quinta-feira, 22 de setembro de 2022


             ONU
/Zelensky diz que Rússia é "a única que quer a guerra"

 

Bissau, 22 Set 22 (ANG) - O Presidente da Ucrânia dirigiu-se à Assembleia Geral das Nações Unidas, na quarta-feira, e pediu que a Rússia seja punida pela agressão ao seu país, defendendo que o Kremlin é o único que quer a guerra.

Zelensky não quis deixar o país num momento crucial da guerra e dirigiu-se à Assembleia Geral da ONU à distância, através de uma mensagem gravada, no mesmo dia em que Vladimir Putin anunciou uma "mobilização parcial de 300 mil reservistas" para reforçar o contigente militar na Ucrânia.

Com a sua t-shirt verde militar de marca vestida, o Presidente ucraniano defendeu que este anúncio de Moscovo demonstra que o Kremlin não está disposto a negociar.

Os russos falam sobre negociações, mas anunciam uma mobilização militar. Eles falam sobre as negociações, mas anunciam pseudo-referendos nos territórios ocupados da Ucrânia", salientou.

Na mensagem transmitida esta quarta-feira, Vladimir Putin deixou ainda ameaças de cariz nuclear contra o Ocidente. Zelensky referiu que esta "chantagem da radiação" da Rússia é "algo que nos deve preocupar todos porque ninguém vai descobrir uma vacina contra as doenças da radiação".

O chefe de Estado ucraniano pediu uma "punição justa" para a Rússia pela agressão à Ucrânia e também contra o povo ucraniano.

"Foi cometido um crime contra a Ucrânia e exigimos uma punição justa. O crime foi cometido contra as fronteiras de nosso estado. O crime foi cometido contra a vida de nosso povo”, salientou.

O chefe de Estado ucraniano reiterou que a Rússia é a única que quer guerra, contrariamente aos anseios da Ucrânia, da Europa e do mundo.

"A Ucrânia quer paz, a Europa quer paz, o mundo quer paz. Vimos quem é o único que quer a guerra - há apenas uma entidade que diria agora, se pudesse interromper o meu discurso - que está feliz com esta guerra, com a sua guerra. Não vamos deixar essa entidade prevalecer sobre nós, mesmo sendo o maior estado do mundo", disse.

O líder ucraniano disse também que, desde 2014, que o país não tem outra escolha, a não ser defender-se. "E nós fazemo-lo. Empurramos o agressor", disse, salientando que não tem dúvidas de que, apesar de levar tempo, a Ucrânia vai sair vencedora desta guerra.

Zelensky pede que a Rússia perca o seu poder de veto na ONU

"Os agressores precisam de ser punidos e isolados", disse Volodymyr Zelensky.

Foi esta a justificação dada por Volodymyr Zelensky para pedir aos líderes mundiais que retirem o direito de voto a Moscovo nas instituições internacionais, bem como o poder de veto no Conselho de Segurança da ONU.

A Rússia, recorde-se, é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Presidente ucraniano deixa mais pedidos aos líderes mundiais

Zelensky apelou ainda à criação de um tribunal especial para punir a Rússia e justificou as suas palavras: ""Isto tornar-se-á um sinal para todos os potenciais agressores, de que devem valorizar a paz ou serão trazidos à responsabilidade pelo mundo", salientou.

Para além disso, o líder ucraniano pediu mais ajuda militar aos países ocidentais para que a Ucrânia se possa defender, naquela que é uma "guerra pela vida".

O discurso de Volodymyr Zelensky foi aplaudido de pé pela generalidade dos países presentes, naquela que é a primeira Assembleia Geral da ONU desde o início da guerra na Ucrânia. ANG/RFI

 

 

 

 Rússia/Putin anuncia "mobilização parcial" de reservistas para lutar na Ucrânia

Bissau, 22 Set 22 (ANG) - O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou,  quarta-feira, a mobilização parcial de cidadãos russos para reforçar o contigente militar destacado na Ucrânia.

Trata-se da primeira comunicação dirigida ao paí
s desde o início da invasão russa da Ucrânia. 
Vladimir Putin anunciou a "mobilização parcial" de cidadãos russos na Ucrânia. O chefe de Estado adiantou que, para já, se tratam de reservistas com experiência militar relevante.

De acordo com o ministério de Defesa da Rússia, serão mobilizados, de imediato, 300 mil reservistas, dos cerca de 25 milhões de que o país dispõe.

A três dias de se completarem sete meses de guerra na Ucrânia, Vladimir Putin justificou a decisão com a necessidade de "defender a soberania e a integridade territorial do país".

Esta nova diretriz surge dias após os militares ucranianos terem reconquistado vários territórios no leste da Ucrânia, naquela que é a maior contra-ofensiva dos últimos meses. Em resposta, Putin abre, assim, caminho a uma nova escalada do conflito.

No discurso que foi transmitido na televisão, o líder do Kremlin acusou, uma vez mais, o Ocidente de querer destruir a Rússia e de usar "chantagem nuclear".

"A chantagem nuclear também foi usada. Estamos a falar não só do bombardeamento da central nucelar de Zaporíjia, incentivado pelo Ocidente, que ameaça causar uma catástrofe nuclear, mas também de declarações de altos representantes dos países da NATO sobre a possibilidade e permissibilidade de usar armas de destruição em massa contra a Rússia: armas nucleares", salientou.

Putin garantiu que irá defender a Rússia e recordou que o país possui "várias armas de destruição", algumas mais avançadas do que aquelas que os países da NATO possuem.

Em resposta à ameaça à integridade territorial do nosso país, para proteger a Rússia e o nosso povo, vamos usar, sem dúvida, todos os meios de que dispomos. Não se trata de 'bluff'.

O chefe de Estado disse ainda que vai aumentar o fabrico de armamento e abrir novas fábricas.

Vários líderes ocidentais já criticaram este novo passo de Moscovo e consideram que representa um sinal de que a invasão está a falhar.

Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, já garantiu que o apoio da União Europeia à Ucrânia irá "permanecer firme".

Entretanto, a embaixadora dos Estados Unidos na Ucrânia, Bridget Brink, garantiu que os norte-americanos vão apoiar a Ucrânia "pelo tempo que for necessário".  

Já Mark Rutte, chefe do governo dos Países Baixos,  considerou que a moiblização militar da Rússia é um "sinal de pânico" por parte de Moscovo.

Ben Wallace, ministro da Defesa do Reino Unido, partilha da mesma opinião e referiu que este anúncio é  a "admissão de que a invasão está a falhar".

"A quebra do presidente Putin das suas próprias promessas de não mobilizar partes da população e a anexação ilegal de partes da Ucrânia são uma admissão de que a sua invasão está a falhar", salientou, num post feito na mesma rede social.

De salientar que, após o discurso de Putin, a procura de voos para sair da Rússia disparou, de acordo com dados do Google Trends.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky,  reagiu publicamente às declarações, dizendo não acreditar que Putin use as armas nucleares.

"Eu não acredito que ele vá usar essas armas (nucleares). Eu não acho que o mundo vá permitir que ele as use", disse, numa entrevista à estação de televisão alemã Bild TV. 

O chefe de Estado ucraniano voltou a salientar que o homólogo russo quer afogar "a Ucrânia em sangue". ANG/RFI

 

 

 

          Moçambique/Filipe Nyusi candidato único à presidência da FRELIMO

Bissau, 22 Set 22 (ANG) - O secretário-geral da Frelimo confirmou que  Filipe Nyusi é candidato único à presidência do partido para os próximos 5 anos na reunião magna do partido que vai decorrer de 23 a 28 deste mês, na escola central da Frelimo, em Matola.

O secretário-geral do partido designou Filipe Nyusi como novo líder do FRELIMO.

"Posso dizer seguramente que o candidato é Filipe jacinto Nyusi, presidente da FRELIMO, e membro querido dos membros da sexagenária FRELIMO. Em relação a outros aspetos que serão revistos no estatuto, acredito que ao longo do congresso há várias conferências de imprensa que serão dadas pelo Porta-voz que é para não começarmos a discutir a revisão dos estatutos aqui na imprensa."

Por tradição o Presidente do partido é ao mesmo tempo candidato desta formação política a Presidente da República. Questinado sobre esta tradição, Roque Silva foi claro na sua resposta. 

"Como deve ter visto quando apresentei os pontos de agenda, não consta na agenda do congresso." 

O decimo segundo congresso da FRELIMO realiza-se de 23 a 28 deste mês na escola do partido na Matola com a participação de 2 mil delegados. O congresso irá culminar com a eleição de um novo comité central, um novo secretário-geral entre outros órgãos.ANG/RFI

 

       ONU/Cabo Verde quer  tornar-se num Pequeno Estado Insular Desenvolvido

 

Bissau, 22 Set 22 (ANG) - O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, declarou na 77ª Assembleia Geral da ONU, que decorre em Nova Iorque, que o país quer fazer parte do grupo dos Pequenos Estados Insulares Desenvolvidos, libertando-se da necessidade de apoio externo.

 Como os demais Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento [SIDS, na sigla em inglês], Cabo Verde tem a ambição de se tornar num Pequeno Estado Insular Desenvolvido. Para que isso aconteça, terá que, progressivamente, superar as suas vulnerabilidades e aumentar as suas resiliências”, declarou o chefe de Estado cabo-verdiano na quarta-feira.

Cabo Verde integra actualmente a lista de 38 países identificados como Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, um estatuto atribuído pela ONU por estes países enfrentarem vulnerabilidades sociais, económicas e ambientais específicas. Entre estes países estão também Jamaica, Bahamas ou Trindade e Tobago.

Cabo Verde tem então intenções de abandonar este grupo e passar a ser reconhecido como um país plenamente desenvolvido, com o chefe de Estado cabo-verdiano a reconhecer que o país ainda precisa da "solidariedade externa em matéria de financiamento e endividamento sustentáveis”, mas “sempre num processo e numa lógica de diminuição paulatina da necessidade de apoio externo”:

O líder cabo-verdiano saudou ainda a iniciativa de António Guterres, secretário-geral da Nações Unidas, de instituir um painel de peritos de Alto Nível para estabelecer um Índice Multidimensional de Vulnerabilidade.

José Maria Neves pediu ainda um Multilateralismo efectivo, inclusivo, preventivo, dissuasivo e cooperativo”, com “menos confrontação entre blocos” e “mais cooperação entre os Estados-membros na construção e na entrega de bens públicos globais para todos, quais sejam, a Paz e Segurança, os Direitos Humanos e o Desenvolvimento Sustentável”. ANG/RFI


           Rússia
/Mais de 1.300 detidos em protestos contra mobilização parcial

Bissau, 22 Set 22 (ANG) -  Mais de 1.300 pessoas foram detidas na Rússia, na sequência de protestos, após o Presidente, Vladimir Putin, ter anunciado a mobilização parcial de cidadãos russos na reserva para reforçar o contingente militar na Ucrânia.

Os dados foram anunciados pela ONG OVD-Info.

O anuncio feito pelo Presidente Putin , na quarta-feira, provocou o "caos" no país. De acordo com o Ministério de Defesa da Rússia, serão mobilizados 300 mil reservistas, dos 25 milhões de que o país dispõe. É a primeira vez que tal acontece desde a Segunda Guerra Mundial.

A notícia não foi bem recebida pelos cidadãos russos, que sairam às ruas para protestar contra a decisão do líder do Kremlin.

"Não à guerra", ou "Putin para as trincheiras" foram duas das frases mais ouvidas durante as manifestações, que tiveram lugar em várias cidades.

De acordo com as informações publicadas pela  ONG OVD-Infopelo menos 1.300 pessoas foram detidas, em 38 cidades distintas, entre elas nove jornalistas.

 

Muitos cidadãos russos decidiram abandonar o país, após o anúncio feito por Vladimir Putin, com medo de serem chamados para lutar na Ucrânia.

Os bilhetes para destinos onde os cidadãos russos podem entrar, sem vistos, esgotaram minutos após a comunicação do líder russo. Por exemplo, os voos para InstambulErevan ou Tbilisa partir da Rússia, não contam com lugares vazios nos próximos dias e os preços dos viagens aéreas aumentaram exponencialmente.

A passagem de cidadãos russos para a Finlândia e para a Geórgia também se intensificou, de acordo com informações avançadas pelas autoridades locais dos dois países, esta quinta-feira.

De salientar que os turistas russos já não podem entrar nos Países Bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) nem na Polónia, desde a passada segunda-feira. Actualmente, a Finlândia é o único Estado membro da União Europeia com fronteira com a Rússia, que ainda não aderiu a esta proibição.

Perante a possibilidade de uma saída massiva de russos, outros países europeus consideram limitar a entrada nos seus respectivos territórios. ANG/RFI

 

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

TIC/” Guiné-Bissau deve ultrapassar conjunto de lacunas para obter os ganhos esperados”, diz Aristides Ocante da Silva

Bissau,21 Set 22(ANG) – O ministro dos Transportes e Comunicações diz que  a Guiné-Bissau deve ultrapassar um conjunto  de lacunas, em termos de infraestruturas digitais, para acolher os ganhos  da economia digital.

Aristides Ocante da Silva que falava hoje no ato de encerramento da reunião de validação técnica do relatório sobre o diagnóstico da Economia Digital no país, disse que entre os ganhos esperados figura a garantia da conectividade internacional.

“A conectividade internacional do país é ainda limitada e conduz à preços elevados para o acesso à internet ”, salientou o governante.

Para se chegar à essa conectividade, segundo o ministro, os técnicos reunidos terça-feira, em Bissau, adoptaram um conjunto de recomendações específicas que devem ser atendidas para apoiar a implementação da economia digital no país.

 Aristides Ocante da Silva avançou que uma das recomendações recai sobre a necessidade de implementação de um suporte nacional de fibra óptica para se chegar às principais cidades e localidades do país, e assim se garantir maior e melhor internet para todos.

A outra recomendação diz respeito a necessidade de melhoria do acesso à  internet de banda larga,  particularmente nas zonas rurais, uma satisfação que, diz da Silva, o Governo conta garantir com a melhoria das atividades do Fundo de acesso Universal gerido pela Autoridade Reguladora Nacional das Telecomunicações(ARN).

O ministro dos Transportes disse que recomendaram ainda o incremento da eletrificação do país como forma de baixar os custos de energia e de internet, mas também para que todos usufruam dos benefícios da economia digital.

Quanto a eletrificação do país, Ocante da Silva evocou os trabalhos em curso do projeto de interconexão elétrica entre quatro países da sub-região nomeadamente a Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri e Senegal, sob a execução da Organização para o Aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia(OMVG), e que diz estar em fase muito avançada.

Acrescentou que o Governo, com apoio dos parceiros de desenvolvimento, em especial o Banco Mundial, através do projeto Warship tem estado a estender redes de banda larga, visando a redução dos custos de serviços de telecomunicações no país. ANG/ÂC//SG

 

 

 

    Saúde pública/ Governo realiza  nova campanha contra fístula obstétrica

Bissau 21 set 22 (ANG) -  O Governo, através do Ministério da Saúde e o Fundo das Nações Unidas Para População procedeu hoje ao lançamento oficial da  campanha de operação à  pacientes de fístula obstétrica, que ja decoria desde o dia  19 e que  termina à  30 de setembro .

Segundo o ponto focal do Governo para Fístula Obstétrica Jorge Siuna Guade, durante 11 dias os médicos cirurgiões nacionais e senegaleses vão atender e tratar  30  mulheres.

Instado a falar da situação da doença no país, o médico cirurgião Siuna Guade,  disse que a situação é alarmante, porque aparecem cada vez mais casos da doença pelo que vai ser difícil  combatê-la agora  na Guiné-Bissau.

Guade apontou    partos prolongados e partos feitos em casa, como as principais causas da doença.

Segundo este reponsável, mais de 300 mulheres já foram operadas e a zona leste do país lidera a lista de casos da doença, estando o Setor Autónomo de Bissau na segunda posição.

Ao presidir a cerimónia que oficializou o lançamento da campanha, a Secretária de Estado da Gestão Hospitalar, Mária de Fátima Vieira aconselhou as mulheres grávidas a se realizarem sempre consultas  pré-natais e a se dirigirem aos centros de saúde para dar luz.

Mária de Fátima Vieira disse que a falta de informação é principal causa do aumento da doença no país, por isso diz  que é importante a conjugação de esforços na sensibilização sobre a fístula obstétrica.

Para fátima Vieira esta tarefa  deve ser assumida por todos, por se  tratar de uma lesão que pode ser prevenida e tratada, pelo que a acção de sensibilização deve ser uma prioridade.

Mária de Fátima Vieira indicou que um parto prolongado ou obstruído sem  assistência de um profissional de saúde qualificado  origina sérios problemas para a mulher e que uma das quais é a fístula obstétrica.

Por isso, exorta aos pais e encarregados de educação à criarem condições para que as meninas tenham  acesso aos serviços de saúde, ao planeamento familiar sobretudo.

Para o Representante do Fundo das Nações Unidas para População(FNUAP),  Jocelyn Fenard a campanha de tratamento  de fístula obstétrica além de contribuir para o restabelecimento da integridade física e da dignidade de 30 mulheres, responde também aos compromissos da Guiné-Bissau para reduzir as causas de morbilidade e morte materna evitáveis até 2030.

Disse que a campanha testemunha a determinação do Governo em trabalhar para a erradicação da fístula obstétrica e melhorar a saúde materna e neonatal na Guiné-Bissau.

 Jocelyn Fenard afirmou que a incidência de fístula obstétrica na Guiné-Bissau  é estimada em 64 casos por ano e que em 2021, 42 mulheres receberam atendimento médico.

Segundo Fenard desde 2009, mais de 347 mulheres foram tratadas em operação de rotina  e em  diversas campanhas. Por isso, felicitou o Governo, os parceiros e as equipas médicas que trabalharam para alcançar esses resultados.

O Representante da FNUAP disse que estes resultados não podem fazer-se esquecer que cerca de tinta mulheres que vivem com fístula obstétrica não podem ser rastreadas e beneficiar da experiência e cuidados dos especialistas.

“Este número pode parecer marginal mas ao longo dos anos indica  que centenas de mulheres na Guiné-Bissau  ficam para atrás durante as campanhas”, salientou.

Afirmou que assistências médicas fazem parte da resposta à crise da fístula obstétrica, frisando que a prevenção, em particular, através de melhor informação às comunidades, a mudança de comportamentos sociais e o reforço dos cuidados de saúde primários e comunitários são as chaves do sucesso para alcançar “zero” novos casos de fístula obstétrica na Guiné-Bissau.

A campanha deste ano é financiada pelo FNUAP  e o Hospital Nacional Simão Mendes.ANG/LPG/ÂC//SG

 


Dia Internacional da Paz
/Representante do ministro da Defesa defende envolvimento de todos para a existência da paz douradora no país

Bissau, 21 Set 22 (ANG) – O chede de Gabinete do ministro da Defesa Nacional e dos Combatentes da Liberdade da Pátria defendeu hoje que é preciso a vontade e o envolvimento de todos  para que a paz douradora vincule na Guiné-Bissau.

Júlio Ubaque falava na cerimónia alusiva ao Dia Internacional da Paz, que se assinala hoje, 21 de Setembro, em representação do ministro da Defesa Nacional e ds Combatentes da Liberdade da Pátria.

 “A paz se começa por si mesmo, e depois se alastra à convivência do dia-à-dia que a pessoa vai criando com os seus próximos”, referiu Júlio Ubaque.

Ubaque sublinhou que a classe castrense, muitas das vezes, é criticada pela sociedade de ser um dos setores que contribuem para a não existência de uma paz douraora na Guiné-Bissau.

 propósito, Júlio Ubaque  disse ser natural que os civis pensem assim, alegando que quem tem posse de arma e quando algo não corre bem no país  vê-se  obrigado a usá-la por um certo motivo, mas que, em consequência, é visto  como um perturbador do meio onde vive.

“Quero vos assegurar que não existe país onde tudo corra bem, e se houvesse barulho de arma ou então intervenção das Forças de Defesa para perturbar os cívis é porque algo vai mal no país, por vários motivos, nomeadamente, o desacato perante normas, abusos e desrespeitos mútuos inclusivê de dirigentes máximos do país”, sustentou.

Por seu turno, o Presidente do Movimento Nacional da Sociedade, Civil Fodé Carambá Sanhá disse que o país se depara com  problemas em todos os sectores, que têm estado na origem da inexistência da paz social no país.

E para inverter a situação,Carambá Sanhá, em nome do Colectivo de Animadores e Promotores da Paz na Guiné-Bissau, apela o cumprimento de certas medidas, nomeadamente,  o diálogo construtivo entre as forças vivas da nação com vista a redução das tensões políticas e sociais no país.

Sanhá acrescentou  que devem ser criadas as condições  para a celeridade dos processos relacionados aos detidos do caso 01 de Fevereiro, e ainda  a criação de uma extratégia de construção da paz baseada nos valores universais de respeitos à vida humana.

Para o Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), Júlio Mendonça, o Dia Internacional da Paz  devia servir de um momento de reflexão para os governantes do país.

“É um dia muito importante para qualquer que seja cidadão do mundo, portanto convido os responsáveis do país para pararem e pensarem sobre  os problemas causados por eles, e que estão, a cada dia, a afastar a paz da Guiné-Bissau, e a provocar mortes de inocentes, desespero e falta de segurança  aos cidadãos”, disse.

Questionado sobre a recente decisão do Governo de suspender  os novos  ingressos nos sectores da Educação e Saúde, o responsável máximo da maior Central Sindical do país disse ser a maior “decisão infeliz” tomada pelo atual Governo.

“Considero que o Governo está a brincar com algo que pode lhe afectar no futuro. Contudo, custumam viajar para fazer tratamento médico no exterior, mas se adoecerem repentinamente antes de viajarem vão precisar de um médico pelo menos pera lhes assistir antes de partir para o exterior”, referiu.

Júlio Mendonça indicou que muitas pessoas  estão a morrer no interior do país devido a falta de médico.

“Pergunto igualmente  quantas crianças  não conseguem estudar por falta de professores nas zonas mais longinquas  do território nacional”,disse, acrescentando que  não é tarde para  o Governo voltar  atrás com a decisão. ANG/LLA/ÂC//SG    

            


Tempo
/Meteorologia prevê possibilidade de chuva fraca com trovoadas nos próximos 24 horas

Bissau, 21 Set 22 (ANG) – O Instituto Nacional da Meteorologia (INM-GB),  prevê a possibilidade de ocorrência de  chuva fraca  à moderada por vezes forte, acompanhada de trovoadas nas próximas 24 horas.

De acordo com o Boletim Meteorológico de Previsão do Tempo, elaborado no dia 20 e válido até às 18 horas de hoje, à que a ANG teve acesso, o país vai deparar-se com vento variável, moderado com a velocidade de até 19 km/h no continente, com rajadas que podem atingir 30 Km/h e de quadrante Oeste no mar até 30 km/h com visibilidade reduzída no momento da chuva.

 “As temperaturas máximas nas zonas centro, Norte e Leste devem variar de 30º c em Buruntuma e Madina de Boé à 33ºc  em Cacheu, Bissorã e Farim, e as minimas vão variar de 23ºc  em Bafatá, Gabu, Pirada, Buruntuma e Madina de Boé  à 25ºc em Bissau”,refere o boletim.

No mesmo documento, o servíço meteorológico revelou ainda que, nas zonas sul e ilhas, as temperaturas máximas vão variar de 30ºc em Bolama, Bubaque e Cacine à 31ºc  em Buba, e que as mínimas vão variar de 24ºc em Buba e Cacine à 26ºc em Bubaque.

“No periodo da manhã com as temperaturas mínimas, Bissau terá 25ºc, Bolama 25ºc e Bafatá 23ºc. Já no periodo da tarde com as temperaturas máximas, Bissau terá 31ºc, Bolama 30ºc e Bafatá 32ºc”, refere.  

O mar estará num estado agitado com ondolação de quadrante Oeste até 2 metros de altura.

O nascimento e pôr-do-sol em Bissau e Bolama vai ocorrer as 06H52mn e vai cair 18H58mn, em Bafatá vai nascer 06H48mn e vai cair as 18H54mn, Buruntuma 06h44mn e vai cair às 06H50mn, em Varela vai nascer as 06h53mn e vai cair às 18h59mn.

O Instituto Nacional de Meteorologia(INM-GB) tutelado pelo Ministério dos Transportes e Comunicações, publica actualmente com frequência o Boletim Meteorológico de Previsão do Tempo num periodo de 24 horas graças a sua coloboração com  Agência para a Segurança das  Navegações Aéreas em África e  Madagascar (ASECNA). ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

 OMS/Doenças intransmissíveis superam as infecciosas e são as que mais matam

Bissau, 21 Set 22 (ANG) - Doenças não transmissíveis, como as do foro cardíaco, cancro, diabetes e patologias respiratórias, superam actualmente as enfermidades infecciosas e são as que mais matam no mundo, alertou esta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS divulgou hoje um novo relatório e um portal com dados de 194 países sobre doenças não transmissíveis e respectivos factores de risco: tabagismo, alimentação não saudável, uso nocivo de álcool, falta de actividade física e poluição do ar.

"A eliminação desses factores poderia prevenir ou retardar problemas de saúde significativos e muitas mortes prematuras" por estas doenças, de acordo com os peritos.

Para a OMS, que lançou a iniciativa durante a assembleia-geral da ONU, este é um dos maiores desafios do século na saúde e no desenvolvimento.

As doenças cardiovasculares, o cancro, a diabetes e as patologias respiratórias crónicas, a par da saúde mental, causam quase três quartos das mortes a nível mundial e matam 41 milhões de pessoas por ano.

O relatório "Números invisíveis: a verdadeira extensão das doenças não transmissíveis e o que fazer com elas" dá visibilidade a estas patologias e lembra "a verdadeira escala" desta ameaça e dos factores de risco, considera a OMS em comunicado.

"Também mostra o custo-benefício de intervenções económicas aplicáveis globalmente que podem mudar esses números e salvar vidas e dinheiro", avança a organização.

O portal contém os dados mais recentes de cada país, factores de risco e adopção de políticas: "Torna visíveis os padrões e tendências nos países e permite a comparação entre países ou dentro de regiões geográficas".

"Segundo a OMS, a cada dois segundos, uma pessoa com menos de 70 anos morre de uma doença não transmissível e 86% dessas mortes ocorrem em países de baixo e médio rendimento.

"Essa grande mudança na saúde pública nas últimas décadas passou amplamente despercebida", considera a organização.

"O relatório e o portal chegam num momento crítico para a saúde pública: em 2022, apenas alguns países estavam a caminho de cumprir a meta do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de reduzir em um terço as mortes precoces por doenças não transmissíveis até 2030", sustenta a OMS.

Os especialistas alegam que a prevenção e tratamento são uma "excelente oportunidade de investimento, que terá inúmeros impactos no crescimento económico, superando em muito o dinheiro gasto". ANG/Angop

 

       ONU/ UA pede missão de mediação para término da guerra na Ucrânia

Bissau, 21 Set 22 (ANG) - A União Africana pediu terça-feira uma missão de mediação de alto nível para pôr fim à guerra na Ucrânia, para a qual se disponibilizou para contribuir, avisando que África não quer ser palco de uma nova Guerra Fria.

"Apelamos à desescalada e à cessação das hostilidades na Ucrânia, por uma solução negociada, a fim de evitar o risco catastrófico de um conflito potencialmente mundial. A negociação e a discussão são as melhores armas de que dispomos para promover a paz. Lanço um apelo para a formação de uma missão de mediação de alto nível para qual a União Africana [UA] está disposta a dar o seu contributo", disse o Presidente do Senegal, Macky Sall, presidente em exercício da UA.

No seu discurso no debate na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, que terça-feira começou, o líder africano disse ter uma mensagem de África: "Vim dizer que África já suportou o suficiente do fardo da história. Que ela não quer ser o foco de uma nova Guerra Fria".

Segundo Sall, o continente quer ser antes "um centro de estabilidade e oportunidades, aberto a todos os seus parceiros, numa base mutuamente benéfica".

Reconhecendo que existe uma "África dos problemas", que precisa de ser pacificada e estabilizada, o dirigente senegalês preferiu sublinhar a "África das soluções", com 30 milhões de quilómetros quadrados, vastos recursos humanos, mais de 60 por cento das terras aráveis do mundo e riquezas minerais, florestais, hídricas e energéticas.

"Esta África de soluções deseja envolver-se com todos os seus parceiros (...) transcendendo o preconceito de que 'quem não está comigo está contra mim'", acrescentou.

Ao longo de um discurso de cerca de 15 minutos em que falou sempre em nome da UA, Sall manifestou o apoio da organização pan-africana ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

Lembrou que desde a anterior Assembleia-Geral das Nações Unidas "o mundo ficou mais perigoso e mais incerto", com a conjugação de alterações climáticas, perigos securitários e sanitários, além da guerra na Ucrânia.

Mas apelou ao Conselho de Segurança para que "trate da mesma maneira todas as ameaças à paz e à segurança internacional incluindo em África".

"O terrorismo que ganha terreno no continente não é apenas um problema africano, é uma ameaça global (...). Convidemos o Conselho a envolver-se connosco na luta contra o terrorismo em África, com mandatos mais adaptados e meios mais consequentes", disse.

Insistiu ainda na antiga reivindicação africana sobre a necessidade de uma reforma do Conselho de Segurança e da inclusão da UA no seio do G20, "para que África possa finalmente ser representada onde se tomam decisões que afetam 1,4 mil milhões de africanos".

Macky Sall manifestou a preocupação da UA com o facto de a percepção de risco em África ser mais elevado do que o real e renovou a proposta da organização para que o grupo de resposta à crise mundial sobre alimentação, energia e finanças para que promova um diálogo construtivo para as agências de notação.

"Face à dimensão inédita da crise económica mundial, a União Africana reitera o seu apelo para a realocação parcial dos direitos especiais de saque (SDR, na sigla em inglês)" e da implementação da iniciativa do G20 para a suspensão do serviço da dívida (DSSI, na sigla em inglês).

Referiu-se ainda ao cancro como um "assassino silencioso" e apelou à mobilização para uma campanha da Agência Internacional de Energia Atómica para melhorar a capacidade dos países-membros africanos na luta contra o cancro através das tecnologias nucleares, como a imagiologia médica, a medicina nuclear e a radioterapia.

Sobre a conferência das partes da ONU sobre alterações climáticas (COP27), que decorre em Novembro no Egipto, Sall renovou o compromisso da UA com o acordo de Paris, apelando a um consenso para uma transição energética justa e equitativa.

"É legítimo, justo e equitativo que África, o continente mais atrasado no processo de industrialização e o menos poluente, explore os seus recursos disponíveis para ter energia básica, para melhorar a competitividade da sua economia e para alcançar o acesso universal à eletricidade", disse, lembrando que até hoje mais de 600 milhões de africanos ainda vivem sem eletricidade.

Insistiu ainda na necessidade de os países desenvolvidos cumprirem o compromisso há muito adiado de apoiar os países em desenvolvimento com 100 mil milhões de dólares por ano de financiamento de adaptação climática.

"Consideramos o financiamento da adaptação, não como ajuda, mas como contributo dos países desenvolvidos para uma parceria mundial solidária em contrapartida pelos esforços dos países em desenvolvimento para evitar os esquemas poluentes que mergulharam o planeta no atual estado de emergência climática", afirmou Macky Sall.ANG/Angop

 

                Nigéria/Autoridades  apreendem 1,8 toneladas de cocaína

Bissau, 21 Set 22 (ANG) - A agência anti-droga da Nigéria apreendeu um recorde de 1,8 toneladas de cocaína avaliada em 278 milhões de dólares (277,3 milhões de euros) num armazém de Lagos, a maior apreensão de sempre, informou hoje a Lusa.

Cinco pessoas foram detidas, informou segunda-feira a Agência Nacional de Aplicação da Lei da Droga nigeriana, adiantou que são alegados membros de um grupo internacional ligado ao narcotráfico, alvo de uma investigação desde 2018.

A agência disse que as drogas foram encontradas numa propriedade isolada na zona de Ikorodu, em Lagos, no domingo, numa altura em que "o cartel estava a tentar vendê-las a compradores na Europa, Ásia e outras partes do mundo".

Classificou a apreensão como "um golpe histórico para os cartéis da droga e um forte aviso de que todos eles irão cair se não se aperceberem que o jogo mudou".

As apreensões de droga têm aumentado na África Ocidental no último ano, indicando que os traficantes fizeram daquela área do continente um centro para movimentar substâncias ilegais entre a América do Sul e a Europa. ANG/Angop

 

      ONU/Guterres pede que crise climática seja prioridade de governos

Bissau, 21 Set 22 (ANG) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu terça-feira que a crise climática deve ser prioridade máxima de todos os governos e organizações multilaterais e pediu que as empresas de combustíveis fósseis sejam responsabilizadas pela destruição do planeta.

"Há outra batalha que devemos encerrar - a nossa guerra suicida contra a natureza. A crise climática é a questão definidora do nosso tempo. Deve ser a primeira prioridade de todos os governos e organizações multilaterais. E, no entanto, a ação climática está a ser colocada em segundo plano - apesar do apoio público esmagador em todo o mundo", sublinhou Guterres no seu discurso de abertura do debate geral da 77.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU.

De acordo com o líder das Nações Unidas, as emissões globais de gases de efeito estufa precisam de ser reduzidas em 45 por cento até 2030 para que exista alguma esperança de chegar a zero até 2050.

"E, no entanto, as emissões estão a subir em níveis recorde - a caminho de um aumento de 14% nesta década. Temos um encontro com o desastre climático", anteviu, dando como exemplo o cenário de destruição que encontrou na sua recente visita ao Paquistão, onde um terço do país está submerso devido às graves inundações que destruíram parte daquele território.

"Vemos isso em todos os lugares. O planeta Terra é vítima das políticas de terra arrasada. O ano passado trouxe-nos a pior onda de calor da Europa desde a Idade Média. Gigantescas secas na China, nos Estados Unidos e noutros países. A fome espreita no Corno de África. Um milhão de espécies em risco de extinção. Nenhuma região é intocada. E ainda não vimos nada. Os verões mais quentes de hoje podem ser os verões mais frescos de amanhã. Choques climáticos que ocorrem uma vez na vida podem, em breve, tornar-se eventos anuais", disse António Guterres.

Classificando a crise climática como um caso de injustiça moral e económica, o ex-primeiro-ministro português apontou diretamente o dedo ao G20 [as maiores e emergentes economias do mundo], que responsabilizou por 80 por cento de todas as emissões de gases de efeito estufa, cujos efeitos acabam por se manifestar nos países mais pobres e vulneráveis -- aqueles que menos contribuíram para esta crise.

Enquanto isso, segundo Guterres, a indústria de combustíveis fósseis celebra com "centenas de milhares de milhões de dólares em subsídios e lucros inesperados, enquanto os orçamentos das famílias encolhem e o nosso planeta arde".

De acordo com o secretário-geral, o mundo está "viciado em combustíveis fósseis" e é hora de uma "intervenção".

"Precisamos de responsabilizar as empresas de combustíveis fósseis e seus facilitadores. Isso inclui os bancos, fundos privados, gestores de ativos e outras instituições financeiras que continuam a investir e a subscrever a poluição por carbono. E inclui a enorme máquina de relações públicas que fatura milhares de milhões para proteger a indústria de combustíveis fósseis do escrutínio", denunciou.

Guterres fez uma comparação directa com a indústria do tabaco, quando, há décadas, lobistas e especialistas em propaganda espalharam "desinformação prejudicial" sobre o setor.

"Os interesses dos combustíveis fósseis precisam de gastar menos tempo a evitar um desastre de relações públicas - e mais tempo a evitar um desastre de nível planetário", declarou.

Admitindo que os combustíveis fósseis "não podem ser cortados da noite para o dia", Guterres indicou que uma transição justa significa não deixar nenhuma pessoa ou país para trás e apelou a que os "poluidores paguem" pelas suas ações contra o planeta.

"Hoje, peço a todas as economias desenvolvidas que tributem os lucros inesperados das empresas de combustíveis fósseis. Esses fundos devem ser redirecionados de duas maneiras: para países que sofrem perdas e danos causados pela crise climática; e para as pessoas que enfrentam o aumento dos preços dos alimentos e da energia", sugeriu, apelando ainda a todos os líderes para que cumpram os objetivos do Acordo de Paris e elevem a sua ambição climática.

O líder da ONU defendeu ainda que seja enfrentada a crise da biodiversidade e que os Oceanos sejam protegidos.

O debate de alto nível da 77.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU arrancou hoje, em Nova Iorque, com a presença de chefe de Estado e de Governo de todo o mundo, e irá prolongar-se até ao final da semana, com a guerra da Rússia na Ucrânia sob foco.

Além do conflito, também as crises alimentar, energética e climática, e as tensões China-Estados Unidos estarão em destaque nesta semana de alto nível.ANG/Angop