sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Dia das Forças Armadas/Militares prometem nunca mais se envolver na alteração da ordem constitucional por via das armas

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) -  As Forças Armadas Revolucionária do Povo(FARP), prometeram que nunca mais se envolverão em alteração da ordem constitucional, por via das armas, no país.

As promessas foram deixadas, quinta-feira, pelos militares e para-militares nas  mensagens por ocasião da comemoração de 50º  aniversário da Independência e dos 59 anos das Forças Armadas.

Na ocasião, igualmente  nas suas paradas,  os Polícias da Intervenção Rápida pediram ao povo para confiar neles, e prometem garantir a estabilidade e segurança.

As Forças de Intervenção Rápida prometem que vão defender a sua pátria até ao fim, enquanto que, as mulheres paramilitares, dizem que não vão brincar com a bandeira, porque custou o sangue dos combatentes.

Os  fuzileiros navais pediram ao Governo equipamentos navais “para proteger o mar dos piratas que roubam os nossos recursos haliêuticos”.

As Forças de Exército afirmam que vão ter saudades do atual Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, Biaguê Cluse Na Ntam, frisando que,   vai um dia se despedir do  exército .

Por sua vez, as Forças de Para-Comando  garantem que não vão morrer mais por nada, acrescentando que vão se abraçar uns aos outros no chão de Cabral   e dizem quenão haverá mais guerra na Guiné-Bissau.

Pediram ao povo para não sentir medo porque estão com eles e que ninguém refugiará por motivos de sublevação militar.

“Hoje vamos mostrar ao mundo que os militares guineenses são valentes e  têm orgulho de serem guineenses de coração. Estamos, moralmente, muito bem e fortes”, disse.

As Forças da Guarda Nacional declararam em cartazes que não vão aceitar mais sobressaltos no país e que estão dispostos a dar as suas vidas pela Guiné-Bissau debaixo da chuva, sol  e orvalho. Enquanto jovens vamos velar para que haja justiça na nossa terra”, dizem .

As celebrações dos 50 anos de independência e dos 59 anos das Forças Armadas foram marcadas por desfiles civil e militares , na presença de sete chefes de Estado, dois vice-presidentes da República e quatro primeiros-ministros e cujo ato  decorreu na renovada avenida Amílcar Cabral, em Bissau.ANG/JD/ÂC//SG

Desporto/Presidente da    Federação de Futebol da Guiné-Bissau aufere  salário anual de 60 milhões de francos CFA

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – O Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Alberto Mendes Teixeira vulgo “Caíto” aufere salário anual de 60 milhões de francos cfa(cinco milhoes de fcfa por mês) revelou o portal desportivo, O Golo GB.

Segundo o portal, a decisão para o efeito foi votada pela maioria dos  associados da FFGB, no passado dia 04, num congresso realizado em Bissau.

Caíto auferia até Maio do corrente ano um salário mensal de 400 mil fcfa mas a partir de Junho começou a receber o salário     que só veria a ser aprovados pela Federação em Novembro.

Reagindo a esse aumento do ordenado do presidente da FFGB, o Presidente do Cupelum FC, Abudo Mané (Bá Wie), criticou que se devia pensar nas possibilidades de disponibilizar mais apoios aos clubes de futebol para melhorarem as suas condições de funcionamento

“Não podemos aceitar estas coisas, os dirigentes devem ser sensibilizados e devem pensar nos clubes, como é possível aprovar um salário tão volumoso de cinco milhões de fcfa por mês ao Caíto Teixeira”,criticou.

O dirigente da Cupelum disse que alguns Presidentes dos clubes, incluindo ele votaram contra este ordenado no referido congresso.

“Votei contra e  alguns clubes com dirigentes esclarecidos também votaram contra o aumento do salário do Presidente da Federação de 400 mil para 5 000.000 xof por mês”, disse.

Participaram no Congresso Ordinário da FFGB, 38 clubes e 6 associações filiadas na organização.ANG/O Golo GB6aaaaAAAgora posso estar ...

O selecionador Nacional, Baciro Candé, mostrou-se satisfeito com a sua nomeação pela

Economia/Preços das moedas para sexta-feira, 17 de novembro de 2023

MOEDA

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Euro

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655.957

dólares americanos

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Libra esterlina

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752.750

Franco suíço

678.000

684.000

Dólar canadense

436.250

443.250

Yuan chinês

82.750

84.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

163.250

166.250

Fonte:BCEAO

   Hungria/Governo  endurece regras para trabalhadores estrangeiros

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) - O Governo húngaro apresentou uma nova lei de imigração que endurece e limita as condições sob as quais estrangeiros podem trabalhar no país, que, no entanto, tem problemas de falta de mão-de-obra e perda de população.

"É necessário apertar o sistema de imigração. A Hungria é para os húngaros e os empregos húngaros pertencem, antes de mais, aos húngaros", diz o projeto de alteração publicado no 'site' do executivo, liderado pelo ultranacionalista Victor Orbán.

O texto condiciona o acesso de estrangeiros não comunitários a um emprego se não houver nenhum húngaro que queira assumir o cargo e sublinha "a soberania da Hungria ao determinar quem pode entrar no seu território".

A Hungria tem um dos sistemas de imigração mais severos da Europa.

O projeto de lei apresentado ao Parlamento, onde o partido Fidesz, de Orbán, tem maioria absoluta, afirma que a permanência dos trabalhadores estrangeiros será limitada no tempo e que o seu número não excederá o número de vagas disponíveis.

O projeto estabelece condições de trabalho rígidas em três categorias: estadas curtas, de no máximo 90 dias, durável, superior a três meses, e permanente, que dependerá das condições de trabalho e autorizações personalizadas.

Embora os números exatos não tenham sido publicados, a imprensa local estima que poderão existir mais de 100 mil cidadãos de países terceiros a trabalhar na Hungria e que o mercado de trabalho necessita de meio milhão.

O portal Népszava refere que a classificação dos trabalhadores de países terceiros é liderada pela Ucrânia, seguida pela Sérvia, China, Vietname e Índia.

Por outro lado, há especialistas que apontam que a falta de mão de obra também está relacionada com o nível de salários e que um aumento entre 20% e 30% poderia reduzir a escassez de pessoal.

Estima-se que a Hungria tenha perdido quase 09% da sua população nas últimas duas décadas, devido à queda da taxa de natalidade e à saída de muitos jovens para países ricos da União Europeia em busca de melhores condições de trabalho. ANG/Angop

 


    
Grécia/Um morto e 18 resgatados de naufrágio ao largo da Grécia

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) - Uma mulher morreu e 18 pessoas foram resgatadas do mar na sequência do naufrágio de um barco com migrantes hoje na ilha grega de Agathonissi, no sul do Mar Egeu, disse a polícia portuária.

Bandeira da Grécia

As18 pessoas resgatadas pela guarda costeira grega deverão ser transferidas para a ilha vizinha de Samos, informou um responsável da polícia portuária, citado pela agência francesa de notícias AFP.

A identidade dos passageiros e as circunstâncias do naufrágio são ainda desconhecidas.

O incidente aconteceu por volta das 06:00 GMT (07:00 Angola), a cerca de sete quilómetros da costa de Agathonissi, no arquipélago do Dodecaneso.

Tal como outros países mediterrânicos, a Grécia está a registar um aumento acentuado do número de chegadas de migrantes e refugiados este ano.

De acordo com o Alto Comissariado da agência da ONU para os refugiados (ACNUR), o país registou a entrada de 38.448 pessoas entre Janeiro e o início de Novembro, número muito superior aos 18.700 registados no total de 2022.

Apesar das operações de resgate de barcos em dificuldades levadas a cabo pelas autoridades gregas com a ajuda da Frontex (Agência Europeia de Vigilância das Fronteiras), têm sido registados vários naufrágios no Mar Egeu, no Mediterrâneo oriental. ANG/Angop

 

Angola/Falta de investimento trava desenvolvimento da agricultura em África, segundo UA

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) - A comissária da União Africana (UA), Josefa Correia Sacko, considerou a falta de investimento adequado por parte dos Estados-membros como o principal fator estrangulador do desenvolvimento da agricultura em África.

A diplomata falava na abertura da  5.ª sessão ordinária do Comité Técnico Especializado (CTE),  sobre agricultura, desenvolvimento rural,  água  ambiente, que  termina esta quinta-feira, na capital etíope, Addis Abeba.

Segundo uma nota de imprensa transmitida à ANGOP, em Luanda, Josefa Sacko reconheceu que,  apesar dos tempos difíceis que afetaram o sector agrícola,  foi  possível alcançar muitos resultados em conjunto no que respeita às recomendações  anteriores.

“ Infelizmente, o principal destaque do relatório é que não estamos nem perto de alcançar os objetivos de Malabo! Esta constatação poderá desiludi-lo e, na verdade, a todos os povos de África.

“A minha percepção pessoal da principal causa do desafio é que poucos Estados Membros afetaram recursos adequados para implementar os seus planos nacionais da  agricultura”, referiu.

Fez saber que fatores externos, como as tendências mundiais, incluindo a COVID-19 e a subida em flecha dos preços dos produtos de base estratégicos, os efeitos das alterações climáticas e a estabilidade política que tem consumido muitas partes do continente, são responsáveis pelo fraco desempenho não só no sector agrícola, mas também noutros sectores económicos e sociais.

“ Conseguimos muito, apesar do que se tornou um desafio perene de falta de pessoal profissional para as diferentes atividades especializadas, especialmente na categoria de pessoal regular, pois,  dependemos  em grande medida de pessoal a curto prazo e destacado, bem como de consultores, graças aos nossos parceiros”, enfatizou.

Perante este cenário desolador, está a decorrer um processo de planeamento pós-Malabo que já começou com  consultas às Comunidades Económicas Regionais (CER) para sua análise, orientação e aprovação.

De acordo com a Comissária da UA, em véspera do fim da   declaração de Malabo, os  Estados-membros estão longe de ter cumprido os sete compromissos  referentes  ao Programa  Abrangente  de Desenvolvimento  da Agricultura em África.

Esta situação provoca uma intervenção robusta sobre o que poderá ser feito  para apoiar os países a manter o rumo do seu desempenho agrícola e criar uma solução baseada em provas, da qual se  vai tirar lições que  vão permitir  construir uma agenda forte pós-Malabo, disse. ANG/Angop  

 

Coreia do Sul/Justiça pede prisão para o presidente da Samsung por suposta fraude

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) - O Ministério Público sul-coreano pediu hoje cinco anos de prisão para o presidente executivo da Samsung Electronics, Lee Jae-yong, por fraude contabilística e manipulação de preços de ativos na bolsa.

Os factos terão ocorrido, segundo os procuradores, durante a polémica fusão de duas empresas do grupo empresarial, em 2015.

Os procuradores também pediram uma multa de cerca de 500 milhões de won (cerca de 385 mil dólares) na audiência final do julgamento realizada num tribunal do distrito central de Seul.

Os investigadores acreditam que o valor da Cheil Industries, uma das duas empresas do grupo que se fundiu e da qual Lee era o acionista maioritário, foi inflacionado artificialmente e o contrário foi realizado com a outra empresa envolvida na transação, a Samsung C&T.

Os procuradores concluíram que a alegada desvalorização da Samsung C&T resultou em perdas para outros investidores e que Lee estava por trás das alegadas irregularidades.

A fusão foi considerada crucial na altura para consolidar a sucessão de Lee como herdeiro do grupo familiar Samsung, uma vez que o seu pai, Lee Kun-hee, tinha sofrido um ataque cardíaco um ano antes e que o manteve incapacitado até à sua morte em 2020.

Lee também é acusado de estar envolvido no esquema para inflacionar o valor da Samsung Bioepis, uma 'joint venture' entre a norte-americana Biogen e a Samsung Biológicos que é ela própria uma subsidiária da Cheil.

O presidente da Samsung já tinha passado mais de dois anos e meio na prisão pelo seu papel no caso de corrupção que levou à demissão da ex-presidente sul-coreana, Park Geun-hye, em 2017, e foi libertado em 2021 graças a um indulto governamental.

O Governo sul-coreano argumentou que o indulto era de "interesse nacional", já que a Samsung é o maior grupo empresarial da Coreia do Sul.

A expectativa é que o tribunal consiga decidir sobre este caso relacionado à manipulação de ativos do mercado de ações, inaugurado em 2020, no início do próximo ano. ANG/Angop

 

Genebra/Milhões de crianças sem vacina contra o sarampo e a maioria está em África e na Ásia

Bissau, 17 Nov 23(ANG) – Milhões de crianças estão sem a primeira dose da vacina contra o sarampo, a maioria nos continentes africano e asiático, que são as regiões mais afetadas por surtos desta doença, segundo um novo relatório de organizações internacionais.

O documento da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) indica que os casos de sarampo aumentaram 18% em 2022 e as mortes subiram 43% em todo o mundo, em relação ao ano anterior.

O número estimado de casos de sarampo foi de nove milhões, dos quais 136.000 mortais, atingindo principalmente as crianças.

No ano passado, 37 países registaram surtos de sarampo “grandes ou perturbadores” (22 em 2021), dos quais 28 se situam na região da OMS para África, seis no Mediterrâneo oriental, dois no sudeste asiático e um na região europeia.

“O aumento de surtos e mortes por sarampo é surpreendente, mas infelizmente não é inesperado, dado o declínio das taxas de vacinação a que temos assistido nos últimos anos”, afirmou o diretor da Divisão de Imunização Global dos CDC, John Vertefeuille.

Trata-se de uma doença que pode ser prevenida com duas doses da vacina, mas em 2022 cerca de 33 milhões de crianças tinham em falta uma dose da vacina contra o sarampo, dos quais 22 milhões perderam a primeira dose e outros 11 milhões perderam a segunda dose.

A taxa de cobertura global da primeira dose da vacina (83%) e da segunda dose (74%) ainda estava muito abaixo da cobertura de 95% com duas doses, que é necessária para proteger as comunidades de surtos.

Os países de baixos rendimentos, onde o risco de morte por sarampo é mais elevado, continuam a apresentar as taxas de vacinação mais baixas, com apenas 66%, “uma taxa que não revela qualquer recuperação em relação ao retrocesso verificado durante a pandemia” de covid-19.

Segundo as duas organizações, dos 22 milhões de crianças que não receberam a primeira dose da vacina contra o sarampo em 2022, mais de metade vive em 10 países: Angola, Brasil, República Democrática do Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Madagáscar, Nigéria, Paquistão e Filipinas.

“A falta de recuperação da cobertura vacinal contra o sarampo nos países de baixos rendimentos após a pandemia é um sinal de alarme para que se atue”, prossegue a OMS e os CDC.

Para a diretora da OMS para a Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos, Kate O’Brien, “o sarampo é chamado o vírus da desigualdade por uma boa razão: é a doença que vai encontrar e atacar aqueles que não estão protegidos”.

E acrescentou: “As crianças de todo o mundo têm o direito de serem protegidas pela vacina contra o sarampo, que salva vidas, independentemente do local onde vivem”.

Por esta razão, a OMS e os CDC apelam aos países para que encontrem e vacinem todas as crianças contra o sarampo e outras doenças evitáveis pela vacinação e que incentivam as partes interessadas a nível mundial a ajudar os países a vacinar as suas comunidades mais vulneráveis.

ANG/Inforpress/Lusa

 


Reconhecimento
/Presidente da República condecora António Costa com a Ordem Nacional Colinas de Boé

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, condecou o demissionário primeiro-ministro português, António Costa, com a Ordem Nacional Colinas de Boé, uma das mais altas condecorações do pais.

O chefe de Estado guineense distinguiu António Costa na cerimónia de comemorações dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau, e os 59 anos da criação das Forças Armadas, que decorreu quinta-feira em Bissau com a presença de convidados de vários países.

O primeiro-ministro português assistiu à cerimónia na primeira fila da tribuna presidencial, na avenida Amílcar Cabral, onde se sentou também o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo já tinha sido condecorado, em 2021, durante uma visita à Guiné-Bissau com outras das mais altas condecorações do país, a medalha Amílcar Cabral, o histórico guerrilheiro da independência.

Ainda na quinta-feira, o Presidente português foi surpreendido pelo homólogo guineense com a atribuição do nome Marcelo Rebelo de Sousa a uma rua da capital guineense.

Nas comemorações dos 50 anos da independência, o Presidente da Guiné-Bissau  condecorou ainda dois cubanos que estiveram na luta pela independência, nomeadamente o Comandante Moia e Embaixador Òscar,  o treinador nacional de futebol da Guiné-Bissau, Baciro Candé e o presidente do conselho de administração do grupo Lusófona, Manuel Damásio.

Todos receberam a medalha Ordem Nacional Colinas de Boé.

O evento foi marcado com duas fases de desfile, uma primeira parte reservada às entidades civis, nomeadamente a Associação das Mulheres das Atividades Económicas (AMAE), a Associação Nacional dos Agricultores da Guiné (ANAG), os Empreendedores Guineenses, os alunos do Liceu Nacional Kwame Nkrumah, os Escuteiros, o grupo cultural Netos de Bandim, a Igreja Adventista e as regiões do país foram representadas por diferentes grupos.

Na segunda parte desfilaram 16 companhias dos três ramos das Forças Armadas, nomeadamente Estado-Maior do Exército, regimento dos Comandos, Companhia das Mulheres do Exército, Marinheiros, Fuzileiros Navais, Força Aérea, Primeira e Segunda Companhias da Guarda Nacional, Companhia das Mulheres da Guarda Nacional, Comando da Proteção Civil (Bombeiros Humanitários), Primeira e Segunda Companhias da Polícia da Ordem Pública, Companhia das Mulheres da Polícia da Ordem Pública, Serviço de Migração, Búfalos da Guarda Nacional e dos Para-comandos (as Forças Especiais). ANG/Lusa

 


Comemoração do Dia da Independência
/Marcelo Rebelo de Sousa inaugura rua com o seu nome em Bissau

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugurou quinta-feira uma rua com o seu nome em Bissau, juntamente com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, a meio da celebração oficial dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau.

O primeiro-ministro, António Costa, acompanhou esta breve cerimónia de inauguração, ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa. Questionado se é merecida esta homenagem, respondeu: "É, com certeza".

A Rua Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é uma transversal à Avenida Amílcar Cabral, mesmo no centro da capital guineense, onde decorreu quinta-feira de manhã o ato solene comemorativo do cinquentenário da independência da Guiné-Bissau.

Interrogado se está orgulhoso por ter uma rua com o seu nome em Bissau, o Presidente português contrapôs que "Portugal é que está orgulhoso pelas relações fraternas com a Guiné-Bissau".

Umaro Sissoco Embaló, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa caminharam juntos para esta inauguração, em que foi cortada uma fita e descerrada uma placa, e de seguida regressaram à tribuna de honra na Avenida Amílcar Cabral.

A cerimónia de inauguração da Rua Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, na qual também esteve presente o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, durou cerca de cinco minutos.

Depois, foi retomado o ato solene de comemoração dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau, com um discurso do Presidente guineense à nação.

Esta celebração coincide com uma crise política em Portugal, com o primeiro-ministro demissionário e eleições legislativas antecipadas anunciadas para 10 de março, mas com o Governo ainda em plenitude de funções.

Na tribuna de honra, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa estão separados por seis lugares, por motivos protocolares, e no jantar oficial de quarta-feira em Bissau também ficaram à distância, trocando apenas um aperto de mão.

A caminhada conjunta até à renomeada Rua Presidente Marcelo Rebelo de Sousa foi o primeiro momento em que estiveram lado a lado em público desde que António Costa apresentou a demissão, há nove dias.

Os dois deverão regressar a Portugal ainda na quinta-feira após um almoço oferecido pelo Presidente da Guiné-Bissau, no Palácio Presidencial, em voos separados.

A Guiné-Bissau foi a primeira colónia portuguesa em África a tornar-se independente. A independência foi proclamada unilateralmente em 24 de setembro de 1973, decorrida uma década de luta armada.

As Nações Unidas reconheceram de imediato a independência da Guiné-Bissau, e Portugal apenas um ano mais tarde, em setembro de 1974, após o 25 de Abril.ANG/Lusa

 

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Política/Guiné-Bissau assinala oficialmente 50 anos de independência e 59  de criação das FARP

Bissau, 16 Nov 23 (ANG) - A Guiné-Bissau assinalou oficialmente esta quinta-feira,  os 50 anos da independência e os 59/o aniversário das Forças Armadas,  com as cerimónias a terem lugar na Avenida Amílcar Cabral requalificada, em Bissau.

 O ato mais importante da cerimónia foi a apresentação de uma Mensagem à Nação, pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, após a qual se seguiu o desfile civil e militar.

Terminada a fase de desfiles, o Presidente guineense deslocou-se com os  convidados para o Palácio da República, situado na Praça dos Heróis Nacionais, para um almoço oficial que encerra as cerimónias de celebração do cinquentenário da independência e do Dia das Forças Armadas.

A cerimónia ficou também marcada com a condecoração com a Medalha Colinas de Boé de diversas personalidades, nomeadamente, o primeiro-ministro demissionário de Portugal, António Costa, o selecionador nacional de futebol, Baciro Candé e o internacionalista cubano, Comandante Moia.

A cerimónia comemorativa dos 50 anos da independência e dos 59 anos da criação das Forças Armadas, foi marcada com a presença de sete chefes de Estado, dois vice-presidentes da República e quatro primeiros-ministros e cujo ato marcado ainda  com um desfile civil e militar na renovada avenida Amílcar Cabral, em Bissau.ANG//SG

Cultura/Exposição “Amílcar Cabral” viaja até Bissau nos 50 anos da independência

Bissau, 15 Nov 23(ANG) – A exposição “Amílcar Cabral”, organizada para as comemorações do 25 de Abril em Portugal, viajou até à Guiné-Bissau para assinalar os 50 anos da independência do país africano e abre ao público, na quinta-feira, no Palácio Presidencial.

Aquele que é considerado herói nacional na Guiné-Bissau é homenageado nesta exposição que já esteve patente no Palácio Baldaya, em Lisboa, e inicia agora uma itinerância pela Guiné-Bissau e, no próximo ano, Cabo Verde.

A mostra abre ao público no dia das comemorações dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau, para a qual contribuiu decisivamente o histórico guerrilheiro, assassinado antes da proclamação unilateral da mesma.

A Guiné-Bissau prepara-se para assinalar, em 2024, o centenário do nascimento de Amílcar Cabral e a história do líder político, engenheiro agrónomo e ativista cultural poderá ser visitada nesta exposição.

Trata-se de uma nova edição de “Amílcar Cabral, Uma Exposição” organizada pela Comissão Executiva da Estrutura de Missão para as Comemorações do quinquagésimo aniversário da Revolução portuguesa, e que conta com o apoio do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, da Embaixada de Portugal em Bissau e das autoridades guineenses.
Comissariada por José Neves e Leonor Pires Martins, um dos responsáveis pelo projeto de arquitetura da mostra,

Ricardo Santos, explicou à Lusa que “a exposição passa um pouco por toda a vida de Amílcar Cabral, mas também toda a influência que a obra dele tem até aos nossos dias”.

Organizada de forma cronológica, a mostra começa nos anos 50, 60 do século passado e acaba com vídeos e instalações, mais recentes, da autoria de pessoas que continuam a trabalhar sobre a obra e a memória de Amílcar Cabral.

A exposição é composta por documentos históricos, recortes de jornais, cartazes, fotografias e documentos, nomeadamente com o partido que fundou, o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), assim como por um mapa com todas as viagens que fez pelo mundo.

O adido para a cooperação e representante do Instituto Camões na Guiné-Bissau, António Nunes, disse à Lusa que o instituto financiou o transporte e a montagem por entender que “seria vantajoso que a população da Guiné-Bissau pudesse ter acesso à exposição para que vissem o impacto que Amílcar Cabral teve”.

A organização destaca que a história da Guiné-Bissau, a primeira colónia a declarar a independência, é indissociável do 25 de Abril e da liberdade em Portugal.

O académico Vítor Barros irá guiar os visitantes nesta mostra com o entusiasmo com que tem estudado e publicado em revistas e seminários internacionais sobre Amílcar Cabral.

Observou à Lusa que o homem ligado à independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde “continua ainda hoje em várias partes do mundo a despertar interesse e admiração” e gostava que “as ideias de Cabral fossem ensinadas nas universidades e em escolas de referência”. ANG/Inforpress/Lusa

 


Economia
/Preços das moedas para quinta-feira, 16 de novembro de 2023

MOEDA

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Euro

655.957

655.957

dólares americanos

601.750

608.750

Yen japonês

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Libra esterlina

746.250

753.250

Franco suíço

678.250

684.250

Dólar canadense

438.250

445.250

Yuan chinês

82.500

84.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

163.250

166.250

 Fonte: BCEAO

ONU/Israel rejeita resolução do Conselho de Segurança que pede pausas humanitárias

Bissau, 16 Nov 23 (ANG) – O embaixador de Israel na ONU rejeitou na quinta-feira a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança que apela a pausas e corredores humanitários urgentes e alargados em Gaza, argumentando que a medida “está desligada da realidade e sem significado”.

“Independentemente do que o Conselho decida, Israel continuará
a agir de acordo com a lei internacional, enquanto os terroristas do hamas nem sequer lerão a resolução, muito menos a cumprirão”, escreveu Gilad Erdan na plataforma X (antigo Twitter).

De acordo com o diplomata, Israel “continuará a agir até que o hamas seja destruído e os reféns sejam devolvidos”.

“É lamentável que o Conselho continue a ignorar, a não condenar, ou mesmo a mencionar, o massacre levado a cabo pelo hamas em 07 de outubro, que conduziu à guerra em Gaza. É realmente vergonhoso”, acrescentou Erdan.

A estratégia do hamas, de acordo com o embaixador de Israel, consiste “em deteriorar deliberadamente a situação humanitária na Faixa de Gaza e aumentar o número de vítimas palestinianas, a fim de motivar a ONU e o Conselho de Segurança a travar Israel”, mas “isso não vai acontecer”, assegurou.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje uma resolução que “apela a pausas e corredores humanitários extensos e urgentes durante um número suficiente de dias” para permitir a entrega de ajuda humanitária aos civis em Gaza.

A resolução, da autoria de Malta, recebeu 12 votos a favor e três abstenções: Estados Unidos, Reino Unido e Rússia.

Os Estados Unidos e o Reino Unido justificaram a sua abstenção com o facto de a resolução não condenar claramente os ataques terroristas do hamas.

A resolução tem um forte ângulo humanitário, com especial destaque para a situação das crianças em Gaza.

O texto, que enfatiza a situação das crianças em quase todos os parágrafos, “exige que todas as partes respeitem as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, especialmente no que diz respeito à proteção dos civis, em particular das crianças”.

Também “apela” à “libertação imediata e incondicional de todos os reféns detidos pelo Hamas e outros grupos, especialmente crianças”.

Apesar das resoluções do Conselho de Segurança serem vinculativas, isso não impede que alguns países as ignorem.

Em resposta à adoção desta resolução, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita instou o Conselho de Segurança e a comunidade internacional a exigir “a rápida libertação de todos os reféns israelitas, conforme estipulado na resolução”.

“Não há espaço para tréguas humanitárias prolongadas enquanto 239 raptados estiverem nas mãos de terroristas do Hamas”, argumentou o porta-voz, Lior Haiat, na plataforma X.

Para o analista Richard Gowan, do International Crisis Group (ICG), apesar de o Conselho de Segurança ter conseguido superar um bloqueio de 40 dias acerca da guerra em Gaza e adotar uma resolução sobre o assunto, a medida provavelmente não terá qualquer impacto significativo.

“O Conselho de Segurança levou um mês para adotar uma resolução (…), mas temo que isto seja principalmente um dispositivo para aliviar tensões”, escreveu o analista, também na plataforma X.

Gowan recordou que o Conselho de Segurança também apelou a um cessar-fogo em guerras desde os Balcãs à Síria “com pouco ou nenhum impacto”.

“A resolução foi redigida de uma forma que não coloca nenhuma pressão política real sobre Israel, mas os Estados Unidos provavelmente instarão Israel a mostrar mais flexibilidade nas questões de ajuda para satisfazer a opinião global”, disse Gowan à agência Associated Press (AP).

“O conselho não passará deste texto para um apelo a um cessar-fogo, a menos que os factos mudem significativamente no terreno”, avaliou ainda.

ANG/Inforpress/Lusa