segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Investimento



Empresa chinesa constrói complexo de pesca na Guiné-Bissau

Bissau,04 Jan 16(ANG) - A empresa chinesa denominada de "Fuziang Shai Corporation" vai investir mais de 300 milhões de dólares na construção de um complexo de pesca e uma unidade hoteleira de cinco estrelas no sector de Prabis, região de Biombo, situado à 18 quilómetros ao norte de Bissau.
Segundo a RDP-África, o referido projecto lançado no último Domingo, vai criar directamente mas de três mil postos de trabalho.

Em declarações à imprensa o Presidente da referida corporação, Yang Ming afirmou que existem várias opções de investimentos privados na Guiné-Bissau.

"O objectivo da nossa visita é para estudar com as autoridades da Guiné-Bissau os projectos de investimentos no sector das pescas, nomeadamente na construção de um complexo de pesca na localidade de Suru, no sector de Prabis, região de Biombo", informou.

Yang Ming sublinhou ainda que existem várias possibilidades de investimentos na Guiné-Bissau e esperamos fazer muitas coisas com o Governo guineense no sector das pescas ou turismo.

Por sua vez, o governador da região de Biombo, Humberto Augusto Có disse que o projecto constitui grande oportunidade para o país e os jovens em particular.

"O sector de Prabis como beneficiário do projecto faz parte da região de Biombo por isso para além de ser uma grande infraestrutura, constitui uma perspectiva de emprego para os jovens locais", informou.

O governador de Biombo frisou que o projecto é uma janela de oportunidade que se abre para o desenvolvimento da região de Biombo, acrescentando que, sendo assim, vão dar todo o apoio necessário para a materialização da obra.

Lamentou  que há muito que a região de Biombo foi remetido ao esquecimento  em termos de projectos, não obstante situar-se perto da capital Bissau. 

ANG/ÂC/SG
   






Mensagem a Nação



Presidente da Republica promete não dissolver parlamento

Bissau, 04 Jan 16(ANG) - O Presidente José Mário Vaz, disse  que não tenciona dissolver o parlamento, contrariamente às projecções para 2016, feitas nesse sentido, no contexto da crise política que afecta o país.

"Por acreditar ser possível criar condições de estabilidade governativa no quadro da actual configuração e dinâmica política parlamentar, não equaciono a hipótese de dissolver a Assembleia Nacional Popular (Parlamento)guineense", disse José Mário Vaz.

Num discurso à nação, por ocasião do fim do ano, o chefe de Estado da Guiné-Bissau afirmou que "os custos da dissolução do parlamento" seriam maiores do que quaisquer benefícios para o país.

Vários círculos políticos, assim como analistas, têm admitido que o Presidente guineense poderia vir a ser obrigado a dissolver o parlamento, na sequência da crise política que assola o país.

O Governo em funções tem tido dificuldade em fazer passar o seu programa no parlamento, devido às lutas internas no partido maioritário, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

"É imperioso que os partidos políticos representados no parlamento, em particular as suas lideranças, reforcem a cultura do diálogo e a coesão interna para a busca do consenso alargado", defendeu José Mário Vaz.

A título pessoal e institucional, o Presidente guineense prometeu empenhar-se para a busca de soluções que possam dar estabilidade governativa ao país.


José Mário Vaz exortou os guineenses e a classe política, em particular, para não persistirem no erro cometido no passado, forjado pelo ego individual.

"Olhando para o passado recente, temos de ter a humildade para reconhecer que (...) havia muita coisa que certamente poderíamos ter feito diferente", destacou o líder guineense.

José Mário Vaz reconheceu que 2015 "foi um ano difícil", marcado sobretudo pela crise política que levou à demissão do governo, mas admitiu que a mesa-redonda com os doadores "foi um êxito" alcançado pelo país, que é preciso capitalizar, disse.

O líder guineense vaticinou um bom ano de 2016, mas exortou os cidadãos a empenharem-se na produção do arroz, para que o país possa finalmente produzir as 80 mil toneladas daquele cereal, base da dieta alimentar guineense, que o país importa todos os anos.

ANG/Lusa

2016


Guineenses optimistas quanto ao entendimento entre políticos

Bissau, 04 Jan 16 (ANG) -  Alguns populares ouvidos hoje pela ANG manifestaram os seus optimismos quanto ao entendimento entre políticos no ano que agora começa.

Igualmente manifestaram o desejo de  ver aprovado o programa do governo na Assembleia Nacional Popular de modo a promover a paz, o desenvolvimento e a tranquilidade no país.

Por exemplo, Aline da Cruz, estudante na Universidade Lusófona da Guiné considera que os políticos guineenses devem resolver as suas divergências na governação do pais, para que haja tranquilidade.
"Espero que este ano seja de mudança positiva nesse  sentido ", disse Aline da Cruz.

Por sua vez, o Engenheiro Sidnei Baptista sublinha  que, na realidade, os governantes não cumpriram  as promessas feitas nas últimas eleições. Contudo, disse que  acredita que 2016 vai ser um ano de entendimento entre os políticos.

Acrescentou que é necessário a aprovação da programa de governação de modo a permitir a tranquilidade, segurança e desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Filomena Sanca,  vendedeira de frutas é de opinião de  que a estabilidade do país ajuda qualquer que seja o indivíduo e em qualquer actividade, e sustenta que , se o país for estável, o comércio   prospera. 

"Por isso, rezo cada dia para que haja entendimento entre políticos", disse.

"É necessário pensar no interesse do povo e não no interesse pessoal, porque só com o espírito de patriotismo é que podemos sair da situação em que o nosso  país se encontra no momento", sublinhou Filomena Sanca.

Para o professor de Geografia  Demba Baldé em  qualquer  sociedade é necessário diálogo e entendimento, senão nada desenvolverá.

“ No nosso caso temos que pôr a Guiné-Bissau acima de tudo e espero que este ano seja um ano de luta para o bem do país", desejou  Demba Baldé.

ANG/AALS/JAM/SG

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Programa de Governo

Porta-voz do governo confirma negociações entre bancadas do PAIGC e PRS

Bissau, 30 Dez 15 (ANG) – O ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares confirmou hoje que os grupos parlamentares do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e do Partido da Renovação Social (PRS) se encontram em negociações com vista a aprovação do programa do governo pelo parlamento.

Porta-voz do Governo, Malal Sané
Malal Sané disse que a suposta manutenção ou queda do actual governo no futuro será conhecido dentro em breve assim que as duas bancadas parlamentares juntamente com as restantes formações presentes na Assembleia Nacional Popular terminarem as negociações.

O porta-voz do governo fez esta declaração à margem do Conselho de Ministros (especial) em que os membros do governo apresentaram votos de cumprimento do novo ano ao chefe do executivo, Carlos Correia. 

Malal Sané disse que no encontro não foram abordados assuntos especiais, se não trocas de cumprimentos de um bom ano entre os membros do governo. 

No entanto, afirmou que o Primeiro-ministro advertiu aos membros do seu executivo no sentido de se prepararem para o ano de 2016 porque terão várias actividades a desenvolver no quadro do Plano Estratégico Nacional, cuja execução esta atrasada.

“No próximo ano os membros do governo passarão à apresentar regularmente acções concretas sobre os seus respectivos pelouros”, comunicou, Malal Sané, referindo ao avisou do chefe do governo.

O programa do governo, segundo a mesa da ANP foi chumbado no passado dia 23 de dezembro, em consequência da abstenção de 56 deputados, sendo a maioria do PRS, maior partido da oposição. 

O PAIGC fez, entretanto, uma interpretação diferente dos resultados dessa votação tendo considerado que o programa ficou aprovado com votos sim de 45 deputados do partido e de outras formações que sustentam o governo, fundamentando que os votos de abstenção, a luz do regimento da ANP, não contam para o apuramento da maioria votante. 

A polémica instalada a volta dessa votação dividiu a classe jurídica guineense. 

O programa volta a ser submetido a discussão e votação no próximo dia 05 de Janeiro.  ANG/FGS/SG



Política
  
Líder do PUN pede criação de Tribunal Especial para julgar crimes políticos

Bissau 30 Dez. 15 (ANG) - O líder do Partido da Unidade Nacional (PUN), pediu hoje a criação de um Tribunal Especial para julgar todos os crimes contra o sistema político no país.
Idrissa Djaló no centro

Idrissa Djalo  que falava em conferência de imprensa sobre a actual situação política no país, afirmou que desde 1998 que os guineenses e seus parceiros tentam perceber das fontes das instabilidades políticas na Guiné-Bissau.

“É verdade que as Forças Armadas participando reiteradamente na subversão da Ordem Democrática estavam a ser vistos como um centro fulcral de instabilidade na nação, mas, na verdade não são “, disse.

Para o líder do PUN, a génese do conflito político militar de 98 e que culminou com a guerra civil foi essencialmente política e o envolvimento militar e das forças estrangeiras não deixou transparecer a responsabilidade do sistema político.

“Foi com esta crise que se deu início a uma prática nefasta no país e os responsáveis políticos começaram a perceber que era possível derrubar com o apoio das Forças Armadas ou outras a Ordem Constitucional”, declarou o líder do PUN.

De acordo ainda com Idrissa Djalo daí até a data presente o país tem vivido numa cultura criminosa de golpes de uma forma repetitiva e segundo ele baseado na impunidade.

Aquele político questiona, se o sistema político estiver podre, corrupto e criminoso,”como é que podemos ter uma Força Armada republicana ou uma justiça isenta.

O epicentro dos problemas da Guiné-Bissau para Idrissa Djalo, não são as Forças Armadas, nem o sistema judicial, nem o sector privado, mas sim, o sistema político e é este sistema que representa um perigo para a nossa segurança individual e colectiva.

Djalo defende o aparecimento de uma nova força democrática que é o cidadão, que, segundo ele, não pode haver uma democracia sustentável sem a cidadania, adiantando que é importante o país sair da democracia dos partidos para os citadinos.

O Líder do Partido da Unidade Nacional considerou a figura do Presidente da República como o "calcanhar de Aquiles" da Guiné-Bissau.

Disse que  José Mário Vaz, tem graves deficiências porque num debate antes das eleições de 2014, ele demonstrou  desconhecer os termos de referência de um  Chefe do Estado, posto para qual era candidato.

O político aconselhou ao Presidente da República a ser um verdadeiro factor de união entre os guineenses e que esteja ao serviço da Guiné-Bissau. ANG/MSC/PFC/SG






R. Centro - Africana

Centro - africanos votam para tentar sair da violência

Bissau,30 Dez 15(ANG) - Os centro-africanos estão a votar nesta quarta-feira, para eleger o seu presidente e parlamento, em eleições com as quais esperam sair de três anos de violência e uma crise sem precedentes.

Os Capacetes Azuis da ONU e polícias centro-africanos posicionaram-se na capital Bangui para garantir a segurança da votação.

As eleições estavam previstas para 27 de Dezembro depois de vários adiamentos devidos a problemas de logística num país com 4,8 milhões de habitantes e basicamente rural.

Trinta candidatos tentam a presidência e entre eles destacam-se Anicet Georges Dologuélé e Martin Ziguélé, ambos ex-primeiros-ministros do falecido presidente Ange- Félix Patassé, e Abdoul Karim Méckassoua, várias vezes ministro do ex-presidente François Bozizé.

A República Centro-africana está mergulhada no caos desde que a ex-rebelião Seleka, de maioria muçulmana, derrubou o presidente François Bozizé em Março de 2013 e depois foi expulsa do poder por uma intervenção internacional, no início de 2014.

Dirigido desde então pela presidente de transição Catherine Samba Panza, o país tenta curar as suas feridas e recuperar uma economia em ruínas.

Os últimos três presidentes não podem apresentar-se nessas eleições, pois dois deles Bozizé e Michel Djotodia, actualmente exilados, são alvo de sanções internacionais e Samba Panza está proibida pela Carta de Transição.

Os resultados devem ser anunciados oito dias depois da votação. Uma possível segunda volta presidencial está prevista para 31 de Janeiro.
ANG/RFI