quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Política/Presidente da República diz que vai ganhar  eleições e que Braima Camará continuará primeiro-ministro

‎‎Bissau 17 Set 25 (ANG) – O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló agradeceu, terça-feira, as autoridades senegalesas pela  solidariedade para com o Chefe de Governo, Braima Camará, que permitiu a sua recuperação, após mais de duas semanas de tratamento médico.

Umaro Sissoco Embaló falava à imprensa após receber no aeroporto o Primeiro-ministro, Braima Camará que acabara de chegar de Dacar, no Senegal onde esteve internado durante 21 dias em tratamento médico, no Hospital Principal de Dacar.

 “Com a dupla Embaló/Camará a Guiné-Bissau não vai parar. Vamos ganhar as eleições e ele continuará a ter a minha confiança para juntos desenvolvermos a Guiné-Bissau", disse Sissoco Embaló.

O Primeiro-ministro Braima Camará afirmou que voltou ao país, são, salvo, firme e determinado para o combate realçando que hoje,  estará no seu gabinete, no Palácio do Governo, a trabalhar.

Camará  regressou ao país proveniente de Dakar(Senegal), onde esteve 21 dias em tratamento médico, depois de sentir-se mal e ter caído numa cerimónia no Palácio da República, em Bissau.

‎Em declarações à imprensa  à sua chegada ao Aeroporto Internacional de  Bissau onde foi recebido pelo Presidente da República Umaro Sissoco Embaló,  Braima Camará disse que  quer a  paz, o diálogo, a unidade  e o entendimento entre todos  os filhos da Guiné-Bissau.

“Como podem ver,  estou emocionado por isso não quero alongar-me muito por não estar em condições de fazê-lo”,  disse, afirmando que trouxe ao país uma mensagem de paz e  tranquilidade.

‎Braima Camará disse que qualquer país do mundo desejaria ter uma figura como Umaro Sissoco Embaló na Presidência  da República, pelas suas influências e relações que construiu até aqui para restabelecer à Guiné-Bissau a sua dignidade na arena internacional e nos blocos comunitários.

‎Camará criticou o facto de muitas pessoas terem interpretado erradamente o seu caso, ao ponto de desejar-lhe a morte.

Segundo explicou, muitas vozes disseram que tinha sofrido um  Acidente Vascular Cerebral(AVC),  que alguns desejaram-lhe a morte e outros inclusive enviaram mensagens de encorajamento para a sua família .

Para Camará,  quem pode determinar o fim de uma pessoa é o Altíssimo Deus tendo agradecido ao Presidente Embaló, por tudo.

“Por isso, reafirmo que os 21 dias que estive em Dakar, não me senti isolado nem abandonado”, vincou o Primeiro-ministro. ANG/MSC/ÂC//SG


Regiões
/RENAJI-GB capacita cerca de 50 Educadoras de Infância no domínio de Nutrição e Boa Alimentação

Canchungo, 17 Set 25 (ANG) – A Rede Nacional dos Jardins de Infância na Guiné-Bissau (RENAJI-GB), promoveu, terça-feira, em Canchungo, uma jornada   de capacitação de cerca de 50 Educadoras de Infância, no domínio de Nutrição e Boa Alimentação  , e que teve a duração de um dia.

Segundo o Correspondente da ANG na região de Cacheu,  o Coordenador da “RENAJI-GB” Quecuta Indjai, garantiu que após a formação os beneficiários  estarão em condições de poder ajudar aos pais e encarregados de educação das crianças a alimentarem os seus educandos com base em produtos locais: batata, mandioca, Inhame, mancarra, banana e  legumes.

“O objetivo da formação  é manter as  Educadoras Infantis informadas sobre  produtos alimentícios locais importantes para o crescimento das crianças”, disse Indjai.

Para as participantes Siré Fico e Nino José Vaz, o tema “Nutrição Saudável das Crianças nos Jardins” escolhido pela “RENAJI-GB”  é de extrema importância, uma vez que vai contribuir muito na dieta alimentar das crianças em diferentes Jardins de Canchungo.

Os dois educadores  prometeram prestar apoios aos pais e encarregados de educação das crianças, no que tem a ver com a forma de alimentarem os seus filhos com produtos locais, à custo financeiro barato.

De acordo com o correspondente da ANG em Canchungo, a  formação foi realizada no quadro do Projeto “Raiz de Mininos”,  implementado pela “RENAJI-GB”, e que conta com  apoio financeiro do UNICEF.ANG/AG/LLA/ÂC//SG  

 

    

Regiões/Coordenadora da Saúde Materna Infantil satisfeita com  reabilitação da Maternidade do Hospital de Canchungo

Canchungo, 17 Set 25 (ANG) – A Coordenadora do Projeto Saúde Materno Infantil afirmou , terça-feira, estar satisfeita com a conclusão  das obras de reabilitação da Maternidade do Hospital Regional de Cacheu, em Canchungo.

Madeleine Menezes D`Alva falava ao  Correspondente  da ANG na região de Cacheu, no ato de entrega provisória do respectivo estabelecimento hospitalar, cujas as obras foram financiadas pelo Banco Mundial, com objectivo de melhorar a qualidade de prestação de serviço materno infantil.

De acordo com Menezes D`Alva, está prevista que esta unidade hospitalar beneficiasse , até   início de Outubro ,de materiais e equipamentos, e ainda de recursos humanos necessários para salvar mais vidas de mães e crianças.

O Diretor do Hospital Regional de Cacheu,  Ambrósio Pereira, salientou que o investimento do Banco Mundial tem grande importância para a promoção da saúde pública das mães e crianças na região, tendo garantido  bom uso da renovada estrutura sanitária pelos técnicos.

As obras de reabilitação da Maternidade do Hospital Regional de Cacheu em Canchungo, iniciaram no dia 17 de Fevereiro e terminaram nos finais do mês de Agosto de 2025. ANG/AG/MSC/ÂC//SG




Cooperação/
Guiné-Bissau firma acordo de isenção de vistos com a República do Burundi

Bissau, 17 Set 25 (ANG) - A Guiné-Bissau e Burundi assinaram, terça-feira, em Bissau, três acordos de cooperação , nomeadamente, o  acordo quadro de cooperação, de isenção de vistos para passaportes diplomáticos, de serviços e ordinários e o protocolo de acordo sobre consultas políticas e diplomáticas.

Os  acordos foram celebrados no quadro da visita de Estado de três dias, que o Presidente da República de Burundi, Évariste Ndayishimiye realiza na Guiné-Bissau e que termina esta quarta-feira.

Assinaram os acordos o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné-Bissau, Carlos Pinto Pereira e o  ministro dos Negócios Estrangeiros, Integração Regional e da Cooperação para o Desenvolvimento do Burundi,  Edouard Bizimana, na presença dos  chefes de Estados dos dois países.

Após assinatura dos  acordos de cooperação, o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló destacou que  a assinatura do acordo quadro de cooperação é uma demonstração de que  a cooperação entre os dois países conhecerá melhores caminhos para parcerias frutuosas em setores chave como a agricultura, ensino, as infraestruturas, o comércio e a segurança.    

“É com grande alegria que acolhi o Presidente da República do Burundi e a sua delegação no país. Após a visita que tive grande prazer de realizar em Abril passado, a visita do Estado que termina  hoje marca um momento importante na história das nossas relações bilaterais, como símbolo de amizade,  solidariedade e de aproximação entre os nossos dois países e povos irmãos. Apesar da distância geográfica que nos separa, a Guiné-Bissau e o Burundi estão unidos pelos mesmos princípios e valores, bem como uma visão partilhada da importância da paz e da unidade nacional”, sublinhou Embaló.

O Presidente Umaro Sissoco Embaló disse que os dois países percorreram caminhos semelhantes, marcados pela vivência e determinação dos povos e constante procura de meios necessários para garantir a soberania, a dignidade e o desenvolvimento dos respetivos países.

O chefe de Estado realçou  que a visita de Estado do Presidente do Burundi reforça os laços humanos, económicos, diplomáticos, comerciais, académicos, culturais, e desportivos, bem como promove intercâmbio entre jovens, mulheres, empreendedores e setores privados dos dois países.

O Presidente da República do Burundi, Évariste Ndayishimiye, sublinhou que se trata da primeira visita de  Estado que efetua à Guiné-Bissau e que inscreve-se na ligação de amizade e da solidariedade entre os dois países, iniciada já há muitos anos e  reforçada aquando da visita do Presidente Embaló a Burundi, em Março último.ANG/MI/ÂC//SG

 

Brasil/Bolsonaro tem um problema renal e vai permanecer hospitalizado

Bissau, 17 Set 25 (ANG) - O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, condenado na semana passada a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, está com um problema renal e vai permanecer hospitalizado, anunciou hoje a unidade de saúde.

Em prisão domiciliária desde o início de agosto, o antigo chefe de Estado, de 70 anos, deixou a sua residência sob escolta na tarde de terça-feira, após sentir-se mal, e foi internado na clínica privada DF Star, em Brasília, onde passou a noite sob observação, segundo a família.

De acordo com o boletim médico da DF Star, Bolsonaro chegou à clínica na terça-feira "desidratado, com aumento da frequência cardíaca e uma baixa da pressão arterial".

"Os exames evidenciaram persistência de anemia e alteração da função renal", indicaram os médicos, acrescentando que o ex-presidente permanecerá sob observação durante todo o dia de hoje para determinar se terá de continuar hospitalizado.

Na terça-feira, o seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro, relatou episódios de vómitos e uma "crise de soluços mais grave" que deixou o pai "cerca de dez segundos sem respirar".

No domingo, Bolsonaro tinha saído brevemente da residência onde cumpre prisão domiciliária para realizar uma biópsia cutânea.

Em 11 de setembro, o Supremo Tribunal Federal condenou-o a 27 anos e três meses de prisão, no final de um julgamento histórico em que foi considerado culpado de conspirar para se manter no poder, apesar da derrota eleitoral face ao atual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.

No entanto, só poderá ser preso após o esgotamento de todos os recursos possíveis, e a sua defesa já anunciou que vai recorrer em breve.ANG/Lusa

 

Senegal/ Cento e doze migranyes resgatados após cinco dias à derivva em alto mar

Bissau, 17 Set 25 (ANG) – Um total de 112 migrantes em perigo foram resgatados na terça-feira pela Gendarmariie Senegalesa após cinco dias à deriva no mar, disseram fontes de segurança.

Os sobreviventes, incluindo 62 da Gâmbia, 33 do Senegal e 17 do Mali, estavam a bordo de uma piroga que havia deixado a costa gambiana em direção à Europa, disseram as mesmas fontes em um comunicado retransmitido pela mídia local.

Abandonado após uma avaria, o barco foi avistado no mar antes de ser escoltado pela Marinha Senegalesa até a praia em Dacar, onde os migrantes foram levados sob custódia pelas autoridades policiais.

"Não houve relatos de mortes ou feridos, embora vários tenham mostrado sinais de exaustão", disseram as mesmas fontes.ANG/FAAPA

 

       Mali/Fórum de Investimento da OIC em África prevista para Dezembro

Bissau, 17 Set 25 (ANG) - A capital do Mali, Bamako, sediará o primeiro Fórum de Investimentos da Organização de Cooperação Islâmica (OCI) em África, de 2 a 4 de dezembro, sob o tema "Libertando o Potencial de Investimento da África".

Este evento de três dias reunirá as principais partes interessadas em comércio e investimentos para explorar novas perspectivas econômicas para o Mali, a região e todos os países africanos membros da OIC, enfatizaram os organizadores.

As discussões se concentrarão em vários setores estratégicos, incluindo agricultura, mineração, energia renovável, infraestrutura, tecnologias de informação e comunicação, manufatura, têxteis, turismo e serviços financeiros.

O fórum tem como objetivo fomentar parcerias público-privadas e promover projetos que possam atrair novos capitais, com o apoio de instituições como o Banco Islâmico de Desenvolvimento, segundo as mesmas fontes.

O comércio intra-OCI atingiu US$ 539,54 bilhões em 2024, acima dos US$ 363,81 bilhões da década anterior. Na África, o comércio atingiu US$ 220,3 bilhões, um aumento de 12,4% em relação ao ano anterior, mas a participação do continente no comércio global permanece limitada a 2,9%.

O Fórum de Bamako visa, portanto, fornecer uma plataforma de diálogo e negociação para estimular ainda mais o investimento e fortalecer a posição do continente na economia global.ANG/FAAPA


Serra Leoa/Validados estudos técnicos preliminares sobre Corredor Praia-Dacar-Abidjan

Bissau, 17 Set 25 (ANG) - Os estudos técnicos preliminares inerentes ao desenvolvimento do Corredor Praia-Dakar-Abidjan foram validados durante a 4ª reunião do Comitê Diretor Ministerial deste projeto, realizada recentemente em Freetown (Serra Leoa).

Ao mesmo tempo, o referido Comitê Ministerial definiu os próximos passos para a concretização desta infraestrutura estratégica da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), informou a Agência de Imprensa da Costa do Marfim (AIP) na terça-feira, citando um comunicado de imprensa da CEDEAO.

Esta reunião também foi uma oportunidade para os ministros presentes analisarem a ratificação do tratado por determinados estados-membros, as opções de financiamento, incluindo parcerias público-privadas, bem como o quadro institucional e jurídico do projeto.

Recorde-se que o Corredor Praia-Dakar-Abidjan visa ligar as capitais e zonas portuárias de oito países-membros (Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Senegal e Serra Leoa), graças a uma combinação de ligações rodoviárias, ferroviárias e marítimas.

Considerado um pilar importante da integração da África Ocidental, este projeto visa facilitar a livre circulação de pessoas e mercadorias, reduzir os custos de transporte e estimular o comércio intra-regional. ANG/FAAPA

Médio Oriente/Israel abre nova rota durante 48 horas para evacuar Cidade de Gaza

Bissau, 17 Set 25(ANG) – Israel vai abrir hoje, às 12:00 (10:00 em Lisboa), e durante 48 horas, uma segunda estrada que atravessa a Faixa de Gaza, para obrigar a população a abandonar a Cidade de Gaza.


"Poderão viajar pela autoestrada Salah al-Din e depois continuar para sul a partir de Wadi Gaza [centro]", lê-se num comunicado do porta-voz do exército de Israel em árabe, Avichay Adraee, na rede social X.

Salah al-Din atravessa a Faixa de Gaza de norte a sul, no leste do enclave, paralelamente à fronteira com o território israelita. A outra rota já aberta, a autoestrada Rashid, também atravessa todo o enclave, mas no oeste, em paralelo com a costa.

No entanto, a maioria dos refugiados encontra-se no oeste da Cidade de Gaza, em acampamentos à beira-mar, para onde o exército israelita lhes ordenou que se deslocassem, à medida que a ofensiva na zona avança a partir de leste e norte.

Questionado pela agência de notícias EFE se as forças armadas vão garantir algum tipo de percurso seguro do oeste da Cidade de Gaza para leste, para que a população possa chegar à estrada Salah al-Din, Adraee não comentou.

O porta-voz do exército de Israel disse que esta rota permanecerá aberta até sexta-feira, às 12:00 (10:00 em Lisboa).

Na terça-feira, depois de o exército israelita ter iniciado uma operação terrestre na capital e após um mês de intensos bombardeamentos contra a população, milhares de pessoas dirigiram-se para a autoestrada Rashid para tentar fugir aos ataques.

No entanto, tal como em Agosto, a estrada estava congestionada com veículos e pessoas que transportavam os pertences a pé, tentando escapar.

Quando a EFE fez o mesmo percurso no sábado, demorou cinco horas a percorrer os cerca de 25 quilómetros que separam as praias de Mawasi (sul) das da Cidade de Gaza (norte).

A sobrelotação da rota, somada aos preços exorbitantes de tudo o que envolve a viagem e à falta de espaço na área designada pelo exército para os refugiados em Mawasi, além do cansaço após mais de dois anos de constantes evacuações, estão a levar muitos a regressar à Cidade de Gaza ou a simplesmente não partir.

Embora o exército estime que cerca de 350 mil pessoas tenham deixado a capital desde meados de Agosto, os dados divulgados pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários estimam o número em cerca de 150 mil.

Uma comissão independente da ONU, relatores de direitos humanos, organizações internacionais e um número crescente de países descreveram como genocídio a ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza, na qual morreram quase 65 mil pessoas, em resposta aos ataques do movimento islamita palestiniano Hamas contra solo israelita, a 07 de Outubro de 2023.

ANG/Inforpress/Lusa

Cooperação /“Não podemos combater a pobreza sem a paz, estabilidade e segurança”, diz PR de Burundi

Bissau, 17 Set 25 (ANG) – O Presidente da República de Burundi afirmou que não é possível combater a pobreza sem paz, estabilidade e segurança.

Évariste Ndayishimiye falava, terça-feira, numa palestra com os estudantes da Universidade Amílcar Cabral, subordinado ao tema: “Juventude, Paz e Segurança”.

O chefe de Estado burundês disse que, na qualidade do designado pela União Africana para Agenda de Juventude e Paz Africana, é uma honra debater com os jovens académicos os assuntos ligados ao desenvolvimento, porque amanhã serão comandantes para o desenvolvimento.

Apela aos jovens  para  trabalharem para a preservação da paz e estabilidade, para  recusarem  solicitações de  políticos que querem desestabilizar o país, porque “não há nada  superior  a paz”.

“Os nossos antepassados não morriam de fome como acontece hoje, não disputavam  cargos de poder, sabiam criar riquezas, preparar as crianças para um futuro melhor”, enalteceu, sublinhando que hoje  as pessoas querem uma vida melhor sem esforços, esquecendo que não se pode vencer a pobreza sem suor.

Évariste Ndayishimiye afirmou que quando se conquista algo sem dificuldade é um triunfo  feito sem gloria, razão pela qual se  deve lutar para vencer a pobreza.

Informou que liderou uma campanha no Burundi, subordinado ao lema: “Todos têm que Comer e Todos têm  que ter dinheiro no bolso”, e diz,   “para ter a  comida é preciso trabalhar e para trabalhar é preciso que haja  segurança e paz, caso contrário não é possível”.

De acordo com o chefe de Estado do Burundi,  que hoje termina uma visita de três dias ao país,  quer dizer que antes de tudo, deve-se procurar a paz , estabilidade e  segurança para criação de riqueza.

Afirmou estar muito contente porque em Burundi existe um grupo de jovens que se ocupa da limpeza, e que antes de 2020 os universitários não participavam na limpeza, mas hoje são exemplares, porque o dinheiro não tem cheiro e para eles o importante é ter recursos para sustentar as suas necessidades.

“Cada um entre vocês está a pensar na sua vida futura, vejo com amargura jovens africamos que se lançam ao mar em busca de melhores condições de vida na Europa”, lamentou, tendo encorajado aos jovens guineenses a terem  a esperança, porque em cada desafio existe uma oportunidade. ANG/LPG/ÂC//SG

Comunicação social/”Expulsão de jornalistas da Lusa e RTP da Guiné-Bissau foi totalmente injustificada”, defende a União Europeia

Bissau, 17 Set 25(ANG) - A Alta Representante da União Europeia (UE) para a diplomacia defendeu que a expulsão das equipas da Lusa e da RTP da Guiné-Bissau foi "totalmente injustificada", demonstrando preocupação com a situação no país com "eleições a caminho".

"A expulsão dos jornalistas foi totalmente injustificada, especialmente quando há eleições a caminho", disse Kaja Kallas, em entrevista à agência Lusa, acrescentando que "órgãos de comunicação social livres e independentes são a pedra basilar de qualquer democracia".

A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança acrescentou que "estes desenvolvimentos são muito preocupantes", em particular numa altura em que o bloco político-económico está "a aumentar a cooperação com a Guiné-Bissau em várias áreas, como as pescas e as migrações".

"Precisamos de olhar para estes problemas, se não forem na direção certa, será um retrocesso complicado", sustentou.

Questionada sobre a possibilidade de aplicar sanções ao Governo da Guiné-Bissau, na eventualidade de uma degradação contínua da situação democrática e político-social do país, Kaja Kallas foi taxativa: "São esses os instrumentos que estão na caixa de ferramentas da UE."

No entanto, "ainda não tiveram lugar discussões sobre o assunto", completou.

Em 15 de agosto, o Governo guineense anunciou que as delegações da agência Lusa, da RTP e da RDP tinham sido expulsas do país, e que a partir desse dia as emissões estavam suspensas.

O executivo de Bissau acrescentou que os representantes tinham que deixar o país até dia 19 desse mês, sem avançar razões para a decisão.

O caso mereceu repúdio dos respetivos órgãos de comunicação social portugueses e do Governo português.

Dois dias depois do anúncio, questionado pelos jornalistas na cidade da Praia, em Cabo Verde, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, escusou-se a explicar os motivos da expulsão dos órgãos de comunicação social portugueses.


"É um problema da Guiné-Bissau com Portugal, não é com Cabo Verde. Não vou responder a isso", disse o Presidente guineense quando questionado pelos jornalistas, no Palácio do Governo, na cidade da Praia.
ANG/ILusa

 

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Cooperação/Presidente da República enaltece cooperação com Burundi para uma África mais unida

Bissau, 16 Set 25(ANG)n - O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló afirmou que a visita do Chefe de Estado do Burundi à Guiné-Bissau demonstra a vontade de trabalhar na construção de uma África mais forte e unida.

Umaro Sissoco Embaló falava hoje ao lado do seu hóspede homólogo do Burundi, Évariste Ndayishimiye, em declarações conjunta à imprensa.

O Presidente da República acrescentou que esta visita de três dias de Ndyishimiye permitirá criar as bases para uma África orientada para a resiliência e o desenvolvimento sustentável.

Sissoco Embaló referiu ainda que a cooperação com o Burundi tem proporcionado benefícios diplomáticos, e impulsionado o desenvolvimento mútuo entre os dois países.

A visita ,segundo o PR representa um caminho para o estabelecimento de novas parcerias ao serviço do desenvolvimento da Guiné-Bissau e do Burundi.

Os dois Chefes de Estado deslocaram-se esta terça-feira à Fortaleza de Amura, onde procederam a deposição de coroas de flores nos jazigos de Amílcar Cabral e do General João Bernardo Vieira.

 À  chegada, foram recebidos pelo ministro da Defesa Nacional, Dionísio Cabi, e pelo Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas, General Biaguê Na N’tan.

O Presidente do Burundi visitou ainda na manhã de hoje à fábrica de Farinha de Trigo da empresa privada  MC Grupo, localizada na zona industrial de Bolola, onde foi recebido pelo ministro da Indústria, Transformação e Promoção de Produtos Locais, Florentino Fernando Dias, acompanhado pelo Administrador dessa fábrica.

Ainda esta terça-feira, Umaro Sissoco Embaló e Évariste Ndayishimiye animaram  uma palestra na Universidade Amílcar Cabral, sob o lema “Juventude, Paz e Segurança” , em que os debates se centraram no processo de desenvolvimento sustentável de África.


A visita do chefe de Estado do Burundi termina quarta-feira estando prevista a assinatura de acordos de cooperação bilateral entre os dois países, antes da partida de Évariste e sua delegação. ANG/ÂC//SG

Ensino/Frente Social manifesta “discordância” com o método aplicado pelo Governo para  recrutamento de professores  

Bissau, 16 Set 25 (ANG) – A Frente Social, organização que agrupa sindicatos da Educação e de Saúde, manifestou segunda-feira, a sua “total discordância”, com o método aplicado pelo Governo, para  recrutamento dos professores para o presente ano letivo - 2025/26.

A discordância foi manifestada através de uma Carta Aberta dirigida ao ministro  da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Queba Djaite, à que a Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve hoje acesso.

A Frente Social defende que o  processo de recrutamento deve resultar de uma clara identificação das  necessidades para cobrir as  vagas existentes nas escolas ao nível nacional, antes do início do ano letivo.

“O mais estranho e incompreensível é o recrutamento de pessoal de outras áreas do saber que não têm preparação pedagógica”, lê-se no documento.

Na carta dirigida ao ministro Djaite, a FS sublinha que a estrutura da educação formal, segundo a Lei de base do Sistema Educativo, está organizada sequencialmente nos ensinos pré-escolar, básico, secundário, superior, técnico profissional e outras modalidades especiais.

“Senhor ministro, com base nesta estrutura , o recrutamento de professores de 1º e 2º ciclo, deve basear-se nos formados na Unidade Escolar 17 de Fevereiro, Escola de Formação de Professores de Bolama e demais escolas vocacionadas para estes ciclos”, diz a organização sindical .

Para a FS,  ensinar é uma arte, por isso que se institui escolas vocacionadas para instrução das pessoas que vão transmitir  conhecimentos aos alunos ou estudantes. ANG/LLA/ÂC//SG  


Educação/Ministro promete acompanhar harmonização do currículo escolar para melhoria do ensino no país

Bissau, 16 Set 25 (ANG) – O ministro da Educação, Ensino Superior e Investigação Cientifica disse que a instituição que dirige vai acompanhar e seguir todos os trabalhos nas escolas para garantir que a harmonização curricular seja bem implementada, no sentido de garantir que os alunos não tenham dificuldades caso queiram transferir duma escola para outra, mesmo no decorrer do ano lectivo.

Queba Jaité, que falava na, segunda-feira, no ato de abertura do ateliê de Harmonização Curricular, promovido pelo Ministério da Educação com apoio técnico  da Fundação Fê e Cooperação (FEC) e do Instituto Politécnico de Setúbal, disse esperar que os cinco dias de ateliê produzam resultados capazes de servir para o  melhoramento do currículo escolar.

O referido ateliê, com a duração de cinco dias, tem como objetivo alinhar os conteúdos e métodos de ensino para melhorar a qualidade da educação básica no país.

Segundo o  Director-geral da Escola Superior de Educação, Djuldé Camará, o ateliê de harmonização do currículo escolar vai disponibilizar aos docentes ferramentas e conhecimentos necessários para fortalecerem as práticas pedagógicas.

“Esse processo de harmonização começou com apoio da FEC , na Unidade Escolar 17 de Fevereiro como um projecto piloto, hoje estamos a iniciar uma nova era de expansão para Unidade de Ensino Superior da Educação (ESE), com o  mesmo perfil de saída profissional”, disse.

Camará sublinhou   que a capacitação não é um objectivo isolado, mas sim  um processo continuo que deve envolver todos aspectos das  práticas pedagógicas.

“O ateliê é apenas um ponto de partida de caminho longo que trilharam juntos, pelo que é fundamental que cada um aproveite, no máximo, oportunidade de aprendizagem  durante os dias da formação”, disse.

Aquele responsável destacou a missão da Escola Superior de Educação de preparar os profissionais, não apenas para transmitem conhecimentos, mas  que também levam os alunos a terem pensamentos  críticos.

Djuldé Camará realçou que a harmonização curricular é um processo estratégico e essencial no sector da educação, sobretudo quando envolve  instituições que partilham a  missão formativa. ANG/MI/ÂC//SG 

 

Angola/ Novo salário mínimo já em vigor com sindicatos a apelarem à fiscalização do decreto

Bissau, 16 Set 25 (ANG) - O novo salário mínimo em Angola, de 100 mil (93 euros) e 50 mil Kwanzas (46 euros) para grandes e pequenas empresas angolanas, respectivamente, entrou hoje em vigor em todo o país.

Apesar do aumento, as centrais sindicais dizem que os valores ainda não agradam à classe, e exigem do governo maior fiscalização às empresas, sobretudo as micro e pequenas. 

As empresas angolanas devem, a partir deste terça-feira, 16 de Setembro, passar a pagar o novo salário mínimo fixado em 100 mil Kwanzas (93 euros), contra os actuais 70 mil Kwanzas (65 euros), ou apenas 50 mil Kwanzas (46 euros) para as pequenas empresas. A medida resulta de um acordo entre o governo e o movimento sindical angolano.

Admar Jinguma, membro da comissão técnica e negociadora das centrais sindicais, espera que o governo fiscalize a execução do decreto e que tome medidas pesadas contra as empresas que se negarem a pagar a nova tabela salarial.

“Estes 100 mil Kwanzas, agora sim, correspondem mesmo ao salário base. As empresas devem, obviamente, continuar a praticar o salário base e, obviamente, definir um conjunto de subsídios para aumentar o rendimento. Aqui o papel do Estado é fundamental, no sentido de continuar a fiscalizar e penalizar aquelas empresas que não estão a praticar o salário mínimo”, advertiu o sindicalista e secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores Angolanos, Sinprof.

Já o líder da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), Francisco Jacinto, aplaude a medida, apesar de reconhecer que o aumento não vai sequer contrapor o custo de vida dos trabalhadores.

“Os 100 mil Kwanzas nunca vão corresponder, digamos, a qualquer anseio, a qualquer expectativa de um trabalhador. Estes 100 mil Kwanzas, apesar de ser um elemento, digamos, considerável, não satisfazem ainda aquilo que são os desejos, que são as expectativas, que são os anseios dos trabalhadores. É claro que, diante das dificuldades que eu aqui enumero, não temos condições de sobreviver com os 100 mil Kwanzas”, lembrou o responsável e também advogado.

A Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA) informa que a lei do novo salário mínimo nacional é de cumprimento obrigatório. Por isso, as empresas que não implementarem ainda este mês, têm mais 12 meses, a contar da data da sua execução, para regularizar a situação salarial dos trabalhadores.ANG/RFI

 

     França/Lecornu retira “benefícios vitalícios” a ex-primeiros-ministros

Bissau, 16 Set 25 (ANG) – O  primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu,numa entrevista à imprensa regional, no fim de semana,afastou a hipótese de retomar o debate sobre a idade da reforma, mostrou-se disponível para discutir a justiça fiscal, recuou na proposta de suprimir dois feriados nacionais e anunciou a retirada de privilégios concedidos a antigos chefes de Governo.

 A medida entra em vigor a partir do dia 1 de Janeiro de 2026. Em declarações à RFI, o economista franco-português Pascal de Lima sublinha que “quando se exige um esforço a todos os franceses, é necessária uma postura exemplar da parte administração pública”.

O primeiro-ministro francês, Sébastian Lecornu, decidiu voltar atrás na medida de François Bayrou que pretendia suprimir dois dias de feriado do calendário dos franceses. Considera que foi a decisão mais acertada, numa altura em que o país está a braços com um movimento social?

Sim, mas penso que o assunto dos dias de feriado não é prioritário. Acredito que o mais importante são as 35 horas de trabalho semanais e, nesse aspecto, defendo que devia ser feita uma reforma mais eficaz, com a implementação de horários legais que garantam o cumprimento das 35 horas por semana.

Está a dizer que os franceses não cumprem as 35 horas de trabalho semanais?

Sim, exacto. Em relação a outros países europeus, a França está abaixo da quota mínima de trabalho para poder ser competitiva na economia europeia. Seria melhor reformar directamente o número de horas de trabalho semanais. Depois, há também o número de dias de férias dos quadros, particularmente nas categorias superiores do mercado de trabalho. O número de dias de férias penso que teria um impacto ainda mais significativo. Por exemplo, se pensarmos que mais uma hora de trabalho representaria cerca de 8 mil milhões de euros para os cofres franceses.

Questionado sobre a taxa Zucman, Sébastian Lecornu mostrou-se receptivo a trabalhar as questões de justiça fiscal. Quando fala sobre questões de justiça fiscal, a que se refere concretamente?

A taxa Zucman é um imposto mínimo sobre as grandes fortunas, que pode reforçar a justiça fiscal e gerar receitas adicionais. Mas só funciona com uma forte coordenação internacional, porque, caso contrário, existe o risco de fuga de capitais. Trata-se de um instrumento complementar, não de uma solução única. O facto de se mostrar receptivo a trabalhar as questões de justiça fiscal é positivo e dá legitimidade social. Todavia, o esforço orçamental deve ser feito com critério, protegendo o património produtivo - que gera investimento e emprego - e concentrando a tributação acrescida sobre patrimónios essencialmente financeiros ou especulativos, menos sensíveis.

O patrão do MEDEF, Patrick Martin, associa a taxa Zucman à palavra “espoliação”?

Porque a pressão fiscal é muito elevada e Patrick Martin receia que a taxa Zucman diminua a atractividade da França.

Isso pode acontecer?

Sim, pode. É muito importante fazer a distinção entre um património ganho pelo trabalho e um património totalmente ligado a heranças - são realidades muito diferentes. Portanto, o MEDEF não está contra e, eventualmente, até preconiza um pequeno imposto sobre os grandes patrimónios ligados à herança, mas não sobre os patrimónios resultantes do trabalho. O problema é que o Governo não faz essa diferenciação.

Mas, a seu ver, seria necessário fazê-lo?

Claro que sim. Seria essencial fazer essa distinção entre o património de herança e o património ligado ao trabalho.

O chefe do executivo francês falou ainda em retirar privilégios vitalícios a antigos primeiros-ministros, a medida entra em vigor a partir de Janeiro de 2026. O que representa este corte em termos de despesa do Estado? Ou trata-se apenas de um sinal para os franceses, numa altura em que o executivo fala em austeridade?

Quando se pede um esforço a todos os franceses, espera-se também um comportamento exemplar da parte da administração pública. O peso da administração pública e das colectividades representa cerca de 500 mil milhões de euros. Ou seja, é uma parte importante das despesas públicas, com a administração a apresentar fraca eficácia. É importante pensar na eficiência da despesa pública, como fazem os países anglo-saxónicos, em áreas como a saúde, a educação e outros sectores.

Segundo o Tribunal de Contas, o desperdício de medicamentos representou, em 2023, entre 561 milhões e 1,7 mil milhões de euros ao Estado francês...

É urgente reforçar a prevenção para melhorar a eficácia da despesa em saúde. É exactamente o mesmo em relação a outras despesas sociais, como o desemprego, as reformas no mercado de trabalho, os subsídios às empresas. Precisamos de perceber que há subsídios que ajudam efectivamente as empresas, mas outros são ineficazes. É essa reflexão que precisamos de fazer em 2025.

Sébastian Lecornu fala ainda de um debate sobre a descentralização. O que pode ser feito aqui? Olhar para o Estado e perceber onde é possível cortar mantendo a eficácia?

Sim, pode ser uma oportunidade para melhorar a eficiência e a responsabilização da administração pública. Mas só funcionará se a transferência de competências vier acompanhada de um financiamento estável e de um mecanismo claro de avaliação. Caso contrário, corre-se o risco de aumentar a complexidade sem ganhos reais - e é isso que devemos evitar.

Sébastian Lecornu disse, no entanto, que não está disponível para voltar ao debate sobre a idade da reforma. Considera que é uma decisão sensata, numa altura em que tenta dialogar com todas as forças políticas?

Sim, penso que é uma boa ideia, uma vez que a estabilidade política é uma questão sensível. As greves não são positivas para a economia francesa e diminuem a atractividade do território. Considero, por isso, que se trata de uma decisão política com impactos positivos, que evita tensões entre gerações e contribui para a coesão social num período de instabilidade política.

Este fim-de-semana vimos a agência de rating norte-americana Fitch baixar a nota da dívida soberana da França. Quais são os verdadeiros impactos desta decisão?

É sobretudo um sinal de alerta quanto à trajectória das finanças públicas. A França continua a ser considerada um país de baixo risco, mas perde uma parte da confiança dos mercados.

A primeira consequência é que o país tem hoje menos margem de manobra orçamental. E, se não há margem de manobra, é porque o Estado precisa de financiamento para as suas despesas, o que antecipa um cenário de aumento dos impostos. Outra consequência prende-se com as taxas de juro no mercado do crédito imobiliário, já que os investidores exigem um prémio de risco maior para investir em dívida pública francesa - e essa taxa serve de referência para o crédito imobiliário. Assim, os bancos vão também aumentar ligeiramente o custo do crédito à habitação, impactando o poder de compra dos franceses.

Há também o peso da dívida francesa: o valor que o país paga em juros passou de 58,8 mil milhões em 2024 e pode atingir os 107 mil milhões em 2029. Esta realidade revela que é imperativo organizar as contas públicas ou expõe um modelo económico que deixou de funcionar?

Mostra que o custo da dívida está a consumir uma fatia crescente dos recursos públicos, reduzindo a margem de manobra para investimentos e políticas sociais. Não significa que o modelo económico francês tenha falhado completamente, mas que precisa de ser ajustado quanto à eficácia da despesa pública. É preciso racionalizar a despesa para investir melhor. Sem uma gestão mais rigorosa, os juros tornam-se uma bola de neve que asfixia a capacidade de acção do Estado.ANG/RFI