segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Turismo



Guiné-Bissau representada na feira Internacional de Turismo de Madrid
 
Bissau, 02 Fev  15(ANG)- Uma delegaçäo guineense chefiada pelo Secretario de Estado doTurismo,representou o pais,na feira anual internacional do Turismo,que decorreu recentemente em Madrid, Espanha, durante quatro dias, soube  hoje a ANG.

Segundo o colaborador da Agência de Noticias da Guiné em Madrid, Braima Camara  tratou-se de uma  exposiçao de produtos artesanais e potenacialidades paisagisticas  Naturais dos cinco continente que constituiem o Mundo.

No âmbito deste certame internacional o titular da pasta do Turismo
Guineense participou em workshop dos dirigentes africanos ligados ao
Turismo,no qual   se  debateu    novos planos estratégicos para
fomentar o turismo económico e atrair mais investimentos  internacionais para os paises africanos.

Vicente Fernandes acompanhado pelo embaixador Guineense em Espanha
Paulo Silva,tomou parte igualmente na reuniao  dos
Ministros do Turismo Africano, convocada pelo  Secretario Geral da Organizaçâo Mundial do Turismo(OMT),Taled Rifal.

Em declaraçöes à imprensa, o governante guineense,para além de demonstrar
a sua satisfaçao pela participaçäo no certame apos três anos de suspensao do pais da Organizaçäo Mundial do Turismo(OMT) ,indicou que a
Guine-Bissau é um dos melhores destinos turisticos em Africa devido as suas potencialidades, mas que necessitam de ser vistas pelo mundo fora.

Fernandes assegurou, por outro lado, que o executivo guineense esta empenhado na construçâo de boa imagem do pais no exterior.

Segundo Braima Camara,  a Guine-Bissau näo participou nas exposiçöes dos
productos artesanais e turisticas,mais apenas em conferências e
workshops.
ANG/BC/SG

Reforço de capacidades


Jornalistas beneficiam de formação em matéria do audiovisual

Bissau, 02 Fev 15 (ANG) – um grupo de jornalistas da televisão e rádios comunitárias iniciaram hoje um ateliê sob o tema “Reforço de capacidade em matéria de recolha e tratamento de informações com base na metodologia moderna de comunicação audiovisual”.

O Ateliê que termina no próximo dia 9, é promovido pela Associação “Força Guiné”, em parceria com Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) do Brasil.

A cerimónia de abertura do evento foi presidido pelo Secretário-geral da Comunicação Social, Francisco Barreto que destacou o facto de a formação estar a ocorrer num momento em que o executivo se encontra empenhado no processo de reestruturação dos órgãos de comunicação social, sobretudo públicos, nomeadamente com o processo de transferência da televisão analógica para digital.

Este responsável disse ainda que o seu Ministério aposta na capacitação dos jornalistas e técnicos, através de formações necessárias.

O Coordenador da Associação Força Guiné, Arnaldo Sucuma sublinhou que o desenvolvimento da imprensa em qualquer país passa necessariamente pela formação de qualidade.

 Por isso, reafirmou o compromisso da associação de captar projectos seja interna ou externamente para capacitar os jornalistas Guineenses em diferentes áreas.

O curso é ministrado pelos formadores do Núcleo da Televisão e Rádio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e devera ser intercalada com produções audiovisuais sobre temáticas que constituem valores e diversidades culturais guineenses.

ANG/JD/SG






IBAP

Assinalada Jornada Mundial das Zonas Húmidas

Bissau, 02 Fev 15(ANG) - O Gabinete da Planificação Costeira, assinala hoje,  02 de Fevereiro, a “Jornada Mundial das Zonas Húmidas” com a realização de um debate de reflexão envolvendo a Rede de Jornalistas Ecológicos e os técnicos do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas(IBAP).

Ao presidir a abertura da jornada, subordinada ao lema, " Zonas Húmidas para o nosso futuro", o Director-geral do Ambiente e Ponto Focal da Convenção Ramsar na Guiné-Bissau, Seco Cassama disse que o referido Tratado, assinado na cidade iraniana de Ramsar no ano 1972, visa defender e preservar as zonas húmidas do planeta.

Cassama destacou  que o homem é o principal beneficiário das zonas húmidas  “porque é ali que procura a água e  recursos haliêuticos para a sua alimentação e serve-se ainda destas zonas para o turismos, transporte e  outras funções.

"A Guiné-Bissau enquanto pais costeiro, com enormes recursos hídricos, depende muito das zonas húmidas para a sobrevivência das suas populações e para o desenvolvimento da sua economia", disse.

Seco Cassama sublinhou que a celebração do Dia Mundial das zonas húmidas deve servir de oportunidade para alargar as acções de sensibilização sobre a importância da preservação dos ecossistemas para a vida futura das populações.

"No dia em que deixarmos de ter os recursos existentes nas zonas húmidas, o futuro da sobrevivência dos seres vivos e da humanidade estarão em causa", explicou o Director Geral do Ambiente.

Perguntado pelos jornalistas se existe uma Política Nacional que proteja as zonas húmidas, o Director Geral do Gabinete da Planificação Costeira respondeu que não.

Joãozinho Sá disse que gostariam de o ter mas que não o tem “devido ao seu elevado custo financeiro”.

Relativamente ao reconhecimento de apenas duas zonas húmidas num pais de variadíssimas zonas húmidas Sá disse que tal se deve a falta de cumprimento de requisitos exigidos para o efeito.

Joãozinho Sá afirmou contudo que já estão a trabalhar no sentido de fazer com que o pais se desponha de uma terceira zona húmida de reconhecimento internacional, neste caso, o Parque Natural de Tarrafes de Cacheu.

ANG/AC/JAM/SG


   



 
   

   

UCCLA



                  Colaboração para embelezamento da cidade de Bissau
 
Bissau, 02 Fev 15 (ANG) - Duas arquitetas paisagistas da Câmara Municipal de Lisboa chegam   à Bissau no dia 4 de fevereiro, para proceder ao  levantamento das necessidades guineenses relacionados a recuperação e criação de jardins públicos e em áreas adjacentes ao palácio da República, incluindo  a Praça dos Heróis Nacionais.


A informação consta num comunicado enviado à ANG a partir de Lisboa pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa-UCCLA.

De acordo com o referido comunicado, a visita realiza-se a pedido da  Câmara Municipal de Bissau no quadro de um projecto a ser elaborado para o efeito.

“Na primeira fase irá se conhecer as áreas de intervenção, recolher elementos e reunir com a equipa local designada. Uma etapa intercalar consistirá na elaboração de um estudo prévio para discussão entre as partes e posterior aprovação de um projecto final”, refere o comunicado.
 
O comunicado destaca que o  apoio resulta de uma articulação entre as "mais altas entidades locais", o Município de Lisboa e a UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa - na qualidade de associação promotora do intercâmbio entre Cidades Membro e com uma larga experiência de interacção com a cidade de Bissau.


ANG/SG
 

Economia/Finanças


BAD divulga Plano Estratégico de assistência à Guiné-Bissau

Bissau, 02 Jan 15 (ANG)-O Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD) elegeu como prioridades para a Guiné-Bissau, a construção de infra-estruturas de apoio às populações e a ajuda a consolidação do Estado de Direito.

A informação consta num «Plano Estratégico» de assistência ao país, aprovada semana finda por esta organização financeira para o horizonte temporal 2015-2019.

De acordo com o documento divulgado hoje pela Rádio privada «Pindjiguiti», o BAD identificou as fragilidades do país e alertou para a necessidade de reformas no sector da defesa e melhorias no sistema judicial, com vista a promoção do crescimento econômico na Guiné-Bissau.

Segundo o documento, em termos concretos, o BAD vai intervir em quatro aspectos: a integração regional ao nível da África Ocidental, maior parceria de investimentos não estatais no país, coordenação eficaz das operações de doadores e diálogo sobre políticas governamentais.

De acordo com os dados do BAD, a fragilidade do país e contínua instabilidade têm resultado num acentuado declínio da economia guineense nos últimos anos A titulo de exemplo o BAD  cita a queda da  taxa de crescimento econômico  de 5.3 por cento em 2011, para 1.5 em 2012.

Ainda neste documento estratégico, o Banco diz que as condições de vida da maioria da população degradaram.


ANG/QC/JAM/SG

Óbito


“Governo foi infeliz em não conceder  nacionalidade
ao Fafali Koudawo”, diz o PM


Bissau, 02 Fev (ANG) - O Governo da Guiné- Bissau foi infeliz em impedir o Director do projecto Voz de Paz e reitor da Universidade “Colinas de Boé" Flavien Fafali Koudawo de ser cidadão nacional durante a sua vida, lamentou o Primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

Simões Pereira que falava à imprensa no sábado na cerimónia de homenagem ao Fafali Koudawo no Ministério da Justiça disse que o malogrado era um homem que merece ganhar a nacionalidade Guineense em vida, sublinhou ainda que conquistou isso através do seu empenho e força de vontade de contribuir para o bem da Guiné-Bissau.

Em vida Koudawo viu lhe ser negado a aquisição de nacionalidade guineense pelos anteriores executivos.

Domingos Pereira  disse que o Governo considerou Koudawo como Cidadão nacional ao lhe prestar honras de Estado após a sua morte, com a finalidade de redimir o seu destino fatal, acrescentando que o falecido era grande em todos os domínios das competências e sabia comparar as grandezas.  

Por sua vez, a companheira de Koudazo no projecto ” Voz di Paz”, Manuela Lopes disse que o Flavien Fafali Koudawo era um homem incansável, conselheiro e amigo que lutava sempre para o desenvolvimento e estabilidade da sociedade Guineense.

“O Koudawo dava sempre valor ao trabalho, dizia sempre que o trabalho nunca mata uma pessoa, mas sim pelo contrário ajuda a pessoa a desenvolver a sua capacidade e a contribuir para o desenvolvimento”, explicou Manuela Lopes já no cemitério municial.

Para o Co-fundador da Universidade Colinas de Boé, Huco Monteiro, Koudawo era um companheiro que sabia gerir o interesse comum e que empenhava bastante no que diz respeito ao funcionamento da universidade.

Acrescentou ainda que o futuro da universidade sem Koudawo será diferente, apelou que todos colaborassem no sentido de fazer com que a vontade desse homem seja respeitada e valorizada.

Flavien Fafali Koudawo foi  homenageado na  Universidade Colinas de Boé na sexta-feira pelos estudantes, funcionários, membros de governo e da Sociedade Civil, já no sábado foi lhe rezada a missa de corpo presente na sua residência, antes de ser homenageado pelo projecto “Voz di Paz.

Koudawo ,doutorado em Ciências politicas nasceu no Togo mas fez da Guiné-Bissau sua segunda pátria . Faleceu no passado dia 23 de Janeiro, vitima de doença e era Reitor da Universidade Colinas de Boé, e coordenador do  projecto “voz di paz”.

Fafali  era casado e deixou  viúva e cinco órfãos. Os estudantes da Universidade Colinas de Boé, amigos e conhecidos saíram em massa no sábado para o acompanhar à sua ultima morada, no Cemitério Municipal de Bissau.

ANG/AALS/SG
  


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Comemoração do 30 de Janeiro


PR pede adesão de mulheres ao projecto “Mon Na Lama”

Bissau 30 Jan 15 (ANG) – O presidente da República, José Mário Vaz (JOMAV), formulou, hoje um convite a todas as mulheres guineenses à apoiarem ao projecto “Mon Na Lama”, porque segundo ele, o futuro do país depende do sector produtivo, particularmente da agricultura.
Vista da Praça Titina Sila

Mon Na lama é um projecto através do qual o Presidente da República pretende atingir a auto-suficiência alimentar em termos de produção de arroz, alimento base da população guineense.

JOMAV presidia ao acto inaugural da Praça “Titina Silá” reabilitada e que culminou com a deposição de coroas de flores na estátua dessa heroína nacional com uma criança ao colo.

O Presidente da República disse que o facto demonstra o inconformismo das mulheres guineenses, não obstante fortes barreiras sociais “algumas ainda intransponíveis”, que obstaculizam a sua plena emancipação.

“A paridade homem-mulher nas esferas de decisão não é um favor e nem deve constituir uma meta. É uma etapa porque as mulheres, por serem a maioria em termos populacionais, devem estar maioritariamente representadas nos órgãos de decisão”, disse.

Por outro lado, o Chefe de estado reconheceu que alguns passos estão a ser dados no sentido de inverter a situação de secundarização do lugar das mulheres guineenses na sociedade.

O dia da mulher guineense que hoje se comemora em todo o pais deve culminar logo à noite com um jantar que a Primeira-dama, Rosa Vaz oferece às mulheres dirigentes no Palácio da República.

Actividades desportivas, recreativas e palestras sobre o papel da mulher na luta de libertação e no processo de desenvolvimento marcaram ao longo da semana as comemorações do 30 de Janeiro, dia em que a heroína Titina Sila fora assassinada pelos colonialistas na travessia do rio Farim, quando se dirigia para as cerimônias fúnebres do fundador da nacionalidade guineense, Amílcar Lopes Cabral.


ANG/FGS/SG

Internacional



União Africana quer força de sete mil e 500 homens contra Boko Haram

Bissau, 30 Jan 15 (ANG) - A União Africana (UA) pediu, nesta sexta-feira, o aumento da força regional para sete mil e 500 homens a fim de pôr fim aos abusos "espantosos" cometidos pelos insurgentes islâmicos nigerianos do Boko Haram.

"Os abusos espantosos do Boko Haram, a sua crueldade indizível, o seu desprezo total pelas vidas humanas, são destruições de bens totalmente gratuitas, que não têm igual", denunciou a presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini Zuma, segundo a agência Angop.
             
"Em consequência, recomendou-se que os países da região sejam autorizados a aumentar a Força Multinacional para sete mil e 500 homens", continuou Zuma, na nota divulgada após uma reunião, quinta-feira à tarde, do Conselho para a Paz e a Segurança da organização, antes da cimeira da UA, que acontece nesta sexta-feira em Addis Abeba.

O Boko Haram assumiu o controlo de grandes territórios no nordeste da Nigéria e multiplica as suas incursões no Camarões e nas proximidades do Tchad e do Níger.
             
Uma cooperação militar foi decidida no final de 2014 pelos países-membros da Comissão da Bacia do lago Tchad (Camarões, Níger, Nigéria e Tchad).
Essa força, composta por cerca de 700 homens de cada país, além do Benin, tem dificuldades para actuar, devido a divergências entre Lagos e os vizinhos.

Segundo o Jornal de Angola aquilo de que muitos já suspeitavam está a um escasso passo de se tornar uma  realidade com a Nigéria a ameaçar não aceitar a ajuda que a União Africana está a tentar consolidar para que possa articular o combate, com algumas possibilidades de sucesso, contra o grupo Boko Haram.

Dizendo-se capacitado para garantir a lei e a ordem em toda a vasta extensão do seu território, o Governo nigeriano, de acordo com o diário On-line angolano, considera mesmo estar a ser vítima de uma “campanha internacional” que visa enfraquecer a sua imagem perante a opinião pública nacional em vésperas da realização de eleições no país.

A figura que o governo nigeriano elegeu para dar corpo e voz à sua resistência em receber ajuda externa, seja de países africanos ou de outros continentes, foi o major general Chris Olukolade que em declarações à televisão terá dito que o Boko Haram estava completamente sob controlo das forças governamentais e, como tal, prestes a ser desbaratado em toda a linha e mesmo desalojado dos locais onde actualmente ainda se encontra.

o jornal refere que desmentindo dados unanimemente divulgados por diversas fontes independentes, desde organizações humanitárias à serviços de inteligência de diferentes países, o major general terá dito  que durante o assalto do Boko Haram à cidade de Baga “apenas” morreram 150 pessoas e não as duas mil de que a imprensa internacional tanto falou. Por essa razão, sublinha o militar, “não faz sentido aceitarmos a ajuda internacional que nos querem dar, uma vez que estamos em perfeitas condições para ultrapassar a situação”.

“O conflito que opõe o Boko Haram aos militares nigerianos corre o risco de alastrar para o interior de diversos países vizinhos, em especial os Camarões, Chade e Níger, se nada de muito activo for imediatamente feito em termos meramente militares”, diz o jornal.


ANG/Jornal de Angola                                                                 

Economia

Bissau marca pontos no índice de liberdade económica

Bissau 30 Jan 15 (ANG) - Apesar da instabilidade resultante do golpe militar de 2012, a Guiné-Bissau avançou 5,5 pontos no Índice de Liberdade Económica desde 2011, o que representa a terceira maior subida na África subsariana, ocupando o 145.º lugar com 52por cento.

Os 0,7 pontos registados acima do valor do ano passado refletem "melhorias na liberdade comercial e monetária e no controlo dos gastos governamentais, compensando assim o agravamento no que se refere à corrupção e à liberdade empresarial", de acordo com a análise do ranking da Heritage Foundation em parceria com o Wall Street Journal.

Sendo 34ª entre os 46 países da África subsariana, o resultado global da Guiné-Bissau continua bem abaixo das médias mundial e regional e posiciona-a na categoria das economias "maioritariamente não livres", a penúltima das cinco secções que classificam as economias nacionais em "livres" (80 a 100%), "quase livres" (70 a 79,9%), "moderadamente livres" (60 a 69,9%), "maioritariamente não livres" (50 a 59,9%) e "reprimidas" (40 a 49,9%).

Quanto às liberdades tidas em conta para avaliar os 186 países que fizeram parte do estudo – dos quais oito ficaram fora do ranking por falta de dados – os analistas agruparam-nas em aspetos jurídicos (direitos de propriedade e ausência de corrupção), limitações impostas pelos governos (liberdade fiscal e gastos governamentais), eficiência da regulação (liberdade empresarial, liberdade de trabalho e liberdade monetária) e abertura dos mercados (liberdade de comércio, liberdade de investimento e liberdade financeira).

No caso da Guiné-Bissau, e não obstante a referida "instabilidade continuada devido ao golpe militar de 2012, verificaram-se progressos claros na melhoria da liberdade económica dos seus cidadãos na última meia década", congratulam-se os autores do estudo.

A mesma fonte assinala que as "melhorias de resultado na casa dos dois dígitos no que respeita ao controlo dos gastos do governo e na liberdade empresarial" contam-se entre os progressos que permitiram ao país sair da categoria de “reprimido”.

"As melhorias conseguiram, até agora, criar os alicerces para estruturas de um mercado económico básico, mas muito tem ainda de ser feito para solidificar um ambiente institucional que promova um crescimento sustentado", alerta o texto.

Segundo a mesma análise, "a economia permanece muito fechada ao investimento e comércio externos, e o sector financeiro opera de forma bastante informal", sendo de lamentar que "regulamentos comerciais rígidos condenem muita da população a trabalhos informais, asfixiando o dinamismo e perpetuando a agricultura de subsistência como atividade económica dominante".

De acordo com os organizadores do ranking, a liberdade económica deve ser entendida como "o direito fundamental de todo ser humano a controlar o seu próprio trabalho e propriedade", sendo que, numa sociedade economicamente livre, as pessoas têm autonomia para "trabalhar, produzir, consumir e investir" da forma que quiserem, e os governos permitem que "o trabalho, os capitais e os bens circulem livremente, abstendo-se de coagir ou restringir a liberdade além do necessário para proteger e manter essa mesma liberdade".
 Lusa

Futebol


Campeonato nacional arranca esta semana

Bissau, 30 Jan 15 (ANG) - Os campeonatos de futebol da Guiné-Bissau têm arranque agendado para este fim-de-semana, disse quinta-feira à Lusa o segundo vice-presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Mendes Teixeira.

No novo formato, 14 equipas farão parte da primeira divisão e 25 da segunda, que será dividida em três séries, desaparecendo a terceira divisão, num formato decidido no último congresso da federação, realizado no princípio deste mês.

Até aqui, a primeira divisão comportava 10 clubes e a segunda 12, enquanto a terceira divisão era disputada por 15 clubes.

O grosso dos clubes do último escalão transitam para a segunda divisão, referiu Carlos Teixeira, dirigente da federação responsável pela pasta do futebol, devendo as zonas norte e sul comportarem oito equipas, enquanto a centro terá nove formações.

Como atrativo para a nova época, Carlos Teixeira disse que a federação está a trabalhar no sentido de proporcionar jogos no período da noite, desde que o governo disponibilize apoios nesse sentido.

A federação aguarda o desbloqueamento da subvenção anual por parte do governo e espera também por uma resposta sobre o pedido de ajuda financeira para policiamento dos jogos, sem que os clubes paguem.

"Com estes apoios do governo, seguramente que vamos ter um campeonato competitivo e atrativo", concluiu.  Bula Futebol Clube foi o vencedor da edição do campeonato da época passada.

A federação foi ainda mandatada para passar a organizar os campeonatos das primeira e segundas divisões de futebol feminino e dos escalões de formação (juniores e juvenis), competência que estava entregue à Liga Guineense de Clubes de Futebol desde 2008.
 A primeira jornada da primeira divisão terá os seguintes jogos:

Bijagós - Bula FC.

CF Balantas de Mansoa - Estrela Negra de Bissau.

Bolama - Sporting da Guiné-Bissau.

FC Cuntum - Portos da Guiné-Bissau.

UDIB - Benfica de Bissau.

Sporting Bafatá - FC Canchungo.

São Domingos - Bambadinca FC.

 Lusa


Cooperação


Normalizadas relações bilaterais entre Bissau e Praia

Bissau, 30 Jan 15 (ANG) –A Guiné-Bissau e Cabo Verde  assinaram quinta-feira quatro acordos de cooperação que marcam o retorno à normalidade das relações bilaterais, suspensas desde abril de 2012, e que passam pela instalação mútua de missões diplomáticas.

A decisão foi conhecida quarta-feira após a cerimônia de assinatura dos acordos de cooperação assinados na sequência da visita oficial de três dias a Cabo Verde efetuada pelo primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, a convite do homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves.

Se Cabo Verde já conta com um consulado da Guiné-Bissau na Cidade da Praia, aberto em 2010, a proposta dos dois chefes de Governo é elevar o respetivo estatuto a embaixada, devendo Bissau receber uma missão diplomática cabo-verdiana. Num caso, como noutro, não foi estabelecida uma data.

Outro documento rubricado pelos dois primeiros-ministros foi o Acordo Geral de Cooperação, estando já em curso a identificação das áreas, processo que deverá ser concluído dentro de duas semanas, quando uma missão governamental e empresarial de Cabo Verde, liderada pela ministra do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial, Leonesa Fortes, se deslocar à Guiné-Bissau.

O terceiro acordo diz respeito à criação de mecanismos de consulta sobre política e cooperação, para dar seguimento às ações, e o último prevê a promoção e proteção recíproca de investimentos.

No final, José Maria Neves adiantou também que está para breve a retoma, com duas frequências por semana, dos voos diretos entre as duas capitais, suspensas, tal como as relações oficiais, após o golpe de estado de 12 de Abril de 2012, que derrubou o Governo de Carlos Gomes Júnior na véspera da segunda volta de eleições presidenciais.

Por outro lado, o chefe do executivo guineense convidou o homólogo cabo-verdiano a visitar oficialmente a Guiné-Bissau ainda este ano, em data a acertar.

Os chefes dos executivos cabo-verdiano e guineense adiantaram que a prioridade da cooperação passa pelas áreas da governação - administração pública e reformas do Estado e da Segurança Social - e económico-empresariais - agronegócio, turismo, pescas, agricultura, transportes aéreos e marítimos e energias renováveis -, bem como nos domínios da educação, saúde e formação profissional.

Na deslocação a Cabo Verde, em que foi recebido pelas principais figuras do Estado cabo-verdiano, Simões Pereira foi acompanhado pela ministra da Justiça, Carmelita Pires, pelos secretários de Estado da Cooperação Internacional, Idelfrides Fernandes, e dos Transportes, João Bernardo Vieira, e pelo presidente das Câmara de Bissau, Adriano Ferreira.

Durante a estada, o primeiro-ministro guineense, que regressou quinta-feira à noite a Bissau, efetuou também uma deslocação às ilhas de São Vicente e da Boavista, em que, além de contactos oficiais locais, visitou várias empresas e instituições do Estado.

Lusa


Função Publica


“A Reforma é para acabar com burocracia, letargia e corrupção”, disse Nelson Belo

Bissau, 30 Jan 15 (ANG) - O ministro da Função Publica e Reforma Administrativa justificou a necessidade da implementação das reformas no sector para por cobro a “burocracia, letargia e corrupção reinantes no aparelho estatal, e torná-lo mais célere, eficiente e eficaz.

A justificação de Nelson Belo foi prestada à revista “Nô Administração”, uma publicação deste ministério, cuja edição de janeiro acaba de ser colocada nas bancas.

Belo disse que a reforma vai ainda evitar problemas como o “desleixo, o absentismo, a falta de ética e a impunidade”.

O ministro explicou que a reforma visa ainda modernizar os serviços por forma a torná-los mais rápidos, capazes de fazer prestações de qualidade e estar mais perto do cidadão, contribuindo assim para o combate a delapidação do erário público.

Nelson Belo afirmou que a presente situação na administração pública exige pessoas com qualidades capazes de responder aos desafios do mundo globalizado, por isso, “a reforma constitui um processo indispensável para modernizar todo o sistema do funcionamento da administração pública”.

Por essa razão, segundo o ministro, não existe alternativas a não ser seguir o caminho da reforma.

No quadro das novas medidas a implementar, o ministro informou que esta em vista a introdução do sistema de avaliação que ira permitir que cada servidor de Estado tenha a capacidade de ser mais produtivo e atingir as metas preconizadas.

Para concretizar o processo, Nelson Belo disse ter todo o apoio do elenco governamental e do próprio chefe do executivo para facilitar as mudanças.

“Sei que cada processo requerer resistências, mas esta será vencida pela própria conjuntura”, afirmou tendo referido ao facto dos cidadãos estarem interessados em acompanhar o ritmo da mudança capaz de criar nova mentalidade em relação ao tratamento do bem público.

Em relação aos benefícios explicou que o processo irá criar condições para que o Estado possa identificar os encargos que é possível suportar e conhecer o número dos funcionários públicos.

Afirmou que as estruturas do Estado devem ser adoptadas de  sistemas orgânicos de funcionamento que permitirão a identificação do número de postos e vagas existentes em cada departamento, contribuindo na gestão dos recursos humanos da administração pública.

Quanto ao aumento salarial que funcionários têm vindo a reclamar Nelson Belo respondeu que a questão precisa de tempo, porque neste momento o Estado desconhece o número real do seu efectivo, devido a interrupção do processo em 2012.

“O governo já tomou medidas que visam estabelecer uma certa justiça no tratamento dos funcionários públicos para que quando atingirem a idade limite possam ter uma reforma condigna”, concluiu.


ANG/LPG/JAM/SG 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Desporto


Sport Bissau Benfica lança site oficial 

Bissau, 29 jan. 15 (Bissau) – A direcção do clube de futebol guineense, Sport Bissau e Benfica (SBB), lançou recentemente o seu site oficial de informações sobre o dia à dia do clube, refere  um comunicado do clube enviado à  ANG.

Segundo o presidente do Clube, Sérgio Marques esta realização “constitui mais um passo dentre as muitas vitorias que o clube pensa conquistar”.

 “Estamos a trabalhar em prol do nosso clube, em prol do nosso país e da nossa sociedade”, afirmou Sérgio Marques, tendo acrescentado que a sua direcção está a trabalhar para o desenvolvimento do futebol guineense.

“Queremos contribuir para o desenvolvimento do futebol guineense, estamos a trabalhar para ajudar a nossa juventude, para que cresça praticando desporto e que tenha acesso a uma educação cada vez melhor”, disse.

Marques disse que não pretendem, com a iniciativa, atingir somente os benfiquistas, mas também abrir o clube à toda a sociedade inclusive os guineenses de todas as tendências clubísticas e estratos sociais.

www.sbbenfica.com, é o  endereço através do qual os benfiquistas de diáspora podem acompanhar a caminhada benfiquista na Guiné-Bissau.

ANG/FGS/JAM/SG

30 de Janeiro


“Titina Silá simboliza o orgulho da mulher guineense”, diz líder da UDEMU

Bissau,29 Jan15 (ANG) - A Secretária-geral da União Democrática das Mulheres da Guiné-Bissau (UDEMU) considera que a heroína Titina Silá simboliza o orgulho da mulher guineense.

''Embora falecida, continuamos de cabeça erguida a seguir os seus ideais'' defendeu Eva Gomes, em declarações exclusivas à ANG, por ocasião da celebração de mais um aniversário da morte de Titina Silla, a 30 de Janeiro de 1973.

Titina Silá, que a responsável da UDEMU disse ser  ''uma mulher que desempenhava o  papel de homem'', faleceu na luta de libertação nacionaldeu a vida para libertar o país do jugo colonial.

“Titina vivia em Cadick Yalá depois foi para Cubucaré porque estava doente, quando o Nino Vieira foi mobilizar as pessoas para aderirem a luta encontrou-lhe e decidiu ingressa-la nas fileiras do PAIGC'', explicou Eva Gomes que acrescentou que mais tarde, Amílcar Cabral a teria enviado a Guiné-Conacri onde foi cuidar dos refugiados.

A secretária-geral da UDEMU informou que já realizaram várias atividades alusivo a data nomeadamente um torneio de futebol ganho pela  organização que dirige  e uma  palestra sob o tema “Mulher e Género e obra da Titina Silá”.

Em relação as actividades programadas para sexta-feira, dia em que Titina falecera na travessia do rio Farim, vitima de ataque militar colonial, Eva Gomes esclareceu que a UDEMU irá proceder a deposição de coroas de flor e a inauguração da estátua da heroína erguida na praça com o seu nome , em Bissau.

No âmbito das celebrações da data oficializada como  dia da mulher guineense, a Câmara Municipal de Bissau levou a cabo  obras de reabilitação da Praça Titina Sila, situada em frente ao liceu Nacional Kuame N’Krumah.

Os trabalhos de reabilitação abrangeram a reabilitação da rua de acesso à praça, a recuperação do jardim e a iluminação da zona.

ANG/JD/JAM/SG

Eleição na ANAG


Jaime Gomes concorre isolado a presidência da organização

Bissau, 29 Jan 15 (ANG) – Jaime Boles Gomes é a única candidatura que reúne as condições exigidas pela comissão eleitoral para a presidência da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), cuja escolha terá lugar dia 30.

A informação foi avançada hoje à ANG pelo porta-voz da referida comissão organizadora, Suanda Inforda.

Inforda disse  que  90 delegados oriundos de diferentes regiões do país, incluindo o Sector Autónomo de Bissau, estarão presentes na assembleia-geral da ANAG.

Suanda Inforda adiantou que a lei veda ao presidente cessante a possibilidade de se  recandidatar, depois de ter concluído dois mandatos.

A Associação Nacional dos Agricultores foi criada 1 de Março de 1993 com o objectivo principal de defender os interesses dos trabalhadores nas instancias de decisão e apoiar na organização dos camponeses.

Se for eleito sexta-feira, Jaime Gomes, que até então desempenhava as funções de vice-presidente da ANAG substitui no lugar, o ex-deputado Mama Samba Embalo.

ANG/AALS/JAM/SG

Navegação Marítima


Governo anuncia aquisição de navios para transporte de passageiros e cargas

Bissau, 29 Jan (ANG) - O Governo anunciou quarta-feira a aquisição de três navios para  transporte de passageiros e cargas a fim de melhorar o nível de segurança marítima e reduzir os riscos das adversidades do tempo e clima no mar.   

O anúncio foi feito  pelo Secretário de Estado
do Plano e Integração Regional, Degol Mendes, na cerimónia de abertura da conferência de investidores para aquisição dos referidos barcos, que decorreu em Bissau.

Degol Mendes justificou a compra das embarcações com a necessidade de aliviar as dificuldades das populações e reduzir os riscos de acidentes marítimo.

Disse que a conferência constitui uma oportunidade para troca de informações entre os representantes do Governo e potenciais fornecedores.

“Os navios Bária, Pecixe e IV Centenário se encontram na fase final de reparação e dentro de pouco tempo estarão operacionais para assegurar as ligações marítimas com a máxima segurança” informou o Secretário de Estado.

Degol Mendes assegurou que as ligações marítimas e fluviais irão permitir o abastecimento regular inter-ilhas e também à parte continental de  difícil acesso, facilitando o escoamento dos produtos agrícolas, gados e artesanatos, assim como viagens tranquilos e confortáveis por parte da população.

Mendes indicou que o naufrágio de 2012 e o ocorrido recentemente em Farim  e que ceifaram  vidas serviram de  motivos para que o governo recomendasse ao  Secretário de Estado dos Transportes a tomada de  medidas com vista a  melhoria das condições de segurança e conforto no transporte marítimo,  e ao combate ao isolamento das populações da zona insular.

Segundo o Secretário de Estado do Plano e Integração Regional, para além do aumento da segurança na navegação marítima, o governo comprometeu-se a construir os estaleiros naval  e portos que permitam embarque e desembarque de passageiros e cargas em melhores condições. 

ANG/FGS/JAM/SG

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Direitos Humanos


Situação da Guiné-Bissau em avaliação no Conselho de Direitos Humanos da ONU

Bissau, 28 Jan 15 (ANG) - A Guiné-Bissau aposta na melhoria da situação dos Direitos Humanos no país, e vai "redobrar esforços para dar um passo em frente" nessa matéria, disse terça-feira à Lusa em Genebra a presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

Aida Fernandes, que falava no final da segunda avaliação da Guiné-Bissau pelo Conselho de Direitos Humanos, das Nações Unidas, salientou que o país já alcançou alguns sucessos no domínio do direito das crianças, da justiça, da defesa e da segurança.

A presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) salientou as reformas necessárias não podem ser feitas no curto prazo.

"As reformas não se fazem no espaço de tempo curto. É preciso dar tempo para poder conseguir alcançar os objetivos da reforma", disse.

Após esta avaliação, o desafio da CNDH é por em prática as recomendações saídas da reunião de Genebra e a sua divulgação no país.

Nesta segunda avaliação, as Nações Unidas fizeram 151 recomendações e a Guiné-Bissau tem até à 29ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, que decorrerá também em Genebra entre os dias 15 de junho e 03 de julho deste ano, que dar a sua resposta.

O primeiro exame da Guiné-Bissau decorreu em maio de 2010, tendo Bissau aceitado 101 recomendações, considerado duas como já executadas e rejeitado cinco.

O processo de EPU dá a oportunidade, a cada quatro anos, aos países membros de apresentarem um balanço da situação dos Direitos Humanos e de receberem recomendações para melhorarem a proteção e a aplicação daqueles direitos.

Desde abril de 2008, todos os 193 estados membros da ONU foram examinados no quadro do primeiro ciclo do EPU. No segundo ciclo, em curso, já foram avaliados 112 países.

Lusa