terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Justiça


União Europeia promete apoio à liberdade de expressão e proteção dos direitos 
dos detidos 

Bissau 06 Dez. 16 (ANG) – O Delegado da União Europeia (U E) em Bissau disse segunda-feira que a Guiné-Bissau tem muitos problemas relacionados com a violação dos direitos humanos.

Victor Madeira dos Santos falava no lançamento de actividades preliminares das celebrações, no próximo dia 10 do mês em curso, do dia internacional dos Direitos Humanos que este ano decorre sob lema “Justiça e igualdade para todos numa Guiné-Bissau sem descriminação".

Madeira dos Santos referiu-se entre outros os casos de casamento forçado, homicídios, mutilações genitais, trabalho infantil, censura, impunidade e falta de acesso à Saúde, Justiça e educação, como   problemas com que o pais se confronta no dominio dos direitos humanos.

“Neste contexto marcado pela instabilidade e impunidade, a União Europeia aposta em promover a democracia e o respeito pelo primado da lei, apoiar a liberdade de informação, melhorar o acesso à justiça para as vítimas de crimes e dos direitos dos detidos” disse. 

O delegado da U E em Bissau adiantou ainda que vão também consciencializar a população guineense sobre a promoção dos direitos das mulheres sobretudo no que toca a violência domestica e sexual, tráfico e exploração sexual e mutilação genital feminina.

Victor Madeira afiançou que a sua organização está empenhada na luta para garantir as libertardes fundamentais dos cidadãos no contexto particular da crise politica que o país enfrenta.

“Queremos assegurar que os direitos políticos dos cidadãos nomeadamente os que dizem respeito a liberdade de expressão e manifestação, possam ser exercidos livremente”,disse tendo se referido ao pacto internacional dos direitos cívicos e políticos de 1966, principalmente no seu artigo 19, que protege esses direitos.

Por isso, segundo ele, foi escolhido o lema que vai ao encontro do contexto actual da  Guiné-Bissau, onde a violação dos direitos humanos abrange todos os segmentos da população como evidenciam todas as pesquisas que foram levadas a cabo no terreno.

ANG/RDP África 










Sociedade Civil


PR exorta nova organização de mulheres a não se transformar em “Caixa de Ressonância” de políticos

Bissau,06 Dez 16(ANG) - O Presidente da República, José Mário Vaz pediu a nova Rede de Mulheres Mediadoras, para não se tornar numa “caixa de ressonância” de sensibilidades político-partidárias. 

Falando na cerimónia de anúncio público da  nova organização, José Mário Vaz disse que o problema da Guiné-Bissau prende-se com o “sistema instalado” ao longo de muitos anos e que não tem deixado o país crescer e desenvolver-se.

Para o chefe de Estado, a nobre atividade da reconciliação exige dos seus promotores espírito limpo como forma de contribuir para a superação de “traumas e apaziguamento de tenções e recalcamentos” que têm vindo a atormentar o percurso histórico dos guineenses.

.“As mulheres guineenses desempenharam sempre um papel importante, a começar na luta pela libertação nacional, que tinha como uma das suas premissas, a existência de uma sociedade livre equitativa, justa e solidária”, enfatizou, salientando que para que essa nobre missão de mediação tenha sucesso o que todos nós almejamos é indispensável a total independência, isenção e imparcialidade.

José Mário Vaz advertiu que para realmente quebrar a barreira da desigualdade social e expandir a participação das mulheres no processo de tomada de decisões políticas é crucial combater o sistema instalado e alimentado pela corrupção que tem como principais manifestações a “delapidação do dinheiro dos contribuintes, o uso de cargos públicos para fins pessoais ou de grupos.

Para o representante do Secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Modibo Touré, a construção da estabilidade na Guiné-Bissau emergirá do seu povo e que “sementes como esta iniciativa, plantadas com vitalidade e vigor, serão um aspecto importante da nova narrativa para o país”.

Modibo Touré adiantou ainda que esta iniciativa está em conformidade com os princípios  das Nações Unidas nos processos de paz inclusivos e sublinha a importância do papel das mulheres na construção da paz e na transformação, pela positiva, de conflitos.

A Presidente da Rede das Mulheres Mediadoras, Maria de Conceição Fernandes Ferreira, explicou que o lançamento da rede escreve-se na concretização de ações que visam  à criação de condições que permitam viabilizar o envolvimento das mulheres guineenses, carregadas de potencialidades, cujo concurso é imprescindível, nos processos de prevenção, gestão e resolução de conflitos.

Em 2014, o UNIOGBIS financiou um longo processo de capacitação das mulheres no território nacional em matéria de mediação, gestão e resolução de conflitos que culminou com a formação de formadoras de mais de 200 pessoas maioritariamente mulheres.

ANG/ÂC/SG

Saúde pública


Guiné-Bissau com 11 casos de microcefalia 

Bissau,06 Dez 16(ANG) - A Guiné-Bissau registou 11 casos de microcefalia em recém-nascidos desde o início do ano, provocados pelos vírus Zika, Dengue e Chicungunha, anunciou segunda-feira o diretor do Instituto Nacional de Saúde , Plácido Cardoso.

"Houve mais de 30 casos enviados para análise e dos 19 já concluídos há 11 confirmados, alguns devido a Zika, outros devido a Dengue e Chicungunha", referiu aquele responsável aos jornalistas.

As análises foram feitas pelo Instituto Nacional de Serologia da Dinamarca e pelo Instituto de Medicina Tropical da Bélgica.

Os casos são provenientes das ilhas Bijagós, Gabu, Bafatá e da capital, Bissau.

Plácido Cardoso aconselhou à limpeza das zonas
em redor das habitações como a melhor forma de prevenir a infeção por vírus que são transportados por mosquitos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou a 18 de novembro que o vírus Zika, associado a graves anomalias cerebrais em recém-nascidos, deixou de ser uma "emergência de saúde pública" a nível mundial.

"O vírus Zika continua a ser um problema extremamente importante a longo prazo, mas já não é uma emergência de saúde pública de alcance mundial", declarou o presidente do comité de urgência da OMS sobre o Zika.

ANG/LUSA

Sociedade civil


Movimento de Cidadãos Inconformados pede  renuncia do presidente José Mário Vaz 

Bissau,06 Dez 16(ANG) - O Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI) com a crise política na Guiné-Bissau voltou a pedir o afastamento do presidente guineense, José Mario Vaz, da chefia do Estado. 

Segundo a RFI, o Movimento  voltou  a afirmar a sua determinação de ver José Mário Vaz  partir da presidência  e acusam-no de  ser o responsável pelo impasse político que se verifica no paí
s.

O advogado Sana Canté é o presidente do Movimento que reagrupa essencialmente jovens que não concordam com a crise política. Este afirmou nomeadamente que "o Presidente da República tem que renunciar das suas funções porque revelou ser incapaz de pôr fim à crise que ele criou".

Na quarta-feira, o Movimento de Cidadãos Inconformados com a Crise Política, terá uma audiência com uma delegação da Comissão dos Assuntos Políticos da ONU que se encontra de visita à Bissau.

Será ocasião para que o Movimento transmita à ONU que a solução da crise guineense passa necessariamente pela renúncia do Presidente José Mário Vaz.

Os jovens do Movimento prometem intensificar a luta e anunciam uma manifestação já no próximo sábado em Bissau. 

Esta segunda-feira o Movimento fez seguir para o tribunal da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), uma queixa-crime contra o Estado guineense que acusa de proibir as manifestações dos Cidadãos Inconformados com a Crise Política.

ANG/RFI

Eleições gambianas




Liga Guineense dos Direitos Humanos satisfeita com derrota de Jammeh


Bissau,06 Dez 16(ANG) - A Liga Guineense dos Direitos Humanos esta satisfeita  com a derrota de Yaya Jammeh nas eleições presidenciais da Gâmbia e considera ter chegado ao fim um regime de medo e tirania.

A Liga felicita "calorosamente o povo gambiano pela determinação e coragem de vencer o medo e fazer triunfar a liberdade" ao escolher uma personalidade da oposição para ser novo Presidente do país, anunciou a organização em comunicado na segunda-feira.

"O povo gambiano libertou-se de um tirano que o reprimiu durante 22 anos", considera a Liga Guineense dos Direitos Humanos, que quer agora ver levados à justiça todos os elementos do regime derrotado nas urnas.

Para a Liga, Yaya Jammeh personificou um regime ditatorial que assassinou "centenas de pessoas" e forçou ao exílio de opositores, nomeadamente artistas, clérigos e militares.

Entre os que terão morrido às ordens do Presidente gambiano, a organização guineense destaca "o iminente e destacado jornalista Deyda Hydara, editor do jornal ‘The Point'" que terá sido "barbaramente assassinado no dia 16 de dezembro de 2004, pelo NIA, esquadrão de morte do regime derrotado".

Adama Barrow, 51 anos, foi eleito na quinta-feira como novo líder do país.

A Gâmbia é um pequeno país rodeado pelo Senegal e que conta com uma forte comunidade de emigrantes da Guiné-Bissau.

O país é considerado um ponto estratégico no comércio internacional da Guiné-Bissau por ser uma das principais fontes de abastecimento do mercado guineense com produtos alimentares e carburantes.

ANG/Lusa


Política


CEDEAO deve anunciar Primeiro-ministro de consenso para a Guiné-Bissau no dia 17 

Bissau,06 Dez 16(ANG) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deverá anunciar o nome de figura de consenso escolhida para primeiro-ministro da Guiné-Bissau, no dia 17, disse segunda-feira o líder do parlamento guineense, Cipriano Cassamá.

O responsável deslocou-se no fim de semana à Guiné-Conacri para se avistar com o Presidente daquele país, Alpha Condé, mediador da crise política na Guiné-Bissau, mandatado pela CEDEAO.

Cipriano Cassamá disse segunda-feira aos jornalistas, à chegada ao aeroporto de Bissau, ter recebido a garantia de que, no dia 17, o nome da figura escolhida será anunciada na cimeira de chefes de Estado da organização sub-regional a ter lugar na Nigéria.

O presidente do parlamento disse ter ficado esclarecido sobre o Acordo de Conacri e em relação ao nome da figura de consenso escolhida para ser primeiro-ministro guineense.

"A CEDEAO ainda não se pronunciou oficialmente sobre o relatório final do mediador da crise. 

O presidente Alpha Conde, mediador, fá-lo-á oportunamente durante a cimeira de chefes de Estado a ter lugar em Abuja, no dia 17 de dezembro. Tudo  mais será pura especulação", disse Cipriano Cassamá.

O nome da figura que teria sido escolhida para liderar o governo guineense tem gerado controvérsia no país, tendo o chefe de Estado decidido nomear o general na reserva Umaro Sissoco Embaló, de 44 anos, líder do executivo.

Três dos cinco partidos representados no parlamento guineense (PAIGC, PCD e UM) rejeitaram o nome de Umaro Sissoco Embaló, que dizem não ter sido o escolhido à luz do Acordo de Conacri, e recusam-se a integrar o seu executivo.

Sissoco Embaló ainda não formou o seu governo.

O presidente do parlamento guineense pediu paciência aos atores políticos do país até o dia 17 deste mês para que se saiba de forma oficial qual a posição a ser adotada pela CEDEAO, organização que tenta conciliar as partes desavindas na Guiné-Bissau.

ANG/LUSA

Política


“A Guiné-Bissau sofre de profunda crise de liderança”, diz Carlos Lopes

Bissau,06 Dez 16(ANG) – O economista guineense e ex. secretário -geral adjunto da ONU, Carlos Lopes afirmou que a Guiné-Bissau está a sofrer um problema de liderança profunda porque não existe um compromisso com um projecto de desenvolvimento do país.

Em entrevista concedida segunda-feira a Rádio França Internacional, Carlos Lopes disse que isso afecta a forma como se faz a política ou seja aquilo que se chama a procura da renda que constitui o único objectivo da maior parte dos políticos do país.

Explicou que, aqueles que não seguem por este caminho são penalizados porque são vistos como obstrutivos da distribuição. 

Instado a dizer que se está a referir ao actual líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), Carlos Lopes respondeu que Domingos Simões Pereira é um político sério, acrescentando que é importante que levemos em conta a situação de distribuição de renda tem critério e patamar que é o crescimento económico.

“Mas não pode ser somente o crescimento económico e tem que ser também seguido da eficácia e produtvidade e até porque a Guiné-Bissau tem crescido de uma forma completamente obtusa apesar da crise”, informou.

Carlos Lopes disse que quando algumas pessoas se apoderaram daquilo que devia ser bens públicos comuns, salientando como exemplo a forma de fazer a colectagem dos impostos no país é obsolutamente obsoleta e não tem nada a ver com as próprias características das economias que baseiam no mercado interno já que temos a cobertura de uma moeda como franco CFA poderia ser muito mais exigente em matéria fiscal.

“Isso não verifica porque as pessoas estão completamente  distraídas e pensam que o Estado é para se utilizar e não para servir”, explicou.

Perguntado sobre se neste caso a liderança de José Mário Vaz no seu ponto de vista não satisfaz, Carlos Lopes respondeu que não pretende entrar em considerações de natureza pessoais, acrescentando que esse é um dos problemas principais da Guiné-Bissau neste momento ou seja da pessoalização política.

“Pefiro olhar o país no contexto e o contexto geral é que quando aos guineenses votam normalmente exercem esse direito de uma forma muito pacífica porque não há muitos problemas de eleições no país. Mas logo a seguir as eleições surgem desenvolvimentos de conflitos e são sempre de naturezas mais pessoal”, explicou Carlos Lopes antigo secretário executivo da Comissão Económica para África.  

ANG/ÂC/SG

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Finanças



              FMI anuncia retoma da cooperação  com  Guiné-Bissau

Bissau,05 Dez 16(ANG) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou sexta-feira, que vai retomar o programa de assistência técnica e financeira à Guiné-Bissau, após o Governo ter cumprido  as diretrizes acordadas, indicou o ministro guineense das Finanças, Henrique Horta dos Santos.

Em conferência de imprensa conjunta com o representante do FMI em Bissau (Óscar Melhado), o ministro guineense anunciou com alegria o reatar da cooperação com a instituição financeira mundial, suspensa em junho.

Todavia, o FMI não gostou de algumas medidas tomadas pelos anteriores governos, nomeadamente a compra da carteira de créditos malparados do setor privado à banca comercial e ainda o destino que seria dado a toros de madeira cortada nas florestas do país e que foram confiscados pelo Estado.

A instituição exigiu a anulação da operação de compra da divida pública aos bancos e instou o governo de Umaro Sissoco Embaló a vender a totalidade da madeira confiscada e reverter os montantes daí resultantes para o Tesouro Público.

Ainda assim, o FMI condicionou a retoma de qualquer assistência, após a observância das duas medidas referidas, bem como o desembolso de um empréstimo de 7,1 milhões de dólares, que deverá acontecer nos próximos dias, segundo anunciou o representante do FMI em Bissau.

Óscar Melhado confirmou, de seguida, o cumprimento das duas medidas, enquanto o ministro das Finanças guineense disse que “o país deve orgulhar-se da resposta que deu às exigências do FMI”, alertando, todavia, para “a necessidade de prosseguir com o rigor para evitar novas derrapagens das finanças públicas”.

“O país está de parabéns e decidido a lançar-se no desafio de adotar medidas de rigor nas contas públicas”, enfatizou Henrique dos Santos, acrescentando que a Guiné-Bissau ganhou “um voto de confiança” do FMI.
 ANG/A Bola

Crime


         França confirma condenação de antigo militar hutu por genocídio

Bissau, 05 Dez 16 (ANG) - A Justiça francesa aceitou sábado a condenação a 25 anos de prisão do antigo comandante militar hutu Pascal Simbikangwa, confirmando a sentença da primeira instância, de 2014, por cumplicidade no genocídio cometido no Ruanda em 1994.
 
Ao fim de seis semanas, Pascal Simbikangwa voltou a ser considerado culpado de genocídio e de praticar crimes contra a humanidade por uns factos ocorridos no Ruanda há 22 anos.

O antigo responsável militar hutu, de 56 anos, foi considerado pelo tribunal de Seine-Saint-Denis, de segunda instância, cúmplice de um massacre que causou, pelo menos, 800 mil vítimas mortais da minoria tutsi no Ruanda, em poucas semanas.

O condenado, que insiste na sua inocência, afirma que está a ser acusado por motivos políticos.

A sentença contra Simbikangwa de 2014 marcou um ponto de mudança em França, por ter sido a primeira sobre o genocídio e em que foram ouvidas cerca de 20 testemunhas, algumas vindas directamente do Ruanda e outras por videoconferência, entre as quais assassinos arrependidos.

O antigo militar ruandês, capturado em Outubro de 2008 por um caso de tráfico de documentação falsificada na ilha francesa de Mayotte, foi julgado em Paris e não no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR), com sede em Arusha, Tanzânia.
 
Em França estão a decorrer pelo menos vinte processos semelhantes em virtude do princípio de justiça universal que permite aos magistrados julgar estrangeiros em território francês, em concreto desde 1996 para o genocídio ruandês.

A justiça francesa também condenou a prisão perpétua dois antigos políticos ruandeses, Octavien Ngenzi e Tito Barahirwa, pela sua participação no genocídio de tutsis em Kabarondo, no leste do Ruanda, em Abril de 1994.
ANG/JA

Natal e Novo ano


   Cidadãos reticentes em relação aos preparativos devido fraco poder de compra

Bissau 05 Dez. 16) ANG) - Alguns cidadãos guineenses manifestaram hoje reticentes em relação aos preparativos para a quadra festiva de Natal e Novo ano uma vez que a crise politica está a bloquear o país em todos os domínios, principalmente financeira.

Cidadãos nas compras
Numa auscultação feita pela ANG para testar o poder de compra dos cidadãos em meados das duas festas mais importantes para os guineenses, os entrevistados foram unânimes em considerar o momento de muito delicado e a instabilidade política está a pôr em causa os preparativos uma vez que os funcionários públicos não estão a receber na hora os seus ordenados.

Paulo Có sapateiro residente em Bissau no Bairro de Cuntum disse que da sua parte ainda não começou os preparativos como de costume porque a situação não está a favorecer, acrescentando que não dispõe ainda de dinheiro e os clientes aparecem a conta gota porque como sabem os salários dos funcionários são pagos muito tarde.

“Quando isso acontece o negócio cai o que era poupado vai para as despesas quotidianas tais como, escolas das crianças, renda da casa entre outras. Por isso digo que para mim parece que ainda estamos em meados de Março”, lamentou, acrescentando que se não houver um entendimento entre os políticos para normalizar o país será mais uma festa em crise e sem dinheiro.

Por sua vez, a cidadã Carlota Vaz funcionaria pública salientou que sempre nos primeiros dias de Dezembro ela já estava avançada em termos de preparativos para o dia do menino Jesus, mas segundo as suas palavras este ano ainda não conseguiu mudar a pintura da sua casa por falta de fundo.

Esta cidadã responsabiliza os políticos pela dificuldade que o povo está a passar uma vez que nem salário estão a conseguir pagar no tempo certo o que complica ainda mais a vida da população.

“Se recebemos o salário do mês de Outubro em Novembro e eventualmente viermos a receber o de Novembro em Dezembro e com certeza o vencimento de Dezembro será pago só em Janeiro do próximo ano, por isso não quero ser pessimista mais tudo indica que a festa desse ano será difícil.

Para Maria de Santa residente em Bissau o momento e de incerteza em relação aos preparativos, ela explicou que o pouco que resta da sua poupança será aplicada na comprar de certos artigos que neste momento estão a ser vendidos num preço acessível de forma a poder guarda-los para a festa porque caso contrário vai correr o risco de passar as festas numa situação que segundo la nem quer pensar.

“Por isso nós as mães pedimos um entendimento entre os políticos e dirigentes desse país, porque quando há problemas os mais fracos é que pagam e os comerciantes não perdoam em termos de preços. Mas esperamos que até os dias mais próximos da festa a situação pode alterar para que toda a família possa gozar de uma forma normal as festas do natal e do Ano Novo“, disse.

Por seu turno, o cidadão Bruno Rodriguês mecânico de profissão disse que a sua família ainda não iniciou as compras uma vez que a situação do país não está a ajudar, tendo afirmado que os problemas políticos sempre refletem nos problemas sociais e o rendimento cai porque cada um toma precaução com os gastos.

“Eu tenho três filhas que precisam da roupa, sapatos porque o Natal é um dia de festas, por isso estou a acumular um pouco que ganho diariamente, apesar de o número de clientes reduzir. Espero começar a fazer as minhas compras  lá para os dias 15 a 20 do corrente mês porque o importante é a saúde e alimentação”, frisou, tendo desejado coragem e esperança para o povo principalmente os mais necessitados.
ANG/MSC/ÂC/SG

Greve geral

         UNTG decide paralisar função pública nos próximos dias 14 e 15

Bissau, 05 Dez 16 (ANG) - A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), anunciou hoje a realização de uma greve geral na função pública guineense nos dias 14 e 15 do corrente mês, reivindicando a reintegração dos funcionários expulsos nas empresas de telecomunicações Orange Bissau e MTN e os da empresa de segurança denominada Masa.
Estevão Gomes Có

A decisão  foi tornada pública  pelo Secretário-geral da UNTG, Estevão Gomes Có, numa conferência de imprensa realizada em Bissau.

Um pré-aviso de greve já foi entregue para o efeito  e Estevão Co disse que ainda se exige a inscrição dos trabalhadores da empresa de segurança Masa, no Instituto de Segurança Social.

 “Os funcionários expulsos das empresas acima referidas ganharam a justiça e não foram recolocados, por isso nós como maior Central Sindical do país optamos por implementar as nossas medidas para fazer valer as leis”, disse  Gomes Có. 

Acrescentou que os tribunais são órgãos de soberania com competência para administrar a justiça em nome do povo e que por isso as suas decisões são de cumprimento obrigatório quer por parte do Estado assim como das entidades públicas menores e empresas privadas que desenvolvem as suas actividades na Guiné-Bissau.

O secretário-geral da UNTG lamentou o facto de os governantes não terem colaborado para o cumprimento dos deveres inerentes ao reconhecimento dos direitos dos trabalhadores conforme consta na Constituição da República da Guiné-Bissau.

“Se os sucessivos governos continuarem a não tomar as medidas adequadas, as violações tendem a ganhar espaço”, considerou Có.
 ANG/AALS/ÂC/SG

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Colômbia


                           Avião acidentado ficou sem combustível

 Bissau, 02 dez 16 (ANG) - As autoridades de aviação da Colômbia confirmaram  quinta-feira que o avião que transportava a equipa brasileira da Chapecoense e que caiu perto do aeroporto em Medellín, provocando 71 mortos, não tinha combustível no momento do impacto.
 
“Podemos garantir com toda a certeza que a aeronave não tinha combustível no momento do impacto e, por isso, foi aberto um processo de inquérito para determinar o motivo”, disse o secretário de Segurança de Aviação Civil (Aerocivil) da Colômbia, Fredy Bonilla.

O avião, da companhia boliviana Lamia, caiu a 17 quilómetros do início da pista do aeroporto José Maria Córdova de Rionegro, que serve Medellín, provocando a morte a 71 dos 77 passageiros e tripulantes. 

A falta de combustível, tal como é referido pelo piloto para a torre de controlo momentos antes da queda, é a hipótese que ganha consistência para explicar o acidente ocorrido em Cerro Gordo, perto de Medellín.

Fredy Bonilla lembrou que as normas internacionais exigem que uma aeronave tenha combustível suficiente para cobrir a rota e possua uma reserva adicional para aterrar, se necessário, num aeroporto alternativo.

 Enquanto isso, o director do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses da Colômbia, Carlos Eduardo Valdes, disse que já foram identificados 59 corpos, sendo 52 brasileiros, cinco bolivianos, um paraguaio e um venezuelano. 

A Chapecoense ia disputar a primeira mão da final da Taça Sul-americana com os colombianos do Atlético Nacional, em Medellín, mas, na madrugada de terça-feira, em Cerro Gordo, na Colômbia, o avião em que seguia despenhou-se.

Entre as 71 vítimas, estão 22 jogadores do clube brasileiro, 22 dirigentes, membros da equipa técnica e convidados, 22 jornalistas e nove tripulantes, tendo sobrevivido seis pessoas, três jogadores, dois tripulantes e um jornalista.

Os jogos do campeonato alemão de futebol do próximo fim-de-semana vão ser antecedidos de um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente de avião em que seguia a equipa brasileira da Chapecoense, anunciou a liga germânica.

“O futebol profissional alemão vai render homenagem às vítimas do acidente de aviação na Colômbia com um minuto de silêncio e braçadeiras de luto em todos os jogos da primeira e da segunda divisão este fim-de-semana”, lê-se no site oficial da Bundesliga.


“Nós desejamos exprimir a nossa compaixão e as nossas condolências aos mais chegados às vítimas, aos sobreviventes e ao futebol brasileiro”, acrescenta o comunicado. Em Portugal, também se fará um minuto de silêncio nos jogos da I Liga.
ANG/JA

Insegurança alimentar

    Mais de 30 por cento de agregados familiares afectados nas zonas rurais

Bissau,02 Dez 16 (ANG) – Mais de trinta por cento de agregados familiar nas zonais rurais em quase todas as regiões inqueridos do país, com exceção da região de Bolama-Bijagós, se encontram em situação de insegurança alimentar.  
 
A informação constam de um comunicado conjunto do Programa Alimentar Mundial (PAM) e o Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (MADR) sobre  a situação da segurança alimentar e nutricional no país.

O documento refere que as taxas de insegurança alimentar estão mais elevadas nas regiões de Cacheu- 40,8 por cento, Gabu- 35 por cento e Oio- 32 por cento.

De acordo com o comunicado, o inquérito foi realizado entre 05 e 24 de Setembro do corrente ano, com uma amostra de 3173 agregados, o correspondente a cerca de 331.745 de pessoas.

Diz a nota que Pelo menos 87,7por cento das crianças de 6 a 59 meses (151.705) têm uma boa situação nutricional, 61 por cento (10 317 crianças) estão numa situação de desnutrição aguda moderada e que 4,2 por cento (7 .103 crianças) sofrem de desnutrição severa.

Perante esta realidade, recomenda-se as autoridades nacionais e aos parceiros o fornecimento de assistência alimentar para mais de 46 mil pessoas que estão em dificuldade de nutrição, sobretudo nas regiões de Cacheu, Gabu e Oio.

O documento aponta para a necessidade de ajuda alimentar e sanitária à 17 .420 crianças que sofrem de desnutrição aguda, em particular na região de Oio, de apoio aos agregados em materiais agrícolas e no acesso aos insumos como semente, e  equipamentos agrícolas. 

A nota refere  que é preciso aumentar centros de saúde e o número dos agentes comunitários para  cuidar das crianças desnutridas e recomenda  aos parceiros a compra de produtos locais, para abastecer as cantinas escolares ao nível nacional, e apoiar ao governo na implementação das acções de nutrição para melhorar  o quadro das crianças desnutridas.

O inquérito foi realizado no quadro das actividades do Sistema de Seguimento da Segurança Alimentar e Nutricional (SISSAN),implementado pelo PAM em parceria com MADR através da Secretaria de Estado da Segurança Alimentar.
ANG/LPG/JAM/SG