças sublinhou que no momento o preço da castanha de caju subiu significativamente ao ponto de ultrapassar os 500 francos cfa, preço inicial, “o que é muito positivo para os produtores”.

“Da forma como andam as coisas, a campanha deste ano vai ser bom para o Estado porque a exportação constitui uma fonte de receita importante para o tesouro público”, considerou.  

ANG/FGS/ÂC/SG

Igualdade do género


“A igualdade do Género só existirá se governantes reconhecem mulheres como promotores do progresso”, diz representante do ministro da Função Pública

Bissau, 11 Mai 17 (ANG) - O representante do ministro da Função Publica (FP) afirmou hoje  que a igualdade do género só pode funcionar quando os governantes reconhecerem  que as mulheres são promotores do desenvolvimento de um país.
 
Ilídio Vieira falava na cerimónia de abertura do workshop de Reflexão sobre o Trabalho no Mundo Laboral para Autonomização Económica da Mulher no Mundo em Evolução, organizado pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG).

“A luta pela oportunidade deve ser um processo continuo de mulheres, porque não basta  dizer que temos o mesmo direito, mas sim mostrar, na prática,  que realmente são capazes de fazer algo para a promoção do desenvolvimento”, alertou.

Ilídio Vieira disse que, na realidade, as mulheres são ignoradas as vezes e que para inverter essa situação vai ser necessário bastante trabalho por parte das mesmas, acrescentando que os governantes devem ter em mente  que as mulheres podem contribuir para a promoção de um país.

Por sua vez, o secretário-geral adjunto da UNTG, Pedro de Carvalho disse que, em termos do direito positivado, não faltam consagrações dos direitos e liberdade às mulheres, tanto a nível das convenções internacionais ratificadas assim como no âmbito da Constituição da República e demais leis ordinárias.

“O momento actual para nós é de acção e concretização dos objectivos que nortearam a criação do movimento sindical guineense, inclusive a Rede Nacional das Mulheres Trabalhadoras”, afirmou aquele responsável sindical.

Aconselha as mulheres a estruturarem da melhor forma possível as suas acções, de modo a poderem exercer os seus direitos e, principalmente,  alcançarem os objectivos esperados.
Pedro de Carvalho sublinhou que apesar das conquistas que as mulheres já conseguiram na sociedade, ainda falta muito trabalho para conquistar os seus direitos e que, por isso, será necessário o esforço  de todas.

 No referido workshop serão desenvolvidos os temas : direito à greve, constituição da organização Internacional do trabalho (OIT), convenções fundamentais da OIT e papel do estado face ao trabalho docente de equidade do género.  
ANG/AALS/ÂC/SG

Campanha de caju



“O agravamento interno de taxas incentiva fuga de castanhas para além-fronteiras”, diz líder do PAIGC

Bissau,11 Mai 17(ANG) – O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), afirmou que o agravamento de taxas internas de exportação de castanha de caju fez  o preço da castanha tornar-se  mais atractivo além fronteiras.
 
“Isso chama-se na economia o “efeito chamada”. Não se controla com o exército, com o policiamento, com a força. Há que eliminar os factores que estão a permitir que a castanha tenha mais procura fora das nossas fronteiras por países que não têm plantações de caju e sem a tradição da sua comercialização”, aconselhou.

Domingos Simões Pereira que falava quarta-feira numa conferência e imprensa sobre a atual situação socioeconômica e política do país, disse que a castanha de caju não só responde pela economia guineense, pelos recursos públicos mas também pela grande maioria das famílias guineenses.

Recordou que em meados de março findo, ele próprio através de uma conferência de imprensa, tinha exigido um posicionamento claro e inequívoco do Presidente da República em relação ao Decreto que tinha sido aprovado pelo governo  e que interdita os estrangeiros a compra directa da castanha junto dos produtores.

“O Presidente da República diz claramente que não promulgou nenhum Decreto nesse sentido. É importante dizer ao Presidente da República que isso não o iliba. Um Presidente da República não decide por omissão. O povo não espera que o Presidente da República diga que eu não fiz. Mas sim dizer aquilo que fez ou vai fazer”, explicou Domingos Simões Pereira.

Declarou que, havendo um Decreto proposto pelo governo o chefe de Estado tem dois caminhos, ou promulga ou veta.

“Se não promulga e nem veta está a provocar um factor terrível para qualquer economia. A economia funciona com base na confiança e o factor determinante para a confiança dos operadores económicos é a previsibilidade”, explicou.

O líder do PAIGC informou que outro elemento grave no meio desta situação tem a ver com o pedido de suspensão da campanha de caju por parte do Presidente da República para negociar novos preços.

“Negociar com quem. Parece que com esta governação voltamos a ter tudo misturado. Quem decide as leis. Quem regulamenta. Quem faz campanha e quem controla essa campanha pode voltar a ser a mesma pessoa”, salientou. Numa recente declaração o Presidente Mario Vaz manifestou a sua insatisfação em relação  a proibição de compra directa da castanha ao produtor por comerciantes estrangeiros, uma medida aprovada em Conselho de ministros mas não promulgada pelo chefe de estado.

Na ocasião o chefe de estado manifestou o seu desejo de ver a castanha  ser comprada ao preço de 1000 francos ou mais o quilograma, não  os actuais 500 francos praticados como preço base.  
ANG/ÂC/SG

Acordo de Conacri


“O Presidente da República deve cumprir o primeiro ponto para permitir execução dos restantes”, diz líder do PAIGC

Bissau,11 Mai 17(ANG) – O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), sublinhou que o Presidente da República deve cumprir o primeiro ponto do Acordo de Conacri que é a nomeação de Augusto Olivais para as funções do primeiro-ministro para permitir a execussão dos restantes pontos.
 
Domingos Simões Pereira que falava quarta-feira numa conferência de imprensa onde abordou a actual situação socioeconômica e política do país, disse que todos os partidos com assento parlamentar devem se mostrar disponíveis para a criação da mesa redonda recomendada no Acordo de Conacri que irá decidir sobre a orgânica, a formação e o programa do futuro governo.

Os consensos necessários para a revisão da Constituição, de acordo com Domingos Simões Pereira, da lei eleitoral e a fixação e o cumprimento do calendário político deverá igualmente merecer a atenção dos partidos com representação parlamentar.

“Se os partidos não cumprirem, estão a violar o Acordo de Conacri”, alertou.

 O Presidente dos libertadores exortou aos dissidentes do partido de que vão continuar disponíveis a dar uma chance as suas reintegrações, mas com base no cumprimento do Acordo de Conacri e o respeito aos estatutos do PAIGC.

“Aliás, só aceitando e respeitando o Acordo de Conacri é que esses senhores  podem avocar serem militantes do PAIGC”, salientou.

Domingos Simões Pereira exortou ao povo guineense, a comunidade internacional e aos parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau, a se manterem mobilizados na  defesa da legalidade e na implantação do Estado do direito democrático.

“Os infractores do cumprimenro do Acordo de Conacri serão política e judicialmente responsabilizados”, avisou o líder do PAIGC. 

O acordo de Conacri prevê a nomeação de um Primeiro-ministro de consenso pelo Presidente da República e a formação de um governo de partidos com representação parlamentar. 
ANG/AC/SG

Imigração clandestina


          ONU defende o fim imediato dos abusos contra migrantes

Bissau, 11 Mai 17 (ANG) - A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) quer mais medidas antes da captura e da exposição dos que tentam cruzar o mar Mediterrâneo pelo que chama de “abusos horrendos” de contrabandistas na Líbia e em países de trânsito, disse quarta-feira o chefe da instituição mundial.

Fillipo Grandi disse que as acções incluem o redobrar esforços para resolver conflitos, sobretudo em África, e o uso de recursos de desenvolvimento de uma forma muito mais estratégica.

O apelo da agência da ONU surge depois do anúncio de que mais de seis mil pessoas atravessaram o Mediterrâneo para chegar à Itália desde sexta-feira. 

O movimento fez subir o número total de migrantes e refugiados para mais de 43 mil.

Fillipo Grandi diz ser preciso reduzir a pobreza, mitigar os efeitos das mudanças climáticas e apoiar os países que acolhem ou são usados para a passagem de um grande número de refugiados.

O pedido da agência é que haja políticas e acção coordenada dos países europeus e doadores.

Para o chefe da ACNUR, a rota do Mediterrâneo Central, a partir do norte de África, tem provado ser a mais mortífera. Mais de 1.150 pessoas desapareceram ou morreram enquanto tentavam chegar à Europa desde o início do ano.

A ACNUR sublinha que desde que 2017 começou, uma em cada 35 pessoas morreu durante a viagem marítima da Líbia para a Itália. Somente nos últimos quatro dias 75 pessoas perderam a vida.

A agência quer que a prioridade   seja salvar as vidas após o recente aumento nas chegadas. O apelo é que haja mais esforços de resgate ao longo do percurso que a ACNUR considera “uma questão de vida ou morte”. A agência elogia os esforços feitos para o salvamento de dezenas de milhares de vidas pela Guarda Costeira italiana, em coordenação com a Frontex, a a­gência europeia que vigia as fronteiras do continente, e as ONG.

No ano passado mais de 46 mil pessoas foram resgatadas por organizações de sociedade civil no Mediterrâneo Central, o equivalente a 26 por cento das operações, e o número de 2017 devem atingir um terço.

Fillipo Grandi revelou estar “profundamente chocado” com a violência levada a cabo pelos contrabandistas, que inclui o assassinato de jovens que foi recentemente relatado por sobreviventes. Os passageiros a bordo de navios usados pelos traficantes oscilam entre 100 e 150, o que agrava o risco de naufrágios, aliado à fraca qualidade de navios e ao uso crescente de barcos de borracha no lugar de embarcações de madeira.

Os migrantes e candidatos a asilo não podem pedir ajuda e ser localizados. A ACNUR sublinha que esta situação não pode continuar sendo “imperioso combater as causas profundas do movimento de pessoas”. O chefe da agência quer opções credíveis para os que precisam de protecção internacional, incluindo formas seguras para chegar à Europa, de reunir famílias, para a sua transferência e reassentamento.
ANG/JA

Eleições francesas


Presidente da República felicita Emmanuel Macron pela vitória nas presidenciais

Bissau,11 Mai 17(ANG) - O Presidente  José Mário Vaz defendeu o reforço das relações de cooperação com a França, numa mensagem de felicitações enviada ao presidente francês eleito, Emmanuel Macron.

“Quero manifestar a minha determinação em contribuir para o estreitamento dos laços de amizade existentes entre as nossas nações e no reforço das relações de cooperação bilateral para que produzam resultados reciprocamente vantajosos para os dois povos e Estados”, refere, na mensagem, José Mário Vaz.

Na declaração, enviada  quarta-feira à imprensa, José Mário Vaz deseja, também, “em nome do povo guineense felicidade, bem-estar, progressos e prosperidade para o povo amigo da França”.

Emmanuel Macron, candidato centrista, venceu, no domingo, a segunda volta das presidenciais francesas, com 66 por cento dos votos, derrotando a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen (34 por cento).
A cerimonia d investidura de Macron, 39 anos está prevista para próximo domingo, 14 de Maio.
ANG/Lusa

Colômbia


  Senado aprova lei que vai permitir o nascimento do partido político das Farc

Bissau, 11 Mai 17 (ANG) – O Senado colombiano aprovou  quarta-feira a lei que permite a participação política das Farc, dando seguimento ao acordo firmado entre Bogotá e a guerrilha marxista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Bandeira da Colômbia
Com 52 votos a favor e dois contra, o Senado aprovou a lei que “reintegra politicamente” as Farc, principal e mais antiga guerrilha do continente, informou o Senado via Twitter. criando assim as condições legais para o nascimento do partido político das Farc.

O direito e dever a participação política era um dos pontos principais patente no acordo de paz firmado em novembro de 2016 entre o governo do presidente Juan Manuel Santos e as Farc.

Entre outros pontos, a lei prevê conceder dez cadeiras no Congresso aos ex-guerrilheiros, cinco em cada câmara, mas para tal as Farc têm de participar das eleições de 2018.  
ANG/ e-Global Notícias em Português